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    Leadership Questions and Answers © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Leadership Questions and Answers
    Leadership Questions and Answers
    Kaung, Stephen

    As funções dos obreiros, dos presbíteros e da igreja

    A questão das funções ministeriais

    Foi levantada uma pergunta a respeito de Efésios 4. O Senhor deu à igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Como não há muitos obreiros, é possível que um único obreiro tenha todas essas diferentes funções?

    Às vezes, os irmãos e as irmãs esperam muito de um obreiro na mesma assembleia. Exigem que ele seja apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre. Na realidade, é muito difícil encontrar todas essas funções na mesma pessoa que serve em uma assembleia. Essa é a minha observação.

    Aqueles que servem também podem ficar impressionados consigo mesmos e achar que são apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Isso também não é normal.

    Às vezes, os irmãos e as irmãs exigem que um obreiro tenha todas as funções e todos os dons. Isso gera uma grande pressão. Deus não lhe deu todos esses dons, mas os irmãos e as irmãs o pressionam a tê-los; caso contrário, ele não seria considerado um bom obreiro.

    Essa é a minha pergunta. Espero que um de vocês possa responder.

    A imperfeição de todo obreiro

    Creio que não existe obreiro perfeito. Às vezes, a igreja espera de um obreiro algo que o Espírito Santo não está esperando. Esperamos que os obreiros sejam perfeitos em todos os aspectos e, então, ficamos decepcionados. Louvado seja o Senhor.

    Minha impressão pessoal é que alguns são apóstolos, alguns são evangelistas, alguns são mestres, alguns são profetas e alguns são pastores. Esse é o meu entendimento pessoal.

    Estritamente falando, Efésios 4 não se dirige apenas a uma assembleia local, mas a todas as igrejas de Deus. Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres são dados para todas as igrejas.

    O sistema pastoral e o ensino de Efésios 4

    A condição mencionada pelo nosso irmão é o sistema pastoral. É um sistema pastoral distorcido, incompatível com o ensino das Escrituras. Sem dúvida alguma.

    Ao mesmo tempo, em Efésios 4, alguns dizem que há cinco dons diferentes. Na verdade, há quatro: apóstolos, profetas, evangelistas, e pastores e mestres. Pastores e mestres estão ligados entre si.

    Deus deu essas pessoas como dons à igreja. Em outras palavras, a passagem não enfatiza os dons da mesma maneira que 1 Coríntios ou Romanos. O que se menciona aqui se refere a pessoas. Deus deu essas pessoas como dons à igreja.

    Mesmo hoje, não sabemos exatamente o que é o dom do apostolado, porque o apostolado é um ofício. Quais dons os apóstolos possuem? Não sabemos.

    Por exemplo, Paulo possuía muitos dons. Ele tinha dons de evangelização, ensino e profecia. Naturalmente, um apóstolo é diferente dos outros três.

    Sabemos um pouco mais a respeito dos outros. Se alguém é profeta, seu dom é a profecia. Se é evangelista, seu dom é a pregação do evangelho.

    Pastores e mestres estão ligados entre si. No Novo Testamento, somente aqui essa palavra é traduzida como “pastor”, mas, na realidade, significa “pastor de ovelhas”.

    O aconselhamento geralmente é individual e particular, enquanto o ensino é público e aberto. Algumas pessoas enfatizam o aconselhamento particular, enquanto outras têm o dom de ensinar publicamente.

    Deus deu essas pessoas como dons à igreja, e seus dons são pastorear e ensinar. O que se menciona em Efésios 4 se dirige à igreja universal. Esses quatro ofícios são dados para todas as igrejas, não apenas para uma assembleia local.

    Hoje, o sistema pastoral é inteiramente contrário às Escrituras. Cremos que algumas pessoas possuem o dom de pastorear, mas, como sistema, isso não se encontra nas Escrituras.

    Talvez não usemos o termo pastor; em vez disso, usamos a palavra obreiro. No entanto, na realidade, se temos um obreiro em cada localidade e tudo é feito por ele, temos o mesmo problema. Se exigimos que ele faça todo o trabalho espiritual e ainda esperamos que realize todas as tarefas práticas, isso é incompatível com a Palavra de Deus.

    Por um lado, nós que servimos ao Senhor precisamos permanecer em nossa posição. Por outro, a igreja não deve exigir demais de nós.

    A igreja como Corpo de Cristo

    Será que esperamos que o obreiro seja perfeito porque a igreja se tornou preguiçosa? Há algumas pessoas que fazem tudo, e então o restante de nós pode descansar, porque há um “obreiro perfeito” aqui. Pressionamos, pressionamos e pressionamos.

