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    Abide In What You've Learned & Are Persuaded Of © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Abide In What You've Learned & Are Persuaded Of
    Abide In What You've Learned & Are Persuaded Of
    Kaung, Stephen

    O testemunho do Senhor em tempos difíceis

    Leitura bíblica: 2 Timóteo 3:10-17

    Tu, porém, seguiste o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, perseguições, sofrimentos; as coisas que me aconteceram em Antioquia, em Icônio e em Listra; que perseguições suportei: e de todas elas o Senhor me livrou. Sim, e todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus sofrerão perseguição. Mas os homens maus e os impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece nas coisas que aprendeste e das quais foste assegurado, sabendo de quem as aprendeste; e que, desde a infância, conheces as sagradas Escrituras, que podem tornar-te sábio para a salvação mediante a fé que há em Cristo Jesus. Toda Escritura inspirada por Deus é também proveitosa para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a instrução na justiça: para que o homem de Deus seja completo, plenamente equipado para toda boa obra.

    A continuidade do testemunho do Senhor

    Nas duas últimas reuniões, temos tido comunhão sobre 2 Timóteo. Sentimos que Deus, em qualquer época, tem uma palavra especial. Neste tempo, particularmente por meio de 2 Timóteo, gostaríamos de ouvir o que Deus deseja nos falar.

    A segunda carta a Timóteo foi escrita pelo apóstolo Paulo quando ele estava na prisão, sabendo que estava próximo o momento de deixar este mundo. Por isso, escreveu esta carta a seu querido filho na fé, Timóteo, pois sabia que muito em breve deixaria o mundo.

    Mas Paulo estava profundamente preocupado, em seu coração, com o testemunho do Senhor. Ele sabia que o testemunho do Senhor precisava continuar. Ele poderia partir, mas o testemunho do Senhor não poderia desaparecer. Deus precisava levantar pessoas para receber esse testemunho, e Paulo sentia que Timóteo era uma dessas pessoas.

    Por isso, Paulo queria encorajar Timóteo antes de deixar o mundo. Disse a Timóteo que fosse forte — forte na graça de Cristo Jesus.

    Essa situação era muito semelhante à de quando Moisés estava prestes a deixar o mundo. Deus levou Moisés e levantou Josué. Se lermos Josué 1, veremos que Deus disse muitas vezes a Josué:

    Tu tens de ser forte.

    Quando olhamos para a situação de hoje, vemos que o mundo está próximo do seu fim. Podemos sentir a tensão e a pressão ao nosso redor. Também vemos muitas dificuldades na igreja — muitas coisas acontecendo que antes nem poderíamos ter imaginado.

    Num ambiente assim, especialmente para os jovens, seria fácil ficar cheio de desespero. Até os mais velhos estão sob tensão e pressão por causa dessas coisas negativas. Nossa reação natural seria recuar, fazer concessões ou perguntar: “Como posso me preservar?”

    Mas é justamente nesse ambiente que precisamos ser fortes na graça do nosso Senhor, porque o testemunho do Senhor precisa ser mantido ao longo dos séculos. O testemunho do Senhor nunca foi interrompido.

    Não importa quais sejam as condições exteriores, nem qual seja a condição da igreja, o testemunho do Senhor jamais pode ser interrompido. Sempre há pessoas levantadas para manter o testemunho do Senhor.

    O testemunho é que nosso Senhor Jesus é verdadeiramente o Senhor. Ele é o Senhor de tudo. Ele não é apenas o nosso Senhor individualmente; Ele é o Senhor da igreja e de toda a nossa vida. Além Dele, não há outro senhor na igreja. Esse é o nosso testemunho.

    Se formos fiéis em manter esse testemunho, veremos que o Senhor será o Senhor de todo o mundo. Ele será o Senhor do universo. Esse testemunho é extremamente importante.

