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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Way To Fullness #2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Way To Fullness #2
    The Way To Fullness #2
    Kaung, Stephen

    O Caminho para a Plenitude

    Por favor, abram a carta aos Colossenses, no capítulo 1. Começaremos com Colossenses 1:15-23.

    Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;
    porque Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; todas as coisas foram criadas por meio Dele e para Ele;
    e Ele é antes de todas as coisas, e Nele todas as coisas subsistem.
    E Ele é a cabeça do corpo, da igreja; Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos; para que em todas as coisas tenha a preeminência.
    Porque foi do agrado do Pai que Nele habitasse toda a plenitude;
    e que, por meio Dele, reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz; por meio Dele, digo, quer as coisas sobre a terra, quer as coisas nos céus.
    E a vós, que outrora éreis alienados e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora Ele vos reconciliou
    no corpo da Sua carne, mediante a morte, para vos apresentar santos, sem mácula e irrepreensíveis perante Ele;
    se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, sem vos afastardes da esperança do evangelho que ouvistes, o qual foi pregado a toda a criação debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, fui constituído ministro.

    Oração Inicial

    Querido Pai celestial, queremos agradecer-Te por nos reunires novamente nesta manhã. Nós nos reunimos no nome do Teu Filho amado, e esta é a nossa confiança: sabemos que Tu estás em nosso meio.

    Querido Senhor, queremos tirar os nossos sapatos, pois estamos em terra santa diante de Ti, e olhar para Ti, esperando que nos fales. Que as Tuas palavras alcancem as profundezas do nosso coração, para que produzam fruto para Ti.

    Abre o nosso entendimento. Dá-nos o espírito de sabedoria e de revelação, porque, sem o Teu Espírito, Senhor, somos totalmente incapazes. Mas nós Te louvamos e Te agradecemos: o Teu Espírito está aqui, e o Teu Espírito está operando. Por isso, simplesmente confiamos que Tu completarás a obra nesta manhã.

    Nós Te damos todo o louvor, a glória e a adoração, em Teu precioso nome. Amém.

    A Necessidade do Pleno Conhecimento da Vontade de Deus

    Graças a Deus por nos reunir novamente nesta manhã. O encargo para este tempo é esta questão do caminho para a plenitude.

    Os crentes de Colossos tiveram um início muito bom em Cristo Jesus. Tinham amor por todos os santos e a esperança da herança que os aguardava no céu.

    Mas, em seu desejo de alcançar a plenitude, ou a perfeição, e por lhes faltar o pleno conhecimento da vontade de Deus, estavam sendo desviados para aquilo que se chama a heresia colossense.

    Em vez de se apegarem firmemente a Cristo, começaram a confiar no ritualismo judaico e na filosofia gentílica. Estavam lhes dizendo que, se quisessem ser completos, simplesmente confiar no Senhor Jesus jamais seria suficiente. Precisavam acrescentar algo a Ele.

    Precisavam observar certas regras e regulamentos e ser iniciados em algum conceito filosófico e especulativo. Então alcançariam a plenitude.

    Ora, esses falsos ensinamentos são muito tentadores, porque essas coisas agradam à nossa carne. Nossa carne gosta de fazer alguma coisa para termos do que nos vangloriar. É por isso que uma heresia assim pode entrar com tanta facilidade.

    Somente quando estivermos cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus e soubermos que realmente nada somos diante do Senhor é que seremos libertos dessas tentações.

    Por isso, o apóstolo Paulo escreve esta carta aos Colossenses. Ele orou por eles, para que fossem cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, em toda a sabedoria e entendimento espiritual.

    Irmãos e irmãs, esse pleno conhecimento da vontade de Deus é algo muito importante em nossa vida. Não é apenas conhecimento em nossa mente; precisa tornar-se sabedoria e entendimento espiritual. Então nos livrará de tudo o que nos desvia e nos capacitará a crescer até a maturidade.

