Por favor, abram no livro de Zacarias. Zacarias, capítulo 4. Vamos ler o capítulo inteiro.
E o anjo que falava comigo tornou a vir e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono.
E me disse: Que vês? E eu disse: Vejo, e eis um candelabro todo de ouro, com um reservatório em cima dele e as suas sete lâmpadas sobre ele; há sete tubos para cada uma das lâmpadas que estão em cima dele;
E junto a ele, duas oliveiras: uma à direita do reservatório e a outra à sua esquerda.
E respondi e falei ao anjo que falava comigo, dizendo: Que são estas coisas, meu senhor?
Então o anjo que falava comigo respondeu e me disse: Não sabes o que são estas coisas? E eu disse: Não, meu senhor.
Então respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel te tornarás uma planície; e ele trará a pedra de remate com aclamações: Graça, graça a ela.
E a palavra do Senhor veio a mim, dizendo: As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa; as suas mãos também a acabarão; e saberás que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós.
Pois quem desprezou o dia das pequenas coisas? Porque estes sete se alegrarão e verão o prumo na mão de Zorobabel; estes são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.
Então respondi e lhe disse: Que são estas duas oliveiras à direita do candelabro e à sua esquerda?
E respondi pela segunda vez e lhe disse: Que são estes dois ramos de oliveira junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si o azeite dourado?
E ele me respondeu e disse: Não sabes o que são estas coisas? E eu disse: Não, meu senhor.
Então ele disse: Estes são os dois filhos do azeite, que assistem junto ao Senhor de toda a terra.
Nosso tempo juntos nestas poucas manhãs será dedicado a este assunto do candelabro de ouro. Como mencionamos ontem de manhã, o candelabro de ouro é uma figura da igreja.
Vocês verão que ele está colocado no Lugar Santo. Isto é, está no mundo, mas separado do mundo. É feito de ouro puro — nada além de ouro. E o ouro representa a natureza de Deus.
Ele tem uma bela forma, porque esse é o projeto original de Deus para a Sua igreja. E é uma obra de ouro batido. Não é uma obra moldada, uma produção em massa, mas uma obra individual, pessoal, da mão de Deus sobre cada um de nós e também sobre todos nós como um todo: uma obra de ouro batido.
E não é um ornamento. Embora seja belo, tem uma finalidade prática. Um candelabro existe por uma única razão: sustentar a luz. Portanto, irmãos e irmãs, sabemos que esse é o projeto e o propósito originais de Deus para a Sua igreja.
No projeto de Deus, a igreja é uma bela obra. Ela é inteiramente de Deus, e nada nela provém dos homens. E existe para sustentar a glória de Deus na face de Jesus Cristo, para que o mundo venha, se prostre e adore a Deus. Foi isso que compartilhamos ontem de manhã.
Agora, nesta manhã, gostaríamos de continuar com a história do candelabro. Sabemos que, depois que Moisés recebeu a ordem de construir o tabernáculo e o candelabro, os filhos de Israel peregrinaram pelo deserto.
Depois de cerca de quarenta anos, finalmente chegaram à terra prometida. E não apenas estavam na terra prometida, mas, sob Davi e Salomão, vemos que um templo foi construído. Naturalmente, em certo sentido, na tipologia, isso fala do milênio.
Mas, infelizmente, vemos que os filhos de Israel não foram fiéis a Deus. Deus sempre foi fiel a eles. Deus sempre cumpriu a Sua promessa, mas os filhos de Israel não foram fiéis. Eles se afastaram de Deus. Cometeram abominações aos olhos de Deus. Adoraram ídolos.
Embora Deus lhes enviasse os Seus profetas e os advertisse repetidas vezes, por fim os filhos de Israel, por causa do seu pecado, foram levados ao cativeiro babilônico. Jerusalém foi destruída. O templo foi destruído. Naturalmente, tudo o que havia no templo foi destruído. Os filhos de Israel estavam na terra do cativeiro. Parecia que tudo havia chegado a um fim trágico.
Mas Deus é um Deus fiel. Vocês verão que, na misericórdia de Deus — não porque os filhos de Israel tivessem mudado, mas porque Deus é misericordioso —, Ele não muda. Ele Se lembrou da Sua promessa a Abraão.
Assim, em Sua misericórdia, Deus abriu a porta para que os filhos de Israel voltassem a Jerusalém a fim de reconstruir a casa de Deus. Creio, irmãos e irmãs, que vocês conhecem a história: quando o decreto de Ciro foi promulgado, qualquer pessoa que desejasse voltar a Jerusalém para construir a casa de Deus poderia voltar.
Mas, novamente, vemos que, infelizmente, apenas um remanescente voltou. A maioria estava contente e satisfeita em viver na terra do cativeiro. Por quê? Porque, durante aqueles setenta anos, lhes foi concedida bastante liberdade. Embora não fossem completamente livres, tinham um grau considerável de liberdade.
