Vocês poderiam abrir primeiro em Efésios 6:10-13? Vamos começar com esses versículos.
Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais permanecer firmes contra as ciladas do diabo.
Porque a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.
Abram também em 2 Coríntios 10:3-5.
Porque, embora andemos na carne, não guerrearmos segundo a carne;
pois as armas da nossa guerra não são carnais, mas poderosas diante de Deus para a destruição de fortalezas;
derrubando raciocínios e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus,
e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.
E, por fim, Josué 5:13-15.
E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos e olhou; e eis que um Homem estava diante dele com a Sua espada desembainhada na Sua mão: Josué foi até Ele e Lhe disse: És Tu por nós ou pelos nossos adversários?
E Ele disse: Não; mas venho agora como Príncipe do exército do Senhor. Então Josué se prostrou com o rosto em terra, adorou e Lhe disse: Que diz meu Senhor ao Seu servo?
E o Príncipe do exército do Senhor disse a Josué: Descalça a sandália do teu pé; porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez.
Vamos fazer uma oração.
Querido Senhor, queremos agradecer-Te, antes de tudo, por nos permitires participar da Tua mesa. Senhor, consideramos um privilégio tão grande que Tu nos convides à Tua mesa.
Agradecemos-Te pelo Teu corpo partido por nós. Agradecemos-Te pelo Teu sangue derramado por nós. Agradecemos-Te pelo amor que está por trás de tudo isso.
Senhor, nosso coração se inclina e adora enquanto permanecemos na Tua presença. Realmente sentimos que estamos em terra santa.
Senhor, queremos nos prostrar e dizer: “Senhor, o que Tu queres nos dizer?” Abre o nosso entendimento, para que possamos conhecer-Te de uma maneira como nunca Te conhecemos antes.
E, conhecendo-Te, Senhor, que possamos conhecer a Tua vitória. Entregamos este tempo nas Tuas mãos. Nossa confiança está em Ti. Pedimos no Teu precioso nome. Amém.
Ontem de manhã, compartilhamos sobre a natureza da guerra espiritual. Ora, já que se trata de uma guerra espiritual, ela precisa ser espiritual.
Em outras palavras, não é uma guerra contra carne e sangue. Ela não pode ser travada com armas carnais. É uma guerra espiritual e deve ser travada nas regiões celestiais.
Embora nos pareça que a guerra acontece na terra, na realidade ela precisa ser travada nas regiões celestiais. O que vocês veem na terra é apenas a aparência. A raiz dessa guerra está nas regiões celestiais.
É uma guerra que atravessa os séculos. Acho que não existe guerra na terra que possa ser comparada a essa. Ela tem sido travada ao longo dos séculos e ainda continua.
Além disso, vocês percebem que é uma guerra que não pode ser travada individualmente. Ela precisa ser travada coletivamente. Sabem, em Efésios 6, o guerreiro, na verdade, representa a igreja. A igreja é o guerreiro nessa guerra espiritual.
Embora às vezes vejamos indivíduos envolvidos, e talvez o ataque do inimigo venha sobre indivíduos, ainda assim, irmãos e irmãs, vocês perceberão que isso sempre está relacionado ao Corpo de Cristo.
Não é algo dirigido apenas contra um indivíduo ou alguns indivíduos. Mesmo que o ataque seja contra um de vocês, ele está relacionado ao Corpo de Cristo.
Ao olharmos para a história da igreja, provavelmente nos lembraremos de como o inimigo apareceu a Martinho Lutero, tentando acusá-lo.
Conta-se que o inimigo veio a Martinho Lutero trazendo um rolo na mão. Estava escrito por dentro e por fora: todos os pecados, as deficiências e as falhas de Martinho Lutero. De fato, estava completamente cheio.
E conta-se que o inimigo disse a Martinho Lutero: “Como você ousa fazer a obra da Reforma? Quem é você? Um pecador tão grande! Você não está qualificado para fazer uma obra dessas”.
Mas Martinho Lutero pegou uma pena e escreveu sobre aquele rolo:
O sangue de Jesus Cristo, Filho de Deus, nos purifica de todo pecado.
