Saudações no precioso nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Antes de começarmos esta ministração, Haja em vós esta mente, vamos ler Filipenses 2:1-11 na Bíblia de Darby. Talvez vocês tenham outras versões, mas a essência é a mesma.
Se há, pois, algum conforto em Cristo,
se alguma consolação de amor,
se alguma comunhão do Espírito,
se alguns afetos e compaixões,
completai a minha alegria, para que penseis a mesma coisa,
tendo o mesmo amor,
unidos em alma, pensando uma só coisa.Nada seja feito em espírito de contenda ou vanglória,
mas, em humildade de mente,
cada um considerando o outro superior a si mesmo;
não olhando cada um para as suas próprias qualidades,
mas cada um também para as dos outros.Pois haja em vós esta mente,
que houve também em Cristo Jesus:
O Qual, subsistindo na forma de Deus,
não considerou objeto de usurpação
o ser igual a Deus;
mas esvaziou a Si mesmo,
tomando a forma de servo,
assumindo Seu lugar na semelhança dos homens;
e, tendo sido encontrado em figura como homem,
humilhou a Si mesmo,
tornando-Se obediente até à morte,
e morte, a morte da cruz.Por isso, também Deus O exaltou sobremaneira,
e Lhe concedeu um nome
que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus todo joelho se dobre,
dos seres celestiais, terrestres e infernais,
e toda língua confesse
que Jesus Cristo é Senhor,
para a glória de Deus Pai.
Vamos fazer uma oração.
Querido Pai celestial, nós Te agradecemos porque, por meio de Teu Filho amado, nosso Senhor Jesus, por Seu precioso sangue e pelo novo e vivo caminho que Ele nos abriu, através de Seu próprio corpo, podemos entrar em Tua presença. Temos a certeza de que estamos em Tua presença, porque o véu foi removido.
Oramos para que, nesta noite, a luz de Teu rosto brilhe sobre nós, sobre nossos corações, para que verdadeiramente andemos na luz, como Tu estás na luz; para que tenhamos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, nos purifique de todos os nossos pecados.
Entregamos este tempo em Tuas mãos. Confiamos em Teu Espírito Santo para vivificar Tua Palavra em nossos corações e nossos corações para Tua Palavra. Senhor, oramos para que ganhes algo para Ti mesmo nesta noite. A Ti sejam o louvor e a glória. Em nome de nosso Senhor Jesus, amém.
Vocês sabem, nossa vida cristã, nosso andar e nosso serviço têm muito a ver com nossa mente. Nossa mente não afeta apenas cada um de nós individual e pessoalmente; ela também nos afeta coletivamente, como um corpo.
Em certo sentido, nossa mente desempenha um papel muito importante em nossa vida espiritual e em nosso serviço. Creio, irmãos e irmãs, que todos nós sabemos que Deus nos criou com espírito, alma e corpo.
É verdade que é por meio de nosso espírito que recebemos o conhecimento da vontade de Deus. Mas é nossa mente, que é uma das principais funções de nossa alma, que interpreta a revelação que Deus nos deu em nosso espírito, traduz essa revelação e transmite esse entendimento ao nosso corpo para que ele aja.
Assim, vocês veem que nossa mente fica entre nosso espírito e nosso corpo. Ela fica entre a revelação e a ação.
Podemos ter um espírito forte e também um corpo saudável; mas, se tivermos uma mente fraca, a vontade de Deus não conseguirá se concretizar em nossa vida.
Vocês sabem, em Romanos 8:5-8, encontramos o que o apóstolo Paulo escreve:
Os que são segundo a carne pensam nas coisas da carne;
e os que são segundo o Espírito, nas coisas do Espírito.
Pois a inclinação da carne é morte;
mas a inclinação do Espírito é vida e paz.Porque a mente da carne é inimizade contra Deus;
pois não se sujeita à lei de Deus,
nem, de fato, pode sujeitar-se:
e os que estão na carne não podem agradar a Deus.
Portanto, fica muito claro que nossa mente determina nossa condição espiritual. Sinto que, neste momento, gostaríamos de conversar sobre essa questão de nossa mente.
Fisicamente falando, a mente é o cérebro; mas, funcionalmente, é a mente. A palavra mente nas Escrituras, em grego, é nous — N-O-U-S, se vocês quiserem soletrá-la em letras latinas. Ela é usada vinte e quatro vezes no Novo Testamento.
Segundo o Dicionário de palavras do Novo Testamento, de Vine, a palavra nous, ou mente, é a sede da consciência reflexiva, abrangendo as faculdades de percepção e entendimento, juntamente com as faculdades de sentir e discernir.
Qual é a condição da mente de uma pessoa que não é salva? Se vocês voltarem ao livro de Gênesis, verão que, quando nossos primeiros pais estavam no jardim do Éden e o tentador veio tentar Eva, o que ele fez foi introduzir um pensamento na mente dela.
Disse Deus que não comereis de todos os frutos das árvores?
