Por favor, abram em Filipenses 3:15.
Pelo que todos quantos somos perfeitos tenhamos este sentimento; e, se em alguma coisa sentis de outro modo, também isso Deus vos revelará.
Colossenses 2:9-10.
Porque Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade; e Nele estais completos.
2 Coríntios 3:18.
Mas todos nós, com o rosto desvendado, contemplando como por um espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.
E, por fim, 1 Tessalonicenses 5:23-24.
E o próprio Deus de paz vos santifique inteiramente; e sejam conservados íntegros o vosso espírito, alma e corpo, irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Aquele que vos chama, o Qual também o fará.
Vamos fazer uma oração.
Amado Senhor, queremos de fato agradecer-Te por nos reunires novamente aqui, em Teu precioso e maravilhoso nome. Sabemos que onde está o Teu nome, ali está a Tua presença. E, Senhor, desejamos a Tua presença mais do que qualquer outra coisa.
Com a Tua presença, estamos satisfeitos. Agradecemos-Te por nos agraciares com a Tua presença. Mas, Senhor, ao mesmo tempo, trememos diante de Ti. Tememos obscurecer o Teu conselho com palavras sem conhecimento.
Por isso, livra-nos. Oramos para que fales pelo Teu Espírito, por meio da Tua Palavra, diretamente ao nosso coração, para que sejamos conduzidos à Tua verdade; pois Tu és a verdade.
Oramos para que abras os nossos olhos, a fim de que possamos ver-Te; os nossos ouvidos, a fim de que possamos ouvir-Te; e o nosso coração, a fim de que sejamos cheios de Ti mesmo. Entregamos este tempo em Tuas mãos. Nossa confiança está em Ti. A Ti seja a glória, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
De fato, agradecemos ao Senhor por nos reunir novamente nesta tarde. Se vocês estiveram aqui ontem à tarde, sabem que o encargo que o Senhor nos deu para este período é esta questão da perfeição cristã.
Agora, não se assustem com este termo: perfeição cristã. Cremos que é a vontade de Deus que sejamos perfeitos. Nosso Deus é o Deus da perfeição.
Lembro-me de ter lido algo escrito por Fénelon, se é que vocês já ouviram falar dele. Fénelon disse certa vez: “Deus é o Deus da perfeição, e Ele zela intensamente pela perfeição cristã. Ele usará todos os meios para nos conduzir a ela”. E eu concordo com ele.
Nosso Deus é um Deus de perfeição e, por ser assim, Seu amor zeloso cuidará intensamente dos que são Seus, para que sejamos conduzidos à perfeição cristã.
A perfeição cristã, como mencionamos da última vez, não é uma perfeição sem pecado. Ninguém é perfeito sem pecado, exceto nosso Senhor Jesus Cristo. A perfeição cristã não é a erradicação do pecado.
A natureza pecaminosa que está em nossa carne, em decorrência da queda de nosso antepassado Adão, é uma natureza que herdamos. Enquanto estivermos neste corpo mortal, essa natureza pecaminosa habitará em nós. Mas, graças a Deus, embora essa natureza pecaminosa habite em nós, ela foi isolada. Não foi erradicada; foi isolada.
Porque, quando Cristo foi crucificado, nosso velho homem foi crucificado com Ele. Assim, este corpo do pecado ficou desempregado, e agora foi reempregado, sob nova administração, para servir à justiça e à santidade.
Também mencionamos ontem à tarde que a perfeição cristã não se limita a alguns poucos chamados santos, porque todos nós somos chamados santos. O chamado à perfeição cristã é para todos.
Agradecemos a Deus porque a perfeição cristã não é obra do homem; é obra de Deus. Deus é capaz de nos aperfeiçoar, se tão somente permitirmos que Ele o faça.
Portanto, irmãos e irmãs, vemos aqui que Deus nos chama à perfeição:
Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.
Mais uma vez, gostaria de enfatizar que isso não significa que nos tornamos tão perfeitos a ponto de nos tornarmos deuses. De modo algum. Não somos deificados. A perfeição cristã significa simplesmente que começamos a adquirir o caráter de Cristo; que somos transformados e conformados à imagem de Cristo.
Já não somos bebês em Cristo, mas crescemos, como devemos, tornando-nos filhos e filhas maduros. Porque Aquele que é o Filho unigênito há de conduzir muitos filhos à glória. Ele há de ser o primogênito entre muitos filhos. E isso é a perfeição cristã.
Portanto, creio de fato que, se soubermos o que é a perfeição cristã, certamente ela será algo que devemos desejar.
Na verdade, a vida que recebemos é uma vida de perfeição. Em outras palavras, a própria vida que está em nós hoje — nós, que cremos no Senhor Jesus, recebemos uma nova vida —, essa nova vida não é outra senão a vida de nosso Senhor Jesus. É a vida de Deus. É uma vida de perfeição.
Temos essa vida em nós e, como sabemos, cada vida traz consigo sua natureza. A própria natureza dessa vida tende à perfeição. Essa vida dentro de nós anseia, almeja e deseja a perfeição.
