Tu, pois, meu filho, fortalece-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim ouviste entre muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de ensinar também a outros. Sofre comigo as aflições, como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se embaraça com os negócios desta vida, a fim de agradar Àquele que o alistou como soldado. E, se alguém também competir nos jogos, não será coroado se não tiver competido segundo as regras. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos.
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé: desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amaram a Sua manifestação.
Senhor, queremos agradecer-Te porque a Tua palavra é a verdade, e é a Tua verdade que nos liberta. Assim, Senhor, ao considerarmos juntos a Tua palavra na Tua presença, pedimos que o Teu Espírito Santo nos revele a Tua palavra e nos conduza à Tua verdade. A Ti seja a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Se vocês estiveram aqui ontem de manhã, provavelmente ainda se lembram de que o que gostaríamos de compartilhar nesta ocasião diz respeito a dois opostos. Mas esses dois opostos são as duas características da vida cristã.
Por um lado, o cristão precisa experimentar o descanso que o nosso Senhor Jesus nos prometeu e nos deu. O nosso Senhor Jesus é o nosso descanso sabático, e precisamos conhecer esse descanso.
Por outro lado, também precisamos saber como combater o combate da fé. Portanto, a vida cristã é basicamente composta desses dois opostos. Por um lado, descansamos no Senhor Jesus; por outro, combatemos o combate da fé. Foi assim que o nosso Senhor Jesus viveu quando esteve na terra, e é assim que devemos viver.
Agora, não temos tempo para rever o que vimos ontem, então vamos seguir adiante e compartilhar juntos sobre este aspecto da nossa vida: o combate.
Vocês sabem, assim que cremos no Senhor Jesus, somos chamados e alistados no exército do Senhor. Somos chamados a combater o bom combate da fé.
Vocês se lembram da história dos filhos de Israel. Eles eram escravos no Egito. Não tinham esperança de viver e, no entanto, Deus, em Sua misericórdia, os libertou do Egito.
Como já foi mencionado nesta manhã, nosso irmão falou que Deus ordenou aos filhos de Israel que cada família providenciasse um cordeiro. Naquela noite, antes de o anjo destruidor passar por toda a terra do Egito, os filhos de Israel deveriam matar o cordeiro e aspergir o sangue nas ombreiras da porta, na verga e, como nosso irmão mencionou, na soleira.
Assim, em outras palavras, vemos que toda a porta — a parte de cima, os lados e a parte de baixo — foi aspergida com sangue. Os filhos de Israel permaneceram dentro de casa, atrás daquela porta, comendo o cordeiro.
Quando o anjo destruidor passou pela terra do Egito, ao ver que havia sangue na porta, passou por cima daquela casa. Por isso, essa festa é chamada de Páscoa. Ele passou por cima deles porque já havia sangue derramado.
Nas casas dos egípcios, não havia sangue nas portas. O anjo destruidor entrava e matava o primogênito. Portanto, foi pelo cordeiro pascal que os filhos de Israel foram salvos da morte. Havia uma sentença de morte sobre toda a terra, mas, porque os filhos de Israel já tinham o cordeiro pascal imolado, seus primogênitos foram poupados.
Irmãos e irmãs, isso é apenas um tipo. A realidade é o nosso Senhor Jesus, o Filho de Deus. Ele é o nosso Cordeiro pascal. Porque Ele é a nossa Páscoa, a morte passou por cima de nós que cremos no Senhor Jesus. Passamos da morte para a vida, e graças a Deus por isso.
Mas, irmãos e irmãs, vocês sabem que esse não foi o fim da história. Naquela mesma noite, quando Deus lhes ordenou que colocassem o sangue do cordeiro na porta, eles estavam reunidos em família dentro de casa, comendo aquele cordeiro.
Enquanto comiam o cordeiro, estavam com os lombos cingidos, o cajado na mão e as sandálias nos pés. Por quê? Tinham de comer às pressas, porque, naquela mesma noite, Deus libertou os filhos de Israel daquela terra. Em outras palavras, não houve apenas libertação da morte; Deus queria que os filhos de Israel saíssem da terra do Egito.
É curioso observar, em Êxodo 13:17-18, que, na noite em que os filhos de Israel saíram daquela terra, Deus não os conduziu pelo caminho dos filisteus, que era o mais próximo. Por quê? Porque Deus disse: “Se Eu os conduzir para fora do Egito pelo caminho dos filisteus, eles encontrarão conflito imediatamente e, por causa disso, se arrependerão e voltarão ao Egito”.
Agora, talvez eu possa explicar um pouco. O propósito de Deus ao libertar Seus filhos do Egito não era apenas tirá-los de lá; era conduzi-los a Canaã, a terra que mana leite e mel, a terra prometida.
Para sair do Egito e chegar à terra prometida, Canaã, havia um caminho por terra. Era o caminho dos filisteus, porque os filisteus eram o povo que havia saído da África e ido para Canaã por terra. Era o caminho mais curto, mas Deus não os conduziu por ali.
Se os filhos de Israel tivessem saído do Egito pela terra dos filisteus, teriam encontrado os filisteus imediatamente. Os filisteus teriam bloqueado seu caminho e lutado contra eles. Como ainda não estavam treinados, teriam desanimado e voltado imediatamente ao Egito, porque, por terra, poderiam voltar.
