Vamos abrir em Romanos 8:29-30 e, depois, em Efésios 4:13.
Porque aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos;
e aos que predestinou, a esses também chamou;
e aos que chamou, a esses também justificou;
e aos que justificou, a esses também glorificou.
Até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem plenamente maduro, à medida da estatura da plenitude de Cristo.
Esta é a nossa conferência de servos sobre o serviço. Vocês se lembram de quando nosso Senhor foi tentado. Ele disse:
Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e somente a Ele servirás.
Sabemos que a adoração é a nossa vida, e o serviço é a nossa vocação celestial. Deus nos colocou nesta terra para servi-Lo. Afinal, Ele quer que sejamos adoradores, porque somente Ele é digno de adoração.
Nós nos reunimos com o propósito de aprender como servir bem diante do Senhor. Se queremos servir ao Senhor de maneira adequada, há certos requisitos. Um deles é que precisamos crescer espiritualmente e nos tornar espiritualmente maduros.
Se não estamos amadurecendo espiritualmente, podemos ter um coração disposto a servir, mas não temos a força necessária para servir.
Todas as manhãs, consideraremos juntos esta questão da maturidade espiritual. Teremos cinco sessões ao todo.
Nesta manhã, gostaríamos de considerar que a maturidade espiritual é a vontade de Deus para todos nós.
Na segunda sessão, compartilharemos sobre a adoção de filhos — a filiação.
Depois, compartilharemos sobre algumas manifestações dos cristãos carnais.
Na quarta sessão, compartilharemos sobre algumas características daqueles que são espiritualmente maduros e sobre como podemos buscar crescer no Senhor.
Por fim, consideraremos como chegamos à plena medida e estatura do Filho de Deus.
Nesta manhã, estamos considerando que a maturidade espiritual é a vontade de Deus. Sabemos que Deus é a origem de tudo.
No princípio, Deus.
Não apenas na criação física, mas também no mundo espiritual, Deus é a origem de tudo.
Portanto, quando consideramos a maturidade espiritual, precisamos começar pela perspectiva de Deus. Buscar a maturidade espiritual é, de fato, a vontade de Deus.
É possível alguém buscar a maturidade espiritual e, ainda assim, não estar dentro da vontade de Deus, porque não a busca em favor da vontade ou do propósito Dele, mas em favor de si mesmo. Então, a consequência do pecado virá sobre a nossa vida.
Quando Deus colocou o homem no jardim do Éden, o homem era como uma criança. Fisicamente, conforme havia sido criado, era uma pessoa adulta; mas, espiritualmente, era apenas uma criança.
A vontade de Deus era que o homem crescesse. O caminho pelo qual Deus pretendia que o homem crescesse era o caminho da vida. Por isso, Ele colocou o homem diante da árvore da vida. O propósito de Deus era que ele crescesse.
Mas o caminho para crescer e amadurecer é por meio da vida de Deus. O homem não buscou crescer pelo caminho da vida. Em vez disso, buscou crescer apoiando-se no fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Naquele momento, o homem queria crescer, mas queria crescer à sua própria maneira. Queria desenvolver-se à parte da vida de Deus. Queria crescer em conhecimento, mas não crescer espiritualmente.
Por ter buscado crescimento fora do caminho da vida e fora do caminho de Deus, ele não foi formado à imagem do Filho. Perdeu a imagem de Deus e caiu nas mãos de Satanás. O propósito de Deus não pôde ser cumprido, e Deus não pôde receber Sua glória.
Irmãos e irmãs, quando buscamos ser espiritualmente maduros, qual é a nossa motivação? Percebemos que esta é, de fato, a vontade de Deus? Sendo assim, buscamos crescer para a glória Dele ou buscamos crescer para nós mesmos?
Se o crescimento é para nós mesmos, pode haver duas consequências. Alguns podem realmente crescer, mas desejam tornar-se heróis espirituais. Têm ambição e buscam grandes coisas para si mesmos, mas toda a motivação está voltada para eles próprios.
