Bem, bom dia. É tão bom adorar o Senhor.
Deixem-me compartilhar com vocês apenas um parágrafo antes de examinarmos a Palavra e continuarmos nossa pequena série sobre o ministério do partir do pão, que acabamos de celebrar.
Em uma de minhas meditações, tenho estudado o Cordeiro de Deus — não apenas acompanhando a expressão cordeiro em uma concordância, mas pedindo ao Senhor que ministre ao meu coração o que significa o fato de Ele ser o Cordeiro.
Um dos princípios que gosto de aplicar quando estudo a Palavra é que a figura é apenas uma figura, e a realidade é infinitamente maior que a figura. No Antigo Testamento, o cordeiro, o animal, era a figura. Continuamente, diariamente, durante milhares de anos, o fogo consumia o cordeiro.
Na realidade, que é infinitamente maior, o Cordeiro consumiu o fogo. O combustível da ira de Deus é o pecado; quando o combustível acabou, o fogo se apagou. Que salvação gloriosa temos, pois o Cordeiro consumiu o fogo por nós.
Ao nos aproximarmos do estudo da Palavra de Deus, há um princípio de estudo bíblico absolutamente indispensável: a dependência total do Espírito Santo de Deus. Precisamos confiar no Senhor. Somente o Senhor pode abrir Sua Palavra.
Como temos dito muitas vezes, este Livro é como nosso Salvador. Ele tem um lado divino e um lado humano. Com os dons que Deus nos deu, podemos estudar o lado humano; mas somente por revelação podemos compreender o lado divino.
Suponho que todos nós tenhamos aprendido, ao longo dos anos, o que Jesus quis dizer em Mateus 26:41:
A carne é fraca.
Acho que todos podemos testemunhar, em algumas áreas de nossa vida, que a carne é fraca.
Mas o contexto dessa grande declaração em Mateus 26:40-41 era o acontecimento mais espiritual que já ocorreu neste mundo: o jardim do Getsêmani e a cruz. No momento mais espiritual que já houve na terra, os discípulos adormeceram.
Nosso Senhor Jesus disse:
Então, nem uma hora pudestes vigiar Comigo?
Depois, Ele observou:
O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
Nas coisas espirituais, é preciso um milagre de Deus para nos manter acordados durante uma hora. Portanto, confiemos no Senhor para que não nos apoiemos na carne enquanto Ele revela a Si mesmo e Sua Palavra, porque a carne é fraca em todos os momentos, mas especialmente quando se trata de coisas espirituais.
Nosso Pai, nós Te agradecemos porque não nos deixaste por nossa própria conta quando se trata de ver, perceber e ouvir Tua voz — de compreender Tua revelação. Tu colocaste Teu Espírito Santo em nosso coração, e Ele revela o Filho de Deus.
Oramos para que nosso coração esteja aberto e nosso espírito esteja bem desperto. Vivifica-nos nesta manhã, nós Te pedimos. Livra-nos da carne em todas as suas formas sutis e capacita-nos a permanecer acordados, a ouvir Tua voz e a ver Tua face. Pedimos no nome incomparável de nosso Senhor Jesus. Amém.
Por favor, abram suas Bíblias em 2 Reis 4. Continuamos examinando a maravilhosa vida e o ministério de Eliseu, servo de Deus, o homem que se assemelhava a Jesus.
Quando vocês percorrem o relato, veem o quanto ele se assemelhava a Jesus. Assim como Jesus veio para os Seus, e os Seus não O receberam, Eliseu voltou-se para os gentios. Foi amigo dos necessitados. Purificou o leproso. Multiplicou pães. Ressuscitou mortos. Por meio de sua morte, deu vida a outros. Chorou por Jerusalém.
Eliseu é uma figura de alguém que se assemelha a Jesus. A mensagem que ele tinha corresponde exatamente à Nova Aliança — ao evangelho.
Estudamos Eliseu para que Deus possa nos ensinar por meio das figuras presentes nessas histórias. É tão fácil enxergar um princípio quando Deus o coloca na história da redenção e o cristaliza em um relato inspirado. Então nos lembramos da história e nos lembramos da verdade de Deus.
Nas duas primeiras mensagens, concentramo-nos no homem que se assemelha a Jesus. Nesta manhã e à noite, se o Senhor permitir, examinaremos a mensagem que esse homem proclama e compartilha com os outros.
Em nossa primeira lição, vimos como Deus prepara uma pessoa para se assemelhar a Jesus. E a palavra “homem” é usada em sentido genérico; vocês, mulheres, não pensem que não estou falando também com vocês. Os princípios ilustrados em 1 Reis 19 e 2 Reis 1–3 são estes.
Primeiro, uma pessoa que se assemelha a Jesus precisa responder à graça de Deus. Quando Deus vem, visita você e coloca Seu manto sobre seu ombro, você precisa reconhecer Quem Ele é e o privilégio que recebeu. Você deve responder como Eliseu respondeu: com uma entrega sem questionamentos, voluntária e alegre à graça que foi colocada sobre você.