    Por causa desse testemunho, houve muitas batalhas na terra. Há uma batalha ao longo dos séculos, e é uma batalha pelo testemunho. O propósito de Deus é que nosso Senhor Jesus seja o Senhor de tudo, mas o inimigo não está disposto a permitir que seja assim.

    O inimigo quer ser senhor, por isso inventa todo tipo de meio para atacar o testemunho do nosso Senhor. Onde houver uma pessoa ou um grupo em que esse testemunho esteja presente, o inimigo procura agir contra essa pessoa ou esse grupo. Ele sabe que, se esse testemunho for estabelecido, seu reino estará arruinado, e ele próprio estará arruinado.

    Por isso, Paulo precisava trabalhar pelo testemunho do Senhor. Ele pediu a Timóteo que não fosse tímido nem se envergonhasse do testemunho do nosso Senhor, tampouco de Paulo, que estava na prisão por causa do Senhor. Timóteo deveria sofrer com Paulo por esse testemunho.

    A fidelidade ao Senhor e ao Seu testemunho

    Hoje, Deus está procurando pessoas fiéis nesta terra — pessoas fiéis ao próprio Senhor. Como mencionamos ontem à noite, não é fácil encontrar pessoas fiéis na terra.

    Mesmo quando encontramos pessoas que parecem fiéis, às vezes sua fidelidade é uma fidelidade insensata. Elas podem ser fiéis a uma pessoa, a uma facção, a um sistema ou a um grupo, mas não são fiéis ao Senhor. Essa fidelidade é insensata.

    Precisamos ser fiéis ao nosso Senhor. Precisamos ser fiéis ao Seu testemunho. Precisamos renunciar a nós mesmos para sermos fiéis a Ele.

    Também precisamos instruir aqueles que podem instruir outros, para que o testemunho do Senhor possa continuar. Tudo o que recebemos do Senhor não deve apenas ser guardado pela fé e pela graça do Senhor; também precisamos confiá-lo a outros e instruí-los.

    A centralidade de Cristo na Palavra de Deus

    Hoje, temos muitos ensinamentos estranhos. Por isso, precisamos manejar corretamente a palavra da verdade — traçar uma linha reta na verdade de Deus.

    É como alguém que está arando um campo: precisa seguir em linha reta. Ou como alguém que está oferecendo um sacrifício: o sacerdote precisa cortar o sacrifício com precisão.

    Sabemos que a Palavra de Deus é a esfera do testemunho. A Palavra de Deus é como a roda de um carro. No centro está o cubo; os raios se estendem em todas as direções; e, por fora, está o aro.

    O centro da Palavra de Deus é o próprio Cristo. Se queremos manejar corretamente a Palavra de Deus, precisamos nos apegar ao centro da Palavra de Deus, que é Cristo Jesus.

    Os raios que se estendem para fora representam todos os aspectos da verdade. Cada aspecto da verdade parte do centro e chega ao aro. O aro representa a igreja.

    Precisamos lembrar que a igreja não é o centro. Embora a igreja seja muito preciosa na vontade de Deus, ela não é o centro. Cristo é o centro. A igreja é o aro.

    Se nos apegarmos ao Senhor como nossa Cabeça, poderemos ver todos os aspectos da verdade procedendo Dele. Todas essas verdades têm seu lugar apropriado e importante. Não podemos tomar um aspecto da verdade e fazer dele o todo, nem podemos ter apenas um aspecto da verdade e negar os outros.

    A igreja é o vaso que recebe essa verdade. A igreja não pode escolher apenas um aspecto da verdade e rejeitar ou negar os outros. A igreja precisa receber toda a verdade que vem de Cristo, porque toda a verdade precisa retornar a Cristo.

    Portanto, irmãos e irmãs, precisamos manejar corretamente a Palavra de Deus. Assim, não seremos levados de um lado para outro por doutrinas estranhas.

    A realidade espiritual e a grande casa

    Ontem à noite, mencionamos a condição anormal da igreja — a igreja como uma grande casa. Exteriormente, ela pode ser grande, mas interiormente pode não ser pura. Numa grande casa há vasos de ouro e de prata, mas também vasos de madeira e de barro; alguns são para honra, e outros, para desonra.