Em outras palavras, se você pertence ao Senhor e tem a vida de Cristo em você, essa própria vida dentro de você clamará pela perfeição. Essa vida em você não se contentará em ser salva e permanecer um bebê em Cristo. Ela clamará por crescer, crescer até a maturidade, ser semelhante a Cristo e ser caracterizada pelo caráter de Cristo. Esse é o próprio clamor dentro de nós.
Portanto, lembrem-se: o chamado à perfeição cristã não é apenas um chamado do alto, mas também um clamor que vem de dentro. Há um chamado do alto: Deus nos chama à perfeição. E a própria vida dentro de nós responde e diz: “É isso que queremos. Se é isso que Tu queres, é isso que nós queremos. Se essa é a Tua vontade, essa também é a nossa vontade”.
Lembrem-se, irmãos e irmãs: não se trata apenas de um chamado exterior; é um anseio interior. E os dois se unem. Portanto, é algo muito natural. Deve ser espontâneo. Não é algo que precise ser fabricado ou provocado por esforço. Na verdade, é algo que deve crescer e brotar de dentro, em resposta àquele chamado do alto. E é disso que estamos falando: perfeição cristã.
Algumas pessoas dizem que, para chegar à perfeição cristã, é preciso ter alguma experiência especial. Vocês podem chamá-la de uma segunda bênção.
Ora, John Wesley foi grandemente usado por Deus para recuperar a verdade da santificação pela fé. Sabemos que Deus usou Martinho Lutero e os outros reformadores para recuperar para a igreja a justificação pela fé.
Como podemos nós, que somos injustos, ser justificados diante do Deus justo? Não é pelas obras, nem pelo mérito acumulado, mas pela fé na obra consumada de Cristo. E agradecemos a Deus por essa recuperação da verdade da justificação pela fé.
Depois, na história, foi John Wesley quem Deus usou para recuperar a verdade da santificação pela fé. Como podemos ser santificados? Como podemos ser santos? Deus é santo. Ele não é apenas justo, de modo que precisamos ser justificados; Ele é santo, portanto precisamos ser santos. Então, como você pode ser santo? É pela fé — santificação pela fé.
John Wesley, creio eu, ensinava que podemos alcançar o amor perfeito. Ele falava do amor perfeito, mas confessava que ele mesmo não o havia alcançado. Contudo, acreditava que algumas pessoas haviam alcançado o amor perfeito.
Se vocês lerem os escritos dos chamados místicos, descobrirão que todos eles têm como objetivo a união com Deus. Eles creem que podemos passar por uma etapa de purgação, ou purificação, e então entrar em outra etapa, a da iluminação. Depois dessa etapa de iluminação, creem que chegamos a uma etapa de união com Deus.
Ou, dizendo de outra maneira, creem que nossa vontade pode ser tão unida à vontade de Deus que nos unimos a Deus em Sua vontade. O que Deus quer, nós queremos, e queremos somente a vontade de Deus. Essa é a crença dos chamados místicos, e alguns afirmam que chegaram a esse ponto.
Agora, irmãos e irmãs, não vamos questionar o que eles afirmam ou o que negam. Essa não é a nossa tarefa. Mas nosso desejo é conhecer o caminho para a perfeição cristã.
Antes de entrarmos no caminho da perfeição cristã, creio que preciso sublinhar e enfatizar novamente um ponto. Porque, se perdermos esse ponto de vista, aquilo que vamos compartilhar nesta tarde ficará fora de foco.
Qual é o caminho para a perfeição cristã? Onde está o caminho?
No Antigo Testamento, Deus apareceu a Abraão e disse:
Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda diante de Mim e sê perfeito.
A chave para a perfeição é a presença de Deus. A perfeição é possível porque nosso Deus é o Deus todo-suficiente. Se tão somente andarmos diante de Sua face, se tão somente vivermos em Sua presença, Ele nos aperfeiçoará.
Também mencionamos que é a graça que nos torna perfeitos. Portanto, dizendo de outra maneira, o caminho para a perfeição é Cristo. Nosso Senhor Jesus disse:
Eu sou o caminho.
Ele é o caminho para a perfeição.
Portanto, não pensem nem por um momento que o caminho para a perfeição seja algo que precisamos fazer — que, por fazermos isso nós mesmos, podemos chegar à perfeição. De modo algum. É obra Dele.
É verdade que há muito a ser feito. Mas lembrem-se: em certo sentido, não fazemos nada, porque Ele faz tudo. Portanto, irmãos e irmãs, o caminho para a perfeição cristã está, na verdade, Nele, não em nós. Quero estabelecer isso como fundamento.
Depois de entendermos isso, perguntaremos: “Qual é a nossa parte?”. No caminho para a perfeição cristã, há uma parte divina. É claro que a parte divina, na verdade, é a totalidade. Mas, de alguma maneira, vocês descobrem que, no caminho para a perfeição cristã, há uma parte que precisamos desempenhar.