Esse é o pensamento. É claro que isso não era verdade. Adão e Eva viviam no jardim, e sua vida era sustentada pelos frutos das árvores. Deus lhes disse que podiam comer de todas as árvores, exceto de uma: a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Assim, vocês veem Satanás, de maneira muito sutil, lançando um pensamento na mente de Eva — como se Deus fosse tão cruel que tivesse criado o homem, mas não lhe permitisse viver.
Infelizmente, Eva respondeu: “Não, isso não é verdade. Podemos comer de qualquer árvore, exceto daquela, e não podemos tocá-la”. Ora, Deus não havia dito que eles não podiam tocá-la. Em outras palavras, vocês veem a mente dela começando a trabalhar. Sua mente estava começando a aceitar a sugestão do tentador, como se Deus fosse um Deus muito severo, duro e cruel.
Portanto, foi pela mente que Satanás entrou no homem. Pela mente, é claro, ele alcançou a vontade do homem, e o homem se tornou uma criatura caída. A mente de uma pessoa caída, de uma criatura caída, está obscurecida e enganada.
Há duas passagens no Novo Testamento que nos mostram com muita clareza a condição da mente de um descrente. Uma delas está em Romanos 1:21 e Romanos 1:28.
Porque, tendo conhecido a Deus, não O glorificaram como Deus,
nem Lhe deram graças;
mas se tornaram insensatos em seus pensamentos,
e seu coração sem entendimento foi obscurecido.
E, como não julgaram bom ter Deus em seu conhecimento,
Deus os entregou a uma mente reprovada,
para praticarem coisas indecorosas,
estando cheios de toda injustiça.
Aqui vocês veem que, por não julgarem bom ter Deus em seu conhecimento — por não quererem ter Deus em seu conhecimento —, Deus os entregou a uma mente reprovada, uma mente sem caráter moral.
Também em Efésios 4:17-18 encontramos uma descrição da mente do homem natural:
Isto, pois, digo e testifico no Senhor:
que não mais andeis como andam as demais nações,
na vaidade de sua mente,
tendo o entendimento obscurecido,
estando alienados da vida de Deus
por causa da ignorância que há neles,
por causa da dureza de seus corações.
Assim, no caso do homem natural — de uma pessoa não convertida e não salva, seja quem for —, ela pode ser um gênio, humanamente falando, ou pode ser uma pessoa analfabeta; mas, seja quem for, a condição da mente do homem natural é vã, insensata e sem caráter moral. Seus raciocínios carecem de caráter moral. Essa é a condição da mente de uma pessoa natural.
Agora, graças a Deus, quando o evangelho é pregado e ouvimos o evangelho de Jesus Cristo, o Espírito Santo toca nossa consciência. A Bíblia diz que, quando os três mil ouviram, no dia de Pentecostes, ficaram compungidos no coração.
Em outras palavras, vocês veem que o Espírito Santo usa a Palavra viva do evangelho para penetrar, convencer e tocar a consciência do coração. A semente do evangelho entra pelo coração, pela consciência; e, depois que a consciência é tocada e convencida, acontece uma mudança de mente.
Arrependei-vos e crede no evangelho.
Quando somos convencidos de nossos pecados e da realidade da obra consumada de Cristo, então nos é concedido o arrependimento. A palavra arrependimento significa simplesmente uma mudança de mente.
Antes, sua mente seguia em uma direção; agora, você dá uma volta de cento e oitenta graus e passa a seguir na direção oposta. Isso é arrependimento: uma mudança de mente.
Lembro-me de uma história sobre arrependimento. Certo dia, houve um congresso, e todos os teólogos estavam reunidos, discutindo algumas das verdades fundamentais das Escrituras. O arrependimento era um dos assuntos que discutiam.
Diferentes professores de teologia e teólogos fizeram longas dissertações e discursos sobre o que é arrependimento. Mas, quanto mais apresentavam suas dissertações, menos as pessoas entendiam o que realmente era arrependimento.
Por fim, havia um missionário aposentado, um senhor idoso, sentado lá atrás. Ele não tinha título de doutor em filosofia nem de doutor em teologia, e não era um teólogo reconhecido — era apenas um missionário que havia servido no exterior. Estava ali sentado, ouvindo, e não aguentava mais.
Então levantou a mão e perguntou ao presidente se poderia ter cinco minutos para falar sobre arrependimento. O presidente olhou para aquele pobre missionário e pensou: “O que ele saberá sobre arrependimento?”. Mas, por ele ser um veterano no campo missionário no exterior e por respeito à sua idade, o presidente disse: “Está bem, vou lhe dar cinco minutos”.
Esse missionário idoso se levantou. Estava sentado bem no fundo do salão e começou a caminhar em direção à plataforma. Enquanto caminhava, dizia em voz alta: “Estou indo para o inferno. Estou indo para o inferno. Estou indo para o inferno”.
É claro que todos ficaram surpresos. Quando chegou à plataforma, de repente se virou, levantou as duas mãos e disse: “Estou indo para o céu. Isso é arrependimento”. Então desceu. Agora todos sabiam o que realmente é arrependimento.
