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    Recovery Through The Prophets: Jeremiah © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Recovery Through The Prophets: Jeremiah
    Recovery Through The Prophets: Jeremiah
    Kaung, Stephen

    A restauração segundo o profeta Jeremias

    Por favor, abram no livro de Jeremias.

    Leitura bíblica: Jeremias 1:1-12

    As palavras de Jeremias, filho de Hilquias, um dos sacerdotes que estavam em Anatote, na terra de Benjamim:
    ao qual veio a palavra do Senhor nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá, no décimo terceiro ano do seu reinado.
    Veio também nos dias de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, até ao fim do décimo primeiro ano de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, até que Jerusalém foi levada em cativeiro, no quinto mês.

    Ora, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
    Antes que te formasse no ventre, te conheci;
    e, antes que saísses da madre, te santifiquei;
    às nações te constituí profeta.
    Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque sou uma criança.
    Mas o Senhor me disse: Não digas: Sou uma criança;
    porque a todos a quem Eu te enviar, irás;
    e tudo quanto Eu te mandar, falarás.
    Não temas diante deles;
    porque Eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor.

    Então o Senhor estendeu a Sua mão e tocou a minha boca;
    e o Senhor me disse: Eis que ponho as Minhas palavras na tua boca:
    vê, neste dia te constituo sobre as nações e sobre os reinos,
    para arrancares e derrubares, para destruíres e arruinares,
    para edificares e plantares.

    E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que vês, Jeremias?
    E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira.
    Então me disse o Senhor: Viste bem:
    porque Eu velo sobre a Minha palavra para a cumprir.

    Leitura bíblica: Jeremias 31:31-34

    Eis que vêm dias, diz o Senhor,
    em que farei uma nova aliança com a casa de Israel
    e com a casa de Judá:
    não conforme a aliança que fiz com seus pais,
    no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito;
    aliança Minha que eles quebraram, embora Eu fosse seu marido, diz o Senhor.

    Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor:
    porei a Minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração;
    e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo.
    E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor;
    porque todos Me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor:
    porque perdoarei a sua iniquidade e não Me lembrarei mais do seu pecado.

    Oração inicial

    Querido Pai celestial, nosso coração se prostra diante de Ti, sabendo que estás aqui conosco. Nós nos achegamos a Ti com um espírito de adoração, de amor e de reverência.

    Como Te louvamos e Te agradecemos por tudo o que és e por tudo o que tens feito por nós. Senhor, nós Te agradecemos por nos dares mais uma oportunidade de nos reunirmos, para que continues a falar conosco e a trabalhar em nós, até que a Tua obra esteja concluída e o Teu nome seja glorificado.

    Assim, entregamos este nosso tempo nas Tuas mãos. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    A obra divina de restauração

    Nestas manhãs, estamos considerando juntos a questão da restauração segundo os profetas maiores. Sabemos que Deus tem realizado, e ainda realiza, a obra de restauração. Por restauração, queremos dizer que Ele há de reconduzir todas as coisas ao Seu propósito original. Ele há de restaurar todas as coisas para Si mesmo. E graças a Deus porque fazemos parte dessa restauração; nós somos a Sua obra de restauração.

    Ontem de manhã, consideramos juntos a restauração segundo o profeta Isaías. Vimos que Deus deu a Isaías uma visão, e essa visão é a visão da realidade espiritual — de toda aquela verdade eterna. É isso que Deus deseja colocar diante de nós, e é isso que Ele deseja restaurar em toda a sua plenitude.

    O único canal, o único instrumento, o único caminho para a restauração é o Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus. É por isso que, no livro de Isaías, encontramos diante de nós o Messias, o Redentor e o Rei. É somente Nele que Deus pode restaurar todas as coisas para Si mesmo.

    Nesta manhã, gostaríamos de considerar juntos, diante do Senhor, a restauração segundo o profeta Jeremias.

    O chamado de Jeremias e o propósito divino

    Jeremias — o próprio nome significa: “O Senhor é exaltado”. Ele profetizou durante os reinados dos reis Josias, Jeoaquim e Zedequias. Em outras palavras, seu ministério profético se estendeu por mais de quarenta anos.

    Ele pertencia a uma família sacerdotal, aos sacerdotes de Anatote. Naturalmente, sabemos que, por pertencer a uma família sacerdotal, ele deve ter sido preparado desde a infância para ser sacerdote, para servir no templo, na casa de Deus.

    Mas, um dia, a palavra do Senhor veio a ele, e Deus o chamou para ser profeta.

    O Senhor disse:

    Antes que te formasse no ventre, te conheci;
    e, antes que saísses da madre, te santifiquei;
    às nações te constituí profeta.

    O chamado do Senhor veio sobre esse jovem, Jeremias.

    Agora, irmãos e irmãs, sinto realmente que o chamado de Jeremias é um exemplo típico de todos os chamados de Deus a todo o Seu povo. No chamado de Jeremias, podemos aprender alguns princípios que fundamentam o chamado de Deus.