    Ontem à noite, compartilhamos sobre a oração de Paulo, e realmente sentimos a necessidade de uma oração assim. Irmãos e irmãs, todos nós estamos familiarizados com aquilo que chamamos de conhecimento da vontade de Deus. Provavelmente já ouvimos falar disso tantas vezes que estamos cansados de ouvir.

    Mas o problema é este: esse conhecimento realmente se torna entendimento e sabedoria? Será que realmente vemos o que é o pleno conhecimento da vontade de Deus? Ou, em outras palavras, será que realmente temos uma revelação, uma visão?

    Vemos Cristo como Deus O vê? Todos nós conhecemos o nosso Senhor Jesus. Todos temos certo conhecimento Dele. Mas será que realmente O vemos como o Pai celestial O vê?

    É disso que precisamos. Que o Senhor amplie o nosso horizonte e nos permita ver Cristo como Deus O vê. Porque, aos olhos do Pai, toda a plenitude está em Seu Filho. Se quisermos entrar na plenitude, Ele é o único caminho.

    Cristo como a Imagem do Deus Invisível

    Assim, o apóstolo Paulo procura nos dizer o que viu a respeito do nosso Senhor Jesus. Ele diz que Cristo Jesus é a imagem do Deus invisível.

    Deus é invisível porque Ele é Espírito. Mas o fato de Ele ser invisível significa que não pode ser conhecido?

    Vocês se lembram de que, certo dia, Paulo caminhava pelas ruas de Atenas. Ele viu que a cidade estava cheia de altares. Embora os atenienses fossem famosos por sua inteligência, eram muito supersticiosos. Adoravam todo tipo de deuses.

    Para se garantirem, tinham medo de deixar algum deus de fora e serem condenados por isso. Assim, havia um altar com a inscrição: “Ao deus desconhecido”.

    O apóstolo Paulo aproveitou essa oportunidade para lhes anunciar o Deus desconhecido. Não há problema em não conhecer todos os outros chamados deuses, mas este é o Deus que precisamos conhecer. Contudo, Ele é invisível. Como podemos conhecê-Lo?

    Ao longo das eras e das gerações, Deus procurou revelar-Se ao homem. Como encontramos em Hebreus 1:1, antigamente Deus falou aos pais, pelos profetas, em muitas ocasiões e de muitas maneiras.

    Mas, nestes últimos dias, Ele Se revelou em Seu Filho. Quando enviou Seu Filho a este mundo, o Deus invisível tornou-Se visível, porque Ele é a imagem do Deus invisível.

    A palavra imagem, em grego, é eikōn. Uma imagem não é apenas algo de aparência exterior. Ela fala especialmente da qualidade interior. Não é algo derivado nem algo colocado por fora; é original. É algo que se expressa de dentro para fora.

    Assim, nosso Senhor Jesus é a imagem do Deus invisível. Ele revela o que é invisível: não a aparência exterior, mas o caráter interior.

    A Bíblia diz em João 1:18:

    Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, Ele O revelou.

    O Filho está no seio do Pai. Ele conhece o Pai tão profundamente — não de maneira superficial ou exterior, mas na própria natureza e no próprio caráter do Pai. Ele é a manifestação visível do Deus invisível.

    Vocês se lembram de João 14. Na última noite em que Ele esteve com Seus discípulos, eles já estavam com Ele havia mais de três anos. Permaneceram com Ele, caminharam com Ele, viram o que o Senhor fazia e ouviram o que o Senhor dizia.

    Mesmo assim, naquela última noite, Filipe fez uma pergunta tola. Ele disse, em João 14:8:

    Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.

    Fico pensando em como o Senhor Se sentiu. O Senhor disse, em João 14:9:

    Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não Me conheces?
    Quem Me vê a Mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

    Então, irmãos e irmãs, quem é o nosso Senhor Jesus? Ele é a imagem do Deus invisível. Se O conhecemos, conhecemos o Pai. Se não O conhecemos, por mais que tentemos, não conhecemos o Pai.