    Se esperamos que um obreiro seja assim, isso nos dá uma desculpa para não servir. Se realmente vimos o propósito de Deus — que a igreja é o Corpo de Cristo —, então não esperaremos que o obreiro faça tudo.

    Os obreiros devem ajudar, e não substituir a função de todos os santos. Às vezes, esperamos que um obreiro seja perfeito porque queremos que ele nos substitua, em vez de nos ajudar. Se os obreiros nos ajudam, é para aperfeiçoar os santos, e a igreja receberá uma bênção.

    Há dois lados: a igreja não deve esperar demais dos obreiros, e os obreiros não devem substituir os santos. Uma mãe boa e capaz talvez não forme uma filha capaz se fizer tudo sozinha. Se o obreiro for forte da maneira errada, a igreja se tornará fraca.

    A pergunta do nosso irmão aponta a dificuldade da igreja hoje. Na realidade, o clero se desenvolveu na história da igreja por causa da preguiça da maioria. Esperamos que algumas pessoas cuidem das questões espirituais enquanto nós servimos a Mamom. Isso se torna uma situação anormal.

    Se realmente vimos a visão da igreja como Corpo de Cristo, o sistema pastoral será exposto.

    Dons, ofícios e serviço pessoal

    Uma pergunta foi dirigida ao irmão Christian Chen: de acordo com o que ele conhece de si mesmo diante do Senhor, qual é o seu dom? E como os outros devem considerá-lo em relação ao ofício?

    Sinto muito; essa pergunta sempre me deixou perplexo. Não sei como responder. Nunca pensei muito sobre quais são os meus dons ou qual é o meu ofício. Realmente não sei.

    Sinto que todos no Corpo devem enxergar isso. Em uma reunião, os irmãos e as irmãs que se conhecem podem reconhecer a história e o serviço de uma pessoa. Mas nunca senti que deveria me definir dessa maneira.

    Algumas pessoas me perguntam: “Quando você começou a servir em tempo integral?” Sempre respondo: “Comecei a servir em tempo integral há muito, muito tempo”. Pertencemos ao Senhor, e nosso serviço deve estar sempre em primeiro lugar.

    De acordo com o que o Senhor nos dá, oferecemos isso à igreja em serviço. Na realidade, não sei como responder a essa pergunta.

    Como olhamos para nós mesmos? Como sabemos quais são os nossos dons? Deixem-me colocar desta maneira: no Corpo de Cristo, algumas pessoas são claramente os olhos, algumas são a boca e algumas são as mãos.

    Se estamos na igreja há muito tempo, devemos saber se somos um olho ou uma boca. Alguns irmãos não são a boca, mas sabemos que têm visão espiritual. São o olho da igreja.

    Pessoalmente, não podemos olhar para nós mesmos e julgar corretamente. A verdadeira avaliação pertence ao Senhor e aos irmãos e às irmãs.

    O serviço sem autodesignação

    Talvez seja difícil para o irmão Chen olhar para si mesmo, mas é mais fácil para os outros olharem para ele. O irmão Christian Chen, o irmão Benjamin Chen, Yao Chiang e eu fazíamos parte do mesmo grupo. Orávamos juntos e fazíamos visitas juntos.

    O Senhor, segundo o Seu próprio plano, fez algo em nós, até mesmo por meio de enfermidades. Christian também teve uma doença nos olhos. O Senhor nos conduziu segundo o Seu próprio caminho.

    Depois de me formar na faculdade, procurei servir em tempo integral. Disse a um irmão que queria dedicar-me em tempo integral. Naquela época, a igreja tinha muitos problemas, e ele disse: “Volte a trabalhar na sociedade por alguns anos e depois retorne”.

    Então fui dar aulas. Minha formação era na área de educação. Mas, em nosso coração, queríamos ser pessoas que servissem ao Senhor e oferecessem todo o nosso tempo.

    Se pudermos ser uma perna, seremos uma perna. Se pudermos ser uma mão, seremos uma mão. Se pudermos ser uma boca, seremos uma boca. Se o Senhor quiser que sejamos uma pedra, seremos uma pedra e nunca falaremos.

    Estive nas Filipinas durante oito anos. Ao mesmo tempo, dava aulas em uma escola. Durante as férias, era enviado a diferentes lugares. Eu era solteiro e, em alguns lugares, era quase como um pastor ou obreiro, realizando tarefas práticas e fazendo visitas.

    Às vezes, eu era enviado a Manila. Éramos as mãos. Fazíamos todas essas coisas. O Senhor nos colocava em determinada igreja para fazer o que os irmãos precisassem. Às vezes, éramos motoristas; às vezes, cozinhávamos. Sentíamos que éramos servos.

