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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Body Of Christ © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Body Of Christ
    The Body Of Christ
    Kaung, Stephen

    A autoridade de Cristo como Cabeça e a vida do Corpo

    Por favor, abram a carta aos Colossenses — Colossenses 2:19. Em vez de lermos de forma negativa, vamos ler de forma positiva, omitindo a palavra não.

    Retendo o Cabeça,
    do Qual todo o corpo, suprido e unido pelas juntas e ligamentos,
    cresce com o crescimento de Deus.

    Vou ler novamente.

    Retendo o Cabeça,
    do Qual todo o corpo, suprido e unido pelas juntas e ligamentos,
    cresce com o crescimento de Deus.

    Efésios 4:15-16:

    Mas, seguindo a verdade em amor,
    cresçamos em tudo Naquele
    Que é o Cabeça, Cristo;
    do Qual todo o corpo, bem ajustado e unido
    pelo auxílio de todas as juntas,
    segundo a justa operação de cada parte,
    efetua o crescimento do corpo
    para a edificação de si mesmo em amor.

    Vou ler mais uma vez.

    Mas, seguindo a verdade em amor,
    cresçamos em tudo Naquele
    Que é o Cabeça, Cristo;
    do Qual todo o corpo, bem ajustado e unido
    pelo auxílio de todas as juntas,
    segundo a justa operação de cada parte,
    efetua o crescimento do corpo
    para a edificação de si mesmo em amor.

    Vamos fazer uma breve oração.

    Nosso Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos por nos dares Teu Filho amado. Por meio Dele, podemos chegar a Ti e até Te chamar de Aba, Pai. Nós Te agradecemos porque podemos nos reunir aqui em nome do Teu Filho, e cremos que, onde está o Teu nome, ali está a Tua presença.

    Olhamos para Ti, para que nos abras a Tua Palavra, toques nosso coração e nos conduzas a toda a verdade, para que vivamos e Te glorifiquemos. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A importância essencial da autoridade de Cristo como Cabeça

    Entendo que nosso irmão esteve aqui com vocês tratando desse assunto: a autoridade de Cristo como Cabeça. Enquanto estava diante do Senhor, senti que provavelmente era da vontade do Senhor que eu desse continuidade ao que ele disse.

    Então, estive pensando sobre a unidade e o suprimento do Corpo de Cristo. Eu não sabia que vocês estavam estudando o Corpo de Cristo, por isso espero que isso fortaleça o estudo de vocês.

    A autoridade de Cristo como Cabeça é absolutamente essencial — não apenas para nós individualmente, mas também para nós como um Corpo coletivo. É da vontade de Deus que Cristo seja — e Ele é — o Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, que é o Seu Corpo, a plenitude Daquele Que enche tudo em todos.

    Não podemos falar do Cabeça sem pensar no Corpo, nem podemos falar do Corpo sem pensar no Cabeça, porque o Cabeça e o Corpo são um. Cristo é o Cabeça do Corpo, e o Corpo tem Cristo como seu Cabeça. Não se pode separar o Cabeça do Corpo. Se vocês separarem o Corpo do Cabeça, o Corpo estará morto.

    A realidade do Corpo de Cristo

    Pois, irmãos e irmãs, às vezes pensamos no Corpo de Cristo como uma metáfora. Em outras palavras, em vez de enxergarmos o Corpo de Cristo como uma realidade, pensamos que ele é apenas uma figura de linguagem.

    Mas, nas Escrituras, vocês nunca encontrarão a Palavra dizendo que a igreja é como o Corpo de Cristo. Vocês encontram a expressão “a igreja, que é o Seu Corpo”. Portanto, o Corpo de Cristo não é uma metáfora; é uma realidade.

    Assim como nosso Senhor Jesus, quando veio a este mundo, tomou para Si um corpo físico — e nesse corpo físico viveu durante trinta e três anos, ensinou e agiu —, esse corpo era real para Ele.

    Então, depois que Ele morreu, foi sepultado, ressuscitou dentre os mortos e subiu às alturas, o Espírito Santo desceu no dia de Pentecostes. Cento e vinte crentes naquele cenáculo em Jerusalém foram batizados em um só Espírito, em um só Corpo.

    Em outras palavras, no dia de Pentecostes, esse Cabeça ressurreto tomou para Si um Corpo coletivo e místico. Esse Corpo coletivo e místico é a igreja.

