1 Coríntios 11:3
Mas quero que saibais que a cabeça de todo homem é Cristo; e a cabeça da mulher é o homem; e a cabeça de Cristo é Deus.
1 Coríntios 14:33, 40
Porque Deus não é Deus de confusão, mas de paz. Como em todas as igrejas dos santos. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.
1 Coríntios 15:20-28
Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dos que dormem. Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na Sua vinda. Então virá o fim, quando Ele entregar o reino a Deus, o Pai; quando houver abolido todo domínio, toda autoridade e todo poder. Porque convém que Ele reine até que haja posto todos os Seus inimigos debaixo dos Seus pés. O último inimigo a ser abolido é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos Seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas Lhe estão sujeitas, é evidente que se excetua Aquele que Lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas Lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho Se sujeitará Àquele que Lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.
Querido Pai celestial, nós nos alegramos na Tua presença, sabendo que nos deste o Teu Filho amado. É Nele que temos acesso a Ti e somos aceitos no Amado.
Nós Te louvamos e agradecemos porque podemos realmente entrar na Tua presença com santa ousadia, levantar as mãos e contemplar a glória do Senhor na face de Jesus Cristo.
Pedimos que abençoes a Tua Palavra. Oramos para que a Tua Palavra se torne vida e espírito para nós. Oramos para que o Teu Espírito Santo não apenas sopre mais uma vez sobre a Tua Palavra, mas também sopre em nosso coração, para que sejamos não apenas ouvintes, mas também praticantes da Tua Palavra.
E a Ti seja toda a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
O encargo para este tempo em que estamos juntos é vida divina e ordem divina.
Na obra de restauração de Deus, a vida divina é o próprio fundamento de toda restauração. E cremos que, à medida que nos aproximamos do fim, é da vontade de Deus chamar cada vez mais a nossa atenção para a Sua vida divina.
Agradecemos a Deus pela vida divina que nos foi oferecida em Cristo Jesus. Agradecemos a Ele porque Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. Agradecemos a Ele porque, ao crermos Nele, Ele entra em nós para ser a nossa própria vida.
E essa é a vida com a qual precisamos aprender a viver e pela qual precisamos viver. Infelizmente, porém, descobrimos em nossa própria experiência que, embora tenhamos recebido essa vida divina e saibamos que somente por ela o propósito de Deus pode ser cumprido, nós a temos, mas não a reconhecemos. Nós a temos, mas não sabemos como usá-la — como viver diariamente por essa vida.
Não falhamos nisso apenas em nossa vida pessoal; descobrimos que também falhamos em nossa vida em conjunto. Por isso, penso que é hora de prestarmos mais atenção a essa vida divina.
Cristo está em vocês, a esperança da glória. E conhecemos essa vida por suas qualidades. Como sabemos que isso é vida?
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. Portanto, quando a vida realmente está presente, vocês percebem que a luz da vida ilumina o nosso caminho. Ela expõe a nossa verdadeira condição diante de Deus. Ela nos faz morrer; mas, graças a Deus, também nos cura e nos salva.
Com essa luz vem a justiça. Sabemos que Deus é justo, e Ele espera que todos os que têm a Sua vida vivam em justiça. Em seguida vem o amor, porque Deus é amor. Ele quer que O amemos de todo o coração e que amemos uns aos outros como Ele nos amou.
Agora, irmãos e irmãs, nesta manhã gostaríamos de entrar nesse assunto da ordem divina. Por favor, lembrem-se de que não podemos falar de ordem divina sem conhecer a vida divina. Portanto, mantenham sempre a vida divina em vista quando estivermos falando de ordem divina.
A maioria das pessoas pensa que vida e ordem não combinam. Para nós, vida significa liberdade. Podemos fazer tudo o que queremos, sem estar presos a regras e regulamentos. Assim, para a maioria das pessoas, vida é liberdade sem ordem.
Quando se trata de ordem, pensamos que ela está sempre ligada à lei: lei e ordem. Não pode haver ordem se não houver lei. A ordem é a aplicação da lei. Isso cheira a legalismo, a algo contrário à liberdade. Não queremos isso.
Em grande parte, e num sentido muito real, a ordem humana é organizada. É algo imposto a nós de fora. É algo que nos é forçado. É artificial. É produzido pelo homem e é desagradável.
Mas, queridos irmãos e irmãs, precisamos lembrar que existe uma ordem no universo. É a ordem divina. A ordem divina é muito diferente da ordem humana. Não é algo organizacional; é algo orgânico.
A ordem divina está de acordo com a vida divina. Onde há vida divina, há ordem divina. A ordem é um dos princípios fundamentais que Deus estabeleceu no universo.
Nosso Deus é o Deus de ordem, não de desordem. Até mesmo no universo físico vemos como Ele estabeleceu ordem.
Todas as estrelas nos céus se deslocam com tamanha velocidade, e, ainda assim, vocês percebem que elas se deslocam de acordo com suas órbitas. Há uma ordem — uma ordem física — estabelecida ali.