    Como as pessoas deveriam nos ver? Não sabemos. Tecnicamente, não servíamos em tempo integral, porque tínhamos emprego, mas o Senhor sabia que éramos servos. Conhecíamos a nós mesmos de acordo com a função e a capacidade em que deveríamos servir.

    Certa vez, uma irmã idosa compartilhou comigo uma passagem de 1 Timóteo. Paulo diz que, se ele tardar, devemos saber como nos conduzir na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade.

    Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.

    — 1 Timóteo 3:15

    Ela não respondeu diretamente à minha pergunta, mas, na realidade, respondeu. Na igreja, devemos saber como convém nos conduzir. Nós que cremos devemos permitir que o Espírito Santo nos guie a fazer o que for necessário.

    Se alguém diz: “Você é um mestre”, então talvez eu seja um mestre. Se diz: “Você é um supervisor”, então talvez eu seja um supervisor. Se diz: “Você é um presbítero”, então amém, sou um presbítero. Se diz: “Você é um servo”, então sou um servo. Não me importo com o nome que me dão; importo-me com o que faço.

    Mesmo que eu não saiba qual é a função do meu irmão, sei que ele é nosso irmão — nosso querido irmão. Louvado seja o Senhor. Quando o vejo, fico cheio de alegria.

    O presbiterato, a realidade espiritual e a posição exterior

    Vários irmãos tiveram comunhão a respeito da mensagem desta manhã. Surgiu um problema: se um obreiro não interfere nos assuntos de uma igreja, o que deve acontecer quando um presbítero não progride, mas continua ocupando uma posição?

    Por exemplo, 1 Timóteo fala de uma acusação contra um presbítero, exigindo duas ou três testemunhas. Mas quem deve tratar de um caso assim? Timóteo era um obreiro naquela época. Se um obreiro assume um caso desses, parece que está interferindo nos assuntos da igreja.

    Paulo estava dizendo a Timóteo como ensinar os presbíteros a cuidar da administração. Mais tarde, o próprio Timóteo se tornou presbítero. A questão se complica se não resolvermos esse problema.

    Se um presbítero não progride, toda a igreja sofre perda. Mas, na condição de obreiro, como se deve lidar com essa questão?

    É por isso que há presbíteros na igreja. A pluralidade de presbíteros é a sabedoria do Espírito Santo. Se houvesse apenas um presbítero e ele não crescesse, toda a igreja ficaria paralisada. Mas, como há presbíteros, se um não avança, os outros podem continuar.

    Segundo o ensino da Bíblia, um presbítero é alguém que o Espírito Santo revela ser suficientemente maduro para servir. Espiritualmente, ele está mais adiantado do que os outros e, diante do Senhor, é fiel e está disposto a aceitar a responsabilidade que o Senhor lhe deu.

    Dessa maneira, nasce o presbiterato. É uma realidade espiritual. Quando a realidade espiritual se perde, o que resta é apenas uma posição exterior, e isso se torna uma grande dificuldade.

    A própria igreja é uma entidade espiritual. Tudo o que há na igreja deve estar fundamentado na vida espiritual. Se nos afastamos do princípio da vida e caímos na organização, já nos tornamos distorcidos.

    A restauração por meio da realidade espiritual

    Hoje, estamos em uma fase de ruína e desolação da igreja. Por isso, a obra do Senhor é uma obra de restauração. Na restauração, o Senhor não dá atenção principalmente às coisas exteriores; Ele dá atenção à espiritualidade.

    Paulo escreveu epístolas a igrejas que tinham problemas, mas, aos olhos de Deus, essas igrejas ainda eram consideradas normais. Contudo, em Apocalipse 2 e 3, o Senhor escreveu aos mensageiros das sete igrejas.

    O mensageiro pode ser entendido de duas maneiras: como um mensageiro celestial, ou anjo, ou como um mensageiro terreno. Minha visão pessoal é que se refere a homens. O mensageiro é uma entidade coletiva, que inclui todos aqueles que assumem responsabilidade espiritual diante do Senhor em uma localidade.

    Eles talvez não sejam formalmente presbíteros ou diáconos, mas são aqueles que verdadeiramente assumem responsabilidade espiritual diante do Senhor. Nessas sete cartas, Deus dá atenção à realidade, não apenas aos arranjos exteriores.

    Em 1 Timóteo, Paulo ainda fala da igreja como a casa de Deus, a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade. Ele também menciona as qualificações dos presbíteros.

    Mas, em 2 Timóteo, apenas alguns anos depois, a igreja é descrita como uma grande casa que contém vasos de ouro, prata, madeira e barro — vasos para honra e vasos para desonra.

    De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda boa obra.

    — 2 Timóteo 2:21

    Em 2 Timóteo, a ênfase já não está em estabelecer presbíteros ou diáconos, mas em purificar-se e buscar o Senhor com aqueles que O invocam de coração puro.

    Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.

    — 2 Timóteo 2:22

    Em nosso tempo, se ainda considerarmos que a igreja está em uma condição normal e tentarmos restaurar todos os arranjos exteriores, encontraremos muitos problemas difíceis e talvez impossíveis de resolver.

    Segundo os princípios espirituais, se outros irmãos e irmãs avançaram mais do que nós, devemos espontaneamente nos retirar e permitir que eles assumam a responsabilidade. Isso é realidade. Mas, se o presbiterato for tratado como um título ou uma posição, os homens se apegarão a ele, e isso se tornará um grande impedimento para a igreja.

    Estamos no caminho da restauração. Não demos atenção às coisas exteriores, mas às coisas espirituais. Dessa maneira, não há problema.

    A designação de presbíteros

    Em muitos lugares, as pessoas me pediram que designasse presbíteros. Eu disse que não posso fazer isso. Outros podem fazê-lo se sentirem que devem, mas eu não posso.

    Quanto ao meu entendimento pessoal diante do Senhor, sinto que hoje não há como designar presbíteros no sentido bíblico. Os presbíteros pertencem à assembleia local. O que se designa hoje talvez seja apenas um presbítero de um pequeno grupo, e isso não se encontra nas Escrituras.

    Um irmão em Washington, D.C., que era um pregador conhecido, disse que tinha uma visão de ir a muitos lugares e estabelecer igrejas. Ele próprio era presbítero em Washington. Perguntei-lhe: “Qual é o alcance da sua autoridade?”

    Se um irmão ou uma irmã que não se reúne com vocês comete um pecado ou tem um problema, você pode exercer sua autoridade como presbítero para resolvê-lo? Claro que não. Você é apenas presbítero de um grupo ou de uma reunião, e sua autoridade não alcança aqueles que estão fora desse grupo.

    Como, então, alguém pode dizer que é presbítero da cidade de Washington, D.C.? No máximo, ele é presbítero de uma determinada reunião. No entanto, na Bíblia não existe presbítero de uma reunião; um presbítero é presbítero da assembleia local.

    Se nos obrigarmos a fazer essas coisas, estaremos seguindo um caminho impossível e procurando problemas para nós mesmos. Uma vez que um presbítero é formalmente designado, como removê-lo? Isso se torna uma tarefa muito difícil.

    Uma ilustração histórica de Taiwan

    Em 1965, por causa dos acontecimentos em Taiwan durante 1964 e 1965, comecei a considerar seriamente essa questão. O irmão Lee havia chegado a Taiwan, e fui lá duas vezes na esperança de ajudar a resolver alguns problemas.

    Quando estava em Taiwan, exortava a todos, mas, quando saía, os problemas voltavam. Em 1965, ele excomungou vários obreiros. Isso eu podia compreender, porque os líderes entre os obreiros podem tratar com obreiros que não estão em unidade de coração.

    Mas, quando presbíteros foram excomungados, não pude aceitar. A ideia parecia ser que, por tê-los designado, alguém também poderia removê-los. Mas isso significaria que a igreja nunca poderia ser independente.

    A pergunta levantada anteriormente pode se tornar um caso de procurarmos problemas para nós mesmos. Se o Senhor não quer que façamos algo e insistimos em fazê-lo, depois de feito, não conseguimos resolver o problema resultante. Isso se torna um grande impedimento.

    A função em lugar do título

    Em Nova York, havia um médico que amava o Senhor e em cuja casa nos reuníamos. Mais tarde, ele ficou tão ocupado que não conseguia nem participar das reuniões regulares.

    Para um irmão responsável, isso cria dificuldades. Se ele não participa das reuniões dos irmãos responsáveis, ainda assim é preciso comunicar-lhe as decisões e buscar sua concordância. Torna-se quase impossível fazer qualquer coisa.

    O resultado foi que, como esse irmão não podia assumir a responsabilidade na prática — não porque não quisesse, mas porque as circunstâncias o impediam —, deixamos de esperar que ele assumisse essa responsabilidade. Já não precisávamos comunicar-lhe cada decisão.

    Isso aconteceu porque ele não cumpria a responsabilidade na prática. Hoje vemos que a função de presbítero pode estar presente, mas o título de presbítero não é necessário.

    Quando uma pessoa exerce a função de presbítero, ela exerce essa função. Se não exerce a função, não há necessidade de tal título ou posição.

    Essa, na minha visão pessoal, é a maneira que devemos adotar na restauração da obra. Se outros irmãos têm uma visão diferente, não ouso me opor a eles. Se outros querem designar presbíteros, não me oponho; mas, quanto a mim, não posso fazê-lo.