Segundo, há o desejo que Deus plantou no coração dele. Depois de oito, nove ou dez anos de serviço, entregando-se a Elias, Eliseu recebeu, por assim dizer, um cheque em branco: “Peça qualquer coisa. O que você quer, de tudo o que existe neste mundo?”
Sem hesitar, ele disse: “A porção dobrada. Quero que Deus derrame sobre mim tudo o que Ele é, para que eu possa ser Seu representante na terra, para que outros olhem para mim e vejam o coração de Deus para com eles”. Esse era seu desejo.
É assim que se forma uma pessoa que se assemelha a Jesus: alguém que responde à graça de Deus e que tem um desejo ardente de receber tudo o que Deus anseia dar.
Terceiro, antes de pegar o manto com as mãos, ele precisava ter foco. Não podia se distrair. Precisava ter não apenas olhos aqui, mas olhos aqui também — para enxergar além, na realidade espiritual. Em sua expressão plenamente desenvolvida, isso significava manter os olhos no Senhor. Então Deus o capacitou a pegar o manto.
Uma coisa é ter o manto de Deus sobre você. Outra coisa é começar a viver.
Ontem à noite, examinamos o resumo. Se alguém realmente se entrega, tem um desejo ardente de que Deus lhe dê tudo e mantém o foco no Senhor, como será essa pessoa? Como será seu ministério?
Naqueles quatro primeiros milagres, vimos um resumo. Essa pessoa caminhará, e Deus abrirá o caminho diante dela, como ilustra a abertura do rio Jordão. Ela terá um andar sobrenatural e um ministério sobrenatural.
Para os que estão abertos e dizem sim, será um ministério de bênção. Para os que dizem não e rejeitam, será um ministério de maldição. Para os que conhecem o Senhor e precisam ser restaurados, será um ministério de restauração. Essa pessoa estará disponível.
Agora, nesta manhã, gostaria de apresentar a primeira visão geral da mensagem. Aqui está um homem que se assemelha a Jesus. Qual é a mensagem que ele abraça?
Se vocês estão acompanhando a folha que distribuí como guia, verão que essa mensagem abrange quatro histórias, nesta ordem:
Nesta manhã, com a ajuda de Deus, quero examinar o próprio coração da mensagem. Há outras características nessa mensagem, mas esta é a principal. Esta é sua direção central. Este é o coração de tudo.
É isso que distingue nossa mensagem da mensagem dos sete mil que não haviam dobrado os joelhos e da mensagem dos filhos dos profetas. É uma mensagem singular, uma mensagem distinta.
Primeiro, quero mostrar como essas quatro histórias ilustram o ponto principal. Depois, gostaria de mostrar brevemente como Eliseu se relaciona com isso — como o mensageiro se relaciona com a mensagem.
Na primeira história, em 2 Reis 4:2, Eliseu disse à viúva:
Que te hei de fazer? Declara-me que é o que tens em casa.
Ela respondeu:
Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
A história termina em 2 Reis 4:6-7:
E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha.
Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha nenhuma. Então, o azeite parou.
Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.
A história termina não com uma única botija de azeite na casa, mas com o cômodo cheio de vasilhas de azeite. Começa com uma e termina com muitas.
A segunda história é a da mulher de Suném e seu filho. Na primeira parte, há o nascimento sobrenatural de um filho. Eliseu lhe disse, em 2 Reis 4:16:
A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho.
A mulher concebeu e deu à luz um filho naquela mesma época, no ano seguinte, como Eliseu lhe havia dito. Foi um sonho realizado para essa mulher. Ela pensava que nunca teria um filho, e então Deus lhe deu esse filho milagroso.
Na segunda parte da história, a criança é desmamada. Não se deixem enganar pela expressão “crescendo o menino”. A princípio, pensei que se referisse a uma criança mais velha — talvez de nove, dez ou onze anos, ou até mesmo a um adolescente. Mas essa expressão era uma forma comum de se referir ao desmame.
Quando vocês percorrem o relato e veem a mãe segurando essa criança no colo e carregando-a para o andar de cima, para colocá-la na cama do profeta, percebem que não era um adolescente. A mãe não estava carregando um adolescente. Era uma criança que acabara de ser desmamada — provavelmente um menino de dois ou três anos.
Então a criança disse ao pai, em 2 Reis 4:19:
Ai, a minha cabeça! Ai, a minha cabeça!
Ele foi levado à mãe, ficou sentado no colo dela até o meio-dia e então morreu.
O bebê que havia nascido sobrenaturalmente morreu. No entanto, a segunda parte da história é a ressurreição da criança que havia nascido sobrenaturalmente.
No início, houve um começo maravilhoso — uma criança nascida sobrenaturalmente. Mas há um desfecho ainda mais maravilhoso: a ressurreição daquele que havia nascido sobrenaturalmente. Há uma progressão na história.
