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    Sharing On The Matter Of Life © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Sharing On The Matter Of Life
    Sharing On The Matter Of Life
    Kaung, Stephen

    A Centralidade da Vida

    O encargo que o Senhor coloca em meu coração para este tempo diz respeito a um assunto muito básico, mas que é essencial e central no pensamento de Deus. Gostaríamos de compartilhar juntos, nesta ocasião, sobre essa questão da vida.

    Se Deus permitir, começaremos nesta manhã com a questão da vida e depois prosseguiremos com a lei da vida, a batalha pela vida e a vida na prática.

    Leituras Bíblicas

    Apocalipse 1:17-18:

    E, quando O vi, caí a Seus pés como morto.
    E Ele pôs sobre mim a Sua mão direita, dizendo: Não temas; Eu sou o primeiro e o último,
    E Aquele que vive; estive morto, e eis que estou vivo pelos séculos dos séculos,
    E tenho as chaves da morte e do Hades.

    João 10:10, a segunda parte:

    Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

    João 12:24-25:

    Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo não cair na terra e morrer, fica ele só;
    Mas, se morrer, produz muito fruto.
    Quem ama a sua vida a perde;
    E quem odeia a sua vida neste mundo a conservará para a vida eterna.

    João 20:31:

    Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus;
    E para que, crendo, tenhais vida em Seu nome.

    Amado Pai celestial, entregamos a Tua Palavra em Tuas mãos e confiamos que o Teu Espírito Santo a vivificará em nossos corações. Pedimos que a Tua Palavra seja, em nós, vida e espírito. Tudo é para a Tua própria glória. Em Teu precioso nome, amém.

    A Vida como Tema Central das Escrituras

    Há uma coisa que percorre toda a Bíblia, desde o livro de Gênesis até o livro de Apocalipse, e esse tema é a vida. Deus é um Deus vivo. Ele é o Deus da vida. Sua própria natureza é vida. Tudo o que não é da vida não é de Deus.

    Tudo o que Ele toca sempre produz vida. Sempre que Deus trata com Seu povo, o propósito é a vida.

    O Senhor Jesus disse:

    Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

    Portanto, é importante que nós, que temos algum relacionamento com Deus ou desejamos que Ele trate conosco, concentremos nossa atenção nessa questão da vida.

    Infelizmente, percebemos que é muito fácil nos distrairmos do tema central da vida e sermos atraídos para algo que não é vida. Não apenas nos ocupamos frequentemente com as coisas deste mundo, mas, mesmo em nossa busca espiritual, às vezes buscamos algo que não é vida.

    Às vezes, buscamos colocar a nós mesmos no centro. Às vezes, estamos ocupados com as obras de Deus em vez da vida. Às vezes, buscamos sucesso, popularidade e muitas outras coisas que desviam nossa atenção da própria vida.

    Produzimos muitas coisas que não são vida. Por isso, creio que é muito importante voltarmos aos fundamentos e considerarmos juntos, diante do Senhor, essa questão da vida: O que é a vida?

    A Vida na Criação do Ser Humano

    Vocês sabem, logo no início das Escrituras, vemos que Deus coloca diante do homem essa questão da vida. Deus criou o homem à Sua própria imagem. Agora, irmãos e irmãs, vocês já pensaram por que Deus nos criou à Sua própria imagem? Creio que uma das razões é para que Ele possa nos dar Sua vida.

    Deus usou a terra vermelha para formar o corpo do homem, e essa é a razão pela qual o homem é chamado Adão: terra vermelha. Mas, depois de formar o homem, Deus soprou o fôlego de vida nas narinas daquele homem.

    Agora, no hebraico, vemos que “o fôlego de vida” é, na verdade, “o fôlego de vidas”; está no plural. Provavelmente, trata-se apenas de um plural de excelência, mas há um significado particular nisso. Provavelmente, o fôlego de vidas significa que, quando Deus soprou esse fôlego nas narinas do homem, esse fôlego de vida se tornou o espírito do homem.

