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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Spiritual Ascendancy - Our Possession © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Spiritual Ascendancy - Our Possession
    Spiritual Ascendancy - Our Possession
    Kaung, Stephen

    A ascendência espiritual em Cristo

    Leitura bíblica: Romanos 8:31-39

    Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
    Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?
    Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus Quem os justifica;
    quem os condenará? É Cristo Jesus Quem morreu, ou antes, Quem ressuscitou dentre os mortos, Quem está à direita de Deus, Quem também intercede por nós.
    Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
    Como está escrito:

    Por amor de Ti somos entregues à morte todo o dia;
    fomos considerados como ovelhas para o matadouro.

    Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou.
    Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem as potestades,
    nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

    Vamos fazer uma oração.

    Querido Senhor, somos um povo agradecido. Nós Te agradecemos por nos lembrares de que fizeste uma aliança conosco por meio do Teu sangue. Somos o povo da Tua aliança. Pertencemos a Ti e devemos glorificar o Teu nome.

    Assim, querido Senhor, estamos aqui, apresentando-nos diante de Ti. Pedimos que, pelo Teu Espírito, fales conosco e nos conduzas ao lugar em que verdadeiramente Te glorifiquemos. Tu conheces a nossa condição. Tu sabes onde estamos. Leva-nos para onde desejas que estejamos.

    Entregamos este tempo em Tuas mãos e confiamos em Ti para realizares a Tua obra. Oramos em Teu precioso nome. Amém.

    A verdade objetiva da ascendência espiritual

    Ontem de manhã, compartilhamos sobre a nossa posição de ascendência espiritual. Vimos que a nossa ascendência espiritual não está em nós; está em Cristo Jesus. Foi Ele Quem alcançou para nós essa ascendência espiritual, por causa do que fez, por causa da Sua obediência ao Pai, até a morte, sim, a morte de cruz.

    Por isso, o Pai O exaltou soberanamente e Lhe deu um nome que está acima de todo nome. Diante desse nome, todo joelho se dobrará, e toda língua confessará que Jesus é Senhor.

    Ele está nessa posição de ascendência. Deus O constituiu Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, que é o Seu corpo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos.

    Ele nos vivificou juntamente com Ele. Ele nos ressuscitou juntamente com Ele. Ele nos fez assentar juntamente com Ele nos lugares celestiais. Portanto, irmãos e irmãs, a ascendência espiritual nos é dada por meio de Cristo Jesus.

    Ele não apenas nos deu essa posição, mas, juntamente com essa posição, nos deu vida, para que ela não seja apenas uma posição para nós, mas uma realidade.

    Agora, irmãos e irmãs, é muito importante enxergarmos a nossa posição — sabermos onde Deus nos colocou em Cristo Jesus.

    No que diz respeito à posição, essa é uma verdade objetiva. Por verdade objetiva, queremos dizer algo que Deus realizou por nós em Cristo Jesus. Não é algo realizado por nós mesmos. É algo que Deus fez em Cristo Jesus em nosso favor.

    É algo objetivo. Em outras palavras, é algo que já foi feito. É um fato consumado em Cristo Jesus e é algo que permanece sempre verdadeiro. Não pode ser afetado por circunstâncias ou condições. É eternamente verdadeiro em Cristo Jesus. Isso é uma verdade objetiva.

    A verdade objetiva é importante porque é a base da nossa experiência subjetiva. A nossa experiência se fundamenta na verdade objetiva. Em outras palavras, precisamos enxergar o que Deus fez por nós em Cristo Jesus antes de podermos experimentar, em nossa vida, aquilo que Ele fez por nós.

    A experiência subjetiva é algo que o Espírito Santo está operando hoje em nossa vida. Em outras palavras, o Espírito Santo toma aquilo que Cristo realizou por nós e o traz para nós, tornando-o real, vivo e experimentado em nossa vida. Isso é a experiência subjetiva.

