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    A New Covenant © 2026 Christian Testimony Ministry
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    A New Covenant
    A New Covenant
    Kaung, Stephen

    A Nova Aliança da Graça

    Leituras Bíblicas

    Jeremias 31:31-34.

    Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá:

    Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito; aliança essa que eles quebraram, embora Eu fosse seu esposo, diz o Senhor.

    Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei a Minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo.

    E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei o Senhor; porque todos Me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor: pois perdoarei a sua iniquidade e não Me lembrarei mais do seu pecado.

    Por favor, abram no Novo Testamento, no livro de Hebreus 8:6-13. Vamos ler essa passagem.

    Mas agora Ele obteve um ministério tanto mais excelente, quanto é também Mediador de uma aliança superior, estabelecida sobre melhores promessas.

    Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido irrepreensível, não se teria buscado lugar para uma segunda.

    Pois, repreendendo-os, Ele diz: Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que estabelecerei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá;

    Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os conduzir para fora da terra do Egito; porque não permaneceram na Minha aliança, e Eu não atentei para eles, diz o Senhor.

    Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei as Minhas leis na sua mente e também as escreverei no seu coração: e Eu lhes serei Deus, e eles Me serão povo.

    E não ensinará cada um a seu concidadão, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor: porque todos Me conhecerão, desde o menor até o maior deles.

    Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades e não Me lembrarei mais dos seus pecados.

    Ao dizer: Uma nova aliança, Ele tornou antiga a primeira. Ora, aquilo que se torna antigo e envelhece está perto de desaparecer.

    Deus como o Deus de Aliança

    Nosso Deus é um Deus de aliança. Em Seu relacionamento com os seres humanos, Ele frequentemente fez alianças com eles.

    Por exemplo, Ele fez uma aliança com Noé em Gênesis 9. Depois, fez uma aliança com Abraão em Gênesis 15. Fez uma aliança com os filhos de Israel por meio de Moisés, no monte Sinai.

    Mais tarde, quando os filhos de Israel chegaram à fronteira da terra prometida, na terra de Moabe, Deus fez novamente uma aliança com eles. Isso está em Deuteronômio 29. Depois que entraram na terra prometida, Deus fez uma aliança com Davi, em 2 Samuel 7.

    Então, em Jeremias 31, Deus falou de uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.

    De todas essas alianças, duas se destacam, e essas duas contrastam entre si. Uma é a aliança mosaica, a aliança da lei. A outra é a nova aliança, que é a aliança da graça. Essas duas se destacam na Palavra de Deus.

    Antes de entrarmos nessas duas alianças, vamos considerar um pouco o que é uma aliança.

    Uma aliança é um acordo. É um contrato. Assinamos acordos e contratos por toda parte. Se você quer comprar uma casa, assina um contrato. Se quer comprar um carro, assina um contrato. Se quer trabalhar em uma empresa, assina um contrato.

    Por que precisamos desses contratos? Por que precisamos desses acordos, ou alianças?

    Porque uma aliança ou um contrato define as responsabilidades e os direitos de ambas as partes. Tem força jurídica vinculante. Depois que um contrato é assinado, você tem a obrigação de cumpri-lo.

    Isso acontece porque nós, seres humanos, somos tão pouco confiáveis. Nossa palavra deveria ser digna de confiança, mas, como não somos tão confiáveis assim, é preciso assinar um contrato. Tem de haver algum tipo de obrigação legal que nos force a fazer o que prometemos.

    Mas, mesmo assim, você verá que muitos contratos são quebrados e muitos acordos são revogados, porque nós, seres humanos, não somos confiáveis.

    Nosso Deus é digno de confiança. Ele é fiel.

    Em Números 23, somos informados de que Deus não é homem, para que minta. O que Ele diz, Ele fará. O que Ele fala será realizado.

    Nosso Deus é fiel e digno de confiança. O que Ele diz é como se já estivesse feito.

    Portanto, nosso Deus não precisa de uma aliança que O obrigue a cumprir Sua palavra. Mas por que parece que Ele gosta tanto de fazer alianças com os homens?

    Não é por causa Dele mesmo. É por nossa causa.

    Em Hebreus 6, somos informados de que o próprio Deus é imutável. Sua Palavra é verdadeira. Mas, para fortalecer nossa fé, além de Sua própria imutabilidade, Ele também fez um juramento. Também fez uma aliança, como se assumisse uma obrigação legal.

