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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Way to Spiritual Power © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Way to Spiritual Power
    The Way to Spiritual Power
    Kaung, Stephen

    O poder espiritual na vida e no serviço

    Leituras bíblicas

    Efésios 1:15-23

    Por isso, também eu, tendo ouvido da fé no Senhor Jesus que há entre vós,
    e do amor que tendes para com todos os santos,
    não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações;
    para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória,
    vos dê espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele;
    sendo iluminados os olhos do vosso coração,
    para que saibais qual é a esperança do Seu chamamento,
    quais as riquezas da glória da Sua herança nos santos,
    e qual a suprema grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos,
    segundo a operação da força do Seu poder,
    que Ele operou em Cristo, quando O ressuscitou dentre os mortos,
    e O fez assentar à Sua direita nos lugares celestiais,
    muito acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio,
    e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro:
    e sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés,
    e O deu à igreja como cabeça sobre todas as coisas,
    a qual é o Seu corpo, a plenitude Daquele que a tudo enche em todas as coisas.

    Efésios 3:14-21

    Por esta causa, dobro os meus joelhos diante do Pai,
    de Quem toda família nos céus e na terra recebe o nome,
    para que Ele vos conceda, segundo as riquezas da Sua glória,
    que sejais fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito, no homem interior;
    que Cristo habite em vosso coração pela fé;
    a fim de que, estando arraigados e alicerçados em amor,
    possais compreender, com todos os santos,
    qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade,
    e conhecer o amor de Cristo, que excede todo conhecimento,
    para que sejais cheios até toda a plenitude de Deus.
    Ora, Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos,
    segundo o poder que opera em nós,
    a Ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus,
    por todas as gerações, para todo o sempre. Amém.

    Atos 1:8

    Mas recebereis poder, ao vir sobre vós o Espírito Santo:
    e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém,
    como em toda a Judeia e Samaria,
    e até os confins da terra.

    Oração inicial

    Senhor, somos profundamente gratos pelo que fizeste por nós na cruz do Calvário. Somos gratos porque nos chamaste para Ti. Tu até nos convidaste à Tua mesa. Verdadeiramente, Tu és a nossa própria vida, o nosso tudo.

    Nós Te louvamos e agradecemos hoje porque podemos nos firmar na nova aliança que estabeleceste conosco, selada com o Teu sangue. Senhor, nós Te agradecemos por tudo o que fizeste por nós.

    Agora olhamos para Ti, para que, pelo Teu Espírito, nos comuniques tudo o que realizaste e o tornes real em nossa vida. Senhor, Tu sabes quanto precisamos ser libertos de nós mesmos, para que possamos Te conhecer de maneira real.

    Senhor, entregamos este tempo em Tuas mãos, reconhecendo que esta é uma obra que somente Tu podes fazer. Por isso, nós nos entregamos a Ti e confiamos no Teu Santo Espírito para realizar essa obra, para o louvor da Tua glória. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    A necessidade do poder espiritual

    Graças a Deus por nos reunir novamente nesta manhã. Não há dúvida de que Deus quer que conheçamos o Seu poder.

    Precisamos de poder para viver — para viver como cristãos, para viver como membros do corpo de Cristo. Precisamos de poder para servir, para servir ao Deus vivo de maneira viva. Deus sabe que precisamos de poder. Ele não apenas prometeu que receberíamos poder; Ele de fato nos deu o Seu poder.

    O poder espiritual é a nossa herança. É o nosso direito de nascimento.

    Se vivemos em fraqueza, se servimos de maneira ineficaz, trazemos vergonha ao Deus Todo-Poderoso, ao Deus de poder. Nossa vida e nosso serviço devem refletir nosso Senhor Jesus. Portanto, se não vivemos uma vida poderosa, isso compromete o testemunho acerca do Deus Todo-Poderoso. Se não servimos de maneira eficaz, isso também compromete o testemunho acerca do poder de Deus.

    Portanto, irmãos e irmãs, creio que precisamos ter clareza de que é da vontade de Deus que vivamos com poder e sirvamos com poder.

    Agora, a pergunta é: por que parece que não tomamos posse do que nos pertence? Por que nossa vida parece ser exatamente o contrário daquilo que Deus determinou que fôssemos? Por que nosso serviço a Ele não é o que deveria ser, aquilo que realmente traria glória a Deus?

    Não podemos dizer que a culpa é de Deus. Não podemos dizer que a obra consumada de Cristo está incompleta. Não podemos dizer que Sua promessa a nós não foi cumprida. A obra na cruz do Calvário está consumada. Está consumada, completa. O Espírito Santo da promessa veio. Então, por que nossa vida e nosso serviço não são o que deveriam ser?

    É claro que há muitas razões. Mas, para mim, provavelmente uma das razões fundamentais é a falta de conhecimento do poder espiritual e da lei que o rege. Não sabemos realmente o que é o poder espiritual e não conhecemos o caminho para esse poder.

    A autoridade espiritual e sua fonte

    Falamos anteriormente sobre autoridade espiritual. Dissemos que a autoridade espiritual reside em Deus, e somente em Deus. Não há autoridade à parte de Deus. Deus é autoridade.

    Quando Deus delega Sua autoridade aos homens, isso não significa que a autoridade seja como um pacote que Deus entregou ao homem: “Agora você o tem. Use-o. É seu. Quando esgotar esse pacote, volte para receber uma recarga”.

    A autoridade reside somente em Deus. Mesmo quando Ele delega Sua autoridade ao homem, a autoridade continua Nele, não em nós. Uma pessoa só tem autoridade quando está em contato, em sintonia, com a fonte da autoridade.