    Então, além do espírito do homem, vemos que o homem se tornou uma alma vivente. Em outras palavras, nesse fôlego de vidas, Deus não apenas criou no homem um espírito humano, mas também lhe deu uma vida animada, uma vida da alma. Deus fez do homem uma alma, uma personalidade, uma consciência de si mesmo — a capacidade de se mover, falar, agir e fazer coisas.

    Mas não devemos confundir essa vida animada que Deus deu ao homem, para que ele se tornasse uma alma vivente, com a própria vida de Deus. Por quê? Porque essa vida dada ao homem é uma vida criada. É uma vida animada da alma ou, dito de outra maneira, a vida da alma. Não é a vida incriada do próprio Deus.

    Ao mesmo tempo, vemos que o espírito criado pelo sopro de Deus não é o Espírito de Deus. É o espírito humano. É um órgão preparado para receber a vida de Deus, um órgão preparado para receber o Espírito de Deus, que é o Espírito da vida.

    Mas graças a Deus, porque Ele criou o homem como um ser tripartido. Temos um espírito, temos uma alma e temos um corpo.

    As Duas Árvores no Jardim do Éden

    Então Deus colocou o homem no jardim do Éden. O jardim do Éden é um jardim de prazer, porque Éden significa prazer. Nesse jardim, Deus plantou toda espécie de árvores — árvores frutíferas, boas para alimento. Em outras palavras, Deus providenciou alimento para o corpo do homem.

    Ele nos criou com um corpo, e esse corpo precisa de nutrição. Por isso, Deus criou todas essas boas árvores frutíferas como alimento para o homem. Como o nosso Deus é bom!

    Então, no centro do jardim, Deus plantou a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. A vida na árvore da vida não é a vida da alma, a vida criada, a vida animada que Deus deu ao homem. É outro tipo de vida. É a vida incriada do próprio Deus.

    De alguma maneira, misteriosamente, Deus colocou Sua vida na forma de uma árvore. Por que fez isso? Porque Deus queria que Sua vida estivesse disponível ao homem — não apenas disponível, mas que pudesse ser recebida. Assim como vocês podem pegar uma fruta, comê-la e absorvê-la, Deus colocou Sua vida na forma de uma árvore para que o homem pudesse recebê-la em seu espírito.

    Então vemos que, ao lado da árvore da vida, está a árvore do conhecimento do bem e do mal. Se a árvore da vida é o alimento do espírito, então a árvore do conhecimento do bem e do mal é o alimento da alma.

    Vocês sabem, nossa alma também precisa de alimento, e o conhecimento é o alimento da alma. O conhecimento do bem e do mal é o conhecimento mais elevado do universo à parte da vida. Por quê? Porque às vezes pensamos que, por vivermos hoje em uma era tecnológica, todo esse conhecimento científico é o conhecimento mais elevado. Não. O conhecimento científico não é o conhecimento mais elevado do mundo, porque é o conhecimento do mundo físico.

    O conhecimento mais elevado do mundo é o conhecimento do bem e do mal: o conhecimento racional, o raciocínio, a moral e a ética. Esse é o conhecimento mais elevado do mundo, e esse é o alimento da nossa alma.

    A Dependência de Deus e a Independência de Deus

    Por que Deus colocou essas duas árvores diante do homem? De um lado, vemos a árvore da vida: a vida de Deus, a vida incriada, oferecida ao homem. Do outro lado, vemos a árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus disse: “Há um conhecimento, o conhecimento mais elevado que o homem pode ter. Ele desenvolverá sua alma ao máximo, mas você viverá uma vida independente”.

    De um lado, Deus diz: “Aqui está a Minha vida. Se você receber a Minha vida, viverá pela Minha vida e viverá no espírito. Você será um ser espiritual e estará em constante comunhão Comigo, a ponto de conhecer a Minha vontade e ser capaz de fazer a Minha vontade. Mas você viverá uma vida de dependência de Mim, uma vida junto Comigo”.

    Do outro lado, Deus diz: “Aqui está outro tipo de vida. Se você escolher, poderá desenvolver sua própria alma. Poderá adquirir o conhecimento do bem e do mal. Poderá sentir-se como se você mesmo fosse Deus. Você não precisará de ninguém”. Mas o fim disso será a morte.