    Portanto, vocês percebem que esse Corpo coletivo de Cristo é tão real para Cristo quanto o corpo físico que Ele tomou para Si quando Se encarnou. Assim como Ele ensinou e agiu naquele corpo físico durante aqueles trinta e três anos, desde o dia de Pentecostes até o presente, e até o momento de Sua volta, nosso Cabeça ressurreto tem ensinado e agido, e continua ensinando e agindo, por meio do Corpo. E esse Corpo é a igreja.

    A necessidade de uma visão ampliada de Cristo

    Irmãos e irmãs, precisamos ter uma visão de Cristo. Vejam, o problema de muitos crentes é que sua visão de Cristo é muito limitada. É tão superficial, rasa e pequena.

    Muitos enxergam Cristo apenas como o Salvador — Aquele Que perdoa nossos pecados e nos dá o céu. Esse é o conceito que têm de Cristo. E é por causa da nossa visão limitada de Cristo que nossa vida cristã se torna limitada.

    Precisamos de uma visão ampliada e plena de Cristo. Precisamos ver Cristo como Deus O vê: Ele é o Cabeça sobre todas as coisas. Se tivermos uma visão mais plena de Cristo, vocês perceberão que isso nos ampliará, e toda a nossa vida cristã será diferente. Nós nos submeteremos a Ele em todas as coisas, reconhecendo-O como nosso Cabeça.

    Irmãos e irmãs, precisamos de uma visão mais plena da igreja. O mesmo se aplica ao Corpo. Podemos falar do Corpo de Cristo, mas, para muitos, ele é uma metáfora. Não é real; é usado apenas como uma ilustração.

    Precisamos de uma visão do Corpo de Cristo, enxergando que ele é real. É vibrante. É vivo. É ativo. É de hoje; está presente. Estamos nesse Corpo, e que privilégio isso é — e que responsabilidade envolve! Irmãos e irmãs, precisamos ter uma visão do Corpo.

    A visão celestial de Paulo

    Vocês sabem que, no caminho para Damasco, o apóstolo Paulo — naquela época, Saulo, o fariseu, o perseguidor dos seguidores de Jesus — recebeu uma visão celestial quando aquela luz do céu brilhou sobre ele.

    Vocês se lembram de que, até o fim, ele testemunhou que não havia sido desobediente àquela visão celestial. Em outras palavras, aquela visão celestial explica o homem Paulo e também sua história. Ela o transformou.

    Agora, qual foi a visão celestial que ele teve? Resumindo, ele viu Cristo, o Cabeça, no céu. Viu o Corpo de Cristo por toda a terra. E há uma unidade entre o céu e a terra, entre o Cabeça e o Corpo.

    Porque, quando vocês tocam qualquer membro do Corpo, seja ele quem for, vocês tocam o Cabeça no céu.

    Saulo, Saulo, por que Me persegues?

    É a Mim.

    Irmãos e irmãs, essa é a visão celestial, e todos nós precisamos ter essa visão. Precisamos ver nosso Cabeça no céu, acima de todas as coisas. Deus colocou todas as coisas debaixo dos Seus pés. Ele é o Senhor de todas as coisas. Ele é meu Senhor, seu Senhor, nosso Senhor. Precisamos enxergar a autoridade de Cristo como Cabeça.

    Então, precisamos ver o Corpo de Cristo. Ele está na terra. Está em toda parte. Está onde quer que estejam os filhos de Deus. É algo que constitui nossa vida diária. Vivemos nele e vivemos para ele, assim como vivemos para nosso Cabeça. Há uma unidade.

    A unidade do Corpo

    Assim como o Cabeça é um, o Corpo também é um. Não podemos ter mais de um Cabeça, nem pode haver mais de um Corpo.

    A unidade do Corpo vem da autoridade de Cristo como Cabeça. Por isso, tanto em Efésios quanto em Colossenses, vocês encontram a expressão “do Qual” — isto é, do Cabeça. A partir do Cabeça, todo o Corpo é bem ajustado. A partir do Cabeça, todo o Corpo é unido.

    A unidade do Corpo vem da visão da autoridade de Cristo como Cabeça. A razão pela qual o povo de Deus está tão dividido hoje é a falta de enxergar Cristo como o Cabeça.

    As pessoas podem apresentar muitas razões para as divisões entre o povo de Deus hoje. Algumas até dizem que isso é uma necessidade histórica. À medida que a igreja cresce, ela precisa se dividir. Podem apresentar muitas razões para o povo de Deus estar dividido hoje. Mas, irmãos e irmãs, quando vocês chegarem à raiz da questão, descobrirão que o povo de Deus está dividido porque não enxerga a autoridade de Cristo como Cabeça.

