Por favor, abram em Levítico 23. Começaremos com Levítico 23:6-8.
E aos quinze dias do mesmo mês é a festa dos pães asmos ao Senhor; sete dias comereis pães asmos.
No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
Mas sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor: no sétimo dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
Agora, vamos voltar a Êxodo 12. Leremos Êxodo 12:15-20.
Sete dias comereis pães asmos; logo no primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas: porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro dia até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel.
E no primeiro dia haverá para vós santa convocação, e no sétimo dia, santa convocação; nenhuma obra se fará neles, salvo o que cada um houver de comer: somente isso podereis fazer.
E guardareis a festa dos pães asmos; porque nesse mesmo dia tirei os vossos exércitos da terra do Egito: portanto, guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.
No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães asmos, até ao dia vinte e um do mês, à tarde.
Por sete dias não se achará fermento nas vossas casas: porque qualquer que comer o que é levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.
Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães asmos.
Agora, 1 Coríntios 5:6-8.
Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?
Lançai fora o velho fermento, para que sejais uma nova massa, assim como sois sem fermento. Porque também a nossa Páscoa, Cristo, já foi sacrificada:
Pelo que celebremos a festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da malícia e da maldade, mas com os pães asmos da sinceridade e da verdade.
Vamos orar mais uma vez.
Querido Senhor, enquanto continuamos em Tua presença, pedimos que fales conosco. Lemos a Tua Palavra e agora confiamos que o Teu Espírito Santo vivificará a Tua Palavra em nossos corações.
Senhor, cremos que a Tua Palavra é vida e espírito. A Tua Palavra é luz e poder. Por isso, simplesmente confiamos em Ti, confiamos na Tua Palavra e confiamos no Teu Espírito para realizar em nós a obra necessária neste dia.
Entregamos este tempo inteiramente em Tuas mãos. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Ultimamente, o Senhor tem tocado meu coração a respeito das festas fixas do Senhor.
Vocês sabem, está registrado em Levítico 23 que Deus ordenou aos filhos de Israel que celebrassem sete festas durante o ano. E essas sete festas do Senhor nos contam toda a história do evangelho de Jesus Cristo.
Elas nos mostram a obra de Deus entre o Seu povo, tanto entre os filhos de Israel no passado como na igreja de Deus hoje.
Quanto aos filhos de Israel, eles receberam a ordem de celebrar essas sete festas fixas do Senhor ao longo dos anos. Para eles, vemos que o cumprimento se dá mais no âmbito físico. Mas, quanto à igreja de Deus, nós, sendo o povo espiritual de Deus, encontramos o cumprimento mais na esfera espiritual. Contudo, os mesmos princípios se aplicam aos filhos de Israel e a nós hoje.
Essas festas são chamadas de festas do Senhor. Em outras palavras, o próprio Deus nos proporciona essas festas. Isto é, elas representam as obras de Deus.
Deus realizou a Sua obra e agora ordena ao Seu povo que celebre a festa. Assim, durante a festa, vemos os filhos de Israel reunidos para celebrar. Eles oferecem sacrifícios a Deus e realizam santas convocações, porque é um tempo não apenas de adorar a Deus, mas também de ter comunhão uns com os outros.
Portanto, essas festas são celebrações coletivas. Não são celebradas apenas por indivíduos ou por cada família; vemos todos os filhos de Israel celebrando essas festas juntos. Por isso, irmãos e irmãs, sentimos que, nessas festas, Deus quer nos ensinar algo muito importante.
A primeira festa, naturalmente, é a Páscoa, porque Deus faz da Páscoa o início do ano. Ela é o início do ano religioso do povo judeu. E, espiritualmente, sabemos que a Páscoa é o início da nossa vida espiritual, o início da vida da igreja.
O apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 5:7 que a nossa Páscoa, Cristo, já foi sacrificada.
Vocês se lembram dos filhos de Israel. Deus usou a Páscoa para libertá-los do Egito e trazê-los para Si. Naquela noite, cada família prepararia um cordeiro. O cordeiro seria morto, e o sangue seria aspergido nos umbrais das portas. Os filhos de Israel, reunidos em família, ficariam dentro das casas e comeriam o cordeiro com pães asmos. Eles se preparavam para a jornada de saída do Egito em direção à terra prometida.
Essa era a Páscoa, e os filhos de Israel receberam a ordem de celebrar essa festa todos os anos. Ainda hoje, entre o povo judeu, vemos que a Páscoa é celebrada com muito cuidado a cada ano.