    Vocês sabem em que tempo estamos vivendo? Se lermos as profecias do Antigo Testamento, veremos que, quando os israelitas foram exilados para a Babilônia e depois alguns voltaram para Jerusalém, eles queriam reconstruir o templo.

    Quando voltaram, estavam desesperados. Mesmo depois de reconstruído, o templo não podia ser comparado ao templo que Salomão havia construído. O templo de Salomão havia exigido muitos trabalhadores, muito tempo e materiais preciosos. Havia sido glorioso e majestoso.

    Mas os exilados que voltaram eram apenas um pequeno grupo. Tinham poucas pessoas, poucos recursos, força limitada e uma construção muito pequena. Segundo a avaliação humana, aquilo não era nada.

    Os que estavam construindo o templo ficaram desanimados. Pensavam: “Se é assim, por que devemos trabalhar tanto? Nunca conseguiremos construir algo como o templo que existia antes.”

    Mas Deus lhes falou por meio dos profetas:

    Não desprezeis o dia das pequenas coisas.

    Eles não deveriam esperar apenas recuperar a forma exterior do passado. Mesmo que pudessem reproduzir a mesma forma exterior, não haveria nela a glória de Deus.

    Deus quer nos livrar de ficarmos ocupados com os dias passados. Ele quer que sejamos humildes diante Dele. Este pode ser o dia das pequenas coisas, mas, mesmo que algo seja pequeno, pode ser genuíno. Talvez não pareça impressionante exteriormente, mas pode possuir realidade espiritual.

    Deus falou por meio do profeta que a glória da última casa seria maior do que a glória da primeira casa.

    Nessa grande casa, Deus quer obter um conjunto de vasos de ouro e de prata. Talvez esses vasos não sejam grandes, e talvez não sejam muitos. Os vasos de madeira e de barro podem ser grandes e numerosos, mas Deus está procurando o que é verdadeiro e genuíno.

    Não esperemos apenas algo grande ou exteriormente novo. Queremos aquilo que é genuíno e vem do Senhor. Queremos ver a realidade da redenção expressa a partir da Sua própria vida e natureza.

    Em Sua obra de restauração, Deus já não está dando atenção à grandeza exterior. Ele não procura apenas recuperar a antiga aparência exterior. Ele quer recuperar a realidade espiritual.

    Talvez essa realidade espiritual pareça pequena aos olhos dos homens. No entanto, é isso que nosso Senhor deseja. O ouro e a prata podem ser adequados para o Seu uso — para o testemunho Dele.

    Não devemos nos entristecer por causa do passado, nem desanimar porque não vemos algo exteriormente grandioso. Esse não é o caminho de Deus. O caminho de Deus é a realidade espiritual.

    O caminho de Deus é estarmos juntos com aqueles que invocam o Senhor com um coração puro. Precisamos buscar juntos o próprio Senhor. Esse é o caminho que Deus colocou diante de nós.

    Os últimos dias e os tempos difíceis

    Quando chegamos a 2 Timóteo 3, Paulo diz a Timóteo:

    Sabe, porém, isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis.

    Precisamos conhecer o dia e o tempo em que estamos vivendo. Estamos no tempo do fim.

    A expressão “os últimos dias” tem um significado especial na Bíblia. Ela aparece no Antigo Testamento. Por exemplo, em Gênesis 49:1, Jacó reuniu seus filhos e disse que lhes contaria o que lhes aconteceria nos últimos dias.

    Também encontramos essa expressão em Números 24:14 e Isaías 2:2. Isaías fala do tempo em que o monte da casa do Senhor será estabelecido acima dos montes, e pessoas de todas as nações virão a ele.

    No Novo Testamento, Pedro cita Joel em Atos 2:17, dizendo que, nos últimos dias, o Espírito Santo seria derramado. Hebreus 1:2 diz que, nestes últimos dias, Deus falou em Seu Filho. 1 Pedro 1:5 fala da salvação pronta para ser revelada no último tempo, e 1 João nos diz:

    Filhinhos, é a última hora.