    As divisões causadas pela adoção de outros cabeças

    Vocês se lembram do que Paulo disse aos crentes de Corinto. Ele disse que alguns afirmavam:

    Eu sou de Paulo.

    Outros:

    Eu sou de Apolo.

    Outros:

    Eu sou de Cefas.

    E outros:

    Eu sou de Cristo.

    Isto é, de maneira exclusiva.

    Alguns dizem: “Eu sou de Paulo. Paulo é um grande apóstolo. Cheguei ao Senhor por meio dele. Acredito nele. Eu o sigo. Eu o tomo como meu cabeça”. Irmãos e irmãs, é isso que significa dizer: “Eu sou de Paulo”. Tomei Paulo como meu cabeça. Dei minha lealdade a ele, em vez de tomar Cristo como meu Cabeça.

    Então, naturalmente, outros dizem: “Eu sou de Apolo”, porque Apolo é um grande mestre. Ele me ensinou muitas verdades, e eu acredito nele. Eu o sigo. Estou do lado dele. Ele é meu cabeça.

    Então, outras pessoas chegam e dizem: “Não, não, não. Eu sou de Cefas, porque Cefas é o primeiro apóstolo. Eu volto à origem. Eu sigo Cefas”.

    E outras pessoas dizem: “Nós somos mais espirituais do que vocês. Vocês seguem Paulo, vocês seguem Apolo, vocês estão do lado de Cefas; nós estamos do lado de Cristo” — mas de maneira exclusiva.

    Paulo disse:

    Está Cristo dividido?

    Está Cristo dividido? Se vocês tomam Cristo como o Cabeça, então o Corpo é um. Se tomam qualquer outra pessoa como cabeça, o Corpo fica dividido.

    É claro que o próprio Paulo não nos conduziria ao erro. Ele sempre nos daria a verdade. Mas ouçam o que Paulo diz: se vocês são de Paulo,

    Foi Paulo crucificado por vós?

    Paulo disse:

    Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.

    Nós não somos nada. Somos apenas servos de vocês.

    Vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

    Portanto, irmãos e irmãs, o povo de Deus está tão dividido hoje por falta de uma visão da autoridade de Cristo como Cabeça. Se realmente retivermos o Cabeça — Cristo como o Cabeça —, não poderemos estar divididos. Somos um. Estamos unidos. Caminhamos juntos como um só Corpo. Isso é evidente.

    O significado de reter o Cabeça

    Agora, o que significa reter o Cabeça? Reter o Cabeça significa simplesmente submeter-se à Sua autoridade. Vocês O tomam como seu Cabeça.

    Antes, vocês eram seu próprio cabeça. É pela cabeça que vocês dirigem o corpo. É da cabeça que vem a ordem, de onde vem o comando — ela é o posto de comando. Antes, vocês eram seu próprio cabeça. Decidiam o que queriam fazer e faziam o corpo executar aquilo.

    Mas agora vocês negam a si mesmos. Submetem-se à autoridade de Cristo como Cabeça. Deixam Cristo ser seu Cabeça. Recebem Dele suas ordens.

    Vocês perceberão que o corpo comunica tudo à cabeça e espera que ela dê a ordem. Assim, como Corpo, levamos todas as coisas ao Senhor. Em vez de, quando algo nos acontece, tomarmos nossa própria decisão e fazermos o que achamos certo ou bom, levamos todas as coisas ao Cabeça e deixamos que Ele decida o que fazer.

    Em outras palavras, o Corpo deve executar a vontade do Cabeça. É isso que significa reter o Cabeça.

    Quando aplicamos isso individualmente, é assim que nossa vida deve ser. Devemos nos submeter a Cristo, e nosso dever é executar Sua vontade. Devemos levar tudo a Ele e deixar que Ele tome a decisão. Então, obedecemos e seguimos. Essa é a vida cristã pessoal.

    O mesmo se aplica à vida da igreja. Na igreja, retemos Cristo como o Cabeça. Levamos tudo a Ele. Esperamos Nele. Buscamos conhecer Seu pensamento e, depois de conhecermos Sua vontade, nós a executamos. Isso é reter o Cabeça.

    O reconhecimento do próprio lugar no Corpo

    Quando retemos o Cabeça, vocês percebem que todo o Corpo — isto é, cada membro do Corpo — encontra seu lugar nesse Corpo.