Assim, tendo isso em vista, Deus os conduziu pelo caminho do deserto até o mar Vermelho. Depois que atravessaram o mar Vermelho, não havia como voltar ao Egito. Isso foi a misericórdia de Deus.
Mas observem que, mesmo assim, quando os filhos de Israel saíram do Egito, a Bíblia usa estas palavras:
Os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.
A palavra armados é um termo militar. Refere-se à formação de batalha, à ordem militar. Significa estar cingido; significa fileiras de cinco.
Em outras palavras, quando os filhos de Israel saíram do Egito, saíram em ordem militar. Saíram como o exército do Senhor.
Naquele momento, eles ainda não estavam muito bem organizados, porque só foram plenamente organizados quando chegaram ao pé do monte Sinai. Ali, no Sinai, Deus os organizou de maneira muito rigorosa. Vocês encontram em Números que todos foram contados. Todos os jovens de vinte anos para cima foram contados.
Eles acampavam ao redor do tabernáculo, nos quatro lados, com três tribos de cada lado sob uma bandeira. Quando marchavam, marchavam como um exército pelo deserto.
Portanto, irmãos e irmãs, o que vemos nesse tipo — pois o que foi registrado na Bíblia é para nossa admoestação, para nós que vivemos nos últimos dias — é que, quando Deus libertou os filhos de Israel do Egito, eles saíram como o exército do Senhor.
Isso significa que, assim que somos salvos pelo sangue do Cordeiro, o nosso Senhor Jesus, somos imediatamente alistados no exército do Senhor. Portanto, irmãos e irmãs, hoje estamos em condição de combate. Não devemos nos acomodar. Precisamos nos lembrar de que estamos alistados no exército do Senhor. Somos chamados a combater o bom combate da fé.
Quanto aos filhos de Israel, vemos que Deus os conduziu para fora do Egito. Seu primeiro combate foi contra o exército de Faraó que os perseguia.
Porque a destruição veio sobre a terra do Egito: desde o primogênito de Faraó, rei do Egito, até o primogênito da escrava, e todos os primogênitos do gado e dos rebanhos, todos foram mortos naquela noite. Houve choro em todo o Egito.
Então vemos Faraó dizendo: “Vão, vão depressa”. Os egípcios pressionaram os israelitas, dizendo: “Vão embora, porque, se não forem, todos nós morreremos”. Assim, eles saíram às pressas e marcharam para fora daquela terra. Mas Deus, como já mencionei, em Sua misericórdia não os conduziu por terra, mas os conduziu através do mar.
Eles saíram pelo deserto e chegaram ao mar Vermelho. Então Faraó, depois de perceber que os filhos de Israel haviam partido — todos os escravos haviam partido —, arrependeu-se. Chamou seu exército e seus carros de guerra, e eles perseguiram os filhos de Israel.
Eles alcançaram os filhos de Israel junto ao mar Vermelho. Quando os filhos de Israel viram o exército de Faraó vindo atrás deles, clamaram. Por quê? Porque não havia saída. O exército que os perseguia estava atrás deles, e o mar estava diante deles.
Então disseram: “Moisés, você nos tirou de lá para morrermos no deserto”. Vocês se lembram de que, em Êxodo 14:13-14, Moisés disse:
Não temais; ficai quietos e vede a salvação do Senhor, que hoje Ele vos fará: porque os egípcios que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis.
Deus ordenou a Moisés que levantasse sua vara sobre o mar, e Deus dividiu as águas. Os filhos de Israel atravessaram o mar Vermelho em terra seca; o fundo do mar estava seco.
O exército de Faraó os perseguiu. Viram que os filhos de Israel atravessavam o mar em terra seca, então os perseguiram. A coluna de nuvem e a coluna de fogo, onde estava a presença de Deus, deixaram a frente dos filhos de Israel e foram para a retaguarda, ficando entre o exército egípcio e os filhos de Israel.
Os filhos de Israel atravessaram com segurança o mar Vermelho até o outro lado, mas Deus perturbou os carros de guerra, perturbou o exército e os atrasou. Quando perceberam que Deus estava agindo contra eles, tentaram voltar. Mas os filhos de Israel já haviam atravessado o mar Vermelho.
Deus disse a Moisés que levantasse a vara, as águas voltaram, e Faraó e seu exército se afogaram no mar Vermelho. Foi assim que os filhos de Israel saíram do Egito. Quando estavam do outro lado do mar Vermelho, podiam olhar para trás e ver que o exército dos egípcios havia se afogado no mar, e que o Egito estava atrás deles. Estavam fora do Egito.
Antes de aplicarmos isso com um pouco mais de detalhes, permitam-me mencionar algo primeiro. Os filhos de Israel saíram do Egito, e vocês veem que eles lutaram durante todo o caminho do Egito até Canaã, e até mesmo em Canaã.
Se vocês lerem a Bíblia, verão isso. Vou apenas resumir. Antes de atravessarem o mar Vermelho, seu combate era contra Faraó e seu exército. Ou, colocando de outra maneira, era um combate contra o mundo, porque o Egito, nas Escrituras, representa o mundo: as coisas do mundo, as riquezas do mundo, mas também a tirania e a opressão do mundo.
