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    What Is Spiritual Warfare © 2026 Christian Testimony Ministry
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    What Is Spiritual Warfare
    What Is Spiritual Warfare
    Kaung, Stephen

    A Guerra Espiritual

    Por favor, abram em Efésios, na carta aos Efésios, capítulo 6. Vamos ler a partir do versículo 10.

    Quanto ao mais, irmãos, fortalecei-vos no Senhor e no poder da Sua força.
    Revesti-vos da panóplia de Deus, de toda a armadura de Deus, para que possais permanecer firmes contra as artimanhas do diabo.
    Porque a nossa luta não é contra sangue e carne, mas contra principados, contra autoridades, contra os dominadores universais destas trevas, contra o poder espiritual da maldade nas regiões celestiais.
    Por essa razão, tomai a panóplia de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo cumprido tudo, permanecer firmes.
    Permanecei, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade, vestido a couraça da justiça e calçado os pés com a preparação das boas-novas da paz.
    Além de tudo isso, tendo tomado o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
    Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus;
    Orando em todo tempo, com toda oração e súplica no Espírito, e vigiando para isso mesmo com toda perseverança e súplica por todos os santos;
    E por mim, para que me seja dada a palavra ao abrir a minha boca, para tornar conhecido com ousadia o mistério das boas-novas.

    — Efésios 6:10-19

    Agora, 2 Coríntios, capítulo 10. Vamos ler do versículo 3 ao versículo 5.

    Pois, embora andando na carne, não guerrearmos segundo a carne;
    Porque as armas da nossa guerra não são carnais, mas poderosas segundo Deus para a destruição de fortalezas;
    Destruindo raciocínios e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.

    — 2 Coríntios 10:3-5

    Oração Inicial

    Vamos fazer uma oração.

    Querido Senhor, ao nos reunirmos em Teu nome, temos a certeza de que Tu estás em nosso meio. Nós Te louvamos e agradecemos; embora estes sejam dias maus, Tu estás no trono.

    Viemos pedir que nos concedas entendimento espiritual, para que conheçamos o nosso tempo e a Tua vontade. Senhor, a nossa oração é que nos tomes e nos faças vasos e instrumentos em Tuas próprias mãos.

    Oramos para que venha o Teu reino e seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. Que o Teu nome seja santificado. Senhor, entregamos este tempo em Tuas mãos.

    Não temos suficiência em nós mesmos. Pedimos que nos concedas o Espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Deus. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    A Realidade do Mundo Espiritual

    O tema deste encontro é a guerra espiritual.

    Agora, para compreendermos a guerra espiritual, creio que, antes de tudo, precisamos reconhecer que existe um mundo espiritual.

    Vocês sabem, estamos acostumados com o nosso mundo físico, com as coisas que se veem. Em certo sentido, damos por certo que isso é tudo o que existe. Vivemos neste mundo físico; tocamos coisas físicas. Às vezes, pensamos que isso é tudo.

    Creio que esse é um dos maiores enganos do mundo, porque existe um mundo espiritual — um mundo invisível, mas muito real. Podemos dizer que ele é mais real do que o mundo físico.

    Tudo o que é físico está, em certo sentido, sendo controlado pelo que é espiritual. O que podemos ver é apenas uma sombra, mas a realidade é o que não se vê.

    Vocês sabem, as pessoas deste mundo têm os olhos cegados pelo deus deste mundo, de modo que só conseguem enxergar o mundo físico. Vivem nele e o buscam. Pensam que podem viver segundo os próprios desejos.

    Mas a Escritura diz, em Efésios 2:1, que estávamos mortos em delitos e pecados e que antes andávamos segundo a era deste mundo, segundo o príncipe da autoridade do ar, o espírito que atua nos filhos da desobediência.

    Assim, vemos as pessoas andando neste mundo segundo a era deste mundo — isto é, segundo a moda e a corrente deste cosmos, deste mundo. Exteriormente, parece que todos podem fazer o que querem.

