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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Ark -- In The Lives Of God's People © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Ark -- In The Lives Of God's People
    The Ark -- In The Lives Of God's People
    Kaung, Stephen

    A arca como tipo de Cristo na vida do povo de Deus

    Apenas o primeiro e o segundo versículos.

    Números 2:1-2

    E falou o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo:
    Os filhos de Israel se acamparão, cada um junto ao seu estandarte, com as insígnias das casas de seus pais:
    ao redor da tenda da congregação, de frente para ela, se acamparão.

    Números 10:33-36

    Assim, partiram do monte do Senhor, numa jornada de três dias;
    e a arca da aliança do Senhor ia adiante deles nessa jornada de três dias, para lhes buscar um lugar de descanso.
    E a nuvem do Senhor estava sobre eles de dia, quando partiam do acampamento.

    E acontecia que, quando a arca partia, Moisés dizia:
    Levanta-Te, ó Senhor, e sejam dispersos os Teus inimigos;
    e fujam de diante da Tua face os que Te odeiam.

    E, quando ela repousava, ele dizia:
    Volta, ó Senhor, para as miríades dos milhares de Israel.

    Números 17:1-5

    E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
    Fala aos filhos de Israel e toma deles varas, uma vara por cada casa paterna, de todos os seus príncipes, segundo as casas de seus pais, doze varas: escreverás o nome de cada homem sobre a sua vara.
    E escreverás o nome de Arão sobre a vara de Levi; porque haverá uma vara para cada cabeça das casas de seus pais.
    E as porás na tenda da congregação, perante o testemunho, onde Me encontro convosco.
    E acontecerá que a vara do homem que Eu escolher florescerá: assim farei cessar de diante de Mim as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra vós.

    Josué 3:1-6

    E Josué levantou-se de madrugada; e partiram de Sitim e vieram até o Jordão, ele e todos os filhos de Israel; e ali pousaram antes de atravessarem.
    E aconteceu que, ao fim de três dias, os oficiais passaram pelo meio do acampamento;
    e ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da aliança do Senhor, vosso Deus, e os sacerdotes levitas que a levam, partireis do vosso lugar e a seguireis.
    Contudo, haverá uma distância entre vós e ela, de cerca de dois mil côvados: não vos aproximeis dela, para que saibais o caminho por onde haveis de ir; porque por este caminho nunca passastes antes.
    E Josué disse ao povo: Santificai-vos; porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.
    E Josué falou aos sacerdotes, dizendo: Tomai a arca da aliança e passai adiante do povo. E tomaram a arca da aliança e foram adiante do povo.

    Josué 5:13-15

    E aconteceu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos e olhou, e eis que um Homem estava diante dele com a Sua espada desembainhada na mão: e Josué foi a Ele e Lhe disse: És Tu por nós ou pelos nossos adversários?
    E Ele disse: Não; mas venho agora como Príncipe do exército do Senhor. Então Josué se prostrou com o rosto em terra, e O adorou, e Lhe disse: Que diz meu Senhor ao Seu servo?
    E o Príncipe do exército do Senhor disse a Josué: Tira o calçado dos teus pés; porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez.

    Colossenses 2:19

    Em vez de ler de forma negativa, vamos omitir as palavras “não retendo” e ler de forma positiva:

    Retendo a Cabeça,
    da Qual todo o corpo, suprido e unido pelas juntas e ligamentos,
    cresce com o crescimento de Deus.

    Oração

    Pai celestial, nós nos alegramos, sabendo que Tu estás aqui conosco. Nós Te louvamos e agradecemos porque a Tua presença é luz. Por isso, olhamos para Ti, para que resplandeças sobre nós, vivifiques a Tua palavra em nossos corações e nos faças ver o Teu Filho amado, a Quem seja toda a glória. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    Cristo como centro do povo de Deus

    Nestas sessões da manhã, estamos nos concentrando em uma só coisa: a arca. Porque a arca é um tipo de uma Pessoa. É a Pessoa do nosso Senhor Jesus.

    Creio que é a vontade de Deus — é o propósito eterno de Deus — que contemplemos sempre o Filho. Precisamos desviar os olhos de tudo o mais e olhar para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.

    Mencionamos que o desejo de Deus é habitar entre o Seu povo. Mas como? Ele lhes ordenou que Lhe construíssem um santuário, um tabernáculo. E ali, bem no coração do tabernáculo, está a arca.

    A glória de Deus repousava sobre o propiciatório, entre os dois querubins. Era ali que Deus repousava. É ali que Deus habita entre o Seu povo. Esse é o lugar de encontro com Deus. Amém. É ali que Deus é adorado, e é ali que Deus fala ao Seu próprio povo.

    E, naturalmente, sabemos que a arca representa Cristo, nosso Senhor. É em Cristo que Deus habita entre o Seu povo. É por meio de Cristo que podemos nos aproximar e ter comunhão com Deus. E é por meio de Cristo que Deus fala conosco, porque Cristo é o próprio centro do coração de Deus, e Ele é o centro de todas as coisas.

    Portanto, irmãos e irmãs, como precisamos estar envolvidos com Cristo! Nesta manhã, gostaríamos de continuar com a história da arca. Queremos ver a arca na vida do povo de Deus.