    Assim, Deus colocou essas duas árvores diante do homem e deixou que ele escolhesse o tipo de vida que queria viver: se queria viver pela vida de Deus ou por uma alma desenvolvida; se queria depender de Deus ou ser independente de Deus e fazer de si mesmo um deus. Deus disse: “Você pode escolher”.

    A árvore do conhecimento do bem e do mal é muito atraente. Vocês sabem, quando Eva olhou para a árvore, viu que ela era muito atraente. Era boa para alimento e daria conhecimento. Satanás até sugeriu que ela seria como Deus.

    Em outras palavras, o conhecimento é muito atraente. Ele nos faz sentir importantes, como se realmente fôssemos alguém. Nós sabemos; somos Deus. Mas isso leva à morte.

    A árvore da vida não é muito atraente exteriormente. Por quê? Porque, se você receber a vida de Deus, terá de depender de Deus. Você será reduzido a nada, a ninguém, para que Deus seja tudo e em todos para você. E isso não é muito atraente para nós.

    Não é de admirar que nossos antepassados tenham escolhido a árvore do conhecimento do bem e do mal em vez da árvore da vida. Agora, não culpem nossos antepassados, porque nós escolhemos a mesma coisa. Ao longo de todos os séculos, vemos que os seres humanos sempre escolhem o conhecimento que nos ensoberbece e nos faz sentir importantes, como se fôssemos alguém.

    Não queremos escolher a vida, porque ela nos humilha. Ela nos reduz a nada, para que Deus seja tudo para nós. Nós, como seres humanos, não gostamos disso. Não escolhemos a vida; sempre escolhemos algo que não é vida. Essa é a tragédia da humanidade.

    O Caminho para a Árvore da Vida

    Como nossos antepassados escolheram a árvore errada, foram expulsos do jardim do Éden. Então Deus colocou os querubins ao lado oriental do jardim, com uma espada flamejante, para guardar o caminho para a árvore da vida.

    Em outras palavras, Deus havia oferecido Sua própria vida ao homem, mas, porque o homem rejeitou essa vida, o caminho para a árvore da vida ficou, por assim dizer, bloqueado. O pecado entrou neste mundo. O pecado dominou o homem, e o salário do pecado é a morte.

    Do ponto de vista do homem, é uma situação sem esperança. O homem não pode voltar ao jardim para participar do fruto da árvore da vida. Se ousasse fazê-lo, os querubins com a espada flamejante certamente o cortariam em pedaços.

    Do ponto de vista do homem, o acesso à vida — a vida de Deus, antes oferecida, mas rejeitada — parecia estar bloqueado para sempre. Mas graças a Deus, Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito.

    Em outras palavras, Deus nunca desistiu de nós. Ele começou a trabalhar. Como nosso Senhor Jesus disse:

    Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho.

    Deus trabalha visando à vida, e a maneira como fez isso foi enviar Seu Filho unigênito a este mundo.

    O Evangelho de João como o Evangelho da Vida

    Vocês sabem, o Evangelho de João é um evangelho de vida. Creio que seria muito proveitoso percorrermos o Evangelho de João olhando apenas para a vida. Vemos que Deus enviou Seu Filho a este mundo. Com que propósito?

    Em João 1:4, está escrito:

    NEle estava a vida; e a vida era a luz dos homens.

    Em outras palavras, quando nosso Senhor Jesus veio a este mundo, a própria vida de Deus estava nEle, e Ele veio trazer essa vida de volta a este mundo. Ele veio oferecer novamente a vida de Deus à humanidade.

    Em João 1:12, está escrito:

    Mas a todos quantos O receberam, deu-lhes Ele o direito de se tornarem filhos de Deus, aos que creem em Seu nome.

    Aqui vemos que nosso Senhor Jesus veio oferecer novamente vida à humanidade — a própria vida de Deus.

    Se vocês lerem João 2, verão que Ele transformou a água em vinho. Em outras palavras, nossa vida da alma é insípida como a água. Mas a vida que Ele veio oferecer é como o vinho. É cheia de sabor, vivifica e satisfaz.

