Gostaria de pedir que vocês abrissem comigo em Êxodo 3. Êxodo 3.
Acho que esta provavelmente é uma das histórias mais conhecidas da Bíblia. Todos nós — quase todos nós, certamente — a conhecemos. Mas há duas coisas que gostaria que extraíssemos desta passagem e de algumas outras.
Começaremos em Êxodo 3:1 e leremos o capítulo inteiro.
E Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã;
e levou o rebanho para além do deserto,
e chegou ao monte de Deus, a Horebe.
E o anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo, do meio de uma sarça;
e ele olhou, e eis que a sarça ardia no fogo,
e a sarça não se consumia.
E Moisés disse: Agora me voltarei para lá e verei esta grande visão,
por que a sarça não se queima.
E, vendo o Senhor que ele se voltava para ver,
Deus o chamou do meio da sarça e disse: Moisés, Moisés.
E ele disse: Eis-me aqui.
E Ele disse: Não te chegues para cá;
tira os sapatos de teus pés,
porque o lugar em que tu estás é terra santa.
Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai,
o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.
E Moisés encobriu o seu rosto;
porque temeu olhar para Deus.
E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do Meu povo, que está no Egito,
e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus feitores;
porque conheço as suas dores;
e desci para livrá-lo da mão dos egípcios
e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e espaçosa,
a uma terra que mana leite e mel;
ao lugar do cananeu, do heteu e do amorreu,
do ferezeu, do heveu e do jebuseu.
E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou a Mim;
e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.
Vem agora, pois, e Eu te enviarei a Faraó,
para que tires do Egito o Meu povo, os filhos de Israel.
Êxodo 3:11:
Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu,
para que vá a Faraó
e tire do Egito os filhos de Israel?
E Ele disse: Certamente Eu serei contigo;
e isto te será por sinal de que Eu te enviei:
quando houveres tirado este povo do Egito,
servireis a Deus neste monte.
Então disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel
e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós;
e eles me disserem: Qual é o Seu nome?
Que lhes direi?
E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU.
Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel:
EU SOU me enviou a vós.
E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel:
O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão,
o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós;
este é o Meu nome eternamente,
e este é o Meu memorial de geração em geração.
Vai, e ajunta os anciãos de Israel, e dize-lhes:
O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó,
me apareceu, dizendo: Certamente vos tenho visitado
e visto o que vos é feito no Egito;
e tenho dito: Far-vos-ei subir da aflição do Egito
à terra do cananeu, do heteu e do amorreu,
do ferezeu, do heveu e do jebuseu,
a uma terra que mana leite e mel.
E ouvirão a tua voz;
e irás, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito,
e dir-lhe-eis: O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro;
agora, pois, deixa-nos ir, rogamos-te, caminho de três dias ao deserto,
para que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus.
Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir,
nem por uma mão forte.
E Eu estenderei a Minha mão e ferirei o Egito com todas as Minhas maravilhas
que farei no meio dele;
e depois vos deixará ir.
E Eu darei a este povo graça aos olhos dos egípcios;
e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios;
mas cada mulher pedirá à sua vizinha
e à sua hóspede objetos de prata, objetos de ouro
e vestes;
e os poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas;
e despojareis os egípcios.
Vamos orar.
Senhor, cremos que a Tua Palavra é santa. Pedimos, como cantamos juntos há pouco, que nos repartas o pão da Palavra da vida. Se o Teu Espírito Santo não vier ao nosso tempo juntos, não ungir a Tua santa Palavra e não soprar vida nela, nosso tempo terá sido em vão.
Mas, se vieres, Senhor, se pelo Teu Espírito Santo exaltares a Tua Palavra e abrires o nosso entendimento para aquilo que está por trás da página escrita, então teremos entendimento. Fala, Senhor, enquanto esperamos em Ti e Te adoramos. Em nome de Jesus, nós Te pedimos. Amém.
Esta passagem das Escrituras é provavelmente, como eu disse, uma das histórias mais conhecidas da Bíblia. Cada um de nós, desde os primeiros dias da nossa salvação, já ouviu ou leu esta história bíblica.
Há duas coisas que se destacam para mim nesta história, e espero que, ao final desta mensagem, vocês saibam quais são. Se não souberem, realmente teremos perdido tempo. Mas são duas coisas — apenas duas. Não será tão difícil. Não será nada que vocês nunca tenham ouvido antes, mas, se pudermos nos apropriar dessas duas coisas, acho que nosso tempo será proveitoso.
Nossos irmãos costumam dizer que ficam confusos com os títulos das mensagens, e eu entendo isso. Vou facilitar para você, Terry. Gostaria de chamar essas duas coisas de “Duas revelações essenciais”. É bem simples: duas revelações essenciais.
Depois, para complicar a vida do Terry, uma segunda parte do título: “O encorajamento de Deus ao Seu povo”. Creio que, acima de tudo, é disso que trata esta história no livro de Êxodo. Deus tem duas coisas a dizer ao Seu povo.
