Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    Paul's Prayer for the Phillipian Church © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    Paul's Prayer for the Phillipian Church
    Paul's Prayer for the Phillipian Church
    Kaung, Stephen

    A oração pelo amor com discernimento

    Por favor, abram a carta aos Filipenses, no capítulo 1. Vamos ler a oração do apóstolo Paulo pelos filipenses, em Filipenses 1:9-11.

    E isto oro: que o vosso amor abunde ainda mais e mais em pleno conhecimento e em todo o discernimento; para que julgueis e aproveis as coisas mais excelentes; a fim de que sejais puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo; sendo cheios do fruto de justiça, que é por Jesus Cristo; para a glória e o louvor de Deus.

    Vamos fazer uma oração.

    Querido Pai celestial, como Te louvamos e agradecemos por nos amares tanto, dando-nos Teu Filho amado, nosso Senhor Jesus. E, por meio Dele, podemos nos achegar a Ti, esperar em Ti, contemplar Teu rosto e ouvir Tua voz.

    Assim, Pai, abrimos nosso coração a Ti nesta manhã e pedimos que Teu Espírito sopre sobre Tua Palavra escrita e a torne viva e operante no coração de cada um de nós, e que Tu possas obter tudo o que desejas por meio de Teu Filho amado. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    A oração nas cartas de Paulo escritas na prisão

    Nas cartas que Paulo escreveu na prisão, vemos que ele sempre ora pelas pessoas a quem escreve. A oração nessas cartas é parte integrante delas. A oração nessas cartas é Palavra de Deus tanto quanto os ensinamentos que elas contêm.

    Vocês sabem, na carta aos Efésios, Paulo trata dessa questão do mistério de Cristo, que é a igreja. E, ao procurar compartilhar esse mistério com as pessoas, ele orou por elas.

    Ele ora para que Deus lhes dê o espírito de sabedoria e de revelação para o pleno conhecimento de Deus. E ora para que o homem interior seja fortalecido pelo poder do Espírito Santo, a fim de que possam compreender, com todos os santos, o amor de Deus que está em Cristo Jesus.

    Depois, quando escreve a carta aos Colossenses, ele trata dessa questão do mistério de Deus, que é Cristo — a plenitude de Cristo. E, novamente, vocês verão que ele se dedicou a orar por essas pessoas: para que fossem cheias do pleno conhecimento de Deus, em sabedoria e entendimento espiritual; para que andassem de modo digno do Senhor, fortalecidas para suportar todos os sofrimentos e provações, dando graças a Deus.

    Agora, nesta carta aos Filipenses, ele trata dessa questão do mistério da piedade. Piedade significa ser semelhante a Deus. Como podemos ser semelhantes a Deus?

    E, naturalmente, o segredo é Cristo em nós, a esperança da glória. Ou, em outras palavras:

    Para mim, o viver é Cristo.

    Esse é o mistério da piedade.

    Por eles, Paulo também se dedicou a orar. Ele orou para que o amor deles abundasse em todo o conhecimento e discernimento.

    Nesta manhã, queridos irmãos e irmãs, gostaria de compartilhar com vocês sobre essa oração de Paulo pelos filipenses. Nós a chamamos de a oração pelo amor com discernimento.

    Vocês também precisam compreender a oração dele. Na verdade, verão que as orações nessas cartas realmente nos dão as chaves para compreendê-las — não apenas as chaves, mas também o poder para entrar nesses ensinamentos.

    O contexto da carta aos Filipenses

    Mas, antes de entrarmos nessa oração, gostaríamos de voltar um pouco e conhecer seu contexto.

    Se vocês forem a Atos 16, verão que Paulo e seus companheiros viajaram pela Galácia e pela Frígia. Naquele momento, pensavam em ir para a Ásia. Agora, essa Ásia não é o continente asiático; é a província romana da Ásia. Ela fica na Ásia Menor.

    Eles pensavam em ir para a Ásia pregar o evangelho, porque havia muitas pessoas ali. Mas, estranhamente, o Espírito de Jesus não lhes permitiu ir para a Ásia. Então seguiram adiante e pensaram em ir para a Bitínia, outra província. Novamente, o Espírito de Deus não lhes permitiu ir para lá.

    Assim, não podiam ir nem para o norte nem para o sul. Apenas seguiram em frente até chegarem a Trôade, uma cidade portuária. Diante deles estava o mar Egeu; portanto, não tinham para onde ir.

    Foi quando estavam em Trôade que Paulo teve uma visão. Ele viu um macedônio que lhe dizia:

    Passa para cá e ajuda-nos.

    Na manhã seguinte, Paulo e seus cooperadores concluíram que era da parte do Senhor que atravessassem o mar e fossem para a Macedônia. Irmãos e irmãs, vocês sabem, essa foi a primeira vez que o evangelho passou da Ásia para ser pregado na Europa, porque a Macedônia fica na Europa.

    Foi assim que o Espírito Santo conduziu Paulo e seus cooperadores a atravessar o Egeu, da Ásia para a Europa.

    Quando chegaram à primeira grande cidade da Macedônia, uma colônia romana chamada Filipos, foram à beira do rio no dia de sábado. Não havia sinagoga naquela colônia romana, mas apenas algumas mulheres que temiam a Deus. Elas se reuniam à beira do rio, no sábado, para orar.