    Quando essa comunhão, esse relacionamento e essa comunicação com a fonte são interrompidos, a autoridade se vai. Nosso problema é que, depois de recebermos autoridade, nós a separamos de sua fonte. Ao fazer isso, perdemos qualquer autoridade que Deus possa ter nos dado.

    Por considerarmos que temos autoridade, pensamos que agora nós mesmos somos a autoridade. Por isso, continuamos a exercer autoridade como se ela ainda estivesse ali. Mas a verdade é que a autoridade que estamos exercendo já não é a autoridade de Deus. É uma pretensão, uma falsidade. É a nossa autoridade, em vez da autoridade de Deus.

    Nossa autoridade destrói, em vez de edificar. A autoridade de Deus edifica. Às vezes, pode parecer que ela destrói; bem, ela precisa destruir o que deve ser destruído para poder edificar. Mas a autoridade de Deus edifica. Qualquer autoridade que não seja a de Deus destrói.

    O poder espiritual e sua fonte

    Ora, o mesmo acontece com o poder espiritual. O poder pertence a Deus. Não há poder fora de Deus.

    É verdade que existem muitos poderes à parte de Deus. Mencionamos o poder da alma. Mencionamos o poder maligno. Mas, irmãos e irmãs, a rigor, qualquer poder que não venha de Deus, que não seja o próprio Deus, é uma falsificação. Não ajuda; mata. Destrói.

    Quando falamos de poder espiritual, precisamos nos apegar a um princípio muito básico: nunca se pode separar o poder de Deus.

    Enquanto o poder é um com Deus, está unido a Deus e procede Dele, há segurança. Mas, sempre que o poder começa a ser separado de sua fonte, ele se torna um problema.

    A perda do poder pela autossuficiência

    Quando somos salvos, como vivemos naqueles primeiros dias de nossa vida cristã? Talvez você não tenha ouvido nenhum ensinamento. Talvez nem tenha consciência disso. Mas, curiosamente, nos primeiros dias de sua salvação, parece que você vive no céu, e não na terra.

    Parece que nada é impossível. Você está flutuando no ar. Nada é difícil demais. Você ama a Palavra de Deus. Quando lê a Palavra de Deus, sente que o Pai está falando com você, e não que está lendo as cartas da família de outra pessoa.

    Quando ora, você sente que está tão perto Dele. Quando menciona o nome de Jesus, chora. Nenhuma tentação é forte demais. Nenhum preço é alto demais.

    Você se pergunta por que sua vida é tão diferente. Tudo acontece sem esforço. Isso não deixa você nervoso. Há descanso. Por quê? Porque é o poder da nova vida em você que está se expressando.

    Você não está vivendo pela sua velha vida. Está vivendo pela vida do Senhor Jesus que acabou de receber. E como essa vida é poderosa!

    Mas, irmãos e irmãs, infelizmente, para a maioria, se não para todos, depois de talvez um mês, seis meses ou um ano — não sei —, você começa a sentir que está caindo do céu para a terra. Começa a achar difícil lidar com as circunstâncias ao seu redor. Percebe que sua vida com o Senhor parece estranha.

    Você precisa fazer esforço para ler a Bíblia. Precisa fazer esforço para orar. E, se o Senhor lhe pede alguma coisa, você luta. Acha muito difícil obedecer.

    Por que isso acontece? Será que o pacote de poder se esgotou e você precisa de uma recarga? Então é por isso que precisamos de reuniões de avivamento — outra injeção, outro pacote para levar para casa e, quem sabe, viver dele por mais um mês?

    Você sabe a razão? É porque começa a separar o poder de sua fonte. Começa a depender de si mesmo para viver a vida cristã, em vez de depender da vida de Cristo em você para vivê-la. Sempre que você separa o poder de sua fonte, você o perde.

    O mesmo acontece com seu serviço ao Senhor. Quando você é salvo, há em você o primeiro amor. Servir não é penoso. É um prazer, um privilégio, uma alegria.

    Até a menor coisa, o serviço mais simples e mais humilde, é um prazer e uma alegria para seu coração. Mas, aos poucos, você percebe que o serviço se torna um fardo, uma luta. Por quê?

    Porque você começa a separar o poder para servir de sua fonte. Em vez de permitir que o Espírito Santo seja esse poder no serviço, começa a servir com sua própria energia.

    Portanto, irmãos e irmãs, desde o início nesta manhã, sinto a necessidade de deixar isto muito claro e definido: o poder espiritual é o nosso direito de nascimento. Quando nascemos do alto, nós o recebemos.

    Mas, por não sabermos o que ele é e por não conhecermos sua lei — como ele opera —, inconscientemente começamos a nos afastar. Em vez de usar esse poder espiritual que nos pertence, nós o negligenciamos, o ignoramos, o deixamos de lado e retomamos o velho caminho. É por isso que perdemos o poder espiritual.

    A vida espiritual e o serviço espiritual

    Dito isso, nesta manhã gostaríamos de falar sobre a realidade do poder espiritual. Como já mencionamos, precisamos de poder para viver e precisamos de poder para servir. A vida é composta dessas duas coisas: viver e trabalhar. Nossa vida cristã é assim também. Precisamos de poder para viver nossa vida cristã e precisamos de poder para realizar nossa obra cristã.

    Esses são os dois aspectos da vida. Vocês se lembram das parábolas que nosso Senhor Jesus contou em Mateus 25:1-30. Ele contou a parábola das virgens e também a parábola dos servos.