Nesse caso, caímos nas ciladas do inimigo.
Outros podem pensar que permanecer criança é uma vida muito confortável, porque não precisam assumir muita responsabilidade. Simplesmente se sentam e recebem suprimento dos outros. Por isso, acham melhor permanecer como crianças.
Mas, irmãos e irmãs, quando consideramos a maturidade, precisamos nos apresentar diante de Deus. Precisamos permitir que o Senhor examine nossas motivações.
Precisamos perguntar a nós mesmos: Por que quero crescer ou amadurecer espiritualmente? É para mim mesmo ou é para Deus? Minha maneira de buscar crescimento está de acordo com o caminho de Deus ou com o meu próprio caminho?
O fundamento do crescimento espiritual é este: não podemos fazer de nós mesmos o objetivo da nossa maturidade espiritual.
Os quatro Evangelhos nos mostram como o Senhor viveu Sua vida. Ele é o nosso exemplo.
O Verbo Se fez carne e habitou entre os homens, cheio de graça e de verdade.
O Senhor veio a esta terra de uma maneira totalmente diferente de Adão. Adão foi criado como homem adulto. A rigor, ele não era o homem-padrão. Nosso Senhor Jesus Cristo é o Homem-padrão.
Embora fosse o Filho de Deus, quando veio tornar-Se homem, Ele começou Sua vida humana como um bebê.
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu.
O Filho nos foi dado, mas, antes de nos ser dado, Ele nasceu como uma criança. Desde a infância, foi crescendo gradualmente.
E o menino crescia e Se fortalecia, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele.
Quando tinha doze anos, Seus pais O levaram a Jerusalém, ao templo. Naquela ocasião, de acordo com o costume judaico, Ele Se tornou um filho da lei.
O Senhor Jesus tinha um forte desejo de cuidar dos assuntos de Seu Pai. Ele conhecia a vontade de Seu Pai. Contudo, embora soubesse que deveria cuidar dos assuntos de Seu Pai, em obediência a Seus pais terrenos, voltou para casa com eles e continuou a crescer.
E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens.
O Senhor cresceu de maneira equilibrada: espírito, alma e corpo. Ele veio para realizar a obra da redenção. Nele, descobrimos que a vontade de Deus é que cresçamos. Ele nunca pretendeu que permanecêssemos crianças. Ele quer que cresçamos e amadureçamos, para que possamos nos levantar e servir à vontade de Deus.
O Senhor tinha discípulos. Havia um pequeno grupo que cria Nele, e Ele os chamou para segui-Lo. Ser discípulo de Cristo é segui-Lo e aprender com Ele.
Nós nos colocamos em Suas mãos para que Ele nos treine, a fim de crescermos espiritualmente. Os doze foram chamados pelo Senhor e cresceram com o Senhor.
Fisicamente, os discípulos já eram adultos. Mas, espiritualmente, eram como crianças. Durante os anos em que seguiram o Senhor, chegaram a discutir entre si: “Quem é o maior?” Eles manifestavam sua carne.
Com o tempo, foram instruídos pelo Senhor, e a instrução do Senhor os foi ajustando. Muitos O seguiram até certo ponto e depois O abandonaram, porque achavam que Sua palavra era dura demais para eles.
Mas Pedro disse:
Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna.
E nós temos crido e sabemos que Tu és o Santo de Deus.
O Senhor continuou Sua obra neles para que crescessem espiritualmente. Eles O viram ir à cruz e testemunharam nosso Senhor ressuscitado dentre os mortos.
O Senhor soprou sobre eles e disse:
Recebei o Espírito Santo.
No dia de Sua ressurreição, eles receberam o Espírito Santo habitando neles. Depois, no dia de Pentecostes, foram cheios do Espírito Santo. Saíram, e o evangelho se espalhou até os confins da terra.
Na vida dos discípulos, vemos como cresceram e amadureceram espiritualmente. Por serem maduros, puderam assumir a responsabilidade espiritual que lhes foi confiada.
