Por favor, abram em 2 Coríntios 5:17-18.
Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas velhas passaram; eis que se fizeram novas.
Mas todas as coisas são de Deus, Que nos reconciliou Consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.
Abram também em Romanos 8:1-4.
Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus me libertou da lei do pecado e da morte.
Pois aquilo que a lei não podia fazer, por estar enfraquecida pela carne, Deus, enviando Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e por causa do pecado, condenou o pecado na carne:
Para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Agora, 2 Coríntios 4:7-12.
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós mesmos;
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados;
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.
Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.
De modo que a morte opera em nós, mas a vida em vós.
E, por fim, a segunda parte de João 10:10:
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
Voltemo-nos para o Senhor.
Senhor, acabamos de ler a Tua Palavra, e agora olhamos para Ti, para que vivifiques a Tua Palavra em nosso coração, para que verdadeiramente as Tuas palavras sejam vida e espírito para nós. A Ti seja a glória, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
Temos considerado juntos esta questão da vida — a vida eterna. Vemos que Deus sempre coloca essa questão diante dos homens. É sempre a questão da vida.
No jardim do Éden, vemos que, quando Deus criou o homem, colocou-o diante da árvore da vida. Deus plantou a árvore da vida no meio do jardim e, ao fazer isso, indicou que Seu desejo para o homem é a vida.
E, naturalmente, ao lado da árvore da vida estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus queria que o homem fizesse uma escolha. Não há dúvida quanto à vontade de Deus: a vontade de Deus para o homem é a vida.
Mas o homem precisa fazer uma escolha: se deseja a vida, como Deus deseja que ele tenha, ou se prefere ter conhecimento — o conhecimento do bem e do mal — para que possa desenvolver a si mesmo e tornar-se um deus para si mesmo.
A árvore da vida conduz à vida eterna, mas a árvore do conhecimento do bem e do mal conduz à morte. Deus colocou essas duas árvores diante do homem e deixou que ele escolhesse.
Mas, infelizmente, vemos que nosso antepassado Adão escolheu o conhecimento em vez da vida. Sem saber, escolheu a morte em vez da vida.
Ao longo da história humana, vemos que Deus sempre colocou esta questão diante do homem: vida e morte. Qual você escolherá?
Especialmente quando nosso Senhor Jesus veio a esta terra, Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. Ele veio para que tivéssemos vida e a tivéssemos em maior abundância.
Ele também entregou Sua vida na cruz do Calvário, naquele madeiro. Para Ele, aquele madeiro era morte; mas, para nós, o madeiro é vida. E Ele nos chama a ir a Ele para termos vida.
Irmãos e irmãs, realmente damos graças a Deus. Não sabemos por quê, mas, em Sua misericórdia, Ele nos capacitou a escolher a vida em vez da morte.
Agora, tendo escolhido essa vida, precisamos compreender a lei que a governa. Toda vida é governada por sua lei, e essa lei é a lei de sua natureza.
A velha vida, a vida em Adão, tem sua lei, e essa lei é a lei do pecado e da morte. Mas a nova vida que recebemos em Cristo Jesus também tem sua própria lei, e essa lei é a lei do Espírito da vida.
Em outras palavras, o Espírito Santo, Que habita em nós, nos comunicará vida. Ele nos capacitará a conhecer Cristo cada vez mais, porque Cristo é a nossa vida.
Quando o Espírito da vida está operando em nós, como mencionamos ontem de manhã, em primeiro lugar, necessariamente haverá revelação — haverá luz e iluminação. Depois da iluminação, haverá separação, que é santidade.
À medida que o Espírito Santo opera para nos comunicar mais vida, invariavelmente Ele nos conduzirá à cruz. Ali haverá a marca da cruz, e a cruz inevitavelmente conduzirá à glória.
Em outras palavras, Cristo será formado em nós, a vida será abundante, e Deus ficará satisfeito.
Agora, nesta manhã, gostaríamos de avançar um pouco mais. Gostaríamos de considerar juntos a batalha pela vida.
Na primeira passagem que acabamos de ler, encontramos:
Se alguém está em Cristo Jesus, há uma nova criação.
As coisas velhas passaram.
Eis que tudo é novo, e tudo é de Deus, Que nos reconciliou Consigo mesmo.
Se alguém está em Cristo Jesus — agora, estamos em Cristo Jesus? Graças a Deus, foi Deus Quem nos colocou em Cristo Jesus. 1 Coríntios 1:30 diz:
Mas vós sois Dele, em Cristo Jesus.