Isso é arrependimento: uma mudança de mente. Assim, quando cremos no Senhor Jesus, algo acontece com nossa mente. Mudamos de mente. Antes, desprezávamos o evangelho; desprezávamos Cristo. Mas agora O queremos. Antes, amávamos o pecado; mas agora estamos cansados dele e queremos nos livrar dele. Uma mudança de mente.
Mas, curiosamente, quando vocês leem as Escrituras, encontram a expressão “um novo coração” e “um novo espírito”, mas não encontram o termo “uma nova mente”. Se encontrarem, por favor, me avisem.
Em Ezequiel 18, Deus diz que nos dará um novo espírito e um novo coração. Mas, de alguma forma, não consigo encontrar nas Escrituras o termo “uma nova mente”. A única expressão que consigo encontrar é “uma mente renovada”.
Ora, por que isso acontece? Não sou teólogo, por isso não me atrevo a lhes apresentar uma dissertação. Mas, pelo que percebo, provavelmente, no momento em que somos salvos, há uma mudança de mente. Isso é arrependimento.
Até onde vai essa mudança? Essa é a questão. É uma mudança completa ou apenas superficial? É uma mudança permanente ou apenas temporária?
Em certo sentido, vocês realmente percebem que, quando nos arrependemos e cremos no Senhor Jesus pela primeira vez, parece que temos uma nova mente. Durante aquele período em que você é recém-convertido, quando está apaixonado por Cristo, parece que toda a sua maneira de ver as coisas mudou. Sua avaliação das coisas — o valor que você dá a elas — parece ter mudado.
Se, naquela ocasião, as pessoas lhe pedissem para deixar o mundo e abrir mão de tudo, você o faria com alegria. Parece haver ali uma nova mente.
Em 1 Coríntios 2:16, está escrito:
Mas nós temos a mente de Cristo.
Ora, a mente de Cristo, é claro, é para nós uma nova mente. Temos a mente de Cristo.
Também em Romanos 7, Paulo descreve sua própria experiência de uma guerra civil dentro de si. Por fim, conclui em Romanos 7:25:
Com minha mente sirvo à lei de Deus;
mas, com minha carne, à lei do pecado.
Portanto, realmente parece que, quando cremos no Senhor Jesus, há essa mudança em nossa mente. Não sei se a mudança é permanente ou temporária, radical ou superficial; mas, quando você crê no Senhor pela primeira vez, parece mesmo haver uma mudança em sua mente. Você vê as coisas de maneira diferente.
Mas quanto tempo isso dura? Essa é a questão.
Infelizmente, vocês percebem que nossa mente tem seguido em determinada direção por tanto tempo que se formou um hábito em nosso modo de pensar. Depois que você é salvo — talvez durante o primeiro mês, ou talvez durante o primeiro ano —, em seu primeiro amor, parece que você tem uma nova mente.
Parece muito fácil conhecer a vontade de Deus, e você quer fazer a vontade de Deus. Não se importa com mais nada. Considera todo o resto sem importância. Parece que você tem uma nova mente naquele período.
Mas, aos poucos, sem perceber, você descobre que sua mente começa a voltar à antiga maneira de pensar. Por quê? Porque a mente pensou de determinada maneira por tanto tempo que isso se tornou um hábito.
É como dirigir. Hoje eu não dirijo, e os irmãos e irmãs precisam me levar às reuniões. Às vezes, quando um irmão ou uma irmã está me levando de volta para casa, passa direto por minha casa. Por quê? Porque está dirigindo em direção à própria casa. Já fez aquele caminho tantas vezes que, sem pensar, simplesmente o faz por hábito.
Nossa mente funciona assim. Antes de sermos salvos, nossa mente trabalha em determinada direção, de determinada maneira. Isso se torna um hábito — quase automático. Aos poucos e sem perceber, quando seu primeiro amor começa a diminuir, você vê sua mente voltando aos antigos hábitos de pensamento.
Você começa a amar o mundo novamente. Começa a ter medo da vontade de Deus. De alguma forma, percebe que sua mente está funcionando da maneira antiga. Quando sua mente funciona da maneira antiga, é claro que você anda da maneira antiga, porque você anda conforme pensa. Seu pensamento determina sua conduta.
É por isso que entendo que as Escrituras dizem que precisamos ter nossa mente renovada. O apóstolo Paulo diz que nossa mente é um campo de batalha. O inimigo tem controlado nossa mente por muito tempo — desde o começo da história humana.
Se vocês já leram A guerra santa, de John Bunyan — se ainda não leram, espero que leiam —, verão que é um livro extraordinário. Estamos familiarizados com O peregrino, mas provavelmente A guerra santa não nos é tão familiar.
Em A guerra santa, Bunyan usa metáforas. Nossa vontade é a cidadela da cidade; nossa mente é o campo de batalha. Para que o inimigo entre em nossa vontade, a batalha se trava na mente. Pela mente, o inimigo consegue entrar na cidadela e tomar a cidade — a vontade.
Ao longo dos anos, o inimigo construiu fortalezas em nossa mente: imaginações e raciocínios altivos que resistem ao conhecimento de Deus. Essas coisas foram edificadas dentro de nós durante muitos anos.