Vocês sabem, o profeta Isaías, em Isaías 40:26, disse:
Levantai ao alto os vossos olhos e vede Quem criou estas coisas, Aquele que faz sair o seu exército por número; Ele a todas chama pelo nome; pela grandeza da Sua força e por ser forte em poder, nenhuma delas falta.
Há uma ordem ali. Vocês podem observar uma folha, uma flor, um floco de neve, e descobrirão que, nas menores coisas deste mundo, existe uma ordem definida. Porque nosso Deus é o Deus de ordem, não de desordem.
Isso não é verdade apenas no universo físico. Até mesmo no mundo invisível, no mundo espiritual, existe uma ordem. Deus tem os Seus anjos, mas entre os anjos há arcanjos. Há serafins e querubins.
Eles representam o reino de Deus. Deus é o governante supremo, e debaixo Dele estão todos esses incontáveis anjos. Eles servem ao propósito de Deus, cada um em seu lugar. Há uma ordem ali.
Na verdade, irmãos e irmãs, quanto mais vocês conhecem a Deus, mais percebem que nosso Deus é um Deus de ordem. A ordem de Deus é algo de valor tão extraordinário que precisa ser obedecida. Se a ordem de Deus não for obedecida, a consequência — o resultado; não gosto de usar a palavra castigo — virá muito rapidamente.
Neste universo, seja no que é visível, seja no que é invisível, Deus, naturalmente, é o primeiro na ordem. Ele é o Criador de todas as coisas. Ele é a origem e a fonte da vida. Por isso, Ele é o primeiro no universo.
Ele é o princípio. Ele é o Alfa. Ele é o Altíssimo. Ele é único, inteiramente distinto — incomparável, e não pode ser desafiado.
E vocês sabem, esse é o próprio significado de santo. É por isso que vocês encontram na Palavra de Deus os seres viventes, os querubins, os anciãos, os anjos e todo o universo adorando a Deus e dizendo:
Santo, santo, santo, Senhor Deus Todo-Poderoso.
Ele é o Deus três vezes santo. Agora, o que se quer dizer com santo? Santo significa simplesmente que Ele é único. Ele é supremo. Ele é inteiramente distinto, único em Sua natureza. Não se pode colocar nada em pé de igualdade com Ele. Ele é diferente.
Ele é o primeiro — o primeiro no universo a ser adorado e servido. Esse é o nosso Deus.
Quando pensamos em ordem, sabemos que a ordem divina está relacionada ao propósito divino. Deus, por ser a fonte da vida, é o primeiro na ordem. Mas nosso Deus tem um propósito eterno.
Ele propôs em Si mesmo, antes mesmo da fundação do mundo, segundo o Seu beneplácito. Ele não consultou vocês nem a mim; nós não estávamos lá. Ele não Se aconselhou com ninguém. Não havia ninguém. O universo não existia.
Mas, antes mesmo da fundação do mundo, na eternidade passada, antes do tempo, Deus propôs em Si mesmo segundo o Seu beneplácito, porque isso Lhe agradava.
E qual é esse propósito? Ele ama tanto o Seu único Filho que quer dar tudo ao Seu Filho e fazer Dele o primeiro em todas as coisas.
Segundo o propósito de Deus, Ele quer que o Seu Filho amado seja o primeiro em todas as coisas — isto é, que tenha a preeminência em todas as coisas. Ele é o primeiro. Tudo deve ser colocado debaixo dos Seus pés. Essa é a ordem divina que Deus estabeleceu em Seu propósito e no universo.
Vocês sabem, quando a ordem de Deus é obedecida, há paz; há harmonia. Mas, quando a ordem de Deus é desafiada ou rejeitada, imediatamente vemos que haverá caos e ruína.
O universo foi criado por uma razão. O universo foi criado para o Filho de Deus, para manifestar o Seu Filho como o primeiro em todas as coisas.
Quando o universo foi criado, com todas essas hostes angelicais, havia harmonia e paz. Não sabemos por quanto tempo isso continuou, mas, infelizmente, um dia algo aconteceu nesse universo que Deus havia criado.
Um arcanjo, Lúcifer — provavelmente o primeiro anjo criado —, foi colocado numa posição muito elevada. Ele era chamado de querubim ungido. Era um dos querubins junto ao trono de Deus.
Vocês precisam visualizar o propiciatório da arca. Sobre a arca, a tampa era o propiciatório. Havia dois querubins que serviam como os braços e o encosto desse propiciatório, e a glória de Deus repousava sobre ele.
Essa era uma representação construída segundo o modelo celestial. Nos céus, encontramos o trono de Deus. Deus está sentado em Seu trono, e há querubins que servem como os braços ou o encosto do Seu trono. Em outras palavras, há querubins perto Dele para executar a Sua vontade.
Evidentemente, aquele arcanjo, Lúcifer, era um dos querubins ungidos para estar tão perto do trono. Deus lhe deu grandes talentos, deu-lhe domínio e delegou grande autoridade a esse querubim.