Pela vida do Senhor e de Seus discípulos, vemos que é, de fato, a vontade de Deus que cresçamos espiritualmente. É por meio da maturidade espiritual que podemos servi-Lo de maneira adequada.
Agora chegamos à verdade acerca do crescimento. Em Romanos 8:29-30, vemos a salvação de Deus. A salvação de Deus não é apenas um ensinamento; é uma Pessoa. A salvação de Deus é o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele não é apenas nosso Salvador; Ele é a nossa salvação.
O objetivo da salvação não é apenas o perdão dos nossos pecados, nem mesmo a justificação. É que possamos vencer a morte, vencer o pecado, vencer o poder do pecado e viver uma vida santificada nesta terra.
Contudo, o propósito final de Deus é que sejamos glorificados. Antes mesmo de existirmos, Deus nos viu em Cristo Jesus. Ele nos escolheu e nos predestinou.
Por que Ele nos predestinou? Foi apenas para que fôssemos salvos? Não. Ele nos predestinou para que fôssemos conformes à imagem de Seu Filho.
Ser salvo pela graça é, de fato, algo grandioso. Somente Deus pode realizar uma obra tão gloriosa. Mas, da perspectiva de Deus, salvar-nos do pecado não é Seu propósito final. Ele deseja nos conduzir à Sua glória.
Glória significa que somos conformados à imagem de Seu Filho, para que Seu Filho seja o primogênito entre muitos irmãos.
O primogênito não é apenas Aquele que nasceu primeiro. Nas Escrituras, o primogênito fala de primazia e soberania.
Deus nos deu a vida de Seu Filho, e a natureza e o caráter de Seu Filho devem ser formados em nós. Em todos os aspectos, devemos nos tornar semelhantes ao Seu único Filho.
O propósito de Deus não é apenas nos salvar e nos deixar como crianças. Ele quer que nos tornemos Seus filhos. Ele quer que Seu Filho seja o primogênito entre muitos irmãos. Isso é glória.
Vamos abrir em 1 Coríntios 3:1.
E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo.
Com leite vos alimentei, não com alimento sólido; porque ainda não o podíeis suportar; nem ainda agora podeis.
Paulo disse aos coríntios:
Não pude falar a vós como a homens espirituais, porque éreis homens carnais. Éreis crianças em Cristo.
Quando Paulo estava com eles, eram bebês; por isso, deu-lhes leite, porque não podiam receber alimento sólido. Essa era a condição deles naquela época. Mas agora ainda permaneciam como crianças.
Pelo tempo decorrido, já deveriam ter crescido. Não podemos permanecer como bebês. Depois de vários anos, se não há crescimento, isso não é normal.
Devemos crescer. Por amor a Deus, devemos desejar nos tornar homens de Deus.
Vamos abrir em 2 Coríntios 12:2-4. Paulo disse:
Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos… foi arrebatado até o terceiro céu.
E sei que esse homem foi arrebatado ao paraíso.
Um homem em Cristo é um homem maduro, plenamente desenvolvido.
Em 1 Coríntios 1:30, lemos:
Mas vós sois Dele, em Cristo Jesus, o Qual Se tornou para nós sabedoria da parte de Deus, e justiça, e santificação, e redenção.
Quanto à nossa posição, já estamos em Cristo Jesus. Mas, muitas vezes, não vivemos em Cristo. O homem em Cristo não está apenas nessa posição; em sua vida e em seu viver, ele vive em Cristo.
O homem que vive em Cristo é um homem maduro, plenamente desenvolvido. Embora estejamos em Cristo, se não vivemos em Cristo, não podemos crescer.
Vamos abrir em Gálatas 3:1-3.
Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou, a vós perante cujos olhos Jesus Cristo foi claramente apresentado como crucificado?
Só isto quero saber de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
Sois assim tão insensatos? Tendo começado no Espírito, agora sois aperfeiçoados na carne?