Assim, para nós, como crentes, a batalha da mente se torna uma questão muito real. Sua capacidade de viver uma vida espiritual depende muito de sua mente. Se você for derrotado em sua mente, não conseguirá viver uma vida espiritual, porque a inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
A batalha é muito real — muito real. Como vamos travar essa batalha? Paulo diz que não a travamos com armas carnais, porque assim não conseguiremos vencer. Mas, com armas espirituais, somos poderosos diante de Deus para derrubar as fortalezas do inimigo.
Todos esses raciocínios altivos e imaginações precisam ser derrubados e levados à sujeição, à obediência de Cristo. Sua capacidade de travar essa batalha determina seu futuro espiritual.
Queridos irmãos e irmãs, à medida que vocês começam a prosseguir no Senhor, descobrirão que a batalha não está do lado de fora. A batalha está na mente.
É muito importante termos nossa mente renovada. Como nossa mente pode ser renovada? Há duas passagens no Novo Testamento. Uma delas é Romanos 12:1-2. Creio que todos nós a conhecemos.
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas compaixões de Deus,
que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo,
santo, agradável a Deus,
que é o vosso serviço inteligente.
Aqui vocês encontram o apóstolo Paulo depois de ter compartilhado com os crentes de Roma todas as misericórdias e compaixões de Deus — tudo o que Deus fez por nós em Cristo Jesus, de Romanos 1 a Romanos 11. Depois de termos ouvido todas essas coisas e recebido todas as misericórdias de Deus, qual deve ser nossa reação? Como devemos responder?
O apóstolo diz:
Portanto, irmãos, pelas compaixões, ou pelas misericórdias, de Deus, rogo-vos.
Há uma coisa que precisamos fazer: apresentar nosso corpo como sacrifício vivo.
Aqui está você: redimido. Você não pertence a si mesmo. Ele fez tanto por você e colocou Sua vida em você. Colocou Seu Espírito em você. Como você vai usar esse corpo? Vai guardar seu corpo para seu próprio uso ou vai apresentar seu corpo — um corpo redimido — ao Senhor e deixar que Ele o use segundo Sua vontade?
Isso é consagração. Em certo sentido, a consagração é nossa primeira experiência cristã. Consagrar-se é apresentar seu corpo como sacrifício vivo — colocando-o no altar, por assim dizer, e dizendo: “Senhor, ele é Teu”. Então ele é tirado de suas próprias mãos e entregue nas mãos de Deus. Deixe que Ele tenha o controle de sua vida.
Se você não fez isso, embora seja salvo, ainda não começou sua experiência cristã. A primeira experiência cristã é a consagração — e provavelmente a última também.
Esse sacrifício é santo, separado e agradável a Deus. É seu serviço racional. Queremos servir a Deus, mas como vamos servir a Deus? Apresentem seu corpo como sacrifício vivo. Esse é seu serviço racional.
Se você não apresentou seu corpo como sacrifício vivo, não importa quanto serviço realize ou de quantas atividades chamadas cristãs participe, ainda não prestou seu serviço racional. Você precisa apresentar seu corpo como sacrifício vivo.
A mesma palavra também pode ser traduzida como: “Este é o vosso culto espiritual”. Como você vai adorar a Deus? Você não começa a adorá-Lo até apresentar seu corpo como sacrifício vivo. Pode pensar que O está adorando, louvando e agradecendo a Ele; mas, se guarda seu corpo para si mesmo, ainda não começou a adorar.
A adoração começa com a consagração. Apresente seu corpo como sacrifício vivo.
Por que isso é tão importante? Porque esse é o segredo da renovação da mente. Como nossa mente é renovada? Você não pode mudar sua própria mente. Ninguém pode. Você pode dizer: “Bem, eu posso mudar minha mente”, mas será algo muito superficial.
Ninguém pode mudar sua própria mente. Essa é a obra do Espírito Santo. Mas o Espírito Santo não começará essa obra de mudança até que você apresente seu corpo como sacrifício vivo.
Romanos 12:2 diz:
E não vos conformeis com este mundo,
mas sede transformados pela renovação de vossa mente,
para que experimenteis qual é a boa,
agradável e perfeita vontade de Deus.
Antes de nossa mente ser renovada, nós nos conformamos com o mundo. A palavra aqui não é cosmos; a palavra aqui é era. Em outras palavras, não se conformem com a moda desta era.
Este mundo tem uma moda para tudo. Cada era tem seu próprio modo e sua própria moda. O que isso significa aqui é: não se apertem para caber no molde da moda atual. No entanto, é isso que todos estão fazendo.
Sempre que surge uma moda em Paris, especialmente entre as mulheres, imediatamente vocês veem o mundo inteiro se apertando para caber naquela moda. Esse é o mundo, e essa é a mente natural. Você se conforma com o mundo. Segue a multidão. Não seja diferente; seja um deles. É assim que nossa mente funciona.
