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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Learning To Serve In The Church © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Learning To Serve In The Church
    Learning To Serve In The Church
    Kaung, Stephen

    O serviço na igreja

    Há cinco coisas que uma pessoa deve fazer imediatamente após conhecer o Senhor. Primeiro, ela precisa ter uma visão e compreender a vontade de Deus. Segundo, precisa aprender algo sobre a vida que agora possui, para que sua vida cresça no Espírito. Também precisa participar do evangelho e conhecer a Palavra de Deus.

    Há mais uma questão que gostaríamos de compartilhar nesta tarde: ela precisa aprender a servir na igreja.

    O propósito da redenção

    Quando alguém conhece o Senhor, deve aprender imediatamente a servir na igreja. Se não começar a servir na igreja de imediato e deixar para começar mais tarde, terá alguma dificuldade. Mais do que isso, já terá desperdiçado um tempo muito precioso.

    Todo jovem, depois de conhecer o Senhor, precisa aprender imediatamente a servir em sua igreja.

    Quando o Senhor enviou Moisés ao Egito, Ele disse ao faraó:

    Deixa ir o Meu povo, para que Me sirva.

    Quando Deus libertou os israelitas e os pôs em liberdade, não foi para que, depois de libertos, simplesmente fizessem o que quisessem. Antes, no Egito, eles eram escravos; agora estavam livres. Mas por que foram libertos?

    Deixa ir o Meu povo, para que Me sirva.

    Depois de termos recebido a graça, o propósito da redenção é que sirvamos ao nosso Deus. O objetivo da nossa vida é servir a Deus e adorá-Lo.

    Quando o povo do Senhor foi levado ao monte Sinai, Deus lhe revelou o propósito de sua redenção:

    Se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança,
    então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos:
    porque toda a terra é Minha;
    e vós Me sereis um reino de sacerdotes.

    Sacerdotes são aqueles que foram separados para servir a Deus. Todos nós que fomos salvos fomos separados por Deus para servir ao Deus vivo.

    As misericórdias de Deus e o chamado à consagração

    Quando chegamos ao livro de Romanos, encontramos, nos capítulos 1 a 11, a abundância das misericórdias e da graça de Deus.

    Em Romanos 12:1, Paulo diz:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus,
    que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo,
    santo e agradável a Deus,
    que é o vosso serviço espiritual.

    A palavra pois se refere aos capítulos 1 a 11 de Romanos. Antes estávamos no pecado, mas, por causa do sangue de Jesus, não importa quanto tenhamos pecado ou quão profundo tenha sido o nosso pecado, Ele nos purifica de todos os nossos pecados.

    Ele não apenas tratou dos nossos pecados; também levou o pecador à cruz. Fomos crucificados com Ele ali. Ele não apenas removeu o velho homem, mas também nos deu Sua própria vida e nos deu o Espírito Santo.

    O Espírito Santo testifica que somos filhos de Deus. Nós, que antes éramos gentios e estávamos de fora, fomos aproximados. Em Cristo, judeus e gentios se tornam um.

    Antes da criação, Deus nos escolheu em Seu Filho amado. É um mistério, mas, quando o evangelho chega até nós, cremos de coração e nos tornamos Seus filhos. Louvado seja Deus.

    Os caminhos de Deus são maravilhosos:

    Porque dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coisas.
    A Ele seja a glória para sempre. Amém.

    Todos nós recebemos as múltiplas misericórdias de Deus. Qual deve ser, então, a nossa resposta?

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus,
    que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo.

    Quando eu havia acabado de crer no Senhor, participei de um retiro de verão. Eu queria ser salvo, mas me perguntava por que as outras pessoas pareciam ser salvas com tanta facilidade, enquanto eu tinha tanta dificuldade.

    Cresci em um lar cristão. Meu pai era pastor, e nossa família realizava o culto doméstico à noite. Eu conhecia bastante a Bíblia e sabia algumas verdades. Mesmo assim, ainda não era salvo.

    Quando cheguei ao fim de mim mesmo, disse: “Deus, tem misericórdia de mim”. No último dia daquele retiro, o pastor pregou sobre consagração e disse: “Você precisa se oferecer para pregar”.