Se não desempenharmos nossa parte, embora essa obra seja feita pelo próprio Deus, e não por nós, Ele não a fará — ou talvez não possa fazê-la. Portanto, há um lado humano que precisamos considerar.
Em primeiro lugar, se realmente queremos trilhar o caminho da perfeição cristã, precisamos ter determinada disposição mental ou, dizendo de outra maneira, precisamos ter determinada atitude mental.
Filipenses 3:15 diz que aqueles que querem ser perfeitos devem ter este sentimento. Em outras palavras, é preciso ter determinada disposição mental para ser perfeito. Essa é a nossa parte.
Irmãos e irmãs, quando somos salvos, recebemos uma nova vida. Mas, quando somos salvos, recebemos uma nova mente?
Em certo sentido, no momento de nossa conversão, nossa mente de fato passa por uma mudança, porque arrependimento significa mudança de mente. Nossa mente tem muito a ver com nosso andar e com nossa vida. A maneira como você pensa determinará a direção que seguirá.
Você é o que é por causa do que pensa. Aquilo em que você fixa a mente o conduzirá naquela direção.
Antes de sermos salvos, nossa mente era uma mente obscurecida, uma mente reprovada. Nossa maneira de pensar se opunha à mente de Deus. Em outras palavras, aquilo que Deus considera excelente, nós consideramos loucura.
Por causa disso, vocês percebem que, com nossa mente caída, seguimos um caminho que nos afasta cada vez mais de Deus e nos leva cada vez mais fundo no pecado e no mundo, conformados à presente era. É assim que nossa mente é, e isso afeta toda a nossa vida e todo o nosso andar.
Talvez você não diga: “Minha mente está voltada para ir ao inferno”. Acho que ninguém confessaria isso. Mas, na verdade, é exatamente assim. Antes de ser salvo, sua mente estava voltada para ir ao inferno. Era isso que você desejava, porque o pecado leva a esse lugar.
Antes de ser salvo, você não apenas tinha medo de Deus, mas também abominava as coisas de Deus. Esse era o caminho que marcava sua vida.
Mas, irmãos e irmãs, um dia o Espírito Santo veio e tocou nossa consciência, e fomos despertados. Fomos convencidos da pecaminosidade do nosso pecado, e houve uma mudança em nossa mente.
Em vez de amar o pecado e seguir naquela direção, começamos a desejar nos voltar para Deus e buscar Sua salvação. Portanto, irmãos e irmãs, vocês veem que, antes de nascermos de novo, haverá arrependimento. O arrependimento nos conduz à salvação. Arrependa-se e seja salvo.
Se você não se arrepender, nunca receberá o Senhor Jesus como seu Salvador, porque não verá necessidade Dele. Mas, por haver uma mudança de mente em você, e por essa mudança de mente você ser convencido e persuadido de que precisa de Jesus Cristo como seu Salvador, você se volta para Ele e O recebe.
Quando você crê Nele, recebe uma nova vida dentro de si. Portanto, irmãos e irmãs, quando vocês nascem de novo, recebem de fato uma nova vida, e sua mente passa por uma mudança. Mas lembrem-se: não é uma mudança radical, uma mudança fundamental. É apenas uma mudança por algum tempo. Em certo sentido, é superficial — não é suficientemente radical.
Assim, o resultado é que, depois de ser salvo, você tem uma nova vida dentro de si, mas ainda carrega uma velha mente.
Na alegria intensa do novo nascimento, parece que sua mente já mudou, que você ama o Senhor com toda a sua mente e começa a considerar o mundo de pouco valor. Parece que ela mudou.
Mas, estranhamente, você descobrirá que, talvez depois de um mês, ou talvez depois de um ano, de alguma maneira sua velha mente gradualmente toma posse de você outra vez. Então, surge um conflito.
Dentro de você há uma nova vida que deseja Deus, mas, em sua mente, você ainda ama as velhas coisas e o velho caminho. Sua avaliação das coisas e sua perspectiva gradualmente o conduzem de volta ao mundo. Assim, há um conflito em sua vida.
Portanto, irmãos e irmãs, o que precisamos é da renovação de nossa mente. Depois de receber uma nova vida, você precisa ter sua mente renovada. Então descobrirá que haverá concordância dentro de você, e poderá avançar no caminho da perfeição.
Na verdade, sua velha mente está impedindo o caminho da perfeição, porque sua mente não gosta da perfeição.
Mas como podemos ter essa renovação da mente — uma mudança completa de atitude?
Romanos 12:1 diz:
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual.
E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Em Romanos 12:2, lemos:
Pela renovação da vossa mente.
Nossa mente precisa ser renovada. Por quê? Porque, se sua mente não for renovada, você será conformado ao mundo. E “mundo”, ali, significa a era.
Em outras palavras, você será conformado à era deste mundo. Será conformado à moda deste mundo. Seguirá a corrente deste mundo. Você não apenas o amará, mas também se apertará dentro de seu molde para se tornar semelhante a ele.
Sem a renovação da mente, você terá medo da perfeita vontade de Deus. Você acha que a vontade de Deus é algo terrível. Ela sempre se opõe a você. Tudo o que é desagradável, isso é a vontade de Deus.