Mas, quando atravessaram o mar Vermelho e entraram no deserto, vemos que seu combate durante aqueles quarenta anos foi contra a sua carne — contra eles mesmos, contra a sua carne. Explicaremos isso mais adiante.
Depois que atravessaram o rio Jordão e entraram em Canaã, lutaram contra as sete tribos de Canaã. Essas sete tribos servem como tipos dos principados, das autoridades e dos poderes das trevas nos lugares celestiais. Portanto, eles lutaram contra as forças espirituais que se opõem a Deus.
Esses são os conflitos tipificados na história dos filhos de Israel, e vamos aplicá-los a nós mesmos.
Em primeiro lugar, como eles lutaram contra Faraó e seu exército? Como foram libertos do mundo? Esse princípio se aplica a todos os combates posteriores.
Os filhos de Israel lutaram contra Faraó e seu exército? Deram as costas ao mar Vermelho e, em desespero, lutaram contra os carros de guerra e o exército dos egípcios? Não.
Eles não lutaram de modo algum e, no entanto, lutaram. O Senhor lutou por eles. A batalha é do Senhor. O Senhor disse: “Eu lutarei por vocês”. É um combate, mas os filhos de Israel não lutaram de fato. Tudo o que fizeram foi permanecer ali, ficar quietos e ver a salvação do Senhor.
Foi o Senhor Quem abriu o mar Vermelho e os conduziu através dele. Foi o Senhor Quem derrotou os exércitos egípcios e os afogou no mar. Foi o Senhor Quem os libertou do Egito, e Ele os libertou de tal maneira que não havia como voltar. Ora, isso não é uma misericórdia do Senhor?
O mar Vermelho, nas Escrituras, é um tipo do batismo, porque, em 1 Coríntios 10:1-2, lemos que todos os filhos de Israel passaram pela nuvem e pelo mar, e foram batizados em Moisés.
Antes de atravessarem o mar Vermelho, eles estavam no Egito. Eram escravos de Faraó, o rei do Egito, e eram submetidos a trabalhos forçados. Nem sequer lhes era permitido viver, porque todos os meninos deveriam ser lançados no rio Nilo.
Mas, depois de atravessarem o mar Vermelho, o Egito ficou para trás. Eles já não estavam sob o domínio de Faraó. Foram batizados em Moisés, e Moisés representa Deus. Em outras palavras, por meio do mar Vermelho, os filhos de Israel foram completamente libertos do Egito. Essa é a obra de Deus.
Agora, irmãos e irmãs, as pessoas sempre fazem esta pergunta: se você crê no Senhor Jesus, você está salvo. Mas por que nós, que cremos no Senhor Jesus, precisamos ser batizados? Algumas pessoas dizem: “Posso crer no Senhor Jesus e não ser batizado? Qual é o significado do batismo? Já creio no Senhor Jesus. Já estou salvo. Por que devo ser batizado?”.
Vocês sabem por que precisamos ser batizados? Para sermos libertos do mundo.
No dia de Pentecostes, Pedro pregou o evangelho de Jesus Cristo. Muitas pessoas foram tocadas e disseram: “O que devemos fazer?”. Pedro disse:
Arrependei-vos e sede batizados.
Ele usou muitas outras palavras para exortá-los, dizendo:
Salvai-vos desta geração perversa.
Os que creram foram batizados. Três mil foram batizados naquele dia.
Então, o que é o batismo? A água não lava os seus pecados. É o sangue que lava os seus pecados. O que, então, a água faz?
É pela fé que entramos na água, e pela fé que saímos da água. Quando entramos na água, o mundo é sepultado — Faraó e seu exército, que se afogaram na água. Quando saímos da água, pertencemos ao Senhor Jesus.
Portanto, em outras palavras, o batismo é uma declaração da nossa fé, pela qual aceitamos o que o Senhor Jesus fez por nós. Quando o nosso Senhor Jesus morreu na cruz, Ele julgou o mundo.
Podemos dizer que foi o mundo que julgou o Senhor; o mundo colocou o Senhor na cruz. Mas, por meio daquela mesma cruz, o Senhor disse:
Agora é o juízo deste mundo: agora será expulso o príncipe deste mundo.
Portanto, na salvação do nosso Senhor Jesus, Ele não apenas derramou Seu sangue para a remissão dos nossos pecados; Sua própria cruz julgou o mundo, libertou-nos do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do amor de Deus.
Quando você, pela fé, crê no que o Senhor Jesus fez e entra na água, declara que, de agora em diante, não pertence ao mundo. Quando sai da água, proclama que pertence a Cristo Jesus — a outro mundo, a um mundo inteiramente novo. Isso é o batismo.
Talvez eu deva explicar um pouco mais o que a palavra mundo significa. Vocês sabem, a palavra mundo nas Escrituras pode significar várias coisas.
Primeiro, pode significar a terra que Deus criou. Segundo, pode significar as pessoas — a humanidade.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Ali, o mundo significa a humanidade. Deus amou tanto a humanidade. Portanto, o mundo pode significar a terra, ou pode significar a humanidade.