    Com essas duas coisas imutáveis, Ele procura nos encorajar a colocar nossa fé Nele.

    Sempre que você encontrar uma aliança na Bíblia, lembre-se de que ela existe por nossa causa. Deus não tem necessidade de fazer uma aliança, mas Ele nos ama tanto! Ele quer nos encorajar, por isso assume um compromisso por meio de uma aliança.

    A Aliança Mosaica da Lei

    Depois de libertar os filhos de Israel do Egito, Ele os levou ao monte Sinai. Ali, fez uma aliança selada com sangue.

    Nessa aliança, em termos simples, estavam os Dez Mandamentos. Deus lhes deu os Dez Mandamentos.

    Nesses Dez Mandamentos, Deus revela Quem Ele é. Deus também revela a responsabilidade deles para com Ele e uns para com os outros.

    Sabemos que esses Dez Mandamentos foram escritos em duas tábuas de pedra. A primeira tábua contém quatro mandamentos, e esses quatro dizem respeito ao relacionamento entre Deus e o homem.

    Não terás outros deuses diante de Mim.

    Não farás para ti imagem de escultura, nem a adorarás.

    Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.

    A primeira tábua diz respeito ao nosso relacionamento com Deus. Na segunda tábua, há seis mandamentos que definem nosso relacionamento uns com os outros. Segundo a vontade de Deus, como deve ser nosso relacionamento uns com os outros?

    Por meio desses Dez Mandamentos, Deus fez uma aliança com Seu povo redimido de Israel.

    Deus disse que, se vocês guardassem esses mandamentos, seriam Seu povo. Depois de demonstrarem que eram Seu povo, Ele seria o seu Deus e os abençoaria.

    Essa aliança da lei é condicional. Deus deu mandamentos, e o povo de Israel tinha de guardá-los. Se os guardasse, seria abençoado. Se não os guardasse, seria amaldiçoado.

    Vocês têm de cumprir essas condições, e então Deus disse: “Prometo abençoá-los e serei o seu Deus”.

    Enquanto Moisés ainda estava no monte recebendo os Dez Mandamentos, os filhos de Israel já haviam violado e quebrado os mandamentos.

    Eles fizeram o bezerro de ouro e o adoraram como seu deus. Antes que os Dez Mandamentos chegassem às suas mãos, eles já os haviam quebrado.

    Quando Moisés desceu e viu a situação, vocês se lembram, ele despedaçou as duas tábuas.

    Mas Deus, em Sua misericórdia, os perdoou. Ainda assim, deu os Dez Mandamentos aos filhos de Israel.

    Quando você lê a história dos filhos de Israel, percebe que eles quebravam os Dez Mandamentos continuamente: no deserto, na terra, durante o período dos juízes e até no tempo dos reis.

    Deus foi muito paciente com eles. Suportou-os por muito tempo. Mas, finalmente, Deus disse: “Eles não guardaram a Minha aliança. Não cumpriram suas promessas. Não cumpriram essas condições. Portanto, revogarei esta aliança”.

    Os filhos de Israel foram capturados e levados para o cativeiro babilônico. Mas, antes que isso acontecesse, Deus falou por meio do profeta Jeremias.

    “Um dia, farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.”

    Ela não seria como a antiga aliança. A antiga aliança havia sido quebrada; foi revogada e abolida. Deus faria uma nova aliança com eles.

    O Estabelecimento da Nova Aliança

    Essa nova aliança é inteiramente nova. É uma aliança da graça.

    Depois que Deus prometeu essa nova aliança, durante seiscentos anos nada aconteceu.

    Depois de setenta anos de cativeiro, um remanescente voltou a Jerusalém. Eles reconstruíram o templo, retomaram o serviço do templo e continuaram assim até os dias de nosso Senhor Jesus.

    Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho a este mundo, para que Ele nos libertasse da maldição da lei e para que recebêssemos a adoção como filhos.

    Nosso Senhor Jesus veio a este mundo. Por volta dos trinta anos de idade, começou a viajar e a pregar o evangelho do reino. Durante três anos e meio, Ele exerceu Seu ministério, e então chegou o dia de Sua crucificação.

    Mas, na noite em que foi traído, Ele reuniu Seus discípulos ao Seu redor. Eles estavam participando da Última Ceia. Era a ceia da Páscoa.

    Perto do fim da ceia da Páscoa, nosso Senhor Jesus Se levantou. Tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e disse:

    Tomai, comei: isto é o Meu corpo, que é dado por vós.