    A eleição divina

    Em primeiro lugar, Deus disse:

    Antes que te formasse no ventre, te conheci.

    Aqui encontramos a soberania de Deus. Deus é soberano. Ele é o nosso Criador. Ele é Quem nos formou e, por ser o nosso Criador, Aquele que nos fez, tem pleno direito sobre nós.

    A palavra conheci, segundo nos dizem, significa, no hebraico, mais do que conhecimento intelectual. É mais do que simplesmente saber alguma coisa. A palavra inclui não apenas conhecimento, mas também um compromisso pessoal com aquilo que Ele conhece.

    Em outras palavras, antes de formar Jeremias no ventre, Deus disse: “Eu conhecia você”. Esse é o pleno conhecimento de Deus. Deus sabe quem virá à existência; e não apenas isso: Deus já tem um propósito para aquele que há de sair do ventre.

    A criação de Deus é maravilhosa, mas o propósito da criação é ainda mais maravilhoso. Deus disse: “Eu sou o seu Criador. Eu criei você, mas o criei com um propósito muito definido. É isso que conheço a seu respeito. E, por causa desse conhecimento, estou pessoalmente comprometido em fazer com que aquilo que conheço a seu respeito se cumpra”.

    Agora, irmãos e irmãs, isso é eleição divina. Para mim, não há nada mais consolador do que a eleição divina. Embora muitas pessoas questionem essa questão da eleição, como se tivessem dificuldades com ela, para mim ela é o maior consolo e a maior certeza.

    Saber que Deus é soberano, que Ele conhece todas as coisas e que aqueles a quem de antemão conheceu, também predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho — Deus está pessoalmente comprometido em assegurar que aqueles a quem de antemão conheceu sejam conformes à imagem de Seu Filho amado.

    Agora, irmãos e irmãs, pode haver uma certeza melhor, uma segurança mais firme do que essa? A eleição divina.

    A separação divina

    Então o Senhor disse:

    Antes que saísses da madre, te santifiquei.

    Antes de formá-lo, Deus o conhecia e estava comprometido com ele. Então Deus disse: “Antes de você sair do ventre de sua mãe, Eu já o havia separado”.

    Isso é separação divina. Deus separou para Si aqueles a quem de antemão conheceu. A separação não começa com os nossos dias nesta terra. A separação divina começa antes de sairmos do ventre de nossa mãe. Deus já realizou essa separação.

    Por Ele nos ter separado, um dia precisamos nos consagrar a Ele. É Deus Quem nos santifica. É Ele Quem nos tornou santos, e para um propósito específico.

    A designação divina

    Em terceiro lugar, Ele disse:

    Às nações te constituí profeta.

    Isso é designação divina. Agora, irmãos e irmãs, sabemos que, no serviço de Deus, todos precisam ser designados por Ele.

    Deus não precisa de voluntários. Ele sempre nos convoca.

    Sabem, no cristianismo de hoje, acho que essa ideia de voluntariado é muito forte — como se, ao falar da obra de Deus ou do serviço de Deus, Deus estivesse implorando às pessoas que se oferecessem para servi-Lo. E, quando as pessoas se oferecem, sentem que estão prestando uma grande honra a Deus.

    Mas esse não é o conceito bíblico. Nas Escrituras, vocês encontram que, no serviço de Deus, Ele não precisa de voluntários. Ele nos convoca porque tem pleno direito de fazê-lo. Se Ele nos designa para servi-Lo, está nos concedendo uma grande honra e um grande privilégio.

    Agora, provavelmente estamos dizendo: “Mas Isaías não se ofereceu como voluntário?”. Se vocês lerem o contexto, porém, descobrirão que não foi isso que aconteceu. Por quê? Porque, em primeiro lugar, Deus deu a Isaías uma visão. Em outras palavras, Deus lhe mostrou a realidade espiritual.

    Por ter visto a realidade espiritual, ele foi atraído para o conselho secreto de Deus. Deus o estava preparando o tempo todo. Assim, quando ouviu a voz:

    A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?

    Ele disse:

    Eis-me aqui; envia-me a mim.

    Não foi propriamente uma iniciativa voluntária. Na verdade, ele foi constrangido — constrangido pelo amor de Deus, constrangido pela visão de Deus, constrangido por aquilo que Deus desejava fazer. Não havia outro caminho senão entregar-se a Deus e deixar que Deus realizasse a Sua obra.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, vocês percebem que, no serviço de Deus, tudo acontece por designação divina. Num sentido muito real, todos nós somos chamados por Deus, porque Ele nos conheceu antes de nos formar. Ele nos separou antes de sairmos do ventre de nossa mãe.

    Então, depois de nos achegarmos a Ele, Ele nos designará para servi-Lo em Sua casa, segundo a Sua vontade. Portanto, no serviço de Deus, na verdade, não temos escolha. Tudo se dá por designação divina.