    O tratamento de acusações contra presbíteros

    Você mencionou o problema em Timóteo: se um presbítero peca, são necessárias duas ou três testemunhas para estabelecer a questão. A quem o caso deve ser apresentado?

    Minha consideração pessoal é que há duas possibilidades. Uma é levar a questão aos outros presbíteros. A outra é que, na fase inicial da igreja, Paulo e Timóteo tinham um relacionamento direto com as igrejas e muita influência, porque estavam envolvidos na designação de presbíteros.

    Mas, quando a igreja já não está em sua fase inicial, o caso deve ser levado aos outros presbíteros para que resolvam o problema.

    Os diáconos e o exercício das funções

    Há outra pergunta: e quanto aos diáconos, que estão intimamente relacionados com a administração da igreja? Minha visão pessoal é que, como não designamos presbíteros, também não devemos designar diáconos.

    No entanto, na igreja temos, sim, as funções de presbíteros e diáconos. Muitos irmãos e irmãs exercem as funções de diáconos, e alguns irmãos exercem as funções de presbíteros.

    Em 1 Pedro 5, os presbíteros também fazem o trabalho de pastorear. Por um lado, os presbíteros são pastores; por outro, Deus dá à igreja algumas pessoas que têm o dom de pastorear. Esses são dois aspectos distintos.

    A questão é se exercemos a função. Desde que exerçamos a função, isso é suficiente. Se não exercemos a função, ter um nome não nos torna presbíteros ou diáconos.

    Não precisamos designar determinadas pessoas como diáconos. Aqueles que já fazem esse trabalho estão exercendo a função de diáconos. Se dermos atenção às funções reais, em vez de aos arranjos exteriores, as coisas serão mais fáceis.

    Questões relativas à prática da igreja local

    Um irmão testemunhou: “Nossa igreja não tem obreiros, presbíteros, diáconos, nem sequer um salão de reuniões. Não temos nada, mas temos todas as funções. É maravilhoso, mas ainda não somos perfeitos”.

    A primeira pergunta dizia respeito às irmãs, que eram numerosas e espiritualmente ativas, enquanto os irmãos eram poucos e fracos. Como se esperava que os irmãos pregassem, mas as irmãs eram mais fortes, deveria ser permitido que as irmãs pregassem publicamente?

    A resposta dada foi simples: isso é uma vergonha para os irmãos. Os irmãos devem ir ao Senhor e buscar o Senhor.

    A segunda pergunta dizia respeito às reuniões de serviço. Somente aqueles que já servem devem participar, ou todos devem poder participar, inclusive os que não têm se envolvido regularmente na vida da igreja, mas têm opiniões?

    Excluir os que não servem não é um bom caminho. Aqueles que servem devem conduzir ao serviço os que não servem. Se outros vierem com muitas perguntas ou opiniões, essas questões devem ser levadas ao Senhor.

    A opinião daqueles que servem não é necessariamente sempre o pensamento do Senhor. Se todos levarem suas impressões ao Senhor, uma boa opinião poderá ser acolhida, e o irmão que a apresenta poderá ser encorajado a entrar no serviço.

    A terceira pergunta dizia respeito ao pão e ao cálice. Essa questão não foi resolvida em dois mil anos. O que temos aprendido é usar um só pão e um só cálice.

    A mesa do Senhor e o exame individual

    No partir do pão, a prática é coletiva ou individual? Segundo 1 Coríntios 11, ela diz respeito ao relacionamento de cada indivíduo com o Senhor.

    Se um ou dois irmãos têm um problema, sua participação no partir do pão deve ser interrompida? Minha visão é que esses irmãos devem tratar plenamente da questão diante do Senhor. Essa é a responsabilidade pessoal deles.

    Antes do partir do pão, cada um deve examinar a si mesmo. Não é um exame coletivo. Se fosse, talvez nenhuma assembleia estivesse qualificada para partir o pão, porque sempre há um ou dois problemas entre os santos.

    Se nos recusarmos a partir o pão sempre que soubermos que alguém tem um problema, será muito difícil manter uma reunião da mesa do Senhor. É uma questão individual. Se um irmão examina a si mesmo e não tem problema em seu relacionamento com o Senhor, não podemos interferir.

    Quanto a usar pão comum ou pão sem fermento, um cálice ou vários cálices, essas não são as questões centrais. Um só cálice é o que tenho visto diante do Senhor e o que tenho praticado.

    Os obreiros como andaimes para a igreja

    Foi levantada uma pergunta a respeito dos andaimes e do edifício. Um dia, os andaimes precisam ser retirados, porque a obra existe para a igreja, e não a igreja para a obra.

