Gostaria de dizer como estou feliz por estar aqui. É muito incomum eu estar aqui com os irmãos, porque normalmente venho no verão, e todos estão um tanto ocupados demais com a conferência. Por isso, é uma alegria estar aqui.
Gostaria de pedir que abrissem no pequeno livro de Naum — seja como for que vocês pronunciem esse nome —, no capítulo 1. Vou ler a partir do versículo 1.
Sentença contra Nínive.
Livro da visão de Naum, o elcosita.
O Senhor é Deus zeloso e vingador;
O Senhor é vingador e cheio de furor;
O Senhor toma vingança contra os Seus adversários,
E reserva a ira para os Seus inimigos.
O Senhor é tardio em irar-Se e grande em poder,
E de modo algum terá por inocente o culpado.
O Senhor tem o Seu caminho no redemoinho e na tempestade,
E as nuvens são o pó dos Seus pés.
Ele repreende o mar e o faz secar,
E seca todos os rios;
Basã desfalece, e também o Carmelo;
E a flor do Líbano desfalece.
Os montes tremem diante dEle, e as colinas se derretem;
E a terra se levanta à Sua presença,
Sim, o mundo e todos os que nele habitam.
Quem pode permanecer diante da Sua indignação?
E quem pode suportar o ardor da Sua ira?
O Seu furor se derrama como fogo,
E as rochas são despedaçadas por Ele.
O Senhor é bom,
Uma fortaleza no dia da angústia;
E conhece os que nEle se refugiam.
Mas, com uma inundação transbordante, dará fim ao lugar dela,
E perseguirá os Seus inimigos até as trevas.
Que planejais contra o Senhor?
Ele dará um fim completo;
A aflição não se levantará pela segunda vez.
Pois, entrelaçados como espinhos e embriagados com a sua bebida,
Serão inteiramente consumidos como palha seca.
De ti saiu um
Que planeja o mal contra o Senhor,
Que aconselha a perversidade.
Assim diz o Senhor:
Ainda que estejam em pleno vigor e sejam numerosos,
Mesmo assim serão cortados, e ele passará.
Embora Eu te tenha afligido, não mais te afligirei.
E agora quebrarei de sobre ti o jugo dele,
E romperei as tuas cadeias.
— Naum 1:1-13
Permitam-me fazer uma breve oração.
Amado Senhor, nós nos curvamos aqui na Tua presença e nos alegramos porque Tu nos trouxeste à Tua presença. Senhor, queremos simplesmente nos colocar, sem reservas e incondicionalmente, às Tuas ordens.
Senhor, nós Te agradecemos porque Tu concedes uma unção para o ministério da Tua Palavra. E, pela fé, nos firmamos nessa unção, nessa graça e nesse poder, confiando que Tu, Senhor, serás a graça e o poder no falar, no ouvir e no praticar.
Amado Senhor, nós Te louvamos porque, quando uma palavra procede de Ti, ela nunca volta para Ti vazia. Por isso, agora, juntos, nós nos entregamos a Ti, para que tomes esta noite e estes momentos que passaremos juntos neste fim de semana e, Senhor, faças deles um encontro Contigo mesmo.
Teremos o cuidado de dar a Ti todo o louvor e toda a glória. Pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Esta pequena profecia de Naum é uma revelação extraordinária e notável. Ela diz respeito a uma das grandes superpotências da época em que Naum viveu: os assírios e, em particular, a cidade de Nínive.
É ainda mais impressionante que algo tão poderoso, com uma extensão territorial tão imensa, pudesse cair da maneira como caiu. Pois os caminhos do Senhor estão inteiramente além da compreensão humana.
Quando Ele estabelece um ditador, ninguém consegue removê-lo. Não importa quantas tentativas de assassinato sejam feitas ou quantas estratégias sejam adotadas. Não se pode removê-lo até que chegue o tempo de Deus. Mas, quando chega o tempo de Deus, ele não consegue viver nem um minuto a mais.
Sempre foi assim. Os Neros vêm e os Neros vão. Os faraós vêm e os faraós vão. Os Nabucodonosores vêm e os Nabucodonosores vão. Talvez Nabucodonosor tenha sido salvo — essa é uma possibilidade real. Mas todos eles vêm e todos eles vão.
Assim como Hitler veio e Hitler se foi, Mussolini veio e Mussolini se foi, e Mao Tsé-Tung veio e Mao Tsé-Tung se foi. Eles são pó — esses seres humanos que exerceram tanto poder sobre outros seres humanos, causaram tanto sofrimento e pareciam invencíveis. Todos eles são o pó da história.
Mas Abraão, Isaque e Jacó não são o pó da história. É por isso que o Senhor disse:
Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
Ele não disse: “Eu era”. Ele ainda é.
Eles não são o pó da história. Eles, assim como Moisés, Davi, Isaías, João Batista e os primeiros apóstolos, estão todos envolvidos em um propósito — um propósito divino. Com suas falhas, fraquezas e até pecados, de uma maneira ou de outra, pela graça de Deus, foram envolvidos em algo que Deus estava fazendo na geração deles.
Eles fazem parte de um destino divino. Uma das coisas mais extraordinárias deste mundo é que Deus toma pessoas como você e como eu e nos conduz a um relacionamento com Ele mesmo e com o Seu propósito.
Não me lembro de nenhuma época como estes últimos anos, em que tenha havido tanto conflito, tantos problemas, tanta divisão e tantos boatos que eu chamaria de satânicos, que têm separado irmão de irmão e irmã de irmã.
Isso não acontece apenas aqui ou ali; acontece em toda parte. Também nunca conheci uma época em que tantos dos que estão na linha de frente da batalha enfrentassem dificuldades enormes — alguns, dificuldades físicas; outros, dificuldades mentais.
Nós, que cremos no poder de Deus, nós, que cremos no poder de cura de Deus, ainda hoje estamos enfrentando coisas enormes — não entre os que são mundanos e fazem concessões, mas entre os que estão na própria linha de frente da batalha.
