Vamos ler Gênesis 2:8-9.
E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do oriente; e pôs ali o homem que tinha formado.
E o Senhor Deus fez brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Salmos 36:9.
Porque em Ti está o manancial da vida;
na Tua luz veremos a luz.
Evangelho segundo João, em João 1:4.
NEle estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
João 17:3.
E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste.
Agora, irmãos e irmãs, creio que todos sabemos que estamos vivendo no tempo da obra de restauração de Deus. Na verdade, Deus vem realizando essa obra de restauração desde o início da história humana. Mas sabemos que estamos chegando muito perto do fim da obra de restauração de Deus. Portanto, estamos vivendo num tempo muito crítico.
É um tempo em que precisamos saber o que Deus está restaurando, para que possamos cooperar com Ele e não ficar fora de Sua vontade.
Todos sabemos que, entre os apóstolos, João é um instrumento especial de Deus nessa obra de restauração. Sabemos que, quando foi chamado, ele estava consertando as redes. E sabemos que consertar as redes é uma obra de restauração.
Em sentido figurado, sabemos que o apóstolo Pedro, quando foi chamado, estava lançando as redes. Isso significa que o ministério de Pedro era pregar o evangelho e trazer pessoas para o reino de Deus, assim como um pescador lança a rede para recolher os peixes.
Também conhecemos o ministério do apóstolo Paulo. Quando foi chamado, ele era fabricante de tendas. Isso significa que ele é aquele que Deus usou para tomar os materiais já preparados e fazer deles um tabernáculo, a casa de Deus.
Mas, com o passar do tempo, a rede precisa de conserto, e a casa precisa de reparos. Essa é a obra do apóstolo João.
Irmãos e irmãs, temos uma percepção muito real de que estamos vivendo nesse tempo em que as redes têm muitos buracos. Vemos que muitas pessoas apanhadas na rede escapam e não são edificadas na casa de Deus.
Para dar apenas um exemplo: o evangelho de Jesus Cristo — e estou me referindo ao verdadeiro evangelho, aquele que pregamos e ouvimos — é, principalmente, o Evangelho segundo Lucas. É o evangelho do arrependimento e do perdão dos pecados. Graças a Deus por isso.
Mas, infelizmente, constatamos que hoje não pregamos o evangelho completo. O evangelho do arrependimento e do perdão dos pecados é parte do evangelho, mas há outros aspectos que precisam ser pregados. Por exemplo, o Evangelho segundo Mateus é o evangelho do reino.
Como esse aspecto do evangelho não tem sido pregado, vemos que hoje há muitos bebês em Cristo na igreja. Eles não crescem como deveriam e não estão sendo edificados juntos na casa de Deus.
Eles não sabem o que é disciplina. Não sabem o que é obediência. Não conhecem o senhorio de Cristo nem Sua autoridade como Cabeça. São salvos, graças a Deus por isso; mas, por não conhecerem o reino nem o Rei, não são edificados na casa de Deus.
Ao olharmos para a casa de Deus, a igreja de hoje, creio que é muito evidente para nós que não há muro. Como nos tempos antigos, os muros de Jerusalém estavam todos derrubados, e as portas haviam sido queimadas. Isso significa que não havia separação, e o inimigo podia entrar a qualquer momento.
Isso revelava a condição de ruína de Jerusalém, do povo de Deus nos tempos antigos. Hoje encontramos a mesma coisa. Não há separação entre a igreja e o mundo. Não há muro, nem sequer portas; o inimigo pode entrar como quiser.
Não apenas faltam o muro e as portas, mas vemos que até o próprio fundamento foi abalado. A igreja deveria ser a coluna e o fundamento da verdade, mas vemos que a verdade de Deus está sendo contestada, questionada e desacreditada. O próprio fundamento da casa foi abalado.
O povo de Deus está disperso, pedras vivas espalhadas por toda parte. Precisamos de uma restauração profunda — não apenas de pequenos reparos, mas de uma grande obra de renovação e restauração.
É por isso que sentimos que, em nossos dias, o ministério do apóstolo João é tão relevante para nós. Precisamos conhecer melhor o ministério que Deus deu ao apóstolo João.
Agora, qual é o ministério de João? Qual é a essência do ministério de restauração? O que ele é, essencialmente? Creio que o ministério de João é um ministério de vida.
Olhem rapidamente para todos os escritos do apóstolo João. O Evangelho segundo João, sem dúvida, é o evangelho da vida. Ele nos diz o que é a vida — ou, mais precisamente, Quem é a vida —, onde podemos encontrá-la e como podemos recebê-la.
As epístolas de João nos mostram a própria natureza, o caráter e as qualidades dessa vida. Como reconhecemos a vida quando ela está presente? A vida é quase como a eletricidade. Como você a reconhece? Como entra em contato com ela? Como sabe que há vida, ou que aquilo não é vida? A primeira epístola de João nos ensina a reconhecer essa vida por suas qualidades.
E, naturalmente, o livro de Apocalipse é o triunfo da vida. A vida vence a morte. Portanto, o ministério de João é realmente um ministério de vida.
Agora, irmãos e irmãs, quando falamos dessa questão da restauração, precisamos lembrar que estamos falando de vida, e não de qualquer outra coisa.
É verdade que, ao olharmos para a história da igreja, sempre que há um mover do Espírito de Deus sobre Sua igreja, parece haver uma restauração da verdade. Por exemplo, durante a Reforma, vemos a restauração da verdade da justificação pela fé.