Podiam desenvolver seus negócios. Podiam comprar terras e construir suas casas. Mais do que isso, tinham até permissão para adorar a Deus. Como já não tinham o templo, inventaram aquela engenhosíssima instituição religiosa: a sinagoga. Assim, adoravam a Deus nas sinagogas por toda a terra do cativeiro.
Estavam tão satisfeitos com a vida que levavam. Tinham tudo o que desejavam. Por isso, apenas um remanescente estava disposto a deixar suas raízes para trás e voltar a Jerusalém, uma cidade em ruínas, e ali reconstruir o templo de Deus.
Em outras palavras, esse remanescente não vivia para si mesmo. Vivia para a glória de Deus. Vivia para o nome de Deus, para os interesses de Deus. Por isso, voltaram a Jerusalém para reconstruir o templo.
Foi durante esse período que surgiu esta profecia de Zacarias. Isso aconteceu cerca de mil anos depois da construção do tabernáculo. Aqui vemos um pequeno remanescente. Voltaram em fraqueza. Procuraram reconstruir a casa de Deus, restaurar o nome de Deus e o testemunho de Deus no mundo.
Durante esse período, naturalmente, ficaram desanimados, porque estavam cercados de inimigos e eram ameaçados por eles. A obra ficou paralisada por vários anos. Então Deus levantou dois profetas: Ageu, um homem idoso, e Zacarias, um jovem. Por meio de suas profecias, as mãos dos filhos de Israel foram fortalecidas, e eles começaram a reconstruir e concluíram o templo. Esse é o contexto.
Certa noite, Deus deu a Zacarias uma série de visões. Foi uma noite muito movimentada. Vocês verão que Deus revelou o Seu pensamento a respeito do Seu povo a esse jovem, o profeta Zacarias. Depois de receber várias visões, ele adormeceu.
Sabem, isso é muito estranho, porque pensaríamos que ele ficaria tão empolgado que não conseguiria mais dormir. Mas, pelo contrário, depois de ter visto uma série de visões, ele adormeceu. Por quê? Porque a capacidade humana é sempre limitada.
Sabem, isso não aconteceu apenas com Zacarias; aconteceu também com Pedro, João e Tiago. O Senhor os levou ao monte da transfiguração. Que visão deve ter sido aquela! Certamente seus olhos estariam bem abertos, mas vemos que eles adormeceram.
Novamente, vemos que o Senhor os levou ao jardim do Getsêmani. Era um momento de tremenda importância, mas eles não conseguiram vigiar nem por um momento. Adormeceram outra vez. A capacidade humana é tão limitada. Como precisamos pedir ao Senhor que aumente a nossa capacidade para Ele!
Mas, de qualquer maneira, vemos que, embora o profeta fosse limitado, Deus é ilimitado, e Deus ainda não havia terminado a Sua revelação. Por isso, Ele despertou o profeta. O anjo disse: “Agora, o que você vê?” E Zacarias disse:
Vejo, e eis um candelabro todo de ouro.
Agora, irmãos e irmãs, sabemos que Zacarias vinha de uma família sacerdotal. Como alguém que nasceu e foi criado numa família sacerdotal, naturalmente ele havia sido ensinado e instruído nas coisas do templo e nos serviços do templo.
Embora não pudesse servir no templo, porque o templo havia sido destruído, ele estivera na terra do cativeiro e voltara para procurar reconstruí-lo. Ainda assim, vemos que conhecia tudo o que havia no templo. Portanto, quando viu um candelabro todo de ouro, sem dúvida se lembrou imediatamente de que era uma peça do mobiliário do templo. Tinha relação com a restauração da casa de Deus e com a restauração do testemunho de Deus. Isso estava claro para ele.
Esse candelabro todo de ouro não foi descrito. Vemos alguns acréscimos ali, mas, quanto ao candelabro em si, não foi descrito. Por quê? Porque não havia necessidade de descrevê-lo novamente. Zacarias sabia, em seu coração, como aquele candelabro deveria ser.
Era um candelabro todo de ouro. Tinha uma bela forma. Possuía sete braços, cálices, botões e flores, e havia sete lâmpadas sobre ele. Zacarias conhecia tudo isso. Portanto, não havia necessidade de o anjo lhe descrever aquele candelabro de ouro.
Irmãos e irmãs, creio realmente que há algo muito importante aqui. Embora mil anos tivessem passado, no que diz respeito ao propósito de Deus, Ele não havia mudado coisa alguma. Seu projeto original do candelabro permanecia intacto.
Ele não muda com a passagem do tempo. Não muda porque a condição do povo de Deus mudou. Deus não rebaixa o Seu padrão para tentar encontrar os homens no nível deles, nem procura alterar a própria estrutura e a beleza daquele candelabro. Não.
Aquilo que Deus determinou que a igreja fosse é o que ela deve ser, e é o que ela sempre será. Deus nunca rebaixa esse padrão de maneira alguma. Portanto, vemos que o projeto original continua ali.
Creio que isso é muito importante. Por quê? Porque, nos dias de Zacarias, eles voltaram a Jerusalém, e ela estava em ruínas. Procuraram reconstruir o templo e foram atacados pelos inimigos. Retomaram a obra de construção do templo, mas estavam em tamanha fraqueza.