Ora, com esse tipo de mentalidade, como você pode esperar trilhar o caminho da perfeição? Impossível. Portanto, precisamos dessa renovação da mente.
Com a renovação da mente, haverá uma transformação. Você será tão transformado em sua mente que considerará o mundo, a era deste mundo, de pouco valor, assim como Paulo disse:
Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. Sim, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor.
Ora, não era isso que Saulo, o fariseu, pensava antes. Saulo, o fariseu, tinha sua herança judaica em altíssima consideração. Tinha suas realizações no judaísmo em altíssima consideração. Essas eram as coisas que ele amava, pelas quais se esforçava e nas quais fixava sua mente. E ele era bastante bem-sucedido, até certo ponto.
Ele olhava para a seita dos nazarenos, perseguia a igreja e os odiava, porque considerava Cristo um impostor do judaísmo. Essa era sua mente. E, por ser essa a sua mentalidade, era isso que Saulo era.
Mas, no caminho de Damasco, sob a luz de Deus, ele não apenas foi salvo, mas também recebeu uma renovação de sua mente. Depois de sua mente ser renovada, em Filipenses 3 ele disse: “Aquilo de que eu me orgulhava no passado, agora considero tudo isso como escória, como refugo”.
Quem ama o refugo? Você quer se livrar dele. E agora ele disse: “A excelência do conhecimento de Jesus Cristo me consome. Essa é a única coisa que desejo”. Uma mudança de mente, uma renovação da mente. Por causa da renovação de sua mente, ele estava no caminho da perfeição.
Agora, irmãos e irmãs, precisamos dessa renovação da mente. Nossa mente está renovada? Pensem por um momento: em que vocês fixam a mente?
Sua mente ainda está nas coisas deste mundo, ou está voltada para as coisas de Deus? Você ainda pensa muito nas coisas da terra, ou pensa muito nas coisas do alto?
O que você mais valoriza? Você considera as coisas deste mundo — a riqueza deste mundo, a posição neste mundo, a fama deste mundo, a popularidade neste mundo — como tesouro? Ou Cristo é o seu tesouro acima de todas as coisas?
Onde está sua mente? Aquilo em que você pensa determina sua direção. Precisamos de uma renovação da mente.
Mas como nossa mente pode ser renovada? Você não consegue mudar sua própria mente. Isso está além de nós. É obra do Espírito Santo. Mas você precisa fazer uma coisa: apresentar seu corpo como sacrifício vivo.
Em outras palavras, você precisa ser constrangido pelo amor de Cristo. Quando o amor de Cristo o constrange, você começa a perceber que já não deve viver para si mesmo. Você não tem o direito de viver para si mesmo nem de buscar seu próprio prazer.
Você precisa se oferecer a Deus como sacrifício vivo. Isso quer dizer que você se coloca no altar e diz: “Senhor, sou Teu. De agora em diante, esta pessoa redimida — espírito, alma e corpo — é inteiramente Tua. Renuncio aos meus direitos em favor de Ti. Tu tens todo o direito sobre minha vida. Faze comigo o que quiseres”.
Isso é consagração, irmãos e irmãs. No que diz respeito à experiência espiritual, a consagração é a primeira experiência espiritual. Se você nunca chegou a esse ponto, ainda não começou na experiência cristã.
Essa é a primeira experiência cristã: você é constrangido pelo amor de Cristo e se oferece como sacrifício vivo.
Por que você faz isso? Algo acontece. Quando você apresenta seu corpo como sacrifício vivo, o Espírito Santo entra em ação e transforma sua mente. Você percebe que sua mente agora é diferente.
Aquilo que você considerava tesouro, agora considera escória. Aquilo que você considerava temível, começa a desejar e amar. Agora, irmãos e irmãs, isso não é teoria. É real. Experimentem.
Quando isso acontece, você está no caminho da perfeição. Portanto, mais uma vez dizemos que a renovação da mente é necessária.
Agora, você pensa que precisa fazer alguma coisa. Mas, na verdade, tudo o que faz é se entregar. Você não faz mais nada. Não transforma sua própria mente; você não consegue.
Você apenas se entrega. Apenas rende sua vida. Apenas se entrega a Cristo. E, quando faz isso, quando coopera, o Espírito Santo renova sua mente e lhe dá uma nova mente. Você começa a ter uma nova perspectiva. Sua avaliação das coisas se torna diferente.
A inclinação do Espírito é vida e paz. A inclinação da carne é morte.
Com essa mente renovada, surge um novo desejo. Você deseja; você quer tudo aquilo para o qual Deus o chamou, tudo aquilo que Cristo lhe proveu. Você quer tudo.
Portanto, irmãos e irmãs, a primeira coisa no caminho da perfeição é um desejo santo — uma nova mente, uma nova atitude. Você quer ter tudo o que Deus lhe proveu.
Vejam Paulo. Ele disse:
Para conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, conformando-me com a Sua morte; para ver se, de alguma maneira, posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado ou que seja já perfeito; mas prossigo.