    A formação de Israel como um só povo no Sinai

    Deus havia libertado os filhos de Israel do Egito e os trouxe para Si no monte Sinai. Foi realmente no monte Sinai que Ele abriu o Seu coração ao Seu povo. Em outras palavras, Ele lhes revelou por que os havia libertado — o que Ele queria que esse povo redimido fosse.

    Em Êxodo 19:5-6, encontramos estas palavras do Senhor:

    Se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança,
    então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos: porque toda a terra é Minha;
    e vós Me sereis um reino de sacerdotes e uma nação santa.

    Deus tirou esse povo do Egito para que fosse Sua propriedade, para que fosse um reino de sacerdotes que O servissem e para que fosse uma nação santa sob o Seu governo. Além disso, Ele disse:

    Habitarei no meio de vós.

    Por causa disso, Ele lhes ordenou que Lhe construíssem um tabernáculo, tendo a arca como seu próprio centro.

    Quando os filhos de Israel celebraram a Páscoa, vocês se lembram de que Deus ordenou a cada família que preparasse um cordeiro. Depois de o cordeiro ser morto, o sangue deveria ser colocado nos umbrais das portas. E o anjo destruidor, ao ver o sangue, passaria por cima.

    Quanto à salvação deles — à libertação da morte e do juízo —, isso parecia ser uma questão individual. Cada família, cada primogênito, precisava ser salvo, ser liberto e receber aquele sangue para ser livrado do juízo.

    Todos os que foram salvos saíram do Egito como uma grande multidão. Embora tivessem sido salvos individualmente, saíram como multidões. Mas foi somente quando foram levados ao monte Sinai que Deus começou a fazer dessa grande multidão mista um povo, uma unidade, uma nação, um reino.

    Eles já não eram apenas indivíduos. Eram um só povo, uma só nação, um só corpo sob Deus.

    O acampamento ao redor da arca

    Quando viajavam pelo deserto a caminho da terra prometida, vemos no livro de Números que, depois de o povo ser contado, recebeu o modelo para o seu acampamento — como deveria se acampar.

    Espero muito, irmãos e irmãs, que possamos enxergar esse quadro. Todos os filhos de Israel se acampavam ao redor da tenda da congregação. A tenda da congregação ficava bem no centro do acampamento. Na verdade, sabemos que a arca era o centro da tenda da congregação. Portanto, eles se acampavam ao redor da arca.

    Imediatamente ao redor da arca, no círculo interno, estavam Moisés, Arão, as famílias sacerdotais e os três filhos de Levi. Eles se acampavam nos quatro lados do tabernáculo. Depois, as doze tribos de Israel se acampavam ao redor do tabernáculo, mais distantes, no círculo externo, sob os seus estandartes.

    No lado oriental, onde nasce o sol, estava o estandarte do acampamento de Judá, com outras duas tribos. No lado sul, acampavam-se sob o estandarte de Rúben, também com outras duas tribos. No lado ocidental, acampavam-se sob o estandarte de Efraim, com outras duas tribos. E, no lado norte, acampavam-se sob o estandarte de Dã, com mais duas tribos.

    Em outras palavras, eles estavam acampados por todos os lados da tenda da congregação. A arca era o centro; ela era a vida do povo de Deus. E era a arca que os unia em um só povo.

    Eles já não eram multidões dispersas. Agora estavam em perfeita ordem divina, tendo a arca como centro.

    A visão de Balaão sobre a ordem de Israel

    Deve ter sido um quadro muito bonito. Ao prosseguir a leitura até Números 24, vemos que o profeta Balaão havia sido contratado por Balaque para amaldiçoar Israel. Mas Balaão viu que era bom aos olhos do Senhor abençoar Israel.

    E Balaão levantou os olhos e viu Israel habitando segundo as suas tribos; e o Espírito de Deus veio sobre ele.
    E proferiu a sua parábola, dizendo:
    Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó,
    As tuas habitações, ó Israel!
    Como vales se estendem,
    Como jardins à beira dos rios,
    Como árvores de aloés que o Senhor plantou,
    Como cedros junto às águas.
    Água correrá dos seus baldes,
    E a sua semente estará em muitas águas,
    E o seu rei será mais elevado do que Agague,
    E o seu reino será exaltado.

    Balaão teve uma visão ao observar a maneira como os filhos de Israel se acampavam. Ele disse:

    Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó,
    E as tuas habitações, ó Israel!

    Ele viu humildade ali, como os vales. Viu beleza ali, como jardins. Viu fragrância e fruto. Ali estavam o Rei e o reino, o poder, a força e a bênção — tudo.

    Quando esse povo se acampava ao redor da arca, a arca os unia em um só, e isso se tornava um quadro tão bonito.

    Unidade, unção e vida

    Se vocês lerem também o Salmo 133 — creio que todos conhecemos esse salmo —, Davi teve uma visão e disse:

    Oh! Quão bom e quão suave é
    Que os irmãos vivam em união!

    Quão bom! Quão alegre! Suave! Ele simplesmente não conseguia descrever. Por isso, disse: “Quão!” Isso significa que a bondade e a suavidade de os irmãos viverem em união são indescritíveis.