    A percepção da insuficiência humana

    Agora, quando esse chamado veio a Jeremias, como ele respondeu? Ele disse:

    Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque sou uma criança.

    A palavra criança, segundo nos dizem, no hebraico não significa propriamente uma criança, um bebê. Significa simplesmente alguém que ainda não tem uma posição reconhecida na comunidade — ou, para dizer de maneira mais comum, um jovem ainda solteiro. Assim, muito provavelmente, Jeremias tinha cerca de vinte anos naquela época.

    Por pertencer a uma família sacerdotal, ele seria contado a partir de um mês de idade. Depois, na infância, seria preparado com muito cuidado para o futuro trabalho sacerdotal. Jeremias aguardava o momento em que entraria no templo para servir a Deus como sacerdote.

    Quando alguém de uma família sacerdotal chegava aos vinte e cinco anos, era hora de entrar no templo como aprendiz, para servir com os sacerdotes em pleno exercício. Aos trinta anos, ele se tornaria um sacerdote em pleno exercício. Saberia como servir na casa de Deus.

    Era isso que Jeremias esperava. Ele havia sido preparado para fazer esse tipo de trabalho. Estava esperando o momento chegar. Mas Deus interveio. Deus entrou em cena quando ele tinha, provavelmente, cerca de vinte anos e o chamou para ser profeta. Foi algo muito inesperado.

    Ele disse: “Senhor, não sei falar”. Por quê? Porque, como sacerdote, ele havia sido preparado para servir com as mãos, não com a boca. Não havia sido preparado dessa maneira. Ele sentia sua inadequação. Sentia que não era capaz de fazer aquilo. Não tinha habilidade para falar.

    Então disse: “Pois sou apenas uma criança. Sou apenas um jovem”. Em outras palavras, ele reconhecia que não era suficientemente maduro. Isso é uma questão de caráter.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, a resposta de Jeremias foi marcada por uma profunda percepção de sua própria insuficiência, tanto em capacidade quanto em caráter.

    Quando o chamado de Deus vem a uma pessoa, se ela se sente à altura — se sente que tem capacidade e caráter plenamente suficientes —, muito provavelmente não foi chamada.

    Qualquer pessoa que se sinta pronta, que sinta que tem capacidade para servir a Deus e esteja apenas esperando o momento certo, que sinta que tem o caráter necessário para servir a Deus… Agora, nosso irmão tem mencionado repetidas vezes como essa questão do caráter é importante.

    Infelizmente, quando se trata da obra de Deus, sempre damos mais ênfase à capacidade do que ao caráter. É verdade que, nos negócios deste mundo, a capacidade é aquilo que as pessoas procuram. O caráter tem muito pouca importância. Mesmo que as pessoas não tenham bom caráter, se forem talentosas e capazes, vocês as contratam, porque elas podem fazer o trabalho.

    Mas, quando se trata da obra de Deus, irmãos e irmãs, Deus dá muito mais ênfase ao caráter do que à capacidade. Na verdade, a capacidade é algo muito secundário na obra de Deus. O que importa é o caráter.

    Por caráter, naturalmente, entendemos que não se trata do nosso caráter natural. Algumas pessoas têm uma carne boa, como nosso irmão já mencionou. Adão tem muitos pontos bons e muitos pontos ruins. Algumas pessoas herdam mais dos pontos bons de Adão, e outras podem herdar mais dos seus pontos ruins, mas é sempre o homem natural.

    Algumas pessoas são naturalmente muito gentis, muito hospitaleiras, muito abertas e francas, e fáceis de conviver. Mas esse não é o caráter que Deus procura.

    É preciso haver uma transformação. Em outras palavras, o caráter mencionado na Palavra de Deus não é uma virtude moral natural. Todo o caráter mencionado nas Escrituras é resultado da incorporação da vida de Cristo em nós.

    Temos a vida de Cristo e, com essa nova vida, há uma nova natureza. Mas essa natureza precisa ser desenvolvida. Somente quando essa nova natureza é desenvolvida é que ela se torna caráter. Em outras palavras, o caráter de Cristo precisa nos caracterizar. É isso que Deus procura.

    Até mesmo nosso Senhor Jesus, quando Se fez homem, passou trinta anos em preparação antes de entrar no ministério público, que durou pouco mais de três anos. Em outras palavras, Deus dá ênfase àquilo em que nos tornamos: o caráter de Cristo está se tornando o nosso caráter?

    O Seu amor caracteriza o nosso amor — não o nosso amor natural, mas o Seu amor? A Sua justiça caracteriza a nossa justiça? Às vezes, sentimos que somos muito justos, mas isso é justiça própria, e a justiça própria é algo terrível.

    Trata-se da justiça que provém da vida de Cristo, irmãos e irmãs. Esse tipo de justiça constitui um caráter maravilhoso. Deus procura homens e mulheres de caráter — de caráter cristão.