No princípio, podemos imaginar que esses querubins, assim como os outros anjos, serviam a Deus fielmente. Eles reconheciam Deus como o primeiro na ordem e estavam ali servindo a Deus com todas as outras hostes.
Mas, um dia, o orgulho entrou no coração desse arcanjo, Lúcifer. Por causa de sua beleza, de seu talento e de seu domínio, surgiu em seu coração a ambição de ser igual a Deus.
E o que isso significa? Quem é igual a Deus? Há Um que é igual a Deus. Em Filipenses 2, vemos que o Filho unigênito de Deus, que estava na forma de Deus, era igual a Deus — não era algo de que Ele precisasse Se apoderar, porque já Lhe pertencia.
Mas aqui encontramos um arcanjo que queria ser igual a Deus. Em outras palavras, ele queria tomar o lugar do Filho amado de Deus.
Ele desafiou a ordem de Deus. Não obedeceu à ordem de Deus. Isso foi rebelião. Por causa disso, o juízo caiu sobre ele muito rapidamente. Deus não permitirá que ninguém desafie a Sua ordem, porque a ordem representa o Seu governo.
Imediatamente, vemos que aquele arcanjo foi expulso do jardim de Deus nos céus. Ele se tornou aquilo que conhecemos hoje como Satanás, o adversário de Deus.
Por causa disso, o mundo que Deus havia criado no princípio entrou num estado de vazio e ruína, e as trevas caíram sobre esta terra. Quando a ordem divina foi desobedecida, o juízo veio muito rapidamente.
Não sabemos por quanto tempo esse caos e essa ruína continuaram, mas agradecemos a Deus porque sabemos que, um dia, Ele decidiu renovar esta terra, torná-la habitável. É isso que encontramos em Gênesis 1.
Em seis dias, Deus restaurou a terra, o universo que conhecemos, tornando-a um lugar habitável. Por quê? Porque Ele queria criar o homem. Antes de criar o homem, Ele primeiro tornou o lugar habitável. Esse é o amor de Deus.
No sexto dia, vemos que Deus criou o homem. Mencionamos ontem que o homem é uma obra-prima de Deus. Deus criou o homem à Sua própria imagem. Nem mesmo os anjos foram criados à imagem de Deus.
Mas o homem foi criado à imagem de Deus. Por quê? Porque o propósito de Deus para o homem é tão nobre, tão glorioso. Ele queria que o homem fosse o auxílio idôneo de Seu Filho amado, para compartilhar a responsabilidade e a glória de Seu próprio Filho.
Como mencionamos ontem, para isso é preciso receber a árvore da vida — a Sua vida divina. De qualquer modo, Deus criou o homem à Sua imagem e lhe deu domínio. Ele delegou ao homem autoridade sobre as aves dos céus, os animais do campo e os peixes do mar.
O homem foi criado acima de todas as outras coisas criadas, mas abaixo do Criador. Acima de tudo, mas debaixo de Um. Essa é a posição do homem.
Para lembrar ao homem que ele ainda estava debaixo de Alguém, Deus lhe deu um mandamento. Deus disse:
De todas as árvores do jardim poderás comer livremente, inclusive da árvore da vida. Mas há uma árvore da qual não comerás: a árvore do conhecimento do bem e do mal. Porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Uma das razões pelas quais Deus deu ao homem esse mandamento, essa restrição ou limitação, era lembrá-lo de que, embora tivesse sido criado à imagem de Deus e recebido domínio sobre todas as coisas, ele ainda estava debaixo de Deus. Ele não era o primeiro.
Enquanto aceitasse Deus como o primeiro, enquanto se submetesse à autoridade de Deus, ele poderia governar todas essas coisas. Essa era a condição.
Quando Deus criou o homem, olhou para ele e disse:
Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora idônea.
É muito interessante saber que, depois de ter essa ideia, Deus trouxe todos os animais diante de Adão. Adão olhou para esses animais e deu a cada um o seu nome, mas não conseguiu encontrar alguém que lhe correspondesse.
Do nível mais baixo da vida animal até o mais elevado, ele não conseguiu encontrar alguém semelhante a si. Pelo processo de eliminação, Deus eliminou todas essas criaturas. Não havia esperança de encontrar alguém que lhe correspondesse entre todos os seres criados.
Então Deus o fez dormir e tirou algo do seu lado. Nossa Bíblia diz uma costela, mas, no original, é algo tirado dele. Deus tirou algo de Adão e usou isso como material para edificar uma mulher.
A palavra usada ali é edificar — uma palavra da arquitetura. Deus usou material que veio de Adão para edificar uma mulher. Então Ele acordou Adão e trouxe aquela mulher até ele. Adão olhou para ela e imediatamente viu a sua própria vida: “Esta sou eu”. E eles se tornaram um.
