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    Let Us Be Thus Minded © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Let Us Be Thus Minded
    Let Us Be Thus Minded
    Kaung, Stephen

    A renovação da mente e o andar cristão

    Por favor, abram na carta aos Filipenses, capítulo 3. Vamos ler Filipenses 3:7-16.

    Mas as coisas que para mim eram ganho, essas considerei perda por causa de Cristo.
    E, de fato, considero também todas as coisas como perda, por causa da excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por Quem sofri a perda de todas as coisas, e as considero como refugo, para que eu possa ganhar Cristo,
    e ser achado Nele, não tendo a minha justiça, que seria segundo o princípio da lei, mas aquela que é pela fé em Cristo — a justiça que vem de Deus mediante a fé —,
    para conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, sendo conformado à Sua morte;
    se, de algum modo, eu chegar à ressurreição dentre os mortos.
    Não que eu já tenha obtido isso, ou já tenha sido aperfeiçoado; mas prossigo, para ver se também posso tomar posse daquilo para o que fui tomado por Cristo Jesus.
    Irmãos, não considero que eu mesmo já tenha tomado posse; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficam para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo em direção ao alvo, para o prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.
    Portanto, todos quantos somos perfeitos, tenhamos este modo de pensar; e, se pensais de outro modo, também isto Deus vos revelará.
    Mas, naquilo a que já chegamos, andemos nos mesmos passos.

    Vamos entregar a Ele a Sua Palavra.

    Amado Senhor, queremos agradecer-Te pela Tua preciosa promessa:

    Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.

    Pela fé, sabemos que Tu estás aqui conosco, e nós Te louvamos e agradecemos porque Tu tens prazer em revelar-Te e em falar a Tua Palavra a nós.

    Assim, Senhor, estamos todos aqui, esperando ouvir de Ti o que tens a nos dizer. Olhamos para o Teu Espírito Santo, para que Ele leve a Tua Palavra ao nosso coração e faça das Tuas palavras vida e espírito para nós, a fim de que Tu sejas glorificado. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A relação entre a mente e o andar

    O encargo que o Senhor colocou em meu coração está em Filipenses 3:15-16 — na verdade, em apenas duas expressões.

    Em Filipenses 3:15:

    Portanto, todos quantos somos perfeitos, tenhamos este modo de pensar; e, se pensais de outro modo, também isto Deus vos revelará.

    Quero sublinhar apenas esta expressão: este modo de pensar.

    E, então, Filipenses 3:16:

    Mas, naquilo a que já chegamos, andemos nos mesmos passos.

    Sublinhem apenas: andemos nos mesmos passos.

    Irmãos e irmãs, aqui vocês encontram duas coisas: a mente e o andar. Essas duas coisas estão ligadas. Vocês não podem, nem devem, separar essas duas coisas. A mente determina o andar, e o andar expressa a mente.

    Em nossa vida cristã — no crescimento cristão —, essas duas coisas são muito importantes. O que está em nossa mente? Em que nossa mente está fixada? E quanto ao nosso andar? Andamos de acordo com aquilo em que pensamos?

    Vocês se lembram de que, em Romanos 8:5-8, está escrito:

    Os que andam segundo a carne pensam nas coisas da carne;
    e os que andam segundo o Espírito pensam nas coisas do Espírito.
    A inclinação da carne é morte,
    e a inclinação do Espírito é vida e paz.

    Assim, vemos aqui que aquilo em que fixamos a mente decide como andamos. É muito importante ter a maneira correta de pensar, porque isso determinará como andamos e para onde caminhamos.

    A maturidade espiritual e a maneira correta de pensar

    Nesta manhã, vamos concentrar nossa atenção em “este modo de pensar”. O apóstolo Paulo diz que qualquer pessoa que seja perfeita — ou que tenha o propósito de ser perfeita — precisa ter este modo de pensar.

    Agora, a palavra perfeito nas Escrituras, creio que todos sabemos, não significa perfeição sem pecado, porque ninguém, exceto o nosso Senhor Jesus, é perfeito e sem pecado. Mas a palavra perfeito na Bíblia significa maduro, plenamente desenvolvido, crescido.