    Muitas reuniões começaram por meio do trabalho de obreiros. Mais tarde, irmãos e irmãs foram levantados. Quando os obreiros devem deixar sua responsabilidade? Muitas vezes, os obreiros permanecem por toda a vida porque iniciaram a reunião, e a reunião passa a considerá-los como a cabeça.

    Na América do Norte, isso talvez não seja tão perceptível, mas, no Extremo Oriente, é um problema sério. Mesmo quando as pessoas dizem: “Temos obreiros, não pastores”, ainda podem esperar que um irmão esteja na igreja, atenda ao telefone e faça tudo, exatamente como um pastor.

    Talvez não tenhamos títulos oficiais, mas ainda conservamos a mesma realidade. A questão é como enfrentamos esse problema.

    Quando Paulo e Barnabé saíram para trabalhar, conduziram irmãos e irmãs à salvação. Permaneceram em lugares como Corinto e Éfeso, e seu trabalho foi eficaz o bastante para que, em um período relativamente curto, irmãos locais fossem levantados para assumir responsabilidade.

    Então os obreiros passaram a ajudá-los ao lado deles. Isso é uma grande realização na obra.

    Hoje, nosso problema é que substituímos os santos em seu trabalho. Por isso, os santos não conseguem ser levantados. Como não conseguem ser levantados, os obreiros continuam trabalhando até o fim. Estritamente falando, isso é um fracasso na obra.

    A obra existe para aperfeiçoar os santos. Se não conseguimos aperfeiçoar os santos e levá-los a amadurecer, assumir responsabilidade e conduzir a assembleia local, então nossa obra é uma obra de substituição, e não uma obra de condução.

    Em cada localidade, os obreiros devem trabalhar até que os santos possam assumir responsabilidade. A aplicação disso exige a direção do Espírito Santo. Algumas assembleias podem levar mais tempo, e outras, menos. Isso não é determinado pelo homem.

    O obreiro precisa ter discernimento espiritual diante do Senhor para saber quando chegou o momento e quando o Espírito Santo o conduziu a deixar a responsabilidade.

    Às vezes, nossas exigências são altas demais, ou simplesmente estamos ansiosos. Como pais que não querem soltar seus filhos, talvez não permitamos que os santos cresçam. Quando chegar a hora, devemos soltar, crendo que o Senhor assumirá a responsabilidade.

    Isso não é uma questão de regras rígidas. Se seguirmos apenas a letra, haverá problemas. Às vezes, um obreiro pode soltar cedo demais; em outras ocasiões, pode segurar por tempo demais.

    Em princípio, o trabalho de um obreiro existe para o aperfeiçoamento dos santos. Quando os santos são aperfeiçoados, devem ser levantados para assumir responsabilidade, e o obreiro deve passar a ajudá-los ao lado deles.

    Se surgirem problemas, os obreiros podem alertá-los. Ao mesmo tempo, os irmãos responsáveis devem ter humildade para fazer perguntas aos obreiros e manter um bom relacionamento com eles.

    O relacionamento entre a obra e a igreja, quando é normal, é belo. Quando não é normal, cria muitos problemas. Quanto ao momento certo, precisamos que o Espírito Santo nos conduza.

    A igreja, a obra e o testemunho local

    Na China, quando começamos, sentimos que devíamos permanecer sobre a base da unidade e não nos dividir. Muitos irmãos e irmãs saíram das denominações para se reunir.

    Nunca ousamos nos chamar de “a igreja em” determinado lugar, porque sentíamos que não éramos toda a igreja naquela localidade. Éramos simplesmente aqueles que davam testemunho do testemunho da igreja.

    Estávamos dispostos a reconhecer o Senhor como Cabeça e a receber todos os filhos de Deus, mas não podíamos afirmar que nosso pequeno grupo era a igreja local. A igreja local inclui todos os filhos de Deus em uma localidade.

    Por isso, usávamos expressões como assembleia de reunião cristã, não como nome de igreja, mas para indicar que éramos apenas um lugar onde os cristãos podiam se reunir. A igreja pertence a Cristo; não temos nome.

    Naqueles dias, os obreiros eram poucos e itinerantes. Íamos a diferentes lugares e não éramos pastores residentes que permaneciam permanentemente em um só local. Por isso, não tínhamos esse problema.

    Mesmo onde alguns obreiros moravam, em um lugar como Xangai, havia irmãos responsáveis na assembleia. Todos cooperavam no serviço. Não tínhamos o sistema de uma localidade, um obreiro — o sistema pastoral distorcido.

    Esse problema começou em Taiwan e se espalhou. É inteiramente contrário às Escrituras. Se uma localidade envia um obreiro a determinado lugar, esse obreiro facilmente assume a posição de ensinar e, assim, passa a controlar a igreja.