    Então, em João 3, vemos nosso Senhor Jesus falando a Nicodemos sobre o novo nascimento:

    É necessário nascerdes de novo.

    Nascer do alto.

    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito,
    Para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

    Em João 4, nós O vemos falando com a mulher samaritana, e nosso Senhor Jesus lhe oferece água viva. Essa água viva se tornará, dentro dela, uma fonte que jorra para a vida eterna. Ela nunca mais terá sede.

    Em João 5, o Senhor diz:

    Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna;
    E são elas que dão testemunho de Mim;
    E não quereis vir a Mim para terdes vida.

    Em João 6, o Senhor Jesus diz:

    Eu sou o pão da vida.

    Se vocês comerem dEle, nunca terão fome. Se comerem dEle e beberem dEle, nunca terão sede.

    Em João 7, nosso Senhor Jesus diz:

    Se alguém tem sede, venha a Mim e beba.
    Quem crê em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.

    Vida abundante. Em João 8, nosso Senhor diz:

    Se crerdes em Mim, nunca morrereis.

    Então o Senhor Jesus diz:

    Eu sou a luz da vida.

    Em João 10, Ele diz:

    Eu vim para que tenham vida e a tenham em maior abundância.

    Em João 11, o Senhor Jesus diz:

    Eu sou a ressurreição e a vida.

    Em João 12, o Senhor diz:

    Se o grão de trigo não cair na terra e morrer, fica ele só;
    Mas, se morrer, produz muito fruto.

    Aqui vemos que Deus enviou Seu Filho amado a este mundo com um único propósito: trazer Sua vida ao homem mais uma vez.

    A Cruz como a Árvore da Vida

    Agora, como Ele nos deu Sua vida? Naturalmente, sabemos que Ele nos deu Sua vida por meio da cruz. Em 1 Pedro 2:24, está escrito que nosso Senhor Jesus veio levar nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro:

    Ele mesmo levou nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro,
    Para que nós, mortos para os pecados, vivêssemos para a justiça.

    Vocês sabem, a cruz é uma árvore. Hoje, as pessoas podem usar uma cruz no pescoço, e ela pode ser de ouro ou prata, muito polida e refinada. Mas devemos lembrar que, quando nosso Senhor Jesus foi crucificado, a madeira da cruz não era polida. Ninguém se daria ao trabalho de fazer isso para crucificar um criminoso. Simplesmente cortavam uma árvore.

    Assim, nosso Senhor Jesus foi crucificado em uma árvore. Ele levou nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro.

    Em Gálatas 3:13, está escrito:

    Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.

    Quando nosso Senhor Jesus morreu na cruz, Ele foi amaldiçoado. Por quê? Para Ele, aquela cruz era como a árvore do conhecimento do bem e do mal. Nós vivemos pela árvore do conhecimento do bem e do mal, e, porque vivemos por esse conhecimento, o resultado é a morte.

    Aqui vemos que nosso Senhor Jesus tomou sobre Si nossos pecados e morreu por nós naquela árvore. Como a árvore do conhecimento do bem e do mal leva à morte, Ele morreu por nós.

    Mas graças a Deus, aquela cruz não apenas representa a árvore do conhecimento do bem e do mal, que traz a morte; porque nosso Senhor Jesus morreu na cruz, para nós ela se torna a árvore da vida.

    Ali Ele liberou Sua vida para nós. Ele é como o grão de trigo que cai na terra e morre. Ao morrer, Ele libera a vida que está dentro dEle, e essa vida é dada a todos os que creem nEle. Assim, para nós, ela é a árvore da vida.

    A Vida Divina e Humana de Cristo

    O Senhor Jesus disse:

    Ninguém pode tirar a Minha vida.
    Eu dou a Minha vida e posso retomá-la.

    É muito importante compreender que tipo de vida nosso Senhor Jesus tinha enquanto estava na terra.

    Quando Ele nasceu, foi chamado Emanuel, Deus conosco. Em outras palavras, Ele é Deus e, ainda assim, veio a este mundo para Se tornar homem. Ele é perfeito Deus e perfeito homem.