Aqui vocês percebem algo. Na criação do homem, Deus estabeleceu primeiro uma ordem para ele: para o homem, Deus deve ser o primeiro. O homem precisa manter essa ordem. Enquanto mantivesse essa ordem, estaria seguro e, por fim, cumpriria o propósito de Deus. Mas, se não a mantivesse, haveria caos.
Ao mesmo tempo, na criação do homem e da mulher, Deus estabeleceu outra ordem no relacionamento entre eles — uma ordem na família. A Bíblia diz que Adão foi criado primeiro, e depois Eva. Ela foi feita a partir de Adão para ser sua auxiliadora idônea, para ajudá-lo a servir ao propósito de Deus.
Portanto, existe uma ordem entre o homem e a mulher. O homem deve ser a cabeça da família, e a mulher deve ser o corpo da família. Com a cabeça e o corpo juntos, uma obra pode ser realizada.
Vocês sabem, se houver apenas a cabeça, sem um corpo, o que se pode fazer? Está morto. Ou, se houver um corpo sem cabeça, não há nada que se possa fazer; está morto. Mas, quando a cabeça e o corpo estão juntos, algo pode ser feito. Muito pode ser feito. Esse é o propósito de Deus. A ordem tem relação com a obra.
Assim, na criação do homem, Deus estabeleceu duas ordens: primeiro, o relacionamento do homem com Deus; segundo, o relacionamento entre o homem e a mulher. Enquanto essas duas ordens fossem mantidas, havia paz.
Não sabemos por quanto tempo isso continuou. Algumas pessoas pensam que não durou muito. Algumas até tentam calcular quantas horas foram e conseguem nos dizer em que hora Eva foi tentada a comer aquele fruto proibido. As pessoas até dizem que o fruto proibido era uma maçã, porque o homem tem um pomo de adão.
A Bíblia não diz nada sobre isso. De qualquer modo, sabemos uma coisa: um dia o tentador entrou sorrateiramente no jardim e tentou Eva.
Não sabemos por que Adão e Eva não estavam juntos. De alguma forma, ela se afastou de Adão. Foi atraída pela árvore do conhecimento do bem e do mal. Ela devia parecer muito bonita, muito atraente. Eva estava pensando naquela árvore.
Então o tentador veio e a tentou: “É verdade que Deus proibiu vocês de comer qualquer fruto do jardim?”
Vocês sabem o que isso significa. Naqueles dias, o fruto era o alimento do homem. Deus deu ao homem frutos para comer, para sustentar a vida. Se Deus os proibisse de comer todos os frutos, isso significaria que Deus era cruel — Ele queria que morressem de fome. Deus seria um Deus cruel, não um Pai amoroso, não um Deus amoroso.
É claro que ela sabia um pouco mais do que isso, mas não estava muito satisfeita com a situação. Ela disse: “Deus nos permite comer todos os frutos, exceto o desta árvore. Não se pode tocá-la. Não apenas não se pode comer dela; não se pode tocá-la”.
Satanás teve a sua oportunidade. Foi dado terreno a Satanás. Então Satanás disse: “Bem, será mesmo assim? Deus teve ciúmes de vocês. Ele não queria que vocês conhecessem o bem e o mal e fossem como Ele. É por isso que Ele não queria que vocês comessem dessa árvore. Comam. Então vocês serão como Deus. Não precisarão mais de Deus”.
E Eva foi tentada. Ela comeu o fruto e o deu ao seu marido, Adão.
Vocês sabem, uma ordem divina foi violada. Eva foi edificada para ser a auxiliadora idônea de Adão. Ela deveria ter reconhecido Adão como sua cabeça. Mas aqui vemos que Eva tomou a iniciativa. Ela tomou uma decisão, comeu, foi até seu marido, e seu marido a seguiu.
Em outras palavras, uma ordem divina que Deus havia estabelecido na família foi violada.
Mas vocês sabem que o pecado entrou neste mundo por um homem, não por uma mulher. Historicamente, entrou por uma mulher; mas, espiritualmente, entrou por um homem, porque Deus responsabilizou Adão.
Eva foi enganada, mas Adão pecou deliberadamente. Ele sabia que Deus os havia proibido de comer daquele fruto. Mas, quando Eva lhe deu o fruto, de alguma forma ele considerou Eva mais importante do que Deus. Não queria perder Eva. Por isso, comeu deliberadamente.
É por isso que a Bíblia diz que o pecado entrou neste mundo por um homem. Deus responsabilizou Adão porque ele era a cabeça da família.
Queridos irmãos e irmãs, as duas ordens divinas que Deus havia estabelecido para o homem foram violadas. Não apenas a ordem na família foi violada, mas também a ordem entre Deus e o homem. O homem não obedeceu a Deus. O homem queria ser igual a Deus. O homem desprezou o mandamento de Deus.
É por isso que o juízo veio imediatamente. A ordem de Deus não pode ser violada. Imediatamente, eles foram expulsos do jardim do Éden, e a terra começou a produzir cardos e espinhos. Tudo mudou.
