Por favor, abram novamente no Salmo 8.
Vamos ler apenas um versículo: Salmo 8:4.
Que é o homem, para que Te lembres dele?
E o filho do homem, para que o visites?
Agora abram em 1 Coríntios 2:14.
Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura;
E não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Depois, abram em 1 Coríntios 15:45-50.
Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante.
Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois, o espiritual.
O primeiro homem é da terra, terreno; o segundo Homem é do céu.
Qual o terreno, tais também os terrenos; e qual o Celestial, tais também os celestiais.
E, assim como trouxemos a imagem do terreno, também traremos a imagem do Celestial.
Ora, digo isto, irmãos: carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção.
Vamos entregar esta Palavra de Deus a Ele.
Ouve-nos, Senhor. Lemos a Tua Palavra e agora esperamos que o Teu Espírito Santo abra a Tua Palavra aos nossos corações. Por meio da Tua Palavra, Senhor, que ela realmente se torne vida e espírito para nós.
Olhamos somente para Ti, para o Teu Espírito Santo, para que vivifique a Tua Palavra em nós. Oramos para que abras o nosso entendimento, para que não seja apenas algo armazenado em nossa mente, mas que realmente toque o nosso coração. Que o Teu nome seja glorificado. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Como mencionamos ontem à noite, o assunto que queremos compartilhar neste período é esta palavra de Davi: “Que é o homem?”
Em outras palavras, gostaríamos de considerar a nós mesmos. Para a vida humana, o autoconhecimento é muito importante. Na verdade, se não conhecermos a nós mesmos, não seremos capazes de conhecer a Deus.
Mas o problema é: como podemos conhecer a nós mesmos? A Bíblia diz que o nosso coração é enganoso acima de todas as coisas e que é incurável. Quem o pode conhecer?
Nós mesmos não conhecemos o nosso coração. As outras pessoas não conhecem o nosso coração. Por isso, é absolutamente impossível conhecermos a nós mesmos por meio da introspecção. A introspecção nunca produz benefício algum; no entanto, o autoconhecimento é essencial para o conhecimento de Deus.
Mas como podemos conhecer a nós mesmos? Graças a Deus, podemos conhecer a nós mesmos por meio da Palavra de Deus. A Sua Palavra é a luz, e nessa luz veremos a luz.
Portanto, irmãos e irmãs, é muito importante voltarmos à Palavra de Deus e deixarmos que a luz da Palavra de Deus brilhe sobre nós, para nos revelar o que é o homem.
Como mencionamos ontem à noite, se Deus quiser, teremos quatro encontros. No primeiro encontro, queríamos ver, à luz das Escrituras, o que é o homem segundo o propósito criador de Deus.
Ontem à noite, por um momento, esquecemos de nós mesmos. Esquecemos da nossa própria condição e simplesmente queríamos ver: quando Deus criou o homem, o que havia em Seu coração?
Mencionamos que o homem é a obra-prima de Deus. Quando Deus criou todo o universo, Ele simplesmente pronunciou a palavra, e tudo se fez. Mas, na criação do homem, vemos que Deus até realizou um conselho em Si mesmo.
Em Gênesis 1, Deus disse:
Façamos o homem.
Portanto, sabemos que o homem não é produto da evolução. O homem é resultado da deliberação de Deus.
Depois que Deus decidiu fazer o homem, a Bíblia diz que Ele criou o homem segundo a Sua própria imagem e semelhança. Deus nunca criou nenhuma outra coisa dessa maneira — nem mesmo os anjos. Mas, na criação do homem, Deus o criou à Sua própria imagem.
Isso significa que o homem deveria expressar o caráter interior de Deus. O homem deveria ter a capacidade de acolher Deus: não apenas a capacidade de ter comunhão com Deus, mas até mesmo de receber Deus dentro de si.
O desejo de Deus era que o homem estivesse unido a Ele em amor e em vida. Deus tinha um propósito para o homem que criou. Ele fez o homem um pouco menor do que os anjos e, no entanto, usaria o homem para trazer tudo de volta a Deus.