    “Os últimos dias” é uma expressão específica na Bíblia. Ela se refere aos dias do Messias. A lei terminou, e os dias do Messias começaram. Os profetas do Antigo Testamento não sabiam quanto tempo durariam os dias do Messias, nem compreendiam que o Messias viria uma vez e depois viria novamente.

    Mas, à luz da revelação do Novo Testamento, sabemos que os dias do Messias se estendem desde a primeira vinda do nosso Senhor Jesus ao mundo até o Seu retorno. A era apostólica já fazia parte dos últimos dias. Agora estamos no final dos últimos dias.

    Nesses dias, há tempos difíceis. Se os dias já eram perigosos no tempo dos apóstolos, hoje são ainda mais perigosos.

    O perigo da piedade exterior sem realidade espiritual

    Muitas vezes, quando lemos a descrição em 2 Timóteo 3 — amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, presunçosos, arrogantes, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus —, nós a aplicamos ao mundo.

    Mas, se lermos 2 Timóteo em seu contexto, Paulo não está se referindo principalmente ao mundo. Ele está se referindo à chamada igreja, à grande casa.

    O que se vê nessa grande casa é o mesmo tipo de condição encontrado no mundo. A igreja e o mundo eram originalmente separados, mas, nessa grande casa, a condição interior não é diferente da do mundo.

    Como sabemos que Paulo está falando da grande casa? Porque ele diz:

    Tendo forma de piedade, mas negando o seu poder.

    O mundo não tem forma de piedade. Essa forma exterior pertence às pessoas religiosas.

    Pode haver uma aparência de piedade porque as pessoas querem manter uma aparência exterior de respeitabilidade. Mas têm a forma de piedade sem a sua realidade. Isso é como os escribas e os fariseus.

    Os escribas e os fariseus pareciam amar o Senhor e a Palavra de Deus. Copiavam as Escrituras, liam, estudavam, explicavam e aplicavam o que estava escrito. No entanto, com o tempo, as tradições dos antepassados se tornaram a essência do judaísmo.

    Por exemplo, a lei diz que não se deve trabalhar no sábado. Então, os escribas e os fariseus interpretavam cada detalhe do que poderia ser considerado trabalho.

    Quando o Senhor Jesus e Seus discípulos passaram por uma plantação de cereais, os discípulos colheram espigas, esfregaram-nas nas mãos e comeram. Os fariseus disseram que eles haviam violado o sábado. Segundo sua tradição, colher talvez não fosse trabalho, mas esfregar os grãos era trabalho.

    Eles também acrescentaram muitas exigências exteriores, como lavar as mãos antes de comer e observar práticas cerimoniais. Exteriormente, havia de fato uma forma de piedade.

    Se vocês forem ao Muro das Lamentações, poderão ver muitas pessoas orando. Elas podem ter uma forma de piedade, mas interiormente pode não haver a realidade dela. O Senhor disse que pessoas assim devoravam as casas das viúvas enquanto faziam longas orações.

    Elas tinham a forma de piedade, mas não a realidade da piedade. Isso é hipocrisia.

    Quando nosso Senhor estava na terra, o que Ele mais detestava era a hipocrisia. Ele amava os pecadores; era amigo dos pecadores. Mas a hipocrisia Ele não tolerava.

    Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!

    Irmãos e irmãs, nessa grande casa de hoje, a igreja perdeu seu caráter próprio. Tornou-se uma grande casa. Talvez ainda tenha uma forma exterior de piedade, mas interiormente não há piedade.

    A piedade é a expressão da vida de Deus. É o caráter do Senhor Jesus Cristo. Nos escribas e fariseus, as pessoas só conseguiam ver os próprios escribas e fariseus; não conseguiam ver Deus.