A terceira e a quarta histórias devem ser relacionadas, porque Deus apresenta uma verdade centrada na fome, no comer e no alimentar. O alimento físico representa o alimento espiritual, e há fome espiritual.
Na terceira história, há uma fome na terra, e um cozido é preparado para satisfazer profetas famintos — os filhos dos profetas, os estudantes da Bíblia. Alguém, sem saber, colheu uma colocíntida venenosa para o cozido.
Eles clamaram, em 2 Reis 4:40:
Homem de Deus, há morte na panela.
Então Eliseu disse, em 2 Reis 4:41:
Trazei, pois, farinha.
Ele a lançou na panela e disse:
Tira de comer para o povo.
Não havia mais nenhum mal na panela. Mais uma vez, vemos uma passagem da morte para a vida.
A história seguinte avança a partir daí. Em 2 Reis 4:42-44, um homem veio ao profeta com o dízimo de sua colheita. Não era muito — cerca de vinte pãezinhos e algumas espigas de trigo. No entanto, mais de cem homens precisavam ser alimentados com aquela pequena provisão.
O servo disse, em 2 Reis 4:43:
Como hei de pôr isso diante de cem homens?
Eliseu disse:
Dá-o ao povo, para que coma; porque assim diz o Senhor: Comer-se-á, e sobejará.
Ele colocou o alimento diante deles; eles comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor. Mais uma vez, passamos da morte na panela para multidões sendo alimentadas.
Deixem-me resumir esses quatro milagres nas palavras de nosso Senhor Jesus em João 10:10:
Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.
Cada uma dessas histórias começa com vida e depois avança para vida em abundância. Não são duas coisas diferentes; são a mesma coisa. Vida abundante é vida da qual nos apropriamos. É vida que tomamos para nós.
A história da viúva e seu azeite passa de uma botija de azeite para muitas vasilhas de azeite. A história da mulher de Suném passa de um nascimento sobrenatural para a ressurreição daquele que havia nascido sobrenaturalmente. As últimas histórias passam da morte na panela para a vida restaurada na panela e, depois, para muitas pessoas sendo alimentadas.
Há uma verdade que abrange tudo e torna nossa mensagem distinta — a mensagem que abraçamos, sustentamos e pregamos; a mensagem do evangelho, da graça, da Nova Aliança, seja como vocês queiram chamá-la.
Nossa mensagem é uma Pessoa. Ele tem um nome. Seu nome é Jesus. É a mensagem de vida e vida em abundância.
Vocês perderão isso completamente se fizerem o que fiz durante anos. Eu pensava que vida era uma coisa e vida abundante era outra. Costumava ensinar que todos os cristãos têm vida, mas nem todos os cristãos têm vida abundante.
Já não ensino isso. Por quê? Porque a vida é uma Pessoa, e Seu nome é Jesus. Todos os cristãos têm vida. A vida abundante também é uma Pessoa, e Seu nome é Jesus. Todos os cristãos têm vida abundante.
Todo cristão tem vida abundante, e todo cristão tem vida, porque essa vida é o Senhor Jesus. Ele é a plenitude da vida.
Colossenses 1:19 nos diz:
Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude Nele habitasse.
Colossenses 2:3 diz:
Em Quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.
João 1:16 declara:
E todos nós recebemos também da Sua plenitude, e graça por graça.
Que passagem extraordinária! Todos os cristãos têm vida. Todos os cristãos têm vida abundante. Essa é a mensagem que Eliseu proclamou. Essa é a mensagem estampada na camiseta de vocês do Hashua: entrar na vida que é Cristo.
É por isso que João 11:25 foi impresso na camiseta de vocês:
Eu sou a ressurreição e a vida.
Esse é o coração de nossa mensagem. É uma Pessoa. Essa é sua essência, seu núcleo, sua suma e substância. Seja o que for que preguemos além disso, pregamos Jesus. Nós O pregamos como vida e vida abundante.
Embora seja verdade que todo cristão tem vida e vida abundante, também é verdade que nem todo cristão está desfrutando de Cristo em Sua plenitude. Isso é outra coisa inteiramente diferente. Mas é diferente de dizer que você não a tem.
Por mais espiritualmente apático que você esteja nesta manhã, se você tem Cristo, tem vida e tem vida abundante. Por mais preguiçoso que esteja nesta manhã, você tem vida e tem vida abundante.
Preciso ter cuidado aqui, mas não quero que vocês deixem de compreender isso. Por mais afastado que você esteja nesta manhã, se você tem Cristo, tem vida. Tem vida abundante. Essa é nossa mensagem.
Vamos voltar e examinar as histórias uma a uma. É claro que teremos de passar por cima de muita coisa, mas vamos captar o coração de cada história. Que Deus nos dê graça.
Uma mulher, dentre as mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, em 2 Reis 4:1:
Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos.
Eliseu lhe disse, em 2 Reis 4:2:
Que te hei de fazer? Declara-me que é o que tens em casa.
