Por favor, abram na carta aos Efésios, no capítulo 1.
Vamos começar em Efésios 1:19.
E qual a suprema grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos, segundo a operação da força do Seu poder; o qual Ele exerceu em Cristo, quando O ressuscitou dentre os mortos e O fez assentar à Sua direita nos lugares celestiais; muito acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro: e sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés e O deu à igreja como Cabeça sobre todas as coisas; a qual é o Seu corpo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos.
E Ele vos vivificou, estando vós mortos em vossas transgressões e pecados; nos quais outrora andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós outrora vivíamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais: mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo Seu grande amor com que nos amou; estando nós ainda mortos em nossas transgressões, nos vivificou juntamente com Cristo — pela graça sois salvos —; e nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar com Ele nos lugares celestiais, em Cristo Jesus: para mostrar, nos séculos vindouros, as supremas riquezas da Sua graça, em bondade para conosco em Cristo Jesus.
Vamos fazer uma oração.
Querido Senhor, nosso coração está profundamente grato a Ti por nos reunires neste momento em Tua presença.
Senhor, ao pensarmos neste tempo, ao pensarmos em Tua volta iminente, nós Te agradecemos por Tua misericórdia e graça, que nos permitiram estar reunidos desta maneira.
Querido Senhor, queremos abrir nosso coração a Ti e permitir que Tu nos fales. Pedimos que nos concedas o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Deus.
Confessamos que, sem o Teu Espírito, não temos acesso a coisa alguma que seja espiritual. Mas como Te louvamos e agradecemos porque enviaste o Espírito Santo para realizar precisamente essa obra, para nos conduzir à Tua verdade!
Assim, Senhor, nosso coração se volta para Ti, confiando em Ti, crendo que farás tudo o que predeterminaste para este tempo. A Ti seja toda a glória. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Graças a Deus por nos reunir novamente neste momento.
Se vocês estiveram aqui na última vez, há um ano, sabem que, naquela ocasião, estivemos juntos tratando desta questão da batalha espiritual.
Todos nós, em certa medida, estamos envolvidos nessa batalha espiritual. Não é uma guerra deste mundo; é uma guerra espiritual.
É uma guerra que atravessa os séculos, entre Deus e Seu adversário, Satanás. De certa forma, ela diz respeito ao destino do homem: se o homem adorará a Deus ou se adorará a Satanás.
E somos exortados a permanecer firmes no Senhor, na força do Seu poder, revestidos da armadura de Deus — isto é, do nosso Senhor Jesus —, para permanecer firmes, resistir e nos manter firmes para que a vontade de Deus seja feita nesta terra, apesar de toda oposição.
Agora, nesta ocasião, gostaríamos de compartilhar juntos sobre esta questão da supremacia espiritual.
Esse é, de fato, um tema relacionado. Em certo sentido, a supremacia espiritual é o segredo da batalha espiritual. Em outro sentido, ela também é o resultado da batalha espiritual.
Gostaríamos de abordar esse tema primeiro do ponto de vista da nossa posição. Qual é a nossa posição nessa supremacia espiritual? Depois, em segundo lugar, gostaríamos de compartilhar sobre a nossa posse dessa supremacia espiritual.
Agora, queridos irmãos e irmãs, sempre que tratamos de qualquer coisa espiritual, temos de começar com Cristo, porque Nele está o princípio e Nele está o fim. Ele é o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último.
Não podemos falar de supremacia espiritual à parte do nosso Senhor Jesus.
Agora, na passagem que acabamos de ler, vocês veem que nosso Deus demonstrou a suprema grandeza do Seu poder ao ressuscitar nosso Senhor Jesus dentre os mortos e fazê-Lo assentar à Sua direita nos lugares celestiais.
Ele O colocou acima de todo principado, autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se nomeia, não apenas neste século, mas também no século vindouro, para que Ele fosse Cabeça sobre todas as coisas.
Assim, irmãos e irmãs, aqui encontramos nosso Senhor Jesus. Ele alcançou a posição de supremacia espiritual.
Ele, que era igual a Deus — Ele era o próprio Deus, o Filho de Deus, eternamente igual a Deus —, ainda assim esvaziou a Si mesmo.
É claro que Ele não poderia esvaziar-Se da Sua divindade, porque isso é o que Ele é e será para sempre. Mas Ele Se esvaziou de toda a glória, honra, posição e adoração que Lhe eram devidas como Deus, como o Filho de Deus.