Antes de nossa mente ser renovada, temos medo da vontade de Deus. Não gostamos da vontade de Deus. Alguns jovens dizem: “Qual é a vontade de Deus?”. A resposta é: “Tudo o que é contra mim é a vontade de Deus”. Assim, naturalmente, eles não amam a vontade de Deus. Essa é a mente natural.
Mas, quando a mente é renovada, o que acontece? Você descobre que não se conformará com o mundo. Em vez disso, tem prazer em experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. A vontade de Deus é perfeita, boa, prazerosa e aceitável.
Como a mente mudou por meio de sua renovação, você começa a ver as coisas de maneira diferente. Toda vez que chega a uma crise ou a uma decisão e acha difícil seguir a vontade de Deus, pode haver uma luta interior. Mas, quando você se entrega ao Senhor, imediatamente percebe que algo muda. Descobre que é fácil fazer a vontade de Deus. Ela se torna agradável para você.
A renovação da mente é uma experiência que precisamos ter no começo, e ela não é apenas uma porta; é também um caminho. A experiência cristã é assim. Você entra pela porta da renovação da mente por meio da consagração.
Depois, todos os dias, você precisa se consagrar e ter sua mente renovada, e renovada, e renovada, para mantê-la nessa condição.
Algumas pessoas podem dizer: “Bem, há cinco anos me ofereci e apresentei meu corpo ao Senhor como sacrifício vivo”. Mas e hoje? Não é algo que se faz apenas uma vez e pronto.
O holocausto devia permanecer no altar dia e noite, vinte e quatro horas continuamente. O fogo nunca se apagava. Quando um cordeiro ia sendo queimado até se tornar cinzas, outro cordeiro era colocado ao anoitecer; e, pela manhã, mais um. O fogo continuava dia e noite.
Isso é consagração. Isso é apresentar nosso corpo como sacrifício vivo. É assim que nossa mente é renovada. Dia após dia, todos os dias, nossa mente precisa ser renovada; e ela sempre é renovada com base no princípio da consagração.
Sempre que você perceber que sua mente não consegue avançar, volte à consagração. Então descobrirá que o Espírito Santo o transformará e lhe dará uma mente renovada. Com uma mente renovada, você consegue seguir o Senhor.
Em Efésios 4:20-24, lemos:
Mas vós não aprendestes assim o Cristo,
se O ouvistes e fostes instruídos nEle,
conforme a verdade está em Jesus;
a saber, que vos despistes, quanto à conduta anterior,
do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências enganosas;
e que sois renovados no espírito de vossa mente;
e que vos revestistes do novo homem,
que, segundo Deus, é criado
em justiça e santidade da verdade.
Em Romanos 12, temos:
Sede transformados pela renovação de vossa mente.
Sua mente é renovada; isto é, a atitude de sua mente é renovada. Então, em Efésios 4, isso começa a se traduzir em ação. Você continua a se despir do velho homem e continua a se revestir do novo homem. É assim que você aprende Cristo.
Nossa mente precisa ser renovada. Precisamos de uma mente renovada todos os dias.
Qual é o espírito adequado da mente? Qual é a atitude correta da mente? Ou, dizendo de outra maneira, o que é uma mente renovada? O que caracteriza essa mente renovada?
É claro que sabemos que a mente renovada nada mais é do que ter a mente de Cristo. Aqui, em Filipenses 2, Paulo diz:
Haja em vós esta mente,
que houve também em Cristo Jesus.
Sabemos se nossa mente está renovada, se está no espírito e na atitude corretos, observando se temos a mente de Cristo dentro de nós. Se a mente de Cristo está em nós, então sabemos que nossa mente está como deve estar. Se a mente de Cristo não está ali, então nossa mente não está como deve estar.
O que é a mente de Cristo? Em Filipenses 2:5-8, Paulo nos dá uma descrição da mente de Cristo — de qual é o espírito da mente de Cristo.
Os teólogos chamam isso de teoria da kenosis. Kenosis significa esvaziamento — a teologia do esvaziamento. Aqui vocês encontram nosso Senhor Jesus, Que é igual a Deus e subsiste na forma de Deus.
A palavra forma, ali, não se refere à aparência exterior. A palavra forma se refere, na verdade, ao caráter interior. Em outras palavras, nosso Senhor Jesus, antes mesmo de o mundo existir, na eternidade passada, sendo o Filho de Deus, subsistia na forma de Deus. Ele tem o mesmo caráter de Deus.
Ele é a imagem exata de Deus. Tudo o que Deus é, Ele é. Ele é um com Deus. Ele é Deus, o Filho de Deus. Ele subsiste na forma de Deus.
Ele não considerou a igualdade com Deus algo de que precisasse Se apoderar. Em outras palavras, Ele é igual a Deus; esse é Seu direito. Não é algo que Ele tentou tomar ou buscar para Si mesmo. É Seu direito porque Ele é Deus, o Filho de Deus. Ele tem a mesma essência de Deus Pai. Eles são eternamente o mesmo, são um.