    Depois, Ele tomou um cálice. Durante a Páscoa, havia quatro cálices diferentes. Esse era o terceiro cálice da Páscoa, chamado cálice da bênção.

    Nosso Senhor tomou esse cálice da bênção, abençoou-o e o deu aos Seus discípulos. Ele disse:

    Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, que é derramado por vós.

    Isso é para a remissão dos pecados.

    Irmãos e irmãs, durante seiscentos anos, desde que Deus prometera a nova aliança, nada mais se ouvira a respeito. Mas, de repente, naquela noite, nosso Senhor Jesus tomou esse cálice e disse: “Esta é a nova aliança”, selada com Seu próprio sangue e dada a nós.

    O que Deus prometeu à casa de Israel e à casa de Judá a respeito dessa nova aliança ainda está no futuro. Ainda não se cumpriu para eles.

    Mas, naquele dia, nosso Senhor Jesus trouxe essa nova aliança a nós, à igreja de hoje. Por quê? Porque nosso Senhor Jesus não veio a este mundo apenas para os judeus. Ele veio a este mundo para o mundo inteiro.

    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.

    Nosso Senhor Jesus tomou essa nova aliança — a aliança que um dia Deus fará com a casa de Israel e com a casa de Judá — e a estabeleceu conosco, a igreja, hoje.

    A Libertação da Lei

    Irmãos e irmãs, hoje não estamos debaixo da antiga aliança da lei.

    Debaixo da antiga aliança da lei, todos perecerão. Segundo o livro de Romanos, as palavras da lei são dirigidas aos que estão debaixo da lei.

    Os filhos de Israel tinham a lei escrita. Os gentios não têm a lei escrita, mas temos a lei não escrita, gravada em nosso coração. Nossa consciência nos diz qual é a lei de Deus.

    Quer você seja um judeu debaixo da lei escrita de Moisés, quer seja um gentio debaixo da lei não escrita de Deus em seu coração, todos estamos debaixo da lei. Debaixo da lei, ninguém pode ser justificado.

    Todos estamos condenados, porque todos pecamos e ficamos aquém da glória de Deus.

    Há somente uma Pessoa que pode viver debaixo da lei e ser aprovada. É nosso Senhor Jesus. Durante toda a Sua vida, Ele viveu debaixo da lei e cumpriu tudo o que nela havia.

    Por isso, Deus O declarou justo. Em todo este mundo, há somente um Homem que pode viver debaixo da lei e permanecer vivo. Fora o Senhor Jesus, todos os que vivem debaixo da lei morrem.

    Mas nosso Senhor Jesus não apenas cumpriu a lei pessoalmente; Ele foi à cruz para cumprir a lei por nós.

    Há duas maneiras de cumprir a lei. Uma é fazer o que a lei diz. A outra é pagar a penalidade que a lei exige.

    Por exemplo, você está dirigindo um carro, e a lei diz que não pode ultrapassar cem quilômetros por hora. Se dirigir dentro desse limite, estará cumprindo a lei.

    Agora, suponha que você dirija a cento e dez quilômetros por hora. Você infringiu a lei. A lei diz que deve pagar determinada quantia. Se pagar essa quantia, sua situação estará regularizada, como se tivesse cumprido a lei.

    Foi isso que aconteceu conosco. Todos quebramos a lei de Deus. Cristo é o único que cumpriu a lei de Deus.

    Àquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós; para que Nele nos tornássemos justiça de Deus.

    Ele pagou a penalidade por nós. Nós quebramos a lei e deveríamos morrer. Cristo cumpriu a lei e deveria viver. Mas Ele morreu em nosso lugar, para que não morrêssemos.

    Ele nos libertou da lei. Ele nos libertou da antiga aliança e fez uma nova aliança conosco.

    Irmãos e irmãs, não estamos debaixo da antiga aliança. Graças a Deus por isso! Estamos debaixo da nova aliança. Não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça.

    Características da Nova Aliança

    Essa nova aliança é inteiramente nova. Quais são as características dessa nova aliança?

    Nosso relacionamento com Deus hoje se fundamenta inteiramente na nova aliança. Deus trata conosco segundo a nova aliança, e nós nos relacionamos com Deus segundo a nova aliança. É assim que podemos viver nossa vida cristã.

    Portanto, é muito importante sabermos que aliança Deus fez conosco. Se não conhecemos a aliança que Deus fez conosco, não sabemos como viver diante de Deus.