    Paulo foi até lá e pregou Jesus Cristo àquelas mulheres. O Espírito de Deus tocou especialmente uma delas. Seu nome era Lídia.

    Ela não era europeia. Na verdade, vinha da Ásia. Era de Tiatira. Era uma mulher que vendia púrpura, e, naquela época, a púrpura era considerada uma mercadoria muito valiosa, usada em roupas. Portanto, ela era uma mulher de negócios. Fazia negócios na Macedônia, em Filipos.

    O Senhor tocou seu coração, e ela creu no Senhor Jesus.

    Então ela disse a Paulo: “Se vocês realmente reconhecem que creio no Senhor Jesus, venham ficar em minha casa”. Assim, Paulo e seus cooperadores foram para a casa dela e ficaram ali.

    Foi durante esse período que uma jovem escrava, possuída por um espírito maligno, começou a segui-los. Por causa daquele espírito maligno que estava sobre ela, seus senhores obtinham lucro com suas adivinhações. Ela seguia Paulo e dizia: “Estes são servos de Deus”.

    Vocês sabem, o inimigo procurava confundir as pessoas. Então, depois de alguns dias, Paulo se voltou e expulsou o demônio dela. A jovem escrava se converteu.

    Provavelmente ela era grega, porque o espírito maligno — a falsa divindade que ela adorava — era uma deusa grega. Por causa disso, seus senhores perceberam que sua fonte de lucro havia acabado. Então acusaram Paulo e Silas e provocaram um tumulto na cidade.

    Paulo e Silas foram presos, açoitados e levados ao cárcere, à prisão.

    Mas isso aconteceu durante a noite. Vocês sabem, quando estamos feridos, geralmente é no meio da noite que sentimos as feridas com mais intensidade. No entanto, vemos esses dois servos do Senhor louvando-O, apesar de terem sido açoitados.

    Enquanto louvavam o Senhor, a terra tremeu, todas as portas da prisão se abriram e todas as correntes se soltaram.

    O carcereiro acordou e, ao ver aquela situação, pensou que todos os prisioneiros haviam fugido. Então pegou uma espada e tentou se matar.

    Paulo gritou:

    Estamos todos aqui.

    Então o carcereiro entrou, prostrou-se diante de Paulo e fez aquela pergunta tão importante:

    Que devo fazer para que seja salvo?

    Paulo disse:

    Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.

    Assim, o carcereiro creu no Senhor Jesus, e toda a sua família creu no Senhor Jesus naquela noite. Ele provavelmente era um funcionário do governo romano.

    Vemos, então, que a igreja em Filipos começou assim: uma asiática, uma grega e um romano. Mas em Cristo não há grego, nem bárbaro, nem gentio, porque em Cristo Jesus todos somos um.

    O ministério de Lucas em Filipos

    Paulo permaneceu ali por algum tempo e depois seguiu adiante. Mas, ao que tudo indica, alguém ficou para trás.

    Vocês sabem, se lerem o livro de Atos, verão que, a partir de Atos 16:10, começa o que chamamos de seção do “nós” — N-Ó-S, a seção do “nós”. Agora, quem é o autor do livro de Atos? Lucas, o médico amado.

    Portanto, ao que tudo indica, Lucas se juntou a Paulo em Trôade. Ele se juntou a Paulo em Trôade, e o relato passa a dizer: “Nós atravessamos o Egeu e chegamos a Filipos”. Essas coisas aconteceram, e a igreja em Filipos teve início.

    Ela foi fruto das dores de parto de Paulo e Silas. Eles sofreram, e, de seus sofrimentos, nasceu a igreja em Filipos.

    Depois, eles deixaram Filipos e seguiram para Tessalônica e outros lugares. Mas vocês verão que, no fim de Atos 16, a seção do “nós” termina. Ela só é retomada em Atos 20:6. Isso acontece quando Paulo está novamente em Filipos, saindo de lá e seguindo viagem para Jerusalém. Então a seção do “nós” começa outra vez.

    Assim, ao que tudo indica, quando Paulo deixou Filipos pela primeira vez, deixou ali Lucas, o médico amado. Lucas permaneceu em Filipos durante todo esse tempo, até Paulo voltar. Então partiu com Paulo, e juntos viajaram de volta para Jerusalém.

    Vemos, portanto, que era Lucas, o médico amado, quem estava ali ajudando os irmãos e as irmãs, procurando edificá-los.

    A comunhão amorosa da igreja em Filipos

    Essa é uma igreja cheia de amor. Ela começou com amor. Vocês sabem, assim que Lídia foi salva, insistiu para que Paulo fosse ficar em sua casa, para que ela pudesse servi-los. Isso é amor — amor prático.

    E vemos que quem cuidava daquela igreja era o médico amado, um médico cheio de amor.

    Quando Paulo estava em Tessalônica — se vocês lerem o quarto capítulo da carta aos Filipenses, verão isso —, ele disse que, no princípio, quando saiu da Macedônia e chegou a Tessalônica, eles foram a única igreja que enviou contribuições, enviando ajuda mais de uma vez.