Por que as Escrituras apresentam isso dessa maneira? Porque há uma história por trás disso. Alguém, na história do universo, tentou tomar essa igualdade para si — não porque fosse seu direito, mas porque a queria para si mesmo. Esse foi o arcanjo Lúcifer.
Ele era um ser criado. Embora talvez tenha sido o primeiro ser criado, o mais elevado dos seres criados, ainda assim era um ser criado. Não era o Criador. Não era igual a Deus e, no entanto, tentou tomar isso para si. Não tinha direito a isso, mas o queria para si mesmo. Ele se tornou o diabo, o adversário de Deus.
Mas Cristo, o Filho de Deus, possuía esse direito. Era Seu. Era isso que Cristo era antes de vir a este mundo.
No entanto, aqui vocês veem que Ele esvaziou a Si mesmo. Esse é o primeiro passo: Ele esvaziou a Si mesmo.
Toda a plenitude da Divindade habita nEle. Vocês podem ver como Ele é pleno, como é rico, e, ainda assim, esvaziou a Si mesmo. Foi uma ação que Ele realizou voluntariamente. Ninguém tentou esvaziá-Lo; Ele voluntariamente esvaziou a Si mesmo.
Irmãos e irmãs, precisamos ver com muita clareza que, como diz um escritor: “Esse esvaziamento deixa nossa mente perplexa, mas comove nosso coração”. Você não consegue explicar esse esvaziamento — Deus esvaziando a Si mesmo. Como Ele fez isso? O que Ele fez? Está além de nosso entendimento.
Provavelmente há algo que precisamos saber. Como diz um escritor, Ele Se esvaziou de todos os Seus atributos metafísicos.
Os atributos metafísicos de Deus incluem a onipresença, a onisciência e a onipotência. Deus está em toda parte; você não pode limitá-Lo a um lugar. Ele está em toda parte, em todo momento. Não há limite de tempo para Ele. Ele é onipresente.
Ele é onisciente. Conhece tudo, do começo ao fim. Não precisa passar pelo processo de pensar, raciocinar ou reunir informações. Ele conhece tudo imediatamente.
Ele é onipotente. É todo-poderoso. Pode fazer qualquer coisa que queira fazer. Tudo o que Ele quer fazer, Ele diz, e está feito.
Esses são os atributos metafísicos de Deus. Mas aqui vocês veem que o Filho de Deus Se esvaziou de todos esses atributos metafísicos. Quando Se tornou homem, Ele já não era onipresente. Quando estava em Jerusalém, não estava na Galileia. Precisava viajar de um lugar para outro.
Ele já não estava em toda parte ao mesmo tempo. Tampouco era onipotente no sentido de agir independentemente. Havia muitas coisas, vocês veem, que Ele não podia fazer a menos que o Pai as quisesse. Ele disse:
O Filho nada pode fazer de Si mesmo.
Também disse:
Daquele dia e hora ninguém sabe […] senão o Pai.
Ele Se esvaziou desses atributos metafísicos. Mas, é claro, como Deus, não podia Se esvaziar de Seus atributos morais. Ele é Deus, mesmo quando era homem na terra.
Ele não podia Se esvaziar de Sua justiça, de Sua santidade, de Seu amor ou de Sua pureza. Dessas características morais Ele não podia Se esvaziar. Ou, dizendo de outra maneira, Ele podia Se esvaziar de toda a glória, honra e majestade associadas a Ele como Deus, mas não podia Se esvaziar da glória de Sua Divindade — de Seu ser Deus.
Espero que isso esteja claro. Pelo menos sabemos alguma coisa sobre esse esvaziamento. Às vezes, as pessoas caem no erro de pensar que, por Ele ter esvaziado a Si mesmo, já não era Deus quando Se tornou homem. Não, Ele continua sendo Deus. Mas realizou todo esse esvaziamento.
Pensem nisso: que amor deve estar por trás de tal esvaziamento! Ele Se esvaziou de todas essas coisas por nossa causa. Está além de nós — realmente além de nós. Por que Ele fez isso? Como pôde fazer isso? No entanto, Ele o fez por nós.
Ele tomou sobre Si a forma de servo. A palavra forma, aqui, mais uma vez, não é a aparência exterior. A forma aqui é a qualidade e o caráter interiores.
Em outras palavras, sendo Deus, Ele esvaziou a Si mesmo e tomou outra forma: o caráter de um servo por amor. Pensem nisso — do mais alto ao mais baixo. Como Deus, todo direito Lhe pertence. Ele é a autoridade no universo. Não há autoridade acima de Deus. Ele tem todo o direito de fazer o que quiser. Ninguém pode questioná-Lo.
Mas um servo por amor não tem direito algum. Não apenas um escravo, mas um servo por amor. Esse servo é um escravo por amor.
No Antigo Testamento, um hebreu podia se tornar escravo por seis anos e, no sétimo ano, podia sair livre. Mas, se amasse seu senhor e quisesse ser um servo por amor, podia se oferecer. Sua orelha seria furada junto ao batente da porta. Quando a orelha era furada, isso significava que ele era um escravo por amor para sempre.
Um servo por amor não tem direito algum. Não apenas ele não tem direitos, mas todos os seus descendentes também não têm direito algum.