    Infelizmente, vemos que muitos cristãos hoje ainda estão vivendo debaixo da antiga aliança. É por isso que estão debaixo da lei, têm sempre uma consciência culpada e uma vida cristã fraca.

    Eles não sabem que Deus os colocou debaixo da nova aliança. Vivemos debaixo da nova aliança. É uma aliança da graça, e essa é a única maneira de vivermos uma vida cristã normal.

    Uma Aliança Inteiramente Nova

    Em primeiro lugar, ela é uma nova aliança. Não é um remendo da antiga, como se a antiga não fosse perfeita e, por isso, você a remendasse, tentando torná-la completa.

    Não é como pegar um tecido novo e tentar remendar uma roupa velha. Deus não faz remendos. Deus sempre deixa o antigo passar e faz tudo novo.

    Essa nova aliança é inteiramente nova. É inteiramente diferente da antiga aliança. É um novo relacionamento.

    Uma Aliança Superior Fundamentada em Melhores Promessas

    Em segundo lugar, essa nova aliança é uma aliança superior. Por quê? Porque está fundamentada em melhores promessas.

    No Antigo Testamento, na antiga aliança, Deus de fato prometeu bênçãos. Mas essas bênçãos estavam condicionadas à obediência à lei. Se você não cumprisse a lei, a promessa não se cumpriria; em seu lugar, viria a maldição.

    Mas a nova aliança é diferente. A nova aliança é incondicional.

    Na antiga aliança, Deus disse: “Farás” e “Não farás”. Você tem de assumir a responsabilidade primeiro, e então Deus assumirá a Sua responsabilidade.

    Mas, na nova aliança, Ele não diz: “Farás” e “Não farás”. Ele diz: “Eu farei, Eu farei e Eu farei”.

    A antiga aliança é uma aliança da lei. A lei faz exigências à carne. A nova aliança é uma aliança da graça. Ela não faz exigências, mas primeiro fornece o suprimento. É incondicional.

    Um Mediador Superior

    Em terceiro lugar, essa nova aliança está sob a mediação de uma Pessoa superior: o próprio Senhor Jesus.

    Ele não é apenas a nova aliança; Ele é o Mediador da nova aliança. Essa nova aliança é uma Pessoa. Deus faz uma aliança conosco por meio de uma Pessoa. Ele nos deu um Homem. Ele nos deu Cristo. Essa é a aliança: tudo o que Cristo é.

    Mas Ele não apenas nos dá Cristo. O próprio Cristo Se torna o Mediador. Isso significa que Ele cuidará para que todas as cláusulas e todas as promessas dessa aliança se tornem realidade para nós.

    Temos um Mediador superior, melhor do que Moisés. Moisés pode lhe dizer qual é a lei, mas não é capaz de ajudá-lo a cumpri-la.

    Mas nosso Senhor Jesus não apenas nos dá a nova aliança; Ele cuidará para que você entre no desfrute da nova aliança.

    Uma Aliança Interior

    Em quarto lugar, essa nova aliança é interior, não exterior.

    Na antiga aliança, Deus disse aos filhos de Israel: “Tomei vocês pela mão e os conduzi”. Embora seja muito bom ter Deus segurando nossa mão, isso ainda é exterior.

    Você vê uma criança andando, e a mãe ou o pai segura a mão dela. Isso é muito bom. Mas ainda é exterior. A criança pode ver alguma coisa em outro lugar, soltar-se da sua mão e sair correndo.

    Foi isso que os filhos de Israel fizeram com Deus. Deus segurou suas mãos, mas eles se soltaram da mão de Deus. Era algo exterior.

    Mas a nova aliança é interior. Ele disse: “Porei a Minha lei no seu interior. Vocês Me conhecerão dentro de si”. É inteiramente interior.

    Deus não está apenas ao nosso lado, segurando nossas mãos. Ele vem e habita dentro de nós. Isso é diferente! Se Ele está ao seu lado, você pode fugir. Mas, se Ele está em você, não importa aonde você vá, Ele está ali com você. Essa é a sua própria vida. Ela está sempre ali.

    É algo interior, não exterior. A vida cristã é uma vida interior; não é uma ação exterior.

    No Antigo Testamento, debaixo da antiga aliança, Deus era como o esposo deles. Ele os protegia, supria suas necessidades e cuidava deles. Mesmo assim, os filhos de Israel se rebelaram contra Deus.