    Na frente havia um grande mapa da China. O pastor disse: “Se você realmente ama o Senhor, precisa se oferecer para ser pastor. Você pode escolher para onde quer ir. Venha à plataforma e coloque o dedo no lugar para onde deseja ir”.

    Eu tinha apenas dezessete anos e acabara de ser salvo. Pensei: “Quero ir ao lugar mais distante, para mostrar que amo o Senhor”. Então fui à plataforma e coloquei o dedo na Mongólia, porque, para mim, a Mongólia era a parte mais distante da China.

    Eu estava falando muito sério. Estava decidido a ir para a Mongólia. Daquele dia em diante, passei um ano inteiro procurando livros sobre a Mongólia. Cheguei a pensar que fazer faculdade seria uma perda de tempo, então escolhi um curso de barbeiro. Pensei que, se me tornasse barbeiro, poderia ir para lá e pregar.

    Nunca fui à Mongólia, porque os pensamentos de Deus são mais altos do que os nossos pensamentos. Mas houve um grande erro: o pastor estava pregando de maneira errada, e eu entendi de maneira errada.

    Eu pensava que se consagrar significava pregar e que, se alguém não se tornasse pastor, poderia viver para si mesmo. Não, essa é uma concepção errada.

    A Bíblia diz: “Irmãos”. Ela não diz apenas profetas, pregadores, mestres ou pastores. Ela diz:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus,
    que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo.

    Todos os que foram salvos pela graça — tanto irmãos quanto irmãs — devem oferecer seus corpos como sacrifício vivo.

    A entrega de toda a vida a Deus

    Por que Paulo menciona o corpo? Porque o corpo representa toda a nossa vida. Representa cada aspecto da vida de uma pessoa.

    Tendo recebido as misericórdias de Deus, não podemos nos reservar para nós mesmos. O amor de Cristo nos constrange. Quando Um morreu por todos, todos morreram; portanto, os que vivem não devem mais viver para si mesmos, mas para Aquele que morreu por eles.

    É isso que significa oferecer o corpo.

    No Antigo Testamento, quando alguém oferecia um bode, uma ovelha ou uma ave sobre o altar, o holocausto era inteiramente consumido. Tornava-se cinzas. Essa era uma oferta a Deus.

    No Novo Testamento, Deus não nos pede que ofereçamos um cordeiro, uma vaca, um pombo ou uma pomba. Deus quer que ofereçamos a nós mesmos. Ele quer que nos coloquemos sobre o altar e nos tornemos um sacrifício vivo.

    Deus não pede que alguém nos mate. Ele quer que sejamos sacrifícios vivos. Deste momento em diante, já não vivo para mim mesmo; agora vivo para Ele.

    Às vezes pensamos que consagração significa fazer alguma coisa para Deus. Mas o princípio mais fundamental da consagração é simplesmente entregar-se a Deus — permitir que Ele faça a obra que deseja fazer em você, para que você possa servi-Lo.

    Significa que você se entrega a Ele, se coloca em Suas mãos, permite que Ele dirija você, permite que Ele controle você e Lhe dá a oportunidade de fazer a obra que deseja realizar por seu intermédio.

    Todo aquele que crê no Senhor precisa se consagrar. Nenhum de nós pode se reservar para si mesmo e não se entregar a Deus, porque não pertencemos a nós mesmos. O Senhor nos comprou por um preço.

    A consagração é a primeira experiência espiritual do crente. Se você não teve a experiência da consagração, ainda não começou realmente sua vida espiritual.

    Muitos cristãos hoje apenas creem no Senhor. Não há avanço nem crescimento. A chave desse problema é que eles não se consagraram.

    Alguns se consagraram, mas sua consagração não é completa. Não apresentaram todo o seu ser como sacrifício vivo.

    Há uma história de uma pessoa que estava sendo batizada. Enquanto a mergulhavam na água, ela mantinha uma das mãos acima da água. Recusava-se a deixar aquela mão submergir, porque queria fazer alguma coisa com ela para si mesma.