Depois, em Gálatas 4:19, Paulo diz:
Meus filhinhos, por quem de novo sofro as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós.
Os crentes da Galácia tinham um coração disposto a buscar crescimento, mas seu caminho estava errado. Pensavam que haviam começado pelo Espírito, mas que precisavam ser aperfeiçoados pela observância da lei.
Por terem se afastado do caminho da vida, não podiam crescer. Permaneceram como crianças e caíram da graça.
Paulo disse:
De novo sofro as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós.
Sim, recebemos Sua vida, mas Sua vida precisa ser formada em nós. A imagem do Senhor precisa ser vista em nós.
Podemos ter um coração disposto a buscar crescimento e, ainda assim, deixar de permitir que o Espírito nos aperfeiçoe. Em vez disso, confiamos na carne e pensamos que podemos guardar a lei. Então, caímos da graça.
Deus Se agrada em revelar Seu Filho em nós. Paulo disse:
Fui crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.
À medida que Cristo vive diariamente em nós, Ele é formado em nós. Então, os homens verão Cristo. Isso é maturidade espiritual.
Agora vamos abrir em Efésios 1:5.
Tendo-nos predestinado para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade;
para o louvor da glória de Sua graça.
Aqui vemos o propósito eterno de Deus. Ele nos predestinou para a adoção de filhos por meio de Jesus Cristo. Ele nos colocou na posição de filhos.
Depois, Efésios 4:13 nos mostra o aspecto coletivo:
Até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem plenamente maduro, à medida da estatura da plenitude de Cristo.
Esse homem maduro é o homem coletivo, a igreja. Por causa do propósito de Deus, não devemos tratar levianamente essa questão da filiação. Precisamos valorizar e prezar esse direito de primogenitura.
Por causa da vontade de Deus, precisamos desejar ardentemente que o Corpo, a igreja, cresça e amadureça. Quando a igreja alcançar a estatura madura de Cristo, então o Noivo virá receber a noiva.
Vamos abrir em Filipenses 3:10-11.
Para conhecê-Lo, e o poder de Sua ressurreição, e a comunhão de Seus sofrimentos, sendo conformado à Sua morte;
para ver se, de algum modo, posso alcançar a ressurreição dentre os mortos.
Em Filipenses, vemos Paulo buscando o próprio Senhor. Quando encontrou o Senhor no caminho de Damasco, uma revolução radical aconteceu em sua vida.
Ele já não buscava a justiça que vinha pela lei. Passou a conhecer a justiça que vem pela fé em Cristo Jesus. Por desejar ardentemente o Senhor, considerou tudo como refugo.
Paulo não apenas experimentou a graça que o justificou; também experimentou a obra salvadora de Deus em sua vida. Desejava conhecer o Senhor, o poder de Sua ressurreição e a comunhão de Seus sofrimentos.
Os sofrimentos de Cristo têm dois aspectos. Um deles é Seu sofrimento redentor, que Ele padeceu por nós. O outro é o sofrimento por causa da justiça e da vontade de Deus. Por causa de Sua vida de ressurreição, podemos sofrer com Ele.
Ser conformado à Sua morte significa que tudo aquilo que não é de Deus precisa ser levado à morte. Sua morte é como um molde, e precisamos ser ajustados a esse molde.
Mas a morte não é o fim. Há a ressurreição — a ressurreição dentre os mortos, a primeira ressurreição. Paulo desejava participar dessa ressurreição.
Esse era o desejo de Paulo e sua santa ambição: tornar-se um homem de Deus. Todos nós precisamos ter esse tipo de desejo.
Vamos abrir em Colossenses 2:9-10.
Porque Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade;
e Nele estais completos.
Depois, Colossenses 1:28 diz:
A Quem anunciamos, admoestando a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo;
para isso também trabalho, lutando segundo a Sua ação, que opera poderosamente em mim.
A plenitude da Divindade habita corporalmente em Cristo. Isso é realidade. Contudo, também nos é dito que fomos feitos completos Nele.