Ela respondeu:
Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
Eliseu disse, em 2 Reis 4:3-4:
Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.
Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.
Ela tomou as vasilhas emprestadas, fechou a porta atrás de si e de seus filhos e começou a derramar o azeite. Quando as vasilhas estavam cheias, disse:
Traze-me ainda uma vasilha.
Seu filho respondeu:
Não há mais vasilha nenhuma.
Então o azeite parou.
Depois, Eliseu lhe disse, em 2 Reis 4:7:
Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.
Eu lhes disse ontem à noite que a história dos quatro reis e das covas introduziu um princípio que Deus desenvolve nesta história: Deus está sempre pronto para dar tanto quanto estamos preparados para receber.
Na história das covas, Deus conduziu Seu povo ao mais profundo deserto para satisfazer sua sede. Eles receberam a ordem de encher o vale de covas — não uma ou duas covas, não oito ou nove, mas encher o vale de covas.
Deus forneceria ao exército e aos animais tanta água quanto as covas pudessem conter. Se fossem preguiçosos e cavassem apenas duas, essa seria toda a provisão que receberiam. Se houvesse mil covas, mil covas teriam sido cheias.
Deus está preparado para dar tanto quanto você está preparado para receber. A história da viúva e seu azeite ensina esse mesmo princípio. Ela recebeu a ordem de tomar vasilhas emprestadas — não poucas.
Se tivesse duas vasilhas, duas seriam cheias de azeite. Se tomasse quatro emprestadas, quatro seriam cheias de azeite. Se tomasse seis, seis seriam cheias. Se tivesse sessenta vasilhas, sessenta teriam ficado cheias.
O azeite parou. Por que o azeite parou? Porque acabaram as vasilhas vazias. Deus está preparado para dar tanto quanto estamos preparados para receber.
Mas a história da viúva vai além da história das covas em pelo menos dois aspectos. Primeiro, a mulher e seus filhos terminaram com aquilo com que começaram. Começaram com azeite e terminaram com azeite. Começaram com vida e terminaram com vida em abundância.
Quando a viúva começou a derramar sua necessidade diante do homem que se assemelhava a Jesus, era uma necessidade tremenda, uma necessidade terrível. Eles eram uma família de crentes, uma família cristã. Ao que parece, o marido havia se matriculado na escola dos filhos dos profetas.
Talvez ele pensasse: “Estou sendo preparado para algum ministério futuro”. O que ele não sabia era que aquilo que considerava preparação era a obra de sua vida. Aquele era seu campo missionário — a escola bíblica.
Por alguma razão, Deus chamou aquele homem para junto de Si. Ao que parece, a mulher vendeu tudo o que havia na casa e que podia ser vendido. Depois, saiu e tomou dinheiro emprestado. Com o tempo, as dívidas se acumularam. Aquele que a sustentava havia partido, não havia mais nada para vender, e os credores estavam chegando à porta.
Naquele tempo, não havia uma lei para declarar falência. Se você tinha uma dívida, pagava a dívida. Se não pudesse pagá-la, levavam seus filhos como escravos. Segundo um conjunto de leis, eles trabalhariam durante sete anos; mas havia meios pelos quais os credores podiam cobrar a mesma dívida depois desses sete anos.
Era isso que ela estava enfrentando: “Meus filhos estão prestes a ser levados. Meu marido morreu. Não temos meios de sustento. Não tenho mais nada em casa para vender. Vendi tudo. Tomei dinheiro emprestado demais. Não consigo pagar, e eles estão vindo levar meus filhos”.
Isso, sim, é uma situação difícil. Isso, sim, é um problema.
O homem de Deus, com a luz de Deus e a sabedoria de Deus — Deus não estava apenas tratando com aquela viúva; Ele estava escrevendo uma Bíblia — fez esta pergunta que sonda o coração. Vou fazê-la a vocês também:
Declara-me que é o que tens em casa.
Pensem nessa pergunta. “Diga-me, o que você tem em casa?” Ela disse: “Nada — a não ser uma botija de azeite”. Mas aquela única botija de azeite parecia nada para ela.
Imaginem que tudo já tivesse terminado. Ela havia tomado as vasilhas emprestadas, fechado a porta e enchido uma vasilha após outra, após outra. E se o profeta lhe fizesse, no final, a mesma pergunta que fez no início: “Agora me diga, o que você tem em casa?”
Vocês acham que ela diria: “Nada, só uma botija de azeite”? Não. Ela diria: “Para onde quer que eu olhe, vejo potes, jarros e vasilhas, e todos estão cheios de azeite”.
O que você tem em sua casa? A resposta dela seria: “Tenho o Deus vivo suprindo todas as minhas necessidades”.
Aquela única botija com a qual começou tornou-se para ela a fonte inesgotável de toda a sua provisão. Ela já a tinha no início. Não sabia o que tinha até que Deus conduziu sua vida, reduziu-a ao vazio e trouxe situações nas quais ela se viu sem recursos.
