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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Malachi: I Have Loved You © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Malachi: I Have Loved You
    Malachi: I Have Loved You
    Miller, Ed

    As respostas perfeitas de Deus no livro de Malaquias

    Bom dia, irmãos.

    Quem conhece as possibilidades de união com o Senhor hoje? É empolgante pensar nisso.

    Somos muito gratos pela presença de todos vocês. De maneira especial, queremos dar as boas-vindas aos jovens que estão aqui. Somos muito gratos, porque nunca é cedo demais para buscá-Lo, e Deus pode salvar uma vida, além de salvar uma alma.

    Vocês, jovens, têm uma vantagem sobre nós. Nós precisamos crescer para trás, até chegar onde vocês estão, para receber do Senhor. Por isso, estamos felizes por vocês estarem aqui. Prossigam com empenho em conhecer o Senhor.

    A dependência do Espírito Santo

    Ao nos aproximarmos do estudo da Palavra de Deus, há um princípio de estudo bíblico que vocês conhecem muito bem. Preciso mencioná-lo por causa do meu próprio coração, para aliviar a mim mesmo: a dependência total do Espírito Santo de Deus.

    Somente Deus pode revelar Deus. Somente o Senhor pode mostrar a Si mesmo. Se ao menos pudéssemos perceber o quanto Ele deseja — o quanto Ele anseia — revelar a Si mesmo! E Ele quer mostrar a Si mesmo nesta manhã.

    Agora, deixem-me compartilhar um pequeno versículo da Bíblia que tem significado muito para mim. Depois, vamos orar juntos e olhar para a Palavra.

    João 1:42 contém uma grande verdade. É um versículo que ilustra o coração de Deus quando Ele encontrou um homem pela primeira vez, aqui na terra — quando o encontrou pela primeira vez.

    Tu és Simão: tu serás chamado Cefas.

    Eu amo isso: tu és; tu serás. Deus sempre quer nos tirar do lugar onde estamos e nos transformar naquilo que Ele deseja fazer de nós. Tu és; tu serás. E somente Deus sabe tudo o que seremos.

    Então, com essa verdade consoladora, vamos nos curvar diante do Senhor e pedir que Ele nos encontre onde estamos e nos leve aonde deseja que estejamos.

    Nosso Pai, agradecemos novamente pelo Teu precioso Espírito Santo, Aquele que vive em nós e habita em nós; Aquele que sonda as profundezas de Deus, a vida de Deus, e Cujo prazer é revelar o Senhor Jesus ao nosso coração.

    Nesta manhã, Senhor, eu simplesmente oro para que Tu venhas ao encontro de cada um de nós e também ao nosso encontro como um corpo; que Tu nos faças sentar, fales conosco e sondes nosso coração. Ó Deus, cava profundamente e depois nos leva à resposta perfeita.

    Agradecemos antecipadamente porque Tu responderás a esta oração além do que pedimos. Oramos para que, pela fé simples, possamos nos apropriar daquilo que pesa em Teu coração e que Tu expressaste de maneira tão maravilhosa no livro de Malaquias. Pedimos no nome incomparável de nosso Senhor Jesus. Amém.

    O livro de Malaquias como uma conversa pessoal

    Ontem à noite, depois da reunião, o irmão Dave Struve fez um comentário comigo. Achei um tanto divertido. Ele disse: “Todas essas respostas perfeitas para esses problemas… Eu sei que vai ser Jesus, Jesus, Jesus. Só estou ansioso para ver como você vai chegar lá”.

    Bem, ele encontrou a Pedra de Roseta. É sempre isso. Perdoem-me, irmãos, se eu não O apresentar com clareza, porque é disso que tudo trata. Certamente, esse é o objetivo final.

    Agora, vou pedir que vocês abram novamente, por favor, no livro de Malaquias. Para aqueles que não estavam aqui ontem à noite, esse é o último livro do Antigo Testamento.

    Como vocês se lembram, apenas para recapitular, é um livro dirigido ao remanescente. Não se deixem desviar pelo primeiro versículo, pensando que ele é dirigido somente a Israel. A maneira como a palavra Israel é usada neste livro — e vocês podem ver isso nos capítulos 2 e 3 de Malaquias — inclui Jacó. Trata-se do remanescente.

    Deus está falando àqueles que haviam voltado voluntariamente do cativeiro, que haviam acolhido aquela boa notícia, aquele decreto que os libertou, e retornado à terra de paz — uma terra que, naquele tempo, ficava bem fora do arraial.

    Eles haviam provado as coisas profundas do Senhor. Eram os mais abençoados, os mais privilegiados, aqueles que haviam bebido mais profundamente do Senhor, que mais haviam recebido Suas visitações e que estavam abertos à comunhão com Ele fora do arraial. Aqueles a quem Malaquias se dirigia não eram estranhos ao Senhor.

    Eles haviam visto Sua graça e experimentado Sua misericórdia. Naquele momento, não estavam enfrentando o problema de se voltar para Baal ou para algum falso deus. Não estavam sendo acusados de fazer alianças ímpias com nações estrangeiras. Não havia nenhuma ameaça iminente, nenhum perigo próximo de algum ataque de outra nação.

    Era a nata do povo: de volta à terra, adorando no templo, com um sacerdócio restaurado.

    Mas, como destaquei ontem à noite, isso havia acontecido muito tempo antes. Fazia muito tempo que Deus não falava com Seu povo. Eles O tinham ouvido e O conheciam. Haviam experimentado Sua presença e provado Seu livramento. Você poderia se sentar com eles, e eles seriam capazes de recordar a bondade e as bênçãos do Senhor.

    Mas o que pesava no coração de Deus era que essas pessoas não recebiam uma visitação viva do Senhor havia muito tempo. Não eram estranhas a Ele, mas, como havia passado tanto tempo, começaram a esfriar por dentro.

    A vida deles começou a se tornar formal, e as coisas começaram a ficar mecânicas. Eles ainda se reuniam. Ainda cantavam os cânticos. Ainda traziam as ofertas. Mas as ofertas já não eram o que haviam sido.

    Os escudos de ouro agora haviam sido substituídos por escudos de bronze. Havia um peso. Havia uma falta de vida. Uma nuvem estava se assentando sobre esse remanescente tão especial e abençoado do povo de Deus.

