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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Glory Of The Cross © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Glory Of The Cross
    The Glory Of The Cross
    Kaung, Stephen

    A Glória da Cruz

    Leitura Bíblica: Hebreus 12:1-2

    Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia;
    e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta,
    olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé,
    o Qual, pelo gozo que Lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha,
    e assentou-Se à destra do trono de Deus.

    Vou repetir:

    Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia;
    e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta,
    olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé,
    o Qual, pelo gozo que Lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha,
    e assentou-Se à destra do trono de Deus.

    Temos compartilhado juntos sobre esse assunto tão fundamental e vital: a cruz. Vemos que a cruz é mais do que um fato histórico. Há uma mensagem que procede dessa cruz, e essa mensagem é muito abrangente. Tocamos apenas um pouco no que é essa mensagem e em como precisamos receber a palavra da cruz com fé e também com obediência.

    Também compartilhamos um pouco sobre o caminho da cruz. A cruz não é apenas um ato isolado; vemos que existe um caminho chamado caminho da cruz, e o Senhor nos chama a segui-Lo nesse caminho.

    Além disso, compartilhamos sobre o espírito da cruz. A cruz não é apenas algo que ouvimos, nem apenas alguns tratamentos pelos quais passamos. A cruz é um molde, e Deus deseja nos moldar nele, para que sejamos um povo da cruz, com o espírito do Cordeiro.

    A Alegria e a Glória da Cruz

    Agora, nesta manhã, em nosso encontro de encerramento, gostaria de falar sobre a glória da cruz.

    Irmãos e irmãs, muitas vezes, quando mencionamos a palavra cruz, ficamos com medo. Sabemos que a cruz significa morte, e não queremos morrer. Mas, irmãos e irmãs, precisamos saber que há outro lado: a glória da cruz.

    Pensem em nosso Senhor Jesus. Em Hebreus 12:2, somos informados de que, pelo gozo que Lhe estava proposto, Ele suportou a cruz. A razão pela qual nosso Senhor Jesus pôde suportar a cruz e morrer nela é que Ele tinha aquela alegria diante de Si. Então vemos que, depois de ter suportado a cruz, desprezando a vergonha, Deus O colocou à direita do trono.

    O irmão M. E. disse: “No pensamento das Escrituras, a morte reconciliadora e a ressurreição sempre foram consideradas em conjunto. São partes inseparáveis de uma verdadeira unidade, partes gêmeas de um único fato”.

    Em outras palavras, quando falamos sobre a cruz, precisamos lembrar que a morte e a ressurreição estão unidas nessa cruz. São partes gêmeas de um único fato.

    Ao ensinar sobre qualquer experiência da cruz, precisamos manter esse equilíbrio. Se enfatizarmos demais o aspecto da morte na cruz e negligenciarmos o aspecto da vida, o ensino se tornará muito pesado, sombrio, triste, opressivo e negativo. Ou, se enfatizarmos demais o aspecto da vida na cruz e negligenciarmos o lado da morte, nosso ensino se tornará muito superficial, porque, sem morte, não pode haver ressurreição.

    No que diz respeito à nossa experiência prática, acontece o mesmo. Algumas pessoas enfatizam tanto o lado da morte: mortos para o pecado, mortos para o mundo, mortos para si mesmos, mortos para tudo. E, por se concentrarem tanto no lado da morte, estão mortas. Não há vida, nem vivacidade, nem frescor — apenas inatividade, passividade e paralisia. Isso não é vida cristã.

    Mas, por outro lado, há pessoas tão voltadas para o lado da vida que procuram evitar tudo o que diz respeito ao lado da morte, porque o consideram muito desagradável. O resultado é que aquilo que consideram vida espiritual é, na verdade, algo falso — um substituto. Substituem a vida espiritual por sua vida natural, porque não conhecem a morte.

    O irmão Sparks mencionou isso. Ele disse:

    Naturalmente, entende-se que a expressão “a cruz” não significa apenas a crucificação de Cristo, mas a morte, o sepultamento, a ressurreição e a ascensão ao trono, bem como a relação de soberania que agora reside em Cristo ali, em nosso favor. Tudo se dá pelo caminho da cruz. Nunca vemos o trono separado do Cordeiro que está no meio dele, como tendo sido morto. Tudo está reunido na expressão “Jesus Cristo, e Este crucificado”. E, quando se menciona a cruz, o que se quer dizer é Cristo crucificado, com tudo o que isso implica.