    Ele tem em Si essa vida eterna, a vida incriada de Deus. Contudo, veio para Se tornar homem e também recebeu uma vida humana criada. Assim, vemos que a divindade e a humanidade, a vida divina e a vida humana, se uniram nEle. Ele é o Deus-homem, Emanuel.

    Sua vida é uma vida divino-humana, e Sua vida da alma estava sempre sujeita à Sua vida do espírito. Não havia separação nEle, porque Ele era sem pecado, santo e irrepreensível.

    Essa é a vida que nosso Senhor Jesus tinha em Si. Deus pode morrer? Deus não pode morrer. Ele, sendo Deus, tem vida eterna. Como essa vida poderia morrer? Ela não pode morrer.

    Mas o homem pode morrer, e de fato morre. Assim, vemos que, quando nosso Senhor entregou Sua vida na cruz, o que morreu foi a vida humana nEle. Como Sua vida humana era perfeita e sem pecado, Ele pôde ser nosso substituto.

    Nós somos pecadores; portanto, se morremos, morremos por nós mesmos. Esse é o nosso fim. Mas Ele, sendo sem pecado, não precisava morrer, e, ainda assim, morreu por nós. Isso é substituição. Porque Ele é o Filho de Deus, um homem morreu, e todos nós morremos.

    Os Dois Termos Gregos para Vida

    Se vocês lerem atentamente o Evangelho segundo João, perceberão que a mesma palavra inglesa, “vida”, representa duas palavras gregas diferentes. Essas duas palavras se aplicam ao nosso Senhor Jesus.

    Por exemplo, em João 10:10:

    Eu vim para que tenham vida e a tenham em maior abundância.

    A vida ali é zoē, vida eterna — a vida da mais elevada qualidade, o princípio da vida, a própria vida incriada de Deus.

    É uma vida que está em Deus, uma vida dada ao Filho e uma vida que o Filho dá a todos os que creem nEle. Assim, a vida que Ele nos dá é essa vida incriada de Deus:

    Para que tenham vida e a tenham em maior abundância.

    Mas, quando vocês leem o versículo seguinte, João 10:11:

    Ele dá a Sua vida pelas ovelhas.

    A vida ali é psuchē. É a vida da alma, a vida humana, a vida animada.

    Assim, vemos que, quando nosso Senhor entregou Sua vida na cruz, Ele derramou Sua alma como água, como lemos no Salmo 22. Sua vida da alma, Sua vida humana sem pecado, foi derramada em substituição a todos nós.

    E, se vocês lerem João 12:24, verão que um grão de trigo cai na terra e morre. Se morrer, produz muito fruto. A vida nesse contexto é a própria vida de Deus dada a nós.

    Por quê? Porque, em João 12:25, o Senhor Jesus diz:

    Quem ama a sua vida a perde;
    E quem odeia a sua vida neste mundo a conservará para a vida eterna.

    Aquele que perde sua vida — a vida ali é a vida humana, a vida da alma —, se a perder neste mundo, a conservará para a vida eterna. Essa é zoē, vida eterna. Em outras palavras, ao abrir mão da vida da alma, você pode redimir ou salvar sua vida da alma para a eternidade.

    Portanto, irmãos e irmãs, quando nosso Senhor Jesus morreu na cruz, Sua vida humana entrou na morte como substituto pelos nossos pecados. Mas a vida divina e a vida humana estavam unidas como uma só em nosso Senhor Jesus.

    Quando o Senhor entrou na morte, aquela vida eterna jamais poderia morrer. Ela passou pela morte, vencendo a morte e saindo da morte. Ao sair, naturalmente, trouxe também aquela vida humana para a vida. Isso é vitória.

    Essa é a vida que foi liberada e dada a nós. Por isso, irmãos e irmãs, nós realmente damos graças ao Senhor.

    A Vida Recebida pela Fé

    Nosso Senhor Jesus veio dar à humanidade, por assim dizer, uma segunda oportunidade. Aquela espada flamejante que guardava o caminho para a árvore da vida, na verdade, feriu nosso Senhor Jesus, porque ali Ele foi morto em nosso favor.

    O juízo e a justiça de Deus vieram sobre Ele para que pudéssemos ter vida e tê-la em maior abundância. Essa é a maneira pela qual nosso Senhor Jesus nos ofereceu Sua vida.