    E uma das grandes tragédias — provavelmente a maior de todas — era que eles não sabiam disso. Não sabiam que estava acontecendo. Não percebiam. Era algo tão gradual, tão sutil, tão insidioso, tão interior.

    Se você lhes mostrasse isso, eles negariam. Na verdade, foi exatamente o que aconteceu no livro de Malaquias.

    Foi nessa situação que Deus veio, porque aquilo estava partindo Seu coração. Ele via Seu povo — não em rebeldia, não se afastando com alguma atitude deliberada —, mas simplesmente à deriva, ficando cada vez mais frio, cada vez mais distante, porque havia musgo sobre a revelação de Deus. Fazia tanto tempo que não O ouviam!

    Assim, entraram nesse ressecamento gradual do coração e, bem lá dentro, numa espécie de podridão seca. Algo estava acontecendo com o povo de Deus. Por fora, havia paz. Havia prosperidade. Exteriormente, tudo parecia bem.

    É a essa situação que Deus vem, por meio de Seu mensageiro, Malaquias, para falar com essas pessoas, com esses corações, e tratar dessa situação.

    Como destaquei em nosso estudo introdutório, este livro é singular — diferente de qualquer outro livro da Bíblia. Malaquias é um profeta diferente de todos os outros. Ele é um profeta, mas não parece um profeta. Não age como um profeta. Não fala como um profeta.

    Este não é um livro de sermões. Não é um livro de advertências. Não é um livro de visões. É isso que vocês veem nos outros profetas.

    Malaquias não esteve em atividade por cinquenta ou sessenta anos, como Oseias. É um tipo diferente de profeta. Malaquias não toca uma trombeta de chifre de carneiro nem convoca uma grande assembleia do povo de Deus para ouvir a Palavra do Senhor, como Joel faz. Isso é um profeta.

    Joel anuncia:

    Eis que o Senhor brama de Sião.

    E então se levanta e brama. Esse não é Malaquias. Amós era outro tipo de profeta. Ele profetizou em dias de prosperidade, nos dias do rei Uzias, e assim por diante. Mas seu livro está cheio de visões. Vocês não veem isso em Malaquias.

    Malaquias é singular. Ele não é como Miqueias, apresentando todo um catálogo de pecados do povo de Deus e das nações estrangeiras, e assim por diante. O profeta está ali, mas é como se não estivesse. Deus está falando, e Deus está falando diretamente.

    Como eu disse ontem, é como se Deus fosse um conselheiro, levasse Seu povo para uma sala reservada e dissesse: “Sentem-se. Precisamos conversar”.

    Vocês precisam lembrar que Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. Há coisas que pesam no coração de Deus, e Ele diz:

    “Não deixarei vocês saírem deste testamento até que tenham clareza sobre Meu amor, clareza sobre Minha obra, clareza sobre Meu povo, clareza sobre Meus caminhos, clareza sobre Minha fidelidade e clareza sobre Minha glória.”

    “Precisamos conversar, porque Eu ouço…” Não dos lábios de vocês, pois vocês não ousariam dizer essas coisas com a boca. Deus diz: “Tenho ouvido o coração de vocês. Tenho ouvido os sussurros do coração de vocês”.

    Deus vai às profundezas e traz aquilo à tona, e eles dizem: “Não, não, não. Nós nunca diríamos isso”. Deus diz: “Deixem-Me mostrar a vocês”. É disso que trata o livro de Malaquias: o próprio Deus vindo.

    Malaquias 1:2 — Deus falando:

    Eu vos tenho amado, diz o Senhor.
    Mas vós dizeis: Em que nos tens amado?

    Ao longo de todo o livro, Deus fala, e Seu povo responde: “Mas vós dizeis” — dezesseis vezes. Deus diz:

    O filho honra o pai, e o servo, o seu senhor: se Eu sou Pai, onde está a Minha honra?
    E, se Eu sou Senhor, onde está o Meu temor?

    Se vocês quiserem entender o livro de Malaquias — a profecia de Malaquias —, precisam guardar isto no coração: é Deus falando diretamente com Seu povo. O profeta está ali, mas não está. É Deus Se comunicando. Algo está acontecendo lá no fundo, e Deus quer ir ao encontro disso. Deus quer tratar disso.

    O livro de Malaquias é uma conversa pessoal entre o Senhor e Seu povo a respeito daquilo que é mais precioso ao Seu coração.

    Vou ser sincero com vocês: Deus mexeu profundamente com meu próprio coração enquanto estudei este livro sob a orientação do Espírito Santo. Quase me sinto um bisbilhoteiro ao estudar este livro. Só me senti assim uma outra vez, quando estudei o livro de Habacuque, porque ali Deus também abriu um pequeno visor em Seu aposento de oração e me permitiu olhar para dentro. Esse também é um livro precioso.

    Mas, ao olhar para essa conversa, você recebe permissão para entrar numa sala. Deus está aconselhando Seu povo, e Ele convidou você a entrar. Logo, você deixa de ser um espectador; é você quem está na cadeira. Foi isso que Deus fez enquanto eu estudava este livro.

    O método do diagnóstico divino

    Deixem-me apresentar mais uma vez ao coração de vocês o método deste livro, e depois retomaremos de onde paramos ontem. É assim que o livro se desenvolve: Deus faz Seu povo sentar, e então começa a cavar.

    Ele começa a ir além dos sintomas para chegar ao problema, porque nós sempre tratamos dos sintomas e nos esquecemos do problema. Deus nunca trata daquilo que se deduz; Ele trata do problema.

    Nós vamos embora cantando alegremente, com um curativo sobre uma dor de cabeça, e pensamos que alguma coisa foi feita. Mas Deus nos ama demais para permitir que tratemos apenas dos sintomas. Então Ele cava, cava e cava, porque essas coisas não podem ficar sem tratamento. Precisam ser tratadas. Precisam vir à tona.

    Deus toca em coisas tão profundas e tão fundamentais que, ao longo do livro, essas pessoas ficam chocadas quando Ele as revela. Ficam chocadas. Negam. “Isso não pode ser. Eu nunca diria essas coisas.”