    Essas duas coisas não podem ser separadas. Antes de tudo, precisamos enxergar a verdade objetiva; então o Espírito Santo aplicará à nossa vida, ainda hoje, aquilo que Cristo fez por nós há dois mil anos.

    Irmãos e irmãs, todos nós vemos o nosso Senhor Jesus morrendo na cruz, derramando o Seu sangue pelos nossos pecados. Isso é algo que foi feito há dois mil anos. Foi feito em Cristo Jesus. Nós não estávamos lá, mas Cristo, na cruz, levou em Seu corpo todos os pecados do mundo e fez expiação pelos nossos pecados. Uma verdade objetiva foi estabelecida.

    Agora, se você não enxergar isso, jamais experimentará o perdão dos seus pecados. Por que experimentamos o perdão dos nossos pecados hoje? Porque ele se fundamenta naquilo que Cristo fez por nós na cruz há dois mil anos.

    O Espírito Santo simplesmente aplica aquilo que Deus fez em Cristo Jesus e o traz para a nossa vida, de modo que experimentamos o que Cristo fez por nós. Irmãos e irmãs, primeiro precisamos crer na verdade objetiva.

    De alguma maneira, o Espírito Santo abre os nossos olhos e nos dá fé para crermos no que Deus fez por nós em Cristo Jesus. Quando cremos, isso imediatamente se torna uma experiência subjetiva em nossa vida. Creio que todos nós já experimentamos isso e o compreendemos.

    Da mesma forma, precisamos ter uma revelação, uma visão da verdade objetiva da ascendência de Cristo. Vimos Cristo na cruz, mas será que vimos Cristo no trono?

    Precisamos ter a visão que João teve no livro de Apocalipse.

    A visão do Senhor que ascendeu aos céus

    Na experiência de vida do apóstolo João, ele foi um dos primeiros a seguir o Senhor Jesus. Entre os doze discípulos, foi o último a permanecer vivo daqueles que haviam seguido o Senhor Jesus. Foi ele quem se reclinou sobre o peito do nosso Senhor Jesus. Foi ele o discípulo a quem Jesus amava. Em outras palavras, conhecia muito bem o Senhor Jesus na terra.

    Quando o nosso Senhor foi crucificado, João foi o único dos doze discípulos que estava ao pé da cruz. Foi ele quem testemunhou que, quando o soldado atravessou com a lança o lado do nosso Senhor, saíram sangue e água.

    Ele tinha um relacionamento íntimo com o Senhor. Mas, irmãos e irmãs, precisava de uma visão adicional do Senhor — não apenas do Senhor na terra, mas do Senhor no céu, do Senhor que ascendeu aos céus, um Cordeiro no meio do trono.

    Por ter essa visão, ele experimentou o Cristo que está no céu. Irmãos e irmãs, precisamos pedir ao Senhor que abra os nossos olhos espirituais e nos dê uma visão do Senhor que ascendeu aos céus.

    Precisamos ver que Ele está assentado à direita de Deus. Precisamos ver que toda autoridade e poder Lhe foram dados no céu e na terra. Precisamos ver que Deus colocou tudo debaixo dos Seus pés e que Ele foi constituído Cabeça sobre todas as coisas. Precisamos ter essa visão do nosso Senhor Jesus.

    A razão pela qual não experimentamos ascendência espiritual em nossa vida diária é que nos falta essa visão. É por isso que o apóstolo Paulo orou pelos santos em Éfeso, para que Deus, nosso Pai, nos desse espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele.

    Portanto, antes de tudo, irmãos e irmãs, precisamos orar, pedindo ao Senhor que nos dê essa visão. Talvez você diga: “Já ouvi isso. Já sei disso”. Reconheço que você sabe — que nós já ouvimos isso e sabemos, intelectualmente, que o nosso Senhor Jesus foi exaltado soberanamente.

    Mas isso não basta. Nas coisas espirituais, precisamos de revelação; precisamos de visão. Precisamos nos humilhar diante do Senhor e pedir que Ele abra os nossos olhos espirituais, para que isso não esteja apenas em nossa mente, mas para que possamos dizer: “Antes eu ouvia, mas agora vejo”.