    Agora, como recebemos essa vida? Naturalmente, se vocês lerem o Evangelho segundo João, verão que a maneira de receber a vida é crer.

    Aquele que O recebe.

    Isto é, aquele que crê em Seu nome.

    Todo aquele que crê não perecerá, mas tem a vida eterna. Se ouvirmos Sua Palavra e crermos nAquele que O enviou, então passamos do juízo, da morte, para a vida. Quando vamos ao Senhor Jesus e O recebemos, temos vida.

    Assim, para nós hoje, ela é o dom de Deus. Irmãos e irmãs, aqui vocês veem o amor de Deus ao nos dar Seu Filho unigênito, para que possamos ter vida novamente.

    A Natureza da Vida Eterna

    Agora, o importante é isto: Sabemos o que é essa vida? Qual é a diferença entre essa vida e a vida que conhecíamos no passado? Qual é a diferença entre essa vida do espírito e a vida da alma pela qual vivíamos no passado?

    Em primeiro lugar, dizemos que essa vida é vida eterna. Agora, o que é vida eterna? Muitas vezes pensamos na vida eterna em termos de tempo. Às vezes, até pensamos na vida eterna como algo futuro.

    Em outras palavras, dizemos que, quando cremos no Senhor Jesus, temos vida eterna; mas a vida eterna não é para hoje. É para o dia em que morrermos. Então iremos para o céu, e a vida eterna é um passaporte para o céu.

    Muitas vezes as pessoas pensam na vida eterna como uma apólice de seguro, um seguro de vida. Você não pode usá-la hoje. Você a tem, mas não a usa hoje. Ela entra em vigor quando você morre, e então você pode usá-la para ir para o céu. Muitas pessoas pensam assim sobre a vida eterna.

    Mas sabemos que não é assim, porque a vida começa no momento em que você a recebe. Quando recebemos o Senhor Jesus, temos essa vida em nós. Essa é a vida eterna, e a vida eterna começa em você no momento em que recebe o Senhor Jesus.

    Em outras palavras, você pode usar essa vida; pode viver por essa vida imediatamente. Não precisa esperar até morrer para receber seus benefícios.

    Mas a vida eterna é apenas uma questão de tempo? Não. Suponha que você vivesse mil anos, mas estivesse sempre com a saúde debilitada. Você acha que valeria a pena viver mil anos? Se a vida é tão longa, mas de qualidade tão baixa, não vale a pena vivê-la.

    Portanto, a vida eterna não é eterna apenas no sentido de estar fora do tempo. Ela está fora do tempo, porque Deus não está sujeito ao tempo — Ele é eterno —, mas a vida eterna também é a vida da mais elevada qualidade.

    Ela é incontaminada, incorruptível e imarcescível, como vemos em 1 Pedro 1:4. Esta nossa vida da alma é contaminada, corrompida e passageira. Mas a vida que Deus nos deu, que recebemos em Cristo Jesus, é uma vida incontaminada.

    Olhem para nosso Senhor Jesus enquanto Ele estava na terra. Ele viveu em uma terra contaminada. Tudo ao Seu redor era contaminado, corrompido, transitório e passageiro. Mas, quando nosso Senhor viveu nesta terra, vemos que Ele viveu uma vida tão pura e incontaminada em um ambiente de contaminação e corrupção.

    Ele não era corrompido e era incorruptível. Os homens tentaram corrompê-Lo. Até Seus discípulos tentaram corrompê-Lo. Seus inimigos, naturalmente, tentaram corrompê-Lo, desviá-Lo da vontade de Deus e persuadi-Lo a pensar em Si mesmo e em Seu próprio proveito. Mas vemos que Ele não apenas permaneceu sem corrupção; Ele era incorruptível.

    Sua vida na terra era imarcescível. Ser imarcescível é a eternidade vivida no tempo. Irmãos e irmãs, essa vida oferecida a nós em Cristo Jesus, essa vida eterna, é a vida da mais elevada qualidade.