Às vezes, as pessoas pensam: “Bem, Adão não cometeu realmente um crime terrível. Ele comeu apenas, quem sabe, meia maçã. Por que Deus levaria isso tão a sério?” Irmãos e irmãs, não é uma questão dessas. É uma questão de a ordem divina que Deus havia estabelecido no homem e no universo ter sido violada.
O governo de Deus foi violado. Como Deus poderia governar o universo se permitisse que o Seu governo, a Sua ordem, fosse desafiado e violado?
Tomando emprestado um termo — que não se encontra nas Escrituras, mas vem do ensino dispensacionalista —, vemos que, depois que o homem pecou, a humanidade entrou no período que chamamos de consciência. Daí em diante, o homem viveu pela sua consciência.
Mas, infelizmente, as pessoas sempre carregavam uma consciência má. A consciência deve defender e, às vezes, acusar. Mas, depois que o homem caiu em pecado, a consciência sempre acusava e nunca defendia. Você pode se desculpar, mas a sua consciência nunca o desculpa.
O homem começou a carregar uma consciência má. Vivendo sob uma consciência má, gradualmente a consciência foi ficando cauterizada. A consciência começou a endurecer e, mesmo quando as pessoas praticavam violência, sua consciência estava morta.
É por isso que, em Gênesis 6, Deus olhou para o homem e viu que o mundo inteiro estava corrompido — a violência, a corrupção, até mesmo a imaginação de seus pensamentos era inteiramente má. Deus disse: “Preciso fazer alguma coisa”.
Então Deus enviou um dilúvio sobre este mundo e destruiu a humanidade. Mas, em Sua graça, preservou a vida de Noé e de sua família na arca.
Quando Noé e sua família saíram da arca, Deus fez uma aliança com Noé. Deus sabia que a consciência não havia funcionado. Então, para ajudar a manter alguma ordem no mundo, Deus deu à humanidade o governo.
Quando vocês leem Gênesis 9, encontram Deus dizendo: “Vocês podem comer de tudo, de todas essas criaturas vivas”. Antes disso, no jardim do Éden, o homem comia apenas frutos. Depois do jardim do Éden, comia frutos e vegetais. Agora Deus disse: “Vocês precisam de um pouco de carne”.
Vocês sabem, quanto mais deteriorado estiver o seu corpo físico, de mais proteína animal você precisa — provavelmente. Bem, talvez eu esteja errado; os médicos estão aqui.
Então Deus permitiu que o homem comesse carne. Mas Deus disse: “Vocês não podem comer nenhuma criatura com seu sangue, porque a vida está no sangue”. Deus não permitiria que as pessoas comessem a vida.
Deus estabeleceu um governo e disse:
Quem derramar o sangue do homem, pelo homem terá o seu sangue derramado; porque à imagem de Deus Ele fez o homem.
Irmãos e irmãs, o que é isso? Isso é governo.
Deus deu o governo ao homem porque a consciência já não era eficaz. O período da consciência terminou no dilúvio. Então Deus deu o governo ao homem. Esse é o começo do governo neste mundo.
E o que é o governo humano? O governo humano é uma tentativa de manter alguma ordem. Sem governo, haveria anarquia. Assim, com o governo, alguma ordem poderia ser mantida.
Mas o que aconteceu com o governo? Como ele terminou? Terminou na torre de Babel. Um homem chamado Ninrode tornou-se ambicioso. Era um grande caçador e se tornou o primeiro construtor de impérios. Ele construiu Nínive, construiu Babilônia e levou o povo a construir a torre de Babel.
Eles disseram: “Faremos um nome para nós mesmos”, e queriam alcançar o céu. Em outras palavras, o governo humano terminou em rebelião contra o governo de Deus.
É isso que é o governo humano. Ele deveria manter a ordem, mas ele próprio se torna inimigo da ordem de Deus. O reino deste mundo é inimigo do reino de Deus, até o dia em que Cristo voltar. Então o reino deste mundo se tornará o reino do nosso Deus e do Seu Cristo.
Assim, o governo fracassa. Por quê? Porque o governo é algo imposto de fora. Não é algo que procede da vida.
Depois disso, Deus ainda queria ajudar o homem a manter alguma ordem. Assim, vemos que Deus redimiu os filhos de Israel, libertou-os do Egito, levou-os ao monte Sinai e ali lhes deu a lei.
Por que a lei foi dada? A lei foi dada para manter alguma ordem — para ajudá-los a manter alguma ordem. Ela deveria regular o relacionamento deles com Deus, nos primeiros quatro mandamentos, e o relacionamento deles uns com os outros, nos seis mandamentos seguintes.
Deus deu ao homem essas duas tábuas da lei, procurando ajudá-lo a manter alguma ordem. Foi aí que entraram a lei e a ordem.
Mas a lei foi acrescentada por causa das transgressões. Se não há lei, não há transgressão. Porque há lei, vemos que há transgressão. Se não houvesse determinada lei, não haveria violação; mas, quando ela existe, você é tentado a fazer exatamente aquilo que está proibido de fazer.