    Em outras palavras, era uma igreja cheia de amor — amor não apenas de palavra, mas também de ação. Era esse tipo de igreja, e eles tinham um relacionamento muito bom com Paulo.

    Paulo diz que, desde o começo, desde o primeiro dia até aquele momento — isto é, quando ele estava numa prisão romana —, eles eram seus parceiros no evangelho. Estavam sempre com ele no evangelho. Uma igreja tão bela, tão cheia de amor. Paulo realmente podia abrir seu coração àquela igreja.

    O problema interno da igreja em Filipos

    Mas, mesmo assim, aquela igreja não era perfeita. Havia amor ali, mas ele não era perfeito. De algum modo, vemos que havia uma tensão oculta naquela igreja.

    Não havia apenas oposição de fora, pela qual eles sofriam por causa de Cristo; havia também os judaizantes. Vocês sabem, eles estavam por toda parte, tentando afastar as pessoas de Cristo e colocá-las sob a escravidão da lei. Isso também aconteceu na igreja em Filipos.

    Mas esses não eram seus principais problemas. Havia um problema central, que envolvia duas irmãs, duas irmãs que exerciam liderança: Evódia e Síntique.

    Essas duas irmãs eram muito zelosas pelo evangelho e, ao que tudo indica, tinham influência não apenas entre as irmãs, mas também entre os irmãos. Contudo, embora amassem o Senhor e fossem zelosas pelo evangelho, elas não conheciam a cruz.

    Em outras palavras, eram zelosas, mas ainda serviam a Deus na carne. Por isso, havia ambições. Elas disputavam entre si. Queriam ocupar a posição mais elevada, ser a maior. Por causa dessa disputa, criaram certa confusão entre os irmãos e as irmãs.

    Assim, uma nuvem, uma sombra, pairou sobre aquela igreja. Eles perderam a alegria do Senhor. Essa era a situação da igreja em Filipos.

    Eles amavam Paulo e, por isso, enviaram Epafrodito numa viagem desde Filipos. Vocês sabem, naquela época viajar não era muito fácil. Mas enviaram Epafrodito para percorrer aquela longa distância, visitar Paulo na prisão romana e levar-lhe provisões.

    Também pensavam em deixar esse irmão em Roma para servir a Paulo, para cuidar dele. Vejam, ainda havia amor entre aqueles irmãos e irmãs, mas uma nuvem pairava sobre eles. Haviam perdido a alegria do Senhor.

    Então Paulo lhes escreveu essa carta, não apenas para agradecer pelas ofertas, mas também para enviar Epafrodito de volta. Depois da longa viagem, ele adoeceu — ficou muito doente, quase à morte. Mas o Senhor o restabeleceu.

    Paulo desejava muito enviá-lo de volta para confortar o coração daqueles irmãos e irmãs. Ao mesmo tempo, aproveitou essa oportunidade para procurar dissipar a tensão na igreja em Filipos e restaurá-los à alegria do Senhor. Esse é o contexto da carta.

    A oração com um encargo definido

    Agora que conhecemos o contexto, gostaríamos de entrar nessa oração. No versículo 9, ele diz:

    E isto oro.

    Irmãos e irmãs, quando oramos, se realmente temos um encargo, se realmente conhecemos a vontade de Deus e o povo de Deus, nossa oração não será apenas uma oração genérica. Nossa oração será muito específica e muito definida.

    Aqui, portanto, Paulo diz:

    E isto oro.

    Ele não está apenas fazendo uma oração genérica. Vocês sabem, muitas vezes fazemos orações muito genéricas. Isso acontece porque não conhecemos a condição do povo de Deus. Não temos esse discernimento e não conhecemos a vontade de Deus para Seu povo.

    Quando desconhecemos a vontade de Deus e a condição das pessoas, tudo o que podemos fazer é uma oração genérica: “Senhor, abençoa este. Senhor, abençoa aquele”. É só isso que fazemos.

    Mas vocês sabem, a verdadeira oração é sempre muito definida. Não é genérica de modo algum. Vocês se lembram de quando as pessoas vinham ao Senhor Jesus, e Ele perguntava:

    Que queres? Que queres?

    Você não vem ao Senhor sem saber o que realmente deseja pedir a Ele. Você vem a Ele sabendo exatamente o que deseja. Conhece a vontade de Deus, percebe a condição do povo de Deus, conhece suas necessidades e ora de acordo com elas. Em outras palavras, há um encargo.

    Assim, Paulo ora com um encargo. E, por haver esse encargo, sua oração é muito definida:

    Isto oro.

    Espero sinceramente que, pela graça de Deus, nossas orações sejam assim. Não apenas em nossas orações particulares, quando oramos pelos irmãos e pelas irmãs, pela obra de Deus e pelos interesses de Deus em todos os lugares; mas também quando nos reunimos para orar, que nossa oração seja feita com encargo.

    Que saibamos perceber a condição do povo de Deus e conhecer a vontade de Deus para Seu povo. Quando soubermos isso, um encargo virá sobre nós, e nossa oração terá propósito e objetivo definidos. Deus responderá a uma oração assim.

    A necessidade de crescimento do amor divino

    E pelo que ele orou em favor dessas pessoas? Ele disse:

    Isto oro: que o vosso amor abunde.