Essas duas coisas não apenas começam aqui, bem no início da história do povo de Deus, mas seguem por todo o relato do Antigo Testamento e vão até o fim desta era. Agora, não acho que teremos tempo hoje de chegar ao fim desta era, mas talvez cheguemos mais adiante.
Portanto, espero que vocês tenham em mente que essas coisas não são exclusivas desta história. Essas duas revelações essenciais são fundamentais para a maneira como Deus realiza a Sua obra. Que o Senhor nos ajude, ao começarmos hoje, a realmente nos apropriar dessas duas revelações essenciais.
A primeira coisa, porém, que vocês precisam observar é o contexto de Êxodo 3. O povo de Deus, os filhos de Israel, está em crise. Não há dúvida disso. Eles estão numa crise extrema.
Eles estão escravizados no Egito. Estão sob a mão de Faraó. Estão sujeitos e obrigados — não por escolha, mas obrigados — a realizar trabalhos pesados como escravos na terra do Egito. Isso é uma crise. Uma crise muito difícil.
Irmãos e irmãs, uma das primeiras coisas que extraio desta história — e, a propósito, esta não é uma das duas revelações essenciais — é que Deus tem prazer em agir numa crise.
Quantas vezes — e acho que vocês podem reconhecer isso tão bem quanto eu — Deus age numa crise! Quantas vezes Deus usa as dificuldades! Quantas vezes Deus usa até mesmo a escuridão e os lugares escuros para revelar algo mais da Sua glória que, de outra forma, não poderia revelar!
Acho que esse é um princípio que permanece verdadeiro em toda a Palavra de Deus, do começo ao fim. Lembro-me de quando Davi disse em Salmos 4:1:
Na pressão, Tu me deste largueza.
Esse é um princípio. Deus usa a crise. Ele pode fazer algo em meio à crise que parece não conseguir fazer em outras ocasiões.
Vou denunciar a minha idade com esta ilustração, mas lembro-me de quando tínhamos acabado de nos casar — e não entendo nada de cozinha, então pelo menos vou passar vergonha. Linda comprou uma engenhoca nova. Era uma panela de pressão.
Agora, acho que ninguém mais usa panela de pressão, usa? Ah, usa? Ainda usam. Então não sou uma peça de museu.
Aquilo era incrível. Podíamos pegar feijão, e o que antes levava tanto tempo para cozinhar — uma panela de feijão — ficava pronto muito rapidamente na panela de pressão. Não demorava, o feijão estava pronto, e era o melhor feijão que se podia comer.
Lembro-me disso. Esse é o limite do meu conhecimento de cozinha. Aposto que sou o único homem nesta sala que ainda não sabe onde ficam as coisas na cozinha. Linda não me deixa entrar lá.
Mas este é um princípio:
Na pressão, Tu me deste largueza.
Nessa panela de pressão, Deus pode fazer algo com mais rapidez, com mais eficiência. Ele pode revelar a Si mesmo de maneiras que antes não podia. Pode concluir a Sua obra mais depressa.
Espero que vocês entendam esse princípio. É um princípio da Palavra de Deus. Não é uma das duas revelações essenciais, mas é um princípio da Palavra de Deus.
Acho que vocês veem isso em toda a Palavra de Deus. Pensem em Jó por um momento. É dito a respeito de Jó — eu amo esta pequena e maravilhosa expressão no livro de Jó — que Deus falou com Jó no redemoinho. Impressionante. Deus fala no redemoinho.
Deus usa a crise para revelar a Si mesmo ao Seu povo. No final do livro de Jó, em Jó 42:5, algo aconteceu naquela pressão. Deus pôde fazer algo singular na vida de Jó:
Com o ouvir dos ouvidos eu ouvi falar de Ti;
mas agora Te veem os meus olhos.
Irmãos e irmãs, isso é revelação em meio à escuridão. Antes, ele tinha uma espécie de conhecimento acadêmico. Antes, tinha uma compreensão de Deus que talvez não fosse real. Acho que, se pensarmos bem, isso se aplica a muitos de nós aqui nesta sala.
Mas, quando o Senhor o encontrou na escuridão, na dificuldade, na crise e na provação, algo ainda maior aconteceu. Ao final, ele pôde dizer:
Com o ouvir dos ouvidos eu ouvi falar de Ti;
mas agora Te veem os meus olhos.
Poderíamos continuar o dia inteiro. Essa poderia ser a mensagem, mas não quero que seja. Deus usa a crise com muita frequência para revelar a Si mesmo ao Seu povo.
Pensem em Paulo. Vocês alguma vez teriam achado uma boa ideia pegar esse campeão da fé e colocá-lo numa prisão romana? Alguma vez, mesmo na imaginação mais fértil, se vocês fossem Deus, pensariam que essa era uma boa ideia? Que desperdício! Que desperdício de anos!