    É como o óleo precioso sobre a cabeça,
    Que desceu sobre a barba,
    A barba de Arão;
    Que desceu à orla das suas vestes;
    Como o orvalho de Hermom,
    Que desce sobre os montes de Sião:
    Porque ali o Senhor ordenou a bênção,
    A vida para sempre.

    Quando Arão, o sumo sacerdote, foi consagrado, o óleo foi derramado sobre a sua cabeça — não apenas aspergido, mas derramado abundantemente. Caiu sobre a cabeça, desceu sobre a barba, cobriu toda a sua veste e chegou até a parte mais baixa, até a orla.

    Naturalmente, sabemos que o óleo representa o Espírito Santo. Quando os irmãos vivem em união, ali está a plenitude do Espírito de Deus. Quando Cristo ascendeu, foi ungido pelo Pai como o Cristo, e essa mesma unção desceu no dia de Pentecostes, chegando até a extremidade.

    Depois, temos o orvalho de Hermom descendo sobre os montes de Sião. O monte Hermom fica ao norte e, por ser um monte alto, há orvalho. É uma imagem poética, naturalmente, dizer que ele desce até Jerusalém. Isso fala de vida.

    Quando os irmãos vivem em união como um só povo, como um só corpo, ali encontramos vida celestial — vida eterna.

    O segredo, a chave para que esse grupo de pessoas seja um só povo e uma só nação, é ter a arca como centro. A arca representa Aquele que verdadeiramente os une.

    A igreja unida em Cristo

    Isso nos leva ao Novo Testamento. Quando somos salvos, somos salvos individualmente. Ninguém pode ser salvo por você. Você mesmo precisa ser salvo pela graça de Deus.

    Contudo, depois de sermos salvos, é a vontade de Deus que não permaneçamos apenas como indivíduos salvos. É a vontade de Deus que, depois de nos tirar de toda nação, tribo, povo e língua, Ele nos reúna em um só.

    Esse é o próprio significado da igreja. A igreja são os chamados para fora — muitos chamados para fora que se congregam, se reúnem e se unem.

    Qual é a chave dessa unidade? Qual é o poder que reúne todos nós em um só? Vocês verão que é o nosso Senhor Jesus.

    Em Colossenses 2:19, encontramos:

    Retendo a Cabeça,
    da Qual todo o corpo, suprido e unido,
    cresce com o crescimento de Deus.

    Queridos irmãos e irmãs, hoje estamos no deserto. Para o povo de Deus, o mundo não passa de um deserto. Estamos de passagem. Mas, ao passarmos por este mundo, não passamos como crentes individuais.

    É a vontade de Deus que Ele nos conduza por este mundo como uma só igreja, um só povo, uma só nação, um só corpo. Somos um — já não dispersos, mas unidos.

    Para que essa unidade se torne realidade, precisamos reter a Cabeça. Cristo é a nossa Cabeça. Ele não é apenas a Cabeça de cada crente individualmente; Ele é a Cabeça do Corpo.

    Individualmente, precisamos reter a Cabeça; e, juntos, precisamos reter a Cabeça. O problema do povo de Deus hoje, seja individualmente, seja coletivamente, é que não retemos a Cabeça.

    Reter Cristo como nossa Cabeça significa simplesmente permitir que Cristo seja a nossa Cabeça. Permitimos que Ele seja Aquele que reina sobre nós, que decide por nós, que nos governa. Nós nos submetemos à Sua autoridade.

    Mas, em vez de fazer isso, vemos que, mesmo depois de sermos salvos, quantas vezes ainda levantamos a nossa própria cabeça! Esse é o nosso problema. E esse mesmo problema se agrava quando muitas pessoas estão juntas.

    Quando o povo de Deus está reunido, a única maneira de sermos realmente unidos como um só, em unidade, é todos juntos retermos Cristo como a Cabeça. No Corpo de Cristo há apenas uma Cabeça, e há apenas um Corpo — uma Cabeça, um Corpo, um Cristo, uma igreja.

    Reter a Cabeça exige que nos rendamos. Exige que abramos mão daquilo que consideramos ser os nossos direitos. Exige que nos entreguemos completamente e aceitemos Cristo como nossa Cabeça.

    Quando fazemos isso, o resultado é que somos unidos. Todos os membros do Corpo, por meio da Cabeça, são unidos. Não apenas isso, mas começam a ministrar uns aos outros. Todos os membros começam a funcionar, e o resultado é que crescem com o crescimento de Deus.

    As consequências de rejeitar a autoridade de Cristo como Cabeça

    Se os filhos de Israel não se acampassem ao redor da arca, vocês podem imaginar que algumas tendas seriam erguidas em um canto, enquanto outras iriam para outro lugar. Cada um seguiria o seu próprio caminho. Uma tribo poderia ir para um lugar, outra tribo para outro, e até dentro das tribos uma família poderia se separar de outra porque não concordavam. Tudo ficaria disperso.

    O mesmo acontece com o povo de Deus hoje. A razão de o povo de Deus estar tão dividido é que não retemos a Cabeça. Ou, colocando de outra maneira, há muitas pessoas que tentam ser cabeças.