E Satanás desapareceu.
Também se conta que, um dia, Satanás apareceu a Martinho Lutero, e Lutero atirou o tinteiro contra ele. A marca ainda está naquela parede. Então vocês poderiam pensar que esse foi um ataque contra Martinho Lutero. Mas não, irmãos e irmãs; estava relacionado à Reforma.
E, se vocês já leram o livro O homem espiritual, nosso querido irmão Watchman Nee escreveu esse livro no início de sua caminhada.
Não fazia nem dez anos que ele havia sido salvo — menos de dez anos naquela época. E, no entanto, o Senhor já lhe havia ensinado muito. Naquele tempo, ele estava acometido de tuberculose. Estava morrendo e, por achar que morreria, sentiu o encargo de escrever aquele livro para a igreja.
Às vezes, enquanto escrevia o livro, precisava se apoiar em tábuas. Não conseguia se sentar. E o inimigo ria dele e dizia: “Veja só, quem é você? Uma pessoa tão fraca”.
Nosso irmão disse que estava literalmente vivendo entre os dentes do inimigo. Mas, graças a Deus, esse não era um ataque apenas contra um indivíduo. Ele era atacado por causa da igreja, para que algo fosse deixado para ela.
Portanto, irmãos e irmãs, a guerra espiritual não é algo individual. É algo coletivo e precisa ser travado coletivamente.
Se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa…
É algo coletivo, não apenas uma pessoa.
Então, falamos um pouco sobre a natureza da guerra espiritual. Nesta manhã, gostaríamos de continuar com essa questão da participação na guerra espiritual.
Temos dito repetidas vezes que, no momento em que você é salvo, já está na guerra.
Antes de ser salvo, não havia guerra espiritual de que falar, porque você pertencia ao inimigo, ao reino das trevas.
Mas, graças a Deus, nosso Senhor Jesus nos redimiu. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor.
Assim, no momento em que somos transportados para o reino do Filho do amor de Deus, imediatamente percebemos que a guerra começa. O inimigo começa a atacar porque já não pertencemos a ele.
O inimigo odiava a Deus. Odiava o Filho de Deus e odiava aqueles que estão no Filho de Deus.
Agora, como vamos participar dessa guerra espiritual? Acho que talvez a melhor maneira seja ilustrá-la com a história.
Vocês sabem que o livro de Josué é um livro de guerra. Os princípios espirituais que encontramos em Efésios são todos demonstrados pelos fatos históricos do livro de Josué.
Por isso, gostaríamos de usar o livro de Josué para ilustrar como vamos participar dessa guerra espiritual.
Em Josué, tratava-se de uma guerra física. Os filhos de Israel atravessaram o rio Jordão e, depois de atravessá-lo, estavam na terra prometida — a terra que Deus havia prometido lhes dar como herança.
Era uma boa terra. Era uma terra que manava leite e mel. Mas, curiosamente, vocês percebem que a terra estava ocupada. Estava ocupada pelas sete tribos de Canaã, extremamente perversas.
E, para tomar posse daquilo que lhes pertencia, precisavam destruir o inimigo. Assim, imediatamente depois de entrarem em Canaã, houve guerra. Esse é o livro de Josué.
Portanto, irmãos e irmãs, em Efésios, depois de aprendermos a nos assentar em Cristo Jesus e a andar segundo o Espírito, entramos na realidade da guerra espiritual.
Josué era o comandante supremo do exército dos filhos de Israel. Então, certo dia, ele foi observar Jericó.
Estava tentando descobrir alguns pontos fracos naquela cidade. Estava tentando planejar sua estratégia de ataque. Mas, enquanto observava a cidade — uma cidade murada, cujas portas estavam fechadas —, viu um Homem diante dele com a Sua espada desembainhada.
Sendo ele próprio um soldado, Josué foi até aquele Homem e O desafiou. Disse: “És Tu por nós ou contra nós?” Sabem, não há neutralidade. Ou você está deste lado ou está daquele.
Mas, para sua surpresa, o Homem disse:
Não; mas venho agora como Príncipe do exército do Senhor.