Que esvaziamento foi esse! Ele esvaziou a Si mesmo e assumiu a forma de um servo.
Em outras palavras, quando Ele veio a este mundo para ser homem, em Seu coração, em Sua própria natureza, em Seu próprio caráter, Ele tinha a forma de um servo. Ele não tinha nenhum direito próprio; entregou todos os Seus direitos ao Pai celestial.
E, sendo encontrado em forma de homem, foi obediente a Deus até a morte — sim, a morte de cruz.
E, por meio do que fez, Ele realizou a obra da redenção. Por isso, Deus O ressuscitou dentre os mortos e, não somente isso, mas também O fez assentar à Sua direita nos lugares celestiais. Ali vemos que Ele é Cabeça sobre todas as coisas.
Lembrem-se: depois de Sua ressurreição e antes de Sua ascensão, em Mateus 28:18, Ele disse aos Seus discípulos:
Toda a autoridade, todo o poder, no céu e na terra, Me foi dado.
E, se vocês lerem o capítulo 5 de Apocalipse, que, creio eu, é uma reapresentação da Sua ascensão, encontrarão ali o Cordeiro recém-imolado, em pé.
Em outras palavras, Ele esteve morto, mas agora está ressuscitado dentre os mortos: um Cordeiro em pé no meio do trono.
Ninguém no céu, na terra ou mesmo debaixo da terra era digno de tomar aquele livro, a escritura de propriedade do universo, da mão de Deus, o Dono e Possuidor do universo.
Ninguém podia tomar aquele livro da mão de Deus, abrir os selos, executar a vontade de Deus e trazer todas as coisas de volta aos pés de Deus Pai. Ninguém podia, porque ninguém era digno.
E vocês se lembram de João, em espírito: quando ele viu essa visão e percebeu que não havia ninguém no céu, na terra ou debaixo da terra que fosse digno de realizar essa obra, chorou.
Por que ele chorou? Porque sentiu que não havia esperança. Se ninguém podia executar a vontade de Deus e recuperar a terra e todas as coisas para Deus, então a situação era sem esperança.
E, graças a Deus, ele foi consolado por um dos anciãos, que disse:
Não chores. Eis o Leão da tribo de Judá: Ele venceu e é digno de tomar o livro e abrir os selos.
E, quando João olhou ao redor, viu um Cordeiro recém-imolado, em pé. Ele é digno.
Ele tomou aquele livro e começou a abrir os selos. E vocês se lembram: os céus irromperam em adoração e louvor. Não apenas o céu, mas todo o universo foi convocado a participar do cântico triunfal.
Assim, irmãos e irmãs, aqui vocês encontram a supremacia espiritual. A supremacia espiritual está em Cristo Jesus. Ele venceu e está nessa posição exaltada, como Cabeça sobre todas as coisas.
Tudo está debaixo dos Seus pés, e tudo será colocado em sujeição a Ele. Isso é supremacia espiritual.
Mas gostaríamos de fazer uma pergunta: por que nosso Senhor Jesus alcançou a supremacia espiritual? Por que Ele teve de pagar um preço tão alto? Ele conquistou tamanha vitória para alcançar essa posição de supremacia espiritual. Por quê?
Foi para Si mesmo? No que diz respeito a Ele próprio, não havia necessidade. Por quê? Porque Ele é Deus. Ele é o Filho de Deus. Ele sempre ocupa a posição de supremacia, sempre está no controle. Essa é a Sua posição, o Seu direito.
Vocês se lembram de que, no capítulo 1 de Colossenses, o apóstolo Paulo procura compartilhar conosco a glória do Filho de Deus.
Cristo Jesus, nosso Redentor, é Aquele que nos redimiu, Aquele que nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do amor de Deus.
Agora, Quem é o Filho do amor de Deus? Ele é a imagem exata do Deus invisível. Deus é Espírito; Ele é invisível. Mas, graças a Deus, Ele tem uma imagem exata. Isso significa que Ele tem Alguém que manifesta tudo o que Deus é.
Em outras palavras, o Deus invisível torna-Se visível, e esse é o Filho.
Ele não é apenas a imagem exata de Deus. Tudo o que vocês podem pensar a respeito de Deus, tudo o que conhecem de Deus, tudo o que Deus é, tudo isso é manifestado, declarado, revelado e mostrado em Seu Filho, porque Ele é um com Deus.