Por quê? Bem, o período da lei terminou no cativeiro babilônico. A lei fracassou porque é algo gravado, inscrito em pedras. Não procede da vida.
Essa nossa vida caída é contrária a todo governo e a toda lei. Essa é a natureza humana. Não queremos nada que nos restrinja. Queremos liberdade. “Dê-me liberdade ou dê-me a morte.” E, certamente, você terá a morte.
Agora, irmãos e irmãs, lembrem-se disso, porque é muito importante. Deus provou o homem com o governo; não funcionou. Com a lei, não funcionou. Em outras palavras, todas essas ajudas exteriores não ajudam.
Por quê? Porque o problema está dentro de nós — em nossa vida caída, em nossa natureza caída. Não gostamos da ordem divina. Não gostamos que o governo nos governe. Não gostamos da lei, de algo imposto a nós. Queremos ser livres para fazer tudo o que desejamos. Essa é a natureza humana.
É por isso que o governo e a lei nunca funcionam de verdade.
Mas, queridos irmãos e irmãs, em todo este mundo a ordem divina foi rejeitada até que, um dia, na plenitude do tempo, Deus enviou o Seu próprio Filho a este mundo.
Vocês sabem que, quando nosso Senhor Jesus veio a este mundo, Ele veio demonstrar a ordem divina? Neste mundo de desordem, veio um Homem que representava a ordem divina.
Vocês olham para a vida do nosso Senhor Jesus e descobrem que a ordem divina era o princípio da Sua vida.
Ele era igual a Deus e, ainda assim, durante toda a Sua vida — especialmente se vocês lerem o Evangelho segundo João —, repetidas vezes Ele disse:
Nada posso fazer de Mim mesmo. Eu faço porque vi Meu Pai fazer. Não sou Eu Quem faz; é Meu Pai Quem faz em Mim. Não posso dizer nada por Mim mesmo. Eu digo porque ouvi. É Meu Pai Quem fala.
Durante toda a Sua vida, Ele foi tentado de todos os lados a violar a ordem divina. Vocês se lembram: depois de ser batizado, Ele foi conduzido ao deserto, e Satanás veio e O tentou.
O que está por trás da tentação? O que está por trás da tentação é muito simples: se você obedecer à ordem divina de Deus, sofrerá. Faça alguma coisa por conta própria e ficará satisfeito.
Nosso Senhor estava jejuando havia quarenta dias e quarenta noites, e estava com fome. Satanás veio e disse: “Bem, Tu és o Filho de Deus. Deus não providenciou pão para Ti. Tu podes transformar estas pedras em pães e satisfazer a Ti mesmo”.
Mas o Senhor disse:
Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
Em outras palavras: ordem divina. Se Deus não tivesse ordenado, Eu não faria. Nem mesmo diante da morte, Eu faria.
Durante toda a Sua vida, vemos que Ele foi tentado a fazer algo por conta própria, mas recusou. Ele Se humilhou debaixo da poderosa mão de Deus, obediente até a morte, sim, a morte de cruz.
Pela primeira vez na história humana, encontramos uma Pessoa que obedeceu perfeitamente à ordem de Deus. Não é de admirar que os céus se abrissem e dissessem:
Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo.
Mas, irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Vocês sabem, sendo Ele Deus, conseguem imaginar Deus conhecendo a obediência por experiência?
Deus, sendo Deus, nunca obedece a ninguém. Ele não deveria. Ele não poderia. Se obedecesse a alguém, já não seria Deus. Ele é soberano.
Assim, vemos que o Filho de Deus, quando veio a este mundo para ser Homem, teve de aprender a obediência. Não era algo com que Ele tivesse nascido.
Irmãos e irmãs, a obediência não é algo com que vocês nascem. A rebelião é o que vocês trazem desde o nascimento. Se vocês conseguem obedecer, isso é um milagre. Mas hoje, com a redenção do Senhor, essa é a norma.
Quando nosso Senhor Jesus veio a esta terra e Se tornou Homem, embora fosse sem pecado, teve de aprender a obediência. Ele não conhecia a obediência por experiência, mas teve de aprendê-la.
Em Seus trinta e três anos na terra, Ele aprendeu a obediência pelo caminho difícil. Sofreu por isso. Sofreu fome para aprender a obediência. Sofreu incompreensão para aprender a obediência.
Ele sofreu perseguição, a afronta dos homens e a rejeição dos homens por causa da obediência. Se simplesmente Se levantasse e tomasse o reino, seria bem recebido. Mas Ele não faria isso. Sofreu por causa disso.
Pelas coisas que sofreu, Ele aprendeu a obediência — obediência a Deus, para manter a ordem divina em Sua vida. Portanto, havia paz. Havia paz entre Ele e Deus. Havia harmonia, sem uma única discordância.
Mas, queridos irmãos e irmãs, Ele não veio apenas demonstrar a ordem divina. Ele veio colocar a ordem divina ao nosso alcance. É por isso que teve de ir à cruz.