Mas sabem de uma coisa? Daquelas cartas escritas na prisão veio a revelação gloriosa e mais elevada de Deus conhecida pelo homem. Daquelas paredes escuras veio o livro de Efésios. Jim está compartilhando conosco sobre o livro de Efésios. Alguns chamam Efésios de ponto culminante da revelação. Vemos o propósito eterno de Deus e a nossa inclusão nele. Isso veio da provação, da crise.
Pensem em Colossenses. Dizem que a carta aos Colossenses é a mais elevada revelação da pessoa do Senhor Jesus que já foi escrita. Ela veio de dentro daquelas paredes da prisão.
Pensem em Filipenses. A alegria de conhecer Cristo veio daquela masmorra escura. Pensem em Filemom — que pequeno livro tão belo! O apóstolo está intercedendo por Onésimo, para que esse escravo seja útil. Talvez nós também possamos ser úteis ao Mestre.
Isso veio da masmorra. Veio da escuridão. Veio da crise. Irmãos e irmãs, este é um princípio.
Portanto, quando nos voltamos para Êxodo 3, acho que primeiro precisamos reconhecer que eles estavam numa grande crise. Se vocês perderem de vista esse ponto específico, não apreciarão essas duas revelações essenciais. Nunca apreciarão.
É nessas circunstâncias que essas coisas são reveladas. Eles estão numa condição de escravidão, sem recursos para sair dela. Não podiam libertar a si mesmos. Não conseguiam ficar livres. Estavam presos. É exatamente nesse lugar que Deus, em Sua misericórdia, revela a Si mesmo.
Agora, o próprio Moisés estava passando por uma crise. Acho que vocês percebem isso nesta história, ao lê-la. Ele havia tentado, na força da sua juventude, libertar os filhos de Israel pelo próprio esforço.
Acho que todos vocês conhecem essa história. Ele viu um filho de Israel sendo maltratado por um egípcio e resolveu agir por conta própria. Matou o egípcio e o enterrou na areia. Resolveu agir por conta própria.
Como recompensa por isso, passou quarenta anos no deserto cuidando das ovelhas do sogro — nem eram suas próprias ovelhas. Vocês não acham que isso talvez tenha sido humilhante?
Deus usou essa crise para revelar a Si mesmo a Moisés de uma maneira que não podia fazer na corte de Faraó. De fato, ele aprendeu ali algo que nós precisamos aprender.
Portanto, este é o contexto. Espero que pelo menos vocês o entendam. Aliás, sou acusado de fazer introduções longas. Acho que provavelmente é uma acusação justa. Aceito esse veredito. Mas vocês precisam entender o contexto, ou a revelação não terá tanto significado.
Na crise, o Senhor revela a Si mesmo. Moisés havia tentado. Moisés havia fracassado. Os filhos de Israel estavam numa escravidão extrema, sem nenhuma esperança de saída. Essa é a circunstância. Esse é o quadro todo.
Então Deus, em Sua misericórdia, aparece e revela a Si mesmo a Moisés. Aqui está outro princípio — não o essencial; vocês estão esperando, eu estou criando expectativa, mas vamos chegar lá: muitas vezes, num tempo de crise, o Senhor revela o que somos, como realmente somos.
Ele levou Moisés a essa cena estranha, uma cena nunca antes compreendida, talvez nunca antes vista. Mostrou a Moisés essa sarça espinhosa. Na sarça havia uma chama de fogo. O estranho naquela sarça era que ela não era consumida pela chama de fogo.
Isso é uma coisa incomum no deserto. Há sarças por toda parte. Não falta sarça. Mas sempre, no calor do deserto, no calor daquela região desolada, quando pegam fogo — puf! — desaparecem.
A coisa estranha que prendeu a atenção dele nessa revelação foi que aquela sarça não era consumida. Deus colocou algo na sarça que a fez durar, e continuar durando, e continuar durando.
Agora, acho que a lição aqui é esta: Moisés, você é uma sarça. Talvez você não goste disso. Talvez não goste de Deus chamar você de sarça, mas você é uma sarça. Se não acredita, deixe algumas das pessoas ao seu redor dizerem como você é espinhoso.
Até os mais doces entre nós, como eu, são espinhosos. Todos nós somos apenas uma sarça.
Moisés, você achava que era esse príncipe do Egito. Tinha todo o conhecimento do Egito. Tinha todas as riquezas do Egito. Tinha tudo — a corte de Faraó. Tinha todo o talento de um general. Mas sabe o que você realmente é, Moisés? Você é uma velha sarça espinhosa. No máximo, é isso que você é.
Agora, espero que isso não machuque a autoestima de vocês nesta manhã. Espero que não os deixe deprimidos demais. Mas a avaliação que fazemos de nós mesmos e a avaliação que Deus faz de nós são duas coisas diferentes.
Não é para nos matar ou esmagar. Em certo sentido, é, mas é para nos levar a uma revelação maior de Quem Ele é. Moisés, você não é o que pensa que é. Você é uma velha sarça espinhosa. Num instante, seria consumido.