Agora, pensem no Senhor Jesus. Por amor a nós, tais como somos, Ele Se esvaziou de toda glória e honra e tomou o lugar mais baixo: o de servo por amor. De todos os direitos a nenhum direito.
Como lutamos por nossos direitos! Mas Ele não tinha direitos. Sendo semelhante aos homens, é claro, Sua aparência exterior era a de um homem. Nasceu homem, assim como nós. Mas Seu caráter interior era o de um servo por amor.
É isso que o homem deve ser diante de Deus. O lugar do homem diante de Deus é o lugar de um servo por amor. Esse deveria ser nosso sentimento interior como seres humanos.
Infelizmente, na mente do homem, o homem é o mais elevado — está no topo. É verdade que o homem é a obra-prima da criação de Deus, acima de todos, mas debaixo de Um. No entanto, de alguma forma, pensamos que estamos acima de todos. Nós mesmos somos deuses.
Mas o lugar do homem, na verdade, é ter o caráter de um servo por amor, de um escravo por amor. Nós O amamos, não temos direitos, entregamos todos os nossos direitos a Deus e estamos dispostos a fazer qualquer que seja Sua vontade. É isso que Cristo é.
Quando estava na terra, Ele assumiu a semelhança dos homens. Sendo homem, o homem como Deus pretendia que o homem fosse, Ele foi obediente a Deus. É isso que um homem deve ser: obediente a Deus, até à morte, e morte de cruz.
Essa é a teologia do esvaziamento. Essa é a mente de Cristo.
O que é a mente de Cristo? A mente de Cristo é uma mente de esvaziamento de Si mesmo, uma mente que abre mão de Seus direitos, uma mente de humildade, uma mente de renúncia de Si mesmo.
No mundo de hoje, as pessoas falam de autoestima. Dizem que você precisa se considerar excelente. Se você tem um complexo de inferioridade, dizem que precisa desenvolver um complexo de superioridade. Autoestima: como elevar sua autoestima.
É isso que o mundo está tentando fazer com todos. Infelizmente, é isso que as pessoas estão tentando fazer até nos círculos cristãos.
Mas, se vocês voltarem à Palavra de Deus, descobrirão que a mente de Cristo não é autoestima; é renúncia de Si mesmo, negação de Si mesmo, esvaziamento de Si mesmo. Como nossa mente é oposta à mente de Cristo!
Vocês já descobriram isso? Mesmo que amem o Senhor, mesmo que tenham um espírito forte e um corpo saudável, de alguma forma percebem que sua mente está em desacordo com Deus.
Insistimos em nossos direitos. Quando nossos direitos são violados, ficamos irados. Sentimos que nossa dignidade foi atingida. Isso é a mente de Cristo?
A mente de Cristo é uma mente de humildade.
Gostaria de saber se vocês já leram um livro chamado Além da humilhação. É um bom livro — não estou vendendo livros. A humilhação é algo que todos nós tememos. Não queremos que as pessoas nos humilhem.
Não importa sua idade, quando as pessoas o humilham, você fica irado. Não consegue suportar. Mas a humildade de nosso Senhor está além da humilhação.
A humildade é uma qualidade interior. A humilhação é algo imposto de fora — uma ação exterior. As pessoas o humilham. Mas nosso Senhor Jesus está verdadeiramente além da humilhação.
Pensem em como O humilharam. Não creio que alguém tenha sido humilhado como nosso Senhor Jesus foi. Quando vocês leem os Evangelhos, veem todos zombando dEle e O humilhando. Os soldados Lhe vestiram um manto de púrpura, colocaram sobre Ele uma coroa de espinhos, puseram uma cana em Sua mão e se curvaram diante dEle, dizendo: “Rei dos judeus”.
Que humilhação! Mas Sua humildade estava além da humilhação. Não era possível provocá-Lo. Essa é a mente de Cristo.
Queridos irmãos e irmãs:
Haja em vós esta mente,
que houve também em Cristo Jesus.
Se há alguma consolação em Cristo, algum conforto em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, então precisamos desse tipo de mente.
Às vezes, vocês percebem que a espiritualidade de uma pessoa assusta as pessoas em vez de ajudá-las. Não sei se vocês me entendem ou não. Algumas pessoas podem parecer tão espirituais que assustam você.
Por quê? Quando você chega diante delas, tudo o que recebe são repreensões, acusações e julgamentos: “Isto não está certo. Aquilo não está certo. Você está errado aqui. Está errado ali”. A espiritualidade delas assusta você.
Elas podem ter um espírito forte, mas certamente não têm a mente de Cristo. Se tiverem a mente de Cristo, então aquilo que recebem do Senhor em seu espírito deverá ser capaz de edificar até o mais fraco dos santos e ajudá-lo a crescer, em vez de afastá-lo pelo medo.
A razão pela qual não conseguimos confortar as pessoas, consolá-las em amor ou ter comunhão do Espírito é que há algo errado com nossa mente. Talvez não haja nada de errado com seu espírito. A revelação que você recebe do Senhor pode estar correta, mas há algo errado com sua atitude mental.