Mas há ainda outro significado de mundo. O mundo significa algo organizado pelo arqui-inimigo de Deus em oposição a Deus. Portanto, o mundo é um cosmos; é uma organização.
Satanás organizou o mundo em um sistema. Ele é chamado de governante deste mundo, de príncipe deste mundo, e usa o mundo para se opor a Deus.
Seja na esfera política, econômica, social, educacional ou até mesmo religiosa, vemos que ele organizou o mundo em todos esses aspectos como um sistema para se opor a Deus e ao Seu reino. Esse é o significado do mundo.
Quanto ao mundo no sentido de terra, devemos cuidar dele, e não destruí-lo. No princípio, Deus deu esta terra ao homem para cultivá-la, guardá-la e exercer domínio sobre ela. Portanto, cuidem desta terra. Infelizmente, o homem falhou nessa missão.
Quanto ao mundo no sentido de pessoas — a humanidade —, devemos amá-las como Deus amou o mundo.
Mas, quanto ao mundo como um sistema dominado e governado por Satanás, o arqui-inimigo de Deus, em oposição a Deus, qual é a nossa atitude para com o mundo? Devemos sair dele.
Antes, pertencíamos ao mundo. Todos os que nascem neste mundo pertencem a esse sistema. Foi o mundo que crucificou o Senhor. O mundo odiou o Senhor: “Fora com Ele, fora com Ele, crucifiquem-No. Não queremos nada com Ele”.
Irmãos e irmãs, antes pertencíamos àquele mundo. Fazíamos parte dele; nascemos nele.
Mas, graças a Deus, quando o nosso Senhor Jesus morreu na cruz, Ele nos libertou da tirania do governante deste mundo. O governante deste mundo foi julgado pelo Senhor na cruz, e Ele nos libertou deste mundo.
Irmãos e irmãs, já não pertencemos a este sistema mundial que estava sob o domínio do arqui-inimigo de Deus, em oposição a Deus e ao Seu reino. Graças a Deus, pertencemos a outro mundo — o reino do Filho do amor de Deus. É a esse reino que pertencemos.
Se é assim, não deveríamos fazer uma declaração pública disso? Essa declaração pública é o batismo.
Quando somos batizados, declaramos que aceitamos a salvação do Senhor. Ele nos libertou. Como Paulo disse em Gálatas 6:14, há apenas uma coisa em que me glorio: glorio-me na cruz de Jesus Cristo.
Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo.
A cruz está entre mim e o mundo. É uma morte dupla: eu morri para o mundo, e o mundo morreu para mim. Já não há relacionamento. É uma separação completa.
Você foi batizado? Se foi, sabe o que isso significa? Você fez uma proclamação pública de que já não pertence a este mundo. Você pertence ao Senhor. Está sendo fiel à sua declaração?
É por isso que, especialmente em nações pagãs, se você crer no Senhor Jesus, as pessoas talvez não o persigam. Mas, assim que você é batizado, será imediatamente perseguido, porque elas sabem que você já não pertence ao mundo.
Você fez alguma coisa? Não fez. O Senhor fez tudo. Fique quieto. Não tema. Fique quieto e veja a salvação do Senhor. O Senhor já fez isso. Pelo batismo, com fé, pela fé, permanecemos firmes na posição dessa separação do mundo. Essa é a obra do Senhor.
Com isso, você não pode voltar. Vocês sabem, as pessoas procuram não ser batizadas porque querem poder voltar, caso as coisas se tornem difíceis demais. Mas, assim que você é batizado, o mar Vermelho o separou do Egito. Você não tem como voltar. Graças a Deus por isso. Ele conhece a nossa fraqueza.
Mas, irmãos e irmãs, vocês acham que o combate terminou? Não.
Quanto à verdade de Deus — e a verdade é aquilo que Cristo fez por nós —, a verdade é eterna. Ela nunca muda. Não pode ser alterada pelas circunstâncias, pelo ambiente, pelos seus sentimentos ou por qualquer outra coisa, porque aquilo que Cristo fez na cruz do Calvário é eternamente verdadeiro. É a verdade que precisamos aceitar pela fé.
Agora, depois de sermos batizados e de aceitarmos a verdade, irmãos e irmãs, a experiência virá em seguida.
Os filhos de Israel saíram do Egito. O mar Vermelho os separou. Já não podiam voltar. Estavam fora do Egito. Mas, queridos irmãos e irmãs, se vocês lerem sua história, verão que, durante seus quarenta anos no deserto, o Egito os acompanhou.
Vocês sabem, Faraó não desiste tão facilmente. Exteriormente, eles estavam fora do Egito, mas, interiormente, o Egito ainda estava em seus corações. Vocês se lembram da história? Eles clamaram e disseram: “Estamos cansados deste maná, deste alimento que desceu do céu. Ah, estamos pensando nos nossos dias no Egito, quando tínhamos peixe, alho, cebola, alho-poró e todas essas coisas boas”. Eles ansiavam pelas coisas do Egito.
Eles estavam fora do Egito, mas o Egito não estava fora deles.