    No entanto, a Palavra nos diz que, na verdade, elas andam segundo o príncipe da autoridade do ar — os espíritos malignos que atuam no coração dos desobedientes.

    Portanto, irmãos e irmãs, antes éramos filhos da desobediência. Antes pensávamos que vivíamos segundo os nossos desejos; contudo, sem saber, estávamos de fato sob o controle de espíritos malignos. Não sabíamos disso.

    A Libertação do Poder das Trevas

    Mas, graças a Deus, estando sob esse tipo de domínio, sofremos tanto que acabamos clamando por libertação.

    Vocês sabem, foi como aconteceu com os filhos de Israel: viviam no Egito, sob o domínio de Faraó. Foram submetidos a trabalhos forçados e, mais do que isso, foram privados até mesmo da esperança de viver. Somente debaixo desse tipo de opressão clamaram por libertação.

    Foi exatamente isso que aconteceu com cada um de nós. Graças a Deus, Ele ouviu o clamor do nosso coração. Ele nos salvou. Ele perdoou os nossos pecados.

    Pois, irmãos e irmãs, quando somos salvos, não se trata apenas de termos os nossos pecados perdoados — e isso já é grandioso. Antes estávamos tão sobrecarregados com os nossos pecados; contudo, ao olharmos para o Senhor Jesus, aquele fardo caiu. É um dia feliz.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, vemos que o Senhor fez muito mais do que isso. Ele não apenas perdoou os nossos pecados, mas de fato nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor.

    Agora, muitas vezes não percebemos isso. Pensamos apenas no que nos aconteceu e em como nos sentimos a respeito. Antes estávamos tão carregados de pecados, e Ele nos libertou; mas nos esquecemos de que algo muito maior aconteceu.

    Na verdade, no momento em que cremos no Senhor Jesus, Ele nos libertou do poder das trevas. Antes disso, estávamos nas trevas; estávamos sob o poder das trevas. Mas Ele nos libertou.

    Não apenas isso: Ele de fato nos transferiu — nos transportou para fora das trevas, para fora daquele poder, para o reino do Filho do Seu amor.

    Os Dois Reinos Espirituais

    Não vivemos apenas no mundo físico, mas também no mundo espiritual. Não vivemos apenas no mundo visível, mas também no mundo invisível.

    Agora, neste mundo, nesta terra, há muitos reinos. Mas o mundo espiritual está dividido em apenas dois reinos. Um é o poder das trevas; o outro é o reino do Filho do amor de Deus.

    Um é o reino satânico, e o outro é o reino de Deus. Esses dois reinos estão em guerra.

    Essa guerra acontece na terra e está centrada em seres humanos como nós.

    A Origem da Guerra Espiritual

    Agora, para compreendermos a guerra espiritual, creio que é importante conhecermos a sua história. Portanto, tenham paciência comigo. Os que já conhecem precisam ser lembrados, e os que não conhecem precisam conhecer.

    Vocês sabem, ao abrirmos a Bíblia, Gênesis 1:1 diz:

    No princípio, Deus criou os céus e a terra.

    Nessa criação, os mais elevados entre os seres criados por Deus são os anjos. Eles podem ter sido os primeiros a ser criados, porque, quando lemos Jó 38, está escrito que, quando Deus lançou os fundamentos da terra, as estrelas da manhã cantaram juntas e os filhos de Deus gritaram de alegria.

    Agora, os anjos são chamados de estrelas da manhã, talvez porque tenham sido os primeiros a ser criados. São chamados de filhos de Deus porque foram criados por Deus — filhos por criação, não por nascimento.

    Assim, talvez, na primeira criação, os anjos tenham sido criados primeiro e fossem os mais elevados entre os seres criados. Os anjos são servos ministradores. Foram criados para ministrar a Deus, adorar a Deus e servir à vontade de Deus.