    Então, aquele que enviou o obreiro pode se tornar a pessoa que controla muitas igrejas. Isso é inteiramente anormal, e devemos ser libertos disso.

    Não é errado que os obreiros morem em uma localidade. Um obreiro não mora no céu; precisa morar em algum lugar. Mas deve ser um obreiro que ajuda ao lado dos irmãos e também aprende a ser um irmão naquela localidade. Isso é belo.

    Um testemunho de Richmond

    Foi compartilhado um testemunho a respeito de Richmond. O Senhor começou algo ali antes de 1970, colocando sobre várias irmãs mais velhas um encargo de oração.

    Esse encargo foi fortalecido quando elas participaram de uma conferência e ouviram a ministração dos irmãos T. Austin-Sparks, DeVern Fromke e Stephen Kaung. Algo nasceu por meio de suas orações em dores de parto ao longo de vários anos.

    Por volta de 1978, o irmão Stephen se mudou de Washington para Richmond. Naquela época, vários irmãos já haviam começado a assumir responsabilidade.

    Quando nosso irmão se mudou para Richmond, ficamos felizes porque ele se reuniria conosco. Ele tinha muita clareza de que, por ter um ministério que ia além da localidade, não poderia assumir a liderança local.

    Temos sido muito gratos pelo relacionamento próximo que continuou ao longo dos anos. Temos procurado nos reunir regularmente, talvez a cada dois meses. O importante é que nosso irmão nunca nos disse o que fazer. Ele simplesmente tem estado disponível.

    Quando um obreiro está em uma assembleia local, ele atua como irmão. Em Richmond, os próprios irmãos e irmãs limpam o local de reuniões, com diferentes grupos nos lares se revezando.

    Durante muitos anos, antes de nosso irmão envelhecer, ele estava presente nos dias de trabalho para arrumar as cadeiras e cuidar das instalações. Isso tem sido um verdadeiro testemunho para muitos de nós.

    Muitas vezes, precisamos viajar a outros lugares para ouvir nosso irmão ministrar. Em Richmond, ele talvez fale apenas algumas vezes por ano, enquanto muitos outros irmãos ministram a Palavra. Ele está sempre presente para caminhar ao lado dos outros, encorajá-los e apoiá-los no exercício de suas funções.

    O exemplo que nosso irmão tem dado tem sido um encorajamento vivo para muitos irmãos e irmãs mais jovens.

    O perigo da liderança vitalícia

    Um obreiro em determinada localidade pode se tornar um obreiro residente ou vitalício, como um presidente que deseja ser presidente por toda a vida. Há outro aspecto dessa questão que tenho observado há muitos anos.

    Em muitas assembleias, os obreiros talvez nunca desejem que alguém com dons seja levantado para trabalhar ao lado deles. Quando o Senhor levanta irmãos capazes de cooperar no serviço, o obreiro que lidera pode se sentir ameaçado e criar problemas.

    Essa é uma grande tentação em muitas assembleias. Não é que o Senhor não levante irmãos em uma localidade, mas aqueles que são levantados pelo Senhor podem ser reprimidos ou expulsos por obreiros que lideram e se sentem ameaçados.

    Irmãos e irmãs, devemos examinar a nós mesmos diante do Senhor. Que o Senhor nos dê capacidade para receber aqueles que Ele levanta entre nós, até mesmo aqueles que talvez sejam mais úteis do que nós.

    Um líder bem-sucedido não é apenas alguém capaz; é alguém que consegue levantar pessoas mais capazes do que ele.

    A liderança como serviço

    Nesta manhã, foi mencionado que aqueles que são presbíteros e responsáveis devem ser os que mais trabalham. Se alguém deseja ser o primeiro, as Escrituras dizem que deve ser servo de todos.

    O irmão Foley e eu fizemos muitas coisas no serviço. Pregamos, dirigimos carros, atuamos como motoristas, buscamos pessoas, entregamos coisas e realizamos trabalhos práticos. Simplesmente fazíamos o que era necessário.

    Quanto à limpeza do local de reuniões, sentíamos que a casa de Deus deveria ser limpa pelos próprios irmãos e irmãs. Senti diante do Senhor que deveria cuidar do lugar mais sujo — o lugar que as outras pessoas não queriam limpar. Por isso, muitas vezes eu limpava o banheiro masculino, e fazia isso com alegria.

    Não digo isso para me exaltar. Se alguém quer ser o primeiro, deve ser servo de todos. Se alguém quer ser presbítero, deve ser um irmão humilde.

    O próprio Senhor tomou a forma de servo e se tornou obediente até a morte. Quando vivemos dessa maneira na igreja, os outros nos respeitam, não porque nos impomos sobre eles, mas porque reconhecem que os ajudamos.