Ora, se é aí que estamos, então, irmãos e irmãs, o que somos? Somos uma nova criação.
Se alguém está em Cristo Jesus.
Isto é, se é aí que você está, então você é uma nova criação. É isso que você é.
E o que é uma nova criação? Uma nova criação é inteiramente nova. As coisas velhas passaram. Todas as coisas velhas que pertencem à velha criação passaram.
A velha criação é Adão. Em outras palavras, todos os hábitos adâmicos, a disposição adâmica, os conceitos adâmicos, o comportamento adâmico, os pensamentos e sentimentos adâmicos — tudo o que pertence à velha criação, tudo o que pertence a Adão — passaram. Tudo isso se foi.
E tudo é novo. O novo aqui é realmente novo, e o novo é de Deus. Em outras palavras, tudo o que não é de Deus passou, e tudo o que é de Deus está agora aqui.
E fomos reconciliados com Deus. Antes, havia separação entre Deus e o homem; havia discordância. Mas agora vemos que fomos reconciliados, completamente restaurados à harmonia com Deus. Essa é a beleza da nova criação.
Naturalmente, em 2 Coríntios 5, isso se refere a indivíduos: se alguém está em Cristo Jesus, é uma nova criação. Mas um dia até mesmo todo o universo será uma nova criação.
Em Apocalipse 21, João ouviu uma grande voz, uma voz forte, dizendo:
Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens.
E Aquele Que está sentado no trono disse:
Eis que faço novas todas as coisas.
Em outras palavras, um dia tudo o que é velho desaparecerá, e tudo o que é novo será de Deus. Esse será um dia glorioso.
Irmãos e irmãs, somos uma nova criação? Somos.
Todas as coisas velhas passaram? Parece haver alguma hesitação.
Muito bem, voltemos à Palavra de Deus. O que Deus diz? Se você é uma nova criação, então não resta nada velho ali. Se alguma coisa velha permanece, não é uma nova criação; é uma mistura.
Mas Deus diz: “Não, é uma nova criação. As coisas velhas passaram. Tudo é novo. Tudo é de Deus”. Agora, você crê nisso? Você realmente crê nisso?
Bem, se formos honestos conosco mesmos, mesmo depois de crermos no Senhor Jesus, de recebermos Sua vida em nós e de sabermos que estamos em Cristo Jesus, descobrimos o seguinte. Não há dúvida de que estamos Nele.
E, no entanto, você descobre que, em sua experiência diária, graças a Deus, existem algumas coisas novas. Isso é verdade. Mas, infelizmente, você percebe que, em sua experiência diária, muitas das coisas velhas ainda parecem estar presentes.
Elas não parecem ter passado. Além disso, você percebe que as coisas velhas provavelmente parecem ocupar uma parte maior de sua vida do que as coisas novas.
Você percebe que as coisas velhas parecem persistir com tanta força. Elas não parecem ter passado. Estão ali, e isso o incomoda.
Agora, há alguma contradição aqui? A Palavra de Deus diz que você é uma nova criação. As coisas velhas passaram. Tudo é novo. E você crê nisso.
Mas, quando olha para a própria experiência, descobre que não é assim. Percebe que muitas coisas velhas ainda se apegam a você, e o que é novo parece bastante fraco. Você sabe por quê?
Aqui encontramos duas coisas. Uma é o que chamamos de verdade objetiva; a outra é o que chamamos de experiência subjetiva.
O que é verdade objetiva? Uma verdade objetiva é algo que Deus fez em Cristo Jesus.
Experiência subjetiva é algo que o Espírito Santo faz em nós.
Aqui vemos que Deus fez algo em Cristo Jesus. O que Ele fez foi feito de uma vez por todas. O que Ele fez é uma obra consumada. O que Ele fez tem efeito eterno. Nunca muda.
Quando Cristo morreu na cruz, Deus fez algo. Deus removeu a velha criação. Deus removeu Adão. Deus removeu tudo o que está ligado a Adão.
Tudo o que é velho, Deus removeu na cruz do Calvário. Está feito. Tudo isso passou.
E, na cruz, por meio da ressurreição de nosso Senhor Jesus, Deus fez uma nova criação. Tudo é novo. Tudo está em Deus. Tudo é de Deus — uma nova criação.