    Às vezes nossa consagração é assim. Não é a consagração de tudo o que somos.

    A verdadeira consagração diz: “Tomo tudo o que me pertence — o que sou e o que serei — e ofereço tudo a Ti”.

    É isso que significa oferecer todo o seu corpo como sacrifício vivo. Isso é santo. Isso é agradável a Deus.

    O serviço espiritual e a adoração

    Como podemos ser agradáveis aos Seus olhos? Quando nos oferecemos como sacrifício vivo, isso é agradável a Deus.

    Esse é o nosso serviço racional ou, como diz outra tradução, a nossa adoração espiritual. Não podemos separar o serviço espiritual da adoração espiritual.

    Quando oferecemos nossos corpos como sacrifícios vivos, a adoração espiritual começa. Nosso serviço racional começa. Uma pessoa que não está consagrada ainda não começou a vida de serviço.

    Precisamos permitir que as múltiplas misericórdias de Deus nos levem a nos oferecer a Ele. Essa é a nossa resposta a todas as misericórdias de Deus. Isso é consagração.

    Oferecemos a nós mesmos como sacrifício vivo. Esse é o início do nosso serviço.

    A renovação da mente

    Embora tenhamos uma nova vida em nosso interior, curiosamente, muita coisa em nós permanece inalterada. O que significa nascer de novo?

    Nascer de novo é algo que acontece em nosso espírito, no nosso interior. Nosso espírito estava morto e separado de Deus. Quando cremos no Senhor Jesus, o Espírito Santo vivifica nosso espírito morto e nos dá uma nova vida.

    Contudo, depois de sermos salvos, parece que nossos pensamentos e nossa mente não foram renovados. Arrepender-se é mudar a mente, mas essa renovação da mente precisa se tornar uma obra contínua em nossa vida.

    Depois de crermos no Senhor, temos uma nova vida, mas ainda podemos ter uma mente velha. Ainda olhamos para as coisas e as avaliamos de acordo com nossa própria mente.

    Nossa maneira de pensar determina nosso comportamento. Muitas vezes, os cristãos são muito parecidos com as pessoas do mundo. Além de crerem no Senhor, parece haver pouca diferença. Eles ainda estão se conformando com o mundo.

    Romanos 12:2 diz:

    E não vos conformeis com este mundo;
    mas transformai-vos pela renovação da vossa mente,
    para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Não permita que você seja pressionado a caber no molde deste mundo. Falando claramente, não siga a moda no sentido mundano. Não siga a correnteza deste mundo.

    Um peixe vivo consegue nadar contra a correnteza. Mas um peixe morto é levado pela correnteza, porque não há vida nele. Nós temos vida e podemos nadar contra a correnteza.

    Deus nos deu vida, mas nossa mente ainda precisa ser renovada. Ainda podemos estar muito conformados com o mundo.

    Costumo dizer aos jovens: “Depois de crer no Senhor, você não pode se conformar com o mundo. Aquilo que o mundo ama, você não deve amar”.

    Antes de ser salvo, eu gostava de ir ao cinema. Sempre que tinha oportunidade, procurava filmes para assistir. Embora fosse filho de pastor, eu ia ao cinema aos sábados.

    Depois que me tornei cristão, disseram-me que eu nunca deveria ir ao cinema. Eu não queria ouvir. Pensava: “Alguns filmes são bons; certamente posso ir”.

    Mas, sempre que eu ia, havia uma inquietação dentro de mim. Eu sabia que aquilo não era apropriado à conduta cristã. Decidi que não iria mais.

    Durante vários meses, não fui ao cinema e me senti muito bem. Pensei que estava vitorioso.

    Infelizmente, estava passando um filme religioso na cidade, e me deram ingressos gratuitos. Pensei: “Este é um filme religioso”. Então fui.

    Fiquei sentado ali por duas horas, mas não estava assistindo ao filme. Dentro de mim havia um conflito. Eu desejava que o filme terminasse para poder sair.

    Daquele dia em diante, nunca mais voltei ao cinema para assistir a um filme. Voltei a cinemas para pregar o evangelho, usando as instalações para reuniões evangelísticas, mas nunca fui lá para assistir a um filme.