    Se alguém deseja crescer espiritualmente — se vocês estão satisfeitos em permanecer apenas como bebês em Cristo durante toda a vida, então estas palavras não são para vocês. Mas, se realmente desejam crescer espiritualmente, então isto é para vocês.

    Será que existe alguma criança que não queira crescer? Lembro-me de que, muitos anos atrás, minha irmãzinha e um priminho — eles deviam ter quatro ou cinco anos naquela época — estavam sentados nos degraus da escada. Ouvi os dois conversando, e eles estavam com pena de si mesmos, porque perceberam que seus irmãos e irmãs mais velhos podiam fazer muitas coisas que eles não podiam.

    Por isso, acredito que toda criança quer crescer. Talvez os adultos queiram ser jovens, mas todas as crianças querem crescer. E, espiritualmente falando, esta é a aspiração correta: queremos crescer, ser perfeitos.

    Se alguém deseja ser perfeito, o apóstolo Paulo diz que precisa ter este modo de pensar. Isto é, precisa ter a mesma maneira de pensar que o apóstolo Paulo descreve em Filipenses 3. Agora, se vocês pensam de outro modo, então o Senhor lhes lembrará: esta é a maneira de pensar que vocês precisam ter.

    Portanto, irmãos e irmãs, nossa mente é muito, muito importante.

    Um novo coração e uma mudança de mente

    Quando cremos no Senhor Jesus, vocês percebem o que acontece? Segundo Ezequiel 36:26, o Senhor disse:

    Porei em vós um coração novo,
    e porei dentro de vós um espírito novo;
    e tirarei da vossa carne o coração de pedra,
    e vos darei um coração de carne.

    Em outras palavras, quando cremos no Senhor Jesus, Ele nos dá um novo coração. Antes, nosso coração era de pedra. Isso significa que nosso coração era duro, insensível a Deus e às coisas espirituais. Mas agora Ele o substitui por um coração de carne — terno, sensível ao toque do Espírito Santo.

    No Antigo Testamento, vocês não encontram a palavra consciência, mas encontram a palavra coração. Assim, no Antigo Testamento, o coração é, na verdade, aquilo que chamaríamos, em termos do Novo Testamento, de consciência.

    Vocês se lembram de que, certa vez, Davi cortou um pedaço do manto de Saul, e a Bíblia diz que seu coração o acusou. Em outras palavras, sua consciência era tão sensível, por causa de sua comunhão com Deus, que, mesmo enquanto fazia aquilo, sua consciência o incomodava. Ele se sentia inquieto. Não deveria fazer aquilo.

    Assim, no Antigo Testamento, o coração realmente fala de nossa consciência. Quando cremos no Senhor Jesus, Ele nos dá um novo coração — um coração terno, brando, sensível ao toque de Deus; um coração que começa a amar a Deus e a amar as coisas que Deus ama. É isso que acontece quando cremos no Senhor Jesus.

    E quanto à nossa mente? Na verdade, a própria palavra arrependimento significa uma mudança de mente.

    Antes, sua mente estava fixada no mundo, nas coisas terrenas, nas coisas invisíveis. Você buscava os prazeres das coisas. Mas agora, convencido pelo Espírito Santo, você começa a mudar sua maneira de pensar. Começa a enxergar a pecaminosidade do pecado, a feiura do pecado. Você odeia o pecado. Não quer mais pecar.

    E começa a se voltar para as coisas espirituais e eternas. Você se arrepende do que fez antes e volta seu coração para Deus, para o Senhor. Pede perdão pelo seu pecado. Recebe, pela fé, o Senhor Jesus como seu Salvador. Houve uma mudança de mente.

    Isso é arrependimento, e ninguém pode crer no Senhor Jesus sem arrependimento. Nós nos arrependemos. Vemos a necessidade de um Salvador e, assim, cremos em Jesus Cristo, Que é o Salvador do mundo. Sem arrependimento, sem uma mudança de mente, você não poderá ser salvo.

    Mas a questão é que, embora o arrependimento seja uma mudança de mente, infelizmente essa mudança muitas vezes é superficial e passageira. Não é radical, profunda e permanente.