    Portanto, irmãos e irmãs, quando falamos sobre a cruz, precisamos lembrar que ela não significa apenas o lado da morte. Precisamos do lado da morte, mas, sempre que falamos sobre a cruz, precisamos lembrar que há o lado da ressurreição: morte e vida, Calvário e ressurreição. Não podemos separá-los, porque é isso que a cruz realmente é.

    A Vida Liberada por Meio da Morte

    Damos graças ao Senhor porque nosso Senhor Jesus foi crucificado na cruz. Ele foi sepultado, mas, ao terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos.

    Vocês se lembram de que o apóstolo disse, em 1 Coríntios 15:17, que, se Cristo não ressuscitou dentre os mortos, nossa fé é vã e ainda estamos em nossos pecados. Mas, graças a Deus, nosso Senhor Jesus não apenas morreu por nós e foi sepultado por nós; Ele ressuscitou dentre os mortos por nós. Ele foi as primícias, e Nele todos somos vivificados.

    A vida procede da morte. Irmãos e irmãs, precisamos lembrar que a vida que originalmente temos — a vida que recebemos de nossos pais e antepassados —, essa vida adâmica, foi envenenada. Foi envenenada, corrompida; é pecaminosa e egoísta. Não pode ser reformada nem melhorada, e essa vida não merece nada além da morte.

    Mas há uma vida, uma vida que pode entrar na morte e sair da morte. Essa é a vida que nosso Senhor Jesus nos ofereceu. O que é vida? Precisamos saber o que a vida realmente é.

    Essa nossa vida da alma não é vida de verdade, porque essa vida natural um dia morrerá. Não existe apenas a primeira morte, mas também a segunda morte — a morte eterna. É por isso que nosso Senhor Jesus veio a este mundo como homem e entrou na morte: para despojar aquele que tem o poder da morte, para dar morte à própria morte.

    Todos os que entram na morte jamais conseguem sair dela. Mas aqui encontramos nosso Senhor Jesus, a própria fonte da vida. Ele é capaz de entrar na morte, tirar dela o seu poder, destruí-la e sair dela. Ao sair, Ele deu Sua vida àqueles que creem Nele.

    A cruz é o lugar onde a vida é liberada. A cruz é o lugar onde há morte para a velha vida e vida para a nova vida.

    O Batismo e a Identificação com Cristo

    Em Romanos 6:3-5, lemos:

    Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na Sua morte?
    De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte;
    para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai,
    assim andemos nós também em novidade de vida.
    Porque, se fomos unidos a Ele na semelhança da Sua morte,
    também o seremos na semelhança da Sua ressurreição.

    Quando fomos batizados, não entramos na água? Ao entrarmos na água, era para nos identificarmos com a semelhança da morte de nosso Senhor Jesus. Sua morte é uma morte que abrange tudo, porque, em Sua morte, o pecado, o mundo, o inimigo, o eu, Adão — tudo isso foi levado à morte.

    Quando somos batizados, ao entrarmos na água, identificamo-nos com a semelhança de Sua morte. Então, quando estamos debaixo da água, somos sepultados com Ele. Quando saímos da água, identificamo-nos com a semelhança de Sua ressurreição.

    Em outras palavras, quando somos batizados, expressamos nossa fé por meio de uma ação. Cremos que morremos em Cristo e com Ele. Cremos que fomos sepultados com Ele e cremos que fomos ressuscitados com Ele. Assim, expressamos nossa fé por meio do batismo.

    Isso nos diz que, se nos identificamos com Sua morte e morremos para o pecado, para o mundo e para nossa vida adâmica — nosso próprio eu —, então, irmãos e irmãs, pela fé sabemos que também estamos identificados com Ele em Sua ressurreição. Agora vivemos para Deus. Por meio dessa nova vida, podemos andar em novidade de vida e servir a Deus de uma maneira nova.

    Isso é fundamental e muito importante. Irmãos e irmãs, é muito triste que muitos do povo de Deus ainda não enxerguem isso. Creem no Senhor Jesus, sabem que seus pecados foram perdoados e, ainda assim, de alguma forma, tentam viver sua vida cristã pela velha vida que há neles.

    Por causa disso, percebemos que não há vida alguma. Quanto mais vocês tentam ser como um cristão, menos conseguem viver como cristãos. Descobrem que é um fracasso completo. Por quê? Porque ninguém pode viver a vida cristã, a não ser pela vida de Cristo.

    Graças a Deus, como Ele liberou essa vida na cruz, temos essa vida em nós. Tudo o que precisamos fazer é permitir que ela seja liberada. Muitas vezes, o problema não é que não tenhamos essa vida de ressurreição em nós, mas que ela está presa e trancada por nossa própria vida.