    Então, naturalmente, a capacidade tem o seu lugar, mas também não se trata da nossa capacidade natural. A capacidade é a capacitação concedida pelo Espírito Santo.

    Assim, irmãos e irmãs, qualquer pessoa que sinta que é capaz, que sinta que tem o caráter necessário, está desqualificada. Não se enganem: sempre que o chamado de Deus vem a uma pessoa, sua única reação é essa percepção de inadequação, essa percepção de insuficiência: “Quem sou eu? Sou imaturo demais. Não tenho capacidade para servir”.

    Irmãos e irmãs, Deus sempre escolhe pessoas assim.

    Na verdade, Jeremias não estava tentando recusar o chamado de Deus — de modo nenhum. Ele apenas sentia profundamente sua própria insuficiência.

    O Senhor disse:

    Não digas: Sou uma criança;
    porque a todos a quem Eu te enviar, irás;
    e tudo quanto Eu te mandar, falarás.
    Não temas diante deles;
    porque Eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor.

    Em outras palavras, o Senhor disse: “Isso é responsabilidade Minha. Eu escolhi você, Eu o designei e estarei com você. Não tenha medo. Apenas faça tudo o que Eu o chamar para fazer; vá aonde Eu o enviar; e fale tudo o que Eu lhe disser. Estou com você para livrá-lo”.

    “Sua responsabilidade é simplesmente render-se a Mim. Entregue-se completamente a Mim, e Eu assumirei a responsabilidade pela obra.”

    Graças a Deus, é sempre assim. Sempre que o chamado de Deus vem a nós, Ele mesmo está conosco, e é Ele Quem realmente faz a obra. Tudo o que precisamos fazer é nos render a Ele e permitir que Ele fale por nosso intermédio e trabalhe por nosso intermédio. Isso é tudo o que se requer.

    O ministério na vida de ressurreição

    Então o Senhor estendeu a Sua mão e tocou a boca de Jeremias, dizendo:

    Ponho as Minhas palavras na tua boca.

    Como profeta de Deus, não era responsabilidade de Jeremias tentar encontrar profecias. Deus colocaria palavras em sua boca. Tudo o que ele precisava era ter a boca consagrada, separada e purificada — de modo que, em vez de usá-la para falar suas próprias palavras, ele a entregasse ao Senhor e deixasse que o Senhor falasse por seu intermédio.

    O ministério de Jeremias tinha dois aspectos. De um lado, era negativo: arrancar, derrubar, destruir e arruinar. Do lado positivo, era edificar e plantar. Deus precisa derrubar tudo o que não procede Dele para que possa edificar. Esse é o ministério de Jeremias.

    Ele não foi enviado apenas à nação de Judá; deveria ser profeta às nações.

    Depois disso, o Senhor lhe deu duas visões. A primeira foi uma vara de amendoeira. Creio que Deus lhe deu essa visão por uma razão muito concreta.

    Jeremias havia sido preparado para ser sacerdote. Estava familiarizado com o que acontecia no templo, com as coisas que havia no templo e com a história de como Deus tratava com o Seu povo. Assim, quando Deus lhe mostrou uma vara de amendoeira, creio que Jeremias imediatamente se lembrou de Números 17.

    Ali, o ministério sacerdotal estava sendo questionado. As pessoas começaram a perguntar por que apenas Arão e sua família podiam servir como sacerdotes. “Não somos todos santos? Não podemos todos servir na casa de Deus como sacerdotes?” Em outras palavras, o ministério estava sendo questionado.

    Deus resolveu essa questão pedindo a cada tribo que preparasse uma vara — um ramo cortado de uma árvore, uma vara morta —, com o nome de cada tribo em sua respectiva vara e o nome de Arão na vara de Levi. Essas doze varas foram colocadas diante da arca da aliança durante a noite.

    No dia seguinte, quando retiraram aquelas doze varas, onze continuavam mortas, mas a vara de Arão havia brotado, florescido e produzido amêndoas.

    Isso resolveu a questão do ministério. O que significa? Sabemos que a amendoeira, nas Escrituras, sempre fala de ressurreição, porque é a primeira árvore a produzir fruto depois do inverno. Portanto, ela fala de ressurreição.

    Essas varas representavam as doze tribos de Israel. Todas estavam mortas. Pessoas mortas não podem servir a Deus, porque o nosso Deus é um Deus vivo. Elas precisavam permanecer diante Dele durante a noite, como que sepultadas.

    Mas uma vara brotou, e nela havia flores de amendoeira e frutos. Em outras palavras, uma vara ressuscitou para a vida. Somente com essa vida de ressurreição vocês podem servir ao Deus vivo.

    Aqui encontramos um princípio muito importante na obra de Deus. Não somos capazes de servir a Deus. Todos somos como varas mortas. Homens mortos e mulheres mortas não podem servir ao Deus vivo.

    Precisamos passar pela morte — como que sepultados —, mas por uma morte da qual a vida de Deus emerge em ressurreição. É no poder da vida de ressurreição que temos o privilégio de servir.