    Isso é extremamente importante. É algo que não pode ser alcançado pela leitura, nem apenas por ouvir. É algo pelo qual precisamos nos humilhar diante do Senhor e pedir uma revelação.

    Mas, graças a Deus, agrada-Lhe revelar o Seu Filho em nós. Deus está plenamente disposto a fazer isso. O que é necessário é que tenhamos um desejo genuíno, um coração voltado para conhecer o Senhor em Sua ascendência. Essa é a própria base de tudo.

    Da posição à apropriação

    Agora, tendo enxergado a nossa posição em Cristo Jesus, tendo visto que essa posição nos foi dada, precisamos lembrar que não é algo que nós alcançamos. É algo que Cristo alcançou por nós — algo que simplesmente obtemos e recebemos pela fé do nosso Senhor Jesus.

    Nesta manhã, vamos entrar nessa questão da apropriação. Como podemos realmente experimentar ascendência espiritual em nossa vida diária? Como crentes, creio que esse é o nosso maior problema. Como posso viver nessa posição de ascendência?

    Deus constituiu Cristo Cabeça sobre todas as coisas para a igreja. Em outras palavras, Ele é Cabeça sobre todas as coisas; todas as coisas estão debaixo dos Seus pés. Isso é para a igreja. Por quê? Porque a igreja é o Seu corpo.

    Essa posição de ascendência da Cabeça é para o corpo, para que, no corpo, essa mesma ascendência seja experimentada. Agora, como entramos nessa experiência subjetiva?

    Antes de entrarmos nisso, gostaria de compartilhar com vocês um capítulo da vida de Hudson Taylor. Creio que a maioria de nós provavelmente sabe quem foi Hudson Taylor. Ele foi alguém muito usado por Deus para abrir o interior da China ao evangelho.

    Hudson Taylor e a vida permutada

    No século XIX, quando os missionários chegavam à China, a maioria permanecia nos portos abertos por tratados. Não sei se vocês sabem o que era um desses portos. A China fazia tratados com determinadas nações ocidentais, abrindo certos portos marítimos e cidades para que os ocidentais viessem comerciar.

    Não apenas lhes era permitido comerciar, mas os ocidentais que viviam nesses portos não estavam sujeitos à lei chinesa. Estavam sujeitos às leis dos seus próprios países. Assim, nos primeiros tempos, quando os missionários chegavam à China, permaneciam nesses portos.

    Eles podiam ser protegidos pelos seus governos, mas, ao mesmo tempo, não eram bem-vindos entre os chineses. Se tentassem ir para o interior, corriam perigo.

    Mas Hudson Taylor sentia que, para pregar o evangelho aos chineses, precisava viver com os chineses. Precisava ir para o interior da China para pregar o evangelho.

    Por isso, a Missão para o Interior da China, que ele fundou, tinha missionários que se vestiam como os chineses e saíam dessas concessões para viver entre eles. Ele avançou para o interior da China.

    Se vocês lerem a história desses primeiros missionários, ela os fará chorar. Mas, por amor a Deus, eles fizeram isso.

    Hudson Taylor já estava na China havia vários anos. Tinha cooperadores com ele e era usado pelo Senhor. Mas esse querido irmão não estava satisfeito. Sentia que trabalhava entre os chineses, mas não vivia à altura da vida cristã que sabia que deveria viver.

    Isso o incomodava. “Como posso pregar aos chineses e eu mesmo não viver como Cristo viveu na terra?”

    Em determinado momento, ficou tão preocupado com esse problema que se dedicou intensamente à oração e ao jejum. Leu a Palavra de Deus com mais diligência e tentou aumentar, por seu próprio esforço, a sua fé no Senhor Jesus. Mas isso não funcionou.