A vontade de Deus é a plenitude. Deus deseja a perfeição para nós — não uma perfeição sem pecado, mas a maturidade. O propósito e o objetivo de todo ministério é apresentar cada pessoa completa em Cristo.
O propósito do ministério é conduzir as pessoas à experiência de toda a plenitude de Cristo.
Vamos abrir em 1 Tessalonicenses 5:23-24.
E o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiel é Aquele que vos chama, o Qual também o fará.
Aqui nos é dito que espírito, alma e corpo devem ser conservados íntegros e irrepreensíveis. Nosso espírito foi regenerado, nossa alma está sendo transformada, e aguardamos a redenção do nosso corpo.
Então, a pessoa inteira poderá estar diante do Senhor de modo irrepreensível. Essa é a vontade de Deus.
Quem pode realizar isso? Aquele que os chama é fiel, e Ele mesmo o fará. Às vezes, essas promessas nos parecem gloriosas demais. Como podemos chegar a uma condição tão gloriosa? Graças a Deus: Aquele que nos chama é fiel.
Vamos abrir em 2 Tessalonicenses 1:11-12.
Por isso também oramos sempre por vós, para que o nosso Deus vos considere dignos do vosso chamado e cumpra, com poder, todo desejo de bondade e toda obra de fé;
para que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós Nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
Os crentes de Tessalônica tinham obras de fé, trabalho de amor e perseverança da esperança. Mas precisavam prosseguir. Paulo orou para que fossem considerados dignos de seu chamado, para que todo desejo de bondade e toda obra de fé fossem cumpridos.
O Senhor deve ser glorificado em nós, e nós Nele. Isso é glória. Portanto, precisamos buscar crescer espiritualmente.
Em 1 Timóteo 4:8, lemos:
A piedade é proveitosa para todas as coisas, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.
Precisamos nos exercitar na piedade. O exercício físico tem algum proveito, mas a piedade é proveitosa para esta vida e para a vida futura. Precisamos cooperar com a obra do Espírito Santo dentro de nós e nos exercitar para sermos semelhantes a Deus.
Em 2 Timóteo 4:7-8, Paulo estava no fim de sua vida. Ele disse:
Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé;
desde agora, a coroa da justiça me está reservada, a qual o Senhor, o justo Juiz, me dará naquele dia;
e não somente a mim, mas também a todos os que têm amado a Sua manifestação.
Em Filipenses, Paulo disse que ainda não havia alcançado e que se esquecia das coisas que ficavam para trás e prosseguia para o alvo. Mas, quando chegou ao fim de sua vida, Deus lhe deu uma certeza interior. Pela graça, havia combatido o bom combate, completado a carreira e guardado a fé.
Essa coroa não é apenas para Paulo, mas para todos aqueles que amam a manifestação do Senhor. Portanto, precisamos ser aqueles que anseiam pela manifestação do Senhor.
Tito 2:11-13 nos diz:
Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens;
ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos neste presente mundo de maneira sóbria, justa e piedosa;
aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo.
Hebreus 6:1 diz:
Portanto, deixando os ensinamentos dos princípios elementares de Cristo, prossigamos para a perfeição.
Tiago 2:22 diz:
Vês que a fé cooperava com as suas obras, e pelas obras a fé foi aperfeiçoada.
Quando chegamos a Pedro, vemos a necessidade de ser diligentes, de buscar conhecimento e de prosseguir com o Senhor. Em João, vemos o crescimento de filhinhos para jovens e, depois, para pais.
Devemos edificar a nós mesmos na fé e orar no Espírito Santo. Devemos nos conservar no amor de Deus, aguardando ansiosamente a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
Quando chegamos a Apocalipse, vemos a Nova Jerusalém. O propósito de Deus está cumprido.
Irmãos e irmãs, a maturidade espiritual é para o propósito de Deus e para a Sua vontade. Estamos dispostos a satisfazer Seu coração?
Essa é uma das razões pelas quais devemos crescer espiritualmente.