    Cremos que, quando Deus criou, tudo deve ter sido perfeito. Nessa criação, vemos que os anjos conduziam toda a criação na adoração e no louvor a Deus.

    Havia paz. Havia harmonia. Deus era glorificado em todas as coisas.

    Agora, não sabemos por quanto tempo essa condição continuou, mas sabemos que, em Gênesis 1:2, a terra se tornou desolada e vazia.

    Quando Deus cria, tudo deve ser perfeito. Deus criou para que houvesse habitação, não para o caos, não para o vazio. Mas, de alguma forma, um dia a terra se tornou desolada, arruinada, vazia e sem propósito. Por quê?

    Encontramos alguns indícios na Palavra de Deus. Agora, Deus não nos conta os detalhes porque não quer satisfazer a nossa curiosidade. Ele apenas nos diz o que precisamos saber.

    Mas encontramos, em Isaías 14:12-15 e Ezequiel 28:12-19, algumas coisas a respeito do que havia acontecido no primeiro mundo.

    Lúcifer e a Origem do Pecado

    Agora, entre os seres criados, o primeiro e mais elevado era Lúcifer, a estrela brilhante. Lúcifer era um arcanjo. Ele foi criado com tamanha beleza e perfeição. Deus o dotou de tantos talentos, e ele foi colocado numa posição tão elevada.

    Ele era um querubim ungido que cobria; isto é, era um querubim que cobria o trono de Deus. Era muito musical e provavelmente conduzia as hostes angelicais no cântico de louvores a Deus.

    No dia em que foi criado, ele era perfeito. Mas, infelizmente, à medida que o seu comércio — isto é, o seu trabalho — começou a aumentar, foi encontrada injustiça nele.

    Surgiu orgulho em seu coração. Ele não se contentava em estar acima de todos e abaixo de Um. Queria ser igual a Deus.

    Em Isaías 14, cinco vezes ele mencionou a palavra eu. Em outras palavras, deveria ter consciência apenas de Deus, do seu Criador, e ser agradecido. No entanto, voltou os olhos para si mesmo.

    Contemplou a própria beleza, esquecendo-se de Quem o havia adornado com tamanha beleza. Começou a olhar para o próprio talento, esquecendo-se de Quem lhe havia dado esse talento. Começou a olhar para a própria posição e poder, esquecendo-se de Quem o havia colocado ali.

    Ele se voltou para si mesmo. Irmãos e irmãs, essa é a origem do pecado.

    Quando aquele anjo se afastou de Deus e se voltou para si mesmo, quis ser igual a Deus. Houve violência. Houve injustiça.

    Por causa disso, ele foi expulso do monte de Deus. Quando foi expulso do céu, um terço dos seres angelicais o seguiu em rebelião contra Deus.

    O domínio que Deus havia colocado sob o seu governo foi julgado e ficou desolado e vazio. Portanto, entendemos que provavelmente o nosso universo havia sido colocado sob o domínio desse arcanjo e, quando ele foi julgado, tudo o que estava sob o seu domínio entrou em juízo.

    Vemos que a nossa terra ficou coberta de águas, e as trevas estavam sobre toda a terra.

    A Restauração da Terra e a Criação do Homem

    Então, em Gênesis 1:3, graças a Deus, Ele não permitiria que essa situação durasse para sempre. Em Seu amor e misericórdia, vemos o Espírito de Deus pairando sobre a face do abismo.

    O Espírito de Deus é como uma galinha que choca os ovos, aquecendo-os e procurando fazer surgir vida. Assim, irmãos e irmãs, por causa do grande amor de Deus, Ele começou a restaurar e reparar esta terra arruinada, tornando-a um lugar habitável.

    É isso que encontramos em Gênesis 1, do versículo 3 em diante.

    Nessa criação, Deus decidiu criar o homem. O homem não foi criado na primeira criação; foi criado na segunda, no sexto dia.