Mas há uma diferença, Moisés. Esta é a diferença: “Quero colocar algo nessa sarça que não a consumirá e que a fará se destacar e permanecer para sempre”. Aquilo que Ele quer colocar em nós é a Sua própria vida. Essa é a diferença.
Somos uma sarça. Somos uma velha sarça espinhosa. Mas Deus, em Sua misericórdia, escolheu colocar o fogo dentro da sarça. Este é o segredo da vida cristã: não somos nós.
Deus teve de tirar Moisés de lá, levá-lo ao monte no deserto por quarenta anos e fazê-lo andar por ali com as ovelhas do sogro. Vocês conseguem imaginar as pessoas chegando e perguntando: “O que você faz para ganhar a vida?”. “Bom, cuido das ovelhas do meu sogro.” Como isso foi humilhante para esse grande príncipe!
Irmãos e irmãs, quando o Senhor começa a revelar a Si mesmo, Ele começa a nos mostrar o que somos. Então pode nos mostrar Quem Ele é.
Moisés não entendeu a lição. Ele disse ao Senhor, em Êxodo 3:11: “Senhor, quem sou eu? Quem sou eu?”.
Moisés estava pensando em Moisés. Acho que a maioria de nós — se vocês forem honestos, e precisam ser honestos — não passa a maior parte do tempo pensando em si mesma? “Bom, Senhor, quem sou eu?” Moisés não estava entendendo o ponto.
Esta é a revelação essencial. Agora chegamos lá. Moisés, não se trata de quem você é; trata-se de Quem Eu sou. Vocês entendem a diferença? Moisés, não se trata de quem você é; trata-se de Quem Eu sou.
Quando o Senhor apareceu a Moisés, Ele disse:
Eu sou o Deus de teus pais,
o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.
Moisés ainda não estava entendendo a questão. Ele disse: “Mas, Senhor, quem sou eu?”.
Moisés, esse não é o ponto. O ponto é Quem Eu sou.
Então Moisés disse ao Senhor, ainda tropeçando em si mesmo: “Mas o que direi ao povo quando for até eles? Se podes me usar para libertá-los, o que direi ao povo?”.
E Ele disse: “Diga apenas isto: ‘EU SOU O QUE SOU’ enviou você”. Essa é a revelação, irmãos e irmãs. Essa é a revelação de Deus.
O interesse principal dEle não é que enxerguemos quem somos. Isso é um meio para atingir um fim. Ele nem sempre está interessado em nos fazer enxergar nossas limitações e nosso fracasso. Algumas pessoas ficam nesse ponto e nunca saem dele.
O objetivo final de Deus é que vejamos Quem Ele é. Vocês entendem? Irmãos e irmãs, acho que esta é uma revelação vital: o EU SOU enviou vocês. EU SOU O QUE SOU.
Este é o nome glorioso e ilimitado de Deus. Ele disse:
Este é o Meu nome eternamente,
e este é o Meu memorial de geração em geração.
Pensem nisso. Acho que Deus poderia ter Se descrito melhor. Vocês não acham que teria sido mais apropriado Ele dizer: “Moisés, diga a eles que o Libertador está vindo”? Não acham que talvez fosse mais adequado dizer: “Moisés, diga a eles que o braço forte de Deus está vindo”?
“O Libertador” — isso teria sido adequado, pelo menos me parece. Mas Ele disse: “Não, não. Esta é a revelação essencial. Diga a eles que o EU SOU está vindo”.
Por que isso é tão importante? Porque é Deus em Sua plenitude ilimitada. EU SOU. Pensem nisso: Eu sou tudo.
Pensem nisso em termos do Novo Testamento. Quando vocês chegam ao Novo Testamento: “Eu sou tudo e em todos”. Irmãos e irmãs, o que Deus quer nos revelar é tudo o que Ele é.
Não apenas algum aspecto dEle do qual possamos nos apropriar. Não apenas que Ele é a nossa libertação. Não apenas que Ele é a nossa paz, o nosso amor ou a nossa graça. A revelação essencial é esta: EU SOU O QUE SOU.
Isso é uma boa notícia. Que encorajamento isso é para nós! Algumas pessoas dizem: “Isso é um cheque em branco”. Sempre tenho um pouco de dificuldade com essa expressão. Acho que ela diminui um pouco a grandeza disso, mas talvez vocês não achem, então vou usá-la.
Deus é tudo — ilimitado em plenitude. Ele é onisciente. Ele é onipotente. Ele é onipresente. Ele é tudo. Esta é a revelação essencial que Deus trouxe para que os filhos de Israel compreendessem. Esse foi o começo deles.
Creio que, como povo de Deus, esta é a revelação essencial de que precisamos. Esta é a primeira revelação. Temos realmente uma compreensão de Quem Ele é, ou estamos sempre pensando em quem somos, como Moisés?