Mas, queridos irmãos e irmãs, na realidade, não é apenas a verdade, a doutrina ou o ensino da justificação pela fé que são restaurados. Se apenas o ensino é restaurado e não há nada além de um ensino ou de uma verdade fria, sabemos que isso não é restauração. Nada foi restaurado.
A razão pela qual a verdade da justificação pela fé foi renovada e restaurada no tempo da Reforma é que havia vida ali. Martinho Lutero, o principal instrumento da Reforma, experimentou a justificação pela fé em Cristo.
Como ele a experimentou em Cristo, não se tratava apenas de uma verdade fria. Era uma Pessoa viva que Se tornou sua justificação. É por isso que havia poder ali.
Não é uma forma, um método ou uma técnica que são restaurados.
Por exemplo, considerem os batistas ou, antes deles, os anabatistas na história da igreja. Eles criam que precisavam ser batizados por imersão. Naqueles dias, os bebês eram batizados; e não apenas isso, mas, pelo batismo, eram recebidos no reino de Deus. Era a regeneração batismal: por ter sido batizado, você era, portanto, regenerado e pertencia ao reino de Deus.
Então, algumas pessoas se levantaram e disseram: “Não, isso não é o que diz a Escritura. A Escritura diz que precisamos crer e, ao crermos, somos batizados”. Os outros os chamaram de anabatistas ou, mais tarde na história, de batistas.
Muitos anabatistas foram perseguidos porque criam no batismo por imersão. Muitos foram afogados. Seus perseguidores diziam: “Está bem, vocês querem ser batizados? Nós vamos batizá-los”. Amarravam uma pedra ao pescoço deles e os afogavam. Muitos foram martirizados dessa maneira.
Será que estavam dispostos a ser martirizados apenas pela verdade ou pelo ensino do batismo? Não creio. Irmãos e irmãs, pergunto-me quantas pessoas estariam dispostas a ser afogadas por causa disso.
Foi porque, por trás da verdade, encontraram o Senhor no batismo. É vida. Como havia vida ali, desprezaram a morte.
Portanto, irmãos e irmãs, em toda obra de restauração de Deus ao longo da história da igreja, vemos que não se trata apenas de uma verdade restaurada, de uma maneira de proceder restaurada ou de alguma forma esquecida restaurada. Graças a Deus por essas coisas; elas precisam ser restauradas. Mas, por trás de todas elas, está a restauração da vida.
É muito fácil comprovar isso. Por quê? Porque, em certos grupos, a verdade está presente e a forma está presente; mas, como a vida não está presente, não vemos o testemunho de Jesus Cristo.
Os luteranos ainda creem na restauração da justificação pela fé por meio de Lutero. Mas, infelizmente, hoje muitos luteranos podem reconhecê-la como um credo, sem conhecer, em sua própria vida, o que é a justificação pela fé.
O mesmo acontece com os batistas. Eles podem ser batizados, mas, mesmo entre os batistas de hoje, há muitos dos chamados batistas liberais que nem sequer creem que a Bíblia é a Palavra de Deus. Isso não é restauração.
Portanto, sabemos que a restauração é a restauração da vida. Irmãos e irmãs, hoje enfatizamos muitas coisas, mas, infelizmente, negligenciamos a vida.
Se a vida estiver ausente, se não colocarmos toda a nossa ênfase na vida, não importa o que façamos nem em que creiamos — ainda que essas coisas estejam corretas —, não haverá a obra de restauração de Deus. Isso é verdade individualmente e também coletivamente.
Agora, o que é restauração? Restauração é mais do que simplesmente recuperar o que foi perdido.
Muitas vezes pensamos que restaurar é recuperar o que se perdeu, assim como a mulher perdeu uma moeda de prata e precisou encontrá-la, ou um pastor perdeu uma ovelha e precisou sair para procurar a ovelha perdida.
Mas, falando com precisão, a restauração é mais do que recuperar o que foi perdido. A restauração é recuperar aquilo que Deus planejou originalmente.
Quando Deus criou o homem, ele foi feito completo e perfeito, mas ainda precisava ser aperfeiçoado. Em outras palavras, mesmo antes de o homem pecar, havia algo que Deus havia determinado de antemão para ele e que ele nunca havia recebido.
É por isso que a restauração não é apenas recuperar o que foi perdido. Sabemos como o homem pecou e perdeu quase tudo. Mas simplesmente recuperar tudo o que perdeu não é restauração. A restauração é recuperar tudo o que foi perdido e mais — trazer o homem de volta ao plano original de Deus. Isso é restauração.
A restauração sempre volta ao princípio. Agora, irmãos e irmãs, estamos chegando ao fim. À medida que chegamos ao fim, sinto que é cada vez mais importante voltarmos ao princípio, porque o fim deve encontrar o princípio.
Quando lemos o livro de Apocalipse, vemos que ele nos fala sobre o fim. Quando chegamos a Apocalipse 21 e 22, o que encontramos? Encontramos a cidade santa, a Nova Jerusalém.
Ao olhar para essa cidade, uma coisa impressiona mais do que tudo: no meio da cidade está o trono de Deus e do Cordeiro, e desse trono sai um rio de água viva.