    A parábola das virgens

    Nosso Senhor Jesus disse, em Mateus 25:1:

    O reino dos céus será semelhante a dez virgens.

    Essas dez virgens saíram ao encontro do noivo. É claro que, no cristianismo, há diferentes interpretações da parábola das virgens e da parábola dos servos. Não vamos entrar nessas questões.

    Mas, para mim, as virgens sempre representam os crentes. A Bíblia nunca se refere às pessoas do mundo ou aos incrédulos como virgens, porque aqueles que não creem no Senhor Jesus, aos olhos de Deus, são adúlteros e adúlteras. Estão em comunhão com o mundo. Não são puros; estão contaminados.

    As virgens representam aqueles que foram purificados pelo precioso sangue do Cordeiro. São puros e limpos. Pertencem a Deus.

    Como virgens, estamos desposados com um só Homem. Paulo diz, em 2 Coríntios 11:2:

    Porque zelo por vós com zelo de Deus:
    pois vos desposei com um só esposo,
    para vos apresentar como virgem pura a Cristo.

    Irmãos e irmãs, fomos separados e purificados para sermos desposados com um só Homem, Cristo. Como virgens, aguardamos nossas bodas. Vivemos aqui como virgens, preparando-nos e esperando o dia em que seremos unidos eternamente ao Noivo, nosso Senhor Jesus.

    O coração da virgem não está nesta terra. Não está nas coisas deste mundo. O coração da virgem está voltado para Aquele a Quem ela ama. Por isso, a Bíblia diz que essas dez virgens saíram ao encontro do Noivo.

    Uma pessoa que não pertence ao Senhor nunca pensa em encontrar o Senhor. Pelo contrário, tem medo de encontrá-Lo. Mas o coração de uma virgem está voltado para o Senhor. Sejam virgens prudentes ou virgens insensatas, são virgens, e todas saem ao encontro do Senhor.

    Elas têm lâmpadas com azeite. Espiritualmente falando, todos nós, por um lado, somos virgens; e, como virgens, temos lâmpadas ou, no original, tochas. Há azeite nas tochas.

    O azeite representa a vida interior, o Espírito da vida. Todo aquele que crê no Senhor Jesus recebe azeite. Recebe vida. Recebe o Espírito da vida. É por esse azeite, por essa vida, por esse Espírito da vida que brilhamos.

    Somos as luzes neste mundo. O mundo é escuro. Somos a luz do mundo porque recebemos o azeite. No que diz respeito à nossa relação de vida com o Senhor, somos virgens e temos a luz da vida dentro de nós. Saímos ao encontro do Noivo.

    Mas a diferença entre as cinco insensatas e as cinco prudentes não é que as cinco insensatas não sejam virgens e as cinco prudentes sejam. A diferença não é que as cinco prudentes tenham tochas com azeite, enquanto as cinco insensatas não tenham tochas nem azeite. Não, nesse aspecto elas são iguais.

    Todo crente no Senhor Jesus tem o Espírito Santo habitando nele. Todo crente tem vida, vida eterna, a vida de Cristo. Ela é dada; é o dom de Deus. Não há diferença alguma. E todo crente tem o desejo de encontrar o Senhor.

    Mas as virgens prudentes têm azeite de reserva em suas vasilhas. Creio que as virgens insensatas também têm vasilhas; mas pensam que há coisas mais importantes do que o azeite. Talvez encham suas vasilhas com ouro, prata, pedras preciosas ou outras coisas que consideram mais importantes. Não estão pensando no azeite de reserva.

    Como o Noivo demora, todas adormecem. À meia-noite, o Noivo chega, e todas despertam. Procuram preparar suas lâmpadas. As prudentes têm azeite de reserva para colocar nas tochas e fazê-las arder, a fim de sair ao encontro do Noivo.

    Mas o azeite das insensatas está se esgotando. Elas não podem colocar pedras preciosas, ouro e prata em suas lâmpadas e fazê-las arder. Não têm o azeite de reserva. Isso é algo que não pode ser compartilhado.

    Elas pedem às virgens prudentes: “Compartilhem um pouco de azeite conosco”. As prudentes dizem: “Desculpem, não podemos fazer isso. Não é que não queiramos, mas não podemos. Vocês precisam comprá-lo por si mesmas”.

    O azeite na tocha é dado como um presente. Mas o azeite de reserva na vasilha precisa ser comprado. É preciso pagar um preço para comprá-lo. É esse azeite de reserva que faz toda a diferença.

    Essa parábola fala de nossa vida cristã. Todos somos virgens. Todos temos o Espírito Santo habitando em nós. Ele é a luz, a fonte da luz, e por isso podemos caminhar em meio à escuridão. Pelo Espírito Santo em nós, somos capazes de viver nossa vida cristã.

    Mas o azeite inicial é dado. É da vontade de Deus que esse azeite aumente e se torne suficiente. A única maneira de esse azeite aumentar é comprá-lo.

    Onde podemos comprá-lo? É claro que o compramos de Deus. Ele é a fonte. Como o compramos? Obedecendo ao Espírito Santo em nossa vida diária. À medida que obedecemos ao Espírito, o azeite aumenta.

    Mas, depois de crermos no Senhor Jesus como nosso Salvador, podemos nos ocupar com as coisas deste mundo, em vez de obedecer ao Espírito Santo em nossa vida diária. Qual será o resultado? Nosso azeite não será suficiente para encontrar o Noivo.