    Quando vocês veem algumas das expressões fortes deste livro, sabem que, com seus lábios, com sua língua, nunca diriam: “Eu desprezo Teu nome. Odeio Tua obra. Teu ministério é enfadonho. Os sacrifícios de animais estão contaminados. A mesa está contaminada”. Vocês nunca diriam isso — não aqui.

    Mas Deus diz: “Tenho observado sua vida — sua atitude, sua disposição. Ela está falando Comigo. Eu ouço sua vida”.

    Bem lá no fundo estão esses sussurros. Vamos destacar seis deles no livro de Malaquias. Observem o Senhor ir às profundezas e dizer: “É isso que vocês estão dizendo”. E eles dirão: “Não, não estamos. Nunca diríamos isso”. Ele diz: “É assim que Eu sei”, e lhes mostra.

    Em cada caso, irmãos, Ele dá a resposta perfeita. A resposta perfeita. Vocês já sabem — o segredo já foi revelado —: é Jesus. É Jesus.

    A organização dos estudos restantes

    Antes de começarmos de fato o novo conteúdo, quero dizer uma palavra sobre como vou dividir estes seis estudos. Isso não vai ajudar muito quem estiver ouvindo a gravação.

    Como vocês sabem, ainda temos mais três reuniões, contando esta, se o Senhor permitir. Como são seis questões, talvez parecesse lógico tratar de duas numa reunião, duas na seguinte e das duas últimas no final. Para ser sincero, esse era meu plano.

    Mas não foi assim que Deus organizou as coisas, e também não foi assim que Ele ministrou ao meu coração. Então, encontrei um pequeno problema. Seria lógico tratar de duas e duas, colocá-las em ordem, mas isso significaria que eu teria de encorpar algumas coisas sobre as quais não tenho tanta luz; teria de estender outras; e, em outras ainda, teria de cortar aquilo que considero ser o que pesa no coração de Deus.

    Eu estava preso à ideia de fazer um bom esboço, e o Senhor me libertou disso. Espero que vocês também se sintam livres quanto a isso.

    Vocês estão numa escola bíblica neste fim de semana, e este é um semestre. Neste semestre, estamos estudando o livro de Malaquias. Quando o sinal tocar e a aula terminar, vamos parar; depois, retomaremos.

    Isso talvez signifique que vamos tratar de um ponto e meio, ou de um ponto e um quarto. Talvez tratemos de três. Eu não sei… Bem, eu sei, porque sei o que vou fazer. Eu não sabia quando comecei; agora sei.

    Só estou tentando dizer que, se as anotações de vocês sobre a primeira lição terminarem com um ponto e meio, retomaremos dali na próxima vez. Vou tentar parar em algum lugar lógico, e não como o capítulo 21 de Atos termina — com uma vírgula. Vocês sabem, há alguma coisa errada nisso.

    De qualquer modo, não será aquele pacotinho bem organizado de que eu gosto, com uma conexão lógica; vamos dividir as coisas de uma maneira um pouco diferente.

    O primeiro sussurro do coração: a dúvida sobre o amor de Deus

    Agora, então, gostaria de convidá-los a considerar esta primeira questão que Deus trata e para a qual Ele dá uma resposta perfeita. Vou pedir que acompanhem, por favor, no capítulo 1 de Malaquias.

    Peso da palavra do Senhor contra Israel, por intermédio de Malaquias.
    Eu vos tenho amado, diz o Senhor.
    Mas vós dizeis: Em que nos tens amado?
    Não era Esaú irmão de Jacó? Diz o Senhor: todavia, amei a Jacó;
    E aborreci a Esaú, e fiz dos seus montes uma desolação e dei a sua herança aos dragões do deserto.
    Ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados;
    Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eles edificarão, mas Eu destruirei;
    E lhes chamarão: Termo de impiedade e povo contra quem o Senhor está irado para sempre.
    E os vossos olhos o verão, e direis: O Senhor será engrandecido desde os termos de Israel.

    Como vocês se sentiriam tendo de compartilhar sobre esses versículos? Digo a vocês: antes de Deus Se revelar a mim, eu realmente tinha dificuldade com esses versículos preciosos.

    O primeiro sussurro do coração tem a ver com o amor de Deus: “Eu vos tenho amado”, diz o Senhor. Em inglês, são quatro palavras: I have loved you. Em hebraico, são apenas duas palavras.

    Deus chega à primeira questão, ao primeiro sussurro do coração, em duas palavras. Não vou tentar pronunciar o hebraico. “Eu vos tenho amado”, diz o Senhor.

    Eu tenho amado vocês. Ainda amo vocês. Sempre amarei vocês.

    Vocês não amam Jeremias 31:3?

    Há muito o Senhor me apareceu, dizendo: Com amor eterno te amei.

    Deixem-me dizer uma coisa que isso significa, irmãos. “Eu amo vocês com um amor eterno.” Isso significa que o Senhor nunca começou a amar vocês. Ele sempre amou vocês. Ele nunca passou a amar vocês. Nunca houve um momento em que Ele dissesse: “Acho que vou começar a amá-los”.

    Desde sempre Ele ama vocês, e para sempre amará vocês.

    E, no entanto, Malaquias 1:2 diz:

    Em que nos tens amado?

    Esse é o começo dos problemas do coração. Esse é o primeiro sussurro que vem à tona neste livro. Essa é uma questão básica.

    Esse é o contexto que precisamos considerar, porque talvez nós também tenhamos uma história com o Senhor, como eles tinham. Para alguns, talvez já faça algum tempo que Deus não Se revela e que não recebemos uma visitação do céu. Talvez as coisas estejam indo bem em nossa vida.

    Essas pessoas haviam conhecido o Senhor, caminhado com Ele durante anos e O servido fielmente. Haviam visto Seus mistérios e Sua glória. Mas agora algo estava acontecendo por dentro, e havia uma indicação de um problema muito sério.

    Algo aconteceu, e eles começaram a olhar com desconfiança para o amor de Deus. Essa é a primeira indicação do declínio progressivo que acontece no livro de Malaquias.

    Não sei se vocês têm o costume de escolher um versículo do ano e um livro do ano. Eu gosto muito de fazer isso — é apenas mais uma razão para me apegar a uma passagem das Escrituras ou olhar para um livro de maneira especial. Há anos faço isso. É um livro que vamos estudar de maneira especial durante o ano inteiro.