    Na igreja em Filipos, eles tinham amor. Esse amor não é amor humano. É ágape, amor divino. É o amor com que Deus nos ama.

    Vocês sabem:

    Deus amou o mundo de tal maneira.

    Esse amor é ágape. Em outras palavras, Ele não nos ama porque somos agradáveis ou dignos de ser amados. Ele ama porque Ele é amor. Esse amor procede Dele.

    O amor humano geralmente é influenciado, afetado e limitado pelas circunstâncias exteriores. Elas afetam nosso amor. Mas o amor divino não é afetado pelas situações exteriores, porque vem diretamente do coração de Deus.

    Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.

    Deus é amor, e demonstrou Seu amor por nós ao nos dar Seu Filho unigênito. Cristo nos amou e Se entregou por nós.

    Quando cremos no Senhor Jesus, na verdade cremos no amor de Deus. Assim, quando recebemos o Senhor Jesus, recebemos em nós o amor de Deus. A Bíblia diz que o Espírito Santo derramou o amor de Deus em nosso coração.

    Portanto, irmãos e irmãs, todo aquele que realmente crê no Senhor Jesus recebeu em si o amor de Deus. Há esse ágape, esse amor ágape, em cada crente.

    Vocês sabem, quando alguém começa a crer no Senhor Jesus, há ali um amor que não é seu, que não lhe é natural. Por natureza, você não ama a Deus. Mas, quando crê no Senhor Jesus, passa a existir em você um amor por Deus de maneira natural — sobrenaturalmente natural.

    O amor de Deus é plantado em seu coração. Quando você crê no Senhor Jesus, pela graça percebe que, espontaneamente, sem esforço, ama todos os que pertencem ao Senhor.

    Você pode encontrá-los pela primeira vez e, ainda assim, há um amor que flui de você para eles. Há amor fluindo de uns para os outros entre o povo de Deus. Deus plantou esse amor em nós.

    Assim, todo crente tem esse amor em si. É isso que a Bíblia chama de primeiro amor. Vocês sabem, quando começamos a crer no Senhor Jesus, há um primeiro amor. Ele é muito puro, muito genuíno, muito sobrenaturalmente natural, espontâneo. Amamos o Senhor e amamos nossos irmãos. Há esse amor em nós.

    A maior coisa neste mundo é receber o amor de Deus. Essa é a maior coisa neste mundo.

    O crescimento do amor

    Irmãos e irmãs, o amor é vivo. Todo organismo vivo precisa crescer. Sempre que um organismo vivo deixa de crescer, a morte começa a se instalar.

    Com o amor acontece a mesma coisa. Quando começamos a crer no Senhor Jesus, há um amor em nós. Deus plantou esse amor em nós. Mas ele precisa abundar; precisa crescer. Se esse amor não crescer, a morte começará a se instalar. O amor esfriará.

    Por isso, Paulo ora por esses crentes filipenses. Eles realmente têm amor, mas ele ora para que esse amor cresça — que cresça continuamente. Vocês sabem, o amor não tem limite. O amor não tem fim. Como nosso irmão leu nesta manhã, o amor nunca falha.

    Sempre que você sente que já tem amor suficiente, algo está errado. Quando sente que já ama a Deus o suficiente, algo está muito errado. Se pensa que já amou seus irmãos e irmãs o suficiente — “não preciso amar mais, isso basta” —, algo está profundamente errado.

    A Bíblia diz:

    A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros.

    Não devemos dever coisa alguma a ninguém, mas, no amor, estamos sempre em dívida com as pessoas. Você nunca chega a um ponto em que possa dizer que já é suficiente. O amor nunca é suficiente. Ele é vivo; precisa crescer continuamente.

    A palavra abundar, no original grego, significa ir além da medida — ter o suficiente e ainda sobrar. Esse é o sentido de abundar: sempre transbordando, sempre aumentando.

    É assim que o amor é. Portanto, irmãos e irmãs, precisamos amar o Senhor, e esse amor precisa continuar crescendo.

    O primeiro amor como qualidade

    Em certo sentido, quando começamos a crer no Senhor Jesus, há o primeiro amor. Mas, na verdade, vocês sabem, o primeiro amor — a palavra “primeiro” — é mais uma questão de qualidade do que de tempo.

    É verdade: quando começamos a crer no Senhor Jesus, há o primeiro amor. Ele é puro, mas ainda muito jovem, muito sem conhecimento. Esse amor precisa crescer.

    Precisamos crescer mais e mais nesse primeiro amor. Com o tempo, o primeiro amor deixa de ser uma questão de tempo e se torna uma questão de qualidade — primeiro amor.

    Ah, conservar nosso primeiro amor pelo Senhor! Depois de dez, vinte, quarenta, cinquenta anos de salvação, ainda conservar nosso primeiro amor.

    Você não pode voltar dois, dez, vinte ou quarenta anos no tempo. Mas ainda precisa haver esse tipo de amor. Ele ocupa o primeiro lugar em autoridade e, na verdade, é muito mais maduro do que quando você amou o Senhor pela primeira vez. Mas ainda é o primeiro amor — puro.

    O amor em pleno conhecimento e discernimento espiritual

    Agora, como o amor cresce? Em que áreas precisa crescer? Com que medida podemos avaliar o crescimento do amor?