Queridos irmãos e irmãs, isso não é verdade em nossa experiência? Você foi batizado. Saiu do sistema mundial. Pertence ao Senhor. Deveria estar satisfeito com Cristo. Ele é o seu maná. Ele é a sua bebida. Ele é a sua própria vida.
Mas, irmãos e irmãs, quantas vezes ainda somos tentados pelo mundo.
Em 1 João 2:16, o que se diz sobre o mundo? O mundo é representado pelas coisas do mundo: a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida.
Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a vanglória da vida, não é do Pai, mas do mundo.
Queridos irmãos e irmãs, não é verdade que ainda ansiamos pelas coisas deste mundo — coisas que atraem nossos olhos, coisas que atraem nossa carne, coisas que atraem a soberba da nossa vida? O que são elas? Isso é o mundo. O mundo persegue você.
Deus nos dá este mundo, isto é, a terra e todas as coisas que há nela, para que desfrutemos delas. Ele conhece a nossa necessidade. No entanto, irmãos e irmãs, cobiçamos as coisas deste mundo. Isso significa que não estamos satisfeitos com o que Deus nos deu. Queremos mais. Cobiça.
Cobiçar as coisas do mundo: o que veremos, o que comeremos, o que beberemos, com o que nos vestiremos. O nosso Senhor Jesus diz que essas são as coisas que os gentios procuram. O Pai celestial de vocês conhece a sua necessidade.
Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Mas buscai primeiro o Seu reino e a Sua justiça; e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Irmãos e irmãs, vocês creem nisso? Não podemos servir a dois senhores, a Mamom ou a Deus. No entanto, como ansiamos pelas coisas deste mundo, nunca satisfeitos: mais, mais, mais.
Em Lucas 21:34, lemos:
Acautelai-vos, para que os vossos corações não fiquem sobrecarregados com a glutonaria, a embriaguez e os cuidados desta vida.
Quando o Senhor voltar, vocês poderão ficar para trás, pesados demais para serem levados.
Queridos irmãos e irmãs, estamos completamente libertos do mundo? Como podemos vencer o mundo? Quando vêm as tentações, como podemos vencê-las? Pela palavra de Deus.
Vocês se lembram de quando Satanás tentou o nosso Senhor Jesus no deserto. Ele mostrou ao nosso Senhor Jesus o mundo inteiro e todas as riquezas do mundo. Disse: “Se Tu Te prostrares diante de mim, darei tudo a Ti”.
O nosso Senhor Jesus disse:
Adorarás o Senhor teu Deus, e somente a Ele servirás.
Ele citou a palavra de Deus. Vencemos o mundo pela palavra de Deus. Quando vêm as tentações, a palavra de Deus vem a nós, e, pela palavra de Deus, temos força para rejeitar o mundo.
Você pensa: “Eu vou rejeitar você”. Não, nós rejeitamos o mundo. O nosso Senhor Jesus rejeitou o mundo; por isso, o mundo é Dele.
Quanto mais você cresce no Senhor, mais enxerga o mundo como ele realmente é. Vocês sabem, o mundo não é apenas as coisas do mundo que atraem a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida.
Lembrem-se: se vocês amam o mundo, o amor do Pai não está em vocês, porque o mundo se opõe a Deus Pai. Mas, à medida que crescem no Senhor, descobrem que o mundo é algo mais do que apenas coisas. O mundo é um molde.
Em Romanos 12:2:
E não vos conformeis com este mundo: mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Não se conformem com o mundo. O mundo é como um molde, e exige que você se ajuste a ele, que pertença a ele, que seja igual aos demais. Caso contrário, você sofre.
Vocês sabem, o mundo tem um molde. Para usar uma ilustração, na verdade, o sentido no original — a ideia, a força da expressão — é este: não se esprema para caber no mundo. Porque nós, cristãos, somos grandes demais para o mundo. Está abaixo da nossa dignidade nos espremermos para caber no mundo. No entanto, vocês veem quantos cristãos se esforçam muito para caber nele.
Para usar uma ilustração, se neste verão uma nova moda surgir em Paris, o que acontece? No mundo inteiro, as pessoas procuram se espremer para caber naquela moda. Se é curto, curto; se é longo, longo. Sem sentido.
Depois de alguns anos, ela volta. Então é melhor guardar suas roupas por alguns anos; elas voltarão à moda. Isso não é terrível? Lamentável. Deixem o mundo seguir a moda, mas que o mundo nos siga — não nós à moda dele.
O mundo é um molde. Que coisa terrível. É como uma camisa de força. Ah, precisamos ser libertos. Com a renovação da nossa mente, começamos a ver as coisas de maneira diferente. Outros olham para algo e o consideram bonito; nós olhamos e o consideramos feio.
O apóstolo Paulo disse que as coisas que antes amava não passavam de refugo. Agora ele considerava o conhecimento do Senhor Jesus mais excelente do que tudo, e abriria mão de tudo por esse conhecimento.
É essa a sua atitude para com o mundo?
Se você se aprofundar no Senhor, descobrirá que o mundo não é apenas coisas, nem apenas um molde; é um espírito.
Em 1 Coríntios 2:12, Deus não nos deu o espírito do mundo. Ele nos deu o Espírito de Deus, para que conheçamos as coisas de Deus. Graças a Deus por isso.