“Quero alcançar. Quero tomar posse de tudo aquilo para o qual Deus tomou posse de mim.” Agora, irmãos e irmãs, Deus tomou posse de cada um de nós. Ou, dizendo de outra maneira, Deus nos alcançou para o Seu propósito.
Deus tem um propósito para cada um de nós. Aos que de antemão conheceu, Ele chamou; aos que chamou, justificou; aos que justificou, glorificou, para que todos sejamos conformados à imagem de Seu Filho amado.
Foi para isso que Deus nos alcançou. Esse é o chamado de Deus a nosso respeito. Paulo disse: “Se foi para isso que Deus me chamou, se foi para isso que Deus tomou posse de mim, se foi para isso que Deus me alcançou, então quero tudo aquilo para o qual Ele me alcançou. Quero tomar posse de tudo aquilo para o qual Ele tomou posse de mim, e nada menos”.
“Esse é meu alvo. Esse é o chamado celestial. Esse é o prêmio para o qual me estendo adiante.” Isso está diante de mim. Irmãos e irmãs, essa é a mente de Paulo. Se vocês querem ser perfeitos, precisam ter essa mesma disposição.
Se vocês têm outra disposição, o Senhor lhes mostrará que devem ter essa disposição. Vocês têm essa disposição? Há um desejo santo pela perfeição?
Perfeição não significa outra coisa senão tomar posse daquilo para o qual Deus tomou posse de você. Perfeição não significa outra coisa senão ser tudo aquilo que Cristo lhe proveu.
Toda a plenitude da Divindade habita corporalmente em Cristo; e Nele estais completos.
Vocês conseguem compreender a plenitude da Divindade — Deus em Sua plenitude? Conseguem medi-la: a largura, o comprimento, a profundidade, a altura? Paulo diz que vocês não conseguem medi-la.
A plenitude de Deus habita corporalmente em Cristo: toda a plenitude de Deus — Seu amor, Sua justiça, Sua santidade, Sua pureza, Seu poder, Sua autoridade, Sua glória. Vocês descobrem que tudo o que Deus é não tem medida.
A Palavra diz que essa plenitude habita corporalmente em Cristo, e que vocês estão completos Nele — cheios Nele, aperfeiçoados Nele, completos Nele. Irmãos e irmãs, vocês creem nisso? Vocês desejam isso?
Toda a terra foi dada. Agora vão e tomem posse dela. Coloquem os pés no chão, um pé de cada vez, e todo lugar onde pisar a planta do pé de vocês será de vocês.
Não se contentem em apenas atravessar o Jordão e ficar parados em Gilgal, sem nunca tomar posse de toda a terra. Deve haver uma santa insatisfação, um santo descontentamento.
Por um lado, devemos estar contentes. Em 1 Timóteo 6, vemos que, tendo alimento, vestuário e abrigo, devemos estar contentes. O que mais queremos? A piedade com contentamento é grande ganho.
Deve haver contentamento dentro de nós. Mas, por outro lado, irmãos e irmãs, precisa haver um santo descontentamento. Precisamos sempre desejar mais do próprio Senhor, porque há sempre mais que Ele está pronto a nos dar.
Essa disposição precisa ser a nossa disposição. Mas, infelizmente, vocês percebem que há muitas pessoas com outra disposição.
Paulo, em Filipenses 3:15, depois de dizer:
Pelo que todos quantos somos perfeitos tenhamos este sentimento; e, se em alguma coisa sentis de outro modo, também isso Deus vos revelará.
Ele prossegue em Filipenses 3:18-19.
Graças a Deus, Filipenses 3:18-19 está entre parênteses. Em outras palavras, essas coisas não são normais. Estão entre parênteses. Você não precisa entrar nos parênteses; deve ficar fora deles.
Entre os parênteses, lemos:
Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo; cujo fim é a perdição, cujo deus é o ventre e cuja glória é a sua vergonha; que pensam nas coisas terrenas.
Agora, irmãos e irmãs, lembrem-se: esses parênteses foram colocados por Paulo para nos mostrar quem são os que têm outra disposição. Devemos ter essa disposição, a mesma que Paulo tinha.
Infelizmente, há cristãos — não são incrédulos; são crentes —, mas, infelizmente, são crentes, filhos de Deus, que têm outra disposição. Quando Paulo pensava nesses crentes com outra disposição, ele chorava.
Se você realmente compreender isso, também chorará. Não apenas chorará; chorará com Cristo. Chorará com Deus, porque Deus é amor. Ele quer que sejamos tudo o que Ele tem para nós e, se temos outra disposição, quanto isso fere Seu amor.
Por isso Paulo disse: “Quando menciono isso, choro” — literalmente chorando. São crentes, mas, infelizmente, esses crentes têm a mente voltada para as coisas terrenas.
Você diz: “Como isso é possível?”. Não apenas é possível; infelizmente, é um fato. Muitos crentes têm a mente não renovada. Ainda estão buscando as coisas terrenas. Seu ventre é seu deus. Sua vergonha é sua glória. E seu fim é a destruição.