Mas, o tempo todo, ela tinha tudo de que precisava.
Talvez haja alguma situação assim em sua vida. Você diz: “Rapaz, você não sabe o que estou passando — o que aconteceu na minha vida”. Tenho uma pergunta para você: o que você tem em sua casa?
Você é crente? Então esta é sua casa. Este é seu templo. O que você tem em sua casa? Você diz: “Nada, só o Senhor”.
Irmãos e irmãs no Senhor, deixem Deus gravar isso profundamente em seu coração. O que vocês têm em sua casa? O que vocês têm em sua casa? A verdadeira resposta é: “Eu O tenho. Tenho o Senhor”.
Tenho a fonte inesgotável de provisão para cada necessidade que tenho neste momento, para cada necessidade que terei no futuro e para cada necessidade que terei por todas as eras da eternidade. Eu O tenho.
A viúva não percebeu isso a princípio, até que vieram a aflição, o desânimo e a falta, e pareceu que seus filhos seriam levados à escravidão. A realidade é que você tem Cristo. Sejam quais forem as circunstâncias, apesar de tudo o que pareça dizer o contrário, você tem Cristo em sua casa.
Vejam comigo a segunda maneira pela qual essa história desenvolve o princípio de que Deus está preparado para dar tanto quanto você está preparado para receber.
Você não apenas descobre que já tem tudo o que Ele jamais poderá dar. Quando foi salvo, você recebeu o Senhor. Ele não tem mais nada para lhe dar, a não ser olhos para enxergar o que você já tem. Ele já deu Seu Filho.
Mas quando vou descobrir que já tenho tudo de que preciso? Deus não apenas provê por meio de Seu profeta e de Sua Palavra; penso que também é instrutivo o fato de Ele ter dito: “Vá aos seus vizinhos e tome vasilhas emprestadas, não poucas”.
O que posso receber de meus vizinhos? O que posso receber de você? O que você pode receber de mim? A verdadeira resposta é: nada além de uma vasilha vazia. Isso é tudo o que posso lhe dar — uma vasilha vazia.
Mas vocês perceberam que o azeite de Deus era proporcional às vasilhas vazias que ela reunia entre os vizinhos? Se não estou aberto para receber sua vasilha vazia, não estou aberto para receber o azeite de Deus. Se você não está aberto para receber minha vasilha vazia, não está aberto para receber o azeite de Deus.
Ah, se o Senhor gravasse isso profundamente em nosso coração: como Ele deseja usar cada um de nós na vida de nosso próximo! Deus quer usar o irmão cristão e a irmã cristã. Preciso de sua vasilha para receber o azeite de Deus, e você precisa da minha vasilha para que Deus lhe dê Seu azeite.
Em minha imaginação, vejo aquela família tomando emprestadas vasilhas de todos os tamanhos, formatos e cores — algumas de aparência esquisita, todo tipo de vasilha. Parte daquele azeite pagou uma dívida imediata, e parte do azeite daquelas vasilhas talvez só tenha sido usada dez anos depois.
Neste fim de semana no Hashua, Deus talvez me permita tomar emprestada uma de suas vasilhas esquisitas. Talvez Deus só use essa vasilha para derramar azeite sobre mim daqui a cinco ou dez anos.
Não tenham medo de ir ao irmão e à irmã e tomar sua vasilha emprestada. Precisamos uns dos outros. Um dia, Deus derramará daquela vasilha o azeite de que você precisará naquele momento.
Essa mulher precisava do corpo. Precisava de seus irmãos e irmãs. Precisava de seus vizinhos. Não ouçam isso simplesmente como um “lá, lá, lá”. O azeite de Deus depende disso. O azeite de Deus depende disso.
Você já tem em seu coração tudo de que precisa. Você tem Cristo. Agora vá aos seus vizinhos, consiga as vasilhas, e Deus as encherá.
Antes de deixar essa história, qual é a transição entre vida e vida abundante? Qual é a transição entre tê-Lo em meu coração — saber que Ele está em meu coração — e, ainda assim, sentir que isso não é nada, que não basta, que é inadequado e insuficiente?
Qual é a transição entre vida e vida em abundância? Depois de receber as vasilhas e de estar aberto ao Senhor, penso que a resposta está em 2 Reis 4:4.
Falo como um insensato: se eu fosse Deus, ao escrever isso, diria: “Saia e tome vasilhas emprestadas, não poucas. Quando tiver todas as vasilhas, convide seus vizinhos para o jardim da frente. Vou lhes mostrar um milagre que os deixará de queixo caído”.
Eu reuniria todos os vizinhos em volta enquanto ela enchesse as vasilhas, para que contemplassem a glória de Deus. Mas Deus diz: “Não, não, não. Isso é algo particular. Quero que você entre e feche a porta”.
Tenho experimentado isso repetidas vezes em minha vida ao estudar comentários bíblicos — vasilhas vazias. Ah, quanto azeite Deus me deu por meio dessas vasilhas vazias! Não durante a leitura, não durante o estudo, mas depois de tudo terminar, quando fui ficar a sós e fechei a porta.