    Malaquias é meu livro do ano neste ano, e estou confiando que Deus ministre por meio dele. Deveríamos ter realizado esta conferência no fim do ano; talvez eu pudesse trazer um pouco mais de luz a vocês. Mas esse é meu livro do ano, e meu versículo do ano vem desse livro: Malaquias 3:6.

    Porque Eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.

    Que versículo é esse! Eu esperaria que dissesse: “Porque sou paciente, vocês não são consumidos”, ou: “Porque amo vocês, vocês não são consumidos”. Mas é porque Ele não muda.

    Vocês conseguem imaginar se Ele tivesse oscilações de humor como nós temos? Ah, como sou grato por Ele não mudar! “Acho que hoje não estou com vontade de sustentar você e lhe dar graça.” Porque Ele não muda, irmãos, nós não somos consumidos.

    Essa é a primeira indicação. Tenho a impressão — embora ainda não com clareza suficiente; talvez no fim do ano — de que há uma progressão entre esses problemas. Eu não entro realmente no segundo problema sem ter passado pelo primeiro. Uma coisa leva à outra. Não posso afirmar isso de maneira definitiva, mas acho que está ali. Alguns de vocês, irmãos, podem estudar isso.

    Em essência, Malaquias 1:2 expressa o que estava no coração deles: “Eu não vejo nenhuma indicação de que Tu me amas”.

    O devorador e a desconfiança do amor divino

    Deixem-me dar uma pequena chave para entender o que estava acontecendo. Ela aparece mais adiante, no capítulo 3 de Malaquias. Vejam Malaquias 3:11.

    E, por causa de vós, repreenderei o devorador,
    E ele não destruirá os frutos da vossa terra;
    Nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos Exércitos.

    Deus havia enviado um devorador. Os comentaristas acham que talvez tenha sido uma invasão de gafanhotos. Não sabemos o que era o devorador. Deus deixa isso em aberto. Ele quer que fique em aberto.

    Mas Deus precisava sacudir essas pessoas. Deus precisava despertá-las por dentro. Precisava abalá-las. Então, fosse o que fosse, não importa. Deus enviou o devorador, e o devorador começou a devorar. As plantações começaram a ser consumidas.

    “Eu vos tenho amado”, diz o Senhor.

    “Tu nos tens amado? Tu viste esse devorador devorando tudo?”

    Deixem-me tentar ilustrar. Ao olhar para essa primeira questão, precisamos perceber que o problema deles não era teológico.

    Se vocês fossem até eles, os chamassem de lado e dissessem: “Quero conversar com vocês sobre a teologia do amor de Deus. Deus ama vocês?”, o que eles diriam?

    “Sim, é claro que Ele nos ama. Ele nos ama com um amor eterno. Ele nunca começou a nos amar. Ele nos ama agora. Ele nos amará para sempre.” Eles tinham uma boa teologia. Não teriam dificuldade com isso. Diriam: “Deus é amor”.

    Mas então o devorador veio. Algo parecido com o que aconteceu na vida de Jó. De repente, o devorador vem e atinge nossos filhos — nossos filhos se foram. Nossa casa se foi. O dinheiro da conta bancária se foi. O devorador chegou.

    Eu ainda tenho uma boa teologia, mas o devorador chegou. Então, talvez meu corpo seja atingido, e surja uma doença incurável. O que dizem que Jó tinha — lepra negra e elefantíase, ou seja lá o que Jó tinha?

    Acho que uma de suas maiores provações — não a maior; a maior foi perder a percepção da presença de Deus — foi perder o apoio espiritual de sua companheira de vida. Que provação é essa!

    Como louvo a Deus por minha esposa e pelo apoio que ela me dá!

    O que acontece quando o devorador vem dessa maneira, quando tudo desmorona? Toda vez que você tenta resolver um problema, ele piora. Toda vez que tenta sair das dívidas, fica ainda mais endividado. Toda vez que tenta encontrar uma solução, as circunstâncias adversas aumentam.

    Então alguém se aproxima de você e diz: “Deus ama você”.

    Vejam, era isso que estava acontecendo. Eles sabiam que Deus os amava, mas, bem no fundo do coração, surgiu esta pergunta: “Será que Deus nos ama? Como isso pôde acontecer? Como, debaixo do céu de Deus, isso poderia ser permitido se Deus me amasse — se Ele realmente Se importasse, se tivesse coração, se estivesse prestando atenção, se estivesse no controle, se estivesse no trono?”

    Vocês percebem a questão, irmãos? Não é teologia. Eles sabem que Deus os ama. Têm uma excelente declaração de fé. São ortodoxos, firmados nos fundamentos, creem na Bíblia — sabem de tudo isso.

    Mas, quando o devorador veio, começaram a alimentar suspeitas no mais profundo de seu ser: “De que maneira Deus nos ama?” Isso precisa ser tratado. Isso precisa ser tratado.

    No exato momento em que começo a questionar o amor do Senhor, sou derrotado. No momento em que você começa a questionar se Deus ama você — isso é tão básico, tão fundamental —, você perde algo que não pode perder. Você precisa saber, e saber com profunda convicção, que Deus realmente ama você.

    A resposta perfeita em Romanos 8

    Como Deus trata disso? Que resposta Ele dá? Ou, melhor, que resposta perfeita Ele dá quando começo a alimentar essas perguntas, essas dúvidas, porque foi permitido que o devorador entrasse em minha vida?

    Deus dá uma resposta perfeita. No livro de Malaquias, ao longo de todos esses capítulos preciosos, Deus tem a palavra final. Em cada questão, em cada caso, Ele tem a palavra final.

    Mas Ele não fica interrompendo para ter sempre a palavra mais recente. Ele deixa você falar. Deixa você questionar. Deixa você perguntar. Deixa você soltar seus suspiros. Quando você termina, Ele fala.

    Ele fala a palavra que impõe silêncio aos seus lábios e à sua língua. É como Jó, quando tudo terminou: “O que posso dizer? Bem, posso pôr a mão sobre a boca?”

    Salmos 39:9:

    Emudeci; não abri a minha boca,
    Porquanto Tu o fizeste.

    Silêncio.

    Vejam Malaquias 1:5. Depois de dar Sua resposta — que ainda não examinamos —, Ele diz:

    E os vossos olhos o verão, e direis: O Senhor será engrandecido desde os termos de Israel.