Por isso, Ele deu ao homem domínio sobre as coisas que havia criado. Ordenou ao homem que sujeitasse todas as coisas — não apenas todas as coisas, mas até mesmo o inimigo — para que tudo pudesse ser reconciliado de volta à plenitude de Deus.
Quando Deus criou o homem, ele não deveria ser apenas um vaso para Deus; o homem também deveria ser um instrumento nas mãos de Deus. Esse era o propósito de Deus ao criar o homem.
Quando Davi viu isso, não pôde deixar de exclamar:
Que é o homem, para que Te lembres dele?
Comparado com todo o universo, o homem é tão pequenino, tão pequeno, tão fraco. Ainda assim, Deus criou o homem com um propósito tão glorioso.
Por essa razão, Davi disse:
Quão magnífico é o Teu nome em toda a terra!
Irmãos e irmãs, se vocês realmente enxergarem o propósito de Deus ao criá-los, não poderão deixar de adorar a Deus. Vocês precisam ver como é grande o amor Dele por vocês.
Vocês ficarão maravilhados. Ficarão admirados e em adoração.
Agora, nesta manhã, queremos considerar o homem depois da queda — em outras palavras, o homem natural. O homem natural é o homem como o conhecemos hoje.
Como isso aconteceu? Sabemos que, quando Deus criou o homem, colocou-o no jardim do Éden. Colocou o homem no melhor ambiente que se poderia encontrar.
Deus plantou toda espécie de árvores frutíferas para alimentar o homem. O homem tem um corpo, e o corpo precisa de alimento. Não se pode viver sem alimento.
Então, no meio do jardim, Deus colocou a árvore da vida. Isso significa que Deus desejava dar ao homem até mesmo a Sua própria vida divina, não criada.
Ao lado dela estava a árvore do conhecimento do bem e do mal, que era alimento para a alma. Deus permitiu que o homem fizesse uma escolha.
Mencionamos ontem à noite que o homem foi criado à imagem de Deus. Deus tem livre-arbítrio; isto é, Ele pode fazer tudo o que deseja. Quando criou o homem à Sua própria imagem, também deu ao homem livre-arbítrio.
Mas o que é o livre-arbítrio se não há escolha? Por isso, Deus colocou essas duas árvores lado a lado: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Deus queria que o homem fizesse uma escolha, que exercesse seu livre-arbítrio, porque Deus não quer forçar ninguém a participar de Seu propósito. Embora tivesse planejado o homem para receber a Sua própria vida e cumprir o Seu propósito, Deus não o forçaria a isso.
Deus queria que o homem fizesse sua própria escolha. Queria que o homem O escolhesse voluntariamente. Se o homem se recusasse a escolhê-Lo, Deus não o forçaria, embora essa fosse a melhor coisa para ele.
Deus disse, em essência: “Agora, escolha entre estas duas árvores. Você quer a Minha vida? Quer estar unido a Mim em vida, fazer a Minha vontade, cumprir o Meu propósito e encontrar sua realização em Mim? Ou quer escolher a árvore do conhecimento do bem e do mal?”
“Você quer desenvolver sua própria alma? Quer fazer de si mesmo um deus? Quer viver uma vida independente, separado de Deus? Quer viver para si mesmo? Você pode fazer isso, mas, ao fazê-lo, certamente morrerá.”
Deus colocou o homem como cabeça sobre todas as coisas. Ele estava acima de tudo, mas abaixo de uma Pessoa: Deus. Deus deu ao homem domínio sobre os animais, sobre as aves dos céus e sobre os peixes do mar. O homem estava acima de todas essas coisas criadas; contudo, estava sob Deus.
Irmãos e irmãs, vamos nos lembrar disso, porque hoje o homem se esqueceu dessa verdade. O homem pensa que está acima de tudo e que não há ninguém acima dele. Esquece que é uma criatura, criada por Deus.
Portanto, segundo a ordem de Deus, o homem podia comer de todas as árvores, exceto de uma. Por que Deus deu essa ordem? Para mostrar ao homem que, embora estivesse acima de todas as coisas, ainda estava sob Deus.