Ele foi obediente até a morte, sim, a morte de cruz. Ali, na cruz, Ele liberou essa vida obediente para vocês e para mim.
Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se disto: a vida que vocês receberam de Deus, a vida eterna que está em vocês hoje, é uma vida que foi testada e comprovada como obediente e capaz de manter a ordem divina.
Em Hebreus 5, lemos que, porque Ele aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, tendo sido aperfeiçoado, tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem.
Irmãos e irmãs, para todo aquele que Lhe obedece, Ele é o Autor da salvação eterna. Em outras palavras, temos a Sua vida em nós, e essa vida conhece a ordem divina. Ela exige que mantenhamos a ordem divina.
Mas, porque há carne em nós, haverá luta. Precisamos negar a nós mesmos, tomar a nossa cruz e segui-Lo. Mas, quando Lhe obedecemos, Ele Se torna o Autor, o Originador, o Doador, Aquele que realiza a nossa salvação eterna, para que também possamos voltar à ordem que Deus predeterminou para a humanidade.
Aqui encontramos o apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 11, falando sobre a ordem divina. Agora, irmãos e irmãs, não podemos falar sobre ordem divina com o mundo, porque o mundo não sabe o que é ordem divina. Mesmo que soubesse, não conseguiria mantê-la.
Mas, entre os redimidos do Senhor, nós que recebemos a Sua vida em nós, queridos irmãos e irmãs, precisamos falar sobre a ordem divina. Sim, eu sei que as pessoas não gostam de falar sobre ordem. Eu também não gosto de falar sobre isso.
Receio que, por causa disso, entre o povo de Deus não conheçamos a ordem divina. Violamos a ordem divina; sofremos porque não a compreendemos.
Se a ordem divina não for restaurada na igreja, entre os redimidos do Senhor, irmãos e irmãs, como vocês podem esperar que a ordem divina seja introduzida neste mundo caótico?
Portanto, aqui encontramos Paulo falando sobre a ordem divina. É muito, muito importante compreender isso, porque, se vocês o compreenderem, não apenas deixarão de ficar descontentes com a ordem divina; vocês se alegrarão nela.
A Palavra diz:
Quero que saibais que a cabeça de todo homem é Cristo; e a cabeça da mulher é o homem; e a cabeça de Cristo é Deus.
Essa ordem divina é demonstrada primeiro no relacionamento entre Cristo e Deus. Já mencionamos que, em Filipenses 2, Aquele que está na própria forma de Deus é igual a Deus, e isso não é algo de que Ele precise Se apoderar.
Em outras palavras, entre o Pai e o Filho há igualdade. Em essência, Eles são o mesmo. O Pai não é diferente do Filho, e o Filho não é inferior ao Pai. Em essência e substância, Eles são o mesmo. São iguais — iguais em vida desde a eternidade.
Mas, em função da obra a ser realizada, vemos que a vida no Pai e a vida no Filho fazem surgir uma ordem.
É por isso que dizemos que vocês nunca compreenderão a ordem divina se não conhecerem a vida divina. Não é algo imposto de fora; ela procede da vida.
Se podemos dizer assim, houve um conselho na Divindade na eternidade passada. Eles começaram a conversar sobre um projeto, um plano, algo a ser feito para cumprir o propósito eterno de Deus.
Enquanto conversavam sobre isso, vemos a vida no Filho dizendo: “Estou disposto a ocupar um lugar inferior. Estou disposto a reconhecer a Ti, Pai, como Minha cabeça. Estou disposto a ser o Teu corpo. Estou disposto a vir ao mundo e sofrer até a morte, se o Teu propósito puder ser cumprido”.
Quando o Filho de Deus Se ofereceu para ocupar um lugar inferior, não se tratava de desigualdade. Na verdade, era uma bela e maravilhosa expressão da vida divina.
Não houve coerção, nada foi imposto, nada foi solicitado; mas o Filho disse voluntariamente: “Estou disposto a fazer isso. Reconhecerei a Ti, Pai, como Minha cabeça. Não serei a cabeça. Não darei mais ordens. Aprenderei a obediência. Mesmo que tenha de sofrer por isso, Eu a aprenderei”.
Como isso é belo.
E sabem de uma coisa? Não foi fácil para o Pai Se oferecer e dizer: “Bem, estou disposto a ser a cabeça, a assumir toda a responsabilidade sobre Mim. Estou disposto a assumir essa responsabilidade com tamanha seriedade, a ponto de entregar Meu Filho amado para que o propósito seja cumprido”.
Às vezes pensamos que é difícil para o Filho, mas precisamos lembrar que é igualmente difícil para o Pai. Pensamos que liderar é fácil e obedecer é difícil. Mas, irmãos e irmãs, é a mesma coisa.
Ser a cabeça é uma responsabilidade tremenda. É um grande sacrifício, porque Ele teve de não poupar o Seu próprio Filho. O Pai estava disposto a fazer isso, e o Filho estava disposto a assumir o Seu lugar. Foi isso que aconteceu.