    Temos cabeças demais. Até na carta aos coríntios, vemos que, naquela época, a igreja ainda não estava dividida. Ainda era a igreja em Corinto. No entanto, alguns já diziam: “Eu sou de Paulo”. Paulo era a cabeça deles. Alguns diziam: “Eu sou de Cefas”. Cefas era a cabeça deles. Alguns diziam: “Eu sou de Apolo”. Apolo era a cabeça deles. E alguns diziam: “Eu tenho Cristo com exclusividade”.

    Cristo não é a sua Cabeça com exclusividade; Ele é a nossa Cabeça. Paulo disse:

    Está Cristo dividido?

    Como povo de Deus, precisamos ver Cristo como nossa Cabeça. Naturalmente, se individualmente não enxergarmos isso, coletivamente não conseguiremos chegar a essa realidade.

    Antes de tudo, individualmente, irmãos e irmãs, depois de sermos salvos, precisamos ver que já não pertencemos a nós mesmos. Pertencemos a Ele. Não temos direito sobre a nossa vida. Fomos comprados por um preço.

    Já não somos senhores de nós mesmos. Não podemos mais dirigir a nossa vida. Precisamos nos entregar a Cristo. Ele não é apenas nosso Salvador; Ele é nosso Senhor. Ele é nossa Cabeça.

    Se estamos fazendo isso individualmente, então, quando estamos juntos, precisamos continuar fazendo o mesmo. Quando estamos juntos, não significa que eu abro mão da minha cabeça e deixo outra pessoa se tornar minha cabeça. Não. Cada um abre mão da sua própria cabeça e deixa Cristo ser a Cabeça de todos.

    Essa é a única maneira de sermos verdadeiramente unidos em um só.

    E sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés, e O deu à igreja como Cabeça sobre todas as coisas,
    a qual é o Seu corpo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos.

    Sempre que vocês veem o Corpo, sempre que veem os irmãos vivendo em união, irmãos e irmãs, quão bom e quão suave é! Eles estarão cheios do Espírito de Deus e repletos de vida celestial. Haverá a fragrância de Cristo. Haverá fruto. Haverá o poder e a autoridade de Deus.

    Haverá a manifestação de que Cristo é, de fato, a Cabeça, o Rei sobre a Sua nação santa.

    Pedro disse que, quando nos achegamos a Cristo, somos como pedras vivas — pedras vivas individuais. Mas isso não é tudo. Essas pedras vivas devem ser edificadas juntas para formar uma casa santa, um templo santo de Deus.

    Somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para proclamarmos as excelências Daquele que nos libertou das trevas para a Sua maravilhosa luz.

    Isso só acontece quando o povo de Deus está acampado ao redor de Cristo. Hoje, alguns podem se reunir ao redor de uma coisa, outros ao redor de outra — seja ao redor de uma pessoa, de um ensino, de uma forma ou de uma tradição. Por causa disso, todos esses grupos estão dispersos. E, quando o povo de Deus está disperso, o povo de Deus é fraco. O inimigo pode facilmente destruí-los, um após o outro.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, como é importante enxergarmos esse quadro! Captem essa visão, porque essa é a vontade de Deus. A vontade de Deus é que nos acampemos ao redor de Cristo. Ali há perfeita ordem, unidade e beleza.

    Cristo conduzindo a jornada da igreja

    Os filhos de Israel não apenas se acampavam, mas também precisavam prosseguir, porque estavam atravessando o deserto a caminho de casa. Quando chegamos a Números 10, vemos que começaram a partir.

    Como faziam a jornada? Ao ler o livro de Números, vemos que viajavam seguindo a arca. A arca da aliança ia adiante deles, buscando-lhes um lugar de descanso. Todos os filhos de Israel, durante a jornada, simplesmente seguiam a arca.

    No deserto não havia estrada nem sinalização. Era apenas deserto. Como o povo saberia para onde ir? Mas, graças a Deus, ao seguirem a arca, não erraram o caminho.

    Durante a jornada, a arca abria o caminho pelo deserto. Quando levantavam o acampamento e começavam a viajar, e a arca começava a avançar, Moisés dizia:

    Levanta-Te, ó Senhor, e sejam dispersos os Teus inimigos;
    e fujam de diante da Tua face os que Te odeiam.

    No deserto havia muitos perigos, muitas provações e muitos inimigos de toda espécie. Mas a arca ia à frente. O Senhor Se levantava e dispersava o inimigo, para que pudessem atravessar o deserto em segurança.

    E, quando a arca parava, eles se acampavam. Moisés dizia:

    Volta, ó Senhor, para as miríades dos milhares de Israel.

    O Senhor voltava para o meio deles, e eles se acampavam ao redor Dele.

    Quando os filhos de Israel tentaram avançar sem a arca, foram derrotados. Em Números 14, chegaram a Cades-Barneia, e os espias voltaram. Vocês se lembram de como eles se recusaram a entrar. O Senhor disse que, por não terem crido Nele e terem se rebelado contra Ele, não poderiam entrar.

    Então disseram: “Se é assim, queremos entrar”. Por isso, levantaram-se e tentaram entrar. Mas a arca não saiu do acampamento, nem Moisés. Tentaram avançar sem a arca, e o inimigo saiu contra eles, matou alguns deles, e foram derrotados.