Mas, quanto a nós, sabemos que, quando Cristo veio, as sombras passaram. Portanto, agora estamos na realidade da Páscoa.
Em outras palavras, quando o nosso Senhor Jesus celebrou a Páscoa com os Seus discípulos, aquela foi a última Páscoa. Por quê? Porque o Cordeiro de Deus seria oferecido em sacrifício.
Por Sua morte na cruz, somos libertos do juízo, do pecado, da morte, do mundo, de nós mesmos, de tudo o que pertence ao que é velho. Portanto, a nossa Páscoa é Cristo Jesus. Ele já morreu por nós.
Hoje, não celebramos a Páscoa como o povo judeu. Em vez disso, temos o partir do pão, a Ceia do Senhor, porque o partir do pão — a Ceia do Senhor — é uma celebração. Ele celebra a morte do nosso Senhor Jesus.
Para nós, Ele já morreu. Para nós, a obra já está realizada. Portanto, não há mais necessidade de oferecer um cordeiro, porque o Cordeiro de Deus já foi morto. Já está consumado.
Assim, nós nos reunimos simplesmente para lembrar o que Ele fez por nós. Ele disse:
Isto é o Meu corpo, que é partido por vós: fazei isto em memória de Mim.
Este cálice é a nova aliança no Meu sangue: fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de Mim.
Portanto, quando nos reunimos à Mesa do Senhor, temos a realidade daquilo que a Páscoa significa para o povo judeu. Cristo já realizou a obra por nós, e nós nos reunimos para celebrá-la — para oferecer a Ele nosso louvor, gratidão, adoração, reverência e amor.
Essa é a Mesa do Senhor. Por isso, fazemos isso a cada Dia do Senhor, para celebrar a morte do nosso Senhor Jesus. E, graças a Deus, Ele não apenas morreu por nós; Ele ressuscitou por nós, subiu aos céus por nós e está voltando para nos receber.
Creio que não precisamos nos deter muito nisso, porque todos nós sabemos essas coisas. Mas, curiosamente, vemos que há uma segunda festa, chamada Festa dos Pães Asmos.
Em certo sentido, ela é uma continuação da Festa da Páscoa. Mas, além disso, vemos que a Festa dos Pães Asmos e a Páscoa são, na verdade, uma só festa.
Em Lucas 22:1, a Bíblia diz:
Aproximava-se a festa dos pães asmos, que é chamada a Páscoa.
Portanto, embora sejam duas festas diferentes, a Festa da Páscoa acontece no dia catorze de nisã, o primeiro mês religioso do ano judaico. É no décimo quarto dia que temos a Páscoa.
A Festa dos Pães Asmos, embora comece, por assim dizer, no dia quinze, já tinha começado na Páscoa. Quando vocês leem Êxodo, veem que era na tarde do décimo quarto dia que eles tinham de comer pães asmos com a carne do cordeiro.
É por isso que, em Lucas, encontramos a Festa dos Pães Asmos, que é a Páscoa. É uma só festa.
A Páscoa nos mostra a obra do nosso Senhor Jesus por nós, e a Festa dos Pães Asmos é a nossa resposta a essa obra.
Portanto, irmãos e irmãs, em certo sentido, sinto que estamos familiarizados com a Páscoa, mas, de alguma forma, não prestamos muita atenção à Festa dos Pães Asmos.
Para o povo judeu, ainda hoje, essa Festa dos Pães Asmos é muito, muito importante. Porque, naquele dia e também antes dele, eles retiram de suas casas tudo o que é levedado.
Geralmente, o pai realiza uma espécie de ritual, e costuma ser o filho mais novo quem o ajuda. O filho mais novo espalha de propósito algumas migalhas num canto da casa, para que o pai possa varrê-las cerimonialmente.
Enquanto recolhe essas migalhas, o pai ora e diz: “Nós Te bendizemos, Senhor Deus, Rei do universo, que nos santificaste com os Teus mandamentos e nos ordenaste que removêssemos todo o fermento de nossas casas”.
É assim que eles se preparam para a Festa dos Pães Asmos. Na verdade, a mãe da família, antes mesmo da Festa da Páscoa — talvez durante dias ou semanas —, já vem fazendo o que eles chamam de limpeza de primavera.