    A parábola dos talentos

    Há outra parábola: a parábola dos três servos. O senhor tem três servos e vai viajar. Então, dá talentos aos servos conforme a capacidade de cada um: cinco talentos, dois talentos e um talento. Em outras palavras, todo servo recebe talento.

    O servo representa a relação de trabalho com nosso Senhor. No que diz respeito à nossa relação de vida com o Senhor, somos virgens e Ele é nosso Noivo. Mas, no que diz respeito à nossa relação de serviço com o Senhor, Ele é o Senhor e nós somos os servos.

    Os servos aqui representam os filhos de Deus. Se você não pertence ao Senhor, não é servo Dele; é servo do inimigo de Deus. Você serve a outro senhor. Mas, se pertence ao Senhor, é servo de Deus e serve ao Senhor.

    Como você serve? Você recebe um talento. O capital vem Dele. Você não serve sem ter recebido talento algum, como se precisasse encontrar seu próprio capital para servir. Não. Nosso Senhor é um bom Senhor. Ele não é um senhor duro, que não lhe dá palha e depois exige que faça tijolos. Ele nos dá o capital.

    Todo crente recebe talentos conforme sua capacidade. Ele sabe que alguns podem administrar cinco talentos, outros podem administrar apenas dois, e outros, apenas um. Ele não nos sobrecarrega de modo algum. Ele nos conhece.

    Os talentos representam os dons espirituais, a manifestação do Espírito Santo. Todo crente recebe pelo menos um talento, um dom. Não há servo que não receba talento algum.

    Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se disto: se vocês são servos do Senhor, receberam talento — pelo menos um. Alguns podem ter dois; outros podem ter cinco. Os talentos falam dos dons espirituais.

    Como podemos servir ao nosso Senhor espiritual? Como podemos realizar uma obra espiritual? Não por nosso talento natural, mas pelo dom espiritual que Ele dá a cada um de nós.

    Ao dar o azeite, Ele espera que esse azeite aumente. Ao dar o talento, Ele espera que esse talento aumente. Devemos usar o talento para negociar, para trabalhar com ele — não para enterrá-lo, mas para usá-lo e colocá-lo em circulação, a fim de que haja aumento.

    Aquele que tinha cinco talentos os usou fielmente e os dobrou, ganhando mais cinco talentos. Aquele que tinha dois talentos fez o mesmo, servindo fielmente ao Senhor com o que havia recebido, e os dobrou, ganhando mais dois talentos.

    Mas o servo mau e preguiçoso enterrou seu talento. Quando o Senhor veio, ele o desenterrou e o devolveu ao Senhor. O Senhor disse, em Mateus 25:26:

    Servo mau e negligente.

    Aqui, então, encontramos esses dois lados. Quanto à vida espiritual, como você vai viver sua vida espiritual? Se Ele não lhe der azeite, você não poderá viver sua vida espiritual. Mas, graças a Deus, Ele nos deu azeite, e é da Sua vontade que esse azeite aumente.

    Como servos de Deus, como vamos realizar nossa obra espiritual? Ele nos deu o talento, e Seu desejo é que negociemos com ele e o façamos aumentar. Isso é serviço espiritual. Todo o poder pertence a Deus. Seja o azeite, seja o talento, tudo vem de Deus.

    Sua vida espiritual vem de Deus, e seu dom espiritual vem de Deus. Sabendo disso, queremos considerar como vamos usar nosso azeite e negociar com nosso talento — em outras palavras, como entramos no poder espiritual, tanto na vida como no serviço.

    A oração do apóstolo Paulo por revelação

    O apóstolo Paulo, na carta aos Efésios, compartilha com os crentes o que o Senhor fez por nós: as riquezas de Cristo, as insondáveis riquezas de Cristo, que nos são dadas como nossa propriedade, nossa herança.

    Ao procurar compartilhar isso com os crentes, ele percebe que é algo que o homem natural simplesmente não pode compreender. Mesmo que o homem natural tente entender, isso não se torna real para ele. Quando realmente entramos na esfera espiritual, somos impotentes. Precisamos olhar para o Senhor e buscar Sua misericórdia.

    Irmãos e irmãs, vocês já chegaram a esse ponto? Quando entram em contato com as coisas espirituais, percebem que é como se houvesse um muro ali. Por mais que tentem, não conseguem atravessá-lo. Podem contorná-lo, mas não conseguem entrar.

    Paulo percebeu isso. Por isso, na carta aos Efésios, vemos como ele orava repetidamente. A oração é a indicação de nossa fraqueza. Sabemos que somos impotentes. Quando você entra nessa questão do poder espiritual, percebe sua impotência. Não consegue entendê-lo, muito menos se apropriar dele.

    Paulo orou ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, para que Deus nos desse espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Deus.

    Como entramos na sabedoria de Deus, no mistério de Deus, no propósito eterno de Deus, no conselho de Deus e na obra de Deus? Como conhecemos o que está na mente de Deus, o que está no coração de Deus e o que Deus fez por nós? Como entramos nesse pleno conhecimento de Deus?

    Não apenas algum conhecimento, mas pleno conhecimento. É epignosis — conhecimento pela experiência, conhecimento vivo. Como entramos no conhecimento vivo de Deus? A menos que Deus nos dê revelação, não podemos.

    Quando entramos em qualquer coisa espiritual, lembrem-se: precisamos de revelação. Isto é, precisamos que o próprio Deus desvende, abra e nos mostre o que está por trás — o que está na mente de Deus, o que é realmente de Deus.