    A necessidade da renovação da mente

    Nos primeiros dias de sua vida cristã, parece que você vive pelo coração, e não pela mente. Em outras palavras, quando você começa a crer no Senhor Jesus, tem uma relação de amor tão profunda com o Senhor que vive seus primeiros dias em amor, pelo coração. Você não se guia pela mente.

    Antes, você vivia pela mente. Pensava, considerava, ponderava as coisas, raciocinava e decidia o que fazer. Mas, nos primeiros dias de sua vida cristã, parece que você se esqueceu da mente. Não raciocina mais. Não faz cálculos. Simplesmente vive pelo coração.

    Você ama o Senhor e quer fazer tudo para agradá-Lo. Sua mente parece ficar em segundo plano, e seu coração o impulsiona a seguir em frente. Se isso continuasse para sempre, que bênção seria!

    Sabem, é por isso que o Senhor diz que vocês precisam se converter e se tornar como uma criança, pois delas é o reino dos céus. Uma criança vive pelo coração. Mas um adulto, infelizmente, vive pela mente, pelo seu raciocínio.

    Mas não demora muito para você perceber que sua velha mente começa a exercer novamente seu poder sobre sua vida. Você descobre isso aos poucos, provavelmente bem depressa. Começa a raciocinar de novo. Começa a considerar, a calcular se aquilo lhe traz algum benefício ou se vai custar demais.

    E percebe que sua velha mente voltou a exercer poder sobre sua vida. É muito difícil romper um velho hábito.

    Portanto, irmãos e irmãs, para realmente viver uma vida cristã e crescer espiritualmente, vocês precisam da renovação da mente. Porque, quando são salvos, vocês têm um novo coração, mas ainda carregam uma velha mente.

    Assim, o que vocês precisam é de uma nova mente — da renovação da mente. Em outras palavras, precisam enxergar as coisas de maneira diferente, avaliar as coisas de maneira diferente. Aquilo que antes consideravam precioso, passarão a considerar como perda. As coisas às quais antes não davam muito valor, começarão a valorizar muito, a ponto de realmente desejá-las.

    A renovação da mente é uma necessidade absoluta para o crescimento cristão.

    Agora, irmãos e irmãs, a pergunta é: sua mente foi renovada? Vocês ainda pensam da maneira antiga, como pensavam antes de serem salvos? Ou agora pensam de modo muito diferente? Em que sua mente está fixada?

    Nossa maneira de pensar é muito, muito importante. Se vocês fixam a mente nas coisas da carne, então andam segundo a carne, e isso é morte — morte espiritual. Mas, se fixam a mente nas coisas do Espírito, então estão espiritualmente vivos.

    Agora, irmãos e irmãs, examinem a si mesmos à luz de Deus. Vejam se, depois de terem crido no Senhor Jesus, sua mente foi renovada. Vocês ainda pensam como as pessoas do mundo pensam, como vocês mesmos pensavam antes? Ou agora enxergam as coisas de maneira muito diferente? Qual é sua situação atual?

    A consagração como condição para a renovação

    Como nossa mente pode ser renovada? Você não pode mudá-la por si mesmo. Outra Pessoa precisa fazer isso por você. Mas há uma condição.

    A condição é esta: a menos que vocês apresentem seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o seu culto racional — sua adoração espiritual —, o Espírito Santo não tem liberdade para mudar sua mente, para renová-la.

    Portanto, o que o Senhor espera de vocês hoje é sua consagração.

    Irmãos e irmãs, vocês certamente já ouviram falar de consagração, provavelmente muitas vezes. Mas precisam entender que a consagração é nossa primeira experiência cristã.

    Uma pessoa salva que nunca apresentou seu corpo como sacrifício vivo ainda nem começou seu andar cristão. Ela é cristã, mas não deu sequer um passo. A consagração é a primeira experiência cristã.

    É por isso que, em Romanos 12, depois de Romanos 1 a 11, encontramos a resposta às misericórdias de Deus que foram apresentadas — tudo o que Deus fez por nós em Cristo Jesus. Que maravilhosa salvação, que maravilhosa obra, obra completa, obra consumada, Ele realizou por nós!