Imediatamente, Josué se prostrou com o rosto em terra e adorou. Percebeu que ele não era o comandante supremo. Há Alguém maior, e esse é o Filho de Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, na guerra espiritual, a primeira coisa é reconhecer o seu Comandante supremo.
Ontem, nosso irmão nos incentivou a ler o livro de T. Austin-Sparks, Nossa guerra. Nesse livro, o irmão usou a experiência de um marechal durante a Segunda Guerra Mundial, no teatro de operações do Sudeste Asiático, e procurou aplicá-la espiritualmente.
Nesse livro, vemos que a primeira coisa na guerra espiritual é ter um alto comando. Ele disse que a razão pela qual, no início da guerra no Sudeste Asiático, havia derrota após derrota era a ausência de um alto comando — ninguém estava encarregado de tudo.
Não se pode simplesmente lutar, cada um por conta própria. Mas, depois que os Aliados passaram a ter um alto comando, toda a situação começou a mudar da derrota para a vitória.
Ora, nessa guerra espiritual, irmãos e irmãs, é importante perceber que ninguém é capaz de travar essa batalha, porque nosso inimigo é muito mais inteligente do que nós.
Sabem, fomos feitos um pouco menores do que os anjos. Já na criação, Deus criou os anjos como uma ordem superior. Eles receberam mais inteligência e mais poder.
Nós pensamos que os seres humanos estão no topo da criação. Sim, na criação atual, somos a obra-prima de Deus. Entretanto, no que diz respeito à criação como um todo, os anjos pertencem a uma ordem superior.
Especialmente quando vocês consideram que estão lutando contra principados, autoridades, dominadores deste mundo de trevas e hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais — irmãos e irmãs, nenhum ser humano, por mais capaz, forte ou inteligente que seja, está à altura deles.
Até Josué, apesar de ser o comandante supremo, precisava descobrir como derrubar aquela alta muralha de Jericó. Ele não conseguia fazer isso. Deus sabia que ele não conseguia. Josué precisava reconhecer Deus como seu Comandante supremo.
Sabem, esse era o problema dos filhos de Israel. Quando chegaram à fronteira sul de Canaã, em Cades-Barneia, Moisés enviou espias para examinar a terra.
Eles voltaram e disseram que a terra era muito, muito boa. A terra era exatamente como Deus lhes havia dito. Era uma terra que manava leite e mel.
Mas disseram: “Vimos cidades muradas. As cidades tinham muralhas tão altas que chegavam ao céu. Eram habitadas por pessoas muito mais fortes do que nós”.
“Ali vimos os filhos de Anaque, aqueles gigantes. Eles nos veem como gafanhotos, e nós nos sentimos como gafanhotos. É uma terra que devora seus habitantes. Não podemos ir para lá.”
Entre os doze espias, apenas dois — Calebe e Josué — disseram: “Não. A terra é boa, muito, muito boa. Se Deus está conosco, se isso agrada a Deus, somos perfeitamente capazes de tomar a terra, e esses gigantes serão o nosso alimento”.
Irmãos e irmãs, o segredo da guerra espiritual é ver o Senhor. Se ousarmos fazer isso por conta própria, antes mesmo de lutar, já estaremos derrotados.
Mas, se reconhecermos o nosso Comandante supremo, isso fará toda a diferença.
Agora, Quem é esse Alto Comando, nosso Comandante supremo? Quem é Ele? Ele é Aquele que já conquistou a vitória.
Enquanto Ele estava na terra, quando foi tentado pelo inimigo, o inimigo usou todo tipo de tentação contra nosso Senhor Jesus. Mas não conseguiu levá-Lo a pecar. Ele venceu. Foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado.
Na cruz do Calvário, como nosso irmão já disse:
Está consumado.
Não apenas a obra da redenção estava consumada; o inimigo também estava acabado.
Ali Ele expulsou o príncipe deste mundo. Ali Ele esmagou a cabeça da serpente. Ali Ele conquistou a vitória sobre o pecado, sobre a morte, sobre o mundo e sobre Satanás. Ele é vitorioso em tudo.
E esse é o nosso Comandante supremo.