    Nessa revelação, os olhos de nosso coração são abertos. Os olhos do coração se referem à nossa mente. Quando Deus revela, Ele revela ao nosso espírito. Em nosso espírito, vemos algo; percebemos algo. Mas não conseguimos explicar isso nem compartilhar com outras pessoas.

    Portanto, precisamos que os olhos de nosso coração sejam abertos. Deus precisa iluminar nossa mente e abri-la, para que possamos conhecer.

    A esperança do Seu chamamento

    Aqui encontramos três coisas mencionadas. A primeira é a esperança do Seu chamamento. Falamos de vocação: “Minha vocação é ser médico. Minha vocação é ser professor. Minha vocação é ser dona de casa. Minha vocação é ser enfermeiro”. Falamos de nossa vocação.

    Mas, irmãos e irmãs, vocês sabem que existe algo chamado Seu chamamento — o chamamento de Deus? Deus nos chama. Vocês podem ter diferentes vocações, mas há um chamamento para o qual todos fomos chamados. Somos chamados para o chamamento de Deus.

    Qual é o chamamento de Deus? Ele é muito abrangente, mas, se nos limitarmos à carta aos Efésios, veremos que todos somos chamados para ser o corpo de Cristo.

    Embora sejamos salvos individualmente, somos chamados coletivamente. Deus nos chama para ser o corpo de Cristo. Ah, que chamamento!

    Qual é, então, a esperança do Seu chamamento? Ou, em outras palavras, qual é a esperança do corpo de Cristo? Como corpo de Cristo, qual é a nossa esperança?

    Nossa esperança é que, um dia, quando esse corpo estiver plenamente desenvolvido, possa se casar com nosso Noivo. Hoje somos o corpo de Cristo; amanhã nos tornaremos a noiva de Cristo.

    Ainda não somos Sua noiva porque não chegamos à maturidade. Não se pode casar com uma menina imatura. É preciso maturidade para entrar em uma relação matrimonial. É por isso que a igreja precisa ser edificada. O corpo de Cristo precisa ser edificado até que alcancemos a plenitude da estatura de Cristo.

    Então, nossa bendita esperança se torna realidade. Tornamo-nos a noiva do Cordeiro. Maravilhoso, não é? Glorioso.

    A glória da Sua herança nos santos

    Então Paulo diz, em Efésios 1:18, que devemos conhecer não apenas a esperança do Seu chamamento, mas também:

    As riquezas da glória da Sua herança nos santos.

    Muitas vezes falamos de nossa herança. Graças a Deus, nossa herança nos coube em terreno agradável. Por quê? Porque Cristo é a nossa herança — as riquezas da glória de nossa herança em Cristo Jesus.

    Mas não é isso que Paulo diz aqui. Ele diz:

    As riquezas da glória da Sua herança nos santos.

    Vocês percebem a diferença?

    Um dia, quando vi isso, eu disse: “Senhor, Tu fizeste um péssimo negócio. Eu recebi a Ti, e que riqueza e glória Tu és para mim — sem limites. Mas o que Tu recebes de mim? Eu sou a Tua herança. Tu me recebes como herança. Onde estão as riquezas? Onde está a glória? Eu Te dou vergonha e desonra”.

    “Como isso pode ser? É impossível. Posso viver dez mil anos, mas ainda assim não conseguirei chegar lá. Vou piorar, em vez de melhorar.”

    Mas, irmãos e irmãs, há uma revelação. Deus nos desvenda que Cristo terá Seus santos como Sua herança, e ela será tão rica e gloriosa quanto Ele mesmo é rico e glorioso. Maravilhoso.

    Quanto mais elevada é a esperança e quanto maior é a glória, mais difícil parece para nós chegar lá. Então dizemos: “Isso é um ideal. É impossível”.

    Você consegue se imaginar como parte da noiva de Cristo, sendo Sua contraparte, correspondendo plenamente a Ele e estando unido a Ele? Consegue imaginar o Senhor olhando para você e dizendo: “Minha rica herança. Que glória você Me traz”? Consegue imaginar isso?

    Se eu conseguir ao menos colocar minhas duas pernas para dentro do portão do céu, já estarei muito feliz.

    A suprema grandeza do Seu poder

    É aqui que o poder é necessário. Paulo continua e diz, em Efésios 1:19:

    Qual a suprema grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos.

    Há o Seu chamamento; há a Sua herança. Mas quem vai realizar isso? Quem pode torná-lo real? Precisamos de poder.

    É um poder que o mundo não conhece. O poder atômico não é nada em comparação com ele. É a suprema grandeza do Seu poder — não do seu poder, nem do meu poder. Nós não temos esse poder, mas Ele tem o poder, e Seu poder é supremamente grande.

    Quero dizer, ele está além de qualquer descrição. Esse poder é maior do que o poder que Ele usou para criar o universo. E esse poder é para conosco, os que cremos.

    Se é assim, há esperança — não apenas esperança, mas certeza. Seu poder pode nos ajudar.

    Esse poder que opera em nós já foi demonstrado. Se nunca tivesse sido demonstrado, não saberíamos que tipo de poder é. Mas ele foi demonstrado na história.

    Segundo a operação da força do Seu poder,
    que Ele operou em Cristo, quando O ressuscitou dentre os mortos,
    e O fez assentar à Sua direita nos lugares celestiais,
    muito acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio,
    e de todo nome que se nomeia,
    não só neste século, mas também no vindouro;
    e sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés.

    Essa suprema grandeza do Seu poder foi demonstrada em Cristo Jesus. Esse poder ressuscitou Jesus dentre os mortos. É o poder de ressurreição de Deus.