Havia uma ordem de Deus que o homem precisava guardar, para que conhecesse o seu lugar. Seu lugar era acima de todas as coisas, mas abaixo de Deus.
Se o homem se esquecesse disso, isso lhe traria a morte. Foi por essa razão que Deus disse que, no dia em que comesse da árvore proibida, quando se rebelasse contra a ordem de Deus, certamente morreria.
Irmãos e irmãs, isso era o amor de Deus. Deus colocou o homem no jardim e lhe disse que o cultivasse e o guardasse — para tornar as coisas mais abundantes.
Mencionamos ontem à noite que isso foi antes de o pecado entrar no mundo. Não havia espinhos nem abrolhos crescendo. A relva, as ervas e uma neblina que regava a terra eram suficientes, pois ainda não havia chuva. Tudo crescia naturalmente, e havia alimento suficiente para todos os animais.
Ainda assim, Deus ordenou ao homem que cultivasse a terra, não porque a produção fosse insuficiente, mas para tornar tudo mais abundante. Deus criou o homem não para a ociosidade, mas para o trabalho.
Sabem, o excesso de ociosidade é muito perigoso. Deus quer que sejamos diligentes, porque Deus é diligente. Ele é um Deus que trabalha. Quer que trabalhemos, e o trabalho é o nosso serviço — não para nós mesmos, mas para a glória de Deus e para as outras pessoas.
Então, Deus ordenou ao homem que guardasse o jardim. Mencionamos ontem à noite que, se não houvesse inimigo, não haveria necessidade de guardá-lo. Isso sugere que havia um inimigo na terra: o adversário de Deus, o anjo caído. O homem não deveria permitir que o inimigo entrasse sorrateiramente.
Deus colocou o homem e a mulher naquele belo jardim, e vinha ter comunhão com eles todos os dias. Mas, infelizmente, algo aconteceu.
Se vocês lerem Gênesis 3, verão que várias coisas começaram a acontecer, aparentemente uma após a outra.
Em primeiro lugar, o homem não cumpriu a ordem de Deus de guardar o jardim. Havia um inimigo ali, mas o homem falhou em guardar o jardim. Permitiu que o inimigo entrasse sorrateiramente. Não cumpriu o dever que Deus lhe havia confiado.
Em segundo lugar, parece-me que o homem não cumpriu fielmente nem mesmo o dever de cultivar o jardim. Deus queria que o homem trabalhasse, mas parece que eles tinham tempo ocioso demais.
Em terceiro lugar, vemos que a mulher se afastou do homem e ficou sozinha.
A Palavra de Deus diz que a mulher deve estar unida ao homem, e que eles serão uma só carne. Em outras palavras, deveriam estar juntos. Deveriam estar juntos para servir a Deus, cultivar juntos e guardar juntos.
Mas, em Gênesis 3, o homem e a mulher estavam separados. A mulher se afastou do homem e ficou sozinha. Isso deu ao inimigo a oportunidade de tentar Eva.
Se Adão e Eva estivessem juntos, haveria força ali. Vocês se lembram de Eclesiastes 4: dois são melhores do que um, porque, se um cair, o outro o levantará. Mas, se você estiver sozinho quando cair, haverá uma certa fraqueza.
Em quarto lugar, vemos que Eva estava junto à árvore do conhecimento do bem e do mal. Estava diante daquela árvore, olhando para ela. Por que estava ali? Ela não estava olhando para a árvore da vida.
O que a levou até aquela árvore? A curiosidade. Ela estava curiosa. “Por que Deus nos permite comer de todas as árvores, menos daquela?”
A curiosidade parece muito inocente, mas pode se transformar em um grande perigo. Ela estava curiosa e pensava: “Por quê? Por que Deus nos proibiria de comer de uma árvore tão bonita?”
Isso deu ao tentador a oportunidade. O tentador já havia entrado sorrateiramente no jardim. Estava esperando a oportunidade e, quando viu que o homem e a mulher estavam separados, veio enganar a mulher.
