Eles podem ter uma só vida? Oh, não, não, não, não. O Pai é o Filho, e o Filho está no Pai. É claro: se Eu vivo, sim, o Pai e o Filho vivem.
Isso é algo realmente belo. Essa família é verdadeiramente uma bela família.
Mas damos graças a Deus. Por amor, precisamos ampliar nossa família e queremos trazer muitas pessoas para dentro da casa.
Assim, a Bíblia diz que Ele não apenas nos dá a vida de Seu Filho, mas também faz essa vida crescer, para que sejamos conformados à imagem de Seu Filho. Então temos o caráter de Seu Filho nessa família.
Ela é cheia de alegria. Irmãos e irmãs, lembrem-se: a igreja é a família de Deus.
A igreja não é um tribunal. A igreja é a casa de Deus.
A igreja não é um reformatório. A igreja é a casa de Deus.
Vocês sabem, muitos irmãos e irmãs na igreja querem corrigir isto e aquilo: quem está certo e quem está errado. Mas a igreja não é assim. A igreja é uma família.
Há os mais velhos, há os jovens, há as crianças. Aos poucos, eles crescem, e vocês podem ver a semelhança familiar. A família nos mostra que todos nós temos essa semelhança.
Assim, quando vocês chegam à família, podem ver Cristo neste irmão. Podem ver Cristo naquele irmão. Podem ver Cristo nesta irmã. Essa é a família.
Mas hoje, quando chegamos à igreja, vemos Adão neste irmão e vemos Adão naquela irmã. Não conseguimos ver Cristo, e isso não é a igreja.
Portanto, precisamos aprender a ver Cristo em nosso irmão e em nossa irmã. Se vocês veem Cristo nele, é fácil amá-lo. Se veem Adão, não conseguem amá-lo.
A igreja é a família de Deus, e precisamos buscar ser semelhantes a Cristo, nosso Senhor.
Essa família, essa casa, é também a habitação de Deus.
Esse é o lugar onde Deus habita por meio de Sua igreja. Deus quer habitar em Sua casa.
Lembrem-se: em João 14:23, o Senhor disse:
Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra;
e Meu Pai o amará,
e viremos a ele,
e faremos nele morada.
Agora, onde Deus habita hoje? Onde está essa casa?
Muitas vezes digo que, em Isaías 66:1, o céu é o trono de Deus, e a terra é o estrado de Seus pés. Deus diz:
Onde está a casa que Me edificareis?
E onde está o lugar do Meu descanso?
Ele habita com aqueles que têm um coração quebrantado e que tremem diante de Sua palavra.
O céu e a terra são o escritório de Deus, onde Ele trabalha. Mas onde está Sua casa? Sua casa está no coração daqueles que O amam, que tremem diante de Suas palavras, que têm um coração humilde e arrependido.
Irmãos e irmãs, essa é a Sua casa.
O que é a igreja? A igreja é a noiva de Cristo.
Nosso Senhor, por meio do sangue e da água que derramou na cruz, edificou essa igreja. Ele cuida da igreja.
Diariamente, Ele purifica a igreja com água, por meio da palavra, para que ela seja santa, sem mácula e sem ruga. Para que seja uma igreja gloriosa, pronta para ser Sua noiva.
Irmãos e irmãs, o que o Espírito Santo está fazendo hoje na igreja é nos tornar adequados para Ele.
Quando amadurecermos, então Ele virá nos receber para Si. Então, para sempre, seremos Sua noiva. Essa é a igreja.
O que é a igreja? A igreja é a guerreira e a auxiliadora de Cristo. Desenvolveremos isso mais adiante.
Irmãos e irmãs, o que é a igreja na palavra de Deus?
Precisamos que o Espírito Santo abra nosso coração, para que possamos realmente ver o que é a igreja.
Quando realmente virmos isso, coisas muito reais acontecerão em nós. Se o Senhor nos levar a enxergar, há muitas coisas em nós que terão de ser removidas pela cruz.
Precisamos ver que Cristo tem de crescer em nós. Veremos como devemos amar uns aos outros.
Esperamos que essa igreja possa ser formada em breve, para que nosso Senhor fique satisfeito. Irmãos e irmãs, que o Senhor nos ensine a amar nosso Senhor e a amar a igreja.
Vamos nos inclinar e orar.
Senhor, nós Te agradecemos e Te louvamos. Tu amaste a Tua igreja e Te entregaste por ela.