    Aqui vemos o apóstolo Paulo dizendo que eles realmente têm amor. Isso é evidente. Já foi comprovado. Mas agora esse amor precisa abundar em pleno conhecimento e em todo o discernimento.

    O problema dos crentes filipenses está aqui: eles têm amor, mas lhes falta pleno conhecimento. Têm amor, mas lhes falta todo o discernimento.

    Vocês sabem, pensamos que o amor não tem conhecimento. Se você souber demais, não conseguirá mais amar. Vocês percebem esse problema?

    Se você não conhece um irmão ou uma irmã, consegue amá-lo ou amá-la. Mas, quando passa a conhecê-los melhor, percebe que já não consegue amar. Pensamos que amor e conhecimento são opostos.

    É verdade: o conhecimento meramente intelectual e o amor são opostos. Vocês sabem, Paulo diz em 1 Coríntios 8:1:

    O conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica.

    O conhecimento meramente intelectual ensoberbece. Você pensa que sabe tudo e, quando sabe tudo, o amor desaparece. Não consegue amar ninguém. Ninguém é digno do seu amor. Você sabe demais.

    O conhecimento ensoberbece. O amor edifica. É o amor que pode edificar as pessoas, tirá-las de sua condição inferior e ajudá-las a alcançar um nível mais elevado.

    É verdade: o amor e o conhecimento meramente intelectual são opostos. Mas há um conhecimento que complementa o amor, e é isso que Paulo chama de pleno conhecimento.

    O pleno conhecimento de Deus

    A palavra “conhecimento” aqui não é a palavra comum. É uma palavra grega que contém uma preposição: epignosis. Em outras palavras, é pleno conhecimento. Um pouco de conhecimento é perigoso, mas o pleno conhecimento é uma grande bênção.

    Agora, o que é esse pleno conhecimento? Em algumas versões, ele é traduzido como conhecimento espiritual. Esse pleno conhecimento está relacionado ao propósito eterno de Deus.

    Em Efésios 1, Paulo pede que Deus lhes dê o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele. O pleno conhecimento de Deus está relacionado ao propósito eterno de Deus.

    Qual é a vontade eterna de Deus? Sua vontade eterna é que Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, tenha a preeminência, o primeiro lugar, em todas as coisas; que Cristo seja tudo e esteja em todos; que a igreja, que é o Corpo de Cristo, seja a plenitude Daquele que enche tudo em todos.

    Esse é o propósito eterno de Deus. Esse é o pleno conhecimento de Deus. Tal conhecimento aumenta a medida de vida. Tal conhecimento nutre o amor. Tal conhecimento conduz o amor na direção certa. Você ama o que deve amar.

    Às vezes pensamos que o amor não tem conhecimento. Quanto menos você sabe, mais consegue amar. Mas vocês sabem, se o amor não tem conhecimento, você pode amar o objeto errado. Pode amar aquilo que Deus não ama. Pode estar fora da vontade de Deus. Isso é perigoso. Esse amor pode ser facilmente enganado, desviado e mal orientado.

    Algumas pessoas chegam a dizer que o amor sem conhecimento é cruel.

    Portanto, irmãos e irmãs, nosso amor precisa crescer em pleno conhecimento. É importante que conheçamos o propósito eterno de Deus.

    A revelação e o tratamento prático de Deus

    Agora, como chegamos a conhecer o propósito eterno de Deus? Como entramos nesse pleno conhecimento de Deus? Há dois caminhos.

    Um deles é pela revelação. Não seremos capazes de conhecer a vontade de Deus, de alcançar o pleno conhecimento de Deus, a menos que recebamos revelação do alto.

    Não se trata de conhecimento meramente intelectual. Não é algo que você simplesmente adquire por meio de informações. Não importa quantos livros tenha lido ou quantas mensagens tenha ouvido, você não entra realmente nesse pleno conhecimento até que o Espírito de Deus o revele em seu espírito.

    É como Jó disse:

    Antes eu tinha ouvido de Ti, mas agora Te vejo.

    Isso é importante. Todo crente precisa receber essa revelação do alto.

    Graças a Deus, é do agrado de Deus revelar Seu Filho em nós. É o beneplácito de Deus revelar Seu Filho em nós. Portanto, se realmente abrirmos nosso coração a Ele, Ele revelará Seu Filho.

    Então Cristo será tudo em todos para você — sua vida, seu Rei, seu lar. Ele revelará isso a você. Quando esse pleno conhecimento toma conta de vocês, irmãos e irmãs, a medida do seu amor aumenta cada vez mais.

    O alcance do seu amor se amplia, e também sua direção é corretamente orientada. Você amará o que Deus ama, e amará somente o que Deus ama. Caso contrário, poderá amar o que Deus odeia.

    Esse é um dos caminhos: pela revelação.

    Outra coisa é que esse conhecimento espiritual vem por meio do tratamento prático de Deus. Em outras palavras, como realmente conhecemos a Deus, Sua mente e Seu coração? Irmãos e irmãs, precisamos ser tratados por Deus, e precisamos nos relacionar diretamente com Ele.

    Se não tivermos esse relacionamento íntimo e pessoal com Deus — sendo tratados por Ele e tratando diretamente com Ele —, nunca entraremos nesse pleno conhecimento de Deus.