    O Senhor tirou de mim aquele desejo. Certa vez, minha tia me perguntou por que eu não ia mais assistir a filmes. Eu não sabia como responder, mas tinha mais alegria no coração.

    Não se conformem com este mundo, mas sejam transformados pela renovação da mente. Então poderão experimentar qual é a vontade de Deus: aquilo que é bom, agradável e perfeito.

    A transformação por meio da consagração

    Aqui há duas coisas: o mundo e a vontade de Deus. Nós, que cremos, devemos obedecer à vontade de Deus. Não devemos nos conformar com este mundo.

    Os jovens têm dificuldade porque há um desejo dentro deles. Sua mente não foi renovada. Isso não pode ser imposto de fora.

    Às vezes tratamos os irmãos e as irmãs jovens como se o cristianismo consistisse em regras e regulamentos: “Você não pode fazer isto. Você não pode fazer aquilo”. Mas isso não ajuda. Isso não é cristianismo; isso é lei.

    Graças a Deus, nossa mente pode ser renovada e transformada. Isso se baseia na consagração. Quando você se consagra, o Espírito Santo realiza a obra de transformar e renovar sua mente.

    Você não pode mudar nem renovar sua própria mente. Somente o Espírito Santo pode fazer essa obra. Mas Ele espera até que você esteja plenamente consagrado a Ele.

    Então o Espírito Santo começa Sua obra em você. Aquilo que você amava antes, já não ama. Aquilo que desprezava antes, agora valoriza.

    Antes de conhecer o Senhor, Paulo valorizava suas próprias realizações, sua educação e seu zelo pela lei. Ele estava mais adiantado do que muitos de seus contemporâneos. Esse era seu objetivo e sua vida.

    Mas, quando conheceu o Senhor, e o Senhor renovou e transformou sua mente, ele passou a considerar aquelas coisas anteriores como lixo. Aquilo que antes desprezava — a cruz — tornou-se tudo para ele.

    Toda a sua vida mudou de direção. Agora ele servia ao seu Deus e Àquele que o havia salvado.

    A consagração é tão importante porque permite que o Senhor renove e transforme a mente. Então podemos experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    A vontade de Deus e o Corpo de Cristo

    A vontade de Deus mencionada aqui está no singular. Muitas vezes falamos da vontade de Deus para minha vida hoje ou amanhã, mas Deus tem uma única vontade eterna.

    Todas as obras e ações de Deus estão relacionadas a essa vontade, até que um dia ela seja plenamente cumprida.

    Qual é essa vontade? Quem pode conhecê-la? Uma pessoa que não está consagrada não pode experimentar qual é a vontade de Deus. Nunca a conhecerá.

    Mas Deus tem prazer em revelar Sua vontade àquele que está consagrado.

    Descobrimos essa vontade em Romanos 12:5:

    Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo,
    e, individualmente, membros uns dos outros.

    A boa, agradável e perfeita vontade de Deus está centrada em Seu Filho. Deus deseja que Seu Filho tenha um corpo.

    Esse corpo não é o corpo físico que Maria deu ao Senhor Jesus quando Ele nasceu. Esse corpo é o povo que Ele reuniu para Si por meio de Sua morte na cruz.

    As pessoas que Ele reúne para Si tornam-se Seu corpo. Esse grupo de pessoas é formado por membros uns dos outros. Essa é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Em Romanos 12:1, a palavra corpos está no plural. Cada um de nós tem um corpo, e cada um de nós precisa oferecer seu corpo como sacrifício vivo.

    Quando todos esses corpos são oferecidos como sacrifícios vivos, o Corpo de Cristo se manifesta. Já não vivemos para nós mesmos; todos vivemos para Cristo. Ele é nossa Cabeça, e nós somos Seu Corpo. Cumprimos Suas ordens e Suas instruções.

    O serviço no âmbito da igreja

    Hoje, nosso serviço se realiza dentro desse Corpo. No Corpo, servimos ao Senhor e servimos uns aos outros. Portanto, precisamos servir na igreja.