    Assim que vocês virem a resposta, dirão: “Seja o Senhor engrandecido”.

    Que Deus nos dê a resposta, se houver aqui alguém que tenha recebido a visita de um devorador. No mais profundo do coração — mas você nunca confessaria isso, nem ao amigo mais próximo —, você não diria: “Estou começando a duvidar de que Deus me ama”. Ah, você é teológico demais para isso. Não diria isso.

    Mas Deus ouve os sussurros do coração, e isso parte Seu coração. Isso pesa sobre Ele. Quando essas coisas clamam, que resposta Deus dá? Deixem-me mostrar Sua resposta perfeita.

    Quero ler esses versículos mais uma vez.

    Eu vos tenho amado, diz o Senhor.
    Mas vós dizeis: Em que nos tens amado?
    Não era Esaú irmão de Jacó? Diz o Senhor: todavia, amei a Jacó;
    E aborreci a Esaú, e fiz dos seus montes uma desolação e dei a sua herança aos dragões do deserto.
    Ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados;
    Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eles edificarão, mas Eu destruirei;
    E os homens lhes chamarão: Termo de impiedade e povo contra quem o Senhor está irado para sempre.

    Agora, lembrem-se, irmãos: tentei mostrar que não é um problema teológico. Concordamos nisso?

    A resposta não é teológica. Isso é muito importante para entender essa passagem. Sei que as pessoas olham para esses versículos — “Amei a Jacó e aborreci a Esaú” — e entram imediatamente na teologia.

    Isso se torna uma grande discussão teológica, especialmente quando vocês relacionam a passagem a Romanos 9:10-13. Não estou falando desses capítulos; quero dizer Romanos, capítulo 9, versículos 10 a 13, onde isso é apresentado e mencionado. Então cada um assume sua posição particular.

    “Quer ouvir minha posição sobre o amor eletivo? Vamos falar de predestinação. Vamos discutir o significado da palavra aborrecer. É ódio, ou é algum tipo de amor menor? Vamos falar sobre a predestinação dos condenados. O que a Bíblia ensina sobre isso, sobre a soberania de Deus, a justiça de Deus e o governo de Deus?”

    É um prato cheio para rodas de discussão teológica, mas não faz muita coisa pelo coração que olha com desconfiança para o amor do Senhor.

    Não podemos perder de vista o coração de Deus aqui, irmãos. Quando vocês estão com o coração partido, quando, lá no fundo, são tentados a duvidar de que Deus ainda os ama, a cura não é o calvinismo. Não é o arminianismo. Não é nem mesmo a discussão dessas coisas.

    Isso pode ser instrutivo e, certamente, é interessante examinar essas questões, mas essa não é a resposta aqui. Não é disso que trata o livro de Malaquias. Não é isso que está acontecendo aqui.

    Antes de dar a vocês a resposta perfeita, deixem-me dizer outra coisa que ela não é. Não é uma resposta teológica, e também não é algum tipo de alívio psicológico que Ele está oferecendo.

    Ele não está dizendo: “Olhem para Esaú. Olhem para Edom. Alguém está em situação pior que vocês”. Isso nunca me ajudou muito.

    Às vezes vocês ouvem isso. Eu garanto, irmãos: se meu carro parar de funcionar, saber que dois carros de vocês também pararam não vai me ajudar. Temos essa ideia, sabem, de que, se outra pessoa passou por aquilo — ou por algo pior —, talvez a gente obtenha algum alívio psicológico.

    Se estou com fome e alguém diz: “Ah, eles estão morrendo de fome”, isso faz você se sentir mal. Você se sente culpado; entra numa espiral de culpa ou algo assim. Minha perna dói. “Bem, eles tiveram de amputar a perna.” Vocês sabem, é assim que isso costuma ser apresentado.

    “Não consigo ficar confortável nesta cama.” Minha esposa me lembra: “Algumas pessoas estão tentando dormir sobre papelão num beco”. Bem, isso ajudou por um tempo. Fez com que eu me calasse.

    Mas Deus não está olhando para Esaú e Edom e dizendo: “Agora olhem para alguém que está em situação pior que vocês”. Esse não é o ponto aqui.

    Deixem-me compartilhar o que considero ser a resposta perfeita. Como estamos diante de algo em forma de semente no Antigo Testamento, gostaria de mostrar a resposta perfeita no Novo Testamento, em sua forma plenamente desenvolvida. Depois voltaremos, e vocês verão que é assim.

    Vocês podem abrir no capítulo 8 de Romanos. Não vamos examiná-lo imediatamente. Deixem-me apresentar o contexto imediato de Esaú e Edom.

    Jeremias havia anunciado uma terrível profecia sobre Edom em Jeremias 49:7-22. Ele descreveu o dia que viria: um dia de juízo sobre Edom. Isaías também faz isso, no capítulo 34, descrevendo esse terrível juízo sobre Edom.

    Jeremias usa palavras como devastação, despojamento completo, destruição. “Eles se tornarão objeto de espanto”, como na destruição de Sodoma e Gomorra — desolação.

    Isaías usa expressões como estas:

    Os seus ribeiros se tornarão em pez.
    O seu pó se tornará em enxofre.
    A fumaça do seu fogo subirá para sempre.

    Palavras bastante fortes contra Edom, contra Esaú.

    Agora, se vocês conhecem a história bíblica, ali no fim — não se preocupem em determinar as datas com exatidão —, sabem que, em 586 ou 587, a Babilônia veio e levou o povo de Deus, Judá, para o cativeiro. Vocês se lembram disso.

    Eles não estavam atrás apenas de Judá. Era uma conquista mundial. Era Nabucodonosor. Era a Babilônia. Depois de conquistar Judá, alguns anos mais tarde — houve uma guerra longa —, alguns anos mais tarde conquistaram Edom.

    Aquelas coisas terríveis que Jeremias havia dito que aconteceriam aconteceram. Setenta anos depois, por causa da bondade do Senhor, Judá foi restaurado. Eles se recuperaram. Deus os trouxe de volta. Voltaram a construir. Construíram o templo, o muro e a cidade.