Esse rio, por assim dizer, percorre toda a cidade. É maravilhoso. Por quê? Porque, nessa visão, vemos uma cidade imensa; e, no entanto, essa cidade imensa tem apenas uma rua.
Há doze portas, três de cada lado, e apenas uma rua. Como fazer essa única rua alcançar as doze portas? E, no entanto, o rio percorre toda a cidade.
O texto diz que, no meio da rua e de um e de outro lado do rio, está a árvore da vida. Em outras palavras, a árvore da vida está por toda a cidade. Um rio, uma rua e uma árvore da vida abrangem toda a cidade. É somente vida — vida em abundância.
É isso que Deus busca. Ele busca uma cidade cheia de Sua vida.
Se esse é o fim que Deus tem em vista, sabemos, então, que esse é o princípio. Portanto, voltemos a Gênesis, ao princípio.
Vemos que Deus tomou a terra vermelha e a moldou na forma de um homem. Soprou nesse homem o fôlego de vida, e a Bíblia diz que o homem se tornou uma alma vivente.
Em outras palavras, esse bloco de barro foi moldado na forma de um homem, mas estava morto. Então, o fôlego de vida entrou nessa forma, e aquele homem se levantou e se tornou uma alma vivente. Tornou-se uma pessoa viva; tinha vida dentro de si.
Mas essa vida era a vida da alma. Ela o animava, tornava-o ativo e lhe permitia agir como pessoa. Mas era a vida da alma.
Esse não era o fim da criação. No que diz respeito à obra de criação que Deus realizou no homem naquele momento, ela estava completa. Mas havia uma obra adicional a ser feita, e essa obra não podia ser feita por Deus sozinho. Ele exigia a cooperação do homem.
É algo estranho, um mistério: por que Deus decidiu agir assim? Mas o homem foi criado como uma obra-prima de Deus, e Deus tinha um propósito grandioso para ele.
O homem deveria governar e reinar para Deus. Foi feito à imagem de Deus e recebeu domínio sobre as coisas que Deus criou. O homem foi criado com o propósito de ser uma auxiliadora idônea, uma contraparte, do Filho amado de Deus.
O homem precisava ser uma contraparte, ser semelhante ao Filho de Deus, para ser Sua auxiliadora idônea — para ajudar Seu Filho.
No entanto, essa criação maravilhosa, esse corpo maravilhoso e essa maravilhosa vida da alma, que permite ao homem pensar, trabalhar, governar, expressar-se e tomar decisões, irmãos e irmãs, não eram suficientes para cumprir o propósito de Deus para o homem.
Por isso, Deus colocou o homem no jardim do Éden, o jardim do prazer. Deus fez crescer todas as árvores com frutos para o corpo do homem. Mas, no meio do jardim, estava a árvore da vida.
Agora, irmãos e irmãs, Deus já não havia dado vida ao homem? Deus soprou no homem o fôlego de vida, e o homem se tornou uma alma vivente. Sim, ele tinha vida, mas a vida que havia recebido de Deus era uma vida criada — uma vida criada por Deus, que lhe permitia viver e agir como homem.
Mas o homem não tinha a vida divina: a vida de Deus, a vida incriada de Deus, a vida gloriosa, a vida eterna, a vida da mais elevada qualidade, a vida sem fim. Ele não a tinha.
A árvore da vida representa a vida divina de Deus. Em certo sentido, Deus colocou Sua própria vida numa árvore. Por quê? Porque isso tornou essa vida acessível. Quando você come o fruto, recebe a vida daquela árvore.
Embora, no jardim do Éden, o homem tenha rejeitado a árvore e não tenha comido o fruto da árvore da vida, Deus lhe deu outra oportunidade. No Gólgota, naquele madeiro, a cruz, Cristo foi crucificado. A vida foi novamente disponibilizada ao homem.
A árvore da vida estava no meio do jardim. Irmãos e irmãs, se vocês colocarem alguma coisa no centro de algum lugar, não há como deixar de notá-la. Ela chama a atenção.
Deus colocou intencionalmente a árvore da vida no meio do jardim para atrair a atenção do homem. Era como se Deus dissesse: “Coloquei Minha vida nesta árvore, no meio do jardim, para atrair você. Mas não vou forçá-lo”.
“Isso é algo em que você precisa cooperar Comigo. Precisa recebê-la voluntariamente. Se a receber de boa vontade, por sua própria escolha, então ela será sua. Então Meu propósito ao criá-lo será cumprido, e essa é a única maneira de cumpri-lo.”
Com a vida da alma, sem a vida divina de Deus, irmãos e irmãs, não apenas não somos a contraparte de Cristo, como também não podemos ser Sua auxiliadora idônea. Somente com a vida divina em nós nos tornamos Sua contraparte e somos capazes de ser Sua auxiliadora idônea.
Mas Deus colocou outra árvore ao lado da árvore da vida: a árvore do conhecimento do bem e do mal. Creio que Deus colocou aquela outra árvore ali com um propósito.
Deus queria que o homem fizesse uma escolha e exercesse seu livre-arbítrio. Deus respeita o homem que criou. Por isso, colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal ao lado da árvore da vida.
Em outras palavras, Ele procurava nos mostrar o que é a verdadeira vida e o que é a falsa vida. Você pode fazer uma escolha.
Não creio que a árvore do conhecimento do bem e do mal fosse uma árvore ruim. Não creio que Deus plantasse uma árvore ruim no jardim do Éden. Seria como uma mosca morta no unguento. Deus jamais faria isso.