Aqui vocês têm a bela imagem da vida de Cristo nesta terra: como Ele sempre reconheceu o Pai como Sua cabeça. Ele sempre foi o corpo que executava toda a vontade da cabeça.
O que seria a cabeça se não houvesse um corpo para executar tudo o que ela havia planejado? Que perfeita harmonia e cooperação havia entre o Pai e o Filho! Irmãos e irmãs, essa é a ordem divina. Esse é o exemplo da ordem divina.
Depois de nos mostrar essa ordem divina, Deus passa a dizer:
Cristo é a cabeça de todo homem.
Vocês sabem, irmãos e irmãs, como Cristo pode ser a cabeça de todo homem se Ele não sabe reconhecer Deus como Sua cabeça? Porque Ele reconheceu Deus como Sua cabeça, Ele está qualificado. Ele provou estar plenamente qualificado para ser a cabeça de todo homem.
Se você nunca esteve debaixo de autoridade, então, quando receber autoridade, abusará dela. Mas, se esteve debaixo de autoridade, então, quando receber autoridade, você a usará para edificar, não para destruir.
Cristo é a cabeça de cada redimido do Senhor. Agora, irmãos e irmãs, teoricamente todos sabemos disso.
É por isso que, em Romanos 12, precisamos apresentar o nosso corpo como sacrifício vivo. Por que devemos apresentar o nosso corpo como sacrifício vivo? Para que Cristo seja verdadeiramente a cabeça sobre nós.
Se você não apresentar o seu corpo como sacrifício vivo, se não consagrar tudo o que é e tem a Ele, você ainda é a sua própria cabeça. Mas, quando apresenta o seu corpo como sacrifício vivo, isso significa que, a partir de agora, você O reconhece como sua cabeça.
Em todas as coisas, você permanecerá ligado à Cabeça. Você permite que Ele dê a palavra e aprenderá a obedecer. Esse é o significado.
Não há problema com Cristo como Cabeça. Ele sabe como ser a sua Cabeça. Ele deu a Sua vida por você.
Mas o problema é que não sabemos como ser o Seu corpo. Não sabemos como permanecer ligados a Ele como Cabeça em todas as coisas.
Mais uma vez, vemos que é uma questão de vida. A vida divina em você não exige que você se submeta a Cristo? A vida divina em você não clama para que Cristo seja a sua Cabeça?
Se você permitir que Ele seja a sua Cabeça, que alegria, que paz! Mas, quando não permite que Ele seja a Cabeça e tenta ser a sua própria cabeça, que conflito, que luta, que tristeza!
Que isso não seja apenas uma questão de autoridade; precisa ser uma realidade para você. Primeiro, apresente diariamente o seu corpo como sacrifício vivo.
De manhã cedo, quando acordar, diga ao Senhor que você pertence a Ele. Peça-Lhe que seja a sua Cabeça — que governe, controle e conduza o seu dia. Em todas as coisas, olhe para Ele. Deixe que Ele o guie e o conduza.
Ele está presente para completar e aperfeiçoar você. Não há alegria nem bênção maior do que ter Cristo como sua Cabeça.
Essa é uma ordem divina que precisa ser restaurada — não apenas em nós individualmente, mas também na igreja.
Efésios diz que Deus constituiu Cristo como Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, que é o Seu corpo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos. Somente quando o povo de Deus, em conjunto, permanece ligado à Cabeça é que o corpo está unido e seus membros ministram uns aos outros para o crescimento do corpo, com o crescimento que vem de Deus, em amor.
Essa ordem foi restaurada em você? Essa ordem foi restaurada na igreja?
Como sabemos que a vida reina? Onde vocês veem essa ordem, há vida. Quando a vida enfraquece, essa ordem também vai desaparecendo.
Então vemos que vem a seguir isto: o homem é a cabeça da mulher. Agora estou tocando num ponto sensível, mas, na verdade, se vocês o enxergarem, é algo belíssimo.
Infelizmente, tudo o que sabemos é que o homem é a cabeça da mulher, sem saber que Cristo é a cabeça de todo homem, ou sem saber que Deus é a cabeça de Cristo. Esse é o nosso problema.
Se vocês enxergarem a ordem divina a partir do relacionamento entre Deus e Cristo e do seu relacionamento com Cristo, então, irmãos e irmãs, qual é o problema?
Na ordem divina de Deus, Ele coloca, na família, o homem como a cabeça e a mulher como o corpo. Mais uma vez, não é uma questão de desigualdade.
Na vida espiritual, na graça de Deus, Ele não faz acepção entre homem e mulher. Ele concede a Sua graça com a mesma generosidade e liberdade tanto às mulheres quanto aos homens, porque em Cristo não há homem nem mulher.
Nossa vida espiritual é igual. Na verdade, vocês percebem que, muitas vezes, as irmãs são mais espirituais do que os irmãos.