    Não sabemos que membro somos no Corpo de Cristo. Sabem, as pessoas frequentemente fazem esta pergunta: “Como sei que membro sou no Corpo de Cristo? Se não sei que membro sou, então não sei meu lugar na igreja. E, se não sei meu lugar na igreja, como posso conhecer minha função, meus dons?”. Isso se torna um problema para muitos cristãos.

    Mas, irmãos e irmãs, se vocês realmente enxergarem a autoridade de Cristo como Cabeça, se realmente retiverem o Cabeça, serão colocados no lugar certo na igreja. Saberão qual é seu lugar no Corpo de Cristo e também qual é sua função.

    A razão de não sabermos é que não retemos o Cabeça. Assim que vocês retêm o Cabeça, imediatamente encontram seu lugar. A Bíblia diz:

    Do Qual todo o corpo, bem ajustado e unido.

    É o Cabeça Que determina onde vocês estão no Corpo. É o Cabeça Que determina sua função. E, se vocês retiverem o Cabeça, de uma maneira surpreendente, saberão onde estão nesse Corpo e serão ajustados aos outros membros do Corpo de Cristo.

    A cruz e o relacionamento orgânico

    Se não há ajuste, vocês sabem onde provavelmente está o problema: na carne. Quando nossa carne interfere, vocês percebem que não conseguem se ajustar aos irmãos e irmãs. Não têm aquele relacionamento adequado.

    No Corpo, todos os membros se relacionam adequadamente porque estão ajustados uns aos outros. O ajuste é perfeito. Não estão frouxos. Não estão simplesmente amontoados. É um relacionamento orgânico, e Deus colocou cada um de nós nesse Corpo.

    Se não nos ajustamos, se nos sentimos deslocados em nossos relacionamentos, é porque nossa carne está no caminho. Sempre que nossa carne interfere, imediatamente o relacionamento adequado entre os membros do Corpo de Cristo é afetado.

    É por isso que realmente precisamos que a cruz opere profundamente em nossa vida. Irmãos e irmãs, se não permitirmos que a cruz opere em nossa vida, nunca conseguiremos ser ajustados e unidos aos nossos irmãos e irmãs.

    Pois a vida do Corpo exige disciplina. A vida do Corpo exige a operação profunda da cruz. Dito de outra maneira: não há lugar em que vocês possam experimentar a cruz mais do que no Corpo.

    Não pensem que no Corpo tudo são flores. Vocês perceberão que, antes de sentir a fragrância de Cristo, terão de lidar com muitos espinhos.

    Então, irmãos e irmãs, estamos prontos para essa vida do Corpo? Estamos prontos para negar a nós mesmos, tomar nossa cruz diariamente e seguir o Senhor?

    Se não estamos prontos, se não estamos dispostos, irmãos e irmãs, falar do Corpo é apenas um sonho. É uma miragem. Não é real.

    Mas, quando vocês estão realmente dispostos a aceitar a cruz, negar a si mesmos, tomar sua cruz diariamente e seguir o Senhor, descobrem que a vida do Corpo é tão real, viva, atuante e extremamente preciosa.

    A preservação da unidade do Espírito

    Portanto, em primeiro lugar, precisamos ter uma visão da unidade do Corpo de Cristo. Assim como o Cabeça é um, o Corpo também é um. Esse é um fato eterno.

    Por causa disso, precisamos permanecer firmes nesse fato. Recusamos aceitar qualquer divisão no Corpo de Cristo. Cremos na unidade do Corpo de Cristo e, por crermos que o Corpo de Cristo é um, somos exortados a guardar diligentemente a unidade do Espírito no vínculo da paz.

    Sabem, irmãos e irmãs, se vocês não tiverem essa visão do único Corpo, não enxergarão a importância de guardar diligentemente a unidade do Espírito no vínculo da paz. Em outras palavras, aceitarão as divisões como algo normal.

    Quantos entre o povo de Deus hoje aceitam a divisão do Corpo como algo normal? Ora, se vocês aceitam a divisão como algo normal, que sentido há em preservar a unidade do Espírito? Vocês não precisam dela.

    Mas, se realmente cremos que o Corpo é um, então é muito, muito essencial que guardemos diligentemente a unidade do Espírito no vínculo da paz.