Isso me faz sentir que aquilo que está detendo está sendo removido e que, de alguma maneira, o inimigo está entrando como uma inundação. Isso me faz pensar em quão perto estamos da vinda do Senhor.
Sei que os crentes sempre pensaram que o Senhor estava vindo, até mesmo no primeiro século. Mas o fato é que muito mais coisas se cumpriram em nossos dias e em nossa geração. Somos testemunhas de algo bastante extraordinário que está acontecendo.
Não importa se estamos falando de trabalho missionário, de obras específicas de Deus ou daqueles que enxergaram algo da natureza da igreja: em toda parte há um enorme conflito.
É por isso que, quando pensei neste breve tempo que passaríamos juntos, até poucos dias atrás eu não fazia ideia do que deveria falar. Aprendi um pouco de sabedoria ao longo dos anos da minha vida. Fui salvo quando tinha acabado de completar doze anos, e não vou dizer quantos anos tenho agora, mas já se passou uma vida inteira.
Um pouquinho dessa sabedoria é o seguinte: não adianta ficar inventando uma mensagem.
Levamos muitos e muitos anos para aprender essa simples lição. Quando comecei a pregar, eu costumava ter enxaquecas — não enquanto pregava, nem depois, mas antes. A razão era que eu ficava todo tenso e preocupado, porque o Senhor parecia não me dar aquilo que eu achava que Ele deveria me dar.
O Senhor é sábio. Ele sabia que, se me desse algo cedo demais, eu trabalharia tanto naquilo que, no fim, haveria muito mais do que eu queria dizer do que daquilo que o Senhor queria dizer. Por isso, o Senhor fez descer aquilo que chamo de um cobertor — um cobertor de neblina.
Depois de muitos anos, aprendi que a única coisa a fazer é aquietar-se. Se necessário, deite-se de costas. Parece preguiça, não é?
Porque, quando eu jejuava e orava, sempre acabava com uma enxaqueca. Como o sr. Sparks me disse certa vez: “Você está se envolvendo demais nisso”.
Quando você descansa no Senhor, o Senhor pode falar com você. Mas, quando fica todo tenso, fecha o próprio canal pelo qual o Senhor poderia falar.
Então, desta vez, cheguei até poucos dias atrás sem a menor ideia do que deveria dizer. De repente, o Senhor disse: “Bem”.
Achei aquilo a coisa mais estranha que me acontecera em muito tempo. Quando abri a minha Bíblia, encontrei aqui, em Naum 1:3, esta declaração incrível:
O Senhor tem o Seu caminho no redemoinho e na tempestade,
E as nuvens são o pó dos Seus pés.
— Naum 1:3
Talvez vocês achem estranho vir de tão longe para considerar uma pequena declaração pouco conhecida da Palavra de Deus, mas acredito que ela tem muito a dizer sobre a nossa situação atual.
Normalmente, entende-se que o caminho do Senhor está na plena claridade: sem nuvens, puro, com o céu aberto, em dias bonitos. Graças a Deus, há momentos em que o Senhor está trabalhando assim.
Mas, sempre que o Senhor vai fazer algo grande, Ele vem em um redemoinho e em uma tempestade. Um redemoinho pode vir e passar em poucas horas, deixando muita destruição e muitos danos. Ele surge de repente e desaparece com a mesma rapidez.
Uma tempestade pode chegar e durar vinte e quatro horas. Já estive em tempestades que duraram mais — trinta horas. Lembro-me de uma em Jerusalém que começou quando a temperatura estava em trinta graus Celsius.
De repente, uma enorme massa de nuvens negras se aproximou. Da nossa cozinha, eu podia vê-la vindo do oeste. Então começaram os trovões, depois vieram os relâmpagos e, em seguida, as chuvas torrenciais.
Eu tinha dois gatinhos siameses naquela época e achei que morreriam de susto, porque os trovões pareciam uma guerra acontecendo por todos os lados, e os relâmpagos brilhavam. Depois, encontrei os dois sentados na janela, aproveitando cada minuto daquilo.
Então percebi que eles eram de origem tropical. Ah, estavam acostumados com tempestades. O mesmo acontecia com as aves — os papagaios e assim por diante. Eles simplesmente adoravam cada minuto daquilo.
O interessante é o seguinte: trinta e duas horas depois — a tempestade atravessou a noite inteira e o dia inteiro —, ela terminou com a temperatura em zero grau Celsius, trinta e dois graus Fahrenheit, e quinze centímetros de neve. Que tempestade!
As tempestades são incríveis. Quando Naum falava de uma tempestade, não estava falando exatamente do tipo que vocês costumam ter aqui. O redemoinho dele não era um tornado, mas era a versão de um tornado no Oriente Médio.
A tempestade era do tipo que normalmente temos apenas no inverno, muitas vezes com neve. O extraordinário é que temos o redemoinho, a tempestade e as nuvens. Não é isso que normalmente associamos à obra do Senhor.
Não pensamos no Senhor trabalhando por meio de um redemoinho. No entanto, está escrito:
O Senhor tem o Seu caminho no redemoinho e na tempestade,
E as nuvens são o pó dos Seus pés.
Isso simplesmente significa que você não consegue vê-Lo. Deve parecer que Ele está a milhares de quilômetros de distância. No entanto, as nuvens que causam confusão são o pó dos Seus pés.
Em outras palavras, Ele está caminhando. Está fazendo alguma coisa. Está avançando. Você nem sempre consegue entender, mas Ele sabe o que está fazendo. O único caminho é andar pela fé.
Redemoinho, tempestade e nuvem.
Quero considerar isso nestes poucos encontros que teremos juntos. Hoje à noite, quero considerá-lo em relação às nações. Amanhã à noite, quero considerá-lo em relação à igreja. No último encontro, vou considerá-lo em relação ao crente.
Hoje à noite, falaremos sobre as nações.