    O perigo dos nossos dias é que podemos ter a aparência de piedade sem a realidade. A hipocrisia é extremamente perigosa porque pode ser considerada verdadeira. Se algo é completamente falso, poucas pessoas cairão nisso. Se algo é completamente verdadeiro, não é perigoso. O mais perigoso é algo que parece verdadeiro, mas na realidade é falso.

    O declínio do amor

    Temos provado a graça do nosso Senhor. No entanto, por causa das tentações e pressões exteriores, nosso amor pelo Senhor pode esfriar.

    O Senhor falou à igreja em Éfeso: embora eles trabalhassem muito e conseguissem manter uma boa forma exterior, Ele tinha algo contra eles, porque haviam abandonado seu primeiro amor.

    O dia perigoso é aquele em que nosso amor por Deus está esfriando. Precisamos amar alguma coisa. Se não amamos a Deus, o que amamos? Amamos a nós mesmos.

    A Escritura diz que os homens serão amantes de si mesmos. Tudo passa a ser para o próprio eu. Mas o Senhor nos diz que precisamos negar a nós mesmos, tomar nossa cruz e segui-Lo. Hoje, porém, podemos ignorar esse chamado e, em vez disso, amar a nós mesmos.

    A passagem também diz que os homens não são amigos do bem. Na Bíblia, “bem” se refere à vontade de Deus. Somente a vontade de Deus é verdadeiramente boa. Por melhor que algo pareça, se não for a vontade de Deus, não é bom.

    No início de Gênesis, Caim e Abel ofereceram sacrifícios. Caim ofereceu os melhores frutos que podia trazer da terra, mas Deus os rejeitou porque não estavam de acordo com o caminho de Deus. Deus exigia o sangue do cordeiro.

    Pode haver muitas coisas boas sendo feitas na igreja, mas precisamos perguntar se estão de acordo com a vontade de Deus. Se não estão de acordo com a Sua vontade, não são verdadeiramente boas.

    Quando as pessoas não amam o que é bom — isto é, a vontade de Deus —, amam o mundo e seus prazeres. Tornam-se amantes dos prazeres e amantes do dinheiro. No entanto, o Senhor disse que ninguém pode servir a Deus e a Mamom.

    Essas coisas estão acontecendo na chamada igreja. Onde elas prevalecem, há ciúme e divisão. Estamos, de fato, vivendo em tempos perigosos.

    A firmeza diante de ensinamentos estranhos

    Como podemos permanecer firmes e manter o testemunho do Senhor? Não podemos continuar como crianças, levadas de um lado para outro.

    No chamado cristianismo de hoje, há muitas doutrinas e muitos ensinamentos estranhos. Esses ensinamentos são elaborados por homens e organizados em sistemas. Um ensinamento leva os filhos de Deus numa direção, e outra doutrina os leva em outra direção. Os filhos de Deus são levados de um lado para outro e não conseguem permanecer firmes.

    Como podemos manter o testemunho do Senhor? Precisamos crescer no Senhor. A Bíblia diz que precisamos estar enraizados e edificados em Cristo. Precisamos estar enraizados em Cristo e fundamentados em Cristo.

    Muitos filhos de Deus talvez saibam alguma coisa sobre o Senhor, mas não lançaram raízes em Cristo. Não se estabeleceram firmemente sobre Cristo. Por isso, neste tempo perigoso, não conseguem permanecer firmes.

    Paulo menciona duas coisas pelas quais podemos permanecer firmes em tempos perigosos e dar testemunho do nosso Senhor. Elas se encontram em 2 Timóteo 3:14: aquilo que aprendemos e aquilo de que fomos assegurados.

    O que aprendemos é Cristo. Aquilo de que fomos assegurados é a verdade de Cristo. Precisamos de ambos: aprender Cristo e estar convictos quanto à Palavra de Deus.

    O ensino e a conduta de Paulo

    Paulo diz a Timóteo:

    Tu seguiste o meu ensino.

    Timóteo havia seguido de perto e compreendido profundamente o ensino de Paulo. Não era um conhecimento superficial. Havia se tornado vida dentro dele.