Ela procura lavar todas as panelas e todos os utensílios, para ter certeza de que não há nenhum vestígio de fermento na casa antes que os pães asmos sejam trazidos para dentro.
Assim, os filhos de Israel, ainda hoje, observam com muito rigor a Festa dos Pães Asmos. Por quê? Porque, se durante esses sete dias alguém comesse alguma coisa levedada, seria excluído da comunidade de Israel.
Portanto, vemos que isso é algo muito sério para o povo judeu.
Agora, quanto a nós hoje, sabemos que já não estamos na sombra. Estamos na realidade. E qual é a realidade da Festa dos Pães Asmos?
Cristo é a nossa Páscoa. Ele é o Cordeiro pascal. E, graças a Deus, nós O recebemos como nosso Salvador e nosso Senhor.
Imediatamente depois disso, ou em ligação com isso, enquanto nos alimentamos do Cordeiro, devemos comer pães asmos. Em outras palavras, essa é a nossa resposta ao que Ele fez por nós.
Nosso Senhor nos libertou de tudo o que pertence ao que é velho. Ele nos introduziu em tudo o que é novo.
Vocês se lembram de 2 Coríntios 5:17-18:
Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que se fizeram novas.
Mas todas as coisas são de Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, quando cremos no Senhor Jesus, sabemos que Ele nos tirou de tudo o que é passado, de tudo o que pertence ao que é velho, e nos introduziu no que é novo, em tudo o que procede Dele mesmo.
Essa é a razão pela qual a Bíblia diz em 1 Coríntios 5:7:
Assim como sois sem fermento.
Quando confiamos no Senhor, somos feitos sem fermento. Ele nos libertou de tudo o que o fermento representa. Fomos feitos sem fermento — ou, em outras palavras, fomos santificados.
Irmãos e irmãs, vocês sabem que somos os santificados? Quando lemos 1 Coríntios, vemos que o apóstolo Paulo escreveu aos crentes de Corinto, dizendo: “Vocês são santificados. Vocês são santos”.
Talvez vocês pensem que os crentes de Corinto não se comportavam como santos, como pessoas santificadas. Mas, ainda assim, no que diz respeito à obra redentora do Senhor, eles são santificados, porque Deus os santificou por meio de Cristo Jesus.
Em Cristo Jesus, somos uma nova criação. Ele nos santificou. Ele nos separou para Si.
Se hoje alguém dissesse: “São Kenny”, provavelmente você responderia: “Ah, eu não sou digno disso”. Vocês sabem, a Igreja Católica procura tornar as pessoas santas, mas, queridos irmãos e irmãs, na verdade vocês não precisam que o papa os faça santos. Deus já fez de vocês santos.
Ser santo significa que você foi santificado. Você foi separado. Você é santo para Deus.
Pela obra redentora do nosso Senhor Jesus, Ele nos santificou. Ele retirou de nós o fermento. Ele nos tirou do que é velho e nos introduziu no que é novo.
Colossenses 1:13 nos diz como Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, a igreja é uma nação santa. Somos um povo santo. Fomos feitos sem fermento. Somente se vivermos de acordo com isso estaremos em harmonia com o que o nosso Senhor fez por nós na Páscoa.
Agora, o que é o fermento? Nas Escrituras, o fermento é a massa velha, a massa que sobra e depois começa a fermentar.
Assim, no fermento, vemos uma natureza que corrompe e faz crescer. Espiritualmente falando, é isso que ele significa. Nossa velha natureza, nossa natureza adâmica, é levedada, porque há em nós uma natureza que corrompe — e não apenas corrompe, mas também incha. Vocês sabem, ela se ensoberbece. Isso nos é natural, e esse é o velho fermento.
Na Bíblia, vemos que o fermento sempre fala de algo mau. Por exemplo, em 1 Coríntios 5, o fermento se refere ao pecado cometido por um dos crentes de Corinto. É algo grave, um pecado que nem mesmo no mundo se via com muita frequência.
Isso é fermento. Em outras palavras, ele fala de obras más, de algo mau em nosso comportamento, de algo corrompido e cheio de soberba. Isso é fermento.
Também vemos em Mateus 16 que o nosso Senhor Jesus, quando viajava com os Seus discípulos, entrou no barco e disse:
Acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
Os discípulos tinham se esquecido de levar pão, então pensaram que talvez o Senhor estivesse falando de pão. Vocês sabem, o pensamento deles era sempre físico; o pensamento do nosso Senhor era sempre espiritual.