    Mas podiam olhar pela janela para os montes onde Edom ficava, e eles nunca voltaram. Vocês precisam entender quando isso foi escrito e onde essas pessoas estavam. Foram levados cativos na mesma época, mas Edom foi destruído e nunca voltou.

    Agora vou pedir que abram no capítulo 8 de Romanos, por favor.

    “Ah, Tu nos tens amado?” Deus diz: “Eu aborreci a Esaú. Aborreci a Edom. Fiz de seus montes uma desolação. Destinei sua herança aos chacais”.

    Quando Deus disse: “Olhem para Esaú”, quando Deus disse: “Olhem para Edom”, Ele estava dizendo, creio eu — e acho que posso demonstrar isso a vocês —: “Se vocês duvidam do Meu amor, se são tentados a duvidar do Meu amor, olhem bem para alguém a quem Deus odeia”.

    Olhem para seu irmão. Olhem para seu gêmeo. Olhem para seu parente. Olhem para aquele, de sua própria carne e sangue, sobre quem a ira de Deus foi derramada sem misericórdia — uma ira sem atenuantes.

    Romanos 8:31:

    Que diremos, pois, a estas coisas?

    Irmãos, alguma coisa aí soa como Malaquias? “Que diremos, pois, a estas coisas?” “Mas vós dizeis.” Mas vós dizeis. Vocês conhecem esse capítulo. Sabem de que trata Romanos 8. Começa sem condenação, termina sem separação, e vocês sabem o que há no meio. Que capítulo!

    Então vejam, por favor, Romanos 8:35:

    Quem nos separará do amor de Cristo?

    Isso soa como Malaquias? É o mesmo assunto: “Que diremos, pois, a estas coisas?” O amor de Cristo. O que há entre essas duas perguntas? “Que diremos?” e “Quem nos separará do amor de Cristo?”

    Irmãos, vejam, por favor, Romanos 8:32:

    Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou,
    Antes O entregou por todos nós,
    Como nos não dará também com Ele todas as coisas gratuitamente?

    Digo isso com reverência, irmãos: se vocês estão duvidando, de alguma maneira, de que Deus os ama, olhem bem para aquele a quem Deus odeia. Olhem bem para seu Irmão, que foi odiado por causa de vocês — odiado por minha causa.

    Vocês nunca mais duvidarão de que Ele os ama. É disso que trata Romanos 8. “Que diremos, pois, a estas coisas?” Vocês perguntam: “Que coisas?”

    Romanos 8:18 fala dos sofrimentos do tempo presente. Romanos 8:28 diz “todas as coisas”, incluindo o devorador. “Nem mesmo a Seu próprio Filho poupou”, Romanos 8:32.

    É quase como se Deus dissesse: “Tenho Meu Filho. Tenho Meus eleitos. Não posso poupar ambos”.

    Se tenho alguma coisa em casa e Lillian diz que uma daquelas coisas precisa sair, vou ficar com a que mais amo. Falo como um insensato, irmãos, mas quase parece que Ele amou vocês mais do que amou Seu Filho, porque vocês foram poupados, e Ele não foi poupado.

    Ele não poupou Seu próprio Filho. Nada vai silenciar os sussurros de um coração que desconfia do amor de Deus mais do que olhar novamente para Aquele sobre Quem Deus derramou Sua ira sem atenuantes.

    Olhe para seu Irmão. Olhe para seu Parente. Olhe para Aquele que morreu em seu lugar. Agora Me diga: Eu amo você?

    Vocês percebem o que Ele está dizendo? “Que diremos, pois, a estas coisas?”

    Romanos 8:38-39. Paulo chegou a uma certeza naquele ponto. Chegou a uma convicção naquele ponto:

    Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras,
    Nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura,
    Nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

    Paulo chegou à convicção de que não havia nada no universo de Deus que pudesse entrar em sua vida e indicar, por pouco que fosse, que Deus não o amava.

    Vejam, é disso que se trata. Depois do que Ele fez por vocês na cruz, depois do que Ele fez por mim na cruz — Ele não poupou Seu próprio Filho —, o que poderia indicar, em minha vida, que Deus não me ama? Que devorador poderia indicar isso?

    A angústia? A perseguição? O perigo? A espada? A fome? A nudez?

    Romanos 8:37:

    Mas, em todas estas coisas, somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou.

    É por isso que Ele disse em Malaquias que, quando vocês vissem isso, diriam: “Seja o Senhor engrandecido além das fronteiras”. Louvado seja Deus! Nada pode nos separar do amor de Deus. Nada no universo pode indicar que Deus já não me ama.

    É a resposta perfeita. A resposta perfeita. Olhem para Aquele a Quem Deus odeia.

    Depois que Paulo O viu, vocês poderiam levar Paulo para fora, espancá-lo, apedrejá-lo, fazê-lo sofrer naufrágio, colocá-lo em todo tipo de perigo, jogá-lo numa masmorra, cortar sua cabeça — não conseguiriam abalar sua confiança. Ele viu o amor.

    Irmão, às vezes precisamos olhar bem para a cruz outra vez. Se fomos além da cruz, fomos longe demais. Precisamos voltar. Precisamos olhar para Aquele que tomou nosso lugar, que não foi poupado.

    Então começaremos a entender que o devorador não veio para devorar nada de bom. Vamos louvar a Deus por esse devorador.

    Não vou desenvolver isso, mas quanta luz isso lança sobre Hebreus 12:6:

    Porque o Senhor corrige o que ama,
    E açoita a qualquer que recebe por filho.

    Vocês sabem o que essa passagem ensina? É isso que ela diz. Sabem o que ela ensina? Ensina que, tão certo quanto vocês são amados, serão disciplinados. Tão certo quanto são amados, serão açoitados.

    O devorador não é uma indicação de que Ele não ama vocês. O contrário é verdadeiro. É uma indicação de que Ele realmente ama vocês.

    Ah, que Deus abra nossos olhos! Foi assim que começou no livro de Malaquias. Foi assim que teve início. Eles desconfiavam. O devorador entrou, estava consumindo as coisas, estava devastando a terra, e eles disseram: “Ele não Se importa. Ele não vê. Ele não me ama”.

    Ele disse: “Se vocês soubessem por que enviei aquilo! Foi porque Eu realmente amo vocês”.