    Então algo aconteceu. Na sua biografia em dois volumes, escrita por sua nora, a senhora Howard Taylor, o primeiro volume se chama O crescimento de uma alma. Há um capítulo intitulado “A vida permutada”.

    Ele teve uma experiência maravilhosa que o libertou para viver em ascendência espiritual. Escreveu uma carta à sua irmã, na Inglaterra, e esta é a essência do que disse.

    Era 4 de setembro de 1869. Um dos seus cooperadores, o senhor McCarthy, escreveu-lhe uma carta. O senhor McCarthy, assim como Hudson Taylor, estava procurando e buscando essa vida de ascendência.

    Hudson Taylor recebeu a carta do senhor McCarthy, e uma parte dela o tocou profundamente. A carta dizia:

    Como, então, teremos a nossa fé aumentada? Contemplando tudo o que Jesus é e o que Ele é para mim — Sua morte, Sua vida, Sua obra, Ele mesmo — conforme nos é revelado na Palavra.

    Ele deve ser o objeto constante dos nossos pensamentos, não pelo esforço de ter fé ou de aumentar a fé, mas desviando os olhos de tudo o mais e olhando para Aquele que é fiel. Isso é tudo de que precisamos.

    Essas palavras tocaram Hudson Taylor profundamente. Ele disse: “Agora vejo o segredo”.

    Sabem, no passado ele havia se esforçado muito. “Se eu conseguir, pela fé, trazer esse poder do Senhor Jesus para mim, então viverei uma vida transcendente.” Mas, de alguma maneira, isso não funcionava.

    Então ele disse naquela carta: “Não se trata de tentar trazer a seiva da videira para dentro de mim, mas de perceber que Ele é a Videira — a raiz, o tronco, os ramos, os pequenos galhos, as folhas, o fruto. Ele é tudo isso e muito mais. Ele é o solo, a luz do sol, a chuva. Ele é tudo”.

    “Estou Nele, unido a Ele e a toda a Sua plenitude. Não se trata de tentar ter mais fé para alcançar a santidade, mas de perceber que Ele é a santidade. Unido a Ele, tudo o que Ele é, isso sou eu.”

    Mais adiante, na mesma carta, ele disse: “Não sou melhor do que antes, mas morri e fui sepultado, e ressuscitei e subi aos céus com Cristo”.

    Ele disse: “Deus diz que me considera morto para o pecado em Cristo Jesus e me manda considerar-me morto para o pecado”.

    A fé é a substância das coisas que se esperam.
    A fé repousa na substância, não na sombra. A visão mostra apenas a forma exterior das coisas, mas a fé repousa na substância.

    Irmãos e irmãs, naquele dia ele viu uma coisa: viu que estava em Cristo. Por estar em Cristo, tudo o que Cristo é lhe pertencia. Isso não vem pelo esforço, mas pelo descanso — pelo descanso naquilo que Cristo fez.

    Agora, irmãos e irmãs, esse é o segredo de como passamos, por assim dizer, da posição à apropriação.

    Em outras palavras, a posição já está estabelecida. O que é necessário é permanecer nessa posição. O nosso problema é — e essa também é a estratégia do inimigo —, vocês sabem o que é a tentação? É uma tentativa de nos afastar da posição que temos em Cristo Jesus.

    Enquanto o inimigo consegue desviar os nossos olhos de Cristo e voltá-los para as situações, ele está tendo sucesso.

    Portanto, irmãos e irmãs, o importante é que realmente tenhamos um fundamento muito firme, uma visão real de toda a nossa posição. Que posição de ascendência temos em Cristo Jesus!

    Quando somos tentados, tudo o que precisamos fazer é permanecer pela fé nessa posição, e experimentaremos essa ascendência.

    O cântico de vitória de Romanos 8

    Agora vamos a Romanos 8. Sabemos que Romanos 8:31-39 é a conclusão dos oito capítulos anteriores. É um cântico de vitória, um clamor triunfante.

    Paulo diz:

    Que diremos, pois, a estas coisas?