Então o Senhor disse: “Vocês se lembram de quantos cestos sobraram depois de alimentar cinco mil? Quantos cestos sobraram depois de alimentar quatro mil?”. O Senhor não estava se referindo a coisas materiais, físicas. Ele estava se referindo ao significado espiritual.
O fermento dos fariseus e o fermento dos saduceus se referem ao ensino mau. O que é o fermento dos fariseus? A doutrina dos fariseus é uma doutrina má, porque eles enfatizam a letra e violam o espírito dela.
É hipocrisia. É algo apenas exterior, e eles negligenciam a realidade interior. Isso é fermento.
Os saduceus eram os liberais entre os judeus. Em outras palavras, eles viam no Antigo Testamento apenas ensinamentos morais e éticos. Não acreditavam em seu aspecto espiritual. Não acreditavam em anjos. Não acreditavam na ressurreição. Eram racionalistas. Tudo o que sua mente não conseguia explicar pela razão, eles rejeitavam.
Esse é o fermento dos saduceus. Portanto, em outras palavras, tanto o comportamento mau quanto o ensino e a doutrina maus são fermento, porque corrompem e ensoberbecem o nosso homem natural.
Aqui vemos que o pão levedado está em contradição com o sangue do Cordeiro pascal. Portanto, eles não podem andar juntos. Quando comiam o cordeiro, tinham de comê-lo com pães asmos.
Ao celebrar a Páscoa, eles já haviam retirado de suas casas todo o fermento e, a partir de então, continuavam comendo pães asmos durante sete dias.
A Páscoa dura apenas um dia. Em outras palavras, a obra é realizada uma vez por todas. Não se repete. Mas a Festa dos Pães Asmos continua por sete dias.
Nas Escrituras, o número sete fala de perfeição temporal — isto é, perfeição no âmbito dos nossos dias. Vemos que uma semana tem sete dias. Espiritualmente falando, os sete dias representam todo o tempo em que vivemos nesta era.
Isso significa que, depois de crermos no Senhor como nosso Cordeiro pascal, toda a nossa vida nesta terra é uma festa contínua de pães asmos.
Depois de crermos no Senhor Jesus, vivemos uma vida santificada para Deus. Essa é a nossa vida.
Portanto, a santificação não é apenas uma posição. Temos essa posição em Cristo Jesus; somos sem fermento. No que diz respeito à obra de Deus, fomos santificados pelo nosso Senhor Jesus. Ele nos separou do mundo para que sejamos consagrados a Ele. Somos um povo santo.
Mas, irmãos e irmãs, a santificação é mais do que uma posição. Ela deve ser a nossa experiência diária. Temos a posição, mas será que temos essa experiência diária? Estamos realmente vivendo uma vida santificada?
Vocês se lembram de como o nosso Senhor Jesus, quando estava na terra, santificou a Si mesmo por nossa causa, para que nós fôssemos santificados.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, vamos nos lembrar de que hoje estamos celebrando a Festa dos Pães Asmos. Celebramos essa festa durante toda a nossa vida, celebrando o que o Senhor fez por nós.
Ao celebrar essa festa, vemos que há duas coisas que devemos fazer. Primeiro, devemos retirar de nossas casas todo o fermento.
Em outras palavras, enquanto vivermos, precisamos afastar tudo o que é levedado. Lancem fora o velho fermento.
É verdade: somente o Espírito Santo pode nos revelar se há fermento em nossa vida.
Creio que não é a vontade do Senhor que usemos nossa própria mente para examinar nossa vida, procurando ver se há nela algum fermento — alguma coisa má, alguma coisa de origem na velha natureza adâmica. Porque, se fizermos isso, ficaremos sob condenação.
A introspecção não é o caminho para a santidade. Cremos que essa é a obra do Espírito Santo.
O Espírito Santo, que habita em nós, a unção que está dentro de nós, nos ensinará em todas as coisas — nas pequenas e nas grandes. Ele fará brilhar a Sua luz sobre nós para nos mostrar onde há trevas.
Ele falará conosco numa voz mansa e suave, para nos mostrar se há em nós alguma coisa má, alguma coisa de origem na velha natureza adâmica, alguma coisa que pertence ao mundo, alguma coisa pecaminosa, alguma coisa da carne, alguma coisa que não procede de Deus — qualquer coisa que pertence ao que é velho.