Tu purificaste a Tua igreja com água, por meio da Tua palavra, para que ela se torne uma igreja gloriosa, apresentada a Ti mesmo.
Ó Senhor, ó nosso Deus, nós Te agradecemos e Te louvamos porque Tu nos escolheste. A Tua graça está sobre nós.
Senhor, realmente queremos que a Tua vontade prevaleça. Queremos ter nossa parte na igreja. Queremos ser usados por Ti para edificar essa igreja.
Nosso Senhor, queremos que a Tua vontade seja feita.
Pedimos que nos dês um coração e uma vontade que coloquem nossa vida diante de Ti, para atender à Tua necessidade. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Efésios 4, a partir do versículo 1.
Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis dignamente da vocação com que fostes chamados,
com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor;
procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.Há um só corpo e um só Espírito, assim como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
um só Senhor, uma só fé, um só batismo,
um só Deus e Pai de todos, o Qual é sobre todos, e por todos, e em todos.Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo.
Por isso Ele diz: Quando subiu ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens.Ora, o que significa que Ele subiu, senão que também desceu às partes inferiores da terra?
Aquele que desceu é também O mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para que enchesse todas as coisas.E Ele deu uns para apóstolos; e outros, para profetas; e outros, para evangelistas; e outros, para pastores e mestres;
para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo:
até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus,
a um homem plenamente desenvolvido, à medida da estatura da plenitude de Cristo:para que não sejamos mais crianças, levadas de um lado para outro e arrastadas por todo vento de doutrina,
pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro;
mas, falando a verdade em amor, cresçamos em tudo nEle, que é a Cabeça, Cristo;
de Quem todo o corpo, bem ajustado e unido pelo que cada junta supre,
segundo a atuação de cada parte na medida que lhe é própria,
efetua o crescimento do corpo para a edificação de si mesmo em amor.
Vamos nos inclinar e orar.
Senhor, quando nos achegamos à Tua palavra, realmente sentimos que, sem a iluminação do Teu Espírito Santo, só podemos tocar a letra da Tua palavra, mas não a realidade da Tua palavra.
Neste momento, realmente olhamos para Ti. Pedimos que nos dês o espírito de sabedoria e de revelação, para que a Tua palavra verdadeiramente se torne espírito e vida em nós.
Senhor, chegamos a Ti em total dependência, pedindo que fales aqui e trabalhes aqui, para que o Teu Filho seja exaltado e receba toda a glória.
Ouve nossas orações em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
O assunto sobre o qual estamos tendo comunhão juntos, neste momento, diante do Senhor, é o propósito eterno de Deus.
Sabemos que nosso Deus estabeleceu em Si mesmo um propósito antes da criação. Ele tem em Si mesmo o Seu beneplácito predeterminado.
Esse beneplácito governa tudo o que Ele faz depois.
Esse propósito eterno é Seu próprio Filho amado. Ele deseja que Seu Filho amado tenha a preeminência em todas as coisas.
Ele quer reunir todas as coisas, nos céus e na terra, em Cristo, em Seu Filho. Ele quer que Seu Filho herde todas as coisas, para que todas as coisas manifestem a glória de Seu Filho.
Assim, todos no céu, na terra e debaixo da terra se prostrarão e se ajoelharão para declarar que Seu Filho é Senhor. Nosso Senhor Jesus é verdadeiramente o Senhor de todos. Graças a Deus.
Isso é o que Deus predeterminou em Si mesmo antes da criação. Esse beneplácito se cumpre por meio de Seu Filho.
Cristo não é apenas central, mas também universal. Esse é o propósito que Deus estabeleceu em Si mesmo.
Por essa razão, precisamos considerar Cristo como o centro de todas as coisas. Precisamos buscar conhecê-Lo.
Também vemos que Deus tem um propósito eterno em Seu próprio Filho. Deus tem Seu beneplácito em Seu Filho, Cristo.
Porque Ele ama Seu Filho, deu todas as coisas a Seu Filho. Contudo, considera que isso não é suficiente. Ele quer preparar uma noiva para Seu Filho, para ser Sua auxiliadora.
Quando vemos que Ele nos escolheu em Cristo, irmãos e irmãs, a eleição de Deus é verdadeiramente um mistério. Não sabemos por que Deus nos escolheria.
A eleição de Deus não se baseia em nós. A eleição de Deus é segundo Sua própria glória. Antes da criação, Ele nos escolheu em Cristo.
Ele nos escolheu não apenas para sermos salvos.