Ele veio como um anjo de luz. A Bíblia diz que o inimigo vem como um anjo de luz. Se viesse com sua própria aparência, com chifres e cauda, é claro que vocês ficariam de guarda. Mas ele veio como um anjo de luz, como um amigo de Eva, como se quisesse confortá-la.
Ele veio de maneira sutil. Fez uma pergunta: “Deus proibiu vocês de comer de todas as árvores?”
Ora, essa era uma pergunta muito absurda. Deus havia criado todas aquelas belas árvores frutíferas para servirem de alimento ao homem. Como Deus poderia proibir o homem de comer de todas as árvores? Isso significaria que Deus criou o homem para morrer, que Ele não queria que o homem vivesse.
Eva deveria ter percebido o engano imediatamente. Mas havia algo em Eva. Quando estava diante daquela árvore, ela se perguntava: “Por que Deus nos proibiu de comer daquela árvore?”
Ela começou a pensar que Deus não era suficientemente bom. “Se Ele me ama, por que não me dá tudo? Por que me proibiria de comer daquela árvore? Deve haver alguma coisa que Deus está tentando reter de mim.”
Eva estava começando a pensar que Deus não era tão amoroso quanto realmente era. Assim, quando Satanás lhe fez aquela pergunta absurda, por um lado ela percebeu que era absurda; mas, por outro, algo estava acontecendo dentro dela.
Então, ela respondeu: “Não, Deus nos permite comer de todas as árvores, menos desta. Não só não devemos comer dela, como também não podemos tocá-la.”
Mas Deus nunca disse que eles não podiam tocá-la. Eva acrescentou algo à Palavra de Deus.
Irmãos e irmãs, a Palavra de Deus é perfeita. Não se pode acrescentar nada a ela, nem retirar nada dela. Esse é o nosso problema. Começou com Eva e, ao longo de toda a história humana, o homem não tem se contentado com a Palavra de Deus.
O homem não é obediente à Palavra de Deus. Às vezes, retira palavras da Palavra de Deus e, às vezes, acrescenta palavras a ela.
Deus nunca disse: “Vocês não podem tocá-la.” Deus disse: “Vocês não podem comer dela”, e isso era para o bem do homem. Mas Eva disse: “Deus disse: ‘Vocês não podem comer dela, nem tocá-la.’”
Em outras palavras, ela mudou a imagem de Deus. Fez Deus parecer severo, cruel e irracional. Isso deu a Satanás a oportunidade de fazer uma sugestão.
Ele disse, em essência: “A razão pela qual Deus não permite que vocês comam daquela árvore é que Ele não quer que vocês sejam como Ele. Quer mantê-los debaixo Dele.”
“Se vocês comerem daquela árvore, conhecerão o bem e o mal. Não precisarão perguntar a Deus se alguma coisa é boa ou má. Vocês se tornarão uma mulher e um homem maduros. Poderão decidir tudo por si mesmos. Não precisarão mais de Deus. Vocês mesmos se tornarão deuses.”
Ora, isso é tentação. Isso é o que o próprio tentador é. A razão pela qual o arcanjo se tornou Satanás foi exatamente esta: ele queria ser igual a Deus.
Pensem nisso. Um ser criado queria ser igual ao seu Criador e queria ser independente. Essa foi a falha e o pecado do arcanjo. Agora, ele apresentou essa mesma tentação à mulher.
“Você pode comer daquela árvore. Não acredite em Deus. Ele não diz a verdade. Na realidade, Ele é egoísta. Quer mantê-la sob a Sua autoridade para sempre. Tira de você a oportunidade de ser independente. Ele não quer que você seja igual a Ele.”
Sabem, isso é tentação. Quando Eva ouviu isso, a Bíblia diz que ela olhou para a árvore. Era bonita. O fruto era bom para comer, e a árvore era desejável para dar sabedoria.
Ela pensou que poderia ser ela mesma e que não precisaria mais de Deus. Então, tomou o fruto e comeu. Depois, deu ao seu marido, e ele comeu.