Agora, o que significa reconhecê-Lo como seu Comandante supremo? Olhe para Josué. É isso que você deve fazer.
Imediatamente, Josué se prostrou com o rosto em terra, adorou e disse: “Senhor, o que tens a dizer ao Teu servo?”
Imediatamente, ele se prostrou diante do Senhor. Entregou seu comando ao Senhor.
Irmãos e irmãs, foi isso que fizemos? Antes de entrarmos na guerra espiritual, precisamos ter uma visão do nosso Senhor Jesus — uma visão do nosso Senhor como o Vencedor, como o Conquistador.
E, se tivermos essa visão, qual será nossa atitude? Entregaremos o nosso comando. Uma rendição completa: prostrados no chão, adorando.
Adorar é dar a Deus o lugar que legitimamente Lhe pertence. Adorar é nos colocar no nosso devido lugar. Isso é adoração: colocar Deus onde Deus está e nos colocar onde devemos estar.
E o Príncipe do exército do Senhor disse a Josué: “Você está em terra santa. Tire as sandálias”.
Sabem, antigamente, os escravos não usavam sandálias. Andavam descalços. Então, aqui, o significado é este: “Você está em terra santa. Tire as sandálias”.
Você está na posição de um escravo. Abriu mão dos seus direitos. Não tem direitos próprios. Está em terra santa.
Ser santo ao Senhor significa ser separado, dedicado ao Senhor. Portanto, irmãos e irmãs, antes de podermos lutar nessa guerra espiritual, precisamos conhecer o Senhor — não apenas conhecê-Lo intelectualmente, mas conhecê-Lo pela experiência.
Sabem, existe um livro chinês que tem sido usado até em escolas militares do mundo ocidental. É um livro de estratégia escrito por alguém chamado Sun Tzu.
Nesse livro de estratégia, há um ditado: “Conheça a si mesmo e conheça o seu inimigo; em cem batalhas, você conquistará cem vitórias”.
Você precisa conhecer a si mesmo. Se não conhece a si mesmo — quanta força e quanto poder tem —, como pode entrar numa batalha? Precisa conhecer seus recursos e precisa conhecer seu inimigo. Quão forte é o seu inimigo?
Então, em cada batalha, você será vitorioso. Mas eu gostaria de modificar isso, porque estamos tratando de algo espiritual. Conhecer a si mesmo não é suficiente.
Precisamos conhecer a nós mesmos de verdade, mas esse é apenas o lado negativo. Se você conhecer a si mesmo, vai se render. Fora disso, não faz sentido falar de guerra espiritual.
Na guerra espiritual, conheça o Senhor. Porque conhecer a si mesmo conduz você ao conhecimento do seu Senhor.
Muitas vezes, vocês perceberão que, por não conhecermos a nós mesmos, desprezamos nosso Senhor. Nós O negligenciamos. Pensamos que podemos fazer tudo sozinhos.
Mas só entenderemos quando percebermos que não estamos lutando contra carne e sangue, mas contra principados e autoridades — o príncipe da Pérsia, o príncipe da Grécia, o príncipe da China, o príncipe da América.
Sabem, o inimigo tem seus principados e autoridades por todo este mundo. Ele é um dominador deste mundo de trevas. Colocou trevas sobre o mundo inteiro, e há hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais.
Acho que o que temos visto nestes últimos dias nos ajudará a entender. Muitas vezes, ouvimos dizer que esta é uma guerra diferente. Se é uma guerra contra determinado país, você sabe onde está o seu inimigo e sabe como entrar na batalha.
Mas agora você conhece seu inimigo, porém não sabe onde ele está. É uma batalha diferente. E acho que esse é um exemplo muito bom.
Ora, irmãos e irmãs, a guerra espiritual é uma batalha muito diferente. Vocês não podem lutar da maneira comum. Não podem fazer isso, porque ela acontece no mundo invisível.
Portanto, antes de tudo, precisamos conhecer nosso Comandante supremo. Precisamos conhecer nosso Senhor. E, naturalmente, ao conhecermos nosso Senhor, Ele nos dá o discernimento para conhecer nosso inimigo. Esse é um requisito para essa guerra espiritual.