    Toda a plenitude da Divindade habita corporalmente Nele. Ele e o Pai são um. Compartilham a mesma vida, a mesma natureza e o mesmo caráter. Não há nada a mais nem nada a menos.

    Portanto, se quisermos conhecer a Deus Pai — se quisermos ter o pleno conhecimento de Deus —, só podemos encontrá-lo em Cristo. Ele é a plenitude da Divindade.

    Fora Dele, não podemos ter contato com Deus, porque Deus Se entregou inteiramente ao Seu Filho. Todo conhecimento de Deus precisa ser encontrado no Filho. Quanto mais conhecemos o Filho, mais conhecemos o Pai.

    A plenitude de Deus está em Cristo, e somente Nele podemos encontrar Deus e crescer no conhecimento de Deus. Se realmente enxergarmos isso, não iremos a outro lugar em busca do conhecimento de Deus. O conhecimento de Deus não está na filosofia nem na ética. Está somente em Cristo Jesus.

    Cristo como o Primogênito de Toda a Criação

    O Senhor Jesus, em Sua relação com o Pai, é a imagem do Deus invisível. Então Paulo prossegue dizendo que Ele é o primogênito de toda a criação. Isso fala de Sua relação com a criação.

    Esse versículo tem sido um grande problema nos círculos cristãos. Porque ele diz que Cristo é o primogênito de toda a criação, algumas pessoas pensam que Ele é o primeiro ser criado.

    Mas nosso Senhor Jesus é o Filho unigênito de Deus. Ele é gerado; não é criado. O que significa, então, dizer que Ele é o primogênito de toda a criação?

    Em nosso entendimento comum, primogênito é um termo relacionado ao tempo. Em uma família pode haver sete filhos, mas o primeiro a nascer é o primogênito. Esse é o uso comum da palavra.

    Se explicarmos “primogênito” em Colossenses 1:15 dessa maneira, concluiremos que nosso Senhor Jesus é o primeiro ser criado. Mas, ao lermos a Bíblia, descobrimos que o termo primogênito é usado de duas maneiras diferentes: uma segundo o tempo, e outra segundo a qualidade.

    O Dr. Lightfoot, um estudioso muito conhecido, disse que primogênito é usado na Bíblia para representar prioridade e soberania. Encontramos esse uso muitas vezes.

    Por exemplo, em Êxodo 4:22-23, Deus enviou Moisés para falar a Faraó:

    Israel é Meu filho, Meu primogênito.
    E Eu te disse: Deixa ir Meu filho, para que Me sirva.

    Naquele tempo, o Egito era um grande e antigo império. Israel era apenas um povo, e seus membros eram, na verdade, escravos no Egito. Ainda não existia uma nação de Israel. Mesmo assim, Deus disse: “Entre todas as nações, Israel é Meu primogênito”.

    Segundo o tempo, isso não se aplica. Só pode ser aplicado segundo a qualidade. Em outras palavras, Deus fez de Israel o primeiro entre as nações. Israel deveria ser o modelo da nação que Deus desejava. Tinha prioridade e soberania.

    Outro exemplo está em Salmos 89:27, onde Deus fala a respeito de Davi:

    Também farei dele o Meu primogênito,
    o mais elevado dos reis da terra.

    Antes de Davi, havia muitos reis nas nações, e, mesmo em Israel, Davi não foi o primeiro rei. Saul foi o primeiro rei. Ainda assim, Deus disse que Davi era o primogênito, o mais elevado dos reis da terra.

    Por quê? Porque Deus tomou Davi como modelo de realeza. Na história dos filhos de Israel, quando Deus menciona os reis de Judá, sempre os compara com Davi. Davi é a medida da realeza aos olhos de Deus. Ele tem prioridade e soberania.

    Essa era uma prática comum entre os filhos de Israel. No caso de Abraão, Ismael era o primogênito segundo o tempo. Mas, aos olhos de Deus, não era Ismael; era Isaque, porque Isaque tinha o direito de primogenitura.