O propósito do Senhor se cumpre por meio do redemoinho e da tempestade. Tem sido assim desde o princípio. Certamente, foi assim neste último século.
Por exemplo, pessoalmente, creio que esta última fase da história mundial começou com a Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918. Naqueles quatro anos, Deus veio como um redemoinho.
A sociedade não fazia ideia do que aconteceria. O próprio Kaiser estava de férias em um iate, em um fiorde norueguês. Vejam como foi inesperado. Os britânicos acreditavam que tudo aquilo acabaria passando.
Na verdade, não foi algo breve; foi prolongado. Prendeu-os em uma batalha na qual vinte e dois milhões de pessoas morreram. Toda a flor da juventude masculina europeia e britânica morreu e, mais tarde, naquela guerra, também a americana.
Ao final daquela guerra, toda a face do mundo havia mudado. O Império Austro-Húngaro desapareceu para nunca mais voltar. O Reich alemão desapareceu — e com isso me refiro à monarquia — para nunca mais voltar. O czar russo desapareceu e, pelo que posso ver, nunca mais voltará.
Até mesmo a China, depois de quase dois mil anos ou mais de domínio imperial dinástico, finalmente se tornou uma república. É impressionante o que aconteceu naquela Primeira Guerra Mundial. Foi um redemoinho. Era Satanás? Era Deus?
No meio daqueles quatro anos nasceu algo que dominaria todo o século XX: o marxismo.
Se não tivesse havido aquela guerra, todas as potências europeias e a Grã-Bretanha teriam se unido para sufocá-lo no berço. Mas estavam ocupadas; estavam presas umas às outras em combate e não podiam cuidar do que estava acontecendo na Rússia.
Ao mesmo tempo, houve uma declaração que chamamos de Declaração Balfour. Foi a primeira vez que se disse algo sobre a possibilidade de o povo judeu voltar a ser um Estado entre os demais Estados.
Não vou dedicar muito tempo a isso. Quero apenas ilustrar o redemoinho e a tempestade. O Senhor estava nisso ou não?
Vinte anos depois, houve outra guerra mundial, de 1939 a 1945. Naquela guerra, aquilo que havia começado na Primeira Guerra Mundial foi concluído.
Ao final daquela guerra, já não havia Império Britânico, Império Francês, Império Holandês nem Império Espanhol. Todos haviam desaparecido.
O marxismo estava no seu auge, tanto na Rússia e em metade da Europa quanto na China. Foi aquela guerra que resultou no nascimento de Israel.
É impressionante. O Senhor estava nesse redemoinho?
Quando vejo todas essas manifestações pela paz aqui na Europa e em outros lugares, sinto um grande desconforto. Não é que eu não queira paz, mas tenho esta sensação terrível: já vi isso antes.
Lembro-me de Neville Chamberlain. Eu era um menino pequeno, então não entendia muito bem o que ele estava fazendo, exceto que o via em todos os jornais, com pedacinhos de papel branco na mão, dizendo: “Paz em nosso tempo”.
Quando lhe perguntaram sobre Adolf Hitler, ele disse: “É um cavalheiro, um homem que cumpre a sua palavra”. Hitler escreveu em seu pequeno diário, a respeito de Neville Chamberlain, que ele era um velho tolo.
O que achei tão impressionante foi que todos os líderes das igrejas na Grã-Bretanha, de todas as diferentes denominações, inclusive das que eram predominantemente evangélicas, apoiavam Neville Chamberlain. Chamavam Winston Churchill de um bêbado belicista.
Chamavam Neville Chamberlain de um grande cavalheiro cristão e de salvador da civilização cristã ocidental. Achei isso estranho, porque ele foi a Munique e entregou a Tchecoslováquia a Adolf Hitler.
Para salvar a civilização ocidental, ele sacrificou uma nação soberana, de uma maneira inteiramente sem princípios. Creio que Deus viu aquilo.
Em menos de um ano, esse salvador da civilização ocidental, esse grande cavalheiro cristão que dizia haver paz em nosso tempo, viu o mundo inteiro ficar preso em uma guerra na qual cinquenta e cinco milhões de pessoas morreriam.
Vocês não chamariam isso de um redemoinho, de uma tempestade? De repente, o homem rude e belicista tornou-se o salvador da Grã-Bretanha e da Europa, sendo agora chamado de o maior inglês que já viveu. Acho isso engraçado por um lado — e trágico por outro.
Mas tenho uma sensação horrível, quando ouço todas essas coisas sendo ditas agora, de que estamos vendo uma repetição.
Quero apenas dizer que agora vocês têm uma ilustração de algo: um redemoinho, uma tempestade e uma nuvem. E agora?
Creio que o onze de setembro do ano passado é um marco na história mundial. Não acho que aqueles que o perpetraram imaginassem que um presidente americano reagiria.
O fato é que eles acreditam que o Ocidente foi emasculado, que perdeu a sua virilidade. Tenho ouvido isso repetidas vezes. Eles acreditam que o Ocidente perdeu a firmeza e pode ser intimidado.
Não acho que imaginassem que alguém se levantaria e declararia guerra ao terrorismo.
Agora temos atrocidade após atrocidade: Bali, com duzentos mortos; Moscou, o teatro, com quase duzentos mortos. Nós, é claro, convivemos com isso há anos.
Eu sempre dizia setenta anos, mas ouvi o sr. Charon há poucos dias — bem, há cerca de um mês —, e ele disse cento e dez anos. Por isso, estamos um pouco imunizados contra essa situação.
Mas acho maravilhoso que o povo americano tenha despertado. Quem vai orar para que algo aconteça nos Estados Unidos, para que a Igreja de Deus seja realmente edificada e haja um despertamento entre os não salvos?
Falarei mais sobre a igreja amanhã. Mas tudo o que quero dizer nesta noite é que temos aqui algo bastante notável. Para onde estamos indo? O que está à frente? O que o onze de setembro realmente significa?
Não quero entediá-los a ponto de fazê-los dormir. Isso é inteiramente possível, é claro. Algumas pessoas gostam de sermões porque eles lhes permitem dormir.