Enquanto trabalhavam no templo, estavam realmente desanimados em seu coração, porque sentiam que ele nunca poderia ser o mesmo. Sentiam que jamais recuperaria aquela glória. Perguntavam a si mesmos se valia a pena reconstruir aquela casa.
Contudo, aqui vemos que Deus revelou a Zacarias que, não importando o que acontecesse, não importando a aparência, as circunstâncias, o ambiente ou o que as pessoas sentissem a respeito, no que diz respeito a Deus, Seu projeto original permanecia o mesmo. Essa foi a visão dada a Zacarias. Que encorajamento deve ter sido!
Queridos irmãos e irmãs, ao olharmos para a igreja hoje, pergunto-me se sentimos que há alguma esperança. Quanto mais vocês conhecem a igreja, quanto mais conhecem as situações, penso que menos fé têm de que ela algum dia se tornará aquilo que Deus deseja que seja.
Precisamos de uma visão. Precisamos de uma visão do projeto original de Deus. Se virmos o projeto original de Deus e soubermos que Deus é um Deus que permanece o mesmo, e que aquilo que Ele projetou é o que Ele terá, como isso nos encorajará! Isso nos dará força. Isso nos dará fé para prosseguir e continuar.
Posso colocar desta maneira? No que diz respeito a Deus, quando Ele projeta algo, Ele já o tem. Não precisa esperar milhares de anos para tê-lo, porque, para Deus, o fator tempo não está envolvido.
Assim que Ele o projeta, já o tem. Em outras palavras, Ele já tem aquela coisa bela. Já tem a igreja gloriosa. Ela já está ali com Ele. Mas, no que diz respeito a nós, ela ainda não está presente, e a nossa esperança é que, gradualmente, venha a estar.
Nós trabalhamos em direção a isso; Deus sempre trabalha a partir disso. Ele trabalha a partir disso, e nós trabalhamos em direção a isso. Como precisamos ver essa visão — a visão do projeto original de Deus, aquele candelabro de ouro, tal como Deus o projetou no princípio!
Mas vemos que, nessa visão do candelabro todo de ouro, há alguns acréscimos. Há um grande reservatório em cima do candelabro e duas oliveiras — uma à direita e a outra à esquerda. Há dois tubos ligados àquele reservatório.
Daquele reservatório saem sete tubos para as sete lâmpadas. Agora, no original, não se trata de um tubo para cada lâmpada. Na verdade, são sete tubos para cada uma das sete lâmpadas — quarenta e nove tubos. Portanto, vemos que todos esses tubos saem do reservatório e chegam às lâmpadas. Esses são os acréscimos.
Naturalmente, Zacarias logo os percebeu. Por isso, começou a fazer perguntas. Perguntou ao anjo: “Que são estas coisas, meu senhor?” Ele conhecia o candelabro de ouro, mas não entendia o reservatório, os tubos, os condutos e as árvores.
O anjo disse: “Você não entende?” Em outras palavras, ele deveria entender. Era lento para compreender. Agora, irmãos e irmãs, nós somos assim.
Quando nosso Senhor Jesus estava na terra, isso acontecia com frequência com os Seus próprios discípulos. O Senhor dizia alguma coisa, talvez uma parábola, e os discípulos vinham e diziam: “Senhor, o que Tu queres dizer com esta parábola?” O Senhor dizia: “Vocês ainda não entendem?”
Ainda hoje somos assim. Também somos lentos para compreender. Deveríamos entender. Deveríamos conhecer a mente de Cristo, mas somos lentos. Então, aqui, o anjo disse: “Está bem, vou explicar a você.”
Mas, antes de explicar o reservatório e as duas oliveiras, ele deu a Zacarias uma mensagem geral. Toda essa visão do candelabro de ouro, com seu reservatório, condutos, tubos e árvores, contém uma mensagem. Há uma mensagem abrangente, uma mensagem geral.
Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Na primeira visão do candelabro de ouro no tabernáculo, Deus nos revela o Seu projeto original e também a sua função. Um candelabro existe para sustentar a luz. Sua função é difundir a luz.
Mas aqui, nessa visão do candelabro todo de ouro, vemos que a ênfase mudou — ou, posso dizer, aumentou. A ênfase está no suprimento: no suprimento.
Vocês podem ter o candelabro. Tudo pode ter sido construído em ordem, segundo o modelo mostrado no monte. Podem até colocar o candelabro no Lugar Santo. Mas, se não houver azeite, se não houver suprimento, de que serve aquele candelabro? Ele não cumpre a sua finalidade.
Portanto, aqui vemos que é importante não apenas construir o candelabro segundo o modelo; mesmo depois de tudo ter sido construído segundo o modelo, ainda é necessário haver suprimento. É preciso ter o azeite para que ele cumpra o propósito para o qual Deus o criou.