    Em outras palavras, Deus havia reparado e restaurado esta terra para que fosse habitável para o homem, a quem Ele iria criar. Assim, Deus criou o homem à Sua própria imagem, segundo a Sua semelhança. Deus deu ao homem domínio para governar sobre as aves do céu, os animais do campo e os peixes do mar.

    Irmãos e irmãs, vocês sabem que Deus os criou à Sua imagem e segundo a Sua semelhança? Já se perguntaram por que Deus faria isso?

    Quando Deus criou os anjos, Ele não os criou à Sua imagem. O homem é o único que Deus criou à Sua própria imagem e segundo a Sua própria semelhança. E Deus deu domínio ao homem.

    Em outras palavras, Deus retirou aquilo que havia sido dado a Lúcifer nas eras anteriores, retirou aquele domínio e o colocou nas mãos do homem.

    O homem deveria governar esta terra e trazer todos os seres criados de volta a Deus. Essa é a nossa missão.

    Vocês sabem, isso é muito fácil para Deus. Ele pode destruir Satanás com o Seu sopro. Mas isso não traria glória a Deus. Um homem adulto bater num bebê é algo feio.

    Assim, para a glória de Deus, Ele criou o homem, que é um pouco menor do que os anjos.

    Agora, na ordem da criação, somos inferiores aos anjos. Por quê? Os anjos são espíritos; podem estar em toda parte. Mas nós temos um corpo. Estamos confinados e limitados, e não temos a mesma capacidade intelectual dos anjos.

    Fomos feitos um pouco inferiores aos anjos; contudo, Deus pode usar o inferior para derrotar o superior. Ora, essa é a sabedoria de Deus.

    O Início do Conflito na Terra

    Vocês sabem, no céu não houve guerra. Bem, no ar, sim, mas não no céu — no terceiro céu. Mesmo quando Lúcifer e seus anjos se rebelaram, não houve guerra. Ele simplesmente foi destituído, expulso e julgado.

    A verdadeira guerra espiritual começou na terra, com o homem.

    Deus colocou Adão e Eva no jardim do Éden. Deus lhes deu a ordem de vigiar e guardar. Eles deveriam sujeitar tudo isso; isto é, trazer tudo de volta aos pés de Deus. Essa era a responsabilidade do homem.

    Satanás sabia disso; então vemos que a guerra começou. Infelizmente, Adão e Eva não estavam vigilantes.

    Satanás entrou sorrateiramente, na forma de uma serpente. Infelizmente, Adão e Eva deveriam estar juntos, mas, de alguma forma, estavam separados. O inimigo teve a oportunidade de tentar Eva.

    Por fim, Adão e Eva caíram na armadilha de Satanás. Em vez de obedecerem a Deus, seguiram os passos do anjo caído.

    Pensaram em si mesmos: “Se eu comer da árvore proibida, serei como Deus. Meus olhos serão abertos. Serei muito inteligente. Não precisarei mais de Deus. Eu mesmo serei deus”.

    Era o mesmo princípio do pecado. Ao fazer isso, o homem não apenas caiu em rebelião e pecado, mas perdeu o seu domínio.

    Entregou ao adversário de Deus aquilo que Deus lhe havia confiado. Irmãos e irmãs, não se trata apenas do pecado do homem. Ao pecar, o homem perdeu o seu domínio.

    O domínio que Deus havia dado ao homem foi entregue àquele de quem Deus o havia retirado. Satanás enganou Eva e, por meio desse engano, tomou posse do domínio deste mundo.

    Por isso, vemos que ele é chamado de governante deste mundo, de príncipe deste mundo — não por direito, mas por engano. Tornou-se um usurpador deste mundo e organizou este mundo criado em um sistema, um cosmos, usando esse sistema para se opor a Deus.

    Infelizmente, o homem ficou impotente. Assim, em Adão, aquele domínio foi perdido.

    Creio que isso é muito claro. Quando um leão vem até você e você diz: “Sente-se”, ele não lhe dá ouvidos. Ele salta sobre você. Você perdeu o seu domínio.