É por isso que encontramos em Efésios 6:10:
Fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.
Precisamos ser fortes no Senhor, porque, se não formos fortes no Senhor, não poderemos lutar.
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.
Fortes no Senhor. Revistam-se de toda a armadura de Deus.
Agora, o que é essa armadura completa de Deus da qual devemos nos revestir? Nosso querido irmão nos falará em detalhes sobre toda essa armadura de Deus, então não farei isso. Não posso fazer isso, porque meu irmão o fará muito, muito melhor do que eu.
Mas gostaria de usar isso para ilustrar um ponto. Sabem, quando um soldado de antigamente ia para o campo de batalha, precisava estar armado e vestir uma armadura para se proteger.
Ao entrarmos na guerra espiritual, não podemos simplesmente entrar sem proteção, sem cobertura. Qual é a nossa cobertura? O que nos protege do inimigo?
Para mim, toda essa armadura de Deus da qual devemos nos revestir é Cristo. Cristo é a nossa armadura.
A meu ver, toda essa figura representa permanecer em Cristo. Se você permanecer em Cristo, se estiver revestido dEle, será capaz de ficar firme, resistir e permanecer firme.
Precisamos conhecer nosso Senhor como a verdade. Por quê? Porque nosso inimigo é um mentiroso.
Em João 8:44, nosso Senhor Jesus disse que Satanás é homicida e mentiroso. Ele não permanece na verdade, porque não há verdade nele. Quando fala mentira, fala segundo a sua própria natureza.
Irmãos e irmãs, nosso inimigo é um mentiroso. É um grande mentiroso. Até no jardim do Éden ele contou uma mentira, e aquela mentira parecia tão eficaz e tão atraente.
A mentira é uma falsificação. É assim que o nosso inimigo age. Ele é tão astuto. Pode fazer uma mentira parecer tão verdadeira.
Como podemos evitar ser enganados pelo nosso inimigo? Somente nosso Senhor, como a verdade, pode revelar o que é mentira.
Portanto, irmãos e irmãs, precisamos estar cingidos com a verdade, com nosso Senhor Jesus como a verdade. Não se trata apenas de algo que é verdadeiro; essa verdade é uma Pessoa. Nós O experimentamos.
Você pode conhecer a chamada verdade, mas esse conhecimento pode ser meramente intelectual. Pode estar morto. De fato, vemos pessoas dizendo: “A verdade divide; o amor une”.
Mas, se for realmente a verdade como a Pessoa do nosso Senhor Jesus, ela une; não divide. Algumas pessoas dizem: “Estou defendendo a verdade. Portanto, preciso lutar contra meu irmão e minha irmã”. Ora, que verdade é essa?
Não é a verdade. Pode parecer verdadeira, mas não é, porque não é o próprio Cristo. Se você realmente conhecer a verdade como Cristo, ela nos cinge. Ela nos une em vez de nos dividir.
E é a verdade que nos liberta. Quando o Filho de Deus liberta vocês, vocês são verdadeiramente livres. Portanto, irmãos e irmãs, precisamos conhecer o Senhor como a verdade.
Ele é o Sim e o Amém. Todas as promessas de Deus são Sim e Amém em Cristo Jesus. Como precisamos conhecê-Lo como a verdade!
Se O conhecermos como a verdade, veremos que as mentiras de Satanás não podem nos iludir nem nos enredar.
O que é essa couraça da justiça? Sabem, Satanás, nosso inimigo, é o acusador. Precisamos conhecer nosso inimigo: ele é um acusador.
Ele está sempre acusando. Quer haja alguma verdade na acusação, quer ela seja falsa, ele a fará como se fosse verdadeira.
E vocês sabem, irmãos e irmãs, quantas vezes nossa consciência fica tão perturbada. Estamos sempre com uma consciência culpada. Ele nos acusa de coisas que realmente podemos ter feito e acrescenta muitas coisas imaginárias; mesmo assim, pensamos que são verdadeiras.