Creio que a árvore do conhecimento do bem e do mal era muito melhor do que todas as outras árvores, com exceção da árvore da vida. As árvores eram boas; a árvore do conhecimento do bem e do mal era melhor; e a árvore da vida era a melhor de todas.
O que é a árvore do conhecimento do bem e do mal? É conhecimento. Quem não quer conhecimento? Por que você vai à escola, se não quer conhecimento?
De todo o conhecimento deste mundo, que conhecimento é mais elevado do que conhecer o bem e o mal? Isso é raciocínio, capacidade racional, a habilidade de discernir o bom e o mau, o bem e o mal, o certo e o errado.
Esse é o conhecimento mais elevado do mundo: conhecimento racional, filosofia, ética. Não há nada mais elevado do que isso.
Mas esse tipo de conhecimento, disponível ao homem sem a vida divina de Deus, produz morte.
Ao comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, o homem quis desenvolver sua vida da alma ao mais alto grau. Não queria que Deus fosse seu guia; queria ser seu próprio deus. Pensava que não precisava de Deus, porque conhecia a si mesmo.
O homem declarou sua independência da vida de Deus. Pensou que sua própria vida poderia ser desenvolvida ao mais alto grau e que isso lhe bastaria.
Mas, irmãos e irmãs, isso é verdade? O conhecimento do bem e do mal não traz vida; traz morte. O bem que você conhece, não faz. O mal que conhece, faz. Esse conhecimento o condena.
Não apenas isso: o conhecimento separado da vida divina de Deus, por mais elevado que seja, é a própria escuridão.
Vocês se lembram de Efésios 4:17-18:
Andando na vaidade da sua mente,
entenebrecidos no entendimento,
separados da vida de Deus.
Quando o conhecimento está separado da vida de Deus, ele é vaidade, é escuridão e resulta em morte.
Agora, irmãos e irmãs, não digam que nossos antepassados, Adão e Eva, escolheram a árvore errada, culpando-os por isso. Na verdade, olhem para a história humana. Olhem para vocês mesmos. Estamos seguindo o mesmo caminho.
Quantas vezes vivemos pelo conhecimento do bem e do mal! Quantas vezes nossa vida é governada por esse princípio! Nossa pergunta é sempre: “É bom ou é mau?”. Se for bom, vá em frente. Se for mau, tente evitar. Mas o problema é que você não consegue evitar.
Esse não é apenas o princípio pelo qual vivem as pessoas deste mundo; infelizmente, muitos cristãos são governados pelo mesmo princípio — o conhecimento do bem e do mal.
Não apenas individualmente, mas até mesmo na igreja, vemos que o povo de Deus não é governado pelo princípio da vida, mas pelo princípio do bem e do mal. As pessoas dizem: “O que há de errado nisso?”.
Como não há nada de errado, pensam que podem fazê-lo. Mas isso é vida?
Na igreja, vemos vida? Encontramos vida? Estamos vivendo essa vida? Não se trata de você estar certo ou errado. Tudo pode estar certo. Tudo pode ser bom. Mas é vida?
Irmãos e irmãs, precisamos conhecer a vida. Graças a Deus, temos a vida divina. Onde está a vida? Quem é a fonte da vida?
O salmista disse:
Porque em Ti está o manancial da vida;
na Tua luz veremos a luz.
Em outras palavras, Deus é a fonte da vida. Deus é vida.
Sua vida é vida eterna — eterna não apenas no sentido de nunca terminar, mas eterna no sentido de ser uma vida da mais elevada qualidade: incorruptível, incontaminada, que não perde seu esplendor, eterna, gloriosa.
Deus é vida. Você não pode ter vida à parte de Deus.
Mas, irmãos e irmãs, graças a Deus: a vida que o homem rejeitou no jardim do Éden, Deus, na plenitude do tempo, trouxe novamente a este mundo. Essa é a encarnação de nosso Senhor Jesus.
O Verbo Se fez carne e habitou entre os homens, como num tabernáculo, cheio de graça e de verdade. Irmãos e irmãs, há dois mil anos, a vida de Deus veio a esta terra.
Quando falamos sobre a vida, alguém diz: “Deus é a fonte da vida, mas como recebê-la? Ele está no céu”. Mas, graças a Deus, assim como no jardim do Éden Deus plantou uma árvore da vida para torná-la acessível ao homem, há dois mil anos Deus enviou Seu Filho amado a este mundo.
NEle estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
Nosso Senhor Jesus é diferente de todos os demais neste mundo. Nós, que nascemos da carne, somos carne. Temos vida, mas tudo o que temos é a vida da alma. Infelizmente, essa vida da alma caiu; portanto, tudo o que temos é uma vida caída.
Mas nosso Senhor Jesus nasceu de uma virgem. Em outras palavras, Ele não herdou a vida adâmica. Ele tinha, sim, uma vida humana da alma, mas sem pecado, incontaminada.
Além disso, a vida divina estava nEle. Vocês se lembram de João 5:26:
Porque, como o Pai tem a vida em Si mesmo,
assim deu também ao Filho ter a vida em Si mesmo.
Nosso Senhor Jesus tem vida em Si — não apenas a vida da alma, que faz dEle uma pessoa viva, um ser vivente. Mesmo como ser vivente, Ele era diferente de nós, porque em Sua vida humana não havia pecado nem contaminação do pecado.