    Era assim que Jeremias iria servir. Ele não serviria com sua capacidade natural, seu temperamento natural ou suas virtudes naturais. Não. Ele conhecia sua inadequação. Mas serviria como profeta no poder da ressurreição do Senhor. O mesmo se aplica a todos nós.

    Jeremias como profeta da restauração

    Ao ler o livro de Jeremias, parece que ele realizou muito trabalho negativo. Conhecemos Jeremias como o profeta que chorava. Ele chorou muito.

    Ao ver Deus, conhecer o coração de Deus, conhecer o propósito de Deus para o Seu povo e depois ver o que estava acontecendo com o povo de Deus e o que se passava ao seu redor, irmãos e irmãs, ele não podia deixar de chorar.

    Às vezes, nós não choramos. Por quê? Porque não vemos. Bem, vemos o que acontece ao nosso redor. Sabemos que não está certo. Também vemos o que acontece dentro de nós, e sabemos que isso também não está certo.

    Mas, irmãos e irmãs, se não vemos o coração de Deus, se não vemos o propósito de Deus, se não vemos o que Deus busca, se não vemos o que Deus é capaz de realizar, o que Deus determinou — nós vemos, mas não vemos.

    Podemos continuar vivendo. Podemos seguir como de costume, como se nada tivesse acontecido.

    Vocês se lembram de nosso Senhor Jesus quando Ele estava na terra. Ele foi ao templo, e no pátio havia todo aquele comércio — as vendas e as compras, as negociações e todo o barulho. Isso acontecia havia anos, e as pessoas entravam e saíam o tempo todo.

    Creio que devia haver algumas pessoas, se não todas, que não se sentiam muito à vontade com esse tipo de coisa. Todo o barulho do mundo estava ali, e então você queria entrar na quietude da presença do Senhor. Aquilo não combinava.

    Mas as pessoas aceitavam aquilo e diziam: “Bem, não há o que fazer. É tradição, e é conveniente. É assim que deve ser”. Então simplesmente deixavam aquilo continuar. Em outras palavras, você vê, mas isso não o afeta profundamente. A maioria das pessoas nem sequer vê o que há de errado.

    Elas acham aquilo maravilhoso. É uma boa maneira de servir a Deus, porque você não precisa trazer seu cordeiro ou sua ovelha de longe. Pode comprar sua ovelha ali com facilidade. E, naturalmente, a moeda do templo é diferente, então você precisa trocá-la. Basta chegar ali e fazer o câmbio. Não seria conveniente? Vocês acham que é isso que se deve fazer?

    Mas, quando nosso Senhor Jesus entrou no templo, Ele não pôde suportar aquilo. Por quê? Porque Ele via o que o templo realmente era.

    Se você não sabe o que o templo realmente é, isso não faz muita diferença. Mas, se sabe o que o templo realmente é — “a casa de Meu Pai”, disse o Senhor —, então compreende por que Ele não pôde suportar aquilo.

    Quando nosso Senhor Jesus veio a Jerusalém pela última vez, Ele chorou sobre ela, porque sabia o que Deus havia planejado para o Seu povo e para Jerusalém. Mas vejam no que ela havia se tornado.

    Queridos irmãos e irmãs:

    Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

    O nosso problema hoje é que estamos muito familiarizados com o que acontece no cristianismo e com o que acontece dentro de nós, mas nos falta uma visão do propósito eterno de Deus.

    Falta-nos uma visão do coração de Deus — do que Ele determinou, do que Ele busca, do que Ele deseja, do que Ele é capaz de fazer e do que Ele procura. Se tivermos esse tipo de visão, quando virmos o que acontece na terra, o que poderemos fazer senão chorar?

    Jeremias chamou o povo a voltar para Deus. Jeremias os advertiu: “Se vocês seguirem por esse caminho, acabarão sendo destruídos. Jerusalém será destruída. O povo de Deus será levado ao cativeiro”.

    Repetidas vezes, ele clamou, chorou e advertiu o povo a voltar para Deus. Mas zombaram dele. Não lhe deram ouvidos. Colocaram-no na prisão. Disseram que ele era um perturbador; que perturbava o povo.

    De fato, o povo foi para o cativeiro. Jerusalém foi destruída, porque Deus precisava vindicar o Seu nome. Ele havia colocado o Seu nome sobre aquela nação, mas ela O havia desonrado. Ele precisava, por assim dizer, resguardar a Sua honra: “Não são Meu povo”.

    Jeremias não foi enviado apenas para destruir e derrubar. Foi enviado com o propósito de edificar e estabelecer. Aqui vocês percebem que Jeremias é um profeta da restauração.

    Ele predisse que, apesar de tudo o que iria acontecer, e embora parecesse não haver possibilidade de retorno, o povo ficaria em cativeiro por setenta anos. Depois de setenta anos, haveria um retorno a Jerusalém. Jerusalém seria novamente habitada, o templo seria construído e Deus seria servido. Haveria uma restauração.