O que é o espírito do mundo? O espírito do mundo é o espírito do anticristo. É o espírito de Satanás. É um espírito de rebelião, um espírito de ódio, de inveja e de orgulho. Esse é o espírito do mundo.
Ah, irmãos e irmãs, precisamos ser libertos desse espírito. Precisamos ter o espírito do Cordeiro, o espírito da cruz, o espírito de humildade, o espírito de obediência, ou de submissão — o Espírito de Cristo, não o espírito deste mundo.
Precisamos ser libertos e, irmãos e irmãs, o nosso Senhor já fez isso. Tudo o que vocês precisam fazer é ficar quietos e ver a salvação do Senhor. Basta permanecerem firmes sobre a obra consumada de Cristo, e o mundo está crucificado para vocês, e vocês estão crucificados para o mundo. Esse é o primeiro combate.
Ah, vocês estão combatendo ou cederam sua posição?
Eu mal comecei ainda. Está bem, vamos continuar mais um pouco.
Esse é o combate contra o mundo. Depois, os filhos de Israel entraram no deserto. No deserto, vemos que há outro tipo de combate. Não é lutar contra Faraó no Egito; é lutar contra a carne — contra eles mesmos.
Agora, leiam as Escrituras: Deuteronômio 8:2-6. Aqui encontramos os quarenta anos da experiência no deserto resumidos nestes versículos.
E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os Seus mandamentos ou não. E Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te alimentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais conheciam; para te fazer saber que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que procede da boca do Senhor vive o homem. A tua roupa não envelheceu sobre ti, nem o teu pé inchou, nestes quarenta anos. Considerarás, pois, no teu coração que, como um homem disciplina seu filho, assim o Senhor teu Deus te disciplina. E guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus, para andar nos Seus caminhos e para temê-Lo.
Novamente, vocês verão que a carne e o mundo dificilmente podem ser separados. São aliados. O mundo está fora de você; a carne está dentro de você. Eles trabalham juntos. É por isso que, no deserto, não se podem separar essas experiências.
Talvez eu precise explicar novamente o que significa a carne, porque a palavra carne na Bíblia tem vários significados, e é preciso determinar seu significado pelo contexto.
A carne, nas Escrituras, em primeiro lugar, pode significar este corpo físico — carne e sangue. Em 1 Coríntios 15:50:
A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus.
Isso significa que este corpo é corruptível, então não pode herdar o reino incorruptível. É preciso ter um novo corpo, um corpo espiritual, um corpo incorruptível, para herdar o reino incorruptível.
Ou, em Romanos 9:3, Paulo fala de seus parentes, seus próprios irmãos segundo a carne. Isso é físico. Esse é um dos significados.
Outro significado de carne é a humanidade. Em Romanos 3:20, lemos que nenhuma carne será justificada pelas obras. Isso significa que nenhum ser humano pode ser justificado pelas obras.
Mas não são esses os dois significados de que estamos falando. Estamos falando do terceiro significado da carne. O terceiro significado da carne é a parte não regenerada do seu ser. Essa é a carne.
Romanos 7:18:
Em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum.
Vocês sabem, quando creem no Senhor Jesus, seu espírito é regenerado, mas o corpo e a alma ainda não foram regenerados. Portanto, a carne significa a alma e o corpo em seu estado não regenerado.
Ou, colocando de outra maneira, a vida da sua alma — também o seu próprio eu, a expressão de si mesmo — é a carne. Por isso, a Bíblia fala das obras da carne: a parte não regenerada do seu ser.
Nós não conhecemos a nós mesmos. Pensamos que, depois de crer no Senhor Jesus, mudamos totalmente. Somos um novo homem, totalmente transformado.
Graças a Deus, nos primeiros dias parece ser assim, porque estamos no primeiro amor pelo Senhor. Então a nossa carne fica adormecida, escondendo-se, esperando uma oportunidade para se levantar.
Quando vem a tentação do mundo, a carne tem uma oportunidade e se levanta para responder ao mundo.
Vocês sabem que a nossa carne nunca muda? Mesmo depois de você ser salvo, sua carne continua sendo a mesma velha carne. Você sabe disso? Talvez já tenha descoberto, e talvez isso tenha sido uma surpresa.
Depois de crer no Senhor Jesus, você pensa que agora tudo é novo. Mas espere. Quando vêm as tentações, de alguma maneira você descobre que ainda há concupiscência dentro de você. Descobre que a carne em seu interior é a mesma velha carne. Ela não mudou.
Você tenta mudar sua carne. Tenta passar pó nela. Tenta pintá-la. Tenta melhorá-la. Tenta reprimi-la. Mas ela continua sem mudar.
Vocês se lembram de que a palavra diz:
O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.
O que é nascido da carne é carne eternamente. O que é nascido do Espírito é espírito para sempre. Portanto, em outras palavras, a carne — isto é, a velha criação em nós, nossa alma e nosso corpo dominados por esse eu em nós — expressa-se nas obras da carne. Vemos que a nossa carne nunca muda.