    Se alguma vez duvidarmos de Seu amor, precisamos olhar bem para Aquele a Quem Ele odiou — seu Irmão, meu Irmão, meu Parente, o Senhor Jesus.

    Habacuque 2:20:

    O Senhor está no Seu santo templo:
    Cale-se diante Dele toda a terra.

    Ah, isso fecha nossa boca.

    Judas 1:21, irmãos:

    Conservai-vos no amor de Deus.

    Conserve-se no amor de Deus.

    O segundo sussurro do coração: o cansaço na obra de Deus

    Vou pedir que voltem a Malaquias, por favor. Quero apenas introduzir esse assunto; vamos retomá-lo mais tarde. Esse pensamento interior do coração diz respeito à obra do Senhor: Malaquias 1:6-2:9.

    Os sussurros secretos do coração têm a ver com Sua obra. Como esse problema do coração ocupa a seção mais longa de todo o livro de Malaquias, Deus dedica dezoito versículos inspirados a essa única questão, a esse murmúrio do coração.

    Não vamos concluir isso nesta manhã. Quero começar a introduzir o assunto, e vamos retomá-lo daqui mais tarde.

    O método de Malaquias é cavar no coração, descobrir o problema, demonstrá-lo e, então, dar a resposta perfeita para esse problema.

    Eu disse a vocês que existe uma diferença entre um sintoma e um problema. O verdadeiro problema que vamos tratar aqui está tão entrelaçado com a resposta perfeita que não posso apresentar o problema sem apresentar a resposta de Deus, porque Deus os uniu. À medida que Ele revelou a resposta, o problema veio à luz.

    Mas deixem-me mostrar o sintoma do problema. Esse não é o problema, mas é tudo o que eles conseguiam perceber — e até isso tinham dificuldade para perceber.

    Deixem-me mostrar o sintoma, e, na próxima vez que nos reunirmos, mostrarei o verdadeiro problema ligado à solução de Deus. É uma resposta perfeita. É sempre uma resposta perfeita.

    Isso é muito importante, irmãos. Espero que Deus os ajude a reconhecer, em seu próprio coração, em sua própria vida, a diferença entre sintomas e problemas.

    Vou dizer por quê. Se vocês tratam os sintomas, e aquilo que chamam de problema não é o verdadeiro problema, então a solução não é a solução. Se tratam problemas que não são problemas, chegam a respostas que não são respostas. Então seguem na força de uma resposta que não é resposta, e ficam ainda mais confusos do que antes de levar a questão ao Senhor.

    Precisamos perceber os sintomas. Você sente uma dor, e isso é apenas um sintoma. Não trate apenas da dor. Descubra o que está causando essa dor e, então, trate disso.

    O que a dor é para o corpo, a consciência governada pelo Espírito é para a vida espiritual. Ela apenas indica que há alguma outra coisa errada. Você não trata dela em si. Você olha no espelho e vê uma desordem — não trata do espelho. Precisa tratar do coração, e é isso que o Senhor faz.

    Malaquias 1:6:

    O filho honra o pai, e o servo, o seu senhor:
    Se Eu sou Pai, onde está a Minha honra?
    E, se Eu sou Senhor, onde está o Meu temor?
    Diz o Senhor dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o Meu nome.

    Depois, Malaquias 2:7:

    Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento,
    E da sua boca devem os homens buscar a lei.

    No contexto, esse problema, esse problema do coração, é dirigido aos sacerdotes. Vocês diriam: “Bem, esses são os que estavam no ministério de tempo integral, no serviço cristão de tempo integral”. Deve haver uma aplicação especial aos presbíteros, missionários, professores de escola dominical, evangelistas e assim por diante — àqueles que estão no serviço cristão de tempo integral.

    Eu poderia deixar vocês escaparem com essa interpretação, não fosse a plena luz da revelação, que nos lembra, em 1 Pedro 2:9, que todos somos sacerdotes.

    Portanto, coloquem-se comigo sob esta passagem: todo cristão é um sacerdote. Todo cristão tem em suas mãos alguma obra redentora do Senhor. Quando Ele Se dirige ao sacerdote, não está limitando isso àqueles que exercem algum tipo de função ministerial. Está falando com todo crente — com aqueles que lidam com a verdade de Deus e com as coisas de Deus.

    Isso pode se aplicar a você se estiver ensinando numa classe de escola dominical, tiver algum ministério em presídios, estiver visitando enfermos ou tiver algum outro ministério. Pode haver uma aplicação especial. Mas todo sacerdote é vulnerável a esse segundo sussurro do coração.

    Ah, que Deus nos ajude! Deixem-me apresentar o sintoma. Ele tem a ver com sacerdotes. Tem a ver com a obra de Deus. Tem a ver com serviço, com ministério ao Senhor.

    O sintoma do cansaço

    Em Malaquias 1:6, Deus começa, em Sua sondagem, a tocar nas atitudes dos sacerdotes: “O filho honra o pai, e o servo, o seu senhor. Onde está Minha honra? Onde está o respeito por Mim?”

    É claro que eles negam isso. “Nós temos Te honrado. Temos Te respeitado.”

    Então Ele diz: “Vocês desprezam Meu nome”. Opa, opa, opa — espere. Tu estás indo longe demais. Talvez eu não demonstre toda a reverência, mas não desprezo Teu nome.

    Não leiam isso simplesmente assim: lá, lá, lá. Entendam o choque. Quando Deus vem a esses sacerdotes — eles são sacerdotes; estão ministrando ao Senhor — e diz: “Vocês desprezam Meu nome”, eles ficam chocados. Ficam completamente abalados.

    Deus lhes deu um golpe no estômago e os deixou sem ar. Eles não conseguem acreditar que Ele esteja dizendo isso.

    Malaquias 1:7:

    Ofereceis sobre o Meu altar pão imundo.
    E dizeis: Em que Te havemos profanado?

    Eles dizem: “Como Te contaminamos? Não me lembro de ter trazido pão mofado à mesa. Não me lembro disso. O que Tu estás me dizendo?”

    Nós simplesmente lemos isso assim: “Eu digo, vocês dizem; Eu digo, vocês dizem”. Mas essa é uma revelação espantosa para eles, e eles a negam. Alimento contaminado. Desprezar Teu nome.