    Mais do que isso, Jeremias profetizou que, um dia, Deus faria uma nova aliança com o Seu povo. Quando Deus fizer essa nova aliança com o Seu povo, então a restauração será definitiva e plena.

    Quando os filhos de Israel voltaram do cativeiro babilônico depois de setenta anos, houve uma restauração, mas não foi uma restauração definitiva e plena. A maioria do povo permaneceu no cativeiro. Apenas um remanescente voltou. Mesmo depois de voltarem, foram dispersos novamente.

    Não foi uma restauração definitiva, mas Deus está trabalhando em direção à restauração, e Sua obra de restauração é completa. Como? Ele disse: “Um dia farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá”.

    Quando a nova aliança for estabelecida, então, ao ler Jeremias, Isaías, Ezequiel e todos esses profetas da restauração, vocês verão que haverá uma restauração plena.

    Deus dirá: “Este é o Meu povo. Esta é a Minha cidade, a cidade santa. Esta é a Minha morada. Meu trono está estabelecido aqui. Este é um povo que Me adora e Me serve”. Em outras palavras, haverá uma restauração plena. Mas lembrem-se: ela se dará sob a nova aliança.

    A antiga aliança e a nova aliança

    Quando Deus libertou os filhos de Israel do Egito, Ele disse: “Fiz uma aliança com eles”. Deus os tirou do Egito, levou-os ao monte Sinai e, ali, no monte Sinai, fez uma aliança com o Seu povo.

    Deus disse: “Se vocês guardarem a Minha aliança, se guardarem os Meus mandamentos, serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus, e vocês serão para Mim uma nação de sacerdotes”.

    Essa aliança era representada pelos Dez Mandamentos. Era uma aliança da lei. Em outras palavras, Deus revelou Quem Ele é e exigiu que o Seu povo correspondesse a Ele.

    Era uma aliança da lei: “Tu farás, tu farás”. Se você fizer, então Eu farei. Se vocês Me demonstrarem que estão Me obedecendo e guardando os Meus mandamentos, então serão verdadeiramente o Meu povo, e Eu serei o seu Deus.

    Mas sabemos que a lei nunca aperfeiçoou as pessoas. A lei foi dada por causa das transgressões, para que se conhecessem as transgressões. Sabemos como os filhos de Israel se rebelaram contra Deus. Mesmo quando os Dez Mandamentos foram dados no monte Sinai, antes de chegarem às suas mãos, eles já os haviam quebrado.

    Deus disse: “Eu era como um marido. Tomei vocês pela mão e os conduzi, mas vocês se desvencilharam de Mim”.

    Na verdade, a aliança que Deus fez com os filhos de Israel era um contrato de casamento. Deus tomou esse povo como Sua esposa, e Ele seria seu marido. Que marido Deus foi para eles! Ele os tomou pela mão e os conduziu.

    Ele os alimentou. Cuidou deles com carinho. Procurou edificá-los. Procurou torná-los conformes a Si mesmo. Fez tudo por eles. Que marido maravilhoso Ele foi para eles!

    Mas os filhos de Israel se desvencilharam das mãos de Deus. Queriam seguir seu próprio caminho. Foram infiéis a Deus. Puseram Deus à prova repetidas vezes, até que, por fim, Deus disse: “Por causa da incredulidade de vocês, não podem entrar na sua herança. Vocês quebraram a aliança”.

    Por terem quebrado a aliança, Deus disse: “Eu a farei passar”.

    Irmãos e irmãs, sob aquela antiga aliança, Deus era fiel, mas o Seu povo era infiel. Sob aquela aliança, nada podia ser concluído; nada podia ser realizado.

    Mas Deus disse: “Um dia farei uma nova aliança com vocês”. Irmãos e irmãs, essa nova aliança é uma aliança da graça. Não é: “Tu farás, e Eu farei”. É: “Eu farei, e Eu farei”.

    Em outras palavras, Deus diz: “Eu cuidarei disso. Eu farei isso. Tudo será pela graça. Tudo o que vocês precisam fazer é crer e receber”.

    A restauração se dá pela lei da graça. É somente pela graça que a restauração é possível.

    As provisões da nova aliança

    Ao ler sobre a nova aliança em Jeremias 31, vocês percebem que ela é muito simples, porque tem apenas três cláusulas simples.

    Primeira:

    Porei a Minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração;
    e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo.

    Segunda:

    E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor;
    porque todos Me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor.

    Terceira:

    Perdoarei a sua iniquidade e não Me lembrarei mais do seu pecado.

    Nessa nova aliança, há três provisões. No que diz respeito à nossa experiência, a ordem é inversa. A ordem apresentada aqui é uma ordem divina, mas, ao experimentarmos essa nova aliança, parece que a ordem se inverte.

    A primeira coisa que experimentamos é a última:

    Perdoarei a sua iniquidade e não Me lembrarei mais do seu pecado.