Alguns hoje acreditam que a eleição e a predestinação de Deus dizem respeito apenas a sermos ou não salvos. Se fosse assim, o homem seria o centro.
Mas precisamos ver que a eleição de Deus e a predestinação de Deus são segundo Sua própria glória. Ele nos escolheu para que recebêssemos a filiação.
Romanos 8:29-30 nos diz que devemos ser conformados à imagem de Seu Filho. Aqueles a quem Ele conheceu de antemão, Ele chamou; justificou; e glorificou.
Assim, sabemos que a eleição de Deus é para sermos glorificados — não apenas para sermos salvos, mas para entrarmos na glória e sermos conformados à imagem de Seu Filho.
Então poderemos ser adequados para Ele, para que desfrutemos da glória juntos e reinemos juntos.
Esse é o propósito que Deus predeterminou. Agradecemos e louvamos nosso Deus. Não é por causa de nós; é para a glória de Deus.
Segundo Sua glória, Ele predeterminou nos escolher. Agora que nos escolheu, Ele nunca desistirá. Trabalhará em nós até que sejamos glorificados.
Essa é a fé que temos diante dEle. Ele derrama sobre nós abundante graça, para que sejamos santos e sem mácula diante dEle.
Assim, podemos ser uma igreja gloriosa, apresentada a Ele como Sua noiva. Isso faz parte do propósito eterno de Deus.
Isso é o que compartilhamos nos últimos dias. Nesta manhã, gostaríamos de dar mais um passo. Queremos ver como Deus realiza Seu próprio propósito eterno em nós.
O que mencionamos anteriormente foi o que Deus fez, o que Deus tem em Si mesmo e o que Deus tem em Cristo. Ele estabeleceu esse propósito e realiza todas as coisas por meio de Seu Filho.
Nesta manhã, queremos ver o que Deus está fazendo — como Ele realiza Seu propósito eterno em nós.
Sabemos que a Epístola aos Efésios pode ser dividida em duas seções. Essas duas seções podem ser representadas por duas orações.
No primeiro capítulo, Paulo faz uma oração. Na parte final do capítulo 3, ele faz outra oração. Essas duas orações, de certa forma, evidenciam as duas seções distintas do livro de Efésios.
A primeira seção vai de Efésios 1:1 a Efésios 3:13. Essa é a primeira grande seção.
Nessa seção, Deus nos mostra como estabeleceu Seu propósito eterno em Si mesmo e também em Seu Filho, Cristo, e como realizou esse propósito eterno.
Podemos dizer que isso é a verdade objetiva. A verdade objetiva é aquilo que Deus fez em Cristo, e isso já está feito.
Essa verdade objetiva é aquilo que já foi realizado. Quanto a isso, o que precisamos fazer é enxergar e crer.
Quando Paulo falou sobre essas verdades objetivas, fez uma oração. Ele pediu que o Deus da glória nos concedesse o espírito de sabedoria e de revelação no verdadeiro conhecimento de Deus.
Deus já fez essas coisas em Cristo. Isso não é feito por você nem por mim. Deus fez todas essas coisas em Seu Filho, Jesus Cristo, para que Seu propósito eterno fosse realizado.
Para essas coisas, precisamos de um espírito de revelação. Precisamos enxergar, não apenas exteriormente, nem apenas compreender com nossa mente, mas enxergar nas profundezas de nosso espírito.
Podemos ver como é glorioso esse propósito que Deus estabeleceu em Si mesmo. Podemos realmente ver que o Filho amado de Deus é o centro de todas as coisas.
Podemos realmente ver como Deus nos escolheu em Cristo e como o Senhor Jesus realizou todas as coisas na cruz, para que o propósito eterno de Deus se cumpra em nós.
Precisamos ver isso em nosso espírito. O Espírito Santo precisa revelar o mistério de Deus em nosso espírito, para que possamos realmente ver Cristo e realmente ver a igreja.
Isso exige que o Espírito Santo revele e ilumine nosso espírito, para que conheçamos a esperança de Sua vocação, as riquezas de Sua glória na herança dos santos e a suprema grandeza de Seu poder para conosco, os que cremos.
Isso requer a revelação de Deus. Quanto à verdade objetiva, o que se exige de nós é enxergar.
A verdade objetiva é um fato eterno. O que se exige de nós é enxergar. Quando enxergamos, podemos crer e receber.
A segunda parte vai de Efésios 3:14 a Efésios 6:24. Aqui vemos a experiência subjetiva.