    Qual era o ensino de Paulo? Paulo tinha um ensino próprio? Paulo disse que aquilo que ensinava havia recebido do Senhor. Em outras palavras, Paulo não tinha um ensino próprio. O ensino de Paulo era o ensino do Senhor.

    Em Atos 2:42, os crentes perseveravam no ensino dos apóstolos. “Apóstolos” está no plural, mas “ensino” está no singular. Havia muitos apóstolos, mas havia apenas um ensino.

    Não devemos dizer que Paulo tinha um ensino, Tiago outro, Pedro outro e João outro, como se pudéssemos escolher o ensino que preferimos. Deus deu o mistério da Sua verdade aos apóstolos e profetas por meio do Seu Espírito. Embora houvesse muitos apóstolos, seu ensino era um só.

    Paulo não pregava a si mesmo. Pregava Jesus Cristo como Senhor. O Senhor é tão rico que usou muitos apóstolos para manifestar a plenitude de Cristo, mas a mensagem era uma só: Jesus Cristo é o Senhor.

    Se um homem hoje tem um ensino próprio, não devemos segui-lo simplesmente porque ele se chama apóstolo. Mesmo que um anjo trouxesse um ensino diferente do ensino do nosso Senhor, Paulo diz que esse deveria ser anátema. Devemos obedecer somente ao ensino do nosso Senhor.

    Não devemos apenas ouvir o Seu ensino; precisamos recebê-lo, para que se torne fruto vivo em nós.

    Paulo então fala da conduta. A conduta é o nosso viver diário. O ensino do Senhor deve se tornar a vida do Senhor expressa em nossa vida diária. O ensino e a conduta não podem ser separados.

    Um tipo de ensino produz um tipo de vida. Uma árvore boa dá bons frutos, e uma árvore má dá maus frutos. Se aquilo que recebemos é verdadeiramente o ensino do nosso Senhor, então Cristo deve ser vivido em nossa vida diária.

    Se Cristo não pode ser expresso em nosso viver, precisamos perguntar se o ensino que recebemos é sadio. Talvez não seja bíblico; ou talvez, mesmo sendo bíblico, seja apenas letra e não tenha chegado a nós em espírito. Nesse caso, não pode alcançar nosso espírito nem mudar nossa conduta.

    Paulo disse:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Porque ele recebeu o Senhor, o que se expressava em seu viver não era Paulo, mas Cristo. Não devemos apenas receber o ensino do Senhor; precisamos viver Cristo.

    O propósito e a santa ambição

    O ser humano precisa ter um propósito. Às vezes, as pessoas entendem mal e pensam que, depois de crerem no Senhor, não devem mais ter nenhuma ambição.

    Antes de crer no Senhor, as pessoas podem ter muitos sonhos e ambições. Uma criança pode dizer: “Quero ser bombeiro” ou “Quero ser presidente”. Então, depois de crer no Senhor, alguns talvez pensem que não devem ter ambição alguma.

    Mas Paulo diz em 2 Coríntios 5 que tinha uma ambição. Quer estivesse no corpo, quer ausente dele, sua ambição era agradar ao Senhor.

    Os cristãos devem ter uma ambição — não uma ambição para nós mesmos, mas a ambição de agradar ao Senhor. Essa é uma santa ambição.

    Em Filipenses 3, Paulo expressa essa ambição: ganhar Cristo. Não importava o custo, não importava a dificuldade; ele queria ganhar Cristo. Considerou todas as coisas como perda e abandonou tudo para ganhar Cristo.

    Precisamos dessa ambição. Se tivermos essa ambição, então, nas mãos de Deus, poderemos nos tornar um vaso para honra, adequado para o Seu uso. Muitos cristãos simplesmente seguem à deriva pela vida porque não têm esse propósito diante do Senhor.

    O viver pela fé

    Paulo também fala da fé. Não se trata apenas da fé inicial pela qual cremos no Senhor Jesus para a salvação. É a fé pela qual vivemos dia após dia.