Mais do que isso, porém, havia vida divina nEle. Deus deu ao Filho ter vida em Si mesmo para que Ele pudesse dá-la ao homem.
Onde quer que encontremos vida no homem chamado Jesus, encontramos a vida vencendo a morte. Todo o Evangelho de João nos mostra que, quando nosso Senhor Jesus estava na terra, pela primeira vez na história humana havia um homem que estava vivo em meio à morte.
O mundo inteiro estava sob o domínio da morte, porque Satanás, o inimigo, tinha o poder da morte e usava esse poder para governar a humanidade. Em toda parte encontramos morte. Não importa para onde você se volte — para a religião, para a moralidade mais elevada, para a religião mais pura —, ali você encontra morte.
Considerem Nicodemos, um homem notável entre os homens. Ele era o mestre de Israel: idoso, instruído, religioso, piedoso, erudito, moralmente correto. Veio ao Senhor Jesus à noite, com humildade, dizendo: “Tu és um mestre vindo do alto. Eu sou mestre, o mais elevado mestre na terra, mas Tu és o Mestre que vem do alto. Tens algo para me ensinar, para que eu possa entrar no reino de Deus”.
O Senhor Jesus disse:
Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer do alto não pode ver o reino de Deus.
Não apenas entrar nele; não pode nem sequer vê-lo. Não há vida em você. É morte.
Nicodemos era a flor e o fruto do judaísmo, mas o Senhor Jesus disse, em essência: “Você está muito longe do reino de Deus. Está em outro domínio. Está no domínio da morte. O que você precisa é de vida — a vida de Deus”.
Você não pode encontrar vida neste mundo.
Em João 4, encontramos a mulher samaritana. Ela tinha sede — não apenas fisicamente, mas interiormente. Por causa de sua sede, tentou encontrar satisfação no mundo, nos prazeres do mundo, no mundo sensual. Mas não conseguiu encontrá-la. A satisfação não estava ali.
A vida não está no mundo. Não importa quanto do mundo você obtenha, ele não pode satisfazê-lo. Ela havia tido cinco maridos e estava vivendo com um sexto homem, e ainda tinha sede. Nada no mundo pode satisfazê-lo, porque é morte.
O Senhor Jesus disse: “Eu lhe darei água viva. Ela brotará dentro de você como uma fonte, e você nunca mais terá sede”. Em outras palavras, a vida é encontrada somente em Cristo. Você não pode encontrar vida em nenhum outro lugar.
A vida não é algo separado de Cristo. O que é a vida eterna? Conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro, e conhecer Aquele que enviaste — isso é vida eterna.
A vida eterna é o verdadeiro conhecimento, não um conhecimento falso. É conhecer a Deus; é conhecer a Cristo. Esse conhecer não é um conhecimento mental. É conhecer com o coração — conhecê-Lo, e não apenas saber a respeito dEle.
É crer nEle, recebê-Lo, experimentá-Lo e tê-Lo em você. Quando você crê e O recebe em seu interior, fica satisfeito. Seus olhos são abertos, e você é ressuscitado dentre os mortos.
É por isso que, onde quer que nosso Senhor Jesus fosse, Ele tocava a morte e trazia vida. Esse é o Evangelho segundo João.
Queridos irmãos e irmãs, graças a Deus, temos crido nEle. Quando cremos nEle, temos vida eterna. Mas não pensem na vida eterna como algo fora de Cristo.
Em outras palavras, você não vem ao Senhor Jesus, confessa seus pecados, diz que crê nEle e então recebe um pacote chamado vida eterna, como se fosse uma apólice de seguro para ser usada depois de sua morte e levá-lo ao céu. Deus nunca faz algo assim.
A vida eterna é conhecer a Deus e conhecer a Cristo. É Ele. Ele é a vida eterna. É por isso que, em Colossenses, encontramos que Cristo é a nossa vida.
Irmãos e irmãs, quando vocês creem no Senhor Jesus, não recebem apenas alguma coisa; recebem Alguém. Alguém entra em vocês para ser sua vida. Vocês têm a vida divina em seu interior, e todas as possibilidades estão ali.
Agora vocês podem ser a contraparte de Cristo. Podem ser semelhantes a Ele. Podem ser Sua auxiliadora idônea, para ajudá-Lo a cumprir o propósito de Deus.
Pensem nisso: Ele Se humilha para pedir sua ajuda — não uma ajuda natural, como Eva foi dada a Adão, mas ajuda para cumprir o propósito de Deus.
Irmãos e irmãs, graças a Deus: quando vocês creem no Senhor Jesus, recebem Alguém. Esse é o tesouro.
Vocês sabem disso? Reconhecem essa vida em seu interior? E vivem por essa vida?
Infelizmente, irmãos e irmãs, nós, que cremos no Senhor Jesus, sabemos que temos vida eterna, mas, de alguma forma, não reconhecemos essa vida. Como não a reconhecemos, não sabemos como fazer uso dela. Não vivemos por ela.
Nem sequer sabemos se estamos vivendo por ela ou não. Nem isso sabemos. Que tragédia!
Queridos irmãos e irmãs, precisamos conhecer a vida. Precisamos reconhecê-la. Como? Esse é o propósito da primeira epístola de João.
A primeira epístola de João nos diz que nós, que cremos no Filho de Deus, podemos saber que temos vida eterna. Esse é o propósito daquela carta: dizer-nos que nós, que cremos no Filho de Deus, realmente temos vida eterna.