Você precisa ficar a sós com o Senhor. É então que Ele vai se encontrar com você. É então que você conhecerá a plenitude do que tem em sua casa. É então que Deus suprirá sua necessidade.
Não basta apenas reunir as vasilhas vazias. Você precisa entrar e fechar a porta. Como a porta da arca de Noé, ela não apenas o encerra com o Senhor; ela deixa o mundo do lado de fora.
Deus não quer o mundo lá dentro. Haverá pessoas que o desanimarão. Entre e feche a porta para que ninguém o constranja por causa do que está prestes a fazer — confiar no Senhor, derramar de uma maneira que parece tola.
Não queremos o incrédulo lá dentro. Não queremos o cético lá dentro. Não queremos lá dentro aqueles que nos desanimariam. Entre e feche a porta.
Não desonremos o Senhor deixando de nos preparar para receber tudo o que Ele quer dar. Ele está pronto para dar tudo o que estamos preparados para receber. Tomem vasilhas emprestadas — não poucas.
Vá àquela pessoa que você considera a mais esquisita que já conheceu, aquela que você acha que não tem nada para lhe dar — aquele cristão estranho e excêntrico. Pegue a vasilha dele. Ah, que azeite extraordinário Deus derramará daquela vasilha!
Não desonrem o Senhor. Filipenses 4:19 não diz: “Meu Deus suprirá apenas o mínimo indispensável para vocês”. Diz:
O meu Deus, segundo as Suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.
Vocês sabem como era importante que a viúva descobrisse o segredo do que tinha em casa? Se não descobrisse esse segredo, seus filhos seriam levados à escravidão.
Pais, é melhor que vocês descubram esse segredo — não apenas para si mesmos, mas por amor a seus filhos. Porque, se não descobrirem o segredo, seus filhos poderão ser levados à escravidão. Ah, que Deus nos ajude nisso.
Passei tanto tempo falando do azeite. Vamos adiante. Nosso tempo está quase acabando, e ainda temos três histórias. Deixem-me apenas abordar os princípios de cada uma.
A segunda história, em 2 Reis 4:8-37, mostra o nascimento sobrenatural dessa criança. Eu os encorajo a ler essa passagem por conta própria e a meditar seriamente nessas coisas diante do Senhor.
Essa história também nos leva da vida para a vida em abundância, ou de Cristo com um “c” minúsculo para CRISTO em letras maiúsculas. Em 2 Reis 4:8-17, temos o milagre do nascimento; depois, em 2 Reis 4:18-37, o milagre que se segue: a ressurreição.
Embora essa criança tenha sido concebida por uma promessa especial do Senhor, de que adianta isso se ela está morta? O menino morto precisava de uma ressurreição.
Talvez haja alguém aqui neste fim de semana que possa testemunhar disso. “Sei que sou salvo. Sei que nasci de novo. Sei que recebi o Senhor em meu coração tantos anos atrás. Ele me salvou. Estou sobrenaturalmente vivo. Como é que estou tão morto? Como é que estou tão morto?”
Você precisa de um nascimento sobrenatural, mas depois precisa de uma ressurreição sobrenatural. Isso faz parte da vida abundante. Uma coisa é nascer sobrenaturalmente; outra é Cristo sustentar sobrenaturalmente esse novo nascimento pelo poder de Sua ressurreição.
Como a mensagem da vida de ressurreição se relaciona com o mensageiro da vida de ressurreição? Em outras palavras, se Deus vai me usar para ajudar outra pessoa que nasceu sobrenaturalmente a chegar à experiência da vida de ressurreição, qual é minha parte nisso como alguém que se assemelha a Jesus?
Deixem-me chamar a atenção para dois grandes princípios em 2 Reis 4:32-33:
E, chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama.
Então, entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor.
Esse milagre, como o primeiro, também acontece a portas fechadas. Desta vez, não é a mulher que está atrás da porta fechada. É o homem de Deus, o profeta, que precisa entrar e fechar a porta.
É fácil para mim ficar aqui na frente e dizer a vocês: “Estes são princípios do lugar secreto. Fiquem a sós com o Senhor. Entrem e fechem a porta”. É melhor que eu ouça meu próprio ensino. É melhor que eu também entre e feche a porta, como mensageiro da graça de Deus.
Eliseu fechou a porta. Primeiro, isso significava que ele estava a sós com o Senhor no exercício de seu ministério, no lugar da rejeição.
Vocês dizem: “O que quer dizer com lugar da rejeição?” Lemos isso superficialmente, mas vocês sabem o que significava, naqueles dias, um judeu estar na presença de um cadáver? Isso era impuro. Isso era proibido.
Aqui está um homem de Deus no mesmo quarto que um cadáver. Mais do que isso, 2 Reis 4:34 diz:
E subiu, e deitou-se sobre o menino, e pôs a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, e se estendeu sobre ele.