    Ninguém deve oprimir os outros. O Espírito Santo nos guiará para sabermos o que fazer entre os irmãos e as irmãs.

    O relacionamento entre a igreja e a obra na Grã-Bretanha

    Foi dado um testemunho a partir da experiência no Reino Unido. Havia uma falha básica, fundamental, em grande parte da obra do Senhor na Grã-Bretanha: nunca houve uma distinção clara entre a igreja e a obra.

    O ministério do irmão T. Austin-Sparks foi extraordinário. Muitas pessoas em toda a Grã-Bretanha e além dela receberam revelação por meio de seu ministério. Grupos de crentes surgiram em muitos lugares.

    Mas, em todos os lugares, havia uma liderança autocrática. A igreja estava totalmente nas mãos do obreiro. O resultado foram problemas intermináveis e, por fim, nenhuma daquelas comunidades sobreviveu.

    Certa vez, uma irmã compartilhou uma palavra que nunca foi esquecida: quando o Espírito Santo está livre, a igreja será edificada. Mas, se Ele for restringido, a obra de edificação ficará paralisada.

    Havia o receio de que uma reunião livre permitisse que qualquer pessoa se levantasse e ministrasse. Contudo, sentíamos que esse era o caminho que o Senhor exigia. Olhando para trás, somos gratos por ter seguido esse caminho.

    O problema fundamental em muitas pequenas comunidades era a liderança totalitária. Esse foi um grande problema na obra na Grã-Bretanha e na Europa.

    Influência, autoridade e organização

    Foi levantada uma pergunta sobre se a obra na China havia sido influenciada pelo irmão Sparks. Havia grande respeito por ele, embora existissem diferenças em algumas questões.

    Em 1938, o irmão Nee foi à Inglaterra e permaneceu ali por vários meses. Quando voltou a Xangai, em 1939, começou a implementar certas coisas que não foram compreendidas naquela época.

    Mais tarde, depois de visitar Honor Oak, ficou evidente que algumas dessas práticas haviam sido aprendidas com o irmão Sparks.

    O irmão Sparks dava muita atenção à autoridade. A partir daquela época, mensagens sobre autoridade começaram a ser enfatizadas entre nós. Antes, ouvíamos muito a respeito do amor, mas pouco a respeito da autoridade.

    Por volta de 1940, a autoridade era pregada de maneira muito forte. Alguns irmãos e irmãs ficaram profundamente impressionados com esses ensinos, e alguns continuam influenciados por eles até hoje.

    Em Honor Oak, havia uma ordem rigorosa: número um, número dois e número três. Quando um irmão que liderava saía, outro se tornava o número um. Havia uma forte ênfase na autoridade e na ordem, até mesmo em questões como a disposição dos assentos.

    Quando o irmão Nee voltou, certas práticas mudaram. Por exemplo, às vezes os pregadores subiam à plataforma e se sentavam ali antes de falar. Isso também havia sido aprendido em Honor Oak.

    O irmão Nee era humilde e estava disposto a aprender com os outros. No entanto, algumas coisas aprendidas dessa maneira não eram plenamente compatíveis com nossa própria condição naquela época.

    Olhando para trás, podemos perguntar se algumas das grandes dificuldades vividas mais tarde em Taiwan e em outros lugares estavam relacionadas com esses acontecimentos. Essa é apenas uma observação pessoal.

    Espiritualmente, recebemos muita ajuda por meio da comunhão com o irmão Sparks. Isso deve ser reconhecido. Mas, ao mesmo tempo, a organização começou a ser implementada.

    No passado, havia pouca organização entre os obreiros. O relacionamento deles era espiritual. Nas igrejas, havia irmãos responsáveis e irmãos e irmãs servindo juntos, mas a organização era mínima.

    Mais tarde, a organização aumentou cada vez mais. Minha observação pessoal é que essa foi uma das razões para a degradação. Sempre que falta vida espiritual, as pessoas tentam compensar organizando as coisas.

    Por fim, a organização prevaleceu, não apenas na igreja, mas em muitos outros aspectos da obra. O irmão Nee não era especialista em organização, mas o irmão Witness Lee tinha maior habilidade nessa área.

    O irmão Nee recebeu muita luz diante do Senhor, mas organizar as coisas não era seu ponto forte. Durante o avivamento em Hong Kong, ele pediu ao irmão Lee que fosse a Hong Kong para organizar as coisas ali.

    Quando a obra se expandiu para o exterior, a organização aumentou ainda mais. Isso, na minha visão, tornou-se uma grande razão para a degradação.

    Oração final

    Nosso tempo chegou rapidamente ao fim. Vamos pedir que alguns irmãos nos conduzam em oração e, então, encerraremos esta reunião.