    Cristo como o Último Adão

    Mas, graças a Deus, Deus não desistiu. Talvez vocês pensem que, no jardim do Éden, Deus perdeu a batalha, mas Deus foi paciente. Ele estava trabalhando.

    Na plenitude do tempo, Ele trouxe o último Adão, o segundo Homem. O segundo Homem veio para a luta.

    O único Filho de Deus tornou-Se homem. Ele tomou sobre Si a forma de homem. Viveu nesta terra como homem.

    Satanás tentou induzi-Lo a agir como Deus: “Se Tu és o Filho de Deus” — e, naturalmente, Ele é —, “podes transformar a pedra em pão, porque estás com fome”.

    Contudo, o nosso Senhor Jesus manteve a Sua posição como homem. Como homem, o segundo Homem, Ele derrotou o inimigo.

    Na cruz do Calvário, Satanás pensou que havia conquistado a vitória. Pensou que havia eliminado esse Homem, sem saber que, na cruz do Calvário, a sua própria cabeça havia sido esmagada.

    Está consumado.

    A vitória foi conquistada.

    Por meio desse Homem e daqueles que estão Nele, a vontade de Deus será feita. Ainda não vemos todas as coisas sujeitas aos Seus pés, mas vemos Jesus.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, a vitória foi conquistada, mas a guerra continua. Na verdade, a guerra espiritual em que estamos envolvidos é uma operação de eliminação dos focos restantes de resistência.

    A Guerra em Cristo e em Adão

    Agora, como mencionamos, antes de crermos no Senhor Jesus, não havia guerra espiritual de que falar. Estávamos tão cegos. Víamos apenas o físico, o terreno, e todos estávamos nas garras do inimigo.

    Ele podia fazer conosco o que quisesse. Pensávamos que éramos livres. Esse é o maior engano. Não éramos livres; estávamos sob o domínio das autoridades do ar, do poder das trevas. Não havia guerra.

    Mas, assim que somos salvos, essa guerra começa.

    Em Cristo há vitória, mas em Adão há derrota. O que o inimigo vem tentando fazer é tirar de Cristo a nós, que fomos transportados para Cristo, e nos levar de volta a Adão.

    Sempre que consegue nos seduzir a voltar a Adão — isto é, a viver segundo a nossa carne, e não segundo o Espírito —, ele ganha terreno sobre nós. É dessa maneira que ele procura lutar.

    Permanecer em Cristo é o segredo da vitória.

    A Ausência de Neutralidade

    Agora, nesta guerra, vocês sabem, na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial houve países que se declararam neutros. Mas, nesta guerra espiritual, não há neutralidade.

    Ou vocês estão deste lado, ou estão do outro. Ou estão com o Senhor, ou estão com o inimigo.

    Se amamos o mundo, estamos em inimizade com Deus. Tiago 4:4.

    Não ameis o mundo, nem as coisas que estão no mundo, porque, se amais o mundo, o amor do Pai não está em vós.

    Isso está em 1 João 2.

    Não há neutralidade.

    Irmãos e irmãs, vocês sabem que estamos em guerra? Nossa vida está em estado de guerra. Estamos vigilantes e alertas?

    A Experiência do Deserto

    Agora, para compreendermos a guerra espiritual, talvez possamos usar os filhos de Israel como ilustração. O que foi escrito é para a nossa admoestação, nós sobre quem chegaram os fins das eras.

    Quando Deus libertou os filhos de Israel do Egito, em Êxodo 13, vemos que Deus não os conduziu a Canaã pelo caminho dos filisteus, que era o caminho mais curto, o caminho direto.

    Em vez disso, Ele os conduziu por um caminho mais longo, através do mar Vermelho. Por quê? Porque Deus conhecia o Seu povo.