Irmãos e irmãs, lembrem-se disto: a cruz do Calvário, a cruz de Cristo, é algo tremendo. Ali, naquela cruz, Deus realizou uma obra tremenda. A velha criação passou, e uma nova criação veio à existência. Foi isso que aconteceu na cruz do Calvário.
Isso é algo que foi feito em Cristo Jesus, algo feito de uma vez por todas. É um fato eterno.
Irmãos e irmãs, quando Cristo morreu na cruz, Ele levou nossos pecados em Seu corpo sobre aquele madeiro. Por causa disso, somos libertos dos pecados e vivificados para a justiça. Isso já foi feito.
Todos os nossos pecados foram perdoados. Isso foi feito de uma vez por todas.
Quando Cristo Jesus morreu na cruz, Ele levou você e a mim Consigo. Ele era o último Adão, e, quando o último Adão morreu, a raça de Adão chegou ao fim.
Assim, vemos aqui que a raça de Adão chegou ao fim Nele. E Ele é o segundo Homem, o princípio de uma nova raça.
Você e eu — o nosso velho homem foi crucificado com Ele. Isso é o que Deus fez em Cristo Jesus. Foi feito há dois mil anos. Foi feito e tem efeito eterno. Nunca muda.
É por isso que está escrito:
Se alguém está em Cristo Jesus, há uma nova criação.
Você não pode estar em Cristo Jesus e estar na velha criação. Isso não é possível, porque Deus já realizou essa obra em Cristo Jesus.
É um fato eterno. É uma verdade objetiva na qual precisamos crer. Precisamos recebê-la. Esse é o nosso fundamento, o fundamento sobre o qual o Espírito Santo pode edificar.
Agora, quando chegamos à experiência subjetiva, vemos que tudo o que Deus fez em Cristo Jesus na cruz do Calvário — esse fato — precisa tornar-se real em cada um de nós.
Quando o Espírito Santo opera em nós, Ele torna real tudo o que já foi realizado e é um fato eterno em Cristo Jesus. Ele torna tudo real, vivo e pessoal para cada um de nós. Isso é experiência subjetiva.
A experiência subjetiva se baseia na verdade objetiva. Se não houver verdade objetiva, não poderá haver experiência subjetiva.
Em outras palavras, se Cristo não tivesse posto fim à velha criação e trazido a nova criação, então, irmãos e irmãs, por mais que tentássemos experimentar o desaparecimento da velha criação e a chegada da nova criação, isso nunca aconteceria. Não haveria fundamento para isso.
O Espírito Santo só pode tomar aquilo que Cristo fez e aplicá-lo pessoalmente a nós.
Portanto, precisamos da verdade objetiva. A verdade objetiva é algo em que precisamos crer. Creia nela. Aceite-a. Não há nada que você possa fazer a respeito dela, e Deus não exige que você lhe faça coisa alguma.
Você não pode acrescentar nada a ela nem tirar nada dela. É simplesmente algo pronto, inteiramente preparado, e Deus diz: “Receba”. Nós a recebemos pela fé.
Quando a recebemos pela fé, então o Espírito Santo tem a base para torná-la realidade em nós. Tudo o que o Espírito Santo torna realidade em nossa vida passa a ser nossa experiência subjetiva.
Agora, o que é crescimento espiritual? Crescimento espiritual é quando a distância entre a verdade objetiva e a experiência subjetiva vai diminuindo cada vez mais. Elas ficam cada vez mais próximas. Isso é crescimento espiritual.
Em outras palavras, à medida que o Espírito Santo toma aquilo que Deus fez em Cristo Jesus e o torna real em nossa vida, vamos nos aproximando cada vez mais, ficando cada vez mais perto daquilo que Cristo é.
Até sermos transformados e conformados à Sua imagem. Isso é crescimento espiritual.
Portanto, o que é eternamente verdadeiro em Cristo Jesus precisa tornar-se real para nós agora. Essa é a obra do Espírito Santo.
Às vezes, as pessoas enfatizam muito a verdade objetiva e negligenciam a experiência subjetiva. O resultado é que se tornam muito legalistas, convencidas de sua própria justiça, presunçosas, dogmáticas, hipócritas — como os fariseus.
Mas outras pessoas enfatizam a experiência subjetiva e deixam de lado a verdade objetiva. O resultado é que podem se tornar muito emotivas, instáveis, cegas e enganadas quanto a si mesmas.
Portanto, a verdade é que precisamos manter um equilíbrio entre a verdade objetiva e a experiência subjetiva.