Com base nos fatos que Deus já realizou em Cristo, Ele tornará essas coisas reais em nós por meio de Seu Espírito, para que se tornem nossa verdadeira experiência.
Para isso, nosso homem interior precisa ser fortalecido, porque isso exige nossa resposta.
Na segunda oração, Paulo pede ao Pai que, segundo as riquezas de Sua glória e por meio de Seu Espírito Santo, nosso homem interior seja fortalecido, para que Cristo habite em nós pela fé.
Sabemos que Cristo vive em nós. Quando O recebemos, Cristo entra em nós. Mas onde Cristo habita?
A Bíblia nos diz que, por meio de Seu Espírito Santo, Ele habita em nosso espírito. Mas, irmãos e irmãs, Ele não quer apenas habitar em nosso espírito; Ele também quer habitar em nosso coração.
Ele quer sair de nosso espírito e encher nosso coração. Quer nos encher com Seu amor, para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus.
Essa é nossa experiência subjetiva. É assim que Deus realiza Seu propósito eterno em nós.
Irmãos e irmãs, a verdade de Deus, embora seja objetiva, precisa tornar-se uma experiência subjetiva em nós.
A verdade de Deus não é apenas algo distante. A verdade de Deus precisa tornar-se nossa vida e nossa experiência. Então realmente corresponderemos ao Seu propósito eterno.
Sei que, quando compartilhamos sobre o propósito eterno de Deus, é muito possível que sintamos que estamos tentando tocar algo muito elevado e distante.
É como se estivéssemos descrevendo uma cesta cheia de frutas: pêssegos, maçãs, uvas, melancia e muitas frutas deliciosas.
Podemos ver que a cesta está cheia de frutas deliciosas. Mas, se a cesta estiver pendurada muito acima de nós, só poderemos olhar para ela. Não adianta apenas olhar para as frutas e tentar matar nossa sede.
Quando vocês a veem, surge um anseio em vocês. Queremos conhecer Cristo. Queremos conhecer a igreja. Achamos essas coisas realmente preciosas, por isso há um anseio em nosso coração.
Mas, se só podemos vê-la e não podemos alcançá-la, irmãos e irmãs, isso não é a verdade.
De fato, Sua verdade é tão elevada e tão perfeita, mas Deus trouxe essa cesta cheia de frutas para a terra. Ele diz que vocês podem desfrutá-la plenamente.
Irmãos e irmãs, não pensemos que o propósito eterno de Deus não tem nenhuma relação pessoal conosco, como se fosse apenas algo em nossa imaginação.
Precisamos saber que esse propósito eterno de Deus tem de ser realizado em nós. Em outras palavras, Deus, por meio de Seu próprio Espírito, nos conduzirá para dentro de Seu propósito eterno.
É isso que a segunda parte de Efésios está procurando nos dizer.
Nesta manhã, gostaríamos de compartilhar como Deus, por meio de Seu próprio Espírito Santo, está realizando Seu propósito eterno em nós.
Gostaria de compartilhar quatro coisas com vocês, irmãos e irmãs.
A primeira é o que diz Efésios 4:1:
Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis dignamente da vocação com que fostes chamados.
A primeira coisa é andar de modo digno da vocação com que fomos chamados.
Agradecemos e louvamos ao Senhor porque todos nós somos pessoas chamadas.
Deixem-me dizer novamente: nós, que fomos chamados, fomos chamados segundo a eleição de Deus. Sua eleição é segundo Seu beneplácito.
Não entendemos por que Deus nos chamou. Mas todos sabemos que Deus nos chamou porque ama Seu próprio Filho.
Qual é a nossa vocação? Ontem compartilhamos um pouco sobre isso.
Ele nos chamou para ser o corpo de Cristo. Ele nos chamou para ser o único novo homem. Ele nos chamou para ser Sua casa.
Não somos apenas Sua habitação, mas também Sua família. Ele nos chamou para ser a noiva de Cristo. Ele nos chamou para ser os guerreiros de Deus.
Em resumo, Ele nos chama para ser a noiva e auxiliadora de Cristo.
Aquilo para o qual fomos chamados é corporativo. Fomos chamados individualmente, mas aquilo para o qual fomos chamados é corporativo.
Embora Deus nos tenha chamado individualmente, Ele não nos chamou para ser gigantes espirituais, cada um por si. Ele chamou cada um de nós para nos reunirmos como um só corpo completo.
Somos membros uns dos outros, e Cristo é nossa Cabeça. Somos Seu corpo.