O Espírito Santo em nós é tão fiel em nos ensinar dia e noite, nas coisas grandes e nas pequenas, para que nos rendamos a Ele, cooperemos com Ele e sejamos purificados pelo sangue do Cordeiro, de modo que estejamos limpos diante de Deus.
Irmãos e irmãs, essa é a obra do Espírito Santo, mas ela exige a nossa cooperação. Portanto, no caso dos filhos de Israel, a obra de remover o fermento era algo que eles mesmos tinham de fazer.
Eles tinham de tomar muito cuidado para que não houvesse fermento na casa, porque isso era muito sério. Se houvesse qualquer fermento na casa, se comessem pão levedado durante aqueles sete dias, seriam excluídos da assembleia de Israel.
Em outras palavras, eram separados de Deus e dos homens. Isso era muito sério para eles. Mas, irmãos e irmãs, será que nós também levamos esse assunto a sério?
Às vezes, sinto que todos nós somos muito descuidados. Graças a Deus, Ele nos salvou. Mas depois, quando já estamos salvos, achamos que podemos continuar comendo pão levedado.
Pensamos que não há problema. Afinal, estamos salvos. Não percebemos como isso é sério.
O Espírito Santo, sem dúvida, é tão fiel. Certamente Ele já nos lembrou. Certamente Ele já falou conosco. Mas, muitas vezes, nós O negligenciamos. Não ouvimos a voz do Espírito Santo e não obedecemos.
Irmãos e irmãs, quantas coisas vocês tiveram de acertar depois que foram salvos? Quantas vezes pediram perdão depois que foram salvos?
Será que sua vida é tão perfeita que você não precisa se arrepender, não precisa pedir perdão a ninguém e não precisa fazer restituição de espécie alguma? Ou será que permitimos que o velho fermento permaneça em nossa casa?
Se esse for o caso, isso afetará a nossa comunhão não apenas com Deus, mas também uns com os outros. Assim como acontecia com os filhos de Israel, para nós isso é uma realidade espiritual.
Por isso, sinto que esse é um assunto muito, muito importante. Irmãos e irmãs, viver a vida cristã é algo sério.
Deus nos santificou, e devemos nos manter santificados. Portanto, lancem fora todo o velho fermento. Sempre que o Espírito Santo nos lembrar de alguma coisa que pertence ao velho fermento, é hora de removê-la.
Isso não é verdade apenas individualmente, em cada casa. É verdade para toda a nação de Israel.
Em toda a nação de Israel, não deveria haver fermento durante aqueles sete dias, para que a comunhão deles com Deus e uns com os outros não fosse afetada.
Portanto, irmãos e irmãs, vocês sabem por que, às vezes, hoje, nossa comunhão não é plena, viva, doce e livre? É porque há fermento em algum lugar.
Se retirarmos todo o fermento pela graça de Deus, pelo poder do Espírito Santo e pelo poder do sangue do nosso Senhor Jesus, veremos que nossa comunhão com Deus será ininterrupta, e nossa comunhão uns com os outros será plena e livre.
Portanto, esse é um aspecto da nossa vida diária ao qual precisamos estar atentos. Permitam que o Espírito Santo nos lembre, e devemos ser obedientes e cooperar com o Espírito Santo para eliminar tudo o que pertence ao velho fermento da malícia e da maldade.
Mas há outro lado na celebração da Festa dos Pães Asmos. Não existe apenas o lado negativo de retirar o velho fermento; existe também o lado positivo de comer os pães asmos.
Então, durante esses sete dias, de que vamos nos alimentar? O que nos dará força para viver diante de Deus? Nós nos alimentamos dos pães asmos.
Vocês sabem, o pão asmo é uma figura de Cristo. A vida do nosso Senhor Jesus na terra é o pão asmo.
O Verbo encarnado — o Verbo se fez carne e habitou entre os homens. Quando Cristo estava entre os homens na terra, Ele era o pão asmo, o pão da vida. Não há fermento Nele.
Ele tomou sobre Si a semelhança da carne pecaminosa. A nossa carne é pecaminosa, mas a carne do nosso Senhor era em semelhança da carne pecaminosa. Em outras palavras, não havia pecado Nele.
É como a serpente de bronze — não a serpente abrasadora, que é venenosa e traz a morte, mas a serpente de bronze. Ela tinha a aparência de uma serpente, mas não havia veneno nela. Portanto, se você olhar para a serpente de bronze, será curado.