Ele é o Criador de todas as coisas. Todas as coisas foram criadas Nele. Isso significa que Ele é o Arquiteto, o Projetista de todas as coisas. Todas as coisas foram criadas por Ele. Ele é o Construtor, o Executor da obra, e todas as coisas foram criadas para Ele. Ele é o Herdeiro de todas as coisas.
Agora, pensem em Sua glória. Como Deus, Ele está acima de todas as coisas. Ele sempre ocupa a posição de supremacia, sempre está no alto. Tudo está sempre debaixo Dele.
No que diz respeito ao nosso Senhor Jesus, como Filho de Deus, não havia necessidade de Ele vir a esta terra, vencer a batalha e conquistar a supremacia espiritual. Ele não precisa disso. Ela Lhe pertence por direito, para sempre.
Então, por que nosso Senhor Jesus teve de alcançar essa posição? Acho que a resposta é muito clara: foi por nossa causa.
Vocês sabem que, quando Deus criou o homem, em Gênesis, Ele o criou à Sua própria imagem, segundo a Sua semelhança.
E, irmãos e irmãs, quando vocês leem isso, que impressão têm? Por que, ao criar todo o universo, todas as coisas visíveis e invisíveis, Deus simplesmente as criou por Sua palavra? Ele falou, e assim se fez.
Nem mesmo os anjos foram criados segundo a Sua imagem e semelhança. Apenas o homem: Deus criou o homem à Sua própria imagem, segundo a Sua semelhança. Por quê?
Ele criou o homem de tal maneira que o homem é capaz de receber Sua própria vida divina, não criada. Ele criou o homem com um propósito muito especial.
Vocês se lembram de que, antes de Ele criar o homem, houve uma rebelião no universo.
Um arcanjo, Lúcifer, recebeu sabedoria, talentos e posição pela maneira como foi criado. Aos poucos, o orgulho começou a surgir em seu coração.
Ele não estava satisfeito em estar sob a autoridade de Deus. Queria elevar-se para ser igual a Deus.
E, por causa disso, foi expulso do céu. Com ele, um terço das hostes angelicais o acompanhou na rebelião.
Muito provavelmente, nosso planeta Terra, nosso universo, naquela época havia sido entregue a esse anjo para governar. Assim, com essa queda, nosso universo caiu com ele. A terra tornou-se sem forma e vazia. Perdeu seu propósito; foi corrompida.
E, quando Deus restaurou essa terra arruinada para torná-la habitável, por último, no sexto dia, Ele criou o homem.
Agora, qual era o pensamento de Deus por trás disso? Por que Ele criou o homem, e o criou à Sua própria imagem? Por quê?
E não apenas isso: o homem foi criado, e Deus lhe deu domínio — domínio sobre as aves do céu, os animais do campo e os peixes.
Deus deu ao homem o governo, a administração da terra. Ele disse: “Sujeite-a. Traga-a de volta aos pés de Deus”.
Assim, o homem tem uma missão tremenda a cumprir. E, para cumprir essa missão, Deus colocou o homem no jardim do Éden.
No meio do jardim estava a árvore da vida e, ao lado dela, a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Agora, o que está por trás de tudo isso? Deus disse que o homem poderia comer livremente de toda árvore do jardim. Havia muitas árvores frutíferas, todo tipo de alimento para o corpo do homem.
No entanto, no meio do jardim, Deus colocou a árvore da vida e, ao lado dela, a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Em outras palavras, Deus estava procurando dizer ao homem: “Para cumprir a missão que Eu lhe confiei — sujeitar, exercer domínio, trazer tudo aos Meus pés —, você precisa comer da árvore da vida”.
“Você foi criado com uma capacidade; existe aí um potencial. Mas, sem a própria vida de Deus, você não será capaz de cumprir sua missão. Contudo, você precisa escolher por sua livre vontade.”
Essa é, portanto, a razão pela qual, ao lado da árvore da vida, estava a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Agora, algumas pessoas pensam que a árvore do conhecimento do bem e do mal era uma árvore má, uma árvore ruim. Mas, pessoalmente, não consigo entendê-la dessa maneira.
Porque Deus plantou e preparou aquele jardim. Era o jardim do Éden, um jardim de prazer. Não consigo acreditar que Deus colocaria algo mau naquele jardim. Tudo ali devia ser bom.
Todas as árvores frutíferas serviam de alimento para o nosso corpo. Deus nos deu um corpo e providenciou a nutrição, o alimento, para sustentá-lo.