Agora, para explicar isso, vamos usar novamente a carta aos Romanos. Temos os capítulos 5, 6, 7 e 8 de Romanos. Esses quatro capítulos são muito importantes.
Isso não significa que os outros capítulos não sejam importantes. Toda palavra de Deus é importante. Mas aqui, nos capítulos 5, 6, 7 e 8 de Romanos, podemos dizer que o capítulo 5 trata de estar em Adão; o capítulo 6, de estar em Cristo; o capítulo 7, de estar na carne; e o capítulo 8, de estar no Espírito.
Os capítulos 5 e 6 falam de nossa posição — a verdade objetiva. Os capítulos 7 e 8 falam de nossa experiência subjetiva, de nossa condição.
Quanto à nossa posição, antes de conhecermos o Senhor Jesus, estávamos em Adão. Como viemos a estar em Adão? Nascemos em Adão.
Você não teve escolha. Simplesmente nasceu em Adão. E, porque nasceu em Adão, tudo o que Adão é, você também é.
Se Adão morre, e você está em Adão, você morre. Por causa do pecado de um só homem, a morte veio sobre todos. Por quê? Porque estamos em Adão.
Compartilhamos a mesma vida de Adão. Compartilhamos o mesmo destino de Adão. Manifestamos todas as características de Adão e estamos presos à lei do pecado e da morte que opera em Adão. Era aí que estávamos: sem esperança e sem capacidade de nos libertar.
Mas, graças a Deus, no capítulo 6 vemos que estamos em Cristo. Agora, como saímos de Adão e entramos em Cristo?
Não há como sair de Adão senão por meio da morte. Você entra em Adão pela vida e sai de Adão por meio da morte.
Então, aqui encontramos nosso Senhor Jesus. Ele nos representa. Ele nos abrange. Ele contém todos nós em Si mesmo, e Ele morreu.
Por Sua morte, somos libertos de Adão. Por Sua ressurreição, nascemos de novo em Cristo.
Da mesma forma, não há como entrar em Cristo senão nascendo Nele. É por isso que você não pode fabricar um cristão. Um cristão precisa nascer.
Foi por meio da morte e da ressurreição de nosso Senhor Jesus que saímos de Adão e, graças a Deus, agora estamos em Cristo Jesus.
Compartilhamos a mesma vida de Cristo. Compartilhamos o mesmo destino de Cristo. Todas as características de Cristo nos pertencem.
Porque a lei do Espírito da vida opera em Cristo Jesus, ela também opera em nós. Essa é a posição gloriosa que Deus nos deu.
Não importa quanto mudemos, não importa em que condição estejamos, essa posição nunca muda.
Deus não apenas realizou essa obra em Cristo, mas também nos colocou em Cristo, e ninguém pode mudar isso. Graças a Deus por isso. Temos uma posição que não muda e que não pode ser mudada.
Mas, quando chegamos aos capítulos 7 e 8, vemos que o cenário é inteiramente diferente. Por quê? Porque, no capítulo 7, vemos a vida na carne; e, no capítulo 8, a vida no Espírito.
Adão não é apenas uma pessoa. Adão é um termo coletivo. Houve um homem chamado Adão, criado por Deus, mas ele é mais do que apenas um indivíduo. Ele é o cabeça representativo de toda uma raça.
Portanto, Adão é um termo coletivo. Todos os que estão em Adão são chamados pelo nome de Adão; somos filhos de Adão. Por ser um termo coletivo, é um termo objetivo.
Agora, com Cristo acontece o mesmo. Cristo é uma pessoa. Ele veio a este mundo. Mas Cristo é mais do que um indivíduo. Vemos que Cristo é o Cabeça do Corpo.
Assim, em certo sentido, Cristo também é um termo coletivo, objetivo. Há somente um Adão, e há somente um Cristo.
Não existem dois, três ou milhões de Adões. Não, há apenas um Adão. A Bíblia diz que nosso velho homem foi crucificado com Cristo, e “velho homem” está no singular.
Não é que você tenha um velho homem, eu tenha um velho homem e cada pessoa tenha um velho homem. Não, compartilhamos um só velho homem — Adão, um só homem.
Portanto, tudo o que aconteceu com Adão aconteceu com todos nós. O mesmo é verdade com relação a Cristo. Há somente um Cristo.
Se alguém disser: “Aqui está o Cristo” ou “Ali está o Cristo”, não creiam. É um falso cristo. Há somente um Cristo, e todos nós estamos em Cristo. Portanto, tudo o que aconteceu com Cristo aconteceu com todos nós.