    É por isso que a morte é tão importante. Precisamos enxergar o lado da morte na cruz. A razão para isso não é negativa; é positiva, porque seu objetivo é liberar a vida de ressurreição em nós.

    A Transformação por Meio da Cruz

    A cruz é o segredo da transformação. Ali, na cruz, vemos Deus realizando a obra de nos transformar.

    É quase como uma lagarta. Vemos uma lagarta feia rastejando ali e, no entanto, de alguma forma, ocorre uma metamorfose. Quando esse processo termina, surge uma linda borboleta. Ela já não está presa à terra; está voltada para o céu.

    Irmãos e irmãs, é isso que a cruz está fazendo por nós. A cruz serve para levar à morte aquela lagarta feia, por assim dizer — nossa vida da alma —, e nos transformar naquela linda borboleta, na vida de ressurreição, que se dirige ao céu.

    Pensamos em Jacó. Por meio dos tratamentos da cruz em sua vida, Jacó sofreu muito por causa do que ele era. Mas, graças a Deus, por meio de todos os sofrimentos e da cruz que atuou em sua vida, Deus pôde transformá-lo de Jacó em Israel.

    Vocês sabem que Deus está fazendo o mesmo conosco? Como precisamos da cruz, para que diariamente ela nos leve à morte e diariamente Cristo seja liberado em nós. Essa é a glória da cruz.

    A Frutificação por Meio da Morte

    Além disso, encontramos a glória da cruz na frutificação.

    Nosso Senhor Jesus disse:

    Não Me escolhestes vós a Mim, mas Eu vos escolhi a vós, para que vades e deis muito fruto.

    Se dermos fruto, seremos Seus discípulos e glorificaremos o Pai. Mas como podemos dar fruto?

    Já mencionamos João 12:24. O Senhor disse:

    Na verdade, na verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só;
    mas, se morrer, dá muito fruto.

    Em outras palavras, se o grão de trigo não cair na terra e morrer, não dará fruto. Mas, se morrer, dará muito fruto. Portanto, a glória da cruz está na frutificação.

    O Dr. Andrew Murray disse certa vez: “Ninguém sabe o que é fruto até que tenha aprendido a morrer para tudo o que é meramente humano”.

    Não sei se vocês concordam com ele. Talvez pensem: certamente podemos dar fruto; certamente podemos fazer muito para Deus. Mas aqui está uma afirmação espiritualmente verdadeira, e vou repeti-la: “Ninguém sabe o que é fruto até que tenha aprendido a morrer para tudo o que é meramente humano”.

    O que é fruto? Fruto é o resultado de uma vida abundante. O fruto surge sem esforço. Quando uma árvore está dando fruto, ela nem sequer tem consciência de que está dando fruto. É porque há tamanha abundância de vida em seu interior que ela produz.

    Muitas vezes, vemos uma árvore artificial, talvez uma laranjeira, e encontramos laranjas nessa árvore artificial. Mas essas laranjas estão amarradas à árvore. Irmãos e irmãs, é isso que temos feito. Substituímos fruto por trabalho.

    Quando vocês estão fazendo alguma coisa, é claro que têm consciência disso. É claro que se esforçam muito. E, se houver algum resultado, não apenas querem que as pessoas o apreciem; vocês são os primeiros a apreciá-lo. Estão cheios de consciência de si mesmos. Mas isso é trabalho.

    É algo que fazemos por nós mesmos — com nossa inteligência, nossos planos, nossa força de vontade, nossa energia natural. Isso não é fruto. São imitações. Podem parecer boas neste mundo, mas não satisfazem os corações famintos — não satisfazem nem a Deus nem ao homem.

    Aqui está algo escrito por Godet. Vou citá-lo novamente:

    Como é difícil morrer para a dependência de nosso próprio intelecto, para o orgulho de nossas capacidades, para nossa reputação, para nosso desejo natural de sucesso ou para os planos que elaboramos por nós mesmos. Mas o fruto vem quando estamos dispostos a que tudo isso vá para a cruz, quando Cristo Se torna tudo e dependemos inteiramente do Espírito Santo para cada palavra que falamos, cada obra que fazemos e cada caminho que seguimos na vida.

    Irmãos e irmãs, é muito difícil morrer para a dependência de nosso próprio intelecto. É muito difícil morrer para o orgulho de nossas capacidades. Achamos que somos capazes. É muito difícil morrer para nossa reputação. Queremos conquistar uma reputação e preservá-la.

    É muito difícil morrer para o desejo de sucesso. Todos queremos sucesso. Queremos produzir algo que nos glorifique. É muito difícil morrer para nossos planos. Temos todos os nossos planos traçados, até mesmo no chamado serviço a Deus.