    É amor sem fingimento, amor que não falha. Vocês sabem, às vezes dizemos que amamos, mas esse amor é fingido; não é verdadeiro. Mas o amor dessa vida é sem fingimento.

    É esperança sem medo. É fé sem dúvida. Vocês encontram o fruto do Espírito nessa vida: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Tudo está ali.

    Vemos que ela é perseverança sem murmuração. É força na fraqueza e sabedoria na adversidade. Olhem para a vida do nosso Senhor. Essa é a vida que Deus pretendia para o homem, a vida que Deus ofereceu ao homem, e essa vida agora está em cada um de nós.

    Isso não é maravilhoso? Não é extraordinário? Às vezes, não sabemos o que recebemos. Não sabemos que Deus nos ofereceu Sua própria vida, Sua vida incriada. Não sabemos quão gloriosa é essa vida, nem quão poderosa ela é.

    É a vida que vence a morte, e a morte é o poder mais forte do mundo. É uma vida santa. E essa é a vida que está em você.

    A Operação Interior da Vida

    Agora, vocês conhecem essa vida? Conhecemos uma vida por sua natureza. Se vocês lerem 1 João, verão que o próprio João nos diz que escreveu seu Evangelho para que saibamos que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, e para que, crendo nEle, tenhamos vida eterna. Esse é o propósito do Evangelho de João.

    Então ele escreveu a primeira epístola de João. Em 1 João 5, ele nos diz que escreveu essa epístola para que nós, que cremos no Senhor Jesus, saibamos que temos vida. Em outras palavras, quando cremos no Senhor Jesus, temos vida eterna, mas talvez não saibamos disso.

    Por isso, João escreveu novamente e disse, em essência: “Escrevo a vocês outra carta para que vocês, que creem no Senhor Jesus, saibam que têm vida”. Agora, como você sabe que tem vida? Você sabe pela própria natureza dela.

    A Vida como Luz

    Em resumo, vemos que 1 João nos diz que Deus é luz, e nEle não há treva alguma.

    Se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros,
    E o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.

    Em outras palavras, a vida é conhecida por sua luz. Depois de crer no Senhor Jesus, você percebe que há uma luz brilhando de dentro de você sobre seu caminho.

    Muitas vezes nos perguntamos: “Agora que creio no Senhor Jesus, como sei qual é a vontade de Deus? Como sei o que agradará a Deus?”. Graças a Deus, todos os que nasceram de Deus têm uma convicção interior: “Agora sou filho de Deus e devo viver para agradar a Deus”. Isso é natural em nós.

    Mas como vamos agradar a Deus? Como sabemos que isto é o que Deus ama e aquilo é o que Deus não gosta? Como posso viver uma vida que agrada a Deus?

    Graças a Deus, quando você crê no Senhor Jesus, essa vida começa a operar em você. A vida dentro de você ilumina seu caminho. Quando você está prestes a fazer certas coisas, a luz se acende como um sinal vermelho e diz: “Pare”.

    Quando você está prestes a dizer coisas que costumava dizer — talvez goste de criticar as pessoas ou de dizer palavras indecentes —, depois de crer no Senhor Jesus, você não precisa ir a uma escola para reformar sua linguagem. Quando começa a dizer palavras indecentes, o sinal vermelho se acende: “Não”.

    Irmãos e irmãs, vocês sabem que a vida está operando em vocês? Ela está operando o tempo todo. Mas, infelizmente, negligenciamos essa luz. Em vez de prestar atenção a essa luz, saímos por aí tentando encontrar luz do lado de fora, e é aí que nos metemos em dificuldades.

    Conhecemos a vida pela luz dentro de nós. É a luz da vida. Assim, não andaremos em trevas.

    A Vida como Justiça

    Conhecemos a vida pela justiça. Deus é justo, e aquele que pratica a justiça é de Deus. Aquele que não pratica a justiça não é de Deus.

    Irmãos e irmãs, depois de crermos no Senhor Jesus, como sabemos que isto é certo e aquilo é errado? Muitas coisas que pensávamos estar certas, depois de crermos no Senhor Jesus, descobrimos que estão erradas. Muitas coisas que pensávamos estar erradas, depois de crermos no Senhor Jesus, descobrimos que estão certas.