    Porque o Corpo é um, Deus nos deu a unidade do Espírito. A unidade do Espírito é a expressão da unidade do Corpo. É isso que Deus tem em vista. Porque Deus sabe que há um só Corpo, como esse único Corpo pode ser expresso? Por meio da unidade do Espírito.

    A unidade do Espírito nos foi dada. Por ter sido dada, tudo o que precisamos fazer é guardá-la — e guardá-la diligentemente.

    Ora, vocês não podem guardar algo que não lhes foi dado. Primeiro, precisa ser dado; depois, vocês o guardam. Se o valorizam, vocês o guardam. Se não o valorizam, bem, podem deixá-lo de lado; coloquem-no onde quiserem.

    Mas, se realmente enxergarem seu significado, então o guardarão diligentemente. Guardem-no com diligência. Empenhem-se de maneira consciente, enérgica e intencional. Guardem a unidade do Espírito.

    Os sete elementos da unidade do Espírito

    Agora, o que é a unidade do Espírito? Paulo nos diz que a unidade do Espírito é expressa pelos sete elementos apresentados como únicos — os sete que Deus nos deu:

    Um só corpo
    e um só Espírito,
    como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
    um só Senhor,
    uma só fé,
    um só batismo;
    um só Deus e Pai de todos,
    Que é sobre todos, e por todos, e em todos.

    Um só Corpo: somos um só Corpo, batizados em um só Espírito, em um só Corpo, sejam judeus ou gentios.

    Um só Espírito: o Espírito Santo é Aquele em Quem fomos batizados em um só Corpo.

    Uma só esperança da nossa vocação: fomos chamados. Agora, qual é a esperança da nossa vocação? Segundo Efésios, fomos chamados para ser o Corpo de Cristo, e a esperança da nossa vocação é que, um dia, quando o Corpo estiver plenamente desenvolvido, ele se tornará a noiva do Cordeiro. Essa é a nossa esperança.

    Portanto, vocês percebem que esses três elementos estão ligados a Deus Espírito Santo.

    Então, o texto continua: um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Temos apenas um Senhor. Jesus é o Senhor. Ele é seu Senhor, Ele é meu Senhor, Ele é nosso Senhor.

    Uma só fé: essa é a fé fundamental, a fé que nos salva. É nossa crença na pessoa e na obra do nosso Senhor Jesus. Cremos que Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Essa é a nossa fé, e essa fé nos une em um só Corpo.

    Um só batismo: todos fomos batizados em nome do nosso Senhor Jesus. Quem é batizado em nome do Senhor Jesus é batizado em Cristo. Em outras palavras, todos pertencemos a Ele.

    Não se trata da forma do batismo, mas do princípio do batismo: um só batismo. Nós, que cremos e somos batizados, pertencemos ao Senhor. Portanto, aqui vocês encontram esses três elementos relacionados a Deus Filho: um só Senhor, uma só fé, um só batismo.

    E, finalmente, um só Deus e Pai de todos, Que é sobre todos, e por todos, e em todos nós — Deus Pai. Deus não é apenas nosso Deus; Ele também é nosso Pai. Temos o mesmo Deus e temos o mesmo Pai. Ele é sobre todos, por todos e em todos nós.

    Portanto, irmãos e irmãs, vocês percebem que é o Deus Triúno Quem nos une em um só Corpo. Pensem nisso.

    Somos um só Corpo por causa da obra do Deus Triúno. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo trabalham juntos para formar esse único Corpo. Pensem na nossa unidade. Não é preciosa?

    E, por ser tão preciosa, precisamos guardá-la diligentemente. Não devemos permitir que coisa alguma nos tire dessa base.

    A unidade em meio à diversidade

    É verdade que há muitas diferenças entre o povo de Deus. Não somos diferentes apenas no temperamento; somos diferentes socialmente, em formação, racialmente e até em nossa compreensão da Palavra de Deus. Somos diferentes até em nossa experiência espiritual ou em nosso chamado. Irmãos e irmãs, estamos todos em diferentes estágios de desenvolvimento, e há muitas diferenças.

    Mas lembrem-se de uma coisa: sejam quais forem essas diferenças, não devemos permitir que nos afastem da unidade do Espírito.

    Em outras palavras, apesar de todas essas diferenças, afirmamos que somos um. E, por sermos um, continuamos a ter comunhão uns com os outros.

    Talvez não possamos ter comunhão em todas as nossas diferenças, mas, pelo menos, podemos ter comunhão naquilo que temos em comum. Temos o mesmo Cristo. Temos o mesmo Espírito Santo. Temos o mesmo Pai e podemos ter comunhão uns com os outros.