Como sabemos? Pelo próprio caráter, pela natureza e pelas qualidades dessa vida.
A primeira epístola de João pode ser dividida, de maneira geral, em três partes, além da introdução e da conclusão. Em 1 João 1:5-2:28, lemos que Deus é luz.
Em 1 João 2:29-4:6, lemos que Deus é justo.
Em 1 João 4:7-5:12, lemos que Deus é amor.
O que é vida? Como sabemos se há vida ou não? Primeiro: se há vida, deve haver luz.
Deus é luz, e nEle não há trevas.
A primeira coisa que você experimenta ao experimentar a vida é a luz. A luz brilha sobre você; expõe suas trevas. Revela o que você realmente é. Mostra o que realmente está errado em você. Convence você do pecado.
Ela o leva ao pó. Ela o mata. Ela o abate. Mas, ao mesmo tempo, cura e aperfeiçoa você. Isso é luz.
Irmãos e irmãs, se andarmos na luz, como Deus está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue do Filho de Deus, Jesus Cristo, nos purifica de todos os nossos pecados.
Isso foi escrito para os crentes. Embora possamos aplicá-lo aos incrédulos, na realidade foi escrito para os crentes.
Se andarmos na luz, irmãos e irmãs, a vida de Cristo em nós emite continuamente luz em nosso interior. Não precisamos ser guiados por regras e regulamentos externos. Não precisamos que as pessoas nos digam o que fazer e o que não fazer.
Se você andar diante de Deus, a vida divina em seu interior emitirá continuamente luz para guiar cada passo seu. É a luz da vida, não uma luz externa ou um conhecimento exterior. A vida em você emite luz.
Quando a vida vem sobre você, o que acontece? Você vê o que está errado em si mesmo.
Um cristão que nunca percebe o que está errado consigo está em trevas. Não pense que, por se sentir bem, você está bem. Talvez sinta que é muito bom. Receio que, quando você sente que está certo, não esteja certo. Está em trevas.
Se vocês andarem continuamente na luz, irmãos e irmãs, a luz brilhará sobre vocês diariamente. Ela revelará algo em sua vida que não é de Deus e não é da vida.
Pode ser algo certo aos olhos humanos. Pode ser certo aos seus olhos. Pode ser algo que você fez ontem. Mas hoje a luz se torna um pouco mais brilhante e começa a mostrar: “Não, isso não é vida; é morte”.
Você precisa se humilhar diante do Senhor, pedir Seu perdão, e o sangue de Jesus Cristo o purifica de todos os seus pecados. Irmãos e irmãs, é assim que crescemos espiritualmente.
Nunca chega o dia em que você pode pensar que já alcançou tudo, que não há nada a confessar, nada pelo que pedir perdão e que não precisa mais do sangue do Senhor Jesus.
Se você andar na luz, na luz da vida, na presença de Deus, poderá ver continuamente sua corrupção. Sua beleza se transforma em corrupção. Aquilo de que você se orgulha se torna algo pelo qual precisa se arrepender no pó e na cinza.
A luz expõe. Ela o mata, mas o cura. Ela o salva. Sua comunhão com Deus permanece ininterrupta.
Oh, irmãos e irmãs, como podemos ter o chamado orgulho espiritual? Isso é impossível se você andar na luz. Você estará no pó e na cinza durante toda a sua vida.
Você verá quão precioso é o sangue de nosso Senhor Jesus. Você precisa dele. Irmãos e irmãs, é assim que vocês crescem.
No início, vocês são bebês em Cristo. Depois começam a crescer e se tornam jovens, homens e mulheres. Então começam a crescer e se tornam pais na igreja.
Como vocês crescem da infância à paternidade? Andando na luz, como Ele está na luz. Então temos comunhão uns com os outros, e o sangue do Filho de Deus, Jesus Cristo, nos purifica de todos os nossos pecados.
O Espírito Santo em vocês é a unção. Ele os ensinará em todas as coisas, para que possam andar na luz da vida. Assim, vocês conhecem a vida pela luz. Quando não há luz, algo está errado com sua vida.
Isso não é verdade apenas individualmente; é verdade também coletivamente. Por quê? Porque a igreja é um candelabro, e um candelabro existe para sustentar a luz. Essa é a única razão de sua existência.
Sabemos que a luz é Cristo — Sua vida.
Se estamos brilhando como a igreja em Filadélfia ou se nossa luz se enfraqueceu a ponto de apenas fumegar, como em Laodiceia, isso é uma questão de vida.
Quando você entra numa comunidade do povo de Deus e não encontra luz ali, não estou me referindo apenas a ler a Bíblia e encontrar luz nela. Quero dizer que, quando você entra numa comunidade do povo de Deus, a luz não brilha sobre sua vida, não mostra onde você está corrompido e não o humilha diante do Senhor.
Se isso não acontece, algo está errado com essa comunidade. O primeiro sinal da vida é a luz.
À medida que a luz entra, ela conduz naturalmente à segunda qualidade: a justiça. Vejam, Deus é justo. Deus é um Deus justo.
Muitas vezes entendemos isso de maneira errada. Quando cremos no Senhor Jesus e recebemos Sua misericórdia e graça, ficamos profundamente tocados. Pensamos em Deus apenas como misericordioso e gracioso, tardio em irar-Se, pronto a perdoar e a esquecer. Graças a Deus, Ele é um Pai tão amoroso.