    Eles não podiam viajar nem avançar sem a arca.

    Aplicando isso a nós hoje, irmãos e irmãs, a igreja está caminhando rumo ao nosso descanso eterno. Como vamos atravessar esse caminho? Damos graças a Deus porque Ele já providenciou o que precisamos. Temos Alguém que nos conduz.

    Aonde quer que vamos, surge a pergunta: “Quem é a nossa liderança? Como vamos prosseguir se não temos liderança?” Esse é um grande problema. Em toda parte, o povo de Deus tenta encontrar liderança. E, porque tentamos encontrar liderança, certamente haverá alguém que queira ser esse líder.

    Mas o resultado é que nos conduzem ao desvio. Irmãos e irmãs, será que percebemos que Deus já nos deu um Líder — o Líder?

    Não creio que Deus levante o Seu povo em qualquer lugar sem lhe dar liderança. Moisés não era perfeito. O povo murmurava contra ele, rebelava-se contra ele e, às vezes, o desprezava. Diziam: “Quem é você? Você não é mais santo do que nós”.

    Quando Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites, disseram: “Não sabemos o que aconteceu com o nosso líder. Vamos escolher outro líder”. Quando estavam descontentes com Moisés, queriam se livrar dele e encontrar outro líder que os conduzisse de volta ao Egito.

    Eles não sabiam que Moisés, embora exteriormente fosse o líder deles, na verdade apenas representava Deus. Deus era o Rei e o Líder deles. Era a arca que os conduzia, não Moisés.

    Embora Moisés tivesse passado quarenta anos no deserto e provavelmente conhecesse parte da paisagem, nem mesmo Moisés era quem abria o caminho. Era a arca.

    Cristo como o verdadeiro Líder da igreja

    Irmãos e irmãs, temos um Líder? Precisamos de um Líder. O povo de Deus precisa de um Líder. Às vezes, somos tão democráticos que achamos que não precisamos de líderes — que todos são chefes. Não, precisamos de liderança.

    A igreja não é uma democracia; é uma teocracia. Precisamos de líderes. Mas Quem é o Líder?

    No Novo Testamento, há uma palavra traduzida como “líder”. Ela é usada apenas quatro vezes no Novo Testamento, e essa palavra é usada somente a respeito de Cristo. Nunca é usada a respeito de qualquer outra pessoa. Nós a encontramos duas vezes em Atos e duas vezes em Hebreus.

    Em Atos 3:15, depois que o homem coxo foi curado e o povo se reuniu ao redor, Pedro disse:

    E matastes o Príncipe da vida; a Quem Deus ressuscitou dentre os mortos; do que nós somos testemunhas.

    A palavra traduzida como “Príncipe”, no original, é a palavra para líder. Em algumas versões aparece “Autor” ou “Originador”, porque essa palavra significa alguém que inicia e põe algo em movimento — alguém que começa e completa o percurso.

    Um líder é alguém que inicia, abre um novo caminho e conduz as pessoas até o fim. Esse é o significado da palavra líder.

    Nosso Senhor Jesus é o Líder da vida. Não temos vida em nós mesmos. Ele é Aquele que inicia; Ele nos dá vida. Ele não apenas nos deu vida, mas nos mostra o caminho da vida — como podemos andar em vida. Ele nos conduz até chegarmos ao destino.

    Novamente, em Atos 5:31, o apóstolo disse:

    A Este Deus exaltou com a Sua destra como Príncipe e Salvador,
    para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.

    Aquele que eles mataram, Deus exaltou com a Sua destra como Líder. Ele é Aquele que inaugura um novo caminho — um caminho de vida, um novo e vivo caminho. E Ele é o Salvador, Aquele que concede arrependimento e remissão dos pecados.

    Então, novamente, em Hebreus 2:10:

    Porque convinha Àquele para Quem são todas as coisas e por meio de Quem são todas as coisas,
    conduzindo muitos filhos à glória,
    aperfeiçoar, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles.

    É a vontade de Deus conduzir muitos filhos à glória. Mas como? Por meio de um Líder. Esse Líder foi aperfeiçoado por meio do sofrimento. Como Ele foi aperfeiçoado por meio do sofrimento para ser nosso Líder, é assim que Ele nos conduz: é o caminho da cruz, por meio da cruz até a glória.

    Novamente, em Hebreus 12:2:

    Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.

    Algumas traduções dizem “Autor”, porque Ele é Aquele que inicia. Ele é o Líder e Consumador da nossa fé. A fé vem Dele, e Ele nos conduz pelo caminho da fé até que ela seja aperfeiçoada.

    Assim como os filhos de Israel viajaram pelo deserto sob a liderança da arca, hoje a igreja de Deus avança por este mundo e através dos séculos sob a liderança de Cristo Jesus. Ele é o nosso Líder.

    A liderança representativa nas assembleias locais

    Para mim, é muito interessante que, no que diz respeito às assembleias locais, sempre encontramos presbíteros no plural. Nas Escrituras, não encontramos nenhuma assembleia local com apenas um presbítero.