    Não apenas o perdão dos nossos pecados e a justificação, mas também a santificação e a glorificação. Tudo o que Deus propôs para nós em Cristo Jesus foi realizado pelo nosso Senhor Jesus na cruz do Calvário — as múltiplas misericórdias de Deus.

    E, então, a partir de Romanos 12, vem o “portanto”. Sejamos movidos pelas misericórdias de Deus e, voluntariamente — esta é a primeira coisa que fazemos em resposta a tudo o que Deus realizou por nós em Cristo Jesus —, apresentemos nosso corpo como sacrifício vivo.

    Agora, irmãos e irmãs, vocês fizeram isso? Colocaram tudo o que são e têm no altar e disseram: “Senhor, tudo isto é Teu. Abro mão do direito sobre mim mesmo. Abro mão do direito de viver para mim mesmo. Eu me entrego completamente”?

    O corpo representa o ser inteiro — espírito, alma e corpo. “Apresento todo o meu ser a Ti como sacrifício vivo.” Isto é, trata-se de um sacrifício. Quando você sacrifica algo, aquilo sai de suas mãos. Você já não se apega àquilo. Perde seu direito sobre aquilo, sua posse.

    Agora aquilo pertence a outra Pessoa. Você o sacrifica a Deus, ao Senhor, Que tanto o amou e o redimiu. Você sacrifica a si mesmo; entrega-se ao Senhor e diz: “Agora, Senhor, é Teu. Tudo é Teu. Não tenho direito sobre mim mesmo. Já não pertenço a mim mesmo. Tu me possuis. Somente Tu tens todo direito sobre mim. Podes fazer comigo tudo o que quiseres”.

    Um sacrifício vivo: diariamente, você vive nessa condição. Isso é consagração. Você fez isso?

    Se você nunca fez isso antes, que o amor de Cristo o constranja, de modo que não possa mais adiar sua consagração.

    Agora, se você já fez isso, ainda está no altar? Você desceu dele? É um sacrifício vivo? Isto é, ainda está vivendo como sacrifício? Ou voltou a viver para si mesmo, tomou de volta a posse de si mesmo e passou a exercer seu próprio direito sobre sua vida?

    Irmãos e irmãs, a consagração é a primeira experiência cristã e é a última experiência cristã. Em outras palavras, é uma experiência diária.

    Se isso é verdade em sua vida, então o Espírito Santo renovará sua mente. Você não precisa se preocupar com como mudar sua mente; você não consegue fazer isso.

    Assim como não consegue erguer a si mesmo, você não consegue fazer isso. Mas há uma coisa que pode fazer, e precisa fazer: viver diariamente como sacrifício. Essa é a maneira de viver — não ontem, não amanhã, mas hoje.

    E, se é assim, então hoje sua mente é renovada, e continuará sendo renovada dia após dia, progressivamente. De acordo com sua mente renovada, você começará a enxergar de maneira muito diferente.

    A mente renovada de Paulo em Filipenses 3

    Olhem para o apóstolo Paulo em Filipenses 3. Ele nos conta como, no passado, fixava a mente nas coisas da carne.

    Ele tinha orgulho de sua origem judaica, de sua formação, de suas realizações no judaísmo. Provavelmente, havia fixado a mente em se tornar o grande rabino de Israel.

    Sabem, ele se sentou aos pés de Gamaliel, e Gamaliel, naquela época, era um grande rabino. Era neto de Hillel. Entre os rabinos judeus havia duas escolas, e Hillel representava uma delas. Gamaliel era neto de Hillel, e Saulo se sentava aos seus pés e aprendia com ele.

    Ele estava mais adiantado do que seus contemporâneos porque havia fixado a mente em ser um grande rabino. Então, caminhou nessa direção e alcançou uma posição muito elevada. Estava quase lá, e se orgulhava disso. Era tudo o que queria. Aquilo era ganho para ele.

    Para conseguir isso, estava disposto a sacrificar todas as outras coisas. Outros jovens podiam estar brincando, mas lá estava ele, estudando aos pés de Gamaliel. Essa era sua maneira de pensar, a disposição de sua mente.