    Deus disse que, se fossem pelo caminho dos filisteus, ao encontrarem conflito e guerra, ficariam tão desanimados que voltariam ao Egito. Por isso, Deus não os conduziu por aquele caminho. Em vez disso, Deus os conduziu através do mar Vermelho para o deserto.

    Irmãos e irmãs, vemos que, em princípio, é exatamente assim que Deus nos conduz.

    Quando vocês creem no Senhor Jesus pela primeira vez, quando acabam de ser salvos, passam por um período em que parece não haver conflito. Graças a Deus, no nosso primeiro amor não há conflito.

    Vocês acabaram de ser salvos. Estão cheios de gratidão. Amam o Senhor. Amam os irmãos e as irmãs — ainda não os conhecem muito bem. Não há conflito.

    Vocês amam ler a Palavra de Deus. Amam orar. Amam testemunhar do Senhor. Amam se reunir com os irmãos e as irmãs e buscar o Senhor juntos. Parece não haver nada difícil demais.

    Então vocês passam pelo deserto.

    Vocês sabem, quanto à experiência do deserto, a Palavra de Deus nos mostra que Deus conduziu os filhos de Israel pelo deserto até o monte Sinai, deu-lhes a lei e o tabernáculo e depois continuou a conduzi-los.

    Do monte Sinai até a fronteira sul da terra prometida são apenas onze dias de viagem. Em outras palavras, dois anos teriam sido suficientes. Mas eles vagaram durante quarenta anos por causa da sua incredulidade.

    Agora, o que é a experiência do deserto para nós? Em Deuteronômio 8, Deus revelou aos filhos de Israel o que significava a experiência do deserto.

    Ele disse:

    No deserto, Eu vos testei. Eu vos provei, para saber o que havia em vosso coração, se realmente guardaríeis o mandamento de Deus ou não. Ali Eu vos humilhei.

    Eu vos fiz ter fome e vos dei o maná, para que soubésseis que o homem não vive somente de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
    Ali Eu vos disciplinei, como um pai disciplina o seu filho, para que Me temêsseis.

    Agora, esse é o deserto. Irmãos e irmãs, depois que cremos no Senhor Jesus, depois que o primeiro calor do amor começa a diminuir, começamos a entrar numa experiência de deserto.

    É a experiência em que a nossa carne é exposta. Pensamos que, agora que somos salvos, somos perfeitos. Mas não sabemos que a velha carne ainda está ali e continua tão carnal quanto antes.

    Deus sabe disso, por isso Ele nos prova. Ele traz isso à luz em nós, para que também saibamos. Ele nos corrige e disciplina como Seus próprios filhos.

    Agora, no deserto há conflito, mas o conflito é principalmente entre o Espírito e a carne, o velho homem e o novo homem, aquilo que é natural e aquilo que é sobrenatural.

    Eles estão lutando. Em Gálatas 5, está escrito que o Espírito deseja contra a carne, e a carne contra o Espírito. Eles se opõem um ao outro.

    Num sentido geral, podemos dizer que isso pode ser considerado parte da guerra espiritual. Mas, na verdade, estritamente falando, essas são apenas escaramuças — sondagens do inimigo.

    Vocês sabem, agora que estamos do outro lado, o inimigo procura sondar e encontrar um ponto fraco pelo qual possa penetrar. Para nós, isso parece tremendo, não é? A luta entre a carne e o Espírito é muito real para nós, e é guerra espiritual. Mas, na verdade, são apenas escaramuças.

    É como se estivessem sondando o terreno, tentando encontrar um ponto fraco. Sempre que o inimigo encontra a carne, ele pode atacar.

    Amaleque e a Dependência de Deus

    A única batalha propriamente dita no deserto está em Êxodo 17, contra Amaleque. Amaleque lutou contra os filhos de Israel, e Josué liderou o exército.

    Mas, naquela luta, aconteceu algo muito estranho, porque a luta não dependia de Josué nem de toda a força de Amaleque. Na verdade, dependia das mãos de Moisés.