    Como isso é possível?

    É por causa do sangue do Cordeiro. Queridos irmãos e irmãs, para perdoar os nossos pecados, Deus precisou sacrificar Seu único Filho amado. É por meio do sangue de nosso Senhor Jesus. Que preço Deus precisou pagar!

    Você não precisa pagar nada. Eu não preciso pagar nada. Mas Ele pagou tudo. É por um preço assim — um preço inestimável, o sangue de nosso Senhor Jesus — que Deus diz: “Perdoarei as suas iniquidades”.

    Não apenas: “Eu perdoarei”, mas: “Não Me lembrarei”. Uma vez perdoado, perdoado para sempre.

    Infelizmente, nossa mente é uma mente reprovada. Mesmo depois de nos achegarmos ao Senhor e pedirmos o Seu perdão, e de sabermos que Ele nos perdoou, às vezes não conseguimos esquecer. Esse sentimento de culpa às vezes nos incomoda.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, conheçam a preciosidade do sangue, o poder do sangue. Ele diz: “Eu perdoei e não Me lembro mais” — não mais, não mais.

    Graças a Deus pela nova aliança, pela graça.

    A segunda coisa é esta:

    E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor;
    porque todos Me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor.

    Sob a antiga aliança, vocês precisavam ser instruídos por homens. Os sacerdotes e os levitas estudavam a lei e precisavam reunir o povo, ler a lei para eles, explicá-la e instruí-los. Caso contrário, não conheceriam o Senhor.

    Em outras palavras, sob a antiga aliança, até mesmo o nosso conhecimento de Deus era exterior. Era transmitido de mente para mente. Era de natureza mental.

    Mas, sob a nova aliança, Deus disse: “Não, vocês não precisam mais fazer isso, porque todos, cada filho de Deus, desde o menor até o maior, Me conhecerão”. No original, diz: “Conhecer-Me em si mesmos”.

    A palavra conhecer, como vocês leem em Hebreus 8, é diferente da primeira palavra conhecer. A primeira expressão, “Conhecei ao Senhor”, refere-se a um conhecimento objetivo. Mas o segundo conhecer é um conhecimento subjetivo, pessoal, experimentado. Em outras palavras, é um conhecimento interior.

    Deus colocou o Seu Espírito em nós. Não apenas fomos todos perdoados, mas o Espírito Santo habita em nosso espírito, e a unção que está em vocês os ensinará em todas as coisas. O que Ele ensinou é verdadeiro e não é mentira.

    Queridos irmãos e irmãs, em cada um de nós habita o Espírito Santo, e Ele é o Mestre. Ele nos ensinará em todas as coisas, não exteriormente, mas interiormente. Ele nos ensinará em nosso espírito e, em nosso espírito, nos ensinará a respeito de Cristo — desde o menor até o maior.

    De fato, Deus levanta mestres. Mas lembrem-se: os mestres estão ali apenas para confirmar ou corrigir; não para dirigir. É o Espírito Santo, a unção que está em vocês, Quem dirige a sua vida.

    Em terceiro lugar, Ele disse:

    Porei a Minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração;
    e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo.

    Em outras palavras, não há dez mandamentos, nem muitos preceitos, estatutos e ordenanças. Há apenas uma lei: a lei do Espírito da vida — a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus.

    Há uma lei escrita em nosso coração, inscrita em nossa alma. Irmãos e irmãs, graças a Deus porque essa vida eterna está em nós. Há a lei do Espírito da vida. Em outras palavras, vocês não apenas conhecem, mas também são capazes. Há poder ali.

    O poder da vida de ressurreição está em vocês. Porque a vida está em vocês, vocês são capazes de realizar aquilo que conhecem — não vocês, mas Cristo em vocês.

    Deus disse: “Eu serei o seu Deus”. Quando vocês pensam em Deus, pensam em poder e autoridade. Deus diz: “Eu serei o seu Deus. Sou a sua força. Sou o seu poder. Assim, vocês podem ser o Meu povo”.

    Ele faz tudo. Irmãos e irmãs, tudo o que precisamos para sermos plenamente restaurados para Deus, para que Ele seja glorificado em nós, está provido na nova aliança.

    Cristo como a nova aliança

    Mas vocês dizem: “Essa é uma nova aliança que Deus fará com a casa de Israel e com a casa de Judá em dias futuros. Ainda não aconteceu. No reino milenar, chegará o momento em que Deus fará essa nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Mas o que isso tem a ver conosco?”.

    Graças a Deus. Se vocês abrirem em Lucas 22:20, verão que, na noite em que foi traído, nosso Senhor Jesus reuniu Seus discípulos ao Seu redor. Perto do fim da ceia da Páscoa, o Senhor Jesus tomou o cálice e disse:

    Este cálice é a nova aliança no Meu sangue.

    “Tomem; bebam dele.”

    Em outras palavras, irmãos e irmãs, aquela nova aliança que Jeremias profetizou centenas de anos antes de Cristo não ficou esquecida e perdida. Não.