    E ele fixou a mente no alvo. Perseguiu os que criam em Jesus Cristo porque considerava Jesus um impostor no judaísmo, que deveria ser eliminado. Levava isso tão a sério que até ia a cidades gentias para prender aqueles discípulos de Jesus e trazê-los a Jerusalém para serem condenados.

    Quando Estêvão foi apedrejado até a morte, ele era o líder daqueles assassinos. Essa também era sua maneira de pensar. Ele era quase desumano.

    Era uma pessoa tão moral! Cumpria a lei em todos os seus detalhes e, ainda assim, era tão desumano. Entrava nas casas, levava mulheres e crianças, colocava-as na prisão, condenava-as e ficou feliz quando Estêvão foi apedrejado até a morte. Pensem nessa maneira de pensar.

    Mas o Senhor o tocou. Evidentemente, no martírio de Estêvão, sua consciência foi tocada. Ele viu algo celestial e real. Uma pessoa podia morrer daquela maneira! Estêvão viu os céus abertos, o Filho do Homem em pé, esperando para recebê-lo em casa.

    E, antes de morrer, pediu: “Senhor, perdoa-lhes”. Isso deve ter tocado Saulo profundamente. Sua consciência o incomodava. Mas, para silenciar a consciência, ele redobrou seus esforços para perseguir os que criam. Endureceu o coração contra aquilo, porque sua mente estava fixada em chegar ao topo do judaísmo.

    Mas, graças a Deus, o Senhor só permitiu que ele fosse até certo ponto — até o limite. Ele estava quase chegando a Damasco quando a luz do alto o atingiu.

    Ele ouviu uma voz:

    Saulo, Saulo, por que Me persegues? Duro te é recalcitrar contra os aguilhões.

    “Tenho um propósito para sua vida. Você deve servir ao Meu propósito. É difícil resistir aos aguilhões. Você só machuca a si mesmo. Não pode Me vencer. Sou mais poderoso do que você.”

    E Saulo disse: “Senhor, Tu és o Senhor. Antes, eu era o senhor, mas agora Tu és o Senhor. Quem és Tu?” E a voz disse:

    Eu sou Jesus, a Quem tu persegues.

    A próxima pergunta que ele fez foi:

    Senhor, que farei?

    Antes, eu sabia o que fazer. Havia estabelecido meu alvo e caminhava em direção a ele. Estava quase chegando lá. Mas agora estou perdido. Não sei o que fazer. Dize-me. Tu és o Senhor. Abro mão do direito sobre mim mesmo. Meu futuro é Teu. Não posso decidir o que fazer. Senhor, o que queres que eu faça?

    Irmãos e irmãs, no exato momento em que ele se converteu, apresentou seu corpo como sacrifício vivo.

    E, por causa disso, houve a renovação de sua mente. Assim, pelo que ouvimos em seu testemunho em Filipenses 3, ele diz:

    As coisas que para mim eram ganho, essas considerei perda por causa de Cristo.

    De repente, seus olhos interiores foram abertos. Ele viu que todas as coisas que considerava ganho eram, na verdade, perda. E a razão era Cristo.

    Quando viu Cristo, a excelência do conhecimento de Jesus Cristo fez com que tudo neste mundo fosse não apenas perda, mas refugo. Eram coisas imundas. Já não eram ganho para ele; eram perda. Por que perda? Porque o impediam de ganhar aquilo que é real: Cristo.

    A busca de Cristo acima de todas as coisas

    Você se arrepende de ter crido no Senhor tarde demais? Nunca ouvi alguém se arrepender de ter crido no Senhor cedo demais, desejando ter crido apenas no momento da morte. Nunca ouvi isso.

    Mas já ouvi muitas pessoas dizerem quanto se arrependiam de não ter crido no Senhor mais cedo. Por quê? Porque todas essas coisas que consideravam ganho eram, na verdade, perda.

    Quanto melhor seria se você tivesse deixado essas coisas mais cedo, para poder ganhá-Lo mais! Não há nada que possa ser comparado ao conhecimento de Jesus Cristo.