    Quando as mãos de Moisés estavam levantadas, Josué prevalecia. Quando as mãos dele se cansavam e baixavam, Amaleque prevalecia.

    Agora, Amaleque, na Escritura, representa a carne. Como vocês lutam contra a carne? Levantando os braços em oração, ligando-se ao céu, permanecendo em Cristo, até que o nome de Amaleque seja completamente destruído.

    Portanto, sim, quando realmente entramos nesse assunto da guerra espiritual, vemos que o que temos experimentado são apenas escaramuças, sondagens do terreno e tentativas de encontrar um ponto fraco.

    A Guerra Espiritual e a Terra Prometida

    A verdadeira guerra dos filhos de Israel só começou quando eles entraram em Canaã.

    Canaã era habitada por sete tribos de cananeus. Eles eram tão perversos que Deus decidiu exterminá-los.

    Deus conduziu os filhos de Israel a Canaã, por um lado, para eliminar os inimigos que ocupavam a terra e, por outro, para que herdassem a terra prometida, uma terra que manava leite e mel.

    Assim, ali, no livro de Josué, encontramos a verdadeira batalha, a verdadeira guerra espiritual.

    Sentar, Andar e Permanecer Firme

    Vocês sabem, ao lerem Efésios, encontrarão, como diz o nosso irmão Watchman Nee: “Sentar, andar, permanecer firme”.

    Antes de tudo, vocês precisam se sentar. Depois, precisam andar. Somente depois de andarem é que vão à guerra, para permanecer firmes.

    Vamos colocar assim: se não soubermos nos sentar, descansar na obra consumada de Cristo, não seremos capazes de andar como devemos, de ser como Ele.

    Se ainda não estamos nessa posição, não estamos realmente no centro da luta.

    É por essa razão que entendemos que a guerra espiritual é algo que muito poucos entre o povo de Deus conhecem. Já ouvimos falar dela, mas quanto realmente entramos nela?

    É necessária alguma preparação. Precisamos saber como permanecer em Cristo, como andar segundo o Espírito. Então a batalha será muito intensa.

    Por quê? Porque se trata de desalojar o inimigo e tomar posse da nossa herança.

    A Questão Central da Guerra Espiritual

    Qual é a questão dessa guerra espiritual? Do que trata a guerra espiritual? Por que essa guerra?

    Agora, irmãos e irmãs, vemos que isso nos leva de volta ao próprio centro do propósito de Deus. Essa guerra é travada entre Deus e o Seu inimigo, Satanás. É travada por causa do homem.

    Não gira em torno da questão de quem deve ser adorado? De quem deve ser servido?

    Vocês sabem, quando o nosso Senhor foi tentado no deserto, Sua declaração ao tentador foi:

    Ao Senhor teu Deus adorarás, e somente a Ele servirás.

    — Mateus 4:10

    Essa é a questão. Quem está no controle? Quem recebe a adoração e o serviço?

    Isso depende do homem, porque agora cabe ao homem conduzir todas as coisas criadas à adoração. Cabe ao homem servir a Deus, trazer tudo de volta ao serviço de Deus.

    É por isso que o homem se torna o alvo nessa guerra espiritual.

    Devemos herdar todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais que nos foram dadas. Cristo deve nos receber como Sua herança. Portanto, tudo está ligado a essa questão da herança: quem vai herdar?

    Quem vai cumprir a vontade de Deus? Quem fará com que a adoração e o serviço a Deus alcancem o seu destino?

    A Esfera Celestial

    Embora a batalha pareça acontecer na terra, na verdade ela é travada nas regiões celestiais.

    Vocês sabem, quando lemos Efésios, encontramos várias passagens em que são mencionadas “as regiões celestiais”, ou a esfera celestial. Não se trata de uma esfera física, de algo que vocês possam localizar num determinado lugar, mas de uma esfera celestial.

    Ela é tipificada por Canaã. Essa esfera celestial é o lugar onde Deus nos abençoou com toda bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo Jesus. É como Canaã, que manava leite e mel. Isso está em Efésios 1:3.