    Mesmo no caso de Isaque, o primogênito segundo o tempo era Esaú. Contudo, não foi Esaú, mas Jacó, quem teve o direito de primogenitura. E, no caso de Jacó, o direito de primogenitura passou a José.

    Assim, na Bíblia, o termo primogênito é usado de duas maneiras diferentes: uma segundo o tempo, e outra segundo a qualidade.

    Aqui em Colossenses, nosso Senhor é o primogênito de toda a criação. O termo não é usado no sentido comum, porque Ele não é criado. Ele é gerado pelo Pai, gerado eternamente. Ele é antes de toda a criação.

    Se Ele é antes de toda a criação, então não é criado. Mas, em relação à criação, Ele tem prioridade e soberania. Isso é explicado no versículo seguinte.

    A Criação em Cristo, por Meio Dele e para Ele

    Paulo diz, em Colossenses 1:16:

    Porque Nele foram criadas todas as coisas.

    Na Bíblia em inglês, e também na Bíblia em chinês, os tradutores às vezes acham que esse versículo não faz sentido se o traduzirem conforme a redação original.

    Segundo o original grego, todas as coisas foram criadas Nele. Como todas as coisas podem ser criadas Nele? Isso não faz sentido para o nosso entendimento humano, por isso os tradutores procuram usar outras palavras, como “por Ele”. Na verdade, “por meio Dele” aparece mais adiante no versículo, mas a Escritura diz que todas as coisas foram criadas Nele.

    Isso explica Sua prioridade e soberania. De onde vêm todas as coisas? A própria ideia de todas as coisas — a ideia do céu, da terra e de tudo o que neles há —, de onde vem essa ideia? A ideia vem do nosso Senhor Jesus. Ela é concebida Nele.

    Quando vocês veem um edifício como este, antes de ele existir, é preciso que alguém tenha concebido a ideia. O arquiteto concebe um edifício em sua mente. A concepção do arquiteto está de acordo com sua natureza.

    Se ele é uma pessoa muito artística, o edifício que vê em sua mente será artístico, porque o edifício que se torna realidade é uma expressão do arquiteto.

    Então, irmãos e irmãs, de onde vem a ideia da criação? Tudo é concebido na mente do nosso Senhor Jesus. Tudo está Nele. Ele é o arquiteto do universo. Ele o projetou, e Seu projeto está de acordo com Sua natureza.

    É por isso que o salmista diz, em Salmos 19:1:

    Os céus declaram a glória de Deus;
    e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos.

    Tudo deve falar Dele. Tudo deve glorificá-Lo. Tudo é alguma expressão Dele mesmo. Todas as coisas são criadas Nele.

    A criação não apenas é concebida Nele; Ele também é Aquele que de fato constrói todas as coisas. A Bíblia diz que todas as coisas foram criadas por meio Dele. Ele não é apenas o arquiteto; também é o engenheiro. Ele é Quem realiza a obra.

    Além disso, todas as coisas são para Ele. Tudo é feito para Ele, porque Deus O constituiu herdeiro de todas as coisas. Ele é o dono de todo o universo. O universo é Sua herança, dada a Ele pelo Pai.

    Essa é Sua posição em relação à criação. Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem Nele.

    O que significa dizer que todas as coisas subsistem Nele? Significa que todas as coisas têm sua origem Nele. Antes Dele não há nada, mas Dele procedem todas as coisas. Todas as coisas são sustentadas e continuam a existir por meio Dele.

    Ele é Quem reúne todas as coisas em uma unidade. Se vocês O retirarem, todas as coisas se desintegrarão.

    Vocês se lembram de quando nosso Senhor Jesus foi crucificado. Ao meio-dia, quando o sol deveria estar brilhando com sua maior intensidade, vieram trevas sobre toda a terra, do meio-dia às três da tarde.