    Embora Deus fosse como um esposo, Ele só podia estar ao lado deles. Mas os filhos de Israel foram infiéis a Deus.

    Debaixo da nova aliança, estamos unidos a Deus em vida. Estamos unidos a Deus em Cristo Jesus. Irmãos e irmãs, aqui temos um relacionamento mais íntimo do que o de marido e mulher.

    Como Tu, ó Pai, estás em Mim, e Eu em Ti, que também eles estejam em Nós.

    Uma Aliança de Graça e Vida

    A antiga aliança é uma aliança de obras. Você tem de cumprir a lei. Você tem de fazer.

    Mas a nova aliança é uma aliança da graça. Graça significa que Deus diz: “Eu farei isso por você. Você tem de fazê-lo, mas Eu vou fazê-lo em você e por você”.

    A antiga aliança foi abolida. Mas a nova aliança é uma aliança eterna. Ela não pode ser quebrada, porque se fundamenta no próprio Deus.

    Se depender de você, ela será quebrada. Mas, se depender de Deus, nunca será quebrada. É uma aliança eterna.

    Precisamos agradecer a Deus por ser tão misericordioso conosco, a ponto de fazer uma aliança assim com pessoas como nós.

    As Três Cláusulas da Nova Aliança

    Em que consiste essa aliança? Ela é muito simples. Tem apenas três cláusulas. Você as encontra em Jeremias 31 e Hebreus 8.

    No que diz respeito à nossa experiência, vamos começar pela terceira cláusula.

    O Perdão e o Esquecimento dos Pecados

    A terceira cláusula está em Hebreus 8:12:

    Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades e não Me lembrarei mais dos seus pecados.

    Nessa nova aliança que Deus fez conosco, Ele disse: “Perdoarei os seus pecados”. Ele não apenas perdoará nossos pecados, mas até Se esquecerá deles.

    Irmãos e irmãs, que bênção! A nós, que estamos debaixo da lei do pecado, o Senhor diz: “Seus pecados estão perdoados”.

    Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve.

    Todos os nossos pecados, nossas iniquidades e nossas transgressões estão perdoados. Isso acontece por causa do sangue de nosso Senhor Jesus. Deus olha para o sangue de Seu Filho amado e diz: “Todos os seus pecados estão perdoados”.

    Não apenas estão perdoados, mas Ele diz: “Não os vejo mais. Eu o perdoei e Me esqueci disso”. Deus não Se lembra mais dos seus pecados.

    Irmãos e irmãs, essa é a nova aliança.

    Muitos cristãos ainda vivem com uma consciência culpada. Não conseguem esquecer seu passado. Já confessaram seus pecados diante de Deus, mas seus pecados passados voltam e perturbam sua consciência o tempo todo.

    Por quê? Porque ainda vivem debaixo da antiga aliança. Não sabem que, debaixo da nova aliança, se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.

    Ele não apenas perdoa, mas Se esquece completamente.

    Mas nossa mente nos prega peças. Esquecemos o que deveríamos lembrar e lembramos o que deveríamos esquecer. O que Deus esquece, nós lembramos.

    Confessamos nosso pecado, e Deus disse: “Seus pecados estão perdoados”. Amanhã, vamos a Deus e confessamos de novo, e Deus diz: “Do que você está falando? Eu não Me lembro”.

    Por que você se lembra? Por que não reconhece o valor precioso e a certeza do poder purificador do sangue do Senhor?

    Debaixo da nova aliança, diariamente, a cada hora, a cada momento, a cada segundo, podemos viver diante de Deus sem nenhuma sombra ou nuvem.

    É verdade que às vezes caímos. Não somos perfeitos. Mas, se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para com Sua aliança, justo para com o sangue de nosso Senhor Jesus. Ele tem de perdoar; e não apenas perdoar, mas também não Se lembrar.

    Irmãos e irmãs, podemos viver diariamente em comunhão ininterrupta com Deus. Que bênção!

    O Conhecimento Interior de Deus

    Isso é apenas o começo. Agora chegamos à segunda cláusula, em Hebreus 8:11:

    E não ensinará cada um a seu concidadão, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor: porque todos Me conhecerão, desde o menor até o maior deles.

    Debaixo da antiga aliança, a lei estava escrita em pedra. Mais tarde, foi escrita em livros e rolos. Por isso, você precisava ler o rolo e ter alguém que lhe ensinasse e explicasse a lei.