Em Zacarias 3, encontramos Josué, o sumo sacerdote, diante do Anjo do Senhor, e o adversário à sua direita, para se opor a ele.
O sumo sacerdote deveria servir a Deus, mas o inimigo estava ali, dizendo: “Como você ousa servir? Veja, você está vestido com roupas sujas. Como pode servir? Você não está qualificado”.
O inimigo é um acusador. Mas eles, os irmãos, o venceram pelo sangue do Cordeiro, pela palavra do seu testemunho e porque não amaram a própria vida, mesmo diante da morte. Isso está em Apocalipse 12.
Como vencemos o inimigo? Cristo é a nossa justiça. Nós O conhecemos como a nossa justiça. Estamos revestidos de Cristo Jesus.
Ele perdoou todos os nossos pecados. Seu sangue lavou todos os nossos pecados. Nossa consciência foi purificada de uma consciência má.
Mais do que isso, 1 João 2 diz que, se pecarmos, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele não apenas perdoa nossos pecados, mas também trata do pecado do mundo.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, porque nosso inimigo é um acusador, quando vocês estiverem envolvidos na guerra espiritual, perceberão que o inimigo estará ali, acusando vocês o tempo todo.
E, se você der ouvidos a ele, estará acabado. Mas, graças a Deus, se conhece o Senhor, você sabe que nosso Senhor é o Justo. Ele é a nossa justiça. Você está revestido dEle.
Conheça o Senhor; conheça seu inimigo.
E, depois, ter os pés calçados com a preparação do evangelho da paz. Você sabe quem é o seu inimigo? Nosso inimigo é mestre em espalhar discórdia, em tirar a paz deste mundo.
Ele é como uma fera, um leão que ruge, procurando devorar.
Irmãos e irmãs, se vocês leram O peregrino, lembrarão que, certo dia, o peregrino chegou a um lugar, viu o leão ali e não ousou se aproximar. Mas então percebeu que o leão estava acorrentado.
Vocês percebem que o inimigo está tentando espalhar discórdia, dissensões e divisões. Na divisão, ele domina. E como tem sido bem-sucedido!
Mas, se conhecermos nosso Senhor — Deus é o Deus da paz.
Graça e paz sejam convosco.
Depois que nosso Senhor ressuscitou dentre os mortos, Ele apareceu aos discípulos e disse:
Paz seja convosco.
A Minha paz vos dou.
Irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus é a nossa paz. Ele fez a paz, para que possamos estar em paz com Deus, em paz conosco mesmos e em paz com nossos irmãos e irmãs.
Sabem, se o inimigo conseguir perturbar sua paz, você estará acabado. Como pode lutar se não há paz dentro de você? Mas nosso Senhor Jesus é a nossa paz. Portanto, você precisa conhecer o Senhor e precisa conhecer seu inimigo.
E, naturalmente, vocês precisam do escudo da fé contra todos os dardos inflamados do inimigo. Sabem, o inimigo semeia dúvidas. Ele lança milhares e milhares de dúvidas.
E precisamos resistir a ele com o escudo da fé. Desviem os olhos de tudo o mais e olhem para Jesus, o Autor e Consumador da fé.
Sabem, o inimigo é um rebelde. Ele se rebelou contra Deus desde o princípio, e em seu coração há um espírito de rebeldia.
Ele está tentando lançar todo tipo de imaginação e pensamento altivo em nossa mente e nos fazer duvidar.
E precisamos desse capacete da salvação. Cristo é a nossa salvação, e assim por diante.
Portanto, irmãos e irmãs, o que eu gostaria de ilustrar é simplesmente isto: precisamos conhecer o Senhor, inclusive Suas diversas características, e também precisamos conhecer o inimigo — que tipo de inimigo ele é.
Assim, não seremos enganados por ele. Conhecemos as ciladas do inimigo, os artifícios do inimigo, e somente assim somos capazes de vencer.
Agora, em segundo lugar, vemos que a primeira batalha em Canaã é a batalha por Jericó, porque Jericó representa todas as outras cidades muradas de Canaã.
Era uma cidade murada: forte, impenetrável, indestrutível, inteiramente protegida. Ora, como vocês vão derrubar as fortalezas?