Queridos irmãos e irmãs, é muito importante que a igreja seja edificada segundo o modelo. Algumas pessoas dizem: “Bem, onde está o modelo?” Vocês dizem: “O modelo está no Novo Testamento. Leiam o livro de Atos e as epístolas, descubram o modelo, tomem esse modelo, reproduzam-no, e isso será a igreja.”
Agora, já mencionamos que vocês não podem fazer isso. Mesmo que consigam edificar a igreja segundo o modelo, ela ainda não funciona se não houver ali o suprimento do azeite. Portanto, essa questão do suprimento é absolutamente essencial.
Aqui vemos o princípio do suprimento espiritual, ou o princípio espiritual do suprimento. De onde vem o suprimento?
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.
Nosso irmão já mencionou isso ontem à noite. Quero apenas enfatizá-lo novamente, só isso. Vocês pensariam que, na construção da casa, na restauração do testemunho, certamente são necessários força e poder. Sem força e poder, como realizar uma obra tão tremenda?
Mesmo para fazer uma pequena obra, vocês precisam de alguma força e de algum poder, quanto mais para restaurar a casa de Deus e restaurar o testemunho de Deus nesta terra. Parece que seriam necessários um poder tremendo e uma força tremenda.
Quando Salomão construiu o templo, havia força e havia poder. Salomão era rei. Tinha grande influência, não apenas sobre toda a nação, mas sobre outras nações. Podia pedir ajuda até a outras nações para cortar as árvores e lavrar as pedras. Tinha influência. Tinha força.
Naturalmente, também tinha poder — não apenas mão de obra, mas também poder financeiro. Assim, em Salomão, vemos grande poder e grande força. Não é de admirar que tenha construído um templo tão grandioso, esplêndido, maravilhoso e majestoso.
Mas aqui vemos esse remanescente, um pequeno grupo de pessoas. Não tinham influência. Não tinham poder. Sua capacidade era tão limitada. Seus recursos eram tão limitados.
Enquanto se dedicavam a essa obra, provavelmente lhes passava pela mente: “Ah, se pudéssemos encontrar alguma força, se pudéssemos encontrar algum poder, se pudéssemos encontrar ajuda em algum lugar, isso nos permitiria terminar o nosso trabalho.”
A mensagem do Senhor para eles é:
Não por força, nem por poder.
Na verdade, como nosso irmão mencionou ontem à noite, na obra de Deus, em qualquer coisa espiritual, em qualquer coisa de valor eterno, o poder humano e a força do homem apenas interferem, corrompem e destroem a obra de Deus, em vez de edificá-la.
É importante reconhecer isso. Infelizmente, somos tão enganados pelo nosso orgulho. Pensamos que temos a força. Pensamos que temos o poder. Queremos usar nossa engenhosidade humana, nossa inteligência, nossa personalidade — nossa personalidade dinâmica.
Procuramos usar nossa experiência, nossa experiência mundana, nosso conhecimento, nossa habilidade, nossa influência e nossos relacionamentos. Procuramos usar todas essas coisas para edificar a casa de Deus e restaurar o Seu testemunho.
O resultado é o que temos hoje. É isso que vemos no cristianismo hoje. Estamos ajudando Deus com força e poder, e destruímos aquilo que Deus deseja ter.
É uma bênção descobrirmos que não temos força e não temos poder quando se trata das coisas de Deus. Mesmo que tenhamos alguma força e algum poder na esfera humana, queridos irmãos e irmãs, isso precisa passar pela morte.
A menos que deixemos essas coisas de lado e não nos apoiemos nem confiemos nelas, a menos que estejamos dispostos a permitir que a cruz as elimine e a nos tornarmos pessoas inteiramente sem recursos e sem esperança em nós mesmos diante de Deus, a menos que cheguemos ao ponto em que não somos nada nem ninguém, sem nada que possamos fazer — queridos irmãos e irmãs, o nosso fim é o começo de Deus.
Portanto, aqui vemos que o Senhor diz:
Não por força, nem por poder.
Como isso será edificado? Como será restaurado?
Pelo Meu Espírito.
O Espírito Santo de Deus é a força e o poder para a reconstrução da casa de Deus e para a restauração do testemunho de Jesus.
Vemos em Gênesis 1 que, no princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra tornou-se sem forma, vazia, arruinada, coberta de água e em trevas. Então a Escritura diz que o Espírito de Deus pairava sobre a face do abismo. Pela atuação do Espírito de Deus, a terra foi restaurada.
O Espírito de Deus é a força e o poder de Deus.
Isaías 11:2:
E repousará sobre Ele o Espírito do Senhor,
o Espírito de sabedoria e de entendimento,
o Espírito de conselho e de fortaleza,
o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.
Aqui vemos a plenitude sétupla do Espírito. O Espírito é a força e o poder de Deus. É pelo Espírito de Deus que tudo o que é de Deus está sendo realizado.
Pensem em nosso Senhor Jesus. Mesmo enquanto estava na terra, vemos que Ele nasceu do Espírito. O Espírito Santo cobriu com Sua sombra o ventre de uma virgem, e nasceu o Ente Santo.