    Aquele que mantém todas as coisas unidas estava sendo crucificado. A terra começou a tremer, e as pedras começaram a se partir. Foi uma pequena indicação de que, se Cristo deixar de atuar, toda a criação se dispersará. Ela perderá sua harmonia e seu significado.

    Cristo é a plenitude da criação. Somente quando todas as coisas forem reunidas em Cristo a plenitude será manifestada.

    Isso nos mostra quem é Cristo. Ele não é apenas a plenitude de Deus; também é a plenitude de todas as coisas. Se vocês quiserem compreender qualquer coisa, seja no céu, seja na terra, sem o conhecimento de Cristo Jesus, não a compreenderão. Ele é o significado e a plenitude de todas as coisas.

    Cristo como Cabeça da Nova Criação

    Ele não é apenas a plenitude na antiga criação; também é a plenitude na nova criação. A Bíblia diz que Ele é a cabeça do corpo, da igreja.

    Depois que nosso Senhor Jesus subiu ao céu, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu sobre esta terra. Cento e vinte crentes estavam reunidos no cenáculo, em Jerusalém, orando.

    Quando o Espírito Santo desceu, em um só Espírito eles foram batizados em um só corpo. Esse foi o início do corpo místico de Cristo.

    Quando nosso Senhor Jesus veio a esta terra, o Verbo Se fez carne. Ele tomou sobre Si um corpo humano e, nesse corpo, viveu trinta e três anos e meio.

    Mas, depois de ressuscitar dentre os mortos, Ele foi para o céu. No dia de Pentecostes, tomou sobre Si outro corpo. É um corpo místico, um corpo coletivo. Todos os que pertencem ao Senhor são membros desse único corpo.

    Em um só Espírito, eles foram batizados em um só corpo, e Ele continuou a falar e a fazer. É isso que vemos no livro de Atos. Irmãos e irmãs, nesta nova criação, Ele é a cabeça, e a igreja é Seu corpo.

    Todas as riquezas da Cabeça são dadas ao corpo, e o corpo deve expressar as riquezas da Cabeça. Ele é a Cabeça, a autoridade, e a igreja deve fazer o que Ele ordena.

    Quando nos apegamos firmemente à Cabeça, todo o corpo se mantém unido, e seus membros servem uns aos outros. Haverá o crescimento de Deus no corpo.

    Mas, quando retiramos Cristo da posição de Cabeça e permitimos que outras coisas ou outras pessoas se tornem a cabeça, todo o corpo se desintegra. Cristo é a plenitude do corpo. Somente quando nos apegamos firmemente à Cabeça somos mantidos unidos, e haverá o crescimento de Deus no corpo.

    Ele é o princípio. Antes Dele não havia igreja. Ele disse, em Mateus 16:18:

    Edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Ele é o primogênito dentre os mortos. Novamente, esse termo, primogênito, não pode ser explicado segundo o tempo, porque, no Antigo Testamento, pessoas já haviam sido ressuscitadas dentre os mortos. Elias fez isso, e Eliseu também.

    Mesmo quando Cristo estava na terra, Ele ressuscitou o filho da viúva de Naim e ressuscitou Lázaro. Portanto, isso não pode ser entendido segundo o tempo.

    Aqui, primogênito é novamente usado segundo a qualidade. As outras pessoas que foram ressuscitadas dentre os mortos continuaram vivendo em corpos mortais e voltaram a morrer. Mas o Senhor disse, em João 11:25:

    Eu sou a ressurreição e a vida.

    Quando Ele ressuscitou dentre os mortos, assumiu um corpo espiritual, um corpo incorruptível. Ele é a ressurreição e a vida. Ele tem a prioridade e tem a soberania.

    Vocês se lembram de Romanos 8:29?

    Porque aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

    Aqui, novamente, primogênito é usado de uma maneira especial. Deus nos predestinou para sermos conformes à imagem de Seu Filho amado, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

    Em outras palavras, todos os que são conformados à Sua imagem começam a assumir Seu caráter. Ele Se torna o próprio modelo. Todos seremos semelhantes a Ele, e é nesse sentido que Ele é o primogênito.