Temos realmente uma revelação viva do EU SOU? Irmãos e irmãs, o resultado dessa revelação será a libertação da escravidão. O resultado dessa revelação será sermos conduzidos à plenitude de Deus. O resultado dessa revelação será vê-Lo como Ele é.
Quando vocês começam a vê-Lo como Ele é, isso é liberdade. Essa é a revelação essencial.
“O que lhes direi?” Diga a eles apenas isto: “EU SOU O QUE SOU”. É tudo o que precisam saber. Se souberem isso, terão tudo.
Portanto, quando chegamos a esta história tão conhecida, precisamos ver que esta é a revelação essencial de Deus. A primeira coisa é: “EU SOU”. Mas há outra coisa.
Ele diz em Êxodo 3:15: “Dize aos filhos de Israel”:
O Deus de vossos pais,
o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó,
me enviou a vós.
Nosso irmão compartilhou sobre isso nesta manhã. Não sei o que vocês pensam disso, mas, para mim, essa é uma das revelações mais preciosas das Escrituras. Vejam quantas vezes Ele repete esse pensamento neste único capítulo.
Esse grande EU SOU não é apenas o Deus tremendo, pleno de todo o conhecimento. Ele não é apenas o grande EU SOU, mas é o nosso Deus. Isso não é uma boa notícia? Não é um encorajamento?
Ele conhece você pelo nome. Ele é o Deus de Abraão. Ele é o Deus de Isaque. Ele é o Deus de Jacó. Ele é o Deus do Seu povo. Isso não é uma boa notícia?
Para mim, essa é a notícia mais encorajadora. Às vezes, podemos ficar presos à ideia de que Deus é tão grande, tão santo, tão distante e tão acima de nós que não tem nada a ver conosco. Como poderia ter?
Mas é exatamente o contrário. Quando vocês olham para a Palavra de Deus, Ele é o nosso Deus. Ele é o Deus de Abraão. Ele é o Deus de Isaque. Ele é o Deus de Jacó, e Ele é o seu Deus. Isso é uma boa notícia. Esse é o encorajamento que Ele trouxe ao povo de Deus: o Deus de seus pais.
Agora, qual é a segunda revelação essencial? Irmãos e irmãs, deixem-me voltar um pouco. Não consigo enfatizar suficientemente esta primeira revelação essencial. De todas as nossas necessidades, como povo de Deus, em qualquer crise ou situação em que nos encontremos, aquilo de que precisamos é uma revelação mais plena do grande EU SOU.
Se não recebermos uma revelação contínua e cada vez mais plena do grande EU SOU, nunca descobriremos a liberdade que temos no Senhor Jesus. Esta é a revelação essencial de Deus.
Mas a segunda revelação, para mim, é outro grande encorajamento. Ele diz a Moisés — há mais duas palavras. Em Êxodo 3:17, vejam isto:
Far-vos-ei subir da aflição do Egito.
Ele diz em Êxodo 3:20:
Eu estenderei a Minha mão e ferirei o Egito com todas as Minhas maravilhas
que farei no meio dele.
Depois, em Êxodo 3:21:
Eu darei a este povo graça aos olhos dos egípcios.
E acontecerá que vocês não sairão vazios. Esta é a segunda revelação essencial de que precisamos como povo de Deus. Ela está nestas duas palavras: “Eu farei”.
Como isso é encorajador! Vocês precisam entender: se tirarem o contexto, talvez isso não signifique tanto para vocês. Mas aqui está Moisés, que tentou com todo o seu esforço libertar o povo de Deus, e sua recompensa foram quarenta anos com as ovelhas do sogro.
Há uma palavra que Deus tem para nós: “Eu farei isso”. Vocês entendem? Essa é uma revelação essencial.
Acho que muitas vezes estamos pensando: “O que temos de fazer? O que Ele quer que façamos?”. Mas a revelação essencial — se a ênfase desta história estiver correta — é: “Eu farei isso”.
Moisés, você tentou. Saia do caminho. Veja as maravilhas que Eu realizarei. Moisés, você se esforçou. Tinha a intenção certa; usou os meios errados. Eu tirarei vocês da escravidão.
Irmãos e irmãs, para mim, esse é o encorajamento mais glorioso das Escrituras. Acho que muitas vezes, como povo de Deus, estamos sempre pensando no que temos de fazer.
Creio que nossa vida seria transformada se tivéssemos essa segunda revelação e ouvíssemos Deus dizer sempre: “Eu farei isso. Eu farei isso”. Que diferença!
Então, agora vocês sabem. Finalmente chegamos lá. Essas são as duas revelações essenciais.
Agora, isso não aparece apenas neste início da história dos filhos de Israel. Percorre toda a história dos filhos de Israel e segue até o Novo Testamento.
Provavelmente, o que faremos será examinar a parte do Antigo Testamento hoje e, em outra ocasião, se Deus quiser — se vocês me deixarem falar novamente —, examinaremos a parte do Novo Testamento. Mas vamos nos concentrar no Antigo Testamento.