Essa é a verdade objetiva. Você não precisa experimentá-la pessoalmente para entrar nessa verdade objetiva. Mesmo que não tenha experiência alguma, essa posição é sua. Você já está nela. Todas as possibilidades já estão ali. Graças a Deus por isso.
Mas, quando chegamos ao termo carne, em Romanos 7, Paulo diz:
Em mim, isto é, na minha carne.
Em outras palavras, carne é a expressão pessoal do Adão coletivo.
O eu é a expressão experimental da verdade objetiva de Adão. Portanto, cada um de nós tem sua própria carne. Sua carne é diferente da minha carne.
De certo modo, todos herdamos de Adão, mas, de alguma maneira, segundo a lei da hereditariedade, você herda determinados genes de Adão, e eu herdo outra combinação de genes. Assim, vemos que todos somos diferentes.
Cada um de nós tem sua própria carne. Sua carne é diferente da minha, e minha carne é diferente da sua. Talvez sua carne seja melhor do que a minha, porque você recebeu de Adão mais bem do que mal. Mas, ainda assim, é carne.
Lembrem-se de uma coisa, e essa é uma grande descoberta. Certamente, a carne de Paulo era muito melhor do que a minha. Não tenho dúvida disso. Mas um dia ele descobriu que nele, isto é, em sua carne, não havia bem algum.
Graças a Deus por essa descoberta. Portanto, ele não é melhor do que eu. Cada pessoa tem sua própria carne. Carne é a expressão experimental da verdade objetiva de Adão.
Quanto a Adão, ele chegou ao fim. Na cruz do Calvário, o velho homem foi crucificado, e graças a Deus por isso. Mas, quando chegamos ao lado da experiência, vemos que a carne ainda está ali.
Por que ela está ali? Está ali porque, quando você creu no Senhor Jesus, rejeitou a carne má, mas quis conservar a carne boa.
Você não apenas a conserva, mas quer usar a carne boa para servir a Deus. E esse é o problema.
Se, no dia em que creu no Senhor Jesus, você tivesse visto que o velho Adão foi crucificado e tivesse renunciado completamente à sua carne, irmãos e irmãs, teria evitado muitos problemas.
Mas, infelizmente, parece que ninguém faz isso. Por quê? Porque amamos demais a nossa carne. Sabe, ela é o nosso orgulho.
Embora possamos conhecer intelectualmente Romanos 6:6:
Sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com Ele.
Intelectualmente, sabemos. Já ouvimos a respeito. Intelectualmente, conhecemos essa verdade.
E, no entanto, quando chegamos a Romanos 7, lemos:
Ignorais?
Você sabe e, ao mesmo tempo, ignora. Em outras palavras, intelectualmente você sabe; espiritualmente, ignora.
Você não aceita o veredito de Deus. Deus diz que não há bem algum em Adão; que ele seja crucificado. Mas você diz, assim como Saul: “Vou matar todos os amalequitas, todo o gado e todas as ovelhas; mas os melhores animais do rebanho e do gado, é uma pena matá-los. Por que não levá-los e oferecê-los a Deus?”.
É exatamente isso que fazemos. Tentamos usar a carne boa para servir ao propósito de Deus.
Então descobrimos, para nossa surpresa, que Deus não apenas não aprecia isso, mas também que estamos presos. Estamos presos à lei do pecado e da morte.
Pensávamos que estávamos fora de Adão. Pensávamos que aquela lei já não se aplicava a nós. Mas descobrimos que ainda estamos debaixo dessa lei, porque, enquanto vivemos segundo a carne, todas as coisas adâmicas voltam.
As coisas velhas voltam, e a lei do pecado e da morte volta. Aquilo que sabemos que devemos fazer, não conseguimos fazer. Isso é morte. Aquilo que não devemos fazer, fazemos. Isso é pecado. Ainda estamos presos à lei do pecado e da morte.
É preciso passar por algumas experiências de derrota e fracasso para chegar ao ponto de enxergar que em mim — isto é, na minha carne — não há bem algum.
Concorde com Deus que aquilo que Ele fez é correto. Cremos nisso e damos graças a Deus. À medida que entregamos a carne à cruz, descobrimos que estamos em Cristo e que uma nova lei começa a operar.
No capítulo 8 de Romanos, trata-se de estar no Espírito. O versículo 1 diz:
Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
Agora, a palavra condenação pode ser usada de duas maneiras diferentes. Se você a usa no sentido jurídico, trata-se de condenação — você vai a um tribunal, e há uma condenação. Esse é o uso jurídico da palavra.