    Irmãos e irmãs, que mudança de mente! E, para o apóstolo Paulo, ela foi permanente. Foi radical e mudou completamente o rumo de seu andar. Ele estava disposto a sofrer a perda de todas as coisas para ganhar Cristo.

    Em que sua mente estava fixada? Estava fixada em ganhar Cristo.

    Vocês se lembram de que, em Colossenses 3:1-5, Paulo diz:

    Portanto, se fostes ressuscitados com Cristo, buscai as coisas que são do alto, onde Cristo está, assentado à direita de Deus.
    Porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
    Cristo é a vossa vida.

    Irmãos e irmãs, vocês ainda estão buscando as coisas de baixo, ou estão buscando as coisas do alto? Ainda pensam nas coisas da carne — a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne, a soberba da vida, o mundo?

    Ainda fixam a mente nessas coisas? “Como posso ter sucesso neste mundo? Quanto posso ganhar neste mundo? Que glória posso ter aos olhos do mundo?”

    Essas coisas terrenas ainda atraem vocês? Ainda parecem ganho? Ou vocês as consideram perda? Vocês gastam seu tempo, sua energia, sua vida nessas coisas — vale a pena?

    E, durante todo esse tempo, não estão buscando Cristo, o Cristo insondável.

    Busquem as coisas do alto. Agora, o que são as coisas do alto? Está escrito:

    Onde Cristo está.

    Onde está Cristo? Cristo agora está à direita de Seu Pai.

    As coisas do alto são as coisas que dizem respeito a Cristo. Tudo o que não está relacionado a Cristo, tudo o que não é de Cristo, não é uma coisa do alto.

    Ou, colocando de outra maneira: busquem Cristo. Busquem tudo o que é de Cristo. Tudo o que é de Cristo é uma coisa do alto, uma coisa espiritual. Tudo o que não é Cristo, que não é de Cristo, é terreno — uma coisa da carne.

    Agora, o que vocês estão buscando? Em que fixam a mente? Sua mente está fixada em Cristo?

    Preciso perguntar a mim mesmo: em que fixo minha mente? O que realmente busco? É o meu eu — sou eu mesmo? “E eu? O que aconteceu comigo? O que posso ganhar para mim?”

    Ou é Cristo? “O que Cristo pode ganhar em mim? Que lugar dou a Ele? É Ele Que vive em mim, ou sou eu que vivo em mim? Ele é engrandecido em minha vida, ou sou eu que apareço em meu viver e até em minha morte?”

    Irmãos e irmãs, não se trata de coisas. Trata-se de uma pessoa. Em quem sua mente está fixada: em sua própria pessoa ou na Pessoa de Cristo?

    O conhecimento de Cristo pela experiência

    Se vocês lerem com atenção, perceberão que o “conhecê-Lo” do apóstolo é diferente. No passado, ele queria saber tudo sobre o judaísmo, tudo sobre os ensinamentos rabínicos, tudo sobre as tradições dos pais, tudo sobre a lei do Antigo Testamento.

    Todos os detalhes da lei — ele procurava cumprir cada um deles. Segundo a justiça da lei, era irrepreensível. Uma pessoa assim, mas nunca havia encontrado Deus.

    Agora, ele não estava procurando apenas algum ensinamento, alguma doutrina do cristianismo. Queria conhecer uma Pessoa — o próprio Cristo. É um conhecimento pela experiência.

    Quanto de Cristo vocês realmente conhecem e realmente experimentam? É Nele que fixam a mente?

    Irmãos e irmãs, vocês têm este modo de pensar? Se querem ser perfeitos, esse é o único caminho. E, se pensam de outro modo, Deus lhes lembrará. Esta é a maneira de pensar que deve ser nossa. Temos este modo de pensar?

    Antes, Paulo buscava a justiça segundo a lei — sua própria justiça. Mas agora dizia: “Isso é perda”. Ele tinha a justiça de Deus por meio de Jesus Cristo. “Cristo é minha justiça. Não tenho justiça própria, mas Cristo é minha justiça.” E ele experimentava isso.