    Agora, que coisas são essas? São as coisas descritas nos oito capítulos anteriores. Sabemos que elas nos mostram as misericórdias de Deus e aquilo que Deus fez por nós em Cristo Jesus.

    O livro de Romanos nos diz que éramos pecadores. Todos pecaram e ficaram aquém da glória de Deus. Ninguém está isento. Todos estávamos sob juízo. A ira de Deus estava sobre todos nós.

    Por mais que tentássemos fazer o bem ou guardar a lei, fracassávamos. Ninguém podia ser justificado pelas obras da lei, fosse a lei escrita ou a lei não escrita, inscrita em nossa consciência. Ninguém podia ser justificado.

    Mas Deus fez do Seu Filho o propiciatório. Há sangue sobre o propiciatório, e, porque há sangue sobre o propiciatório, os nossos pecados são perdoados.

    Não apenas somos libertos da penalidade do pecado, que é a morte eterna, mas vemos que, quando o nosso Senhor Jesus foi crucificado, Ele não apenas levou os nossos pecados em Seu corpo; Ele levou cada um de nós em Si e foi crucificado.

    Em outras palavras, pela Sua morte, nós morremos. Quando Ele foi crucificado, nós fomos crucificados, porque Ele nos levou em Si. A Sua morte é a nossa morte. Porque morremos para o pecado em Cristo Jesus, quando Ele ressuscitou dentre os mortos, fomos vivificados para Deus em Cristo Jesus e vivemos em novidade de vida.

    Ele não apenas nos justificou, como se nunca tivéssemos pecado, mas também nos santificou, nos separou e nos deu uma nova vida para que vivamos para Deus. Ele também nos glorifica, transformando-nos e conformando-nos à imagem do Seu Filho amado.

    Deus fez todas essas coisas por nós em Cristo Jesus: justificação, santificação, santidade, glorificação e transformação à Sua semelhança. Deus já fez todas essas coisas por nós em Cristo Jesus.

    Essas são verdades objetivas. São aquilo que Deus fez por você e por mim em Cristo Jesus. São fatos eternos. Não podem ser afetados por nenhuma condição ou experiência. São eternamente verdadeiros, eternamente firmes e eternamente certos.

    Agora, tendo visto essas coisas, que diremos?

    Se Deus é por nós, quem será contra nós?

    Não há absolutamente nenhuma dúvida de que Deus é por nós. Você ainda pode duvidar de que Deus é por você, depois de Ele ter feito tanto por nós em Cristo Jesus?

    Deus é por nós. Quem pode ser contra nós? É um desafio ao mundo inteiro. É um desafio a toda situação. É um desafio não apenas aos homens, mas aos anjos, principados e autoridades — não apenas desta era, mas também da era vindoura.

    Se Deus é por nós, quem pode ser contra nós? Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, não nos dará todas as coisas em Cristo Jesus?

    Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? Irmãos e irmãs, vocês são escolhidos por Deus. Antes mesmo da fundação do mundo, Deus os escolheu em Cristo Jesus.

    Como vocês sabem disso? Porque hoje vocês pertencem a Ele. Isso prova que vocês são escolhidos. Se somos escolhidos, quem pode nos acusar? É Deus Quem nos justifica. A boca do inimigo está fechada. O acusador não pode mais nos acusar, porque é Deus Quem nos justifica.

    Agora, quem pode nos condenar? O único que pode nos condenar é o nosso Senhor Jesus.

    Vocês se lembram de João 8. Os fariseus e os escribas — aqueles que se consideravam justos, os hipócritas — pegaram uma mulher apanhada em adultério. Levaram-na ao nosso Senhor Jesus, tentando envergonhá-la diante do público. Perguntaram ao Senhor Jesus: “O que devemos fazer com esta mulher pecadora?”

    O Senhor disse: “O que Moisés disse?” Eles responderam: “Moisés diz que, se uma mulher for apanhada em adultério, deve ser apedrejada até a morte”.