Às vezes, as pessoas pegam minhas fitas e me escrevem cartas dizendo: “Adormeci ouvindo o senhor”. E eu sempre digo que isso é muito melhor do que um comprimido para dormir.
Enfim, não quero entediá-los, mas será que esta situação em que estivemos neste último ano é um acontecimento isolado? Será apenas um conflito entre os muitos conflitos pelos quais as nações passaram — um conflito que vai passar?
Ou será o começo de uma guerra santa? Será o prelúdio de um conflito muito maior? Será, possivelmente, o cumprimento de Ezequiel 38–39?
Não podemos afirmar dogmaticamente que seja, mas, como povo de Deus, devemos estar muito atentos às possibilidades neste momento. Não devemos entrar em pânico, nem ficar chocados com o que acontecerá.
Precisamos compreender os tempos em que vivemos, para que possamos orar com discernimento espiritual e poder; para que possamos nos posicionar como testemunhas diante dos nossos concidadãos em nossos diferentes países.
Devemos testemunhar do fato de que este Livro contém tantas coisas sobre a nossa situação atual e de que, se as pessoas não vierem ao Senhor, não há esperança para elas, nem para suas nações.
O que uma guerra com o Iraque desencadeará?
Não pensem, nem por um momento, que uma guerra contra o Iraque não desencadeará um enorme conflito. Quando os Estados Unidos, ou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha unidos, ou várias outras nações ocidentais participarem de um ataque ao Iraque, quase todos os muçulmanos do mundo se unirão para lutar.
Embora muitos saibam que Saddam Hussein é um homem terrível, vocês sabem muito bem que ele massacrou os próprios genros e muitas outras pessoas, e que possui armas de destruição em massa. É um fato conhecido.
Não vou entrar em tudo isso, mas o que quero dizer é apenas o seguinte: o que isso desencadeará? Estamos prontos? Temos raízes suficientemente profundas? Conseguiremos suportar o choque?
Ou esperamos ser arrebatados antes? Seria maravilhoso pensar que seríamos arrebatados antes, mas suspeito seriamente que não seremos arrebatados antes de este conflito específico terminar.
Não quero deprimi-los, muito menos fazê-los dormir. Mas permitam-me dizer isto: se o presidente Bush recuar da posição que tomou sobre essa questão, haverá um desastre ainda maior, que nos levará a um tipo de conflito enormemente diferente.
O islã é uma religião de caráter muito forte e masculino. Acredita na dominação. Sempre pressiona, pressiona e pressiona para ver se as pessoas vão recuar, recuar e recuar.
Assim que as pessoas recuam, ele deixa de ser gentil e amável e passa a exigir mais.
Isso me leva a dizer algo a esse respeito. Reconheço que precisamos ter muito cuidado, porque principados e potestades espirituais estão envolvidos nisso. Mas, se tiverem paciência comigo, permitam-me dizer algo sobre o islã.
O objetivo do islã é a dominação mundial. Sempre foi esse. Se vocês já leram o livro, sabem que ele acredita estar predestinado a conquistar o mundo inteiro, incluindo os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Europa.
Isso não é tão absurdo quanto vocês talvez pensem. Há sete milhões de muçulmanos americanos, e estima-se que, até 2004, esse número terá subido para quase quinze milhões e, até 2010, para vinte milhões, por causa da conversão de negros ao islã.
Também não é algo tão sem fundamento quando se trata da Europa. A Grã-Bretanha tem quase dois milhões de cidadãos muçulmanos. A Alemanha tem quatro milhões de cidadãos alemães muçulmanos, na maioria de origem turca. A Holanda tem oitocentos mil. Um quinto de Paris é muçulmano.
Há mais mesquitas no sul da França do que igrejas e capelas. Não é algo tão absurdo.
Vocês talvez digam: “O senhor está dizendo isso porque a CNN e a BBC nos dizem que o islã é não violento, pacífico, e que bin Laden é uma aberração — não representa o verdadeiro islã?”
Acho que, ao procurar proteger as minorias muçulmanas — o que é correto — das reações violentas de outros cidadãos em nossos diferentes países, elas estão prestando um grande desserviço.
Se tomarmos a palavra islã, ela significa simplesmente submissão. Um muçulmano é alguém que está submetido.
O islã ensina — pelo menos alguém como Ahmed Deedat, chamado de equivalente muçulmano de Billy Graham, ensinava — que há três testamentos: o Antigo Testamento, o Novo Testamento e o Último Testamento, que é o Alcorão.
Ensina que Deus começou Sua revelação e Sua obra com os judeus e os escolheu, mas que eles eram obstinados e desobedientes. Ele lhes deu revelação após revelação, que foi registrada por escrito, mas eles a corromperam.
Por exemplo, diz que o Antigo Testamento afirmava que foi Isaque quem o Senhor mandou Abraão oferecer, mas que, na verdade, foi Ismael. Diz que os judeus afirmavam que as promessas da aliança foram feitas à descendência de Abraão por meio de Isaque, mas que isso não era verdade — era por meio de Ismael.
Assim, Deus ficou tão descontente com os judeus que Se afastou deles e os rejeitou. Escolheu uma nova comunidade de pessoas: os cristãos. Deu-lhes revelação após revelação, mas eles a corromperam.
Por fim, diz que Ele Se voltou para um comerciante de Medina chamado Maomé. Ele não sabia ler nem escrever, e Alá enviou o arcanjo Gabriel a Maomé, dando-lhe mensagem após mensagem para corrigir tudo o que os judeus haviam corrompido e tudo o que os cristãos haviam corrompido.
Isso se tornou o Alcorão. O mais impressionante a respeito do Alcorão é que ele está escrito em um árabe belíssimo. Portanto, temos o mistério de como um homem que não sabia ler nem escrever conseguiu, de alguma maneira, produzir um árabe tão incrivelmente belo.