Qual é a graça de nossa vocação? Vocês se lembram do que Paulo disse no primeiro capítulo?
Que o Senhor abra os olhos de nosso coração, para que conheçamos a esperança de Sua vocação. Qual é essa esperança?
A vocação é para sermos o corpo de Cristo. A esperança é que, quando o corpo estiver plenamente desenvolvido, ele se torne a noiva de Cristo.
Hoje somos o corpo de Cristo. No futuro, seremos a noiva de Cristo.
Hoje somos o corpo, mas esse corpo precisa crescer. Quando o corpo estiver maduro, o Senhor virá nos receber como Sua esposa eterna.
Essa é a esperança de nossa vocação.
Sendo essa a nossa vocação, Paulo nos diz que precisamos andar de modo digno dela.
Agora que vimos nossa vocação, como devemos andar nesta terra para sermos dignos dela? Como podemos ser dignos dessa vocação?
Efésios 4:1-16 nos diz duas coisas. A primeira é procurar diligentemente guardar a unidade do Espírito.
É assim que podemos ser dignos de nossa vocação.
A segunda é edificarmos o corpo, estando todo o corpo bem ajustado e ligado por cada junta que supre.
Queridos irmãos e irmãs, fomos chamados para ser o corpo de Cristo. Quantos corpos Cristo tem?
Sabemos que Cristo é a Cabeça, e nós somos Seu corpo. Todos os crentes, desde o primeiro até o último, ao longo de todos os séculos, são membros desse único corpo.
Há somente uma Cabeça, e há somente um corpo.
Não podemos ter duas ou mais cabeças, nem podemos ter dois ou mais corpos.
Se temos uma cabeça e um corpo, isso é normal e belo. Mas, se temos várias cabeças e um corpo, ou uma cabeça e vários corpos, isso é um monstro.
Irmãos e irmãs, precisamos ver claramente: hoje temos apenas uma Cabeça. A Cabeça é Cristo.
Ele não permitiria nenhuma outra cabeça além de Si mesmo. Na Cabeça, há apenas um corpo. Embora sejamos muitos, temos apenas um corpo.
Em um só corpo há muitos membros. Assim também é o Cristo.
Aqui vemos que há apenas um corpo. Como temos apenas um corpo, uma coisa é muito importante: precisamos ser diligentes em guardar a unidade do corpo.
Se não formos diligentes em guardar a unidade, o corpo se desintegrará. Então ficaremos aquém dessa grande glória de Deus.
Mas como guardamos a unidade? Agradecemos e louvamos ao nosso Senhor. Aqui se diz que devemos guardar a unidade que já foi dada pelo Espírito Santo.
Em inglês, diz: “a unidade do Espírito”. Essa unidade do Espírito é dada a nós — a cada crente, a cada membro.
Todos nós recebemos essa unidade do Espírito. Como essa unidade do Espírito Santo já nos foi dada, o que precisamos fazer é guardá-la.
Irmãos e irmãs, vocês podem guardar algo que não lhes pertence? Se queremos guardar alguma coisa, ela já precisa nos pertencer.
Se algo é muito precioso, vocês são diligentes em guardá-lo. Se eu andar pela rua com algumas moedas no bolso, andarei naturalmente. Se alguém roubar essas moedas, isso não me prejudicará muito.
Mas, se eu tiver uma barra de ouro, colocarei a mão no bolso e serei diligente em guardá-la.
Irmãos e irmãs, Deus deu um grande presente à Sua igreja: a unidade do Espírito. Como é preciosa essa unidade do Espírito!
Por meio dessa unidade do Espírito, o corpo pode ser unido e não se desintegrará.
Por isso, a Bíblia nos diz que sejamos diligentes. Não podemos permitir que o inimigo roube isso.
Precisamos permanecer nessa base. Qual é a base da igreja? A base da igreja é a unidade do Espírito.
Precisamos permanecer nessa base de unidade, sem permitir que coisa alguma nos afaste dela.
Hoje, alguns dizem que a base da igreja é a localidade — que precisamos nos posicionar em determinada localidade.
Irmãos e irmãs, embora a assembleia tenha relação com a localidade, e haja uma manifestação da igreja em uma localidade, a base da igreja é a unidade do corpo.
Se vocês querem falar de igrejas locais, lembrem-se de que a igreja local não é uma doutrina na Bíblia.
Na Bíblia, a igreja local é um exemplo. É uma prática. Não é um ensino.
Qual é o ensino a respeito da igreja local? O ensino é a unidade do Espírito.