Quando Deus constituiu uma família, estabeleceu nela uma ordem divina. O homem deveria ser a cabeça da família, e a mulher deveria ser o corpo da família. A cabeça não pode existir sem o corpo, nem o corpo sem a cabeça. São a cabeça e o corpo juntos que constituem o ser humano.
Quando Deus ordenou ao homem que não comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, a ordem foi dada diretamente a Adão, porque Eva ainda não havia sido criada. Sem dúvida, Adão transmitiu a Eva a ordem de Deus, e Eva conheceu a ordem de Deus por meio de Adão.
Mas Adão recebeu a ordem de Deus diretamente, porque Deus fez do homem a cabeça da família.
Não sabemos por que Adão permitiu que a mulher se afastasse dele. Depois que Eva foi tentada e comeu o fruto proibido, deu-o a Adão para que comesse.
Adão deveria ter agido com mais discernimento. Ele sabia que, se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, morreria. Mas, naquele momento, Adão tomou uma decisão.
Em vez de ser a cabeça da família, permitiu que Eva fosse a cabeça. Eva foi enganada, mas Adão pecou deliberadamente.
Em 1 Timóteo 2, lemos que Eva foi enganada. Mas o pecado veio por meio de um só homem, e esse homem foi Adão. Adão carregou a responsabilidade porque pecou deliberadamente.
Adão sabia que, se obedecesse a Deus, perderia sua esposa. Mas amava sua esposa mais do que amava a Deus. Escolheu Eva em vez de Deus. Pecou deliberadamente.
Por isso, em Romanos, vemos que o pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e esse homem foi Adão.
O homem que Deus criou à Sua própria imagem era glorioso. O homem deveria ser o vaso de Deus e o instrumento de Deus. Mas aqui o homem se rebelou contra Deus e caiu em pecado.
O que aconteceu quando o homem caiu em pecado? Imediatamente, a primeira coisa que perceberam foi que estavam nus.
Antes, não sabiam que estavam nus. Pessoalmente, creio que estavam vestidos. Vejam todos os seres vivos criados: um cachorro ou um gato tem pelos; uma ave tem penas. Deus colocou essas coisas sobre eles como vestimenta.
Como Deus poderia ter criado o homem, Sua obra-prima, sem vestimenta? Quando faz frio, precisamos vestir um sobretudo. Mas um animal não precisa disso, porque seus pelos ou sua lã crescem. Deus lhe deu uma vestimenta.
Pessoalmente, creio que, quando Deus criou o homem, ele tinha uma vestimenta, e essa vestimenta era a sua glória. A glória é como a nossa vestimenta.
Deus tem a Sua glória, e o homem tem a sua glória. A glória era a vestimenta do homem, porque ele foi criado à imagem de Deus. Mas, depois que o homem pecou, essa glória desapareceu. Imediatamente, perceberam que estavam nus.
O que fizeram quando perceberam que estavam nus? Imediatamente, começaram a costurar folhas de figueira para fazer aventais que cobrissem sua nudez.
Em vez de se arrependerem de seus pecados, tentaram fazer alguma coisa para cobrir sua nudez. Vocês não sabem que as pessoas ainda fazem isso hoje? Tentam praticar boas obras para encobrir seus pecados.
Mas, na viração do dia, folhas de figueira não cobrem muita coisa. Quando o vento sopra, elas não cobrem coisa alguma.
Assim também são as obras do homem. Como diz a Bíblia, os atos de justiça do homem são como trapos de imundícia. Eles não cobrem a sua nudez.
Em terceiro lugar, Deus veio ao jardim para ter comunhão com eles. Quando ouviram Deus chegando, o que fizeram? Antes, costumavam correr até Deus para ter comunhão com Ele. Agora, esconderam-se entre as árvores.
Isso não é verdade ainda hoje? As pessoas têm medo e se escondem. Tentamos nos ocupar com muitas coisas para nos esquecermos completamente de Deus.
Então, Deus chamou o homem:
Onde estás?
Adão disse: “Estamos nus. Não podemos ver-Te.”