O interessante a respeito do Alcorão é o que ele diz. O que o islã ensina sobre Jesus? Vocês precisam saber disso para não serem enganados de maneira alguma.
O islã ensina que Jesus nasceu de uma virgem. Isso é mais do que muitos dos chamados cristãos ensinam. Também diz que Ele nasceu sem pecado e que nunca pecou em nenhum momento dos Seus trinta e três anos de vida.
O islã diz que Ele era o Messias. Não apenas afirma que Ele era o Messias e que realizou milagres, mas o Alcorão acrescenta pelo menos dois milagres que não encontramos no Novo Testamento.
Um deles é o de um pequeno pássaro de pedra que Jesus teria tocado quando era menino e que, então, saiu voando.
É muito interessante. O islã ensina que Jesus foi rejeitado pelos judeus e que foi crucificado. Também acredita que Ele voltará. Maomé O seguirá, mas Ele voltará.
Por isso, muitos cristãos, quando conversam com um muçulmano que conhece alguma coisa do Alcorão, ouvem: “Ah, sim, nós cremos que Jesus era o Messias. Cremos que Jesus está voltando”. Acham isso extraordinário e pensam que foram completamente mal informados sobre toda a questão do islã.
Agora, vocês vão notar algo muito interessante. Há toda uma sequência de verdades: desde o nascimento de Jesus e Sua ausência de pecado até a Sua volta. Mas Ele não morreu.
Ele foi crucificado, mas não morreu. Portanto, como não houve morte, não houve ressurreição. Em outras palavras, o coração do evangelho é arrancado: a morte expiatória do Senhor Jesus e o perdão dos pecados.
Isso, dizem eles, foi o que os cristãos corromperam. Como Jesus não ressuscitou, não existe novo nascimento. Temos todas essas verdades, mas o coração foi arrancado.
Não sei se vocês estão acompanhando o que estou tentando dizer. Sei que é um pouco difícil. Qual é a visão do islã sobre os últimos tempos? Ouçam com muita atenção, porque agora estamos chegando ao onze de setembro.
Eles acreditam que, na última fase da história mundial, haverá uma guerra que cobrirá a terra, entre o que chamam de casa da paz, na qual se encontram apenas muçulmanos, e a casa da guerra, na qual se encontram todos os judeus, cristãos e pagãos.
Acreditam que os muçulmanos fiéis e devotos matarão todos os cristãos, judeus e pagãos que não se converterem ao islã.
Não sei como a CNN ou alguns dos outros podem dizer que essa é uma religião pacífica. Isso é um completo absurdo, realmente.
Um dos hadiths, um comentário posterior de sábios dos primeiros tempos que eram colaboradores de Maomé, diz que o próprio Maomé esteve envolvido no massacre da tribo Qurayza, que era uma tribo judaica.
Diz que, durante vinte e duas horas, ele decapitou homens, mulheres, crianças e bebês e que, em consequência da sua fidelidade a Alá, ficou com artrite no braço, da qual sofreu pelo resto da vida.
Então, quando as pessoas dizem: “Mas o cristianismo é violento”, e hoje dizem: “O judaísmo também é, pois vejam Israel”, o interessante é o seguinte: Jesus nunca massacrou ninguém, nem Paulo, nem os outros apóstolos.
É absolutamente verdade que os cruzados fizeram isso em nome de Jesus. A Igreja Católica fez isso em nome de Jesus na Inquisição, e a Igreja Ortodoxa Russa fez isso nos pogroms. Isso é absolutamente verdade.
Mas não é verdade que o cristianismo original, por falta de um termo melhor, tenha sido propagado pela espada. É verdade que, na Noruega, por exemplo, santo Olavo foi aos vikings com uma espada em uma das mãos e lhes ofereceu a escolha entre a vida e a morte — sendo a água destinada ao batismo.
Uma forma muito bem-sucedida de evangelização. Quem não aceitava era, naturalmente, decapitado e morto.
O que estou dizendo é muito simples: o islã começou na violência e se espalhou por meio da violência. Todo o norte da África foi afetado.
A maioria das pessoas não sabe que o Egito era o grande centro de educação cristã do mundo conhecido naquela época. Foi totalmente destruído. A Tunísia, como a conhecemos hoje, também abrigava o outro grande centro de evangelização cristã — Cartago —, e ele foi totalmente destruído.
As pessoas recebiam a escolha entre a vida e a morte: ou você se torna muçulmano e vive, ou morre. Muitos coptas morreram em fidelidade ao Senhor. Outros se converteram.
Agora, cerca de mil e trezentos anos depois, muitos egípcios muçulmanos têm, na verdade, antepassados cristãos.
Quero apenas transmitir a vocês que temos aqui algo bastante impressionante. Há uma previsão que não é apenas uma pequena observação no Alcorão. Duas ou três vezes se afirma que, na última etapa, haverá uma enorme batalha entre o islã e o restante do mundo.
Alá determinou que o islã vencerá e que, quando tudo terminar, haverá apenas muçulmanos.
Se vocês ainda estão vivos e ouvindo, a questão é que temos um grande nome no último século. Seu nome é Khomeini, o aiatolá, que significa “Oráculo de Deus”.
Khomeini foi um homem notável. Foi o primeiro a interpretar os acontecimentos atuais de uma perspectiva islâmica. Disse que o mundo havia entrado na última fase da história mundial e que, portanto, deveríamos esperar um enorme conflito.
Disse que essa grande guerra, da qual o Alcorão fala, logo estaria sobre nós. Foi por isso que o xá o exilou.
Khomeini disse: “Por que existe Israel?” Ele disse: “Alá determinou que Israel existisse e usou Satanás para produzi-lo”. Por isso, chamou Israel de pequeno Satanás e os Estados Unidos de grande Satanás.
Esse ensino se espalhou por todo o mundo islâmico. Ele disse que Alá havia julgado a mornidão das massas muçulmanas permitindo que Satanás produzisse Israel.