    Quanto mais você é tratado por Deus, mais aprende. O Espírito Santo está dentro de você; Ele é a unção, Ele é o Consolador, Ele é o Mestre. E Ele lhe ensinará com clareza. Ele o lembrará de algo em que você precisa ser tratado.

    Quando o Espírito Santo se move em seu espírito, aprenda a obedecer ao Seu ensinamento. Isso é ser tratado por Deus.

    Também precisamos tratar diretamente com Deus. Leve a Ele cada pergunta e cada problema. Trate com Ele por meio da oração, da intercessão e das ações de graças. Quanto mais você trata com Ele, mais entra na mente e no coração de Deus.

    Nesse conhecimento, o amor é nutrido.

    O discernimento espiritual

    Agora, não apenas em pleno conhecimento, mas em todo o discernimento. Essa expressão, “todo o discernimento”, é usada apenas uma vez no Novo Testamento. Em nenhum outro lugar. Esse é o único lugar em que essa palavra é usada.

    É muito difícil traduzi-la. Alguns a traduzem como “inteligência”, outros como “percepção”, e outros como “discernimento”. Em outras palavras, precisamos de discernimento espiritual.

    O discernimento espiritual é uma espécie de sensibilidade em seu espírito. Seu espírito é sensível, terno, maleável. Há nele um paladar espiritual e, quando as coisas acontecem, você imediatamente consegue perceber se algo é certo ou errado, se é de Deus ou se é do homem. Em outras palavras, há uma espécie de percepção. É discernimento.

    O discernimento espiritual é muito importante nessa questão do amor. Às vezes dizemos que o amor é cego.

    Bem, em certo sentido, isso é verdade. O amor é cego porque não faz acepção de pessoas. Em outras palavras, não escolhemos quem amar. Deus não escolhe quem amar. Ele ama a todos.

    Ele ama os justos; ama os pecadores. O amor de Deus é universal. Ele não faz acepção de pessoas. Ama a todos.

    Em certo sentido, também devemos ser assim. Nosso amor não deve fazer acepção de pessoas: “Amo este irmão; não amo aquele. Amo esta irmã; não amo aquela”.

    Por causa do que as pessoas são, você começa a escolher quem amar e quem não amar. Não podemos fazer isso.

    Amamos a Deus sem fazer distinções. Em outras palavras, seja qual for a maneira como Deus nos trata, nós O amamos. Se Ele nos abençoa, nós O amamos. Se Ele nos disciplina, nós O amamos. Esse amor é cego; não faz distinções.

    O mesmo acontece com nosso amor pela família. É por isso que a Bíblia fala de “amor fraternal”. Ame o irmão não porque ele seja fácil de amar; ame-o porque ele é um irmão. Ele pode ser um irmão muito difícil, mas você ainda o ama. Esse amor não faz acepção de pessoas. Você é cego. O amor cobre uma multidão de pecados. Isso é verdade.

    Por outro lado, o amor tem muito discernimento — um discernimento ainda maior. Não é cego de modo algum.

    Deus nos ama sem fazer acepção de pessoas e, ainda assim, tem muito discernimento. Ele ama o pecador, mas odeia o pecado.

    Se não tivermos discernimento, nosso amor será tal que amaremos tudo, inclusive as coisas más. Daremos aprovação àquilo que não deve ser aprovado.

    Deus perdoa, mas não deixa a iniquidade impune. O preço dessa iniquidade precisa ser pago. Foi pago por nosso Salvador, nosso Senhor Jesus, mas precisava ser pago.

    Os resultados do amor com discernimento

    Irmãos e irmãs, aqui vemos a oração de Paulo pelos crentes filipenses: vocês têm amor, mas por que esse amor encontra problemas? Por que ele esfria? Por que vocês ficam perplexos? Por que não conseguem resolver seus problemas ou se elevar acima deles?

    Por que seu amor não cresce como deveria? Porque vocês realmente têm amor, mas lhes faltam pleno conhecimento e toda a percepção. É isso que lhes falta.

    Vocês precisam de conhecimento espiritual e discernimento espiritual. Se tiverem isso, seu amor não será frustrado. Seu amor não será, por assim dizer, derrubado pelas circunstâncias exteriores. Pelo contrário, será capaz de edificar, resolver problemas e ajudar as pessoas.

    Assim, a oração de Paulo pelos crentes filipenses é que seu amor abunde em conhecimento espiritual e discernimento espiritual.

    O exame e a aprovação das coisas excelentes

    Quando isso acontece, quando vocês têm esses elementos no amor, qual é o resultado? Ele diz:

    Para que julgueis e aproveis as coisas mais excelentes.

    Há traduções diferentes, porque, mais uma vez, essa palavra grega é muito rica. Se o seu amor estiver em conhecimento espiritual e discernimento espiritual, o que acontecerá? Ele diz que vocês serão capazes de examinar tudo e aprovar o que é mais excelente.

    Em outras palavras, o amor com conhecimento e discernimento examina todas as coisas, distingue as coisas que diferem e aprova as excelentes. Esse é o resultado.

    A palavra grega usada aqui traz a ideia de testar um metal para verificar se é autêntico ou falso. Essa é a ideia.