Ele não apenas nasceu do Espírito, mas, quando foi batizado aos trinta anos de idade, o Espírito Santo veio do céu como uma pomba — não apenas vindo sobre Ele, mas estabelecendo Nele a Sua morada. Em outras palavras, o Espírito Santo habitou em nosso Senhor.
Ele foi tentado e, quando voltou vitorioso, a Escritura diz que estava cheio do poder do Espírito Santo. Quando começou a pregar, abriu em Isaías e disse:
O Espírito do Senhor está sobre Mim.
Isso se cumpriu hoje.
Durante toda a vida de nosso Senhor Jesus, foi pelo poder do Espírito Santo que Ele viveu e trabalhou. Quando ofereceu a Si mesmo a Deus como oferta, foi pelo Espírito eterno. Tudo em nosso Senhor Jesus era pelo Espírito.
Foi pelo Espírito que Ele fez a vontade de Deus. Foi pelo Espírito que realizou a obra da redenção. Foi ressuscitado dentre os mortos pelo Espírito de santidade. Portanto, irmãos e irmãs, na vida e na obra de nosso Senhor Jesus, tudo foi pela força e pelo poder de Deus na Pessoa do Espírito Santo.
Olhem para os apóstolos: a mesma coisa. O poder do alto, o Espírito Santo, veio sobre eles, e foram cheios do Espírito Santo. Foi pelo Espírito, sob a direção e o controle do Espírito Santo, que realizaram a obra que Cristo lhes havia ordenado fazer.
Ao longo dos séculos, vemos a mesma coisa, e ainda hoje. Portanto, irmãos e irmãs, aqui temos:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.
Essa é a mensagem daquela visão.
O suprimento espiritual para a restauração da igreja e do seu testemunho é o Espírito Santo. Ele é a força e Ele é o poder. É muito melhor que saiamos do caminho, para que Ele possa realizar a obra para a qual foi enviado.
Que consolo isso deve ter sido para Zacarias! Provavelmente Zacarias, sendo jovem, olhava ao redor e pensava: “Bem, onde está a força? Onde está o poder? Como Tu vais terminar a obra?”
E aqui o Senhor disse: “Não, não procure força nem poder. Meu Espírito está presente. Porque Meu Espírito está trabalhando, o templo será reconstruído, e a pedra de remate será colocada sobre ele. Eles aclamarão: ‘Graça, graça a ela.’”
Em outras palavras, tudo é graça. Quando o Espírito está trabalhando, é graça. Não é o trabalho de vocês. Nosso trabalho é a obra da carne. Mas, quando o Espírito trabalha, é graça. Ela nos é concedida gratuitamente, abundantemente, a todos nós.
Os sete olhos sobre a pedra — vocês sabem que a pedra, naturalmente, é Cristo. Os olhos são o Espírito em Sua plenitude sétupla. Aqui vemos que Ele percorre toda a terra para assegurar que a obra seja concluída.
Queridos irmãos e irmãs, não apenas vemos ali o projeto original de Deus, que Ele jamais mudará, mas também vemos que Deus providenciou o poder e a força para cumprir esse desejo.
Se depender da nossa força e do nosso poder, há uma grande possibilidade — e penso que não apenas uma possibilidade, mas quase uma certeza — de fracassarmos. Mas, se depender do Espírito Santo, vocês acham que Ele fracassará?
Vocês acham que a igreja não será edificada como uma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante? Acham que a igreja nunca será santa e irrepreensível, de modo que possa corresponder plenamente a Cristo, nosso Senhor?
É mais do que uma possibilidade; é uma certeza. Certamente, porque não depende de vocês nem de mim. Depende do Espírito Santo, e o Espírito Santo foi enviado a esta terra para realizar essa obra. Certamente, Ele não fracassará. Ele a concluirá.
Oh, irmãos e irmãs, que segurança isso nos dá! Essa é a segurança da nossa fé e da nossa confissão.
Depois de o anjo dar essa mensagem a Zacarias, ainda não havia explicado o que Zacarias perguntara. Zacarias estava curioso a respeito das duas oliveiras. Por isso, depois de o anjo ter dado a mensagem, Zacarias disse: “Bem, e aquelas duas oliveiras? Você ainda não as explicou.”
Ele estava tão ansioso para saber que perguntou pela segunda vez: “E esses dois ramos de oliveira, com os tubos que conduzem àquele ouro? E isso?”
Penso que os jovens são mais curiosos, e Zacarias, sendo jovem, era muito curioso. Isso é bom. Espero que não percamos esse senso de curiosidade, porque, quando vocês perdem a curiosidade, acabou. Não crescerão mais.
Então, aqui vemos Zacarias perguntando: “E aquelas duas oliveiras?” O anjo disse: “Você não sabe que essas duas oliveiras são os dois filhos do azeite que estão diante do Senhor?”