Quando isso é corrigido, você consegue ajudar, consolar e ter comunhão.
Nosso Senhor Jesus, por ter essa mente, consegue nos confortar, nos consolar em amor e ter comunhão conosco em espírito.
Neste capítulo, vocês veem que Paulo não apenas diz: “Haja em vocês esta mente de Cristo”, mas também descobrem, na carta aos Filipenses, que essa mente está em Paulo. Paulo realmente tem a mente de Cristo.
Pensem na situação de Paulo naquela ocasião. Paulo estava preso em Roma, mas escreveu essa carta aos crentes de Filipos. Em toda a carta, vocês veem que ele não estava pensando em si mesmo. Estava pensando nos outros.
Quando você está preso injustamente — quando está preso por causa do evangelho, não por ter feito algo errado —, provavelmente desenvolveria autocomiseração ou até murmuração. Poderia ficar ressentido com o Senhor e perguntar: “Por que Deus permitiu que isso acontecesse comigo?”.
Mas vocês não encontram esse espírito em Paulo. Pelo contrário, ele pensa apenas nos crentes de Filipos. Eles tinham um pequeno problema e, por causa desse problema, não estavam felizes. Haviam perdido a alegria.
A alegria do Senhor é a vossa força.
Quando a alegria se perde, isso mostra que algo não está saudável. De alguma forma, havia uma nuvem sobre eles; as pessoas não estavam alegres. Mas Paulo, na prisão, se alegrava no Senhor e queria compartilhar sua alegria com os crentes de Filipos. Essa é a mente de Paulo — a mente de Cristo.
Quando Paulo estava preso, havia algumas pessoas pregando o evangelho para tornar ainda mais penosa sua prisão. Muito provavelmente eram os judaizantes. Eles o seguiram durante toda a vida. O que ele disse? “Não importa. Cristo está sendo anunciado; está tudo bem”.
Mesmo que quisessem aumentar seu sofrimento, estava tudo bem. Se Cristo era anunciado, para ele estava tudo bem.
Se você estiver preso e realmente preparado para ir para o Senhor, o que desejará? É claro que desejará sair imediatamente — partir e estar com o Senhor. Não há nada melhor do que isso. Paulo desejava isso, e todos os que amam o Senhor desejam partir e estar com Ele.
Mas então Paulo pensou nos crentes de Filipos. Eles precisavam de ajuda. Por isso, disse, em essência: “Estou em um dilema. Não sei o que fazer. Devo partir ou permanecer aqui? Bem, vou ficar aqui por causa de vocês”. Pensem nisso. Essa é a mente de Cristo. Ele nunca pensava em si mesmo.
Irmãos e irmãs, Paulo tinha a mente de Cristo. Não apenas Paulo; no mesmo capítulo, ele menciona outro: Timóteo, seu filho na verdade.
Paulo disse que todos estavam ocupados com suas próprias coisas, cuidando de seus próprios interesses. Mas Timóteo cuidava dos crentes de Filipos como Paulo cuidava. Timóteo tinha a mente de Cristo.
Não apenas Timóteo tinha a mente de Cristo; Paulo mencionou outra pessoa, Epafrodito. A igreja de Filipos enviou Epafrodito através do mar até Roma para suprir Paulo com ajuda material.
A viagem, é claro, era muito perigosa. Quando Epafrodito chegou a Roma, quase morreu. Estava muito doente, mas, felizmente, o Senhor o levantou.
Paulo escreveu que Epafrodito arriscou a própria vida para suprir o que faltava no serviço dos filipenses. Essa é a mente de Cristo. Ele não estava pensando em si mesmo. Estava procurando completar o serviço dos irmãos e irmãs — aquilo que desejavam fazer e que deviam fazer —, mesmo ao custo de sua vida.
Irmãos e irmãs, realmente sinto que, provavelmente, muitos problemas entre o povo de Deus hoje, especialmente entre pessoas que amam o Senhor e têm um espírito forte, são problemas da mente.
Se nossa mente for renovada diariamente, assumindo o caráter da mente de Cristo, então conseguiremos edificar uns aos outros. Conseguiremos cumprir tudo o que Deus ordenou e nos chamou a fazer.
Para mim, isso é muito importante. Que possamos olhar para o Senhor, para que Ele nos mostre se nossa mente está sendo renovada todos os dias, se, sem perceber, nossa mente voltou à velha mente e se hoje temos a mente de Cristo.
O espírito de humildade e de renúncia de nós mesmos ainda é nosso espírito, nossa atitude mental? Se essa for nossa atitude, creio que não apenas muitos problemas entre o povo de Deus serão resolvidos, mas a alegria do Senhor voltará ao Seu povo.
Vamos orar?
Querido Senhor, colocamos Tua Palavra de volta em Tuas próprias mãos e oramos para que Teu Espírito Santo vivifique cada um de nós, para que Tua Palavra caia em boa terra e produza fruto para Teu louvor e Tua glória. Em nome de nosso Senhor Jesus, amém.