    E o Senhor disse:

    Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.

    Então o nosso Senhor Se inclinou e escreveu no chão. Ninguém sabe o que Ele escreveu. Há muitas suposições.

    Então, do mais velho ao mais novo, um após outro foi saindo. Suas consciências foram tocadas. Somente o Senhor permaneceu ali.

    Então o Senhor disse à mulher: “Não há ninguém para condenar você?” Ela respondeu: “Não”. Mas Quem tinha o direito de condená-la? O Senhor disse:

    Nem Eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.

    Por quê? Porque o único que podia condená-la estava disposto a tomar aquele pecado sobre Si e ser condenado.

    O nosso Senhor Jesus morreu por nós, mas também ressuscitou. Ele ressuscitou para a nossa justificação. A obra está consumada. Ele também está à direita de Deus, tendo ascendido aos céus, e intercede por nós sem cessar.

    Agora, irmãos e irmãs, quem pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus? Qualquer agente imaginável — seja homem, coisa, anjo, diabo ou qualquer outra coisa que vocês possam imaginar —, tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada, morte: nada pode nos separar.

    Porque somos mais do que vencedores por meio de Cristo Jesus. Irmãos e irmãs, isso é ascendência espiritual. Deus fez isso por nós em Cristo Jesus.

    Não há absolutamente nada que possa nos derrubar. Em outras palavras, a ascendência espiritual que Cristo alcançou por nós não pode ser derrotada.

    Mas por que nos vemos mais derrotados do que vitoriosos? Por quê?

    A prática da batalha espiritual

    Vocês se lembram de Lucas 21:28. O Senhor disse que, quando víssemos todas essas coisas começarem a acontecer, olhássemos para cima e levantássemos a cabeça, porque a nossa redenção estaria próxima.

    Agora vemos todas essas coisas acontecendo. Estamos no fim dos dias; todas essas coisas estão acontecendo. Por que olhamos para cima? Porque temos esperança.

    Mas, na batalha espiritual, não é “olhe para cima”; é “olhe para baixo”.

    Creio que alguns de vocês já ouviram isso. Um dia, nosso querido irmão T. Austin-Sparks foi visitar seu amigo F. B. Meyer. Quando chegou ao escritório dele, antes de F. B. Meyer entrar, olhou ao redor, como qualquer pessoa faria.

    Enquanto olhava ao redor, viu uma placa que dizia: “Olhe para baixo”. Ficou pensando no que aquilo significava. Assim, quando F. B. Meyer entrou, ele ainda estava olhando para a placa.

    F. B. Meyer perguntou: “Em que você está pensando?” O irmão Sparks respondeu: “Isso está errado. Deveria ser ‘Olhe para cima’, não ‘Olhe para baixo’”.

    Mas F. B. Meyer disse: “Está certo. Se você está numa posição elevada, olha para baixo”.

    Ao ler Cântico dos Cânticos 4, vocês têm a mesma impressão. Ali vocês encontram o Amado chamando a Sua amada para olhar para baixo, do Líbano.

    Em outras palavras, você está nessa posição elevada com Cristo Jesus. Quando está nessa posição elevada em Cristo Jesus, olha para baixo. Esse é o segredo da vitória.

    Agora pensem por um momento na vida do nosso Senhor Jesus. Quando Ele veio como homem, foi tentado em todas as coisas, sem pecado. Como Deus, Ele não podia ser tentado; mas, por ser o Filho do Homem, foi tentado em todas as coisas — em tudo o que vocês possam imaginar.

    A tentação tinha como objetivo afastá-Lo da posição, do lugar que Ele havia assumido. Ele assumiu a posição de homem, e o homem deve estar sujeito a Deus. Essa é a posição do homem. Quando o nosso Senhor estava na terra, Ele assumiu essa posição.

    Quando tinha doze anos, sabia que precisava cuidar dos negócios do Seu Pai. Não devia viver para Si mesmo, mas cuidar dos negócios do Seu Pai.