    A igreja é o Corpo de Cristo. Nosso serviço não é meramente uma atividade individual; ele visa à edificação da igreja.

    O Senhor ama a igreja. Ele deu Sua vida pela igreja. Portanto, aqueles que foram salvos pelo Senhor devem amar aquilo que Ele ama.

    Nosso serviço visa à edificação da igreja, ao crescimento e à maturidade do Corpo e a que a igreja alcance a plenitude da estatura de Cristo.

    A igreja também é a esfera do nosso serviço. Servimos dentro do Corpo, assim como cada membro do corpo físico funciona dentro desse corpo.

    No Antigo Testamento, os sacerdotes e os levitas foram separados por Deus para o serviço, e seu serviço estava relacionado ao templo. No momento em que seu serviço deixava de estar relacionado ao templo, surgia um problema.

    Considerem a história no livro de Juízes. Naqueles dias, cada um fazia o que era certo aos seus próprios olhos. Mica fez um ídolo, e um levita, que deveria estar servindo em relação à casa de Deus, deixou seu lugar apropriado e passou a vagar à procura de um lugar onde se estabelecer.

    Mica contratou aquele levita para ser sacerdote de sua família. Mais tarde, a tribo de Dã lhe ofereceu uma oportunidade maior: “Você prefere ser sacerdote de uma família ou sacerdote de uma tribo?”. Ele foi com eles e se tornou seu sacerdote.

    Mas esse era um serviço falso. O tabernáculo de Deus estava em Siló, enquanto esse sacerdócio estava ligado a um ídolo.

    Nosso serviço precisa estar dentro do Corpo. Quando servimos ao Corpo, servimos à Cabeça.

    A atitude no serviço

    Quando servimos, precisamos ter a atitude correta. Romanos 12:3 diz:

    Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós
    que não pense de si mesmo além do que convém;
    antes, pense com sobriedade,
    conforme a medida de fé que Deus repartiu a cada um.

    Deus, segundo Sua sabedoria, nos colocou no Corpo de Cristo. Portanto, não devemos pensar de nós mesmos além do que convém.

    Muitas vezes nos superestimamos ou nos subestimamos. Quando temos um conceito elevado demais de nós mesmos, o orgulho entra, e nos tornamos incapazes de servir adequadamente aos outros membros.

    Precisamos olhar para nós mesmos com bom senso. Como olhamos para nós mesmos? Olhamos para quem somos em Cristo, segundo a medida de fé que Deus nos deu.

    Sirva de acordo com a medida que Deus lhe deu.

    Os dons para o serviço

    Há duas categorias aqui. Romanos 12:6-8 diz:

    Tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada,
    se é profecia, profetizemos segundo a proporção da nossa fé;
    se é ministério, dediquemo-nos ao ministério;
    ou aquele que ensina, ao ensino;
    ou aquele que exorta, à exortação;
    aquele que contribui, faça-o com liberalidade;
    aquele que preside, com diligência;
    aquele que exerce misericórdia, com alegria.

    Hoje servimos a Deus com os dons que Ele dá. Não servimos apenas com a capacidade natural. Se usarmos nossos talentos naturais para servir a Deus, podemos atrapalhar o que Deus está fazendo.

    Deus não coloca você como membro no Corpo sem lhe dar um dom pelo qual possa exercer sua função. Todo membro tem um dom.

    Os dons são manifestações do Espírito Santo. O Espírito Santo deseja manifestar-Se por meio de cada membro do Corpo.

    Há duas grandes áreas de serviço. Uma é o ministério da Palavra: profecia, ensino e exortação.

    A profecia tem a ver com inspiração espiritual. O ensino é segundo a Palavra de Deus. A exortação tem a ver com a vida prática. Essas três áreas estão relacionadas ao ministério da Palavra.

    A outra área é o serviço prático. Há viúvas que precisam de cuidado, pobres que precisam de assistência, doentes que precisam ser visitados e muitas necessidades práticas na casa de Deus.

    Quando nos reunimos, alguém precisa arrumar as cadeiras, preparar os cânticos, limpar o local e fazer muitas outras coisas necessárias. Isso também é serviço.