    Não devemos apenas crer no Senhor; nossa fé diante de Deus precisa ser firme. Diariamente, devemos viver uma vida de fé. Paulo disse que andamos por fé, e não por vista.

    Ao longo de toda a sua vida, Paulo viveu pela fé. Com os olhos da fé, ele viu o Deus invisível. Hebreus 11 nos diz que, sem fé, é impossível agradar a Deus, porque aquele que se aproxima de Deus precisa crer que Ele é.

    Deus é. Esse é o Seu nome:

    EU SOU O QUE SOU.

    Seja qual for a sua necessidade, Ele é. Ele é tudo.

    Cremos que Deus é e que Ele recompensa os que O buscam. Essa fé nos capacita a fazer nesta terra a obra que Deus quer que façamos. Essa fé nos dá revelação e nos capacita a realizar aquilo que Deus quer que seja realizado.

    Não apenas damos testemunho de Deus; Deus também dá testemunho daqueles que vivem pela fé.

    A longanimidade, o amor e a perseverança

    A longanimidade diz respeito especialmente às pessoas. No relacionamento com as pessoas, precisamos aprender a perdoar. 1 Coríntios 13 é o capítulo sobre o amor, e começa nos dizendo que o amor é longânimo.

    1 Coríntios 13 está situado entre os capítulos 12 e 14. O capítulo 12 fala do corpo de Cristo, e o capítulo 14 fala do funcionamento do corpo. Entre eles está o capítulo 13, o capítulo sobre o amor.

    Esse amor tem um contexto: diz respeito especialmente ao amor no corpo de Cristo. Qual é a primeira qualidade do amor entre os membros do corpo? A longanimidade.

    Podemos pensar que estar entre os irmãos e irmãs deveria ser como estar no céu, enquanto o mundo é como o inferno. No mundo, sofremos; mas, quando chegamos à igreja, esperamos que tudo seja fácil e belo.

    No entanto, talvez não haja lugar onde a longanimidade seja mais necessária do que na igreja, no corpo. Os membros do corpo estão tão próximos que não podem simplesmente ser separados.

    Se duas pessoas no mundo discordam, podem simplesmente se afastar uma da outra. É como morar numa casa móvel: se você não gosta da vizinhança, pode se mudar. Alguns cristãos vivem assim espiritualmente. Ficam num lugar por algum tempo e, quando não gostam de alguma coisa, mudam para outro lugar.

    Mas, dessa maneira, a pessoa nunca cresce e nunca aprende a lição. Os irmãos e irmãs são diferentes. Há apenas uma coisa que é igual: nosso Senhor é o mesmo, nosso Deus é o mesmo, e o Espírito Santo nos deu a unidade no Espírito.

    Como estamos tão próximos no corpo, não podemos evitar situações de sofrimento. Um irmão ou uma irmã pode entender você mal, se opor à sua opinião ou colocar você sob pressão. O que você vai fazer?

    No corpo físico, se os seus dentes mordem a sua língua, você não pode arrancar os dentes porque eles machucaram a língua. O corpo precisa suportar a si mesmo.

    Mas essa longanimidade é amor. Se há amor nela, quanto mais sofremos, mais amamos. Se verdadeiramente amamos uns aos outros na casa de Deus, precisamos de longanimidade.

    Efésios 4:2 nos diz que devemos suportar uns aos outros em amor. Colossenses 3:13 nos diz que devemos suportar uns aos outros e perdoar uns aos outros, assim como o Senhor nos perdoou.

    Hoje, há muitas dificuldades na casa de Deus, e muitas pessoas sentem que não conseguem vencê-las. Mas precisamos nos submeter à longanimidade do nosso Senhor. Esse amor é o amor de Deus. Sem o amor de Deus, isso não é possível. Esse amor não falha.