    Depois de ser batizado, foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado. Satanás tentou afastá-Lo da posição humilde que Ele havia assumido como homem, para que voltasse àquela posição exaltada de Deus, como Filho de Deus. Mas o nosso Senhor recusou.

    Se vocês examinarem a vida do nosso Senhor Jesus, verão que, por ter assumido aquela posição humilde diante de Deus — em todas as coisas, “a vontade do Meu Pai, não a Minha vontade, mas a vontade do Meu Pai” —, Ele tinha domínio sobre todas as coisas em Sua vida.

    Vocês nunca O veem por baixo; Ele está sempre por cima. Mesmo quando confrontou o Seu próprio povo, os habitantes de Nazaré, e eles quiseram empurrá-Lo do alto do precipício, Ele Se afastou em segurança e tranquilamente.

    Mesmo quando estava num barco e veio uma tempestade, os Seus discípulos, que eram pescadores, temeram pela própria vida. Ele Se levantou, falou uma palavra, e a tempestade se acalmou.

    Ele entregou voluntariamente a Sua própria vida por nós. Por causa disso, alcançou aquela posição exaltada como Filho do Homem — mas em nosso favor.

    A descoberta de Paulo sobre a libertação em Cristo

    Agora olhem para Paulo. Quando vocês estudam a vida de Paulo, podem ficar com uma ideia errada — a de que Paulo alcançou a ascendência espiritual. Isso não é verdade.

    É verdade que Paulo experimentou ascendência espiritual em sua vida, mas observem a maneira como entrou nela. Vocês se lembram de Romanos 7. Ele usou a palavra eu. Era sua experiência pessoal.

    É a experiência de uma pessoa que tem uma mente nova, que conhece a vontade de Deus e que tem um coração disposto a fazer a vontade de Deus. Não é isso que acontece com todos nós? Nascemos de novo. Temos uma mente nova e um coração novo. Sabemos, até certo ponto, qual é a vontade de Deus e realmente queremos fazer a vontade de Deus.

    Mas Paulo, como nós, disse: “Eu sei o que é bom. Quero fazê-lo, mas não o faço. Sei o que é errado. Não quero fazê-lo, mas ainda assim o faço”.

    Como fracassou na primeira vez, na segunda tomou uma decisão ainda mais firme de não fazer aquilo — ou de fazê-lo. Mas novamente fracassou. Tentou alcançar ascendência espiritual sobre o poder do pecado. Conseguiu? Não conseguiu.

    Foi somente depois de muitos fracassos que descobriu que nele — isto é, em sua carne — não havia bem algum. Ele tinha tanta confiança em si mesmo. Tinha uma vontade tão forte, tão determinada. Se alguém pudesse alcançar ascendência sobre o poder do pecado, seria Paulo. Mas ele testemunhou que fracassou.

    Você não pode alcançar ascendência espiritual em si mesmo. Foi somente quando ele disse:

    Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

    “Sou miserável. Não consigo. Tentei, mas agora tentar não adianta. Não vou mais tentar. Quem pode me libertar?”

    Graças a Deus, por meio de Cristo Jesus! Irmãos e irmãs, esse é o segredo.

    Todos nós temos nos esforçado demais. Dizemos: “Bem, se não tentarmos, o que vai acontecer conosco?” Pois bem, tentem — tentem até chegarem ao ponto de perceber que não é pelo poder da própria carne.

    Essa ascendência já nos foi dada em Cristo Jesus. Apenas abandonem esse esforço e, pela fé, assumam essa posição em Cristo Jesus: vocês estão mortos para o pecado em Cristo Jesus e vivos para Deus em Cristo Jesus. Ele venceu.

    Agora olhem para 2 Coríntios. No início de 2 Coríntios 1, Paulo disse: “Quando estávamos na Ásia, chegamos a perder a esperança da própria vida. A sentença de morte estava sobre nós”.