    Se vocês lerem Hebreus 12:22-23, verão que não chegamos ao monte Sinai; chegamos ao monte Sião, à assembleia geral e à igreja dos primogênitos inscritos nos céus.

    O que é a assembleia dos primogênitos inscritos nos céus? Nessa assembleia há muitos primogênitos. Segundo o tempo, não se pode explicar isso. Cristo é o primogênito, e todos seremos semelhantes a Ele. Nós também somos primogênitos. É a assembleia dos primogênitos. Compartilhamos com Ele a herança, como coerdeiros.

    Está muito claro que o termo primogênito em Colossenses não pode ser explicado pelo tempo. A única maneira de explicá-lo é segundo a prioridade e a soberania.

    A Plenitude e a Preeminência de Cristo

    Por que a relação do nosso Senhor Jesus com Deus Pai é assim? Por que Sua relação com a criação é assim? Por que Sua relação com a nova criação também é assim?

    Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude habitasse Nele, para que Ele tivesse o primeiro lugar em todas as coisas.

    Já dissemos ontem que o primeiro lugar não significa simplesmente ser o primeiro, com outra pessoa em segundo e outra em terceiro. Primeiro significa tudo.

    Irmãos e irmãs, toda a plenitude — seja em relação a Deus, à criação ou à nova criação — está inteiramente em Cristo.

    Se Ele é a plenitude de tudo, como podemos alcançar qualquer plenitude fora Dele? O que o Senhor deseja é que tenhamos uma visão mais ampla do nosso Senhor Jesus, porque é assim que o Pai vê Seu Filho, e Ele quer que nós O vejamos da mesma maneira.

    Mas isso não é o fim. Quando o apóstolo Paulo foi a Corinto, estava decidido a nada saber, a não ser Jesus Cristo, e Este crucificado.

    Vimos Jesus Cristo, mas ainda não vimos Cristo crucificado. Nos versículos seguintes, a partir de Colossenses 1:20, vemos a obra do nosso Senhor Jesus.

    A Obra Reconciliadora de Cristo

    E que, por meio Dele, reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz; por meio Dele, digo, quer as coisas sobre a terra, quer as coisas nos céus.

    Aqui encontramos a obra do nosso Senhor Jesus. Quando falamos de Sua obra, geralmente pensamos apenas naquilo que diz respeito a nós. Contudo, vemos aqui que, por meio Dele, Deus reconcilia todas as coisas, quer as coisas sobre a terra, quer as coisas nos céus. Ele fez a paz pelo sangue da cruz.

    O sangue da cruz não apenas nos redime dos nossos pecados. O efeito do sangue da cruz é maior do que isso: alcança todo o universo. Traz paz a todas as coisas.

    O que é reconciliação? Reconciliação significa simplesmente trazer tudo de volta à harmonia. E isso é paz.

    Sabemos um pouco, embora não muito, que, em certo momento, a paz no céu foi quebrada porque Lúcifer, o arcanjo, se rebelou contra Deus.

    Embora ele tenha sido expulso do céu, de alguma forma ficou uma mancha, como se o sangue fosse necessário para purificar tudo. Assim, até as coisas nos céus precisam ser trazidas à harmonia, e é o sangue do nosso Senhor Jesus na cruz que realiza essa obra.

    Não apenas as coisas nos céus, mas também as coisas na terra precisam de reconciliação. Isso nós compreendemos um pouco melhor. Sabemos que nossos antepassados se rebelaram contra Deus e que, por causa do pecado do homem, toda a terra entrou em caos.

    Hoje, todas as coisas gemem por liberdade. Embora este mundo tenha sido corrompido, ele ainda é muito bonito. Mesmo assim, todas as coisas gemem. Se tivermos ouvidos espirituais, poderemos ouvir esse gemido.