    Os presbíteros, em certo sentido, são líderes. Eles devem conduzir o rebanho de Deus. Mas, no Novo Testamento, estão sempre no plural. Por quê? Porque lideram apenas de forma representativa. O verdadeiro Líder é o único Cristo.

    Se houver apenas um presbítero, ele poderá substituir Cristo em vez de representar Cristo. A tentação é grande. E não se pode culpar somente a ele, porque as pessoas podem vê-lo como o líder e segui-lo cegamente.

    Mas a pluralidade mantém a liderança em um sentido representativo, nunca como a liderança propriamente dita, porque Quem realmente conduz é Cristo.

    Sempre que o povo de Deus tenta avançar fora da liderança de Cristo, algo acontece: será derrotado.

    Quando lemos o livro de Atos, irmãos e irmãs, encontramos um belo quadro na igreja primitiva. Precisamos captar essa visão. A igreja primitiva se acampava ao redor de Cristo. Cristo era o centro da vida deles.

    Eles não tinham os apóstolos como centro; tinham Cristo como centro. Perseveravam no ensino e na comunhão dos apóstolos — não no ensino e na comunhão dos apóstolos meramente como homens, mas no ensino e na comunhão de Cristo —, no partir do pão e na oração.

    Estavam juntos, em unidade, como um só. Como era bonito e poderoso! Que testemunho!

    Em todos os seus movimentos, eram governados pelo Espírito Santo, porque o Espírito Santo hoje representa Cristo, a Cabeça, entre o Seu próprio povo.

    Vocês se lembram de Atos 13:2:

    Separai-Me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.

    Eles não foram enviados por homens, mas pelo Espírito Santo.

    Quando Paulo e Silas viajavam, em Atos 16, passaram pela região da Galácia e pensavam em ir para a Ásia, mas o Espírito de Jesus não lhes permitiu. Tentaram ir para a Bitínia, mas novamente não lhes foi permitido. Eram guiados e conduzidos pelo Espírito de Deus.

    É assim que a igreja deve avançar.

    A advertência da peregrinação de Israel no deserto

    É muito interessante que os filhos de Israel, em sua jornada desde o Egito, chegaram ao lado oriental do Jordão, nas planícies de Moabe. Se vocês lerem Números 33, verão como avançaram por etapas. Começavam em um lugar, viajavam, acampavam em outro e depois partiam novamente. Viajavam de parada em parada até chegarem às planícies de Moabe.

    Eu pensava que eram quarenta e duas paradas, mas um dia recebi uma carta de alguém dizendo que havia contado quarenta e três. Não quero discutir com ninguém. De qualquer maneira, não sou bom em matemática.

    Mas o Espírito Santo registra todos os acampamentos e todas as jornadas, porque tudo isso está no propósito de Deus.

    Curiosamente, desde a saída do Egito até a chegada à fronteira da terra prometida, em Cades-Barneia, não deveriam ter levado mais de dois anos. Mas levaram quarenta anos.

    Foi porque se recusaram a seguir o Senhor e entrar. Por isso, peregrinaram pelo deserto durante trinta e oito anos.

    Durante aqueles anos, a arca estava no meio deles. Mas creio que a arca não estava conduzindo o caminho. Não encontramos registro de que a arca conduzisse a jornada deles. Ela estava ali, mas não havia progresso. Deus simplesmente permitiu que andassem à deriva.

    Por quê? Porque não estavam na vontade direta de Deus. Estavam vivendo na vontade permissiva de Deus.

    Quantas vezes, individualmente ou coletivamente, não estamos vivendo na vontade direta de Deus! Estamos acampando e viajando no âmbito da vontade permissiva de Deus.

    Se esse for o caso, Deus é gracioso. Ele continua conosco; Ele não nos deixou. Mas todos aqueles anos, todos aqueles acampamentos e todas aquelas jornadas não contam. São perdidos porque estão fora do propósito de Deus.

    Para mim, isso é uma verdadeira advertência para nós. Como indivíduos e como povo de Deus reunido, como precisamos estar sob a liderança do Espírito Santo! Caso contrário, todos esses anos e todas essas jornadas são um grande desperdício.

    Cristo como Aquele que resolve os problemas da igreja

    Além disso, com tantas pessoas juntas, tão próximas umas das outras dia e noite, podemos esperar muitos problemas. Irmãos e irmãs, como nosso irmão mencionou, se vocês estão procurando uma igreja perfeita — uma igreja sem problemas —, não a encontrarão em lugar nenhum.

    Uma igreja de verdade certamente terá problemas. Mas como os problemas podem ser resolvidos?

    Quando os filhos de Israel viajavam pelo deserto, tinham muitos problemas. Tinham problemas com Moisés, problemas com Arão, problemas com a comida, problemas com a água e dificuldades na jornada. Murmuravam, rebelavam-se e tinham problemas de todo tipo.

    Mas como os problemas eram resolvidos? Vemos que os problemas eram resolvidos pela arca.

    Em Números 17, já mencionamos Corá, filho de Levi, junto com Datã e Abirão, líderes da tribo de Rúben, e duzentos e cinquenta chefes entre os filhos de Israel. Eles se uniram em uma conspiração e acusaram Moisés e Arão.