    O conhecimento de Deus vinha de fora. Era um conhecimento baseado em informações. Reunindo informações, você adquiria conhecimento a respeito de Deus. Mas, ainda assim, esse conhecimento de Deus era mental e exterior. Não estava realmente dentro de você. Não era um conhecimento de Deus por experiência.

    Você conhece a respeito de Deus, mas não conhece o próprio Deus. Se ninguém lhe ensina, você diz: “Bem, não sei que tipo de Deus Ele é”. Se as pessoas lhe ensinam e dizem: “Conheça o Senhor”, você diz: “Sei que tipo de Deus Ele é, mas Ele está a bilhões e bilhões de quilômetros de distância”.

    “Sei que Deus existe, mas não sei onde encontrá-Lo.” Essa é a antiga aliança.

    Mas Ele disse: “Vocês não precisam que alguém lhes ensine: ‘Conheçam o Senhor’”. Por quê? Porque todos, desde o menor entre vocês até o maior, Me conhecerão dentro de si.

    No grego, você verá que essas duas palavras traduzidas como “conhecer” são diferentes. “Conhece o Senhor” se refere a um conhecimento exterior, mental. O segundo “conhecer” — “Me conhecerão dentro de si” — é um conhecimento de Deus interior, vivido por experiência.

    Depois que somos salvos, uma pergunta que sempre fazemos é esta: “Agora pertenço ao Senhor. Quero agradar a Deus. Quero fazer Sua vontade. Mas como posso conhecer Sua vontade? Como posso conhecer a Deus?”.

    Se você conhece a nova aliança, sabe que Deus já resolveu esse problema para você.

    Quando você crê no Senhor Jesus, Ele coloca um Mestre dentro de você. Esse Mestre é o outro Consolador, e Ele lhe ensinará todas as coisas. Ele glorificará a Cristo.

    Você tem a unção dentro de si. Você tem o Espírito Santo habitando em você, e o Espírito Santo que habita em você é seu Mestre.

    Ele está lhe ensinando incessantemente. Está lhe ensinando a respeito de Cristo. Está conduzindo você a Cristo.

    É por isso que Ele disse: “Desde o menor até o maior, eles Me conhecerão”. Um cristão recém-nascido tem o Espírito Santo dentro de si.

    A Bíblia diz que precisamos obedecer ao ensino da unção que está dentro de nós, e então permaneceremos em Cristo.

    Nosso problema no cristianismo hoje é que, depois que você crê no Senhor Jesus, as pessoas lhe dão regras e regulamentos. Elas dizem: “Se você cumprir essas regras e esses regulamentos, então é um cristão”.

    Assim, nossa caminhada cristã se torna um caminho exterior, e um dia chegamos a um beco sem saída. O cristianismo é um caminho interior.

    O Espírito Santo em você lhe ensinará todas as coisas.

    Não é verdade que, depois de você ser salvo, mesmo sem ninguém lhe dizer nada, algo muda? Antes, você gostava de contar mentiras, até aquelas mentirinhas aparentemente inofensivas. Depois de ser salvo, de repente percebe que há Alguém dentro de você dizendo: “Você é um cristão. Não deve fazer isso”.

    Seu Mestre está lhe ensinando. Irmãos e irmãs, vocês têm essa experiência? Creio que sim. Mas vocês não seguem esse ensino. Seguem o outro caminho, o caminho exterior. Por isso, chegam a um beco sem saída na vida cristã.

    Se você seguir o caminho interior, o ensino do Espírito Santo dentro de você, irá de glória em glória.

    Essa é a segunda cláusula. Esse é nosso direito de nascimento. Nosso direito de nascimento não é apenas ter nossos pecados perdoados e esquecidos. Nosso direito de nascimento é conhecer a Deus, aproximar-nos Dele, ter comunhão com Ele e permitir que o Espírito de Deus nos ensine devidamente.

    A Lei do Espírito da Vida

    Agora chegamos à primeira cláusula, em Hebreus 8:10:

    Porei as Minhas leis na sua mente e também as escreverei no seu coração: e Eu lhes serei Deus, e eles Me serão povo.

    A lei de Deus já não está escrita em pedra ou papel. Agora a lei está escrita em seu coração.

    Se você abrir em Jeremias, verá que “lei” está no singular. Mas, em Hebreus, está no plural. Não há contradição.