Abram comigo em Jeremias 31, e vamos examinar mais uma vez o encorajamento de Deus e a Sua revelação. São versículos que vocês conhecem: Jeremias 31:31.
Eis que dias vêm, diz o Senhor,
em que farei uma nova aliança com a casa de Israel
e com a casa de Judá;
não conforme a aliança que fiz com seus pais
no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito.
Observem a ligação.
A qual Minha aliança eles quebraram,
ainda que Eu lhes fosse por marido, diz o Senhor.
Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias,
diz o Senhor:
Porei a Minha lei no seu interior
e a escreverei no seu coração;
e Eu serei o seu Deus,
e eles serão o Meu povo.
E não ensinará mais cada um a seu próximo,
nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor;
porque todos Me conhecerão,
desde o menor deles até o maior, diz o Senhor;
porque perdoarei a sua iniquidade
e do seu pecado não Me lembrarei mais.
Mais uma vez, ao chegarmos à profecia de Jeremias, precisamos entender o contexto. O contexto é tudo quando lemos esta profecia.
Nenhum homem teve uma missão mais difícil que o profeta Jeremias. Jeremias foi um daqueles que nasceram numa época em que precisavam anunciar todos os juízos de Deus contra os próprios filhos de Deus.
Vocês conseguem imaginar, por um momento, se esse fosse o seu ministério? Acho que provavelmente nós os expulsaríamos todos de uma vez, sem cerimônia. Mas essa foi a porção de Jeremias. Ele teve o privilégio de anunciar todo o juízo de Deus aos filhos de Israel.
Essa é a essência de seus escritos. Vamos simplificar, porque não quero me alongar neste ponto, mas ele precisa ficar claro. Esta é a questão: como testemunho, os filhos de Israel fracassaram completamente.
Agora, isso não é exagero. Se vocês lerem os escritos de Jeremias, começarão a perceber a dimensão desse fracasso. Deus chega a chamar o Seu próprio povo de prostituta. “Vocês foram infiéis a Mim.”
Ele faz provavelmente a coisa mais difícil que Deus já fez ou sequer imaginou. Toma o Seu próprio povo e lhe diz: “Vou enviar vocês ao cativeiro, à escravidão, e a amada Jerusalém, com todo o testemunho de Deus que começou quando vocês saíram do Egito, será tirada de vocês”.
Vocês conseguem imaginar? Isso é uma crise. Era isso que Jeremias tinha de fazer. Era isso que Jeremias tinha de anunciar.
Fico pensando no que fazemos quando o testemunho fracassa. Qual é a nossa reação? Ainda mais importante: qual é a revelação de Deus?
Em meio àquelas cinzas sombrias surge esta passagem de Jeremias 31, em que o Senhor diz:
Eis que dias vêm, diz o Senhor,
em que farei uma nova aliança com a casa de Israel
e com a casa de Judá.
Não conforme a aliança que fiz com seus pais
no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito,
a qual Minha aliança eles quebraram.
Agora, isso não é testemunho de sucesso. É testemunho de fracasso absoluto.
Não sei quanto a vocês; vou admitir uma coisa. Pelo menos posso confessar aqui da frente. Às vezes, evito ler Jeremias. Às vezes, evito ler partes de Isaías. Talvez vocês sejam mais espirituais que eu e não tenham esse problema, mas o juízo é pesado demais para eu suportar.
Penso: “Senhor, Tu tiraste esse povo de lá com o Teu braço estendido. Tu o salvaste para que fosse um testemunho de Ti diante de todas as nações, e depois o arrasas. Tu o envias ao cativeiro”.
Não sei quanto a vocês, mas o raciocínio humano toma conta de mim, e penso que essa é uma decisão ruim.
Mas, irmãos e irmãs, o Senhor tem algo a nos ensinar. É quando o testemunho fracassa que Ele age com a Sua própria mão. Isso é uma boa notícia.
Eles haviam abandonado o grande EU SOU. Haviam deixado o EU SOU. Ele disse: “Vocês foram atrás de ídolos”. Foi isso que fizeram.
Mas o Senhor não rejeita para sempre. A misericórdia de Deus revelada em Jeremias 31 é que, em meio ao fracasso do testemunho de Deus entre eles, Ele diz: “Tenho algo novo que farei”. Isso é uma boa notícia.
Esse é o encorajamento que precisamos receber nesta crise. Vocês começam a ler essa passagem, e sete vezes Deus usa as palavras: “Eu farei”.
Se a lerem, perceberão a ausência de “tu farás”. Quando vocês leem a antiga aliança, voltando à ocasião em que Moisés a transmitiu, as palavras determinantes — as palavras repetidas vez após vez — eram: “Tu farás”.
Aqui há uma palavra diferente. A palavra é: “Eu farei”. Isso não é uma boa notícia, irmãos e irmãs? Talvez não seja tão encorajador para vocês quanto é para mim, mas para mim isso é incrivelmente encorajador.