Deus disse: “Por que você fez isso? Por que comeu da árvore proibida?” Vocês sabem o que Adão fez. Ele disse:
A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e eu comi.
Em outras palavras, ele culpou a mulher — e não apenas a mulher, mas até mesmo Deus. Era como se dissesse: “Deus, se Tu não me tivesses dado aquela mulher, eu não teria feito isso. Portanto, a culpa é Tua, não minha. A culpa é da mulher, não minha.”
Quando Deus perguntou à mulher, o que ela disse? Disse: “A serpente me enganou.” Não era culpa dela; era culpa da serpente.
Irmãos e irmãs, vocês veem que a natureza humana havia mudado. Marido e mulher deveriam amar um ao outro, mas agora haviam se tornado egoístas. Pensavam primeiro em si mesmos.
Adão colocou a culpa em Eva, e Eva colocou a culpa na serpente. A autodefesa, a autoproteção e o egocentrismo haviam entrado na natureza humana.
Então, Deus proclamou Seu juízo. Deus havia dito:
No dia em que dela comeres, certamente morrerás.
No entanto, se vocês lerem a Bíblia, verão que Adão viveu centenas de anos e teve filhos e filhas.
Em outras palavras, no que dizia respeito ao corpo, ele estava muito vivo. Continuou vivendo por centenas de anos. No que dizia respeito à alma, ele tinha uma grande família.
Mas a Palavra de Deus é exata. No dia em que Adão comeu da árvore proibida, algo morreu dentro dele.
Em outras palavras, sua comunicação com Deus foi interrompida. Embora o espírito, como órgão, ainda estivesse ali, sua função própria foi interrompida.
A definição científica de morte é a cessação da comunicação com o ambiente próprio de um ser. Quando o seu corpo está morto? Quando já não consegue se comunicar com seu ambiente próprio.
Você já não consegue ver. Não consegue ouvir nada. Não consegue sentir o gosto de nada. Não consegue sentir cheiro algum. Não consegue tocar em nada.
O que é a morte do nosso espírito? O ambiente próprio do nosso espírito é Deus. Quando a sua comunicação com Deus é interrompida, isso é morte espiritual.
Seu espírito ainda está ali, e é por isso que as pessoas podem se comunicar com espíritos malignos — o ambiente impróprio. Mas as pessoas não conseguem se comunicar com seu ambiente próprio, que é o próprio Deus.
Não importa quão saudável você seja, não importa quão sábio seja: se não conhece a Deus, está completamente separado de Deus. Você pode conversar com pessoas inteligentes sobre qualquer coisa neste mundo, mas, quando fala sobre Deus, há um vazio. Esse espírito está morto.
Portanto, no dia em que comeram da árvore proibida, o espírito deles morreu. Isso é tipificado pelo fato de terem sido expulsos do jardim do Éden.
Gradualmente, essa morte alcançou suas almas. Sua mente, suas emoções e sua vontade foram todas distorcidas e, pouco a pouco, chegaram à morte. Por fim, até mesmo o corpo mortal foi entregue à morte.
A Palavra de Deus é pura e certa. Esse é o resultado da queda do homem.
Aqui vemos que, em vez de ser o homem criado segundo o propósito de Deus, o homem havia caído e se tornado um homem natural. A Bíblia fala do homem natural.
Quem é o homem natural? O homem natural não é o homem que Deus criou segundo o Seu propósito. O homem natural se refere ao homem caído.
O homem natural é um homem de alma e corpo, sem o espírito. O homem natural é um homem da carne.
Em Gênesis 6, Deus disse que o homem havia se tornado carne e que Ele não contenderia com ele para sempre. O que é a carne? A carne é a combinação de alma e corpo sem o espírito.
Em outras palavras, o homem natural vive por sua alma e por seu corpo, e vive para sua alma e para seu corpo. O homem natural é egocêntrico. Tudo é para si mesmo.
Um homem natural de uma categoria mais elevada segue os ditames de sua alma — o que pensa, o que decide e o que deseja. Um homem de uma categoria inferior está sob a influência de seu corpo: seus desejos e suas paixões.