    Como você sabe? Deus é justo. Quando você está fazendo algo que não é certo, sua consciência começa a freá-lo: “Pare”. Ou, se você está fazendo algo que agrada a Deus, há paz e vida dentro de você.

    Deus quer que vivamos uma vida justa, uma vida correta diante de Deus, uma vida que dê a Deus o que Lhe é devido.

    A Vida como Amor

    Então, naturalmente, Deus é amor. Seu amor dentro de você lhe dirá o que é a vida. Se odiamos nosso irmão, estamos em trevas. Se não amamos o irmão que vemos, como podemos amar a Deus, a Quem não vemos?

    Aqui vemos que a vida dentro de nós começa a operar em nós. Conhecemos a vida pela operação de sua natureza.

    A Vida como a Pessoa de Cristo

    Mas o que é a vida? Vocês sabem, a vida é mais do que atributos. A vida é uma Pessoa.

    Em outras palavras, a vida que você recebe não apenas tem toda espécie de qualidades e atributos — amor, justiça, luz e assim por diante —, mas você percebe que a vida que recebe é uma Pessoa.

    Os atributos são impessoais, por assim dizer, mas uma pessoa tem personalidade. Assim, lemos em 1 João:

    Quem tem o Filho tem a vida;
    Quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.

    Em outras palavras, a vida eterna que Deus nos deu não é algo dado à parte de Seu Filho. É verdade que a vida eterna vem por meio de Seu Filho, mas a vida eterna não é algo separado de Seu Filho.

    Quando você crê no Senhor Jesus, crê em Alguém com personalidade, uma Pessoa viva. O que você recebe é Alguém com personalidade, uma Pessoa viva.

    Cristo em vós, a esperança da glória.

    Cristo é a sua vida. Portanto, irmãos e irmãs, lembremos disto: quando cremos no Senhor Jesus, não é simplesmente que recebemos de Deus uma vida eterna, como se pudéssemos viver por essa vida eterna à parte do próprio Deus.

    Não podemos dizer: “Agora tenho vida eterna; agora posso amar, agora posso ser justo, agora posso viver na luz — mas à parte de Deus”. Nunca. Por quê? Porque a vida que você recebe não é outra coisa senão o próprio Filho.

    É Cristo que é a sua vida, e Ele vive em você e em mim. Há uma personalidade ali. Vocês sabem, a vida em vocês tem uma personalidade.

    A Apropriação da Vida Eterna

    Como precisamos tomar posse da vida eterna! O apóstolo Paulo, em sua exortação a Timóteo, diz:

    Toma posse da vida eterna, para a qual foste chamado,
    E fizeste a boa confissão diante de muitas testemunhas.

    Irmãos e irmãs, fomos chamados para a vida eterna. Se a vida eterna fosse impessoal, como você poderia ser chamado para a vida eterna? Você é chamado para a vida eterna porque a vida eterna é Cristo. Você é chamado para Ele.

    Você deve fazer a boa confissão diante de muitas testemunhas. Irmãos e irmãs, estamos aqui para confessar nosso Senhor Jesus. Não estamos aqui apenas para dizer às pessoas que há uma vida melhor que elas podem ter.

    Estamos aqui para testemunhar que há uma Pessoa que elas podem receber, e Ele viverá nelas e por meio delas. Essa é a nossa confissão.

    Conclusão

    Assim, por fim, Deus colocou diante de nós essa questão da vida. Creio, irmãos e irmãs, que já fizemos nossa escolha. Mas muitas vezes não sabemos realmente o que recebemos de Deus.

    Por não sabermos, não entramos na plenitude dos benefícios dessa vida eterna de Cristo. Que o Senhor continue a nos guiar e conduzir, para que tenhamos vida e a tenhamos em maior abundância.

    Amado Pai celestial, nós Te agradecemos por Tua bondade para conosco, pois, mesmo antes da fundação do mundo, Tu quiseste nos dar Tua própria vida. Senhor, pedimos que possamos conhecer Tua vida, valorizar Tua vida e entrar na plenitude dessa vida. Tudo é para a Tua glória, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.