Mas nos esquecemos de que nosso Deus é um Deus justo.
Se praticamos a justiça, somos Seus filhos e filhas. Se não praticamos a justiça, não somos.
Por praticar, quero dizer fazer isso de modo constante, persistente e contínuo. Deus espera que nós, que cremos no Senhor Jesus, sejamos justos.
Infelizmente, isso é algo que o povo de Deus negligencia. Como somos beneficiários da misericórdia e da graça de Deus, pensamos que tudo se resume à misericórdia e à graça.
Antes de crermos no Senhor Jesus, não tínhamos justiça própria. Toda a nossa justiça era como trapos imundos. Ela não podia cobrir nossa nudez. Isso é verdade.
Cristo é a nossa justiça. Ele é a melhor veste, com a qual somos vestidos. Somente nEle somos aceitos diante de Deus. NEle permanecemos diante de Deus. Isso é verdade.
Mas, irmãos e irmãs, depois de recebermos a vida divina em nós, uma das qualidades dessa vida é a justiça. Ele quer que sejamos corretos.
Antes, não sabíamos o que era certo ou errado. A árvore do conhecimento do bem e do mal pode nos mostrar algo sobre o certo e o errado, mas o certo e o errado que ela apresenta não são o padrão do certo e do errado.
Nossa noção de certo e errado é influenciada por nossa criação, educação, circunstâncias e todas essas influências. Ela não corresponde ao padrão. O verdadeiro padrão é o próprio Deus.
Quando verdadeiramente cremos no Senhor Jesus e temos Sua vida em nós, descobrimos que há um padrão ali: o padrão do que é certo.
Não apenas o padrão está presente, mas o poder também está presente. Antes, não tínhamos o poder. Mas agora temos, porque a vida de Cristo em nós é o poder para fazer o que é certo aos olhos de Deus.
Em outras palavras, fazer a vontade de Deus é o certo. Fazer a vontade de Deus.
Precisamos ser justos. Em Apocalipse 19, vemos que a esposa do Cordeiro se preparou, e lhe foi dado linho fino, resplandecente e puro, que são os atos de justiça dos santos.
Essa é a veste nupcial. O Espírito Santo está tecendo, na vida de cada um de nós, essa veste nupcial — pacientemente, ponto por ponto. Às vezes dói um pouco quando a agulha atravessa, mas Ele está procurando tecer e costurar em nós essa veste nupcial.
O que é a veste nupcial? Os atos de justiça dos santos.
Não é apenas Cristo como nossa justiça, mas Cristo, a vida de Cristo em nós, operando de tal maneira que fazemos o mesmo que Ele faz. Essa é a justiça dos santos.
Infelizmente, constatamos que hoje o povo de Deus não tem um senso de justiça.
Na segunda parte de 1 João, ele menciona especialmente o coração. Diz:
Se o nosso coração nos não condena, temos confiança para com Deus.
O coração, ali, é, na realidade, a consciência.
Para um cristão, a consciência é muito, muito importante. Nossa consciência foi purificada; por isso, é sensível a Deus, sensível à Sua vontade e sensível ao que é certo aos olhos de Deus.
Irmãos e irmãs, se um cristão negligencia sua consciência, ele é como um navio com um furo: a água entra, e ele afundará.
Quantos cristãos hoje mantêm uma consciência pura diante de Deus? Paulo disse: “Sirvo a Deus com uma consciência sem ofensa”. Estou diante de vocês e diante de Deus com uma consciência limpa. É assim que sirvo a Deus.
Queridos irmãos e irmãs, servimos a Deus com uma consciência limpa? Nossa consciência, nosso coração, não nos condena, porque tem sido continuamente purificado pelo sangue do Cordeiro. Fazemos sempre o que é certo — a vontade de Deus.
O Espírito de Deus em nós é o Espírito da verdade. Ele nos guiará em toda a verdade. Sejam justos diante de Deus. Vivamos com uma consciência pura e sirvamos a Deus com essa consciência.
Quando vocês começam a perceber que a vida possui justiça, isso conduz naturalmente ao terceiro ponto: Deus é amor.
Irmãos e irmãs, precisamos ser justos em relação a nós mesmos, mas precisamos amar uns aos outros. Muitas vezes somos muito rigorosos com os outros, mas muito indulgentes conosco.
Se realmente conhecemos a vida, essa vida nos dirá que devemos ser muito rigorosos conosco, mas que precisamos amar nossos irmãos e irmãs. O amor cobre uma multidão de pecados.
Deus é amor. A vida em nós é amor. Se vocês realmente tocam a vida, amam a Deus e amam aquele que é nascido de Deus.
Se você não ama aquele que é nascido de Deus, a quem pode ver, como pode amar a Deus, a Quem não vê?
Irmãos e irmãs, o amor é importante. Precisamos aprender a amar o Senhor de todo o coração. É isso que a vida em nós exige.
Quando não amamos a Deus como deveríamos, essa vida clama e diz: “Ame”.
Quando não amamos nossos irmãos e irmãs, essa vida em nós não fica feliz. Quando negamos a nós mesmos e fazemos algo por nossos irmãos e irmãs, a vida em nós fica feliz.
O Senhor Jesus disse:
Como Eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.