    A perseverança diz respeito às circunstâncias e às coisas. Se seguimos o Senhor e queremos manter o Seu testemunho, precisamos suportar incompreensões e muitas dificuldades. Aquele que perseverar até o fim será salvo.

    A perseguição por uma vida piedosa

    Paulo também fala das perseguições. Quando Paulo estava na terra, foi perseguido por causa do testemunho do Senhor.

    Ao se aproximar do fim da vida, Paulo pensou especialmente nos sofrimentos que havia suportado no início de sua obra. Lembrou-se de Listra, onde foi apedrejado e arrastado para fora da cidade, pois o consideravam morto.

    Mas, quando os santos o cercaram, ele se levantou novamente. Ele conhecia o poder da ressurreição do nosso Senhor. Havia sido arrebatado ao terceiro céu e ao paraíso, onde ouviu palavras inefáveis.

    A perseguição de Paulo tinha uma ligação especial com Timóteo, porque Timóteo estava lá. Portanto, irmãos e irmãs, não estranhemos que aqueles que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus sofram perseguição.

    Se verdadeiramente aprendermos essas coisas diante do Senhor, a vida de Cristo em nós poderá crescer. Então não seremos enganados nem nos desviaremos com outros. Então poderemos manter o testemunho do nosso Senhor.

    O enraizamento nas Escrituras

    Há outro lado. Paulo diz que Timóteo deveria permanecer nas coisas das quais havia sido assegurado, sabendo de quem as havia aprendido. Desde a infância, Timóteo conhecia as sagradas Escrituras, que podem tornar alguém sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus.

    Estamos num tempo perigoso, e uma coisa é muito importante: precisamos criar raízes na Palavra de Deus. Precisamos conhecer aquilo que precisamos conhecer.

    Quando fui pela primeira vez aos Estados Unidos, conheci muitos cristãos. Descobri uma coisa: aquilo em que muitos criam era o que tinham ouvido, não o que tinham visto na Palavra de Deus. Haviam ouvido muitas coisas, mas não haviam estudado a Palavra de Deus.

    Por causa disso, podiam facilmente ser levados por qualquer coisa. A Palavra de Deus é a base da nossa fé. Se queremos saber em Quem temos crido, não podemos depender apenas daquilo que ouvimos. Precisamos examinar tudo de acordo com a Palavra de Deus.

    Se não conhecemos a Palavra, como podemos avaliar as coisas? Como podemos comparar aquilo que ouvimos com a Palavra de Deus? Caso contrário, simplesmente seguimos tudo o que as pessoas dizem e podemos facilmente ser levados de um lado para outro.

    Devemos estudar a Palavra de Deus com diligência. Talvez seja até melhor ler menos interpretações da Bíblia e ler mais a própria Palavra de Deus.

    Toda Escritura é inspirada por Deus. Ela é soprada por Deus. É a vida de Deus e o Espírito de Deus.

    Precisamos nos achegar à Palavra de Deus para obter vida e espírito, a fim de que, como homens de Deus, sejamos plenamente capacitados para toda boa obra — isto é, capacitados para obedecer à vontade de Deus.

    Espero especialmente que os irmãos jovens estudem a Palavra de Deus. Vocês ainda têm boa memória. Estudem a Palavra de Deus, memorizem a Palavra de Deus e meditem na Palavra de Deus.

    Peçam ao Espírito Santo que revele a Palavra de Deus em vocês. Não importa o que ouçam, comparem tudo com a Palavra de Deus e voltem a ela, porque a raiz e o fundamento de vocês devem ser a Palavra de Deus.

    Por um lado, aprendemos Cristo diante de Deus. Por outro, aprendemos a Palavra de Deus. Então, neste tempo perigoso, podemos permanecer firmes pelo testemunho do nosso Senhor.

    Oração

    Nosso Senhor, clamamos a Ti. Neste dia perigoso, preserva-nos para que possamos verdadeiramente aprender Cristo e compreender verdadeiramente a Tua Palavra.

    Que sejamos vasos do Teu testemunho nesta terra. Ouve a nossa oração, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.