A destruição aqui não se refere à perdição eterna — não, não à perdição eterna. A destruição aqui se refere ao reino: eles não terão parte no reino, para reinar e governar com Cristo. É uma advertência para nós.
Precisamos ser advertidos, irmãos e irmãs. Portanto, em primeiro lugar, tenhamos essa disposição. Se vocês têm outra disposição, Deus a revelará. Que o Senhor faça isso nesta tarde, para que todos nós aqui tenhamos essa disposição e estejamos no caminho da perfeição.
Em segundo lugar, depois de termos essa disposição, encontramos em 2 Coríntios 3:18:
Mas todos nós, com o rosto desvendado, contemplando como por um espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.
Se vocês lerem o contexto, descobrirão que Paulo está falando sobre sermos ministros da nova aliança. Voltem a 2 Coríntios 3:6:
O Qual também nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança; não da letra, mas do Espírito: porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.
Depois há um parêntese, e esse parêntese continua até o fim de 2 Coríntios 3:16. Portanto, 2 Coríntios 3:17, na verdade, deve ser ligado a 2 Coríntios 3:6.
No parêntese, ele usa uma ilustração: a ilustração de Moisés. Moisés subiu ao monte e ficou ali, na presença de Deus, durante quarenta dias e quarenta noites, recebendo os Dez Mandamentos.
Por ter estado na presença de Deus durante quarenta dias e quarenta noites, quando desceu do monte, ele não sabia que seu rosto resplandecia. Em outras palavras, por ter vivido na presença de Deus, a glória de Deus se refletia nele.
Era tão resplandecente, tão brilhante, que os filhos de Israel não podiam olhar para seu rosto. É a mesma glória que Paulo viu no caminho de Damasco; ela cegou seus olhos.
Por isso Moisés precisou colocar um véu e cobrir o rosto quando estava com os filhos de Israel. Mas, quando entrava na presença de Deus, retirava o véu.
Isso aconteceu com Moisés. Depois vocês percebem que o Espírito Santo muda o enfoque e aplica essa metáfora aos filhos de Israel. Em vez de o véu estar sobre o rosto de Moisés, Ele diz que o véu agora está sobre o rosto dos filhos de Israel.
Em 2 Coríntios 3:14, lemos que os pensamentos deles foram endurecidos e que, até o dia de hoje, na leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece sem ser retirado. Em outras palavras, vocês percebem que o véu sai do rosto de Moisés e agora está sobre o rosto dos filhos de Israel.
Quando leem o Antigo Testamento, a antiga aliança, há um véu ali. Eles não conseguiam ver. Viam a letra, mas não conseguiam ver o Espírito. E a letra os matava.
Eram condenados pela antiga aliança, porque não conseguiam guardar a antiga aliança. Não viam que a antiga aliança tinha o propósito de conduzi-los a Cristo. A lei tem o propósito de conduzi-los a Cristo. Mas, por terem o véu, só viam a lei; não conseguiam ver Cristo e eram condenados.
Mas, sempre que o coração deles se volta para o Senhor, o véu é retirado. O véu é levantado.
Assim, mais uma vez, vocês percebem que a metáfora passa do rosto para o coração. Irmãos e irmãs, quando nosso coração se volta para o Senhor, o véu é retirado. Em outras palavras, podemos contemplar a glória do Senhor com o rosto desvendado.
Quando fazemos isso, somos transformados de glória em glória, segundo a Sua imagem, como pelo Senhor, o Espírito.
Portanto, depois da mente vem o coração. Irmãos e irmãs, o que é o coração?
O coração é o centro de nosso ser espiritual, assim como nosso coração físico é o centro de nosso ser físico. Nas Escrituras, o coração é o centro de nosso ser espiritual.
Leiam Provérbios 4:23:
Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração; porque dele procedem as fontes da vida.
Em outras palavras, a vida procede do coração. Ela entra no coração; ela sai do coração.
O que é o coração? O coração é a combinação da mente, da vontade e das emoções da alma, juntamente com a condição do espírito. Esse é o nosso coração.
O coração é onde está nossa mente. O coração é onde está nosso amor. O coração é onde está nosso desejo, onde está nossa vontade. O coração é onde nossa consciência nos dirige.
Portanto, irmãos e irmãs, quando temos uma nova mente e começamos a ter essa disposição, então, juntamente com a mente, o coração se volta para o Senhor. Todo o nosso ser se une ao Senhor — não apenas a mente.
Juntamente com a mente, vocês percebem que seu amor começa a se dirigir ao Senhor. Suas emoções e seus afetos começam a se voltar para o Senhor, e vocês começam a querer a vontade do Senhor. Começam a desejá-Lo. É verdade: vocês querem a Sua vontade.
Irmãos e irmãs, quando seu coração se volta para o Senhor, o véu é retirado. Você pode contemplar a glória do Senhor.
Ninguém podia contemplar a glória do Senhor nos tempos do Antigo Testamento. Se alguém desejasse contemplar a glória do Senhor, seria ferido de morte. Contudo, esse seria o maior privilégio que um ser humano poderia ter.