As árvores, na Escritura, estão sempre relacionadas ao homem. No jardim do Éden, havia a árvore da vida e também a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Sabem, em Juízes 9 há uma bela parábola sobre as árvores. Gideão, aquele grande libertador que Deus levantou para libertar os filhos de Israel, havia morrido. Abimeleque, filho de sua concubina, conspirou com a cidade de Siquém. Mataram todos os filhos de Gideão, setenta deles, e ele se proclamou rei.
Mas o filho mais novo escapou. Quando foram a Siquém para ungir Abimeleque como rei, Jotão soube disso. Então foi ao monte Gerizim e ali contou uma parábola. Gosto muito dessa parábola, porque é uma bela parábola.
Juízes 9:8-15:
Foram certa vez as árvores ungir para si um rei;
e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.
Mas a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura,
com a qual por mim honram a Deus e aos homens,
para ir agitar-me sobre as árvores?
Então as árvores disseram à figueira: Vem tu e reina sobre nós.
Mas a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura e o meu bom fruto,
para ir agitar-me sobre as árvores?
Então as árvores disseram à videira: Vem tu e reina sobre nós.
Mas a videira lhes disse: Deixaria eu o meu vinho novo,
que alegra a Deus e aos homens,
para ir agitar-me sobre as árvores?
Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós.
E o espinheiro disse às árvores: Se em verdade me ungis rei sobre vós,
vinde e refugiai-vos debaixo da minha sombra;
e, se não, saia fogo do espinheiro
e consuma os cedros do Líbano.
Portanto, aqui novamente vemos que as árvores são figuras dos homens. A imagem da árvore está sempre relacionada ao homem. Aqui vemos que essas duas árvores, as oliveiras, são os dois filhos do azeite. São dois homens — filhos do azeite.
Naturalmente, na aplicação imediata, essas duas árvores representam Zorobabel e Josué. Na aplicação mais distante, representam, em Apocalipse 11, os dois homens que Deus envia aos filhos de Israel no tempo da angústia de Jacó. Alguns dizem que são Moisés e Elias. Esses são os dois filhos do azeite, as duas oliveiras que estão diante do Senhor.
Espiritualmente, essas duas árvores representam, ao longo das eras, aqueles que fornecem azeite à igreja. São chamados filhos do azeite.
Quando usamos a palavra “filhos” ou “filhas”, sabemos que ela aponta para filhos e filhas crescidos. Quando cremos no Senhor Jesus, somos bebês em Cristo. Temos a nova vida em nós, mas somos bebês. Como bebês, precisamos receber suprimento, em vez de fornecê-lo.
Mas, quando crescemos, quando nos tornamos homens e mulheres adultos, quando chegamos à maturidade como filhos e filhas, irmãos e irmãs, vemos que somos capazes de assumir responsabilidades. Somos capazes de compartilhar responsabilidades e de fornecer suprimento, em vez de apenas recebê-lo.
Assim, aqui vemos essas duas oliveiras. São árvores, árvores crescidas, e são oliveiras. Quando as azeitonas são produzidas, são prensadas no lagar. Do esmagamento dessas azeitonas flui azeite, e esse azeite é usado no templo para acender as lâmpadas do candelabro de ouro.
Sabem, queridos irmãos e irmãs, na velha criação Deus trabalhou somente pelo Seu Espírito. Deus não recebeu ajuda do homem, porque o homem ainda não estava ali.
Mas, curiosamente, na nova criação, Deus estabeleceu uma regra para Si mesmo. Em certo sentido, Deus impõe um limite a Si mesmo. Ele determina que, na nova criação, não trabalhará sozinho, embora tenha todo o poder para realizar a obra. Embora o Espírito Santo seja o mesmo Espírito de poder e força, Deus determinou que não fará isso sozinho. Ele quer fazê-lo conosco e por meio de nós.
Por que Ele decide fazer isso, não sabemos. Mas somos agradecidos por isso. Somos gratos por isso. Isso é amor.
Ele pode perfeitamente fornecer o azeite diretamente, porque o azeite é o Espírito Santo. Contudo, vemos que Ele não fornece o Espírito Santo diretamente ao candelabro, às lâmpadas. Ele fornece o azeite por meio das duas oliveiras.
Queridos irmãos e irmãs, como a igreja recebe o suprimento do Espírito Santo para cumprir sua função de revelar e manifestar ao mundo a glória de Deus na face de Jesus Cristo? Vemos que Deus faz isso por meio das oliveiras.
Dois é o número do testemunho. É a pluralidade mínima. Não é por meio de um homem. Não, é por meio de dois.
Onde dois ou três estão reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.
Portanto, dois é o número do testemunho. Pode ser mais de dois, mas aqui serve como modelo. É por meio de alguns que cresceram em Cristo, que estão cheios do Espírito Santo — não apenas cheios do Espírito Santo, mas como se produzissem o azeite.
Agora, irmãos e irmãs, na verdade eles não o produzem, mas, de certa forma, produzem. Aqui está algo a respeito do qual quero que vocês me corrijam, se eu estiver errado. Ao meditar nisso, de algum modo sinto que há uma diferença entre ser enchido com o Espírito e ser pleno do Espírito Santo.