Você pensa que, antes de crer no Senhor Jesus, não havia bem algum em você. Mas, depois de crer no Senhor Jesus, de alguma maneira, aquilo que não tinha bem algum tornou-se um pouco bom.
Para surpresa do apóstolo Paulo, em Romanos 7, ele disse: “Bem, quero fazer a vontade de Deus. Estou no Senhor. Certamente quero agradar ao Senhor. Tudo o que o Senhor ordenar, terei força para fazer. Tenho vontade de fazer. Tenho poder para fazer”.
Então veio o mandamento:
Não cobiçarás.
De todos os Dez Mandamentos, somente esse mandamento não é meramente externo. Ele vai além do exterior; tem algo a ver com o nosso desejo.
“Por algum tempo, eu não era uma pessoa gananciosa. Sempre fui uma pessoa muito generosa. Eu não seria ganancioso.” Mas, antes de vir o mandamento, ele não era muito ganancioso; quando veio o mandamento, descobriu que se tornava ganancioso e cada vez mais ganancioso.
Vocês sabem como isso é verdadeiro. Quando há uma placa dizendo “Não toque”, é justamente ali que estão todas as marcas. Quando você aprende a andar de bicicleta e vê alguém vindo, diz: “Não bata nele”, e bate nele.
O que é nascido da carne é carne. Paulo disse: “Quero agradar a Deus. Quero fazer a vontade de Deus. Penso que agora consigo fazer isso, mas descubro que ainda não consigo. Não quero fazer coisas contra Deus, mas descubro que, de alguma maneira, eu as faço. Não entendo”.
Até que ele clamou: “Bem, em mim, isto é, na minha carne, não há bem algum”. Irmãos e irmãs, a sua carne é forte para fazer a sua vontade, mas fraca para fazer a vontade de Deus.
Você precisa chegar ao ponto de reconhecer que não há bem algum na sua carne. Você a odeia. Você clama:
Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus, por Jesus Cristo.
Durante quarenta anos, os filhos de Israel foram provados repetidas vezes, e ficou demonstrado que não havia bem algum em sua carne. Eles não guardaram os mandamentos de Deus. Não conseguiam fazê-lo. Deus os disciplinou, educou-os como filhos.
Somente depois de atravessarem o rio Jordão é que a carne ficou para trás.
Vocês se lembram da história de como atravessaram o Jordão. Desculpem-me, já é muito tarde. Se alguém sentir que precisa ir, por favor, vá. Não há problema, porque ultrapassei o tempo.
Vemos que, durante quarenta anos no deserto, os filhos de Israel demonstraram ser fracos na carne, fracos para guardar o mandamento de Deus. Simplesmente não conseguiam fazê-lo. Então, como poderiam ser libertos da carne?
Isso é tipificado pela travessia do rio Jordão. Quando atravessaram o rio Jordão, vocês se lembram, a arca ia à frente. Os sacerdotes, com a arca sobre os ombros, entraram na água, e o rio Jordão se dividiu.
Os sacerdotes permaneceram no leito seco do rio, e os filhos de Israel atravessaram. Então doze homens pegaram doze pedras do deserto e as colocaram no lugar onde os sacerdotes estavam com a arca. Também pegaram doze pedras do leito do rio, levaram-nas para o outro lado do rio Jordão e as colocaram ali como memorial.
Vocês sabem qual é a diferença entre essas pedras? As pedras tiradas do deserto eram ásperas, mas as pedras tiradas do leito do rio eram lisas.
Portanto, isso representa que o velho Israel foi sepultado; a carne foi sepultada. O novo Israel entrou na vida. Foi assim que eles foram libertos da carne.
Irmãos e irmãs, não acontece a mesma coisa conosco? Como somos libertos desta carne?
Primeiro, você precisa reconhecer que não há bem algum na sua carne. Enquanto ainda pensar que há algum bem na sua carne, não será liberto. Ainda terá de vagar pelo deserto.
Mas, quando você chega a enxergar que não há bem algum na sua carne, começa a ver que aquilo que Deus fez está certo. Deus diz: “Você não tem solução. Não posso consertá-lo. Não posso reformá-lo. Eu o entrego à morte”.
Quando Cristo morreu na cruz, Ele levou Adão — toda a raça adâmica — Consigo e a crucificou na cruz. Sabemos isto: o nosso velho homem foi crucificado com Cristo. Quando Cristo morreu na cruz, você e eu fomos crucificados ali.
Você não acredita nisso? Pensa que é bom demais para ser crucificado, que é cedo demais para morrer? Há dois mil anos, Deus disse: “Você morreu”. Essa é a sua salvação.
Isso só acontece quando você vê que não há bem algum na sua carne, quando diz: “Ah, este homem miserável, quem pode me livrar?”. Vocês sabem, mais uma vez, Paulo está usando uma ilustração com um contexto histórico.
No mundo romano, havia uma forma de punir assassinos. Se alguém matasse outra pessoa, pegavam o cadáver da vítima e o amarravam ao assassino: olho com olho, nariz com nariz, boca com boca, mão com mão, pé com pé. Amarravam os dois até que a decomposição corrompesse gradualmente aquele que estava vivo e, por fim, ele morresse.