Mas também há um uso prático, que significa simplesmente incapacidade ou fraqueza. Não há mais incapacidade, não há mais falta de força para aqueles que estão em Cristo Jesus.
Em outras palavras, você passa a reconhecer sua posição em Cristo e permanece nessa posição pela fé. Ao permanecer nessa posição pela fé, descobre que outra lei começa a operar em você.
Assim, o versículo 2 diz:
Porque a lei do Espírito da vida nos libertou da lei do pecado e da morte em Cristo Jesus.
Você está em Cristo Jesus; portanto, descobre que uma nova lei começa a operar. É a lei do Espírito da vida.
Essa lei do Espírito da vida o liberta da lei do pecado e da morte.
Agora, estamos presos à terra. A lei da gravidade exerce uma força muito grande sobre nós. Ela não nos deixa escapar. Você pode saltar, mas vai voltar ao chão.
Mas suponha que você embarque em um avião ou em uma nave espacial. Você percebe que o foguete ou o motor o leva para o alto, para o céu. A lei da aerodinâmica está operando.
Aqui você encontra outra lei em ação, e essa lei supera a lei inferior. A lei inferior continua ali, mas existe uma lei superior, e ela o liberta. Há uma força que o eleva; você sobe ao céu. Há liberdade.
E, irmãos e irmãs, temos sido elevados?
Esse caminho de vida tem uma porta e um caminho. Assim como em Mateus 7, o Senhor disse:
A porta é estreita, e o caminho é estreito, mas conduz à vida.
Em outras palavras, em nossa vida cristã, precisamos receber uma revelação de Deus: uma revelação que nos faça ver que nosso velho homem foi crucificado; uma revelação de que não há bem algum em minha carne.
Precisamos de uma revelação não apenas para crer que, quando Cristo morreu, nós morremos, mas também para enxergar que merecemos morrer. Essa é a melhor coisa para nós.
Precisamos dessa revelação. Quando recebemos essa revelação, então somos libertos.
Assim aconteceu com nosso querido irmão Watchman. Depois de crer no Senhor Jesus, durante sete anos ele buscou — buscou uma vida vitoriosa, uma vida livre.
Ele conhecia Romanos 6, sabia que nosso velho homem havia sido crucificado e conhecia Romanos 6:11: que devemos nos considerar mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus.
E ele disse que, quanto mais se considerava morto, mais vivo estava para o pecado. Não entendia por que não conseguia morrer. Ninguém pode dar morte a si mesmo.
Certa manhã, enquanto orava, de repente o Senhor lhe mostrou sua união com Cristo. Porque ele estava em Cristo, quando Cristo morreu, ele morreu. Não precisava dar morte a si mesmo.
Você pode odiar a si mesmo. Pode tentar matar a si mesmo, mas não consegue. Há uma forma de morte que você não pode infligir a si mesmo: a crucificação. Você não pode crucificar a si mesmo. Isso é impossível.
Mas você não precisa fazer isso. Você já foi crucificado.
Um dia, quando essa revelação lhe veio, nosso irmão ficou tão cheio de alegria que desceu correndo as escadas. Encontrou um irmão na cozinha, segurou-o e disse: “Irmão, você sabe que eu morri?”.
E o irmão olhou para ele e disse: “O que foi?”.
Precisamos de uma revelação. Porque então começamos a enxergar, graças a Deus, que estamos em Cristo Jesus, e a lei do Espírito da vida nos liberta da lei do pecado e da morte. Somos elevados.
Mas, sabe, também há um longo caminho. Não pense que, por ter entrado por essa porta, você estará seguro para sempre.
Infelizmente, todas essas naves espaciais e todos esses aviões precisam descer. Quando descem novamente, você fica preso à lei da gravidade. Precisa ser elevado outra vez.
Precisamos ser mantidos em Cristo.
Já mencionamos que isso acontece pelo ensino da unção. É por isso que encontramos, no capítulo 8 de Romanos, a partir do versículo 3:
Pois aquilo que a lei não podia fazer, por estar enfraquecida pela carne, Deus, enviando Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e por causa do pecado, condenou o pecado na carne:
Para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Há pessoas que experimentaram essa elevação, e que experiência gloriosa ela é! Mas, infelizmente, elas não andam segundo o Espírito. Se você não anda segundo o Espírito, você desce.