Ser enchido com o Espírito Santo é uma condição ou uma experiência. Ser pleno do Espírito é um estado; é uma condição estabelecida.
Vocês se lembram de que, em Mateus 25, as cinco virgens prudentes não apenas tinham azeite em suas lâmpadas para mantê-las acesas, mas também tinham azeite em recipientes adicionais. Levavam consigo recipientes, e a finalidade do recipiente era armazenar azeite. Assim, quando o azeite acabasse, poderiam acrescentar azeite à lâmpada.
As virgens insensatas tinham lâmpadas com azeite, e elas estavam acesas, mas também tinham recipientes. De alguma maneira, foram espertas demais — espertas segundo o mundo. Em vez de colocar azeite neles, provavelmente colocaram outra coisa. Pensaram que essa outra coisa era mais importante. Mas o tempo mostraria.
Aqui vemos uma ilustração. Nós, como crentes, não apenas temos o Espírito Santo; todo crente tem o Espírito Santo dentro de si. Quando vocês creem no Senhor Jesus, não apenas nascem do Espírito, mas o Espírito Santo vem e habita em seu novo espírito.
Portanto, o Espírito Santo testifica com o nosso espírito, clamando: “Aba, Pai.” Todo crente tem o Espírito Santo dentro de si, mas nem todo crente está cheio do Espírito Santo.
Alguns crentes estão cheios do Espírito Santo. Seu recipiente está cheio do Espírito. Outros têm seu recipiente cheio de outra coisa. Precisamos esvaziar-nos para sermos cheios do Espírito.
Em Efésios, está escrito:
Enchei-vos do Espírito Santo.
O que isso realmente significa é: “Sejam constantemente cheios do Espírito Santo.” Ou, colocando de outra maneira, estejam sempre sob o controle e o governo do Espírito Santo. É isso que significa ser cheio do Espírito Santo.
Não se trata de ser cheio do Espírito Santo apenas uma vez a cada vários anos. Frequentemente ouvimos as pessoas dizerem: “Ele é uma pessoa cheia do Espírito.” Por quê? Porque cinco anos atrás teve uma experiência. Mas não sabemos qual é a sua condição atual.
Precisamos ser constantemente cheios do Espírito Santo. Precisamos viver sempre sob o governo do Espírito Santo. Isso é ser cheio do Espírito Santo.
Mas aqui vemos um recipiente que contém o azeite. Em Zacarias, porém, vemos uma árvore. Qual é a diferença entre uma árvore e um recipiente? Um recipiente é — não gosto de usar essa palavra — morto. Mas uma árvore é algo vivo. Uma árvore é algo vivo.
À medida que essa árvore cresce, produz azeitonas. À medida que as azeitonas são esmagadas, produzem azeite. Pergunto-me se há uma diferença aqui.
Ser cheio do Espírito Santo, estar constantemente sob o controle do Espírito Santo, é importante. Mas, se vocês forem constantemente cheios do Espírito Santo, isso resultará em algo mais profundo.
Em outras palavras, vemos que o Espírito Santo, que está no controle de vocês, trabalhará de tal maneira em sua vida e os transformará de glória em glória, que o Espírito Santo e o espírito de vocês se unirão em um só espírito.
Sabem, quando lemos 1 Coríntios 7, como nosso irmão Watchman Nee costumava nos dizer, ali está o ponto mais elevado da experiência espiritual de Paulo.
Por quê? Porque, ao falar sobre casamento, sobre virgens, sobre um novo casamento e coisas semelhantes, vemos que às vezes ele dizia: “Isto é o que o Senhor disse”, segundo o Senhor. Em outras ocasiões, dizia: “Sou eu quem diz, não o Senhor. Isto é o que penso.”
Mas, sendo alguém que havia recebido graça de Deus durante todos aqueles anos, ele disse: “Este é o meu parecer, mas creio que vem de Deus.” Em outras palavras, aqui vemos um homem que vivia tão perto de Deus, que estava de tal modo sob o controle do Espírito Santo e que se entregava tão completamente, que o seu espírito e o Espírito Santo pareciam estar unidos em um só espírito.
Ele disse: “Sou eu quem diz, mas creio que é o Senhor.”
Agora, essas são árvores — oliveiras. Até os teólogos concordam que, ao ler Romanos 8, é muito difícil distinguir o Espírito Santo do espírito humano.
Em Romanos 8, a palavra “espírito” aparece por todo o capítulo. Mas, no original, “espírito” não é distinguido por uma letra maiúscula ou minúscula. São os tradutores que procuram discernir onde colocar o “E” maiúsculo para se referir ao Espírito Santo e onde deixar o “e” minúsculo para se referir ao espírito humano.
Mas vemos controvérsia em torno de toda essa questão, porque eles acham difícil — muito difícil — distinguir onde começa o Espírito Santo e onde começa o espírito humano, ou onde um termina. Parece que ambos fluem juntos.