    Por meio da comunhão, gradualmente, seremos cada vez mais unidos, até chegarmos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus.

    A unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus é algo a que devemos chegar. Está no futuro; ainda não chegamos lá.

    Em outras palavras, essa fé inclui toda a verdade da Bíblia — a fé que uma vez foi entregue aos santos. Toda verdade está incluída nessa fé. O pleno conhecimento do Filho de Deus é nossa experiência plena de Cristo.

    Irmãos e irmãs, ainda não chegamos a essa unidade. Algumas pessoas têm certa compreensão de determinada verdade; outras têm uma compreensão diferente da mesma verdade. Algumas pessoas têm determinada experiência de Cristo, enquanto outra talvez não a tenha, mas tenha outra experiência de Cristo.

    Ainda não chegamos a essa unidade, mas ela é algo a que devemos chegar. Como chegamos lá? Chegamos guardando diligentemente a unidade do Espírito que já nos foi dada, continuando a ter comunhão uns com os outros apesar de nossas diferenças e nunca insistindo em fazer as coisas à nossa maneira.

    Busquem o Senhor juntos. Estejam abertos ao Senhor. Quando fazemos isso, gradualmente chegamos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus. Então, a unidade do Corpo é plenamente expressa.

    O suprimento do Corpo

    Portanto, irmãos e irmãs, reter o Cabeça, do Qual todo o Corpo é unido, é um aspecto. Há outro aspecto, que é o suprimento do Corpo de Cristo.

    A Escritura diz:

    Retendo o Cabeça,
    do Qual todo o corpo, suprido e unido pelas juntas e ligamentos,
    cresce com o crescimento de Deus.

    Aqui vocês percebem que o Corpo não apenas está unido e ajustado, mas também é suprido. Deus colocou cada membro no Corpo de Cristo com um propósito.

    Se vocês lerem Colossenses 2 com atenção, verão que o texto diz:

    Unido e suprido pelas juntas e ligamentos.

    Ora, as juntas são juntas de suprimento. Encontramos isso em Efésios 4. Os ligamentos são vínculos de unidade. Algumas traduções os apresentam como ligamentos. Eles unem.

    Portanto, vocês percebem que cada membro do Corpo é, por um lado, uma junta e, por outro, um ligamento. Cada um de nós é um ligamento. Isso significa que temos a função de unir as pessoas.

    Essa é a responsabilidade de todo crente. Todos somos ligamentos, unindo uns aos outros.

    O amor como vínculo da perfeição

    Agora, leiam Colossenses 3:12-15:

    Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados,
    de um coração de compaixão, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade;
    suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente,
    se alguém tiver queixa contra outro;
    assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também:
    e, acima de tudo isto, revesti-vos do amor,
    que é o vínculo da perfeição.
    E a paz de Cristo governe em vossos corações,
    para a qual também fostes chamados em um só corpo;
    e sede agradecidos.

    Irmãos e irmãs, sinto que essa é uma descrição do que é um ligamento. Todos somos ligamentos no Corpo e, como ligamentos, devemos ser cheios de graça. A graça de Deus nos torna assim.

    Portanto, precisamos ter um coração de compaixão, bondade, humildade, mansidão e longanimidade, suportando uns aos outros e perdoando uns aos outros. Se alguém tiver alguma queixa, perdoe, assim como Cristo nos perdoou. Acima de tudo isso, revistam-se do amor, que é o vínculo da perfeição.

    Precisamos ser pessoas cheias de amor, e o amor nos une. Se amarmos uns aos outros, então todo esse perdão, essa bondade e essa compaixão estarão presentes. Isso é 1 Coríntios 13.

    Assim, pela graça de Deus, todos somos ligamentos. Irmãos e irmãs, não pensem que apenas alguns são ligamentos e que são eles que nos unem. Não. Todo crente é um ligamento. Temos a responsabilidade de ligar, unir e reunir o povo de Deus. Isso acontece por meio do amor.

    O novo mandamento é:

    Amai-vos uns aos outros.

    Cada membro como junta de suprimento

    Mas, por outro lado, vocês percebem que não somos apenas ligamentos; também somos juntas. As juntas são juntas de suprimento.

    Deus deu uma função a cada membro do Corpo. E, para essa função, Ele deu um dom. Olhem para o próprio corpo: cada membro do corpo de vocês tem uma função a cumprir, uma função específica.