    Deus escreveu uma única lei em nosso coração. É a lei do Espírito da vida. É a lei régia do amor. É a lei perfeita da liberdade. Uma única lei, não centenas nem milhares: é a lei do Espírito da vida.

    A lei do Espírito da vida não apenas lhe diz qual é a vontade de Deus; ela também lhe dá poder para fazer a vontade de Deus.

    Vida é poder. O Espírito Santo em você é o Espírito da vida. Ele está suprindo esse poder a você.

    É uma lei. Em outras palavras, ela sempre age dessa maneira, como a lei da gravidade. Não importa aonde você vá, a mesma lei está operando em você.

    Essa lei o liberta da lei do pecado e da morte.

    É o mesmo que Deus dizer: “Serei o seu Deus, e vocês serão o Meu povo”. É exatamente o inverso da antiga aliança.

    A antiga aliança dizia: “Vocês serão o Meu povo; então, Eu serei o seu Deus”. Mas, na nova aliança, Ele diz: “Serei o seu Deus, para que vocês possam ser o Meu povo”.

    Nosso Deus é o Deus Todo-Poderoso. Ele mesmo, dentro de nós, é nosso poder. Isso é graça. Ele nos diz qual é Sua vontade e é o poder em nós para cumprir essa vontade.

    Não diga: “Não tenho forças para fazer a vontade de Deus”. Sim, em si mesmo você não tem forças. Mas, se olhar para Deus, nada é difícil demais e nada é impossível para Deus.

    Irmãos e irmãs, não há apenas o perdão dos pecados, nem apenas o conhecimento interior de Deus, mas também há o poder da vida. Esse é nosso direito de nascimento.

    Você pode chegar a Deus e dizer: “Tu fizeste uma aliança. Agora, cumpre-a”.

    Segundo a nova aliança, se eu confessar meus pecados, Tu estás comprometido a perdoar; não apenas a perdoar, mas a esquecer. Agora quero que cumpras a Tua aliança.

    Segundo a Tua aliança, Tu dizes que posso conhecer a Tua vontade. Por isso, venho e Te peço que me mostres a Tua vontade.

    Segundo a Tua aliança, Tu dizes que serás meu poder. Eu não posso, mas Tu podes. Portanto, faze isso segundo o que estabeleceste em Tua aliança.

    É assim que chegamos a Deus, e é assim que Deus deseja que cheguemos a Ele.

    A Vida Segundo a Nova Aliança

    Vamos considerar Hebreus 8:13:

    Ao dizer: Uma nova aliança, Ele tornou antiga a primeira. Ora, aquilo que se torna antigo e envelhece está perto de desaparecer.

    No que diz respeito a Deus, a antiga aliança já passou. Ele fez uma nova aliança conosco, e todo o Seu trato conosco é segundo a nova aliança.

    Ele não tratará conosco segundo a antiga aliança, com base em nós mesmos.

    No entanto, muitas vezes ainda nos relacionamos com Deus sobre a antiga base. Não cremos que Deus possa nos perdoar. Mesmo que Ele nos perdoe, achamos que ainda Se lembrará.

    Não cremos que Ele Se dará a conhecer a nós. Ainda procuramos pessoas que nos ensinem, porque achamos que não podemos conhecê-Lo.

    Quando conhecemos a vontade de Deus, dizemos: “Não, não podemos fazê-la”. Esquecemos que há o poder da vida dentro de nós.

    Essa antiga aliança precisa tornar-se antiga e envelhecer em nossa experiência. Não mantenham a antiga aliança como Moisés, que viveu até uma idade tão avançada e não parecia envelhecer nem perder o vigor.

    Se fizermos isso, não teremos progresso em nossa vida cristã. Deixem que a antiga aliança, em nossa experiência, gradualmente se torne velha, envelheça e passe. Deixem que ela desapareça.

    Pois agora estamos vivendo debaixo da nova aliança. Irmãos e irmãs, que o Senhor nos ajude.

    Oração

    Senhor, nós Te agradecemos e Te louvamos, pois Tu sabes que não podemos cumprir a antiga aliança. Tu não nos deste a antiga aliança, mas nos deste uma nova.

    Senhor, pedimos que abras nosso entendimento espiritual, para que possamos ver qual é a aliança que fizeste conosco.

    Que, em nossa vida diária, vivamos segundo a nova aliança. Que a antiga aliança desapareça e que a nova aliança seja vivida em nós, para que Tu recebas louvor e glória de dentro de nós.

    Em nome do Senhor Jesus. Amém.