    Disseram: “Todo o povo é santo. Por que vocês assumem autoridade? Como se nós não fôssemos santos! Todos nós podemos servir a Deus. Não precisamos de vocês”.

    Como Moisés enfrentou isso? Como nosso irmão já mencionou, a única maneira foi Moisés e Arão se prostrarem com o rosto em terra. Não adianta discutir com as pessoas.

    Sempre que vocês têm um problema e tentam discutir ou argumentar, lembrem-se: se as pessoas fossem razoáveis, não haveria problema. Não se pode argumentar com pessoas assim. Quanto mais vocês argumentam, piores elas ficam.

    A única maneira é se prostrar com o rosto em terra e deixar a arca resolver. Essa é a única maneira de fazer isso.

    Moisés disse: “Muito bem, cada tribo deve tomar uma vara — uma vara morta. Escrevam nela o nome da tribo. E que a vara de Arão seja colocada na tenda da congregação, perante o testemunho, onde Deus disse: ‘Eu Me encontro com vocês’”.

    Sabemos que Deus Se encontra com o Seu povo sobre a arca. Em outras palavras, essas varas foram colocadas diante da arca durante a noite, e a arca decidiu quem era digno de ministrar a Ele. Isso resolveu o problema e pôs fim a todas as murmurações.

    Irmãos e irmãs, muitas vezes, quando a igreja tem um problema, tentamos discutir, argumentar e defender uma posição. Mas não adianta. Quanto mais fazemos isso, pior fica.

    A única maneira de resolver os problemas na igreja é levá-los ao Senhor e deixar o Senhor decidir. É assim que se deve fazer.

    Na verdade, quando um problema é resolvido, ele se torna uma bênção. Se vocês não têm problema, não têm bênção. Um problema não resolvido é uma maldição, mas um problema resolvido é uma bênção.

    Na igreja primitiva, encontramos a mesma coisa. Em Atos 15, havia um grande problema na igreja. Alguns de origem judaica diziam: “Vocês, gentios, precisam ser circuncidados. Precisam guardar a lei de Moisés para serem salvos”.

    Houve grande discussão. Em Antioquia, não conseguiram resolver o problema pela discussão; por isso, levaram-no a Jerusalém. Ali, os apóstolos e os presbíteros se reuniram. A questão foi apresentada, e todos tiveram oportunidade de falar.

    Depois de muito tempo, quando todos haviam expressado a própria opinião, levaram juntos a questão ao Senhor, até que puderam dizer:

    Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós.

    Irmãos e irmãs, essa é a maneira de resolver todos os problemas. Cristo não é apenas nossa Cabeça; Ele não é apenas nosso Líder; Ele é Aquele que resolve todos os nossos problemas, se permitirmos. No entanto, isso pode exigir um pouco de paciência.

    Cristo como Comandante na guerra espiritual

    Além disso, vemos a arca na vida do povo no livro de Josué. A arca da aliança voltou a conduzir o caminho deles. A arca da aliança os conduziu através do rio Jordão até entrarem na terra prometida.

    Depois que entraram na terra prometida, começou a verdadeira batalha. No deserto houve batalhas, é verdade. No início da jornada, os amalequitas os atacaram por trás. Amaleque representa a carne.

    Embora os amalequitas não os tenham seguido durante todo o caminho, a carne os acompanhou durante todo o caminho. Nos quarenta anos no deserto, eles lutaram contra a carne — a própria carne deles.

    Às vezes, falamos de guerra espiritual. Bem, a luta contra a carne é uma guerra, mas, em certo sentido, não é a verdadeira guerra espiritual. A verdadeira guerra espiritual só começa depois que se chega a Canaã, onde eles tiveram de lutar contra as sete tribos dos cananeus.

    Essa é a verdadeira batalha.

    Josué estava examinando Jericó, tentando planejar como conquistá-la. Então viu um Homem diante dele, com a Sua espada desembainhada. A reação natural de Josué foi: “Quem és Tu? És por nós ou contra nós?”

    O Homem disse: “Não. Não sou nem por vocês nem contra vocês. Sou o Comandante do exército do Senhor”.

    Josué se prostrou e adorou. Foi-lhe dito que tirasse o calçado, porque estava em terra santa. Em outras palavras, Josué não era quem conduzia o povo à batalha. Por melhor que fosse, na verdade ele não era o verdadeiro líder.

    Se fosse Josué, não apenas a batalha teria sido difícil, mas muito provavelmente ele teria sido derrotado. Aqui, porém, vemos que o próprio Senhor assumiu o comando como Comandante do exército do Senhor. Ele lutaria pelo Seu povo.

    O mesmo aconteceu em Jericó. Foi a arca que abriu o caminho ao redor de Jericó durante sete dias. No sétimo dia, deram sete voltas, o povo gritou, e a muralha de Jericó caiu. Foi a arca que lutou por eles.

    Quando tentaram fazer isso por conta própria, mesmo contra a pequena cidade de Ai, foram derrotados.

    O chamado da igreja para assentar-se, andar e permanecer firme

    Irmãos e irmãs, na vida do povo de Deus, precisamos nos assentar, andar e permanecer firmes. É isso que encontramos em Efésios.