Mas, enquanto anda segundo o Espírito, você permanece ali. Permanece ali.
Portanto, é de extrema importância que, em nossa vida diária, ouçamos o ensino da unção dentro de nós e andemos segundo o Espírito.
Quanto à nossa experiência diária, irmãos e irmãs, há um cabo de guerra acontecendo dentro de nós o tempo todo. Duas leis estão em batalha.
A carne deseja contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, de modo que vocês não podem fazer o que querem.
Agora, irmãos e irmãs, há uma diferença entre Romanos 7:15 e Gálatas 5:17.
Em Romanos 7:15, Paulo diz:
Porque não compreendo o que faço: pois não pratico o que quero, mas faço o que odeio.
Em outras palavras, em Romanos 7, não consigo fazer o que devo fazer, mas faço o que não devo fazer. Isso é estar preso à lei do pecado e da morte.
Mas Gálatas 5 é uma história diferente. Em Gálatas 5, lemos que, se andarmos pelo Espírito, de modo algum satisfaremos o desejo da carne.
É verdade que a carne deseja contra o Espírito, e o Espírito contra a carne. Eles se opõem um ao outro, para que vocês não façam aquilo que desejam. E aquilo que vocês desejam é, na verdade, aquilo que a carne deseja.
Em outras palavras, você é capaz de não fazer aquilo que a carne deseja, porque está andando segundo o Espírito.
Mas a guerra está aí dentro de você. Sempre que começa a se inclinar para a carne, a dar espaço à carne ou a satisfazer sua carne, imediatamente percebe que está preso à lei do pecado e da morte.
Mas, quando o Espírito Santo está operando em você e você segue o Espírito Santo, quando anda pelo Espírito, descobre que há vida ali. A lei do Espírito da vida está ali; está operando.
É uma batalha pela vida. Quanto mais você anda pelo Espírito, menos a carne consegue mantê-lo preso. É assim que a vida cresce.
Outra coisa: não temos apenas a batalha pela vida dentro de nós. A carne quer nos levar à morte; o Espírito nos levará à vida. O diabo continua agindo.
Mas vemos que também há uma batalha pela vida ao nosso redor. Sabe, a vida cresce por meio da batalha. Observe a vida vegetal.
A vida vegetal está sujeita ao ambiente — diferentes condições climáticas, diferentes ambientes — e vemos que ela realmente trava uma batalha pela vida. Se for vencida pelo ambiente, morre. Se vencer o ambiente, vive.
É assim que a vida cresce. A vida cresce por meio da luta.
O mesmo acontece com nossa vida espiritual. Irmãos e irmãs, estamos vivendo em um mundo hostil. Nosso inimigo é chamado de príncipe deste mundo.
Em outras palavras, hoje vivemos em um ambiente muito hostil. Tudo ao nosso redor nos pressiona, tentando nos esmagar, tentando nos fazer morrer.
Mas, graças a Deus, há uma vida dentro de nós, e essa vida está lutando contra a morte ao nosso redor.
Então Paulo diz:
Temos este tesouro em um vaso de barro.
Veja, somos um vaso de barro, e um vaso de barro, naturalmente, é muito frágil.
Mas temos um tesouro no vaso de barro, para que a extraordinária grandeza do poder seja de Deus, e não de nós mesmos.
Somos pressionados de todos os lados, mas não esmagados. Muitas vezes chegamos ao limite dos nossos recursos, mas não ao fim da nossa vida. Sabe, essa é a tradução de Phillips.
Somos perseguidos, mas não abandonados. Somos derrubados, mas não postos fora de combate. Ora, não é assim a nossa vida espiritual?
A vida é uma batalha, e estamos lutando contra o ambiente ao nosso redor. Mas, graças a Deus, porque há uma vida dentro de nós — essa vida de ressurreição dentro de nós —, descobrimos que, embora sejamos pressionados, não somos esmagados.
Como disse o salmista em Salmos 4:1:
Na angústia, Tu me deste largueza.
Em vez de sermos esmagados, somos ampliados.
Sim, muitas vezes chegamos ao limite dos nossos recursos. Não sabemos o que fazer. Sempre que nos deparamos com uma situação, nossa mente começa a funcionar como um computador, tentando encontrar uma solução. Mas muitas vezes chegamos ao limite dos nossos recursos.
Mas, graças a Deus, esse não é o fim da vida. É o fim da vida natural e o começo da vida espiritual.
Paulo disse:
Nós mesmos tivemos em nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, Que ressuscita os mortos.