Mas disse que, quando as massas islâmicas fossem desafiadas pela presença de Israel, elas se dedicariam a Alá, e Alá lhes daria poder e vigor para avançar contra Israel, libertar Jerusalém e liquidar o povo judeu.
Depois, prosseguiriam para conquistar o mundo. Não direi mais nada sobre o aiatolá Khomeini, exceto isto: Osama bin Laden não era um muçulmano xiita; era um muçulmano sunita. Mas foi enormemente influenciado pelo aiatolá Khomeini.
Ele acreditava que aquilo que Khomeini havia dito estava comprovado: Israel precisava ser destruído e, depois, os Estados Unidos deveriam ser destruídos.
O interessante em toda essa situação é que Osama bin Laden começou a fazer alguma coisa. Ele tinha riqueza suficiente para isso, então estabeleceu a rede Al-Qaeda.
A Al-Qaeda está em operação nesta noite em sessenta e cinco países diferentes. Está longe de ter sido destruída.
Portanto, agora temos algo bastante impressionante. Osama bin Laden evidentemente acreditava que essa guerra prevista no Alcorão já estava sobre nós. Minha pergunta anterior foi: será este o começo de uma guerra santa? Será, de fato, a guerra que os muçulmanos acreditam estar por vir?
Se vocês ainda estão comigo, não sei se o meu tempo já acabou, mas permitam-me dizer apenas mais uma coisa sobre o islã. O islã teve duas guerras e perdeu ambas. Ainda tem uma por vir, que, segundo nos dizem, vencerá. Isso está no Alcorão.
Quais foram essas duas guerras?
A primeira foi a Batalha de Tours, em 732, creio eu — posso estar enganado ao dizer trinta e dois —, mas foi no século VIII desta era.
Quando as forças muçulmanas chegaram a Tours, cerca de trezentos e vinte quilômetros ao sul de Paris, estavam tão bem equipadas e eram tão poderosas, uma força de combate tão incrível, que toda a Europa — a chamada Europa cristã — tremeu.
Quando chegou a batalha, da maneira mais extraordinária, Deus deu a vitória aos cristãos. Talvez vocês tenham ouvido falar de um homem chamado Carlos Martel. Ele liderou as forças cristãs, e elas derrotaram completamente as forças muçulmanas.
O resultado foi incrível. Por causa da ideia muçulmana de que Alá determina tudo, o bem e o mal, quando perdem uma batalha, ficam completamente desorientados. Não sabem o que fazer. “Por que Alá fez isso? Por que Ele determinou isso? O que fizemos? Por que não alcançamos a vitória?”
Retiraram-se inteiramente para a Espanha, onde permaneceram por mais duzentos anos. Por fim, entraram em colapso na Espanha, em uma total depressão racial, se vocês entendem a expressão, e voltaram ao norte da África para lamber as feridas pelos séculos seguintes.
Se tivessem vencido a Batalha de Tours… A maioria das pessoas fica tão entediada com a história, em parte porque teve professores de história extremamente enfadonhos, que quase sente náuseas quando ouve falar de história. Mas pensem por um momento.
Vocês percebem o que teria acontecido se os muçulmanos tivessem vencido aquela batalha? Toda a França teria se tornado muçulmana — não um quinto de Paris, mas o país inteiro. Toda a Alemanha teria se tornado muçulmana.
Não teria havido um Martinho Lutero. Seria apenas uma questão de tempo até chegarem à Itália e estrangularem o Vaticano. Alguns talvez achassem isso uma coisa boa, mas estou apenas dizendo que teriam chegado lá.
Seria apenas uma questão de tempo até atravessarem o canal da Mancha e tomarem o Reino Unido — a Grã-Bretanha. Agora, ouçam-me com atenção: não teriam sido batistas, presbiterianos e não conformistas os que, expulsos da Grã-Bretanha pela perseguição, vieram para cá fundar as chamadas colônias.
Teriam sido muçulmanos xiitas fugindo de muçulmanos sunitas. Isso significa que todos os Estados Unidos e o Canadá teriam sido islâmicos. As pessoas não compreendem as lições da história.
Mark Twain disse: “Aprendemos com a história que nunca aprendemos com a história”.
Portanto, é muito simples. Em outras palavras, eles chegaram muito perto daquilo que teria sido a islamização do mundo.
Acreditem ou não, muitas centenas de anos depois veio a segunda grande batalha. Ela é chamada de Batalha de Viena, em 1683.
Sob os otomanos, as forças islâmicas avançaram pela Grécia e pela Turquia. Tomaram a grande catedral de Santa Sofia e a transformaram em uma grande mesquita. Foram à Bulgária, atravessaram a Romênia, a Hungria, a Iugoslávia, a Bósnia e o Kosovo, e então chegaram às portas de Viena.
Todos acreditavam que eles deveriam ter vencido. Mas os exércitos cristãos estavam divididos e fragmentados. Ainda assim, Deus, em Sua misericórdia, deu-lhes a vitória na Batalha de Viena.
Os otomanos, os muçulmanos, retiraram-se e, aos poucos, deterioraram-se e ficaram estagnados no luxo e na licenciosidade. Os otomanos se tornaram aquilo que se chamava de “o homem doente da Europa”, uma expressão usada a respeito deles há mais de cem anos.
Até que descobriram petróleo, o que foi o mais impressionante cumprimento da profecia de Deus a respeito de Ismael: que ele se tornaria grande, poderoso e rico.
É impressionante que quase todo o petróleo do mundo, exceto aqui nos Estados Unidos, esteja em mãos muçulmanas. Com esse petróleo vieram riquezas incalculáveis e o início de um reavivamento do islã.
Agora o islã está chegando ao seu lugar, e nada pode detê-lo, porque há algo nisso que foi determinado por Deus.
Espero ter conseguido explicar onde estamos agora. O islã trouxe Khomeini; Osama bin Laden acredita que o islã está agora pronto para destruir Israel.