    Ele não apenas ressuscitou Jesus dentre os mortos, mas O elevou acima de todas as coisas e colocou tudo debaixo dos Seus pés. Em outras palavras, é o poder de ressurreição de Deus e o poder de ascensão de Deus.

    A vida de ressurreição e a vitória sobre a morte

    Nosso irmão já mencionou ontem à noite essa questão da ressurreição. O Senhor Jesus disse, em João 11:25:

    Eu sou a ressurreição e a vida.

    Nesta terra, a morte parece ser o maior poder. Satanás usa o medo da morte para escravizar a humanidade.

    Quando a morte vem, você não consegue lutar contra ela. Você é tragado e, uma vez tragado, fica retido. Não há saída. Esse é o maior poder neste mundo.

    Mas nosso Senhor Jesus entrou na morte, tirou dela o seu poder e saiu dela em ressurreição. Ele tem em Sua mão as chaves da morte e do Hades. Esse poder de ressurreição vence a morte.

    Vocês sabem que o mesmo poder de ressurreição está em mim e em vocês? Qual é a vida que recebemos? A vida que recebemos é a vida de ressurreição de nosso Senhor Jesus.

    Ela passou pela morte. Venceu a morte. Saiu em vitória. E essa é precisamente a vida que está em mim e em vocês: o poder da Sua ressurreição. É isso que precisamos conhecer.

    Irmãos e irmãs, estamos cercados pela morte. Não apenas estamos cercados pela morte, mas há morte até dentro de nós. A vida é uma batalha — uma batalha da vida contra a morte. Todos os dias há uma batalha entre a vida e a morte. Se a vida vence, você vive; se a morte vence, você morre.

    Por fim, a morte vence — mas não é assim conosco, os crentes. Temos uma vida em nós, um poder espiritual tão tremendo que pode entrar na morte e sair dela em glória.

    O mundo ao nosso redor, Satanás e todas as forças malignas ao nosso redor são agentes da morte. Não amem o mundo. Por quê? Porque, se o amarem, ele lhes trará morte — morte espiritual.

    O inimigo procura nos levar à morte, à morte espiritual. Também temos morte dentro de nós: o pecado em nós é um agente da morte. Quando o pecado opera em sua vida, você entra na morte espiritual.

    A carne — nossa alma caída, as obras da carne — traz morte espiritual. O eu, essa vida do eu, “eu, mim, meu”, introduz a morte. Quem pode vencer essas coisas?

    Graças a Deus, há um poder de vida em nós. Podemos vencer o pecado, vencer a carne, vencer o mundo e vencer as forças malignas.

    Muitas vezes, irmãos e irmãs, somos levados à morte. Não vemos saída. Mas, curiosamente, de alguma maneira, saímos por cima dela. Muitas vezes, o Espírito de Deus nos leva à morte para que conheçamos Sua vida de ressurreição.

    Para uma pessoa do mundo, quando ela entra na morte, tudo termina ali. Mas, irmãos e irmãs, para nós, isso é apenas uma prova do poder da Sua ressurreição.

    É pela Sua vida de ressurreição que vivemos todos os dias. Cada vez que a morte é vencida, a vida cresce um pouco mais. Há mais azeite. Isso custa; você precisa pagar um preço ao passar por essa experiência, mas vale a pena.

    A vida de ascensão e o domínio espiritual

    Não é apenas vida de ressurreição; é vida de ascensão. A vida que está em nós é uma vida elevada aos céus. Estamos assentados com Cristo nos lugares celestiais.

    Assim como Ele foi ressuscitado dentre os mortos, elevado às alturas e assentado à direita do Todo-Poderoso, assim também estamos nós em Cristo. Estamos assentados com Ele nos lugares celestiais. Em outras palavras, somos um povo celestial — um povo celestial vivendo na terra.

    O que significa o poder de ascensão? Significa que você está acima de tudo, e tudo está debaixo de seus pés.

    Nosso Senhor Jesus, ao abrir mão de tudo, traz tudo de volta a Deus. Da mesma forma, irmãos e irmãs, em nossa vida diária precisamos experimentar levar tudo em nossa vida — cada área da vida, tudo o que há na vida — aos pés de nosso Senhor Jesus.

    A Bíblia diz, em Romanos 8:28:

    Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus,
    daqueles que são chamados segundo o Seu propósito.

    Os cristãos estão sempre por cima, nunca por baixo, por mais difíceis que sejam as circunstâncias.

    Pelo Seu poder de ascensão, somos capazes de colocar tudo debaixo dos Seus pés.

    Aqui, então, encontramos essa vida: a suprema grandeza do Seu poder em nós. Se vocês lerem 2 Coríntios 4:7-12, verão que esse poder interior da vida — a vida de ressurreição e de ascensão — não é apenas algo que nos capacita a viver uma vida cristã poderosa. Ele também tem seu ministério.

    Temos, porém, este tesouro em vasos de barro,
    para que a suprema grandeza do poder seja de Deus,
    e não de nós mesmos.

    O vaso de barro não tem poder. Na verdade, é fraco. Mas, quando ele está fraco, quando está rachado, quando está quebrado, o resplendor — a suprema grandeza do poder da vida de Cristo em nós — brilha para fora. Isso transmite vida aos outros. Esse é o ministério cristão.

    O derramamento do Espírito Santo para o serviço

    Vimos como o Senhor nos dá esse poder interior para vivermos para Ele. Agora vamos ver como esse poder nos é dado para que possamos servi-Lo de maneira eficaz.