Se vocês guardam a unidade do Espírito Santo, então a igreja se manifesta naquela localidade.
Irmãos e irmãs, precisamos andar de modo digno de nossa vocação. Precisamos ser diligentes em guardar a unidade do Espírito.
Mas como somos diligentes em guardar essa unidade do Espírito? Precisamos ter uma atitude.
Paulo nos diz aqui que devemos ter toda a humildade, mansidão e longanimidade, suportando uns aos outros em amor, no vínculo unificador da paz.
Se queremos guardar essa unidade, precisamos ter essa atitude.
Essa atitude é de toda a humildade. Ser humilde é não ter o eu.
Alguém pode perguntar: “O que é humildade?” Humildade não é apenas diminuir um pouco a mim mesmo. Humildade é não ter o eu.
O que é mansidão? É não pedir nada para mim mesmo.
O que é longanimidade? Longanimidade é suportar por muito tempo.
Como vocês suportam? Precisam suportar em amor. Como nos unimos? Nós nos unimos em paz.
Sabemos que todas essas coisas são frutos do Espírito. Precisamos ter essa atitude.
Então poderemos ser diligentes em guardar a unidade do Espírito. Se não temos humildade e somos muito orgulhosos, como podemos guardar essa unidade?
Se brigamos e exigimos nossos próprios direitos, como podemos guardar essa unidade? Se não conseguimos suportar uns aos outros, como podemos guardá-la?
Sabemos que, em um corpo, todos os membros estão ligados uns aos outros.
Se mantivermos todos à distância, talvez não haja problemas entre eles. Por exemplo, somos crentes, mas não nos relacionamos.
Apenas uma vez por semana, durante uma hora, vestimos nossa roupa de domingo e vamos ao culto dominical. Ouvimos os hinos e a mensagem.
Depois saímos, todos se despedem, e nada se interpõe entre nós. Irmãos e irmãs, isso pode parecer muito bom, mas não é o corpo.
No corpo, as partes e os membros estão ligados uns aos outros. Há um relacionamento muito próximo.
Por exemplo, quando vocês fazem uma refeição, às vezes comem depressa, e os dentes mordem a língua.
Suponham que a língua diga: “Estou em greve. Não vou cooperar com vocês”. Isso pode acontecer?
Muitas vezes mordi minha língua, mas ela continua cooperando comigo.
Muitas vezes pensamos que comemos com os dentes. Mas, quando vocês comem, precisam usar a língua. Se não tiverem a língua para movimentar a comida na boca, não conseguirão comer direito.
Às vezes, a língua precisa levar um pouco da comida para trás e, às vezes, precisa trazer a comida para o meio, para que os dentes afiados façam seu trabalho.
Irmãos e irmãs, precisamos ter longanimidade. Se vocês suportam e sofrem uma vez, precisam estar dispostos a sofrer mais uma vez. Então poderão guardar a unidade do Espírito.
É claro, vocês precisam suportar em amor.
Pedro perguntou: “Meu irmão me ofendeu sete vezes”. Pedro era um matemático; estava contando: uma vez, duas vezes, três vezes.
Era muito difícil para uma pessoa como Pedro suportar isso. Pedro tinha um temperamento impulsivo. Já era alguma coisa ele ter paciência com seu irmão sete vezes.
Então ele veio ao Senhor pedir uma recompensa: “Meu irmão me ofendeu sete vezes. Eu o perdoo”.
O Senhor disse:
Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Ali, a matemática de Pedro desmoronou. Ele não conseguia mais contar. Saiu abatido e disse: “Não há nada que eu possa dizer, porque ele é meu irmão. Tenho de perdoar. Não importa como ele me ofenda, tenho de perdoar”.
Irmãos e irmãs, sem amor vocês não conseguem perdoar.
Como podemos ter humildade, mansidão, paciência uns com os outros, paz e amor? Onde está o segredo?
O segredo está nas primeiras palavras de Paulo. Ele diz: “Eu, Paulo, o prisioneiro de Cristo”.
“Eu sou o prisioneiro de Cristo.” Embora exteriormente fosse prisioneiro dos romanos, ele dizia: “Eu sou o prisioneiro de Cristo”.
Irmãos e irmãs, essa é a glória de Paulo. Ele não era apenas um servo do Senhor, não era apenas um escravo; era o prisioneiro de Cristo.
Um prisioneiro não tem liberdade. Ele não pode agir segundo sua própria vontade. Está totalmente sujeito ao governo do Senhor.