Uma vez que Israel seja destruído, isso percorrerá todo o mundo islâmico como uma força que os levará a se unir e conquistar o restante do mundo.
Agora chego à conclusão: não devemos ter medo. Deus está neste redemoinho.
Ele está nesta tempestade. O Seu caminho está aqui. Ele vai usar exatamente isso para cumprir o Seu próprio propósito.
Sei que pode parecer muito errado expressar isso dessa maneira, mas, pessoalmente, creio que Deus está apressando a vinda do anticristo e de um governo mundial para pôr um fim nisso.
Sabem, a Escritura diz que Ele abreviará os dias por causa dos eleitos.
Creio que o Senhor está neste mundo. Graças a Deus, Ele despertou o povo americano por meio de tudo isso. Há uma atmosfera inteiramente diferente nos Estados Unidos em relação a essa questão.
Há muitas fraquezas e tudo o mais, mas pelo menos um grande número — a maioria dos americanos, creio eu — está atento e desperto para o fato de que algo está acontecendo que eles não haviam visto nem compreendido.
Não devemos ter medo. Conhecemos Aquele que tem em Suas mãos toda a autoridade e todo o poder no céu e na terra.
Não adianta ficar neurótico. De modo geral, os cristãos já são bastante neuróticos, e é uma pena desenvolver uma neurose por causa disso. O fato é que isso vai testar se temos uma fé viva. Caso contrário, vamos ficar com os nervos em frangalhos.
Infelizmente, vocês aqui neste grande continente praticamente não haviam sofrido com bombas e atrocidades terroristas até esse acontecimento. Houve algumas coisas antes, mas o que aconteceu no onze de setembro foi um chamado ao despertar para todo o povo americano e canadense.
Se as pessoas achavam que estavam escapando dos problemas ao vir para cá, isso não existe. Agora o mundo inteiro é inseguro. Portanto, vocês podem escolher em qual região insegura desejam estar.
O fato é que estamos agora em um conflito que está apenas começando. Se o presidente Bush enfrentar essa questão logo, com força e firmeza, isso será uma mensagem clara, que será compreendida pelo mundo islâmico.
Mas, se ele recuar, o islã acreditará que está no caminho da vitória e tomará cada vez mais, mais e mais.
Portanto, meus queridos irmãos e irmãs, o Senhor realmente tem o Seu caminho no redemoinho e na tempestade, e as nuvens são o pó dos Seus pés.
Na profecia de Zacarias 12–14, somos informados de que haverá muitas guerras tendo Jerusalém como ponto central — não uma guerra, mas várias.
Já presenciamos, sem chamar a intifada de guerra, seis guerras em cinquenta e quatro anos. De modo geral, em Israel, estes últimos dois anos são considerados uma guerra. Isso significa sete guerras.
Cada uma delas tem como fundamento a condição e o futuro de Jerusalém.
Precisamos ter compaixão dos palestinos e de tudo o que sofreram. Quero dizer, eles sofreram. Em alguns casos, devo dizer, não ajudaram a si mesmos, porque se tornaram parte de toda essa estrutura terrorista — não todos, de maneira alguma todos. Tenho muitos amigos palestinos.
Mas o fato é que temos uma situação terrível, em que, de certo ponto de vista, não há como sair ganhando. Israel não pode tomar o tipo de ação que os Estados Unidos tomaram quando bombardearam o Afeganistão, porque, nesse caso, toda a Organização das Nações Unidas ficaria furiosa.
De certo modo, é muito engraçado. Os Estados Unidos lançam bombas sobre um casamento no Afeganistão e depois, de maneira muito constrangida, precisam dizer: “Bem, não, vejam, não acreditamos que isso tenha acontecido”. Então dizem: “Bem, aconteceu”, e acrescentam: “Sim, sim, sim, estamos investigando”.
A mesma coisa acontece conosco, só que não nos deixam escapar assim. Temos problemas muito reais todas as vezes.
A guerra é uma coisa terrível, e não há justiça na guerra. Mas, às vezes, o único caminho para a paz passa pela guerra.
Portanto, meus queridos, creio que o Senhor está neste redemoinho e nesta tempestade. Ele levará tudo isso adiante até ter cumprido o Seu propósito em cada parte.
Eu disse que isso trará o anticristo. Não tenho dúvida alguma — nenhuma dúvida.
Vocês conseguem acreditar em como estamos perdendo nossos direitos individuais? Qualquer um de vocês que tenha vindo de avião para os Estados Unidos saberá exatamente do que estou falando: revistas por toda parte, mandam tirar os sapatos, passam objetos entre as pernas. Quero dizer, é realmente bastante abominável.
Eles perderam a nossa bagagem — não fomos nós que perdemos a bagagem; eles perderam a nossa bagagem. Agora descobrimos, por meio de algumas fontes, embora não devêssemos saber disso, que nossas malas foram deliberadamente retidas, junto com a maioria das outras que vieram de Atenas via Frankfurt, por razões de segurança.
Abriram nossas malas sem a nossa permissão, mexeram nelas e mudaram tudo de lugar. Depois nos telefonaram e perguntaram se poderíamos dizer quais eram dois objetos que estavam nas malas.
Em outras palavras, precisávamos dar permissão para que abrissem as nossas malas, mas eles já haviam feito isso.
Os telefones podem ser grampeados. Como resultado dessa guerra ao terrorismo, muitas coisas precisam ser sacrificadas em nome da proteção e da segurança, o que é perfeitamente compreensível.
Mas vocês entendem o que quero dizer quando afirmo que isso é uma preparação para a chegada de um governo mundial? Muito, muito interessante.
Especialmente agora, quando começam a pedir documentos e assim por diante. Não demorará muito até recebermos a marca aqui e na mão, para que possamos ser identificados como pessoas que não são terroristas.
É interessante, não é? Também acho que o Senhor está neste redemoinho para levar Israel à salvação.
Não creio que eles serão salvos na vinda do Senhor. Creio que serão salvos antes de Ele vir. Digo isso porque o Senhor nunca salvou ninguém pela vista. Ele salva pela fé.