    Irmãos e irmãs, creio que isso seja verdade para todos nós. Mas isso é tudo? É tudo o que vocês conhecem de Cristo — a justificação pela fé?

    Graças a Deus por isso. É algo grandioso. Do ponto de vista do mundo, não há nada maior do que isso. Mas, do ponto de vista de Deus, é apenas o começo.

    Conhecê-Lo — porque Ele me justificou, porque me revestiu com Sua justiça, porque me permite chegar a Deus Pai —, por isso quero conhecê-Lo mais.

    O poder da ressurreição de Cristo

    Conhecer o poder de Sua ressurreição. Irmãos e irmãs, estamos cercados pela morte. Não apenas cercados pela morte, mas a morte está até dentro de nós. Enfrentamos a morte a cada momento de nossa vida.

    O salário do pecado é a morte.

    Somos tentados a pecar, e a morte pode entrar em nossa vida. O mundo, as coisas da carne, o eu — essas coisas são morte, são impuras. Estamos literalmente vivendo em meio à morte, e com a morte até dentro de nós.

    Vocês sentem esse poder que produz morte sobre sua vida diária? As forças externas os arrastam para a morte, e, até por dentro, há um traidor infiltrado tentando agir.

    É por isso que precisamos conhecer o poder de Sua ressurreição. Cristo é sua vida, e Sua vida é vida de ressurreição.

    Vocês descobrirão que aquilo que não conseguem vencer, Ele vence em vocês. Porque a ressurreição é vida que emerge da morte. Ele entra na morte, tira da morte o seu poder e sai em glória. Irmãos e irmãs, essa deveria ser nossa experiência diária.

    Experimentamos diariamente o poder de Sua ressurreição, e isso é conhecer Cristo. Não é ensinamento, não é doutrina, não é cristianismo — é vida. É uma Pessoa vivendo diariamente em você. Se você permite que Ele viva e Se expresse por meio de você, isso é ressurreição. Mas, se vive por si mesmo, há morte.

    Assim, Romanos 8 diz que, se vivemos segundo a carne, morremos. Mas, se vivemos pelo poder da ressurreição de Cristo, vivemos, porque é Cristo Que vive em nós. Essa é uma experiência diária de conhecer Cristo.

    A conformidade com a morte de Cristo

    Então ele diz:

    Sendo conformado à Sua morte.

    Quando leio isso, penso que deveria ser o contrário: primeiro, ser conformado à Sua morte e, depois, conhecer o poder de Sua ressurreição. Como você pode não experimentar a morte antes de experimentar a ressurreição? Essa é nossa lógica humana.

    Mas a lógica espiritual é: conhecer o poder de Sua ressurreição e, então, ser conformado à Sua morte. Porque, se você não conhece o poder de Sua ressurreição, quando entra na morte, está acabado. Nada sai do outro lado.

    Quando nada sai do outro lado, bem, experimentar uma morte já é suficiente. Você não ousa ser conformado à Sua morte.

    Agora, o que é conformidade? Em Romanos 12:2, está escrito:

    Não vos conformeis com este século.

    Antes, éramos conformados a este século — à corrente, à moda, à maneira atual de viver. Nós nos conformávamos a isso. Queríamos ser o que eles eram.

    Antes, éramos conformados a este século, mas agora devemos ser conformados à Sua morte. Que diferença!

    Sua morte — o que é Sua morte? Sua morte é morte para tudo, para qualquer coisa que não seja de Deus. É uma morte que inclui tudo.

    Quando Cristo morreu, Ele não apenas morreu para o pecado e para o poder do pecado, mas também para o mundo, para a carne, para o inimigo, para qualquer coisa que não seja de Deus. Ele morreu para todas essas coisas. Assim, o que permanece é somente Deus, somente Cristo.

    Isso é ser conformado à Sua morte. Você ousa ser conformado à Sua morte se conhece o poder de Sua ressurreição.

    A vocação celestial em Cristo Jesus

    Para Paulo, isso era ganho. Isso era tudo. E, por meio disso, ele poderia chegar à ressurreição dentre os mortos. Em outras palavras, teria parte na primeira ressurreição, o que significa que um dia reinaria com Cristo.