    Vocês se lembram do Senhor Jesus em Lucas 24:49. Ele disse:

    E eis que envio sobre vós a promessa de Meu Pai:
    permanecei, porém, na cidade,
    até que sejais revestidos de poder do alto.

    Essa promessa se cumpriu no dia de Pentecostes. Naquele dia, quando os cento e vinte estavam reunidos no cenáculo, veio algo como um vento impetuoso e forte.

    No original, a expressão fala de um sopro poderoso. Era o sopro de Deus, o hálito de Deus. Um vento impetuoso e forte encheu toda a casa. Então, línguas como de fogo pousaram sobre a cabeça dos cento e vinte. Eles foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar das grandes obras de Deus em muitas línguas.

    Não há apenas o Espírito Santo habitando em nós, operando em nós para nos conduzir à vida e à vida abundante; há também o derramamento do Espírito Santo sobre nós, para que sejamos capacitados com dons para servir ao Senhor segundo o Seu chamamento.

    Por que línguas no dia de Pentecostes? Porque o pecado foi uma maldição sobre a humanidade. Deus usou as línguas para separar e dividir a humanidade. Mas agora Deus usou as línguas para unir a humanidade, a fim de que todos pudessem conhecer as grandes obras de Deus.

    Pentecostes como realidade histórica

    Irmãos e irmãs, vocês podem discordar de mim aqui, mas quero lhes oferecer uma explicação. Teologicamente falando, há apenas um Pentecostes. Pentecostes é um fato histórico.

    Ele se dá em duas partes: uma no dia de Pentecostes e a outra na casa de Cornélio. Somente nesses dois contextos aparece a expressão “batismo com o Espírito Santo”.

    Por quê? No dia de Pentecostes, os judeus; na casa de Cornélio, os gentios. Em 1 Coríntios 12:13, lemos:

    Em um só Espírito fomos batizados em um só corpo,
    quer judeus, quer gentios,
    e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

    Esse é o batismo com o Espírito Santo.

    Creio que, quando você crê no Senhor Jesus, a obra do Espírito Santo em sua vida é completa. Você não recebe o Espírito Santo aos pedaços.

    Sim, nos primeiros dias, antes de o Espírito Santo vir, os apóstolos experimentaram o Espírito Santo em etapas. Enquanto Cristo estava na terra, eles experimentaram a regeneração pelo Espírito Santo. No dia de Sua ressurreição, o Senhor soprou neles, e eles receberam o Espírito Santo para habitar neles. No dia de Pentecostes, foram batizados com o Espírito Santo.

    Mas, mesmo no dia de Pentecostes, os três mil que creram no Senhor Jesus receberam o Espírito Santo por inteiro, completamente. Foram regenerados, receberam Sua habitação interior e Seu derramamento sobre eles.

    O batismo com o Espírito Santo, teologicamente falando, é um fato histórico. Contudo, na experiência, por falta de conhecimento, podemos entrar naquilo que Deus já nos deu aos poucos, em diferentes etapas.

    Mesmo ao falar do derramamento do Espírito Santo, a Escritura não usa a palavra “batismo”. Usa a expressão “cheios” — cheios do Espírito Santo.

    Há dois tipos de enchimento na Escritura: o enchimento interior e o enchimento exterior. Se vocês examinarem cuidadosamente, verão que há duas palavras diferentes no livro de Atos relacionadas à palavra “cheios”. Uma se refere ao enchimento interior; a outra, ao enchimento exterior.

    Quem nos enche interiormente é a Pessoa do Espírito Santo. O que nos enche exteriormente são Suas manifestações. Precisamos obedecer ao Espírito Santo que habita em nós, porque Ele é uma Pessoa divina.

    Mas, como diz 1 Coríntios 14:32:

    Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

    Em outras palavras, você precisa controlar a manifestação do Espírito Santo. Se não a controlar, perde o controle.

    O conhecimento e a obediência ao Espírito Santo que habita em nós

    Creio que todo crente, ao ser regenerado, recebe uma nova vida, e o Espírito Santo habita nele. Você precisa conhecê-Lo.

    Muitos crentes não sabem que a Pessoa divina, o Espírito Santo, vive neles. Por não saberem, eles O negligenciam, O apagam, O entristecem e se rebelam contra Ele. Mas, graças a Deus, Ele nunca os deixa. Continua ali, sofrendo.

    Mas, irmãos e irmãs, um dia o Senhor abre seus olhos para que vejam que há uma Pessoa divina habitando em vocês. Ah, vocês precisam respeitá-Lo. Precisam ouvi-Lo. Precisam obedecer-Lhe.

    Que mudança isso fará em sua vida! Muitos testemunham que, um dia, quando perceberam que o Espírito Santo é uma Pessoa habitando neles, isso mudou sua vida.

    Da mesma forma, quando você crê no Senhor Jesus, é batizado em um só corpo. Você é um membro do corpo de Cristo. Isso é muito evidente.

    Quando você crê no Senhor Jesus, imediatamente há uma relação entre você e Deus. Deus já não está a bilhões de quilômetros de distância, mesmo que antes você acreditasse que havia um Deus. Quando crê no Senhor Jesus, você clama: “Aba, Pai”.

    Há uma relação. Você sabe que pertence a Ele, e Ele é seu. Você sabe disso. Não há fingimento. Se você não pertence ao Senhor, pode orar e dizer: “Pai celestial”, mas está se dirigindo ao seu sogro.

    Isso é claro. Não há como esconder. O mesmo acontece quando você crê no Senhor Jesus e encontra outro crente. Talvez nunca tenha visto aquela pessoa antes, mas, quando descobre que ela também é crente, há um vínculo entre você e aquela pessoa, mais forte até do que um laço de sangue.