    Quando vocês nascem, recebem esses órgãos e, com os órgãos, vem o dom: os olhos para ver, os ouvidos para ouvir, a boca para falar, o nariz para cheirar, as mãos para tocar e os pés para andar. Vocês percebem que isso lhes é dado.

    Portanto, irmãos e irmãs, quando Deus nos coloca no Corpo de Cristo como diferentes membros, ao mesmo tempo o Espírito Santo nos dá um dom, ou dons. Com esse dom, essa manifestação do Espírito, devemos servir uns aos outros e servir ao Corpo.

    Ninguém pode dizer: “Não tenho dom algum”. Nenhum membro do meu corpo pode dizer: “Não tenho um dom, por isso não posso funcionar”.

    Se vocês dizem que não têm dom algum, provavelmente enterraram aquele talento. Deus deu cinco talentos a alguns, sim; a outros, dois talentos; mas, a cada um, pelo menos um talento.

    O problema é que a pessoa que tem um talento tende a dizer: “Bem, não sou como a pessoa que tem dois ou cinco talentos. Portanto, não tenho nenhum”. Ela o enterra. Quando vocês o enterram, ficam como se não tivessem nenhum; não o enxergam. E esse é o nosso problema.

    Irmãos e irmãs, cada um de nós tem um dom, tem uma função, e a vontade de Deus é que negociemos com ele. Devemos usá-lo e deixá-lo aumentar, em vez de enterrá-lo.

    O problema da igreja hoje é que procuramos apenas pessoas com cinco talentos. Quando não temos pessoas com cinco talentos, dizemos: “E agora, o que podemos fazer? Não temos suprimento, por isso o Corpo não pode crescer”.

    Procuramos uma ou duas pessoas, umas poucas. Mas a vontade de Deus é que cada um de nós seja uma junta de suprimento. Se cada um colocar à disposição seu único talento, irmãos e irmãs, teremos abundância. Se vocês tiverem cinco pessoas com um talento cada e os somarem, terão cinco talentos.

    Não precisamos de pessoas com cinco talentos, desde que todos nós negociemos com nosso único talento. Então vocês perceberão que a igreja é rica.

    Muitas vezes, percebemos que nossa igreja está em pobreza. A Palavra é escassa. A visão é rara. Somos pobres. Irmãos e irmãs, será que Deus Se esqueceu de nos suprir com aquilo de que precisamos? Creio que, onde quer que o povo de Deus se reúna, há suprimento — basta que todos sejamos fiéis em colocá-lo à disposição.

    O exercício dos dons sob a autoridade de Cristo como Cabeça

    A razão de não conhecermos nosso dom, ou de não o exercermos, é que não retemos o Cabeça. Irmãos e irmãs, se vocês retiverem o Cabeça, Ele naturalmente os guiará ao seu dom e ao exercício dele. É natural.

    Portanto, mais uma vez, o importante é reter o Cabeça. Se vocês realmente se entregarem ao Senhor e deixarem que Sua vontade seja realizada por meio de vocês, irmãos e irmãs, o Espírito de Deus trabalhará em seu coração, os lembrará, permitirá que enxerguem determinadas necessidades na igreja e os conduzirá a supri-las. É natural.

    Quando todos esses dons são exercidos sob a autoridade de Cristo como Cabeça, nenhum dom entra em conflito com outro; pelo contrário, eles se complementam.

    É quando esses dons são exercidos independentemente do Cabeça que entram em conflito. E, quanto mais dons vocês têm, mais perigosos se tornam.

    Mas, quando todos esses dons são exercidos sob a autoridade de Cristo como Cabeça, irmãos e irmãs, há crescimento. Há o crescimento de Cristo.

    A administração da multiforme graça de Deus

    Entendo que vocês vão estudar Romanos 12, Efésios 4 e 1 Coríntios 12. Vou acrescentar mais uma passagem: 1 Pedro 4:10-11.

    Cada um, conforme o dom que recebeu,
    administre-o aos outros,
    como bons despenseiros da multiforme graça de Deus;
    se alguém fala, fale como os oráculos de Deus;
    se alguém serve,
    sirva segundo a força que Deus supre:
    para que em todas as coisas Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo,
    a Quem pertencem a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém.

    Em certo sentido, 1 Pedro 4 resume Romanos 12, Efésios 4 e 1 Coríntios 12. Resume aquilo que Deus deu a cada um — que devemos ser bons administradores da multiforme graça de Deus.