    Em outras palavras, pensamos que o amor é cego: você não examina nada; apenas ama, ama e ama. Muitas vezes ouvimos as pessoas dizerem: “Amor, amor, amor”. Se você sequer tenta disciplinar alguém, elas dizem: “Amor, amor, amor — nada de disciplina”. Pensam que isso é amor. Não é, de modo algum.

    O amor examina as coisas para verificar se são autênticas ou falsas. Depois de examiná-las e comprová-las, você aprova o que é excelente.

    Em certas versões, lemos:

    Examineis as coisas que diferem.

    Há coisas que diferem. Existe diferença não apenas entre o mau e o bom, mas também entre o melhor e o que é o melhor de tudo.

    Às vezes pensamos: “Bem, se conseguimos distinguir o mau do bom, isso deve ser suficiente”. Como disse um comentarista, não é preciso muita sabedoria para fazer isso. Mas é mais difícil perceber a diferença entre aquilo que é melhor e aquilo que é o melhor de tudo.

    Muitas vezes nos contentamos com algo melhor em lugar do que é o melhor de tudo, e isso não satisfaz o coração de Deus.

    Portanto, o que se diz aqui é que o amor com discernimento examinará as coisas que diferem. Você pode pesar as coisas, perceber a diferença e sempre escolher o melhor. Não se contenta com nada que esteja num nível inferior.

    A pureza diante de Deus e a irrepreensibilidade diante das pessoas

    A fim de que sejais puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo.

    Quanto à palavra “puros”, dizem-nos que, no grego, há duas raízes diferentes. Um dos sentidos de puro é ser examinado à luz do sol. Você coloca algo sob o sol, e aquilo suporta a luz do sol.

    A razão é que, antigamente, quando se fazia uma escultura de pedra ou uma estátua, às vezes, ao trabalhar a pedra ou o mármore, cometia-se um pequeno erro que mal podia ser visto. A maneira de corrigir o defeito era preenchê-lo com cera.

    As pessoas olhavam e não conseguiam ver defeito algum. Mas, quando a peça era exposta à luz do sol, a cera derretia. Essa é uma das raízes da palavra. Aquilo suporta a luz do sol. Não há fingimento, nenhuma tentativa de esconder coisa alguma; tudo é puro.

    Outra raiz traz a ideia de colocar algo numa peneira e agitá-lo até que todas as impurezas caiam. O que resta é puro. Essa é a ideia.

    Em outras palavras, irmãos e irmãs, se nosso amor for um amor com discernimento, conseguiremos perceber as coisas que diferem. Sempre escolheremos o que é excelente, e o resultado será que poderemos ser puros diante de Deus.

    Poderemos ser transparentes. Somos transparentes diante de Deus. Como isso é importante!

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, estamos sempre tentando esconder alguma coisa — nossas deficiências, nossas falhas. Tentamos escondê-las. É por isso que, quando tudo é exposto à luz do sol, a situação piora. De qualquer maneira, diante de Deus, você não pode esconder nada.

    É muito melhor sermos tratados, para que possamos ser transparentes diante de Deus.

    Então ele diz: não apenas puros, mas irrepreensíveis. No que diz respeito à sua condição diante de Deus, você é puro; no que diz respeito à sua condição diante das pessoas, você não lhes dá motivo de tropeço.

    A palavra significa simplesmente que você não é uma pedra de tropeço. Não faz ninguém tropeçar. Pelo contrário, é um degrau. As pessoas podem se apoiar em você e alcançar um nível mais elevado. Essa é a ideia.

    O fruto de justiça

    Depois:

    Sendo cheios do fruto de justiça, que é por Jesus Cristo.

    No que diz respeito a nós mesmos, haverá o fruto de justiça por Jesus Cristo.

    Vocês sabem, Cristo não é apenas nossa justiça. Quando cremos no Senhor Jesus, revestimo-nos de Cristo como nossa justiça. Essa é nossa melhor veste; ela nos dá nossa posição diante de Deus.

    Mas Cristo não é apenas nossa justiça. Há outra coisa chamada fruto de justiça. Em outras palavras, a justiça que é pela fé é nossa veste nupcial.

    Em Apocalipse 19, a noiva se preparou e está vestida de linho fino, brilhante e puro, que é a justiça dos santos. Em outras palavras, é Cristo, nossa justiça, sendo realmente entretecido em nossa vida, tornando-se uma justiça prática que se manifesta por meio de nós.

    Esse é o fruto de justiça. Ele vem por Jesus Cristo, mas é Cristo incorporado em nós, Cristo trabalhando em nós, Cristo sendo expresso em nós. Assim, o caráter de Cristo começa a caracterizar nossa vida.

    É a formação do caráter. Não há nada que forme mais o caráter do que o amor com discernimento.

    A vida orientada para o dia de Cristo

    Então vemos que tudo isso é para o dia de Cristo. Irmãos e irmãs, vivemos cada dia para o dia de Cristo.

    O que é o dia de Cristo? O dia de Cristo é o dia em que Cristo voltará e todos compareceremos diante Dele, perante Seu tribunal. Esse é o dia de Cristo.

    Esse é o dia que Paulo sempre aguardava. Ele aguardava o momento em que veria Cristo, sem vergonha e sem reprovação. Ele seria aprovado. Esse era o desejo de Paulo.