    Por quê? Porque vocês foram batizados em um só corpo. Tornaram-se membros do corpo de Cristo.

    Você consegue imaginar que Deus o faça membro do Seu corpo e não lhe dê talento algum? Consegue imaginar que nenhum dom lhe tenha sido dado? Não.

    Creio que, quando você se torna membro do corpo, um dom já é dado a esse membro, para que possa cumprir sua função. É um dom espiritual — não um dom natural, mas um dom espiritual. Todos recebem um dom espiritual.

    Esse talento lhe é dado para ser exercitado, usado, empregado em negociações. Quanto mais você negocia com ele, mais ele aumenta; você ganha mais.

    O problema dos crentes hoje é que enterram seus talentos. Novamente, é falta de conhecimento. Você não sabe que foi batizado em um só corpo. Não sabe que recebeu o Espírito Santo. Não sabe que o dom espiritual já lhe foi dado.

    É por isso que talvez você precise de uma experiência de ser cheio exteriormente do Espírito Santo, para que o dom em você seja ativado e você comece a funcionar como membro do corpo de Cristo.

    O caminho da cruz

    A mensagem não estará completa sem esta última parte. Seja o aumento do poder interior da vida, seja a manifestação dos dons pelo derramamento do Espírito Santo, o caminho para ambos é o mesmo.

    É o caminho da cruz.

    É pela cruz que a vida de nossa alma é levada à morte, abrindo caminho para que a vida espiritual — o poder da vida espiritual — seja liberada.

    Sem a cruz, seu poder espiritual fica confinado e aprisionado dentro de sua alma. Sua alma toma o lugar desse poder, e precisa ser levada à morte.

    A única maneira de ela ser levada à morte é você negar a si mesmo, tomar sua cruz e seguir o Senhor. Se perder a vida de sua alma, você a ganhará. Se preservar a vida de sua alma hoje, você a perderá. Irmãos e irmãs, não há outro caminho.

    A razão pela qual nossa vida espiritual não manifesta seu poder como deveria é que ainda estamos vivendo pelo poder de nossa alma. Esse poder precisa ir à cruz. Não há outro caminho.

    O mesmo acontece com os dons. Hoje, as pessoas tentam contornar a cruz. Pensam que podemos nos tornar espirituais instantaneamente, tanto interior como exteriormente. Então procuram um atalho, contornando o Calvário para chegar a Pentecostes.

    O resultado é confusão. Os dons são usados de maneira abusiva. Os dons destroem, em vez de edificar. Exatamente como os crentes de Corinto: tinham dons de toda espécie, mas quanta confusão, quanta corrupção, quanta destruição — porque não haviam passado pela cruz.

    A menos que sejamos reduzidos à impotência, ter poder é muito arriscado. Você não coloca uma faca na mão de uma criança. A faca é poder, mas a criança não tem maturidade de vida para lidar com esse poder.

    As pessoas buscam dons espirituais, mas são imaturas. Em vez de usar a faca da maneira certa, ferem as pessoas e ferem a si mesmas.

    O azeite vem antes do talento. O talento deve ser usado sob a unção.

    Se, ao buscar a manifestação espiritual, você vier pelo caminho da cruz, isso não apenas será seguro, mas será uma bênção.

    O testemunho de Jessie Penn-Lewis

    Por fim, quero compartilhar com vocês o que aconteceu com uma irmã. Creio que a maioria das pessoas aqui provavelmente já ouviu falar da senhora Penn-Lewis, a senhora Jessie Penn-Lewis.

    Se vocês lerem sua biografia, verão que ela amava o Senhor. Ela serviu ao Senhor durante vários anos, mas percebeu que não tinha poder espiritual.

    Por natureza, ela era uma pessoa muito nervosa. Todas as vezes, antes de falar, ficava extremamente nervosa. Ainda assim, era uma pregadora poderosa. Por isso, buscou o Senhor com muita intensidade, pedindo poder.

    Ela contou que, certa manhã, acordou e viu à sua frente uma luz terrível, com um punhado de trapos naquela mão. Ouviu uma voz que lhe dizia: “Esta é a sua obra, o seu serviço”.

    A senhora Penn-Lewis disse: “Ó Senhor, não. Durante todos esses anos, eu me consagrei. Tudo isso é obra consagrada”.

    Mas o Senhor disse: “Sim, é o eu consagrado. Você planeja sua própria obra. Você a realiza com sua própria energia. Sim, você está a Meu favor, mas em benefício de si mesma”.

    Ela disse que ficou horrorizada. Precisou fugir — fugir para o sangue do Senhor Jesus. Então ouviu apenas uma palavra: “Crucificada”.

    Ela disse: “Senhor, estou pedindo para ser cheia, não para ser crucificada”. Então Romanos 6:6-11 e Gálatas 2:20 lhe vieram à mente. Ela descansou na Palavra de Deus, e aprouve a Deus revelar Seu Filho nela, para que ela O pregasse.

    Ela disse: “Conheço o Senhor ressurreto. Isso é poder”.

    Oração final

    Amado Pai celestial, dá-nos graça para que tomemos posse do que nos pertence. Abre nosso entendimento. Mostra-nos o Teu caminho, para que, pela cruz, possamos entrar na Tua plenitude, a fim de que Tu sejas glorificado.

    Senhor, buscamos poder, não para nós mesmos, mas para a Tua glória. Concede-o, nós Te pedimos, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.