Vocês se lembram de Moisés. Por ter achado graça aos olhos de Deus, ele fez esta oração:
Mostra-me a Tua glória.
Bem, essa é a mais elevada oração que o homem pode fazer: “Mostra-me a Tua glória. Deixa-me ver-Te face a face, em realidade”.
E Deus disse: “Ninguém pode ver Minha face e viver. Mas permitirei que você Me veja pelas costas”. Vocês se lembram da história.
Mas, irmãos e irmãs, hoje, por meio de nosso Senhor Jesus, podemos contemplar a glória do Senhor com o rosto desvendado. Por quê? Porque a glória do Senhor está na face de Jesus Cristo.
Hoje, podemos ver a face de Jesus Cristo, e na face de Jesus Cristo vemos a glória do Senhor.
Quando nosso coração se volta para Ele, oh, vemos como nosso Senhor é belo, como Ele é amável. Ele é o mais belo entre dez mil. Ele não tem comparação.
Vemos Seu amor, Sua santidade, Sua justiça, Sua pureza, Sua glória e Sua humildade. Irmãos e irmãs, quando voltamos nosso coração para o Senhor, estamos em Sua presença; nós O vemos.
À medida que O vemos, o Espírito de Deus realiza a obra de transformação. Em outras palavras, não se trata apenas de contemplá-Lo, mas, ao contemplá-Lo, o Espírito de Deus nos transforma para sermos semelhantes a Ele.
Mas “de glória em glória” indica que isso não acontece instantaneamente. É pelo Senhor, o Espírito.
Irmãos e irmãs, Moisés esteve na presença de Deus durante quarenta dias e quarenta noites, e seu rosto resplandeceu. Na verdade, ele não viu realmente o próprio Deus. Talvez tenha visto uma forma, mas não o próprio Deus. Ele apenas O viu pelas costas e ouviu o nome de Deus.
Mas hoje podemos ver a face de Deus na face de Jesus Cristo. Vemos Deus. Nós O conhecemos. Quanto mais você olha para Ele, mais o Espírito Santo o transforma para ser semelhante a Ele, e a luz resplandecerá.
Mas, graças a Deus, você não percebe isso.
Irmãos e irmãs, onde está seu coração? O rei Salomão disse em Provérbios:
Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos.
Se nosso coração for dado ao Senhor, nossos olhos se deleitarão no caminho de Deus, e seguiremos no caminho da perfeição.
Em terceiro lugar, em Hebreus 5:8-9:
Embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu; e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem.
Irmãos e irmãs, primeiro precisamos ter essa disposição. Depois precisamos voltar nosso coração para Ele. E então, em terceiro lugar, o caminho para a perfeição é o caminho da cruz.
Por que é necessário seguir o caminho da cruz? Por causa da realidade do homem caído.
Nós caímos. Cometemos pecados. Herdamos uma natureza pecaminosa de nosso antepassado Adão. Vivemos em um mundo organizado pelo maligno, em oposição a Deus.
Andamos em nossa carne, e a carne não conhece a vontade de Deus nem gosta da vontade de Deus. Estamos sob o domínio e a influência do maligno.
Nossa própria vida é a vida do eu. O eu é a vida de nossa alma. Por isso, essas coisas são impedimentos à perfeição. Para nos livrarmos disso, há somente um caminho: a cruz.
A cruz. E essa é a razão pela qual nosso Senhor Jesus precisou vir, e precisou seguir o caminho da cruz.
Aqui, irmãos e irmãs, é na cruz de nosso Senhor Jesus que Ele levou nossos pecados em Seu próprio corpo — o Justo pelos injustos —, para que nossos pecados fossem perdoados.
É no corpo de nosso Senhor Jesus, quando Ele foi crucificado, que nosso velho homem foi crucificado com Ele, que a natureza pecaminosa em nós foi isolada e que fomos libertos do poder do pecado, para que não pequemos mais.
É a cruz de nosso Senhor Jesus que nos separa do mundo. Gálatas 6: a cruz está entre nós e o mundo. Quando o mundo olha para nós, estamos na cruz, e eles dizem: “Livrem-se dele”. Mas, quando olhamos para o mundo, o mundo está na cruz, e nos livramos dele.
Somos libertos do mundo pela cruz.
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
Por meio da cruz vitoriosa, Ele despojou os principados e as autoridades e os expôs publicamente pela cruz. Por causa dessa vitória, hoje podemos reivindicar a vitória sobre nossos inimigos.
Até mesmo nosso Senhor Jesus, o Filho de Deus e o Filho do Homem, embora fosse perfeito, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, para que Se tornasse o Autor de nossa salvação eterna.
Vocês percebem que até mesmo nosso Senhor Jesus, com Seu eu perfeito, tinha um eu humano. Mas Seu eu não era contaminado; era um eu santo. Contudo, até mesmo esse eu santo precisou ser entregue à cruz.
Ele sofreu. Pelas coisas que sofreu, aprendeu a obediência:
Não se faça a Minha vontade, mas a Tua.