Se alguém estivesse inclinado ao legalismo, vocês sabem o que diria a respeito desse homem de Deus? “Ele não é um homem de Deus. Não pode ser um homem de Deus. O que está fazendo no quarto com uma pessoa morta? Isso é impuro. Ele está cerimonialmente impuro. Está estendido sobre essa criança. Está deitado em cima de um cadáver.”
Eliseu entrou na presença do Senhor e fechou a porta. Não teve medo de se identificar com aquela pessoa morta. Que coisa maravilhosa, maravilhosa.
A segunda coisa que aconteceu quando ele fechou a porta foi que perseverou em seu ministério. Vocês perceberam o que aconteceu quando ele se estendeu sobre a criança pela primeira vez? A carne da criança se aqueceu.
Muitos parariam ali mesmo e diriam: “Ah, está feito. A carne dele está quente. Tive um grande ministério. Louvado seja Deus”. Mas deixem-me dizer desta maneira, à luz do texto: só porque alguém começa a se aquecer com seu ministério, não pense que o trabalho está concluído.
Só porque alguém começa a se aquecer com sua mensagem, você ainda pode ficar aquém do necessário. O trabalho não está concluído quando as pessoas se aquecem com nossa mensagem. Só está concluído quando espirram sete vezes. É assim que você sabe.
Ao longo dos anos, senti que muitas pessoas se aqueciam com a mensagem. Eu compartilhava a mensagem de Cristo, e elas começavam a se aquecer. Então eu ia embora. Pensava que o trabalho estava concluído, e elas voltavam diretamente para sua morte.
Mas 2 Reis 4:35 diz:
Depois, voltou, e passeou naquela casa de uma parte para outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele.
Esse caminhar de um lado para o outro — penso que ele estava orando. Penso que estava perseverando diante do Senhor em oração. Depois que uma pessoa começa a se aquecer, podemos ficar tão felizes porque ela está aquecida. Mas ela está aquecida e não está de pé. Está aquecida e não está viva.
O homem de Deus continuou orando. Caminhou e derramou seu coração diante do Senhor. Havia uma pessoa morta no andar de cima. Onde estava a pessoa morta? Havia apenas um lugar onde o homem de Deus podia ministrar: o lugar de seu descanso.
Aquele menino estava deitado na cama dele, o lugar onde Eliseu descansava. O ministério acontece no lugar de descanso. Esse cadáver foi colocado naquele lugar de descanso.
Vocês perceberam como o mensageiro da pura graça agora derrama sua vida por essa pessoa morta? Isso é ilustrado por essa identificação — o profeta, o homem de Deus, deitado sobre o cadáver.
Ele está dizendo à pessoa morta: “Meus olhos pelos seus olhos. Meu fôlego pelo seu fôlego. Minhas mãos pelas suas mãos”. Está se dando. Está se derramando na vida daquele cadáver.
Não tem medo de tocar um cadáver. Não tem medo de se identificar com um cadáver. Não tem medo de estar em contato próximo. Outros podem olhar para ele e dizer: “Você não deveria estar fazendo isso. O que está fazendo, tocando nessa pessoa? Ela é tão suja, tão impura, tão corrompida”.
Mas o homem de Deus diz: “Não, eu o amo”. Esse é aquele que se assemelha a Jesus. “Vou tocá-lo. Vou me identificar com ele. Vou me estender sobre ele. Vou derramar minha vida.”
Quando ele começa a se aquecer, ainda não terminei de me derramar. Vou permanecer em contato com essa pessoa morta até que ela volte à vida.
Tudo isso com a porta fechada. Não diz respeito a ninguém como você derrama sua vida por outra pessoa. Isso não deve ser anunciado. “Ah, sabe, eu vou a Skid Row”, ou: “Trabalho com essas pessoas”, ou: “É assim que me dedico a isso”. Isso acontece a portas fechadas.
Isso é entre você, o Senhor e o cadáver. Só isso.
A mensagem é Cristo. O que você tem em sua casa? É Ele. Você tem o Senhor. Tem vida. Tem vida em abundância.
Mas, para comunicar isso, é preciso que o homem de Deus derrame sua vida. Não se trata apenas de ficar em um púlpito, acenar à distância e ter um ministério de plataforma.
É aproximar-se daqueles que estão mortos, corrompidos e com a vida toda bagunçada. Você se aproxima, entra em contato com eles, ama-os e derrama sua vida por eles. É isso que está acontecendo aqui.
Em contraste com isso, vejam 2 Reis 4:31:
E Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele voz nem sentido; e voltou a encontrar-se com ele e lhe trouxe aviso, dizendo: Não despertou o menino.
Durante anos, esse foi o método que adotei. Tentava colocar o bordão do profeta sobre o rosto dos mortos. Lia este livro ou aquele, ouvia esta fita ou aquela, recebia esta bênção ou aquela e pensava que, se colocasse o bordão daquele homem sobre a pessoa, haveria vida.