Irmãos e irmãs, precisamos oferecer nosso corpo como sacrifício vivo. Então poderemos ser os prisioneiros de Cristo.
É Cristo quem nos governa, não nós mesmos.
Por essa razão, o caráter de Cristo pode resplandecer em nós. Por meio do caráter de Cristo, podemos manter a unidade do Espírito.
Fora de Cristo, não há como guardar a unidade do Espírito. Como podemos guardar essa unidade do Espírito em nossa carne? Somente em Cristo.
Por isso, precisamos ser os prisioneiros de Cristo. Então poderemos guardar essa unidade do Espírito.
O que é a unidade do Espírito? Aqui temos os sete aspectos da unidade.
Há um só corpo, um só Espírito e uma só esperança de nossa vocação. Todas essas coisas têm relação com o Espírito Santo.
Hoje, quer vocês sejam judeus, quer sejam gentios, fomos batizados em um só corpo, no único Espírito Santo. Esse Espírito Santo que habita em nós nos conduzirá àquela única esperança.
Irmãos e irmãs, todo crente tem esses três aspectos da unidade. Temos o Espírito Santo vivendo em nós. Fomos batizados em um só corpo. Temos uma mesma esperança.
Essa esperança é que sejamos Sua noiva no futuro. Essa é uma esperança para todo crente.
Um só Senhor, uma só fé e um só batismo — essas coisas têm relação com o Filho.
Ele é nosso Senhor. Temos apenas um Senhor, não muitos senhores. Temos apenas uma fé.
A que se refere essa única fé? Refere-se à nossa fé fundamental: que nosso Senhor Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Somos batizados em nome do Senhor. Somos batizados para dentro de Seu nome. Daí em diante, pertencemos a Ele, não a nós mesmos nem a este mundo.
Pertencemos ao nosso Senhor. Um só Senhor, uma só fé e um só batismo.
Isso é algo que todo crente tem. Temos apenas um Deus, e esse Deus é o Pai de todos nós.
Ele é seu Pai e também meu Pai. Ele é sobre todos, por todos e em todos nós.
Aqui vocês veem o que é a unidade do Espírito. Essa é a unidade que temos no Deus Triúno.
Isso é algo que cada um de nós, crentes, tem. Agora precisamos ser diligentes em guardá-la.
Se formos diligentes em guardar essa unidade, então chegaremos a Efésios 4:13:
Até que todos cheguemos à unidade da fé
e do conhecimento do Filho de Deus.
Aqui vemos outra menção à unidade. O que é essa unidade? É a unidade da fé.
A única fé mencionada anteriormente se refere à nossa fé fundamental. Se vocês não creem que Jesus é o Cristo e o Filho do Deus vivo, então não são salvos. Esse é o nosso fundamento.
Mas a fé mencionada em Efésios 4:13 é um pouco diferente. Refere-se à totalidade de nossa fé.
Essa é a fé mencionada em Judas 1:3, onde somos instruídos a batalhar diligentemente pela fé que, de uma vez por todas, foi entregue aos santos.
Nossa fé, ou essa verdade, foi dada aos santos de uma vez por todas. Essa é a revelação na palavra de Deus. Ela abrange muitas verdades, e precisamos crer nessas verdades e aceitá-las.
É a isso que aqui se refere a palavra “fé”.
Um dia, chegaremos a uma condição em que teremos unidade em toda a fé de Deus.
Sabemos que hoje isso ainda não foi alcançado. Embora tenhamos a mesma fé fundamental, temos interpretações diferentes de muitas verdades.
Por exemplo, quanto ao arrebatamento mencionado por nosso irmão ontem à noite: alguns creem que haverá um arrebatamento antes da tribulação.
Alguns creem que haverá um arrebatamento depois da tribulação. Alguns creem que seremos arrebatados durante a tribulação.
Alguns creem que uns serão arrebatados antes e outros durante. Vemos que não temos unidade nessa fé.
Mas um dia teremos unidade na verdade.
Também se diz que teremos unidade no conhecimento do Filho de Deus. Esse conhecimento é o verdadeiro conhecimento.
É um conhecimento que vem por meio da experiência. Um dia, nossa experiência do Filho de Deus será a mesma.
Hoje, cada um de nós tem uma experiência diferente do Filho de Deus. Alguns experimentam o amor do Filho de Deus. Alguns experimentam a severidade do Filho de Deus.
Certa vez, havia dois irmãos conversando, e eu estava sentado ao lado.