Irmãos e irmãs, o nosso Senhor Jesus é o pão asmo. Não há Nele nenhum traço que corrompa ou ensoberbeça.
Ele veio a este mundo e, no entanto, não fez a Sua própria vontade:
Não a Minha vontade, mas a vontade do Pai.
Durante toda a Sua vida, não houve corrupção. Não houve soberba, nenhuma exaltação de Si mesmo.
Como Ele Se humilhou, sendo obediente ao Pai até à morte, sim, à morte de cruz. Esse é o pão asmo, irmãos e irmãs, e Ele é o nosso alimento.
Portanto, irmãos e irmãs, em nossa vida diária, para celebrarmos a Festa dos Pães Asmos, devemos nos alimentar de Cristo todos os dias.
Agora, como nos alimentamos Dele? Vocês sabem, quando o nosso Senhor Jesus disse em João 6:35:
Eu sou o pão da vida.
As pessoas não entenderam. Como podemos comê-Lo?
Naturalmente, o que o nosso Senhor quis dizer não era algo físico. Trata-se da aplicação espiritual.
Como nos alimentamos do Senhor? Nós nos alimentamos do Senhor ao nos alimentarmos diariamente da Sua Palavra.
Porque a Palavra escrita nos dá o Cristo vivo. O Senhor Jesus disse:
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de Mim;
E não quereis vir a Mim, para terdes vida.
Portanto, irmãos e irmãs, quando lemos a Palavra de Deus, não devemos fazer como os fariseus ou os escribas. Eles liam apenas a letra da Palavra.
Mas, quando vocês realmente se alimentam da Palavra de Deus de maneira espiritual — isto é, em seu espírito —, vocês leem e se alimentam da Palavra de Deus, e são alimentados pelo Cristo vivo. Vocês veem Cristo ali.
Ao meditar na Palavra de Deus, você medita em Cristo. Ao ler a Palavra, meditar na Palavra e ver Cristo em seu espírito, você se alimenta Dele. Você é nutrido por Ele e, pouco a pouco, percebe que está sendo transformado.
É como diz 2 Coríntios 3:18:
Mas todos nós, com o rosto desvendado, contemplando como num espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.
Portanto, irmãos e irmãs, isso é algo que precisamos fazer diariamente. Essa é a maneira de celebrar a Festa dos Pães Asmos.
Não devemos comer pão levedado, mas também não devemos passar fome. Precisamos nos alimentar do pão asmo — alimentar-nos diariamente do Senhor por meio da leitura da Palavra, da meditação na Palavra, da oração e de nos aproximarmos Dele.
Assim, fixando os olhos em Jesus, nós nos abrimos a Ele em nosso espírito e temos comunhão com Ele. Quando fazemos isso, vemos que estamos nos alimentando de Cristo, e o Seu caráter começa a ser formado em nós.
É assim que viveremos uma vida santificada. Portanto, queridos irmãos e irmãs, estas são as duas coisas às quais devemos prestar atenção em nossa vida diária: de um lado, retirar o velho fermento; do outro, alimentar-nos do pão asmo.
Para os filhos de Israel, esse assunto era muito sério, porque qualquer pessoa que comesse alguma coisa levedada durante aqueles sete dias seria excluída da assembleia de Israel. Isto é, perderia todos os seus privilégios.
Irmãos e irmãs, espiritualmente, isso também é verdade para nós hoje. Se não retirarmos o velho fermento, permitindo que ele permaneça e nos alimentando dele, e se não nos alimentarmos do pão asmo para receber força, não seremos capazes de viver uma vida santa.
Isso afetará nossa comunhão com Deus. Afetará nossa comunhão uns com os outros.
Portanto, andem na luz, como Ele está na luz, e o sangue de Jesus nos purificará de toda a nossa injustiça. Que o Senhor nos ajude.
Querido Senhor, como nós Te louvamos e Te agradecemos por Tua obra perfeita. Nós Te agradecemos porque não apenas nos salvaste, mas também nos santificaste por Tua obra consumada.
Senhor, pedimos que, por Tua graça e pelo poder do Espírito Santo, também nós celebremos a Festa dos Pães Asmos de acordo com a Tua Palavra.
Senhor, mostra-nos como retirar todo o fermento e mostra-nos como comer os pães asmos, para que, em nossa vida diária, sejamos santificados; para que nossa comunhão Contigo e uns com os outros seja livre de impedimentos.
Porque a Tua graça nos basta. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.