Eu simplesmente continuava colocando o bordão dos outros sobre os mortos. Não, é somente quando você derrama sua própria vida que Deus dá vida.
Louvado seja Deus por todas as vasilhas que recebemos, mas a vida não virá simplesmente por tocar alguém com algo que você recebeu em outro lugar. Geazi ilustra isso.
Deixem-me concluir com as duas últimas histórias. O contexto das duas, em 2 Reis 4:38-44, é o mesmo. Uma é a do cozido venenoso, e a outra é a da multiplicação dos pães. Era um tempo de fome. Havia pessoas famintas. Elas precisavam ser alimentadas.
Vemos em 2 Reis 4:38 que tudo começou com alimentação espiritual, porque eles estavam aos pés de Eliseu. Ele lhes ensinava a Palavra de Deus. Esta é uma figura do recebimento da Palavra de Deus.
Deixem-me apresentar logo o princípio, para que eu não o perca em minhas divagações. Quando alguém está com fome, precisa haver um homem de Deus que tenha uma palavra de Deus para colocar no cozido.
Porque, se você não tem uma palavra de Deus, morre. O que come é veneno. Se tudo o que vocês estão recebendo neste fim de semana é aquilo que eu reuni, vocês estão em apuros. Precisa haver uma palavra do céu. Precisa haver uma palavra de Deus.
Esse homem de Deus tinha a palavra de Deus para colocar na comida. Quando você tem uma palavra de Deus, então todo o cozido fica bom.
Eu costumava ter receio de certos irmãos ou irmãs. Sentia que não haviam estudado alguma coisa a fundo, que tinham colhido uma colocíntida venenosa e a lançado no cozido. Não queria ouvir.
Vocês já conheceram cristãos com algumas ideias estranhas. Alguns chegam a subir a uma plataforma e ensinar essas ideias estranhas, e você diz: “Meu Deus, vamos receber veneno. Alguém pegou uma colocíntida e a jogou no cozido”.
Não tenho medo de nada que vocês coloquem no cozido, se alguém tiver uma palavra de Deus. Se a palavra de Deus entrar no cozido, não será necessário tirar a colocíntida venenosa. A colocíntida venenosa se torna boa porque há uma palavra de Deus para purificar.
Não tenho medo do que entra no cozido, se alguém tem uma revelação do Senhor. Essa é a ilustração no cozido venenoso.
Vamos à última história, e então terminaremos. Um homem veio de Baal-Salisa e trouxe ao homem de Deus pães das primícias — vinte pães de cevada e espigas frescas em seu saco. Eliseu disse, em 2 Reis 4:42:
Dá ao povo, para que coma.
Para chegar ao coração disso, vocês precisam compreender a lei de Deus. A lei de Deus determinava que se trouxessem os dízimos. Isso acontece depois de uma fome de sete anos, de modo que essas primícias eram realmente preciosas.
A lei de Deus dizia que os dízimos deveriam ser levados ao templo e entregues aos sacerdotes. O que aconteceu aqui foi completamente radical. Ele não deveria entregar seu dízimo ao profeta.
Mas, ao que parece, esse homem enxergou alguma coisa. Quem era ele? Nem sabemos. Era um sujeito desconhecido, de algum lugar cujo nome vocês nem conseguem pronunciar. Mas, de alguma forma, ele enxergou pessoas famintas.
Estou sugerindo o seguinte: Deus vai alimentar os famintos. Geralmente, esse alimento virá de uma fonte estranha. Ele alimenta Seu povo em lugares secretos.
Deus levantará alguém, em algum lugar, que irá contra a corrente e contra a maré e dirá: “Vou prover, porque eles estão comendo. Estão se alimentando”. O homem de Deus não tem medo de ser radical, receber aquela provisão e permitir que Deus a multiplique até que todos estejam satisfeitos.
Irmãos e irmãs, em meio a todas essas ilustrações e princípios, não se deixem confundir. A mensagem do homem que se assemelha a Jesus é Cristo. É Jesus. É vida e vida abundante.
O que vocês têm em sua casa? Vocês O têm. Vocês O têm.
Como vocês vão comunicar isso? Vão se derramar por aqueles que precisam de ressurreição. Vão se identificar com eles a portas fechadas, a portas fechadas.
Como Deus vai prover? Não sei — por meio de alguém, em algum lugar, Deus suprirá a necessidade. Ele alimentará os famintos.
Você diz: “Bem, não estamos recebendo isso no lugar que frequento. Não estou ouvindo isso. É tão raro nestes dias”. Você está com fome? Deus vai alimentá-lo.
Quanto? Quanto você está preparado para receber? Ele está pronto para prover tanto quanto você está preparado para receber.
Pai, obrigado por Tua Palavra. Mais uma vez, não aquilo que pensamos que ela possa significar, mas aquilo que Tu a inspiraste para significar. Opera em cada coração. Ensina-nos o que temos em nossa casa. Pedimos em nome de Jesus. Amém.