Um dos irmãos tinha uma formação católica. Na tradição católica, Deus está muito distante, acima de nós.
Quando vocês entram em um templo católico, o temor vem ao coração. Mas damos graças a Deus porque esse irmão foi salvo.
Depois de ser salvo, ele percebeu que Deus é realmente amoroso. Muitas pessoas hoje, quando mencionam Jesus, simplesmente dizem: “Jesus, Jesus, Jesus”. Não O chamam de Senhor Jesus.
É como se nosso Senhor fosse apenas um companheiro próximo. Elas acham que Deus é amoroso e que podem ficar muito próximas dEle.
O outro irmão tinha uma formação diferente. Em sua formação, o Senhor era amoroso, e ele podia estar perto dEle.
Quando ia a uma reunião, podia colocar os pés sobre a mesa, e isso não o incomodava.
Mas, depois, quando leu a Bíblia, descobriu que Deus é temível. Ele é Rei. Precisamos temê-Lo.
Esses dois irmãos estavam discutindo. Um dizia que precisamos temer a Deus e citava as Escrituras.
Eu estava ouvindo ao lado. Então disse aos meus irmãos: “Irmãos, vocês estão discutindo aqui como nas antigas fábulas”.
Havia dois cavaleiros que vinham de direções diferentes. Havia um escudo entre eles. Um guerreiro disse: “Esse escudo é de ouro”, e o outro guerreiro disse: “É de prata”.
Eles discutiam por causa disso. Mas o escudo tinha um lado de ouro e o outro de prata.
Então eu disse aos meus irmãos: “Deixem-me citar a Bíblia”.
Vocês sabem, em 2 Coríntios 5:11,14, por um lado, o Senhor é amoroso; por outro, o Senhor deve ser temido.
Hoje temos diferenças em nosso conhecimento do Filho de Deus, mas damos graças a Deus porque um dia seremos um, até mesmo em nosso conhecimento do Filho de Deus.
Há duas unidades na Bíblia? Não. A Bíblia tem apenas uma unidade.
Mas essa unidade tem duas extremidades. No início, é a unidade do Espírito. Ela já nos foi dada.
Todo crente tem essa unidade. Você a tem. Ele a tem.
Na outra extremidade, no final, teremos unidade na fé e também no conhecimento do Filho de Deus.
Temos isso hoje? Não temos. Por isso, a Bíblia nos diz que precisamos chegar lá. Precisamos alcançar isso.
Isso é algo que precisamos alcançar.
Hoje precisamos começar pelo início. Se começarmos pelo início, poderemos chegar ao fim.
Mas, se fizermos o contrário e quisermos começar pelo fim, então nem sequer teremos o início.
Depois que você crê no Senhor, encontra um irmão. Quando começa uma conversa e percebe que ele é crente, talvez a primeira pergunta que faça seja: “Você é cristão?”
Ele diz: “Graças ao Senhor, sou”. Quando você ouve isso, fica cheio de alegria por dentro e diz: “Encontrei um irmão”. Não é assim?
Essa é a unidade do Espírito.
Então, imediatamente, fazemos a segunda pergunta: “A que denominação você pertence?”
Ele diz: “Sou metodista”. Outro diz: “Sou batista”. Então surge um problema.
“Como assim? Você é batista? Eu sou metodista. Como você pode ser batista?”
“Se você não se tornar metodista, não podemos ter comunhão.” Por quê? Isso é ainda pior.
Então vem uma terceira pergunta: “Você já falou em línguas?” Se você não teve essa experiência, então não há comunhão.
Irmãos e irmãs, vejam: vocês querem usar esse ponto de chegada como ponto de partida. Se fizerem isso, perderão até mesmo o início.
Se vocês não conseguem ter comunhão, como poderão chegar à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus?
Como somos pobres. Hoje essa é a nossa condição. Fazemos as coisas dessa maneira, e assim o corpo é dividido.
Irmãos e irmãs, precisamos ser diligentes em guardar essa unidade do Espírito.
Embora tenhamos diferenças na interpretação da Bíblia e diferenças em nossa experiência espiritual, todos pertencemos ao Senhor.
Portanto, devemos ter comunhão uns com os outros, quaisquer que sejam as diferenças.
Precisamos ter comunhão em Cristo, na vida.
A base da comunhão é a vida. O grau de comunhão é segundo a vida.
Como todos temos a mesma vida, devemos ter comunhão. O resultado dessa comunhão é que podemos trocar e compartilhar a luz que recebemos.