    Ele orou pelos crentes filipenses para que o mesmo acontecesse com eles: que, quando Cristo voltasse, pudéssemos vê-Lo face a face, sem vergonha e sem reprovação. Era isso que desejava para eles até o dia de Cristo.

    Portanto, irmãos e irmãs, precisamos viver diariamente tendo em vista o dia de Cristo. Ou, em outras palavras, precisamos viver à luz do tribunal de Cristo.

    Um dia, todos compareceremos diante do tribunal de Cristo, e seremos julgados por nossas obras. Se edificarmos com ouro, prata e pedras preciosas, nossa obra será provada pelo fogo e resplandecerá em glória. Se edificarmos com madeira, palha e feno, seremos salvos, mas como que através do fogo.

    Isso acontecerá no dia de Cristo. Por isso, Paulo encoraja os crentes filipenses: olhem para o dia de Cristo; vivam para o dia de Cristo.

    A glória e o louvor de Deus

    Por fim, qual é o propósito supremo? Ele diz:

    Para a glória e o louvor de Deus.

    Tudo é para a glória e o louvor de Deus, porque tudo vem de Deus e tudo voltará para Deus. A glória pertence a Deus. O louvor pertence a Deus. Não é para nós mesmos; é para Sua glória e Seu louvor.

    Essa, portanto, é a oração do apóstolo Paulo pelos crentes filipenses.

    A necessidade contínua do amor com discernimento

    O principal problema dos crentes filipenses envolvia Evódia e Síntique. Elas amavam o Senhor. Eram zelosas pelo evangelho. Mas não sabiam distinguir as coisas que diferem.

    Não conheciam a diferença entre o Espírito e a carne. Serviam a Deus com ambição egoísta. Serviam a Deus e serviam a si mesmas. Por causa disso, disputavam entre si.

    Esse é o problema. Elas não tinham o pleno conhecimento de Deus. Se tivessem o pleno conhecimento de Deus, veriam que tudo é Cristo — tudo de Cristo e nada do eu.

    Mas não tinham esse conhecimento. Se tivessem discernimento espiritual, poderiam distinguir o que é da carne e o que é do Espírito. Mas não tinham esse discernimento. Assim, seu zelo, sua energia e seu trabalho criaram problemas na igreja.

    Quanto à igreja, também lhe faltavam conhecimento e discernimento. Por não tê-los, não sabia como ajudar nem como resolver o problema. Eles perderam a alegria.

    Irmãos e irmãs, é verdade que, ainda hoje, em certa medida, temos o mesmo problema. Vocês encontram, de um lado, uma igreja sem amor — fria e sem vida.

    Onde não há amor, não há igreja, porque a lei da igreja é o amor.

    Mas, no outro extremo, vocês encontram algumas igrejas que parecem cheias de amor e, no entanto, não têm discernimento nem conhecimento. Amam tudo, de modo que tudo entra, e aquela igreja fica completamente arruinada.

    Encontramos isso por toda parte hoje — por toda parte. Alguns crentes têm muito conhecimento meramente intelectual e, por isso, são muito cautelosos. Julgam tudo. Tornam-se muito exclusivistas e estão mortos — são legalistas.

    Mas há outras igrejas, outros grupos de crentes. Parecem ter muito amor, mas tudo entra: todas as heresias, todas as ambições humanas, todos os métodos humanos. Tudo entra, e eles ficam perdidos. Não sabem o que fazer.

    Qual é o problema da igreja hoje? Realmente precisamos fazer essa oração, pedindo que Deus nos capacite — antes de tudo, é preciso haver amor — para que nosso amor abunde em pleno conhecimento e discernimento espiritual.

    Agindo assim, veremos que, por um lado, não nos tornaremos legalistas; mas, por outro, também não haverá ausência de lei. Ainda haverá amor e ordem, amor e disciplina.

    Na verdade, a Bíblia diz que Deus nos ama e, por isso, nos disciplina. Se Ele não nos disciplina, não nos ama.

    Que o Senhor nos dê esse amor com discernimento. Vamos orar?

    Querido Pai celestial, nós Te agradecemos por nos concederes Teu amor com tanto cuidado.

    Agradecemos porque nos dás um coração para Te amar e para amar uns aos outros. Mas, Senhor, reconhecemos que, ao prosseguirmos, esbarramos em muitas barreiras.

    Percebemos que nosso amor está começando a se desgastar. Percebemos que nosso amor por Ti esfriou. Nosso amor pelos irmãos está ferido.

    Por isso, Senhor, nós nos achegamos a Ti nesta manhã e pedimos que abras nossos olhos para ver como nosso amor precisa crescer em pleno conhecimento e discernimento espiritual; para que possamos examinar as coisas que diferem e aprovar as excelentes; para que possamos ser puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo; para que sejamos aperfeiçoados no fruto de justiça por Cristo Jesus, para a glória e o louvor de Deus.

    Senhor, que isso seja verdadeiro para todos nós. Nós nos entregamos a Ti. Sabemos que Tu amas a igreja e cremos que desejas nutri-la e cuidar dela com carinho, para apresentá-la a Ti mesmo santa, sem mácula.

    Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.