    Irmãos e irmãs, essa é a maneira de pensar de Paulo. Ele diz:

    Os que são perfeitos têm este modo de pensar.

    Agora, isso significa que, por causa disso, Paulo já havia chegado? Ele disse: “Não. Ainda não cheguei”. Por quê? “Porque quero tomar posse de tudo aquilo para o que fui tomado por Cristo.”

    Em outras palavras, nosso Senhor Jesus tem um propósito para a vida de cada um de nós. Ele quer tomar posse de nós plenamente, segundo Seu propósito. E Paulo disse: “Quero tomar posse disso. Não quero tomar posse de um pouco menos do que aquilo para o que fui tomado por Cristo Jesus”.

    Essa era sua maneira de pensar. Não fico satisfeito só porque tomei posse de uma pequena parte daquilo para o que Ele me tomou. Ele disse: “Não. O Senhor da glória tem um propósito tão glorioso para mim! Quero tomar posse de tudo”.

    Por isso, não considero que já tenha chegado. Estou prosseguindo. Estou correndo. Estou caminhando em direção a isso — à vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.

    Irmãos e irmãs, temos uma elevada vocação, e essa vocação celestial é o alvo completo. O que é essa elevada vocação? A vocação celestial é ser como Ele.

    Sabem, Deus disse:

    Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe corresponda.

    Esse é o propósito de Deus para todos nós: que sejamos como Cristo, exatamente como Ele. Seu caráter se torna nosso caráter. É Ele vivendo em nós, sendo expresso por meio de nós.

    Esse é o corpo, a plenitude Daquele Que enche tudo em todos. É uma igreja gloriosa, para ser a noiva eterna do Cordeiro que está no trono. Irmãos e irmãs, esse é o alvo.

    Sabem, há um hino que diz:

    Meu alvo é o próprio Deus,
    não alegria, nem paz, nem mesmo bênção,
    mas Ele mesmo, meu Deus.
    Cabe a Ele conduzir-me até lá,
    não a mim, mas a Ele —
    a qualquer custo, amado Senhor,
    por qualquer caminho.

    E essa é a maneira correta de pensar.

    Qual é o prêmio? Cristo é o alvo, e o prêmio é ganhar Cristo. Esse é o prêmio. Você O ganha ao perder a si mesmo. Você O ganha ao permitir que Ele seja tudo para você. Esse é o prêmio que recebe, e é um prêmio de valor incalculável.

    Vocês acham que vale a pena pagar qualquer preço, seguir por qualquer caminho? O apóstolo Paulo achava que valia a pena. E vocês? E eu? Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Vamos orar?

    Oração final

    Amado Senhor, nós Te agradecemos pelo Teu servo Paulo. Tu o atraíste de tal maneira! Tu Te revelaste a ele de tal modo que ele considerou todas as coisas como refugo, como perda, e fixou a mente apenas em ganhar-Te. Quanto Tu o recompensaste com Tua própria Pessoa!

    Senhor, nós nos sentimos envergonhados. Viemos a Ti nesta manhã, expondo-nos à Tua luz. Oh, sonda nosso coração. Vê se há algum mal em nós.

    Oramos para que voltes nossa mente inteiramente para Ti. Não há nada mais precioso do que Tu mesmo. Todas as coisas passarão, mas, Senhor, Tu és eterno. Tu és o único Deus real e vivo.

    Oh, como nós Te louvamos porque desejas dar a Ti mesmo a nós! E, no entanto, Senhor, estamos buscando as coisas. Perdoa-nos.

    Oramos para que o Teu Espírito Santo toque nosso coração. Oramos para que haja uma mudança radical e permanente em nossa mente — uma renovação do espírito de nossa mente —, para que sejamos conformados à imagem de Cristo.

    Senhor, confiamos em Ti para realizar essa obra em cada um de nós. Não nos deixes ir embora. Senhor, clareia nossa mente para que possamos realmente enxergar Teu valor, para que deixemos de dar valor a todas as coisas que antes valorizávamos.

    E a Ti seja toda a glória. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.