Creio que chegará um dia em que o Espírito de Deus será derramado sobre o povo judeu, e, naquele tempo, eles voltarão os olhos para Ele.
É assim que o hebraico é empregado em todas as outras partes do Antigo Testamento. Quase sempre é traduzido como “em direção a” ou “para”, e não como “sobre”. Mas, nesse caso, tem sido entendido como “sobre”.
Posso dar muitos exemplos disso nos Salmos e em outras passagens, em que dizemos:
Meus olhos estão voltados para o Senhor;
Meu coração está voltado para o Senhor.
É a mesma palavra.
Então temos isso em Zacarias 12:
Eles olharão para Mim.
Olhar para alguém, no sentido de recorrer a essa pessoa, e olhar para alguém, no sentido de vê-la, são duas coisas diferentes.
Quando você olha para o presidente dos Estados Unidos no sentido de vê-lo, significa que o vê fisicamente. Quando volta os olhos para ele no sentido de recorrer a ele, significa que reconhece quem ele é — sua autoridade e seu caráter.
Portanto, creio que temos coisas tremendas aqui. Não tenham medo.
Vou terminar lendo apenas duas passagens das Escrituras. Vocês podem pensar nelas e refletir sobre elas.
Uma está em Isaías. É Isaías 46, a partir do versículo 8. Vou apenas ler. Não farei nenhum comentário, exceto sobre um ponto.
Lembrai-vos disto e mostrai-vos homens;
Trazei-o novamente à memória, ó transgressores.
Lembrai-vos das coisas passadas, desde a antiguidade:
Pois Eu sou Deus, e não há outro;
Eu sou Deus, e não há ninguém semelhante a Mim;
Que declaro o fim desde o princípio,
E, desde os tempos antigos, as coisas que ainda não foram feitas;
Que digo: O Meu conselho permanecerá,
E farei toda a Minha vontade;
Que chamo do oriente uma ave de rapina,
De uma terra distante, o homem do Meu conselho;
Sim, Eu o disse e também o farei acontecer;
Eu o determinei e também o farei.
— Isaías 46:8-11
Vocês teriam imaginado que o propósito do Senhor pudesse ser cumprido ao trazer uma ave de rapina do oriente? Isaías 46 — desculpem, não deixei isso claro.
Vocês teriam imaginado que o Senhor pudesse estar em algo como trazer uma ave dessas como símbolo dos poderes obscuros — os poderes das trevas? É muito interessante, não é?
Era uma referência, naturalmente, à Babilônia. O homem do conselho era Ciro. Portanto, temos duas coisas incríveis. O Senhor diz: “Usarei a Babilônia, com toda a sua perversidade, crueldade e maneira selvagem de agir, para cumprir o Meu propósito; e usarei Ciro, da Pérsia, para cumprir o Meu propósito”.
A outra passagem vou apenas mencionar. Está em Mateus 24:8 e diz:
Isto é o princípio das dores de parto.
Jesus, descrevendo toda a fase da história mundial que antecede a Sua volta, diz:
Isto é o princípio das dores de parto.
Em algumas versões modernas, está traduzido assim:
Estas são as dores de parto.
De quê? Não do anticristo — são as dores de parto do reino que está por vir.
As senhoras que tiveram filhos sabem que as primeiras dores começam de maneira muito discreta. Depois há um intervalo considerável, e vem outra; depois um intervalo menor, e vem outra. É impressionante como sei dessas coisas — aprendi com a minha mãe.
Então elas vêm cada vez mais depressa, cada vez mais fortes. É exatamente onde estamos.
Em outras palavras, o Senhor está no redemoinho e na tempestade, e as nuvens são o pó dos Seus pés. Dores de parto.
Eu tinha uma cabeça muito grande, e minha mãe levou, ao todo, vinte horas para me trazer a este mundo. Quando finalmente cheguei, ela disse à enfermeira que eu não era filho dela, porque meus olhos não se abriam.
Eles não se abriram durante a semana inteira, e ela tinha certeza de que eu não tinha olhos. Pensou: “Ele não tem olhos por trás dessas pálpebras”. Minha mãe era uma senhora bastante extraordinária.
Ela saiu para fazer uma pequena refeição, uma comemoração, porque eu estava demorando tanto para nascer. Então, de repente, tudo começou.
Infelizmente, nasci durante a maior nevasca em cem anos, na qual vinte e duas pessoas morreram. É claro que o carro ficou preso, e mamãe se atrasou.
Foi assim que aprendi tudo sobre as dores de parto — como vinham cada vez mais depressa e tudo o mais. Mas o resultado final foi um nascimento.
Por fim, mamãe me aceitou. Ao que parece, eu não havia sido trocado por outra pessoa. Eu era filho dela.
Minha avó, que Deus a abençoe, disse à mamãe: “Não se preocupe. Ele pode parecer feio agora, mas talvez fique bonito”. É verdade. É verdade.
As dores de parto não são um passeio agradável. Essas dores são dolorosas. Quem quer suportá-las? Mas o resultado final é o nascimento.
O Senhor Jesus disse que todas essas coisas — guerras, rumores de guerras, nação se levantando contra nação, reino contra reino, pestes, fomes, terremotos e tudo o mais — são as dores de parto do reino que está por vir.
Que o Senhor nos abençoe e nos ajude. Vamos orar?
Querido Senhor, nós Te pedimos que abras nossos corações e nossas mentes, para que possamos compreender os tempos em que vivemos.
Não sabemos, Senhor, quanto tempo temos antes que Tu nos leves para estar Contigo. Mas queremos ser fiéis e queremos ser testemunhas da Tua graça e do Teu poder.
Senhor, pedimos que nos desafies nesta noite e que uses aquilo que está acontecendo aqui nesta grande nação e em todo o mundo para nos ajudar a compreender, ó Deus, o Teu propósito em tudo isso.
Ajuda-nos a atravessar tudo isso. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.