Irmãos e irmãs, para mim, sinto que essa é a oliveira. Vocês crescem tanto no Senhor, que o Espírito de Deus exerce tamanho controle, e o espírito de vocês está em tamanha união, harmonia e submissão, que é como se do seu interior fluíssem rios de água viva.
Foi isso que o Senhor disse em João 7. Ele disse:
Quem crê em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.
Ele Se referia ao Espírito Santo, porque o Espírito Santo ainda não havia vindo; Jesus ainda não havia sido glorificado.
Queridos irmãos e irmãs, é disso que a igreja precisa hoje. Precisamos de irmãos e irmãs que estejam diante do Senhor, que vivam diante do Senhor e que esperem no Senhor.
Precisamos daqueles que assumem a posição de escravos do Senhor, aguardando a vontade de Deus e esperando para fazer a Sua vontade; daqueles que são plenamente maduros e plenos do Espírito Santo. Esses homens e mulheres fornecem azeite à lâmpada. Como precisamos dessas pessoas!
Quando a igreja primitiva escolheu sete para servir às mesas, poderíamos pensar que servir às mesas é algo que qualquer pessoa pode fazer. Mas não. Servir às mesas é um ministério à igreja. Essas pessoas precisavam ser plenas do Espírito Santo.
Estêvão era pleno do Espírito Santo. Filipe era pleno do Espírito Santo. Não era apenas que haviam experimentado o Espírito Santo; eram plenos do Espírito Santo. Por causa disso, vemos que podiam servir às mesas.
Vocês pensariam que, se eram plenos do Espírito Santo, certamente deveriam ministrar a palavra. Mas não: é preciso ser pleno do Espírito Santo para servir às mesas.
Outra coisa: observem que essas duas oliveiras abastecem o reservatório. O que surpreendeu Zacarias foi que, dessas duas oliveiras, ouro era derramado pelos tubos no reservatório — não azeite, mas ouro.
Quando os tubos o levam do reservatório às lâmpadas, ele se torna azeite novamente. Vocês sabem por quê? Porque o Espírito Santo em nós tem a finalidade de glorificar Cristo.
O Espírito Santo em nós tem a finalidade de nos transformar segundo a imagem de Cristo. O Espírito Santo tem a finalidade de formar em nós o caráter de Cristo. Portanto, quando isso sai de nós, é ouro. É a vida, a vida divina, o caráter divino de Cristo.
Irmãos e irmãs, é isso que o Espírito Santo está fazendo em cada um de nós. Ele está formando Cristo em nós. Portanto, aquilo que é derramado, aquilo que vocês fornecem, é Cristo. Não é o Espírito Santo, por assim dizer; é Cristo.
Mas, quando vocês fornecem Cristo à igreja, o que a igreja recebe é o Espírito Santo, porque o Espírito Santo que habita em nós está trabalhando em nós para que Cristo também seja formado nos outros.
Além disso, vemos que essas duas oliveiras derramam o que há dentro delas em um reservatório comum. Não é que cada lâmpada tenha um pequeno reservatório debaixo dela. Vemos um único reservatório comum, e todas derramam nele.
Não é que uma oliveira abasteça um reservatório para uma lâmpada, e outra oliveira abasteça outro reservatório para outra lâmpada. Não, vemos que todas derramam no reservatório comum.
Em outras palavras, tudo aquilo que o Espírito Santo produz em nós — Cristo — deve ser fornecido a toda a igreja. É a herança de toda a igreja.
Não é que Pedro forneça aquilo que Deus lhe deu e estabeleça uma igreja de Pedro. Ou que Paulo use aquilo que Deus lhe forneceu e estabeleça uma igreja paulina. Ou que Apolo estabeleça uma igreja de Apolo. Não, vemos que todos derramam no reservatório comum.
Então, daquele reservatório, o suprimento vai para as sete lâmpadas. Vemos sete tubos para cada lâmpada. Em outras palavras, há suprimento abundante. É um suprimento contínuo e abundante.
Vejam, não é como no tabernáculo, onde os sacerdotes vinham à noite e, da noite até a manhã, forneciam o azeite e cuidavam das lâmpadas. Aqui vemos um suprimento contínuo — suprimento contínuo.
Oh, irmãos e irmãs, agradecemos a Deus por todas aquelas oliveiras ao longo dos séculos. Recebemos delas todo o ouro que derramaram na igreja. Por meio do Espírito Santo, experimentamos Cristo e podemos ser acesos, para que o testemunho de Jesus seja manifestado.
Portanto, essa é a visão que Zacarias viu naquela noite. Que o Senhor nos mostre essa visão.
Vamos orar?
Querido Pai celestial, como Te agradecemos porque o Teu projeto original nunca muda. O Teu propósito nunca muda. Tu preparaste esse suprimento infalível do Espírito Santo, o Qual jamais falhará.
Nossa oração nesta manhã é: levanta filhos do azeite, como tens feito ao longo dos séculos, também em nosso tempo. Levanta filhos do azeite, para que a Tua igreja receba o suprimento e o Teu testemunho se propague, para o louvor da Tua glória.
Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.