    Na noite em que nosso Senhor foi traído, Ele tomou o cálice e o deu aos Seus discípulos — a igreja. Ele disse:

    Esta é a nova aliança no Meu sangue.

    “Tomem; bebam dele.”

    Naquela noite, Ele fez uma nova aliança com a Sua igreja. Assim, a igreja deve cumprir aquilo que Deus prometeu à nação de Israel no reino milenar.

    Graças a Deus, Ele não começa conosco por uma antiga aliança. Na verdade, começa conosco pela nova aliança. Lembrem-se: somos um povo da nova aliança. Deus estabeleceu conosco essa nova aliança.

    É por essa nova aliança que devemos viver. Ele tratará conosco segundo essa nova aliança, não segundo a antiga. Temos de nos relacionar com Deus por essa nova aliança, não mais pela antiga. Vivemos na nova aliança.

    O que é a nova aliança? Assim como Moisés representa a antiga aliança, Cristo é a nova aliança.

    Irmãos e irmãs, vocês se lembram de que, em Isaías 42, Deus disse:

    Eu Te darei por aliança do povo.

    Quando vocês realmente olham para a nova aliança, o que veem ali? Tudo o que veem é que Deus nos deu Cristo.

    Cristo é a nossa nova aliança. O que é o perdão? O perdão não é outro senão Cristo — Cristo, o nosso perdão. O perdão não é uma coisa chamada perdão. Você não vem ao Senhor e recebe um pacote chamado perdão, que leva consigo. Não. O perdão é o próprio Cristo.

    Ele lhe deu Cristo. Você crê em Cristo. Você tem Cristo. Porque tem Cristo, você é perdoado. Porque está em Cristo, você tem vida. Porque está em Cristo, você tem o Espírito Santo. Porque tem Cristo, você tem a lei do Espírito da vida operando em você.

    Irmãos e irmãs, a nova aliança é o próprio Cristo — não uma coisa, não um conjunto de coisas, mas um Cristo vivo.

    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.

    É isso que vocês têm. Que Cristo nós temos!

    O nosso problema hoje não é que Deus não tenha estabelecido conosco uma nova aliança. É que, muitas vezes, nos afastamos da nova aliança. De certa maneira, voltamos à antiga aliança. Afastamo-nos de Cristo e nos envolvemos em todo tipo de coisas.

    Sabem, durante a Reforma — nós dizemos que a Reforma é restauração. Por quê? Porque, durante a Reforma, a verdade da justificação pela fé foi restaurada. Graças a Deus por isso.

    Mas por que, depois daquela grande redescoberta da justificação pela fé, e depois de muitos parecerem entrar na liberdade que há em Cristo, não muito tempo depois até mesmo aquela verdade restaurada foi novamente sepultada?

    Por que aquela verdade restaurada se tornou um credo, uma confissão de fé, mas já não produzia efeito? Foi porque, no tempo da Reforma, quando a justificação pela fé era pregada, eles não sabiam que a justificação pela fé não é uma coisa, mas uma Pessoa.

    É a união com Cristo que traz a justificação pela fé. Em outras palavras, vocês perdem Cristo de vista, e tudo o que lhes resta é um dogma.

    A mesma coisa aconteceu no século XIX. Perto do fim do século XIX, houve uma redescoberta da santificação — o ministério da vida mais profunda. Muitas pessoas foram libertas do poder do pecado.

    Mas, irmãos e irmãs, gradualmente, vocês percebem que aquilo voltou a se tornar um ensino, um ensino do passado. Por quê? Porque, quando vocês buscam uma vida mais profunda e a separam de Cristo, o que é essa vida mais profunda? Já não resta nada.

    A mesma coisa aconteceu no século XX. Em nosso tempo, vocês veem uma redescoberta do poder do Espírito Santo. Graças a Deus por isso.

    Mas por que esse poder se tornou um problema hoje? Porque está separado de Cristo. O Espírito Santo é o Espírito de Cristo.

    Irmãos e irmãs, trata-se de Cristo. Cristo é a nova aliança. Precisamos permanecer Nele. É Nele que podemos viver. É Nele que a obra de restauração está sendo realizada.

    Oh, irmãos e irmãs, Cristo — tudo em todos. Isso é restauração.

    Oração final

    Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos por teres estabelecido conosco uma nova aliança. Oh, abre os nossos olhos para vermos que nos deste o Teu Filho amado.

    É em Cristo que somos perdoados. É em Cristo que conhecemos o Senhor. É em Cristo que temos poder para fazer a Tua vontade.

    Oh, como Te louvamos e Te agradecemos. Tu nos deste Cristo e, Nele, todas as coisas. Pedimos que nos capacites a desviar os olhos de tudo e de qualquer coisa, para olharmos somente para Cristo.

    Restaura-nos para Cristo, e que Cristo seja restaurado a nós, para o louvor da glória de Deus. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.