    Malaquias 1:12:

    Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é impura;
    E o seu produto, isto é, a Sua comida, é desprezível.

    Imaginem esses sacerdotes quando ouvem essa palavra de Deus. Estão absolutamente estarrecidos. Não conseguem acreditar.

    Não cometam o erro de pensar que “a mesa do Senhor”, em nosso vocabulário, significa o partir do pão. Não é dessa mesa que Ele está falando. Na verdade, não é nem mesmo a mesa dos pães da proposição, embora haja alguma possibilidade de ser essa.

    Ele está falando aqui, no versículo 7, de oferecer alimento contaminado sobre Seu altar. A mesa do Senhor, naquele tempo, era o altar.

    Leiam o capítulo 21 de Levítico. Cinco vezes o sacrifício — o holocausto — é chamado de alimento de Deus. É isso que Ele come. É disso que Ele Se alimenta: o alimento de Deus. Isso dá uma pequena indicação de para onde estamos indo quando chegarmos à resposta.

    Que atitude era essa que eles tinham bem lá no fundo? “Vocês desprezam Meu nome. Minha mesa está contaminada. Os sacrifícios estão impuros, contaminados.”

    Então, cavando mais fundo, Ele diz em Malaquias 1:13:

    E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira!
    E o lançastes ao desprezo, diz o Senhor dos Exércitos.

    Aqui está o sintoma, irmãos.

    Esses sacerdotes… E vocês precisam entrar nessa realidade; espero que Deus os ajude a se colocar no lugar de alguns desses personagens bíblicos quando estudam. Nós simplesmente lemos essas coisas assim: lá, lá, lá.

    Esses sacerdotes tinham um trabalho e tanto. Um trabalho e tanto. Era cansativo, e a remuneração não era lá essas coisas.

    Todos os dias, precisavam estar de pé às nove da manhã e às três da tarde, matar o sacrifício, examinar o sacrifício, preparar o fogo, colocá-lo no altar, retirar as cinzas, garantir que houvesse lenha, acender o fogo, aparar os pavios, preparar a mesa, pegar o incenso, cortar tudo, limpar depois e se preparar para fazer tudo de novo.

    Isso vai bem por algum tempo. Mas então chega o dia seguinte: “Ah, hora de fazer as rosquinhas. Hora de pegar o cordeiro. Lá vêm eles outra vez. É preciso fazer tudo de novo”.

    Depois de algum tempo, a obra de Deus se tornou um fardo. Esse é o sintoma. Esse não é o problema.

    Eles começaram a ficar cansados. Começaram a torcer o nariz para aquilo. Ficaram fatigados e negavam: “Senhor, isso nunca aconteceria conosco”.

    Essa é a atitude secreta do coração. Eles disseram: “Isso nunca, nunca aconteceria conosco”.

    Irmãos, deixem-me dizer uma coisa: isso sempre acontecerá sem a graça de Deus. Sempre acontecerá.

    Bem no fundo do coração, começaram a murmurar e reclamar da obra de Deus, que havia se tornado rotina. A obra de Deus se tornara uma canseira. Tornara-se um fardo, e eles ficaram fartos e cansados daquilo, porque não parava de vir — todos os dias, todas as manhãs, todas as noites, no dia seguinte, de novo, de novo e de novo.

    Não respondam; apenas pensem. Lá no coração, esse é o sintoma. Vocês estão ficando cansados de servir ao Senhor?

    Você diz: “Ah, não. Já é domingo. Preciso preparar aquela lição”. O telefone toca: “Ah, espero que não seja o irmão Fulano. Esse homem não consegue acertar as coisas. Espero que a irmã Fulana não precise de outra visita. Vou ter de voltar lá”.

    Depois de algum tempo, você fica cansado. Fica fatigado.

    Algo aconteceu com a obra do Senhor, e a nota de alegria desapareceu. Ainda não tocamos no problema. Isso é apenas um sintoma.

    Quando Seu jugo não é suave, Seu fardo não é leve e a alegria desapareceu — quando o entusiasmo pelo serviço do Senhor desapareceu —, o que aconteceu?

    Deus disse: “Há algo que pesa sobre Mim. Talvez seja apenas um sussurro em seu coração, mas soa como mil trovões no Meu”, diz o Senhor. “Isso pesa sobre Mim. Estou entristecido. Há algo errado.”

    Ao ouvir essas pessoas, Ele diz: “Vocês têm dito…” “Eu nunca disse isso.” “Vocês têm dito isso. Eu sei que têm dito. A indicação é que estão tão cansados de fazer Minha obra que ela se tornou uma canseira para vocês. Vocês torcem o nariz para ela.”

    Você diz: “Não é tão sério assim, é?” Isso significa que você despreza Meu nome. Significa que despreza Minha mesa. Significa que despreza o que é oferecido sobre Minha mesa.

    Eles ficam ali. Portanto, irmãos, precisam de uma palavra. Nós precisamos de uma palavra.

    Deus não os levou àquela cadeira apenas para dissecá-los, rasgar seu interior e fazê-los se sentir mal. Malaquias não é um livro de más notícias. É um livro de notícias gloriosas. É um livro de ótimas notícias.

    Ele não quer que vocês duvidem de Seu amor, por isso diz: “Olhem para Jesus. Olhem para Aquele que foi odiado por causa de vocês, e nunca mais duvidarão do Meu amor”.

    Ele não quer que vocês se cansem de Seu ministério e de Seu serviço. Não vou dizer agora; veremos isso mais tarde. Mas Ele nos dá uma resposta perfeita — uma resposta perfeita.

    Então Ele prossegue: “Vocês têm um problema com Meu povo. Têm um problema com Meus caminhos. Têm tratado Minha fidelidade como algo garantido. Deixaram de se apegar à Minha glória”.

    Todos esses sussurros… Ele diz: “Precisamos tratar deles”. Em cada caso, Ele dá uma resposta perfeita.

    Oração final

    Mas vou parar. Vamos orar.

    Pai, muito obrigado por este livro.

    Oramos, Senhor, para que Tu sondes nosso coração, a fim de que tenhamos Teu coração em todas essas questões. Livra-nos, pedimos, de negar constantemente que essas coisas sejam assim.

    Ensina-nos a acolher Cristo como nossa resposta. Pedimos em nome de Jesus. Amém.