No livro de Josué, encontramos esta estratégia do nosso Comandante supremo: a cidade deveria ser vencida por meio da arca. A arca do Senhor deveria dar a volta ao redor da cidade. Os sacerdotes deveriam tocar as trombetas.
Eles marchariam ao redor dela uma vez por dia, em silêncio. Ora, que tipo de guerra é essa?
Acho que, a princípio, o povo de Jericó estava tremendo. Mas, quando viu aquelas pessoas marchando ao redor em silêncio, com as trombetas soando, disse: “O que é isso? Quem eles pensam que somos, para nos tratar assim? Como podem lutar dessa maneira?”
Aos poucos, acho que a coragem deles começou a aumentar. Que coisa estranha! E, no sétimo dia, sete voltas em silêncio. Então, de repente, houve o toque da trombeta, o grito do povo, e a muralha caiu.
Irmãos e irmãs, isso é 2 Coríntios 10:3-5.
Sabem, a fortaleza do inimigo é a nossa mente.
Até no jardim do Éden, vemos que o inimigo apenas introduziu uma pergunta. Então aquela pergunta se alojou na mente de Eva. Ela pensou a respeito. Parecia certo. Parecia valer a pena.
E a fortaleza foi construída: um raciocínio, uma imaginação, um pensamento altivo contra o conhecimento de Deus.
Irmãos e irmãs, ao longo dos anos, o inimigo construiu fortalezas e mais fortalezas em nossa mente.
É por isso que a luz do evangelho de Jesus Cristo não consegue penetrar, porque tudo está tão escuro e mundano. O deus deste mundo cegou os olhos das pessoas.
Quando vocês dão testemunho, quando pregam o evangelho, deparam com essas fortalezas.
Mesmo depois de sermos salvos, irmãos e irmãs, podemos ter uma nova vida, mas ainda carregar uma mente velha.
Nossa mente precisa ser renovada. E essa renovação, em certo sentido, significa que todas as fortalezas que o inimigo construiu ao longo dos anos em nossa mente precisam ser derrubadas.
Vocês sabem como nós, o povo de Deus, estamos tão obcecados, tão enganados, tão ocupados com pensamentos antigos, formas antigas de pensar e tradições antigas. As tradições dos antepassados são tão fortes. Pensamos que estamos servindo a Deus.
Todas essas fortalezas precisam ser derrubadas, e todo pensamento precisa ser levado à obediência de Cristo.
Como fazer isso? As armas da nossa guerra não são carnais.
Às vezes, você tenta argumentar, até mesmo com um crente, e esbarra na muralha. Como vai derrubar essas muralhas?
Mas somos poderosos diante de Deus para derrubar todas as imaginações e pensamentos altivos que se levantam contra o conhecimento de Deus e para levar todo pensamento à obediência de Cristo.
Irmãos e irmãs, que poder é esse? É o poder da oração.
Quando você se depara com essas fortes muralhas na mente, não pode fazer nada. A única coisa a fazer é orar.
O Senhor precisa conduzir a luta. Precisamos declarar o nome do Senhor. Precisamos dar o grito da fé. Somente dessa maneira as fortalezas serão derrubadas.
Precisamos de uma mente renovada, renovada dia após dia. Ah, irmãos e irmãs, a mente é o campo de batalha na guerra espiritual.
É por meio da mente que se chega à vontade. A vontade é a cidadela. Portanto, isso é guerra espiritual.
E, naturalmente, na guerra espiritual, vocês nunca devem dar lugar ao inimigo. Acho que esse é um princípio muito importante na guerra espiritual.
Quando os filhos de Israel venceram Jericó, Deus ordenou que todas as coisas condenadas à destruição fossem destruídas e que o ouro, a prata, o bronze e o ferro fossem dedicados a Deus.
Em outras palavras, os filhos de Israel deveriam destruir tudo o que precisava ser destruído e separar para Deus tudo o que precisava ser consagrado a Deus.
Mas, infelizmente, um homem de todo o exército — um homem, Acã — viu uma bela capa de Sinar, uma veste babilônica, e a cobiçou.