    Precisamos nos assentar — isto é, nos assentar em Cristo, recebendo tudo o que Cristo fez por nós e tudo o que Ele é para nós. Fomos ressuscitados juntamente com Ele, ascendemos juntamente com Ele e fomos assentados juntamente com Ele nas regiões celestiais.

    Isso não é individualismo. A parede de separação foi derrubada, e Ele reuniu judeus e gentios em um só povo, uma só nação. Tudo tem Cristo como centro.

    Depois, o povo de Deus precisa andar. Em Efésios 4, precisa andar; precisa fazer a jornada sob a liderança de Cristo.

    Mas a vida do povo de Deus também inclui guerra. Não apenas nos assentamos e andamos, mas também permanecemos firmes. Em Efésios 6, vemos que a nossa luta não é contra carne e sangue.

    Nossa luta é contra principados, autoridades, poderes das trevas e espíritos malignos nas regiões celestiais. Há uma guerra espiritual em andamento.

    O guerreiro em Efésios 6 não é o crente individual. Irmãos e irmãs, essa guerra espiritual não pode ser travada individualmente. Se vocês tentarem travar essa guerra individualmente, serão gravemente feridos.

    Essa guerra precisa ser travada como Corpo. O guerreiro em Efésios 6 é a igreja, não o indivíduo. Pensamos em um indivíduo vestindo toda a armadura de Deus, mas, na verdade, é a igreja que toma toda a armadura de Deus.

    A igreja deve se fortalecer no Senhor e na força do Seu poder, e tomar sobre si toda a armadura de Deus. A igreja deve se revestir de Cristo para ficar firme, resistir e continuar firme.

    Em Efésios 6:13, lemos:

    Portanto, tomai toda a armadura de Deus,
    para que possais resistir no dia mau
    e, havendo feito tudo, permanecer firmes.

    Há uma razão para a guerra espiritual. Não se trata de lutar por nada. A razão é que, tendo realizado todas as coisas, devemos permanecer firmes.

    Gosto muito da nota de Darby. Ele diz: “Ou, tendo vencido todas as coisas”. Trata-se de levar adiante e pôr em execução tudo o que foi proposto e requerido, apesar da oposição.

    Afinal, do que trata essa guerra? Não se trata de você. Não se trata de mim. Não se trata dos nossos interesses, nem mesmo do nosso próprio bem-estar. Não se trata da sua necessidade, da minha necessidade ou de qualquer outra coisa desse tipo. É algo muito maior.

    Diz respeito ao que foi proposto e requerido. Deus tem um propósito. É uma batalha pelo propósito de Deus.

    O propósito de Deus é que Cristo tenha o primeiro lugar em todas as coisas. O propósito de Deus é reunir todas as coisas em Cristo — isto é, que a supremacia de Cristo esteja em todas as coisas.

    O propósito de Deus é que a igreja, que é o Seu Corpo, seja a plenitude Daquele que enche tudo em todos. O propósito de Deus é que, por meio da igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida.

    Esse é o propósito de Deus. Satanás e suas forças malignas odeiam isso mais do que qualquer outra coisa, porque sabem que, se esse propósito for realizado, estão acabados. Seu reino será destruído, e eles serão destruídos.

    A guerra espiritual não acontece por nossa causa. A guerra espiritual acontece por causa do propósito de Deus, e nós somos chamados segundo o propósito. É assim que estamos envolvidos nela.

    Devemos levar adiante e pôr em execução tudo o que foi proposto e requerido, apesar da oposição. É uma tarefa tremenda.

    Mas, irmãos e irmãs, o segredo é este: tudo o que vocês precisam fazer é permanecer firmes. Por quê? Porque a batalha já foi vencida.

    Nosso Senhor Jesus, na cruz do Calvário, já esmagou a cabeça da serpente. Ele já despojou os principados e as autoridades e os expôs publicamente pela cruz.

    Em outras palavras, Ele já venceu a batalha decisiva. A guerra já foi vencida.

    O que resta à igreja fazer é simplesmente levar essa vitória adiante, aplicar essa vitória a todas as coisas, reivindicar a vitória de Cristo sobre todas as coisas e sujeitá-las a Cristo.

    Tudo o que vocês precisam fazer é permanecer firmes — continuar firmes.

    Não somos capazes de travar essa guerra espiritual se tentarmos lutar por conta própria. A igreja, ao longo dos séculos, passou por muitos ataques.

    As artimanhas do inimigo são muitas. Ele é assassino, enganador e mentiroso. É cheio de maldade.

    Ao longo dos séculos, a igreja sofreu muitas baixas. A razão de haver tantas baixas é que as pessoas tentam lutar a batalha por si mesmas.

    Se nos escondermos em Cristo, se permanecermos firmes na vitória de Cristo, poderemos vencer todas as coisas e colocá-las debaixo dos pés de Cristo — levando adiante e pondo em execução aquilo que foi proposto e requerido, apesar da oposição.

    Embora houvesse sete tribos dos cananeus, enquanto Israel estava sob o comando de Cristo, nenhum inimigo podia resistir diante deles, até que a terra fosse possuída.

    Esse é o lugar da arca na vida dos filhos de Israel. E esse é o lugar de Cristo na vida da igreja.

    Vamos orar?