Era isso que Paulo tinha em mente: “Miserável homem que eu sou”. Alguém está amarrado a mim. Quem é esse alguém? Ele mesmo. Quem pode me libertar dessa prisão?
Você se sente assim? Graças a Deus, por Jesus Cristo. É somente então que você olha para a cruz do Senhor Jesus e vê que, Nele, você estava ali. Você diz: “Amém. É assim que deveria ser”. Você é liberto.
Então Paulo disse:
Estou crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim: e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé, a fé no Filho de Deus, Que me amou e entregou a Si mesmo por mim.
Irmãos e irmãs, vocês fazem alguma coisa para serem libertos da carne nesse combate? Fazem alguma coisa? Fiquem quietos e vejam a salvação do Senhor. Pela fé, creiam no que Cristo fez na cruz por vocês e por mim. Graças a Deus, por Jesus Cristo. É assim que somos libertos da carne.
Finalmente, eles atravessaram o rio Jordão. Estavam na terra prometida. Mas vocês acham que não haveria mais combate na terra prometida? Não. O verdadeiro combate começa.
Eles tinham de lutar contra as sete tribos de Canaã. Havia gigantes ali; os israelitas viam a si mesmos como gafanhotos. Mas tinham alguma coisa a temer? Não.
O Senhor já lhes havia dado a terra. Ela era deles. Bastava colocarem os pés nela, e ela era deles, porque a batalha é do Senhor.
Como eles lutaram? A arca ia à frente. Vocês se lembram de como a arca ia à frente, e os filhos de Israel, o exército de Israel, seguiam a arca. Eles cercaram a cidade de Jericó. Deram uma volta ao redor da cidade por dia e, no sétimo dia, sete voltas. Então gritaram, e a muralha de Jericó caiu.
Foi assim que a arca conduziu o combate. Irmãos e irmãs, o nosso Senhor Jesus, na cruz do Calvário, venceu a batalha.
Nosso irmão leu nesta manhã em Colossenses 2:15:
Tendo despojado os principados e as potestades, Ele os expôs publicamente, triunfando sobre eles na cruz.
Em outras palavras, quando o nosso Senhor Jesus estava na cruz, Ele julgou o governante deste mundo. Julgou o mundo. Ele venceu a batalha.
Ele subiu às alturas e está assentado à direita de Deus, Seu Pai. Tem em Sua mão o Seu cetro. Está exercendo Sua autoridade e Seu poder para trazer este mundo inteiro de volta a Si mesmo. A vitória já foi conquistada.
Agora, o que fazemos? Nós combatemos? Sim. Mas como combatemos? Permaneçam firmes e, depois de terem feito tudo, permaneçam firmes.
Vocês entendem? Permaneçam firmes na obra consumada de Cristo. Não combatemos para alcançar a vitória; combatemos a partir da vitória. O inimigo já foi derrotado. Tudo o que fazemos é capturar esses inimigos dispersos e derrotados. É só isso que fazemos.
Portanto, reivindiquem a vitória de Cristo sobre cada situação. Vocês sabem, a batalha é pela herança. Deus nos deu uma herança. Ele já a deu a nós. Temos o selo; o Espírito Santo é o selo da nossa herança, a garantia de que receberemos a nossa herança completa.
A nossa herança é a plenitude, as riquezas de Cristo. Tudo isso é nosso. Mas o inimigo procura impedir que tomemos posse da nossa herança, e é por isso que combatemos.
Combatemos para avançar até a plenitude de Cristo. A maneira de avançar é permanecer firmes no poder da Sua graça, resistir aos ataques do inimigo e permanecer firmes para cumprir a vontade de Deus apesar da oposição.
Irmãos e irmãs, esse é o combate nos lugares celestiais. Combatemos contra o mundo ao nosso redor. Combatemos contra a carne dentro de nós. Combatemos contra as forças malignas das trevas nos lugares celestiais.
Graças a Deus, nesse combate final, tudo o que precisamos fazer é: não temer, ficar quietos e ver a salvação do Senhor.
Agora, finalmente, finalmente, acho que preciso acrescentar algumas palavras aqui. Podemos pensar que todos esses combates são pessoais e individuais, mas, na verdade, não são. Se vocês lerem a palavra de Deus com muita atenção, descobrirão que combatemos como um exército.
Em Efésios 6:10 e nos versículos seguintes, esse guerreiro é a igreja. Você não pode travar essa batalha espiritual sozinho. Em um campo de batalha, se tentar lutar sozinho, levanta a cabeça e leva um tiro.
Precisamos combater juntos. Portanto, ninguém pode ser individualista. Protegemos uns aos outros, ajudamos uns aos outros e combatemos juntos. Esse é o caminho do Senhor.
Vamos orar.
Querido Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos porque, antes do combate, há o descanso; antes de permanecer em pé, há o assentar-se. Agradecemos-Te porque estamos assentados com Cristo nos lugares celestiais. Portanto, podemos combater com Ele, sob o Seu comando, seguindo-O, nos lugares celestiais.
Nós Te louvamos e agradecemos porque a vitória já é nossa. Agradecemos-Te pelo nosso tempo juntos. Pedimos apenas que a Tua palavra seja viva e real para cada um de nós. A Ti seja a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.