Por causa disso, Ele Se tornou o Autor de nossa salvação eterna.
Irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus abriu para nós um novo e vivo caminho. Esse novo e vivo caminho é o caminho para a perfeição. É o caminho através de Seu corpo, através de Seu corpo partido. É o caminho da cruz. Ele consagrou esse caminho para nós, e esse é o caminho que precisamos seguir.
Primeiro, a cruz Dele; depois, a nossa cruz.
Somente depois de recebermos a cruz de nosso Senhor Jesus é que somos capazes de tomar nossa cruz e seguir o Senhor. Caso contrário, não somos capazes de tomar nossa cruz.
É sobre o fundamento da obra consumada de Cristo na cruz que somos capazes de reivindicar a vitória sobre o pecado, sobre a carne, sobre o mundo, sobre nós mesmos e sobre o inimigo.
Nós carregamos a cruz, mas a cruz de Cristo nos carrega. O caminho da perfeição é o caminho da cruz. É o caminho do sofrimento.
Por sofrimento, não me refiro apenas a algum sofrimento exterior. Essa é a menor parte. Trata-se do sofrimento de abrir mão de nós mesmos, de negar a nós mesmos. Tome sua cruz e siga o Senhor. Esse é o caminho para a perfeição.
Quem não quer negar a si mesmo, quem quer preservar a si mesmo — quem rejeita a cruz, quem tem medo dos sofrimentos de Cristo — não está no caminho da santidade, no caminho da perfeição.
A maturidade exige disciplina. Para crescermos, saindo da fase de bebês e crianças e nos tornando homens e mulheres maduros, nosso Pai celestial precisa nos corrigir. Ele precisa nos educar como filhos.
O Espírito Santo organizará nossas circunstâncias para nos disciplinar. Às vezes, Ele nos colocará junto de determinadas pessoas. Às vezes, permitirá que certas coisas nos aconteçam para nos disciplinar.
Se estivermos sob Sua disciplina, se nos humilharmos e nos submetermos à poderosa mão de Deus, então, no devido tempo, Ele nos exaltará. Irmãos e irmãs, esse é o caminho para a perfeição.
Você quer ser perfeito? Venha e siga o Senhor. Aonde quer que o Cordeiro vá, você vai. Se Ele segue o caminho da cruz, esse é o caminho que você precisa seguir.
Você tem medo disso? É assustador demais? É difícil demais? Você diz: “É impossível — é demais para mim. Não consigo”. Mas, irmãos e irmãs, lembrem-se: não é você; é Ele.
Tudo o que se exige de você é disposição. Tudo o que se exige de você é desejo. Tudo o que se exige de você é seu coração. Você não consegue fazer isso. Quem consegue negar a si mesmo ou a si mesma? Você não consegue.
Quem quer a cruz? Ninguém a quer. Se você diz que ama a cruz, talvez ame a cruz que você mesmo cria. Mas, quando Deus lhe dá a cruz, você a odeia.
Ninguém ama a cruz. Ninguém ama a disciplina. Você não consegue suportá-la. Nossa carne não consegue suportá-la. Mas, irmãos e irmãs, há graça. Há o Espírito Santo, o Consolador.
Portanto, lembrem-se: o caminho da santidade é pelo poder do Espírito Santo:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Queridos irmãos e irmãs, tudo o que Deus deseja de vocês é sua disposição. Você quer. Você deseja. Você está disposto. Você se entrega. Você se submete. Você se rende.
Você diz: “Senhor, eu não sou capaz, mas Tu és capaz”. Se você cooperar dessa maneira, o Espírito de Deus, que é o Espírito da perfeição, o aperfeiçoará.
Quanto mais cedo você perceber que isso está além de sua capacidade, melhor, porque então dependerá do Espírito Santo. O Espírito Santo é o poder de Deus.
Ele pode fazer infinitamente mais do que tudo o que vocês podem até mesmo pedir ou pensar, segundo o poder que opera em nós, para que isso seja para o louvor da glória de Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, graças a Deus. Deus nos chama a ser perfeitos porque Ele é perfeito. Deus nos chama a ser maduros. Deus nos chama a ser conformados à imagem de Cristo.
Haverá dores de crescimento ao longo do caminho. Você precisa aprender a sofrer por amor a Cristo. Mas vale a pena. Você descobrirá que, na verdade, não foi você quem conseguiu; é o Espírito Santo que o aperfeiçoa para o louvor da glória de Deus.
Portanto, que o Senhor nos ajude. Vamos orar?
Amado Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos porque nos chamaste com um chamado digno de Ti. Tu nos chamaste a ser perfeitos, assim como Tu és perfeito.
Oh, reconhecemos que isso está além de nossa capacidade. Mas nós Te louvamos e agradecemos: Tu, que nos chamaste, levarás essa obra à perfeição.
Portanto, hoje simplesmente nos oferecemos a Ti, nos rendemos a Ti e dizemos: “Senhor, realiza essa obra para o louvor da Tua glória”. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.