O homem natural é o homem caído. É um homem sem Deus. Faz de si mesmo um deus. É independente, egoísta e egocêntrico.
Por mais moral que seja, ele não tem Deus. Faz de si mesmo um deus.
Por isso, a Bíblia diz que o homem natural não entende as coisas de Deus, porque considera as coisas de Deus loucura. Não consegue receber as coisas de Deus. Não consegue conhecê-las, porque somente os espirituais discernem as coisas espirituais.
Irmãos e irmãs, quando vocês olham para o mundo hoje, com seus bilhões de pessoas, algumas podem ser consideradas de uma categoria inferior, e outras, de uma categoria superior. Algumas podem ser consideradas bárbaras, enquanto outras são consideradas civilizadas. Mas não há diferença.
Vemos que todos os homens são homens naturais. O primeiro homem é Adão. Ele é feito da terra; é terreno. Todos os homens em Adão são feitos da terra e são terrenos.
Deus criou o primeiro homem, Adão. Adão não é apenas uma pessoa individual; Adão também é um cabeça representativo.
Aos olhos de Deus, em todo este universo, existem apenas dois homens: o primeiro homem e o segundo Homem, Cristo. No primeiro homem, todos os que nascem de Adão estão em Adão.
Portanto, irmãos e irmãs, todos nós nascemos de Adão. Temos a vida de Adão e estamos manifestando o caráter de Adão.
Adão é um homem tão grande que são necessários bilhões de pessoas para expressá-lo. Algumas expressam o melhor lado de Adão, e outras expressam o pior lado de Adão. Há muitas combinações, mas, não importa quem você seja, se não pertence ao Senhor Jesus, pertence a Adão.
Todo aquele que nasce de Adão está em Adão, e em Adão todos morrem. Todos nós somos homens naturais. Nosso espírito estava morto. Vivemos por nossa alma e por nossa carne. Somos egocêntricos e somos inimigos de Deus.
Vocês pensam que somos livres? Em Efésios 2, lemos que estamos mortos em pecados e transgressões. Não apenas seguimos o curso deste mundo, mas estamos sob o domínio do maligno.
Adão se entregou a Satanás. Em vez de ser livre, tornou-se escravo do pecado.
Irmãos e irmãs, as pessoas neste mundo sentem que querem liberdade. Pensam que são livres porque podem fazer tudo o que querem. Estão enganadas.
Você pensa que está fazendo o que quer fazer. Na realidade, está fazendo o que Satanás quer que você faça. Você não é livre.
É por essa razão que o evangelho de Jesus Cristo é tão necessário. Em Cristo, todos serão vivificados.
Louvamos a Deus e Lhe damos graças: não podemos salvar a nós mesmos, mas Deus enviou outro Homem — Seu Filho unigênito. Ele veio para Se tornar homem.
Como o segundo Homem, Ele derrotou o inimigo de Deus. Na cruz, morreu por você e por mim. Morreu pelos nossos pecados.
Em Sua ressurreição, Ele nos deu Sua vida divina. Ele nos tira de Adão e nos coloca em Si mesmo.
Irmãos e irmãs, já não estamos em Adão; estamos em Cristo. Porque estamos em Cristo, pela graça de Deus, pela obra do Espírito Santo e com a nossa cooperação, Deus nos restaurará para sermos o homem e a mulher segundo o Seu propósito criador.
É por essa razão que o evangelho de Jesus Cristo é uma necessidade absoluta. Não há outro nome dado debaixo do céu — somente o nome de Jesus.
Se há alguém aqui nesta manhã que ainda não recebeu o Senhor Jesus como seu Salvador e Senhor, talvez você pense que é uma boa pessoa. Contudo, se está em Adão, seu destino é a morte — a morte eterna.
Há apenas uma salvação:
Crê no Senhor Jesus, e serás salvo.
Enquanto você estiver em Adão, não há esperança. Mas, se estiver em Cristo, terá um destino glorioso. Que o Senhor nos ajude.
Vamos orar.