    A criação está sob a escravidão da corrupção e da vaidade. Ela não desejou isso; foi o homem quem a colocou nessa condição. Por isso, a criação geme por libertação, pela manifestação dos filhos de Deus.

    Quando os filhos de Deus forem manifestados, a criação será liberta. Irmãos e irmãs, é o sangue do Senhor Jesus que reconcilia todas as coisas Consigo mesmo.

    Há algo significativo na tradução de Colossenses 1:20. Em muitas traduções, encontramos a expressão “reconciliar Consigo mesmo todas as coisas”. Mas a tradução de Darby usa uma forma reflexiva que se refere à própria plenitude.

    O que isso significa? Significa que todas as coisas serão reconciliadas com a plenitude. Deus quer reconciliar todas as coisas com Sua plenitude.

    Que restauração será essa! Um dia, tudo manifestará a plenitude de Deus. Os céus e a terra estarão em paz com a plenitude e falarão sempre da glória de Deus. Que dia será aquele!

    Essa é Sua obra, que alcança os céus e a terra.

    A Reconciliação e a Redenção da Humanidade

    E quanto a nós? Conosco, há um problema maior — um problema maior do que aquele que todas as coisas nos céus e na terra têm. Pelo sangue da cruz, todas as coisas nos céus e na terra serão reconciliadas, mas, no caso do homem, é necessário algo mais.

    E a vós, que outrora éreis alienados e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora Ele vos reconciliou
    no corpo da Sua carne, mediante a morte, para vos apresentar santos, sem mácula e irrepreensíveis perante Ele.

    Em outras palavras, não precisamos apenas do sangue do Senhor Jesus para nos purificar de todos os nossos pecados; também temos a natureza adâmica. Temos a carne em nós. Apenas perdoar nossos pecados não completará a obra.

    É necessário o corpo da carne do nosso Senhor Jesus. Ele morreu na cruz. Quando Ele morreu, nós morremos Nele e com Ele.

    Quando Ele ressuscitou dentre os mortos, nós ressuscitamos juntamente com Ele. Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em nós. O Espírito Santo continua a operar em nossa vida até que possa nos apresentar santos, sem mácula e irrepreensíveis.

    Irmãos e irmãs, aqui vocês veem a obra do nosso Senhor Jesus. Ele nos salvará plenamente, para que não sejamos apenas salvos, mas salvos até o fim — salvos para todo o propósito de Deus.

    Isso é o que Cristo é, e essa é Sua obra. Como podemos realmente receber uma obra assim?

    A Permanência na Fé

    O versículo seguinte diz: “Se é que”. Quando vocês encontram a palavra se na Escritura, ela tem um significado. Significa que agora estão entrando na questão da experiência.

    No âmbito da verdade, não há “se”. É somente quando se chega à experiência que há uma condição.

    Vimos quem é Cristo: Ele é a plenitude. Também vimos Sua obra: Ele é capaz de nos conduzir à Sua plenitude. Agora, como podemos entrar nela?

    Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, sem vos afastardes da esperança do evangelho que ouvistes.

    O problema dos colossenses era que não permaneciam firmes e enraizados em Cristo. Por isso, estavam sendo desviados.

    Há esta condição aqui: se realmente quisermos entrar na plenitude, precisamos permanecer. Então Deus realizará isso em nossa vida. Que o Senhor nos ajude.

    Oração Final

    Querido Senhor, nós Te louvamos e Te agradecemos por aquilo que Tu és. Tu és muito maior do que jamais imaginamos.

    Nós Te louvamos por Tua obra. Ela é muito maior do que jamais percebemos. Tu és a plenitude, e Tu és o caminho para a plenitude.

    Ó Senhor, abre nossos olhos, para que possamos ver-Te e ver o que tens feito, a fim de que Te busquemos de todo o coração, na fé e na esperança do evangelho.

    Não apenas por nós mesmos, mas por Ti, para que Teu propósito seja cumprido e Tua glória alcance sua plenitude. Pedimos no nome do nosso querido Senhor Jesus Cristo. Amém.