Então, o que é a árvore do conhecimento do bem e do mal? É uma árvore de conhecimento. O conhecimento é bom. Nós queremos conhecimento.
O conhecimento do bem e do mal é o mais elevado de todos os conhecimentos. Vocês não conseguem pensar em nenhum conhecimento superior ao conhecimento do bem e do mal. Esse é o conhecimento ético — saber o que é bom e saber o que é mau.
O conhecimento científico apenas explica os fenômenos do universo, as coisas físicas. A filosofia pode lhes proporcionar algum treinamento no pensamento racional.
Mas o conhecimento do bem e do mal, o conhecimento moral, é o mais elevado de todos.
Mas, quando ele é comparado com a árvore da vida, vocês descobrem que aquilo que é melhor é inimigo daquilo que é o melhor de tudo.
Em outras palavras, se o homem rejeitar a vida de Deus e procurar desenvolver sua alma com esse conhecimento do bem e do mal, ele fará de si mesmo um deus.
O homem pensa que agora é deus, mas descobre que tem o conhecimento e não tem o poder para resistir ao mal e fazer o bem.
Assim, irmãos e irmãs, no jardim do Éden, Deus permitiu que o homem escolhesse qual seria o seu próprio destino.
Infelizmente, nossos primeiros pais escolheram ser independentes de Deus. Rejeitaram a vida de Deus, e o resultado é a morte.
Irmãos e irmãs, o homem foi criado para ocupar uma posição de supremacia espiritual. Essa é a vontade de Deus.
Mas, infelizmente, vemos que o homem caiu. Perdemos essa posição. Perdemos essa supremacia. Estamos por baixo.
Quando vocês leem o capítulo 2 de Efésios, veem que estávamos mortos em transgressões e pecados.
Nosso espírito — o único órgão capaz de se comunicar com Deus, o único órgão capaz de receber Deus e receber a vida de Deus — estava morto por causa do pecado e das transgressões.
É por isso que nosso Senhor Jesus disse:
Deixa os mortos sepultar os seus mortos.
Que os espiritualmente mortos sepultem os fisicamente mortos.
O homem estava sob a autoridade do poder da maldade nos ares.
Os homens pensam que são livres, mas não são. Estão sob o poder maligno dos ares.
A vida do homem era movida pelos desejos da carne. Éramos filhos da ira. Era isso que éramos.
Mas, graças a Deus, irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus veio.
Deus, em Sua misericórdia e nas riquezas da Sua graça, nos vivificou com Cristo Jesus. Somos salvos pela graça.
Nosso Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, levou em Seu próprio corpo os nossos pecados naquele madeiro. E, por causa do Seu sangue derramado, nossos pecados são perdoados. Assim, somos vivificados com Cristo.
Mas isso não é tudo. Ele também nos ressuscitou dentre os mortos. Quando nosso Senhor Jesus foi ressuscitado dentre os mortos, nós fomos ressuscitados com Ele dentre os mortos.
E não apenas isso: Ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.
Assim, irmãos e irmãs, onde está nossa posição de supremacia espiritual? Como ela se torna nossa? É muito claro: ela está em Cristo Jesus.
Nosso Senhor Jesus, como Filho do Homem, alcançou a supremacia espiritual por causa de Sua obediência ao Pai.
Vocês sabem, nosso Senhor Jesus tem hoje dupla honra, dupla glória. Vocês se lembram do capítulo 17 de João. Em Sua oração, Ele lembrou ao Pai que estava voltando para o Pai, para retomar aquela glória que tinha com o Pai desde a eternidade.
Quando nosso Senhor Jesus voltou para o Pai, retomou a glória, a honra e a supremacia das quais havia aberto mão ao vir a esta terra, e passou a desfrutá-las juntamente com o Pai por toda a eternidade. Essa é a glória do Filho de Deus.
Mas, quando Ele foi para o céu, recebeu outra glória. É uma glória que o Pai Lhe deu como Filho do Homem, por causa do que Ele havia feito nesta terra, por causa da vitória que havia conquistado em favor do homem.
Assim, como Homem, o Pai Lhe deu uma glória. Essa é a glória sobre a qual nosso Senhor Jesus falou em Sua oração, pedindo que pudéssemos vê-la, porque haveremos de compartilhar Sua glória com Ele.
Jamais poderemos compartilhar Sua glória como Filho de Deus — não, jamais. Mas compartilharemos Sua glória como Filho do Homem.