    Não sabemos exatamente o que aconteceu, mas Paulo e seus cooperadores foram tão atacados por todos os lados que perderam até mesmo a esperança de continuar vivos. A sentença de morte estava sobre eles.

    Mas então ele disse que a confiança não estava neles mesmos; estava em Deus, que ressuscita os mortos. Em outras palavras, ele foi levado à morte para aprender uma lição: a única maneira de vencer a morte é em Cristo Jesus, não em si mesmo.

    A nossa posição não se torna real para nós até ser provada. É por isso que, quando cremos no Senhor Jesus como nosso Salvador pessoal e somos salvos, isso acontece de uma vez por todas.

    Entrar pela porta é muito rápido, embora às vezes possa demorar mais. Levei um ano para atravessar a porta. Mas, depois que vocês atravessam a porta, quando percorrem o caminho, o caminho estreito que conduz à vida, isso se torna uma questão diária.

    É por isso que vocês podem se perguntar: “É uma fé diferente que precisamos ter?” De modo algum. É a mesma fé: crer Naquele que é fiel. É isso.

    Mas a questão é que vocês são desafiados diariamente, desafiados por todos os lados.

    Vocês serão desafiados até pelo próprio Satanás, porque, se lerem 2 Coríntios 12, verão que Satanás cravou uma estaca na vida de Paulo. Era uma estaca.

    Agora, se uma estaca for cravada no seu corpo, como isso é terrível! Por causa disso, Paulo orou três vezes, pedindo ao Senhor que a removesse, para que ele pudesse ser forte. Como poderia pregar o evangelho estando tão fraco?

    Ele queria ser forte, mas o Senhor disse: “Não, Eu vou mantê-lo fraco, para que a Minha força se aperfeiçoe na sua fraqueza”.

    A Minha graça te basta.

    Vocês estão entendendo essa palavra, irmãos e irmãs? Diariamente somos provados por muitas coisas — às vezes por pessoas, às vezes por coisas, às vezes por acontecimentos e ambientes, às vezes pelo nosso próprio temperamento.

    Somos provados em todas essas coisas, e Satanás se esforça muito para contestar a supremacia, a ascendência de Cristo em nossa vida. É por isso que vocês descobrem que ser cristão não é navegar em águas tranquilas.

    Mas, graças a Deus, Ele está procurando manifestar a ascendência espiritual de Cristo em nós. Ela está ali, mas precisa ser manifestada. Assim, ela se manifesta por meio das provações e dos desafios do inimigo.

    Existe alguma coisa na sua vida sob a qual você ainda está, em vez de estar acima dela? Se existe, lembre-se: para você é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis.

    Desviem os olhos de tudo o mais e olhem para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.

    Portanto, irmãos e irmãs, na verdade é muito simples. Apenas pela fé, negando a si mesmos, permaneçam na posição que Cristo lhes deu.

    O Espírito Santo está trabalhando dessa maneira. É Ele Quem organiza as nossas circunstâncias. Nada nos acontece por acaso. Até os cabelos da nossa cabeça estão contados.

    A razão é esta: da parte de Deus, Ele está organizando tudo para provar aquilo que já colocou em nós e fazê-lo se manifestar. Da parte do inimigo, ele está tentando fazer a nossa carne se manifestar.

    Assim, se estivermos dispostos a negar a nós mesmos e simplesmente permanecer na posição de ascendência que Cristo nos deu, veremos que há vitória. É algo que podemos experimentar todos os dias.

    Portanto, não desanimem. Apenas continuem a permanecer em Cristo. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês.

    Vamos orar.

    Querido Senhor, queremos Te agradecer por essa eterna ascendência espiritual que alcançaste por nós. Nós Te agradecemos porque também a colocaste na vida que nos deste — em nós.

    Oh, ensina-nos a negar a nós mesmos e simplesmente desviar os olhos de tudo o mais e olhar para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé. Senhor, que Tu sejas glorificado na vida de cada irmão e irmã. Em Teu precioso nome oramos. Amém.