    A igreja precisa daqueles que contribuem com liberalidade, daqueles que lideram com diligência e daqueles que exercem misericórdia com alegria. Algumas pessoas têm um espírito compassivo e conseguem consolar os outros simplesmente estando presentes com eles.

    Em nosso serviço, há essas duas áreas: o ministério da Palavra e as questões práticas. Ambas são serviço. Servimos segundo os dons que Deus nos deu e sob a direção da Cabeça.

    O exercício dos dons espirituais

    Alguns podem dizer: “Não sei qual é o meu dom. Não sei como servir”. É muito simples.

    Quando uma criança nasce, todos os membros de seu corpo já estão ali. Os olhos estão ali, mas precisam se desenvolver e ser exercitados antes que a criança consiga enxergar com clareza.

    Tanto a vida quanto o exercício são necessários. À medida que buscamos o Senhor e servimos, o dom começa a se manifestar.

    Talvez as pessoas não percebam determinada necessidade, mas você se preocupa com ela. O Senhor coloca esse encargo em seu coração. Procure servir nessa questão.

    Ao servir, você pode experimentar a unção e a presença do Espírito. As pessoas recebem ajuda. Então você sabe que é um dom de Deus e o exercita.

    Samuel, quando era criança no templo, abria as portas. Isso pode parecer uma coisa pequena, mas ele foi fiel em algo pequeno. A boa mão do Senhor veio sobre ele, e ele se tornou profeta.

    Que todos nós comecemos pelas pequenas coisas na casa de Deus. Algumas pessoas querem abrir a boca e ver três mil pessoas salvas. Mas primeiro aprenda a abrir a boca e testemunhar a uma pessoa. Exercite o dom que Deus lhe deu.

    Porque você ama o Senhor e O busca, Ele lhe dará um encargo. Talvez ninguém abra a porta; você abre a porta. Ao fazer isso fielmente, o encargo se torna maior, e Deus pode usar você como um vigia em Sua casa.

    Não despreze as pequenas coisas. Sirva a Ele com humildade.

    A graça como fundamento do serviço

    Servir a Deus não apenas exige dons; é algo que se baseia na graça.

    O dom é a manifestação do Espírito Santo. A graça é o próprio Senhor. A graça é vida — o crescimento de Sua vida dentro de nós até que ela se torne nosso caráter.

    Esse caráter edifica a igreja. Dom não é caráter. Dom não é vida. Dom não é o próprio Espírito; é uma manifestação do Espírito.

    Uma pessoa ainda pode usar um dom de maneira carnal. Mas aquilo que verdadeiramente serve é a graça.

    Os dons podem ser comparados aos tubos de ouro do candelabro. Os tubos conduzem o azeite, mas é o azeite que produz a luz. Aquele que está cheio do Espírito é alguém por meio de quem Cristo se manifesta.

    Quando a vida de Cristo flui para dentro da igreja, ela se torna azeite para a luz. A luz é um testemunho. Por meio do Espírito Santo, ela se torna o poder pelo qual testemunhamos do Senhor.

    O verdadeiro ministério se realiza pela graça.

    No início do nosso serviço, talvez usemos mais o dom do que a graça. Mas, à medida que continuamos a servir, devemos ter mais graça. A graça precisa governar o dom.

    Se não houver graça suficiente, a igreja não poderá ser edificada, e as pessoas poderão cair em confusão e entrar em conflito umas com as outras. Mas, quando há plenitude de graça, embora o ministério seja transmitido por meio dos dons, o que as pessoas percebem é a graça.

    Elas não dizem apenas: “Que pessoa talentosa”. Em vez disso, percebem Cristo e a graça.

    Oração final

    Nosso Deus e nosso Senhor, nossos corações Te louvam. Tu és um Deus tão glorioso e, ainda assim, nos chamas para Te servir. Queres que sejamos Teu Corpo, membros uns dos outros.

    Pela Tua graça e por meio dos Teus dons, capacita-nos a Te servir em Tua casa. Desperta o coração do Teu povo, para que todos nós nos levantemos e Te sirvamos segundo a graça que deste a cada um.

    Ouve nossa oração. Amém.