Porque sei que, mesmo se fracassarmos, Ele permanece fiel. Sei que, quando o testemunho estava em perigo, Deus não abandonou esse povo para sempre.
Deus não disse, como eu provavelmente diria: “Chega de vocês. Vou levantar um povo novo”. Não. Ele disse — ouçam estas palavras:
Farei uma nova aliança com a casa de Israel
e com a casa de Judá.
Tudo o que Ele diz, vez após vez, é: “Esta é a revelação essencial: Eu farei”. Vocês entendem isso? Ah, isso deveria nos encorajar!
Mais uma vez, não sei se isso significa para vocês o que significa para mim, mas me parece que esta é a Palavra de Deus na crise mais profunda que Seu povo já havia enfrentado: “Eu farei. Eu farei isso”.
Vamos olhar alguns pontos aqui e, com isso, chegaremos ao fim. Em Jeremias 31:31, Ele diz:
Eis que dias vêm, diz o Senhor,
em que farei uma nova aliança.
Não gosto de lhes dizer isso, mas somos bons em quebrar contratos. Deus cumpre o contrato.
Essa é uma coisa que tenho observado como empresário. Hoje em dia, as pessoas não cumprem os contratos. Não cumprem a palavra. A palavra das pessoas não é confiável. Você pode chegar e me dizer: “Ah, claro, farei isso para você”. Amanhã: “Quem, eu? Você está falando comigo?”.
Somos excelentes em quebrar contratos. Mas, irmãos e irmãs, esta é a Palavra de Deus. Esta é a revelação essencial: vocês podem ter se esquecido do EU SOU, mas Eu não vou Me esquecer de vocês. Farei uma nova aliança. Esse é o encorajamento que Ele nos dá.
Se continuarem lendo, perceberão que isso aparece sete vezes. Acho que há uma ênfase especial aí. Sete vezes — talvez por ser o número da perfeição — Deus teve de convencer o Seu povo daquilo que Ele faria.
Em Jeremias 31:33, Ele repete:
Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor:
Porei a Minha lei no seu interior.
Agora, esse é o problema. Talvez vocês não gostem dessa expressão, “no seu interior”, mas esse era o problema com a antiga aliança. Ela estava do lado de fora. A antiga aliança nos dizia: “Você fará isto”. Se você não fizer isto — se transgredir em qualquer ponto —, terá transgredido toda a lei.
Mas aqui está o encorajamento que vem de Deus:
Porei a Minha lei no seu interior.
Isso não é uma boa notícia? Agora há algo dentro de nós. Há uma capacidade dentro de nós, colocada pela própria mão de Deus.
É mais ou menos como — esta é uma ilustração péssima — se Deus colocasse o chip de um microprocessador dentro de nós. Você acha que consegue fazer o que Deus exige? Consegue, agora que Ele coloca isso dentro de você. Esta é a Sua Palavra.
Ele não diz apenas isso. Ele diz:
A escreverei no seu coração.
Deus sabe que a questão é o coração.
Estamos orando pelos nossos jovens. Agora, espero que vocês não achem que estou apontando só para vocês. Quero que saibam disso. “Jovem” tem uma definição ampla. Eu, por exemplo, ainda me considero jovem.
Estamos orando pelos jovens. A questão principal é o coração. Se Deus conquistar o coração, conquistou tudo.
Como diz aquele velho ditado? “O caminho para o coração de um homem passa pelo estômago.” Não sei se é verdade. Alguns de nós talvez pareçam comprovar isso, mas não sei se é verdade.
Mas Deus sabe de uma coisa: o coração é essencial. Ele escreverá a Sua lei em nosso coração. Isso é uma boa notícia. Isso é encorajamento.
Então Ele diz:
Eu serei o seu Deus.
Ah, aleluia! Ele não nos abandona. Ele é o nosso Deus. Ele não Se envergonha.
Amo esse versículo. Já usei esta ilustração antes. Sempre troco qual dos filhos aparece na história; assim, eles não sabem direito de quem estou falando. Ficam zangados comigo e depois vêm me dizer.
Mas, quando meus filhos se tornaram adolescentes, aconteceu uma coisa maluca. Não sei o que entrou na cabeça deles, mas mudaram de repente. Foi uma transformação da noite para o dia. Passaram a ter ideias próprias.
Um dia, percebi isso quando fomos ao shopping e eles me disseram: “Pai, você poderia andar por ali? Não queremos ser vistos com você”.
Pensei: “Ora, como assim vocês não querem ser vistos comigo? O que é isso? Eu deveria ter cortado as mordomias há muito tempo. Vocês estão aqui por minha causa. Como assim não querem ser vistos comigo?”.
“É só ir para lá, pai.” Percebi que não era legal ser visto com o pai. Não sei, talvez com a mãe tudo bem, mas com o pai — isso não era legal.