É verdade que muitas vezes somos derrubados, mas nunca postos fora de combate. Irmãos e irmãs, quanto mais passamos por esse tipo de batalha, mais a vida dentro de nós aumenta. É assim que a vida cresce.
Se você tentar cultivar uma planta em uma estufa, poderá ter uma bela flor, mas ela não dura. Não consegue resistir. Não possui essa qualidade interior.
Graças a Deus, Ele nos coloca neste tipo de mundo. Às vezes pensamos: como seria bom se tivéssemos nascido no jardim do Éden, antes da queda do homem.
Mas Deus sabe qual é o melhor ambiente para cada um de nós.
A vida cresce melhor no ambiente que lhe é apropriado. Mas não sabemos qual é o ambiente apropriado para nós. Deus sabe.
O que pensamos ser bom pode não ser bom para nós. O que pensamos ser ruim pode não ser ruim para nós. Deus preparou nosso ambiente e nossas circunstâncias para fazer manifestar em nós a força dessa vida de ressurreição.
Irmãos e irmãs, precisamos agradecer a Deus pelo nosso ambiente, porque é assim que a vida cresce, e cresce melhor.
Portanto, não murmurem mais. Deus sabe o que é melhor.
Preciso tomar um pouco mais de tempo. Há um versículo que precisamos considerar: João 10:10.
O Senhor Jesus disse:
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
Agora, irmãos e irmãs, o Senhor veio a este mundo com um propósito: que tenhamos vida.
Como recebemos essa vida? Há alguma batalha para nós? Não.
Recebemos essa vida gratuitamente, sem nenhum custo, sem nenhuma batalha. Por quê? Porque a batalha foi travada pelo próprio Senhor.
Ele a travou na cruz. Foi uma batalha terrível, e Ele venceu essa batalha.
Assim, Ele libera a vida e a dá gratuitamente a nós. Graças a Deus por isso. Agora recebemos a vida pela fé.
Mas lembrem-se: tê-la em maior abundância é uma história diferente.
Você pode ter vida sem lutar. Ela é dada. Mas tê-la em maior abundância, irmãos e irmãs, exige obediência.
Exige submissão. Exige negar a si mesmo. Exige tomar a sua cruz e seguir o Senhor. Exige a morte do eu.
Isso tem um custo. É por isso que vemos que muitos receberam vida, mas poucos a têm em maior abundância.
Se queremos que essa vida aumente em nós, precisamos lutar. Precisamos lutar por isso.
O irmão Fox disse: “Não é que você obtenha mais de Cristo; é que Cristo obtenha mais de você”.
Cristo é um Cristo completo. Você não pode acrescentar nada a Ele. Não pode torná-Lo maior. Ele é completo.
Mas o que é necessário é que Ele obtenha mais de você. Ele precisa esvaziá-lo mais. Precisa reduzi-lo mais, para que possa enchê-lo mais.
A vida está ali. Essa vida é vida abundante. A vida de Cristo não é uma vida meramente legal, uma vida que mal se mantém viva. Não, a vida de Cristo é uma vida abundante.
Mas por que não O temos em maior abundância? Porque há demais de nós mesmos, há coisas demais ocupando esse espaço. Elas comprimem a vida de Cristo em nós.
Ele precisa ter mais espaço em nós, e o único caminho para isso é a cruz.
Irmãos e irmãs, a cruz é o único caminho para a abundância, para a plenitude. Se tentarmos evitar a cruz, permaneceremos escassos.
Mas, se queremos ter abundância, precisamos negar a nós mesmos, tomar a cruz e seguir. Esse é o único caminho.
Graças a Deus, a batalha pela vida já foi vencida por Cristo. Ele disse:
Eu sou a ressurreição e a vida.
Essa vida de ressurreição entrou na morte, venceu a morte e saiu da morte em glória.
Porque Ele já venceu essa batalha, a mesma vida está agora em você e em mim.
Não há razão para que essa vida não vença. Ela sempre reina, se você permitir.
Vamos orar?
Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos por teres colocado em nós uma vida de ressurreição tão gloriosa. Nós Te louvamos e Te agradecemos porque Tu preparas as circunstâncias para manifestar a força dessa vida.
Ó Pai, oramos para que possamos conhecer mais dessa vida, para que possamos depender mais dessa vida, para que verdadeiramente possamos dizer: “Cristo é a nossa vida”.
Para nós, o viver é Cristo. A Ti seja a glória. Amém.