Nunca compartilharemos Sua supremacia espiritual como Filho de Deus. Não. Ele é sempre Deus; nós somos sempre humanos.
Podemos ter Sua vida. Podemos participar de Sua natureza divina. Podemos ser um com Ele em vida, em amor, até mesmo em glória; mas isso se limita à glória do Filho do Homem.
Irmãos e irmãs, no que diz respeito ao nosso Senhor Jesus, como Filho do Homem, Ele alcançou — Ele conquistou — a supremacia espiritual.
Mas e nós? Não conquistamos nem alcançamos essa posição de supremacia espiritual. Nós a recebemos pela graça de Deus.
Não fizemos coisa alguma para sermos vivificados dentre os mortos. Ele fez isso. Não fizemos coisa alguma para sermos ressuscitados dentre os mortos. Ele fez isso.
Não fizemos coisa alguma para sermos assentados nos lugares celestiais. Ele fez isso. É Nele e com Ele.
Assim, queridos irmãos e irmãs, como podemos falar de supremacia espiritual se não falarmos de Cristo? Porque ela não existe à parte Dele. Ele a conquistou, e nós, pela graça, a recebemos.
Assim, irmãos e irmãs, hoje nos foi dada, por Sua graça, uma posição de supremacia espiritual.
Muitas vezes, sabemos apenas que somos salvos pela graça, mas não sabemos que temos essa posição de supremacia espiritual.
E, por causa disso, vemos que, mesmo depois de sermos salvos, nossa vida cristã é frequentemente uma vida derrotada — uma vida de esforço e luta —, em vez de enxergarmos que estamos em uma posição elevada.
Se vocês ocupam uma posição elevada, têm a vitória. Agora, nosso Senhor Jesus já alcançou essa posição para nós, e estamos ali, por Sua graça, nessa supremacia espiritual. É a partir dali que devemos combater o combate da fé.
Mas, queridos irmãos e irmãs, isso é mais do que apenas uma posição que nos foi dada. Graças a Deus, recebemos essa posição.
Mas o que será dessa posição se não houver uma vida correspondente dentro de vocês? Em outras palavras, vocês podem receber uma posição, mas, se não tiverem a vida necessária para corresponder a ela, em vez de glória, ela se transformará em vergonha.
Assim, irmãos e irmãs, não recebemos apenas uma posição formal. É mais do que uma aquisição.
Porque, quando Ele nos deu essa posição, deu-nos Sua vida. Vocês sabem, Sua vida está em nós, e essa vida é uma vida de supremacia.
Isso foi demonstrado na vida do nosso Senhor Jesus quando Ele esteve na terra, e essa mesma vida está em vocês e em mim. Se permitirmos, Ele demonstrará exatamente a mesma coisa por meio de nós.
Assim, queridos irmãos e irmãs, vamos compreender isso logo no início deste nosso tempo juntos.
Vocês sabem, quando chegamos a 2 Pedro 1:3-4, ele diz:
Visto que o Seu divino poder nos tem concedido todas as coisas que dizem respeito à vida e à piedade, pelo conhecimento Daquele que nos chamou por Sua própria glória e virtude; pelas quais Ele nos tem concedido as Suas preciosas e grandíssimas promessas; para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção que há no mundo pela cobiça.
Deus nos deu Sua vida divina. E, nessa vida divina, há todo o potencial, todo o poder, para a piedade.
Isso significa tornar-nos participantes de Sua natureza divina, ser como Ele é.
E, com essa vida em nós, se conhecermos essa vida e aprendermos a viver por ela, então nossa posição se tornará posse.
Assim, irmãos e irmãs, espero sinceramente que comecemos reconhecendo a posição que temos em Cristo Jesus.
E lembrem-se também: a vida que está em nós é para essa posição.
Vamos orar?
Querido Senhor, queremos agradecer-Te pelo que fizeste por nós.
Nós Te agradecemos porque alcançaste a supremacia espiritual por nossa causa.
Querido Senhor, queremos agradecer-Te porque tudo isso é pela Tua graça.
Nós Te agradecemos por nos dares não apenas nossa posição, mas também Tua vida, para que sejamos capazes de corresponder à elevada posição que nos deste.
Assim, Senhor, pedimos que nos dês uma visão do que fizeste por nós — das grandes coisas que fizeste por nós —, para que possamos realmente entrar nessa realidade e glorificar Teu nome.
Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.