Lembro-me de que um dia estava meditando em Hebreus, e aquele versículo de Hebreus 2:11 diz a respeito do Senhor Jesus:
Ele não Se envergonha de lhes chamar irmãos.
Se alguém deveria ter vergonha de mim — filhos, não levem para o lado pessoal —, se alguém deveria ter vergonha de mim, seria o Senhor Jesus. Mas Ele não Se envergonha de me chamar de Seu irmão.
Eu serei o seu Deus.
Isso é encorajador. Essa é a revelação essencial.
Não apenas isso. Jeremias 31:34 diz:
Porque perdoarei a sua iniquidade
e do seu pecado não Me lembrarei mais.
Que pensamento glorioso! Não importa o que fizemos. Não importa. Deus perdoa toda a nossa iniquidade.
Vocês conhecem essa doce certeza de ter os pecados perdoados? Estou lhes dizendo: na noite em que isso se tornou real para mim, um peso que eu nem podia imaginar foi tirado de mim. Embora eu não saiba cantar, cantei a plenos pulmões a noite inteira, porque o Salvador me encontrou e perdoou toda a minha iniquidade.
Que dia de libertação foi aquele! Ainda me lembro dele.
E do seu pecado não Me lembrarei mais.
Acho que a maioria de nós tem uma caixinha trancada onde guarda a lembrança dos pecados de todo mundo.
Vou lhes dizer uma coisa: esse é um problema especialmente comum entre os casais. Ah, vocês estão recebendo um pouco de aconselhamento matrimonial de graça. É de graça. É apenas um comentário à parte — um pequeno desvio aqui, vocês sabem.
Todos nós nos lembramos dos pecados uns dos outros. Há uma caixinha trancada e, no calor da crise, no calor do momento: “E você se lembra de quando fez…”. Aliás, isso nunca aconteceu comigo.
Nós nos lembramos do pecado uns dos outros. Não é impressionante? O Deus justo não Se lembrará mais dos nossos. Não é impressionante?
Eu nem sequer consigo me lembrar das coisas na hora. Na verdade, quanto mais velho fico, mais esqueço. Não se preocupem com o que me disserem hoje; até a semana que vem já terei esquecido.
Mas Deus, que nunca Se esquece, não Se lembra mais. Isso não é encorajador? Essa é a revelação essencial.
Irmãos e irmãs, numa crise, Deus quer nos encontrar e revelar como Ele é. Muitas vezes, é nos tempos mais escuros — não sei pelo que vocês estão passando; vocês não sabem pelo que eu estou passando —, mas é muitas vezes nos momentos mais escuros que encontramos Deus de uma maneira nova.
Muitas vezes, é na fornalha que nós, como aqueles amigos de Daniel, vemos o quarto homem no fogo.
Há duas revelações essenciais que creio que Deus tem para o Seu povo. Uma é Quem Ele é. Ele nos diz: “Este é o Meu nome memorial para sempre: EU SOU enviou vocês”.
Vocês O conhecem como o EU SOU? Essa é a revelação de que precisamos.
Mas não para por aí. Deus diz: “Vocês não podem fazer nada para realmente Me agradar”, mas Ele tem isto a dizer — duas palavrinhas: “Eu farei”. Que encorajamento!
Que encorajamento! Irmãos e irmãs, esse é o encorajamento de Deus ao Seu povo na crise mais escura. Creio que esse princípio continua verdadeiro para nós hoje — que esta é a Sua Palavra para nós hoje —, porque Ele nunca muda.
“EU SOU O QUE SOU.” E: “Eu farei”. Eu farei, vez após vez, Eu farei.
Vamos orar?
Senhor, não sabemos se aquilo que está no Teu coração nesta manhã foi expresso adequadamente, mas deixamos ao Espírito Santo a tarefa de tornar real para nós aquilo que não conseguimos dizer.
Ó Senhor, Tu nos conduziste através de muitas coisas. Tu tratas conosco como indivíduos. As Tuas ternas misericórdias muitas vezes permitem crises em nossa vida. Mas, Senhor, não estamos sozinhos nessas horas. Nós Te louvamos. Essa é a diferença entre nós e aqueles que estão no mundo: não estamos sozinhos.
Pedimos que, nesses momentos e enquanto caminhamos Contigo, reveles a Ti mesmo a nós como o grande EU SOU — para que nosso foco não esteja naquilo que não somos, mas naquilo que Tu és.
Senhor, oramos para que, enquanto caminhamos nesta vida Contigo e passamos por muitas coisas, abras os olhos do nosso coração, e vejamos esta revelação essencial: “Eu farei”.
Ah, como isso nos sustentará ao longo do dia!
Nós Te agradecemos pela Tua Palavra, que podemos compartilhar nesta manhã. Oramos para que a tornes viva para cada um de nós. Se tens algo mais a dizer, fala individualmente ao nosso coração pelo Espírito Santo.
Nós Te agradecemos e Te louvamos no precioso nome de Jesus. Amém.