    Então, em Efésios 1:20, vemos que, quando o nosso Senhor Jesus foi ressuscitado dentre os mortos, Ele foi elevado ao trono de Deus, assentado nas regiões celestiais. É ali que o nosso Senhor Jesus está agora.

    Quando lemos Efésios 2:6, vemos que nós, que fomos vivificados, também fomos ressuscitados dentre os mortos e assentados com Cristo nas regiões celestiais. Estamos nas regiões celestiais.

    Então, em Efésios 3:10, vemos que é a vontade de Deus que, neste tempo, a igreja ensine aos principados e às autoridades a multiforme sabedoria de Deus.

    Agora, quem são esses principados e autoridades nas regiões celestiais? Cremos que são os anjos bons, os anjos que servem a Deus. Até os anjos aprenderão algo por meio de nós: a multiforme sabedoria de Deus.

    Então chegamos a Efésios 6:12. Nossa guerra não é contra carne e sangue, mas contra principados e autoridades, poderes, dominadores universais das trevas e poderes de espíritos malignos no ar. Esses são os anjos rebeldes.

    Assim, aqui vemos que as regiões celestiais estão bastante povoadas, não é? Encontramos Cristo ali, todas as riquezas de Cristo ali e os anjos bons ali.

    Os anjos bons servem aos redimidos, para que alcancem o propósito de Deus. Os anjos malignos também estão ali, obstruindo o caminho, tentando se opor a nós para nos impedir de cumprir a nossa responsabilidade.

    Essa é a luta. Essa é a batalha. A batalha está nas regiões celestiais. O que encontramos na terra é apenas uma sombra. A verdadeira batalha é travada nas regiões celestiais.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, se não vivermos nas regiões celestiais, não poderemos lutar essa batalha.

    É por isso que é tão importante, irmãos e irmãs, que, pela graça de Deus, sejamos completamente libertos do pecado, do mundo e da nossa carne, para que realmente vivamos nas regiões celestiais com Cristo Jesus.

    Então poderemos ser envolvidos por Deus na guerra espiritual.

    Exortação Final

    Creio que, provavelmente, por esta manhã, isso seja suficiente. Em outras palavras, irmãos e irmãs, queremos aprender juntos o que realmente é a guerra espiritual e por que ela é tão importante.

    O propósito eterno de Deus depende dessa guerra. Embora já conheçamos o resultado, o tempo que essa guerra ainda vai durar tem algo a ver conosco.

    Vocês sabem o que aconteceu recentemente em Nova York? Sinto que o Senhor está procurando me dizer: “Por que isso teria de acontecer?”

    Talvez seja porque nós, como igreja de Deus, tenhamos falhado em ser uma força que restringe o mal. Estamos aqui para restringir o mal.

    Mas essa luta não deve ser travada na terra; deve ser travada nas regiões celestiais. De alguma forma, não estamos vigilantes, e foi isso que aconteceu.

    O que aconteceu na terra é o efeito, a consequência do que aconteceu nas regiões celestiais. Esses são apenas os efeitos, mas a verdadeira batalha deve ser travada nas regiões celestiais.

    Que responsabilidade temos! Portanto, que o Senhor nos ajude. Vamos orar?

    Oração de Encerramento

    Querido Senhor, como nós Te louvamos e agradecemos, porque Tu venceste. Tu já estás assentado com Deus nas regiões celestiais, no trono. A vitória foi conquistada.

    Tu nos deixaste a tarefa de concluir a obra. Senhor, confessamos as nossas falhas, o quanto prolongamos esta batalha.

    Senhor, desperta a Tua igreja. Desperta-nos, para que estejamos numa posição em que possamos ser usados por Ti para restringir o mal, até que chegue o tempo de tudo ser concluído.

    Guarda-nos. Desperta-nos. Usa-nos para a Tua glória. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.