Ele viu duzentos siclos de prata e uma barra de ouro de cinquenta siclos. Então os tomou, enterrou e escondeu em sua tenda.
Aquilo que estava destinado à destruição, ele não destruiu. Aquilo que estava dedicado a Deus, ele não deu a Deus. Tomou tudo para si.
Ninguém sabia. Ele sabia, Deus sabia e o inimigo sabia.
E, por causa disso, os filhos de Israel foram derrotados quando tentaram atacar Ai, uma cidade menor. Por quê? Porque haviam dado lugar ao inimigo.
Irmãos e irmãs, na guerra espiritual, isso é muito, muito importante. O inimigo está tentando encontrar alguma base que lhe dê o direito de atacar.
E Deus é justo. Ele precisa permitir que o inimigo faça isso.
Aquela veste de Sinar representa o mundo. Se pecarmos, se amarmos o mundo, se não dermos a Deus a glória que legitimamente Lhe pertence, vocês sabem o que acontecerá.
Vocês podem vencer Jericó, mas serão vencidos por Ai. E um homem afetará todo o exército. Por quê? Porque é uma guerra coletiva.
Portanto, irmãos e irmãs, nessa guerra espiritual, esse é outro princípio ao qual precisamos estar atentos.
E, naturalmente, há outra coisa com que precisamos tomar cuidado: nunca desprezem o inimigo.
Eles foram espiar Ai, voltaram e disseram: “É uma cidade pequena. Não incomodem o exército inteiro. Enviem três mil homens e acabem com ela”.
Tinham ficado tão orgulhosos de sua vitória sobre Jericó que se esqueceram de que havia sido o Senhor Quem lutara por eles, não eles mesmos.
Mas pensavam que eles próprios haviam travado a batalha e vencido. Por isso disseram: “Essa cidadezinha — enviem três mil homens e acabem com ela”. Desprezaram o inimigo e foram derrotados.
Irmãos e irmãs, lembrem-se sempre: na guerra espiritual, cada batalha que vocês vencem não é por causa de vocês — não é por causa da sua piedade, da sua devoção a Deus ou da sua força espiritual. Vocês não têm força alguma.
É por causa do Senhor. A batalha é do Senhor. Ele a travou. Ele a venceu. Toda a glória seja dada a Ele.
Você não é nada. Se pensar que se tornou alguma coisa, estará acabado. Nunca despreze o inimigo.
E, à medida que vocês prosseguem, encontram isto: estejam sempre vigilantes, para não serem enganados. Lembrem-se dos gibeonitas e de como enganaram Josué, os anciãos e os filhos de Israel. O inimigo é mestre no engano.
Eles não consultaram o Senhor. Tomaram a questão nas próprias mãos e foram enganados.
Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se: o inimigo é um enganador. Nunca confiem em vocês mesmos. Levem tudo ao Senhor, consultem o Senhor, e vocês serão protegidos.
E, por fim, percebemos que essa é uma guerra travada até o último momento.
Nenhum inimigo pedirá trégua. Se vocês lerem o livro de Josué, verão que, com exceção dos gibeonitas, todos os outros reis e reinos lutaram contra os filhos de Israel até o fim. É uma batalha até o fim.
Por isso, o inimigo tenta nos desgastar. Nosso irmão Dana prometeu que nos mostraria o que isso significa, então não vou falar sobre isso.
O inimigo tenta nos desgastar porque a guerra é prolongada, contínua, incessante — sem descanso, sem tempo para respirar. É preciso lutar até o fim.
Mas, graças a Deus, Aquele que nos conduz já venceu. Estamos no cortejo do Seu triunfo.
Portanto, sejam corajosos e fortes no Senhor. Ele venceu.
Vamos orar?
Querido Senhor, queremos agradecer-Te porque Tu és o Vencedor. Estamos apenas seguindo a Ti, Senhor, e a vitória está garantida.
Tu, Que estás em nós, és maior do que aquele que está no mundo. Não precisamos temer, mas ser fortes e corajosos no Senhor.
Ajuda-nos, Senhor. No Teu precioso nome. Amém.