    Sabem, o dom vem de Deus. Ninguém pode se gloriar. Nenhum de nós o merece.

    No exercício dos dons, há duas categorias básicas. Uma delas é:

    Se alguém fala, fale como os oráculos de Deus.

    Uma categoria de dons, ou de funções, está na área da Palavra de Deus. Deus levanta algumas pessoas e lhes dá dons para que possam ministrar Sua Palavra, como os profetas, os mestres e os que exortam.

    Portanto, Ele diz que, se Deus lhes deu esse dom relacionado à Palavra, falem como oráculos de Deus. Não expressem seu próprio pensamento, mas falem segundo aquilo que Deus lhes revelou e segundo a proporção da sua fé.

    Essa é uma categoria de dons.

    Há outra categoria de dons:

    Se alguém serve, sirva segundo a força que Deus supre.

    Além da Palavra, há o serviço — assuntos a tratar, coisas a fazer. Em Romanos 12, está escrito:

    O que contribui, faça-o com liberalidade;
    o que preside, com diligência;
    o que exerce misericórdia, com alegria.

    Esses dons estão ligados ao que chamamos de serviço.

    Portanto, no exercício dos dons, há dois grupos: alguns estão relacionados à Palavra; outros, ao serviço.

    O crescimento de Deus no Corpo

    Quando fazemos fielmente todas essas coisas, o que acontece? Duas coisas. Uma delas é que o Corpo cresce.

    Agora, como o Corpo cresce? Às vezes, pensamos que o crescimento do Corpo é o aumento do número de pessoas. Quando mais pessoas são acrescentadas, dizemos: “Bem, a igreja está crescendo. O Corpo cresceu”. Não necessariamente. Não necessariamente.

    Podemos simplesmente aumentar nossos números externos, mas Deus fala aqui de crescimento pelo aumento de Cristo no Corpo.

    Cristo está aumentando no Corpo? Deus está aumentando no Corpo? Se Ele está aumentando no Corpo, então o Corpo está crescendo.

    Vocês podem ter muitas pessoas, mas, se tudo é carne e Cristo não aumenta, então não há crescimento real algum.

    Mas, quando Cristo realmente aumenta no Corpo — em outras palavras, quando todos têm uma medida mais plena de Cristo, uma estatura mais plena de Cristo —, quando isso acontece, lembrem-se: esse é o crescimento do Corpo.

    Cresce com o crescimento de Deus.

    Lembrem-se disso. Isso é importante.

    A glória de Deus por meio de Jesus Cristo

    E, finalmente, tudo isso tem um único propósito: que Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo. Irmãos e irmãs, esse é o objetivo final: que Deus seja glorificado.

    Como Deus pode ser glorificado por meio de Jesus Cristo? Por meio de Jesus Cristo no Corpo. E é assim que Deus é glorificado.

    Isso não é maravilhoso, irmãos e irmãs? Deus nos colocou no Corpo, e hoje há uma operação gloriosa do Espírito no Corpo, tendo em vista aquele dia em que o Corpo estará plenamente desenvolvido e unido ao Cabeça em uma união eterna. Ali, Deus será plenamente glorificado.

    No domingo passado, quando eu estava em Washington, o irmão Fox deu uma explicação muito boa e simples do que é a glória. Ele disse: “Glória é quando você pode olhar para uma coisa ou uma pessoa e dizer: ‘É assim que deve ser’”.

    Quando vocês fazem alguma coisa e ela fica como deveria ser, sentem um toque de glória.

    Quando Deus olha para o Corpo de Cristo e diz: “É assim que deve ser”, esse Corpo é a expressão de Cristo. Há glória. Deus é glorificado. Ele está satisfeito.

    Portanto, irmãos e irmãs, há algo muito real diante de nós: o Corpo de Cristo. Ele é tão real quanto Cristo, o Cabeça, é real. E hoje estamos vivendo nessa realidade eterna.

    Que o Senhor nos ajude. Vamos orar?

    Nosso Pai celestial, nós Te agradecemos por nos revelares Cristo, o Cabeça, e a igreja, Seu Corpo. Nós Te agradecemos por nos trazeres para esse Corpo.

    Senhor, pedimos que realmente vivamos nesse Corpo segundo a Tua vontade, retendo o Cabeça, unidos uns aos outros e ministrando uns aos outros, para que haja o crescimento de Deus no Corpo; para que Tu possas olhar para ele e dizer: “É assim que deve ser”, e haja glória.

    Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.