João 3:16 nos diz que Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito. Em 1 João 3:16, lemos que devemos amar nossos irmãos e dar nossa vida por eles.
Queridos irmãos e irmãs, quando vocês tocam o amor, tocam a vida. Quando não há amor, não há vida.
Quando vocês entram numa comunidade do povo de Deus e não veem justiça ali, a presença da vida fica em questão. Essa era a situação da igreja em Corinto. Não havia justiça ali. O senso de justiça havia desaparecido. Eles aprovavam o pecado.
Quando vocês entram numa comunidade do povo de Deus, podem encontrar muito conhecimento e muitos argumentos, mas nenhum amor. Vocês sabem que algo está errado. Não tocam a vida; tocam a morte.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, como conhecemos a vida? Conhecemos a vida por suas qualidades: luz, justiça e amor.
Por fim, o livro de Apocalipse é o triunfo da vida, a glória da vida.
Irmãos e irmãs, o mundo está numa batalha constante, contínua e incessante da vida contra a morte.
Quando Deus criou o homem, ofereceu-lhe Sua vida. Mas a morte reinou em lugar da vida, e esse reinado continuou desde Adão até a vinda de Cristo.
Cristo é o único que traz vida a este mundo. Ele não apenas traz vida ao mundo, mas essa vida vence a morte.
Como o inimigo tentou, por todos os meios e por meio de todos os instrumentos — às vezes por Seus inimigos, às vezes por Sua família, às vezes por aqueles que estavam mais próximos dEle —, desviá-Lo da vida e fazê-Lo viver pela vida humana!
Mas vemos que, mesmo quando Sua vida humana era pressionada, Ele Se recusava a viver por essa vida. Negava Sua própria vida para obedecer à vida de Deus nEle. Não havia lugar nEle para o inimigo.
Leiam o Evangelho segundo João e os outros Evangelhos, e verão como a vida triunfa sobre a morte. A morte O confrontava a cada passo, e Ele a derrotava.
A maior batalha da vida contra a morte ocorreu quando Ele entrou na morte, despojou-a de seu poder e saiu em ressurreição.
Irmãos e irmãs, sinto que, quando Cristo estava na terra, a glória da vida e o triunfo da vida foram demonstrados nEle. Isso deveria ter sido suficiente para Ele.
Mas Ele entrou na morte, despojou-a de seu poder e saiu dela por nós — não por Si mesmo, mas por você e por mim —, para que nós também possamos vencer a morte em nossa vida diária.
Irmãos e irmãs, como vencemos a morte em nossa vida diária? Se não tivermos Sua vida em nós, seremos tragados pela morte.
Mas, com Sua vida em nós, o princípio é o mesmo: precisamos entrar na morte, tragá-la e sair em ressurreição.
É por isso que precisamos tomar sobre nós a morte de Cristo, trazendo em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus seja manifestada em nós e em outras pessoas.
Em outras palavras, irmãos e irmãs, precisamos declarar: estamos mortos para o pecado, mortos para o mundo, mortos para nós mesmos e mortos para Satanás. É somente entrando na morte que tragamos a morte, e a vida surge em vitória. Esse é o caminho para vencer.
Se vocês tiverem medo de entrar na morte, nunca experimentarão essa vitória, a glória da vida.
O livro de Apocalipse nos mostra que isso não é verdade apenas em nós hoje. Quem são os vencedores, o filho varão? São aqueles que vencem a morte.
Como eles vencem? São arrebatados sem passar pela morte. Como isso acontece? Por causa do sangue do Cordeiro, por causa da palavra de seu testemunho e porque não amaram a própria vida, isto é, a vida da alma, até a morte.
Eles estão dispostos a entregar a vida da alma à cruz do Senhor. Por isso, a glória da vida é manifestada.
Irmãos e irmãs, isso não é verdade apenas em nós, individualmente e em conjunto; no livro de Apocalipse, encontramos uma batalha da vida contra a morte.
Fomes, guerras, pestes e desastres de todos os tipos são morte. São os símbolos da morte. Mas o Senhor disse: “Isso são dores de parto”. É um nascimento. Isso produzirá vida.
De tudo o que o inimigo está tentando fazer nesta terra, Deus assume o controle e usa isso para trazer vida — vida em abundância.
Até que, finalmente, a própria morte é derrotada. Na Nova Jerusalém, não há mais morte. A morte é derrotada.
Não apenas não há mais morte dentro de nós; não há mais morte ao nosso redor. Até nosso ambiente é vida. Dentro de nós há vida; fora de nós há vida. É vida, vida, vida.
Irmãos e irmãs, essa é a vontade de Deus. É por isso que precisamos conhecer a vida divina.
Em nossos dias, irmãos e irmãs, concentrem-se na vida. Vamos orar?
Querido Pai celestial, nós Te adoramos porque enviaste Teu Filho amado a este mundo para nos dar vida, e vida em abundância.
Nós Te louvamos e agradecemos porque a vida que recebemos é essa vida divina, essa vida eterna, essa vida gloriosa.
Senhor, mostra-nos como viver por essa vida. Capacita-nos a conhecer essa vida por meio da luz, da justiça e do amor.
Que experimentemos Tua vida cada vez mais, até que um dia a morte seja completamente destruída e a vida reine para todo o sempre.
Ó Senhor, pedimos que voltes nossa atenção para a vida: para buscar a vida eterna, apegar-nos à vida eterna e seguir-Te.
Oramos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.