    Mas, irmãos e irmãs, se não estivermos dispostos a entrar na morte — a morrer para tudo isso —, lembrem-se: não podemos produzir fruto algum. O fruto é o fruto do Espírito. É a vida abundante de Cristo, e somente o Espírito Santo é capaz de liberar essa vida abundante e produzir fruto que seja agradável a Deus e ao homem.

    Irmãos e irmãs, se vocês estão dando fruto, não precisam fazer muito barulho. Não precisam tocar a trombeta. Quietamente, silenciosamente, o fruto está ali.

    A glória da cruz é dar fruto. Quanto mais conhecermos a cruz, mais fruto surgirá.

    O Ministério por Meio do Quebrantamento

    Não apenas isso: a glória da cruz é o ministério. Todos queremos ter um ministério. Queremos servir. Queremos ser úteis a Deus. Creio que isso é correto, porque somos salvos para servir. Mas o que é o verdadeiro ministério? Como surge o ministério espiritual?

    Creio que estamos familiarizados com estas palavras de 2 Coríntios 4:5-7. Aqui encontramos o apóstolo Paulo falando sobre o ministério, sobre ter esse ministério. Ele diz:

    Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus.
    Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é Quem resplandeceu em nossos corações,
    para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.
    Temos, porém, este tesouro em vasos de barro.

    Todos somos vasos de barro. Mas, sabem, todos achamos que somos vasos de alabastro. Na verdade, somos vasos de barro — nada. Mas, graças a Deus, somente Deus faria isso, porque o homem jamais colocaria um tesouro precioso em um vaso de barro. Somente Deus colocaria um tesouro em um vaso de barro.

    O tesouro, naturalmente, é nosso Senhor Jesus. Não há outro. Graças a Deus, há um tesouro no vaso de barro. Há esse brilho, esse resplendor, a glória da vida dentro de nós. Mas somos vasos de barro — opacos.

    Em certo sentido, encerramos e aprisionamos dentro de nós esse brilho, a luz do conhecimento de Deus em Jesus Cristo. Para ministrarmos Cristo às pessoas, esse vaso de barro precisa ser quebrado.

    Muitas vezes, ministramos pelo poder do vaso de barro. Alguns vasos de barro são bastante ornamentados. Temos nossa inteligência, nossa personalidade dinâmica, nossa energia, nossos pensamentos, e tentamos ministrar por meio dessas coisas.

    Com nossa mente inteligente, analisamos a Bíblia. Com nossa eloquência, tentamos persuadir as pessoas. Com nossa personalidade dinâmica, impressionamos e dominamos as pessoas. Mas, irmãos e irmãs, isso é ministério?

    Ministério é comunicar Cristo. É ministrar Cristo às pessoas, e esse ministério só é possível por meio da cruz, porque é a cruz que quebra o vaso de barro.

    Paulo menciona como era atribulado de todas as maneiras, mas não angustiado; perplexo, mas não desesperado; perseguido, mas não desamparado; abatido, mas não destruído. Ele estava literalmente cercado, como se não houvesse saída, mas sempre havia um caminho para o alto.

    Gosto da tradução de Phillips. Não é uma tradução literal, mas ele diz: “Chegamos ao limite de nossos recursos, mas não ao fim de nossa vida”. Quantas vezes isso acontece! Ele também diz: “Derrubados, mas não nocauteados”.

    Irmãos e irmãs, essa é a experiência dos ministros da palavra de Deus. Se vocês não passaram por esse quebrantamento do homem exterior, a vida, o resplendor de Cristo Jesus dentro de vocês, permanece aprisionada.

    Há apenas um caminho: por meio das rachaduras e do quebrantamento do vaso de barro — isto é, nossa vida da alma —, a vida do espírito é liberada. Isso é ministério.

    Por isso, o apóstolo Paulo disse, em 2 Coríntios 4:10:

    Trazendo sempre por toda parte, no corpo, o morrer de Jesus,
    para que a vida de Jesus se manifeste também em nosso corpo.

    Sem a cruz, não há ministério. Infelizmente, hoje temos tanto ministério sem a cruz — o chamado ministério sem a cruz. Que o Senhor nos ajude a enxergar que a glória da cruz é o ministério.

    Se vocês tiverem de passar pela cruz para poder ministrar a seus irmãos e irmãs, estarão dispostos a passar por ela? Vale a pena?

    A Cruz como Caminho para o Trono

    A glória da cruz é o trono. Pensem em nosso Senhor Jesus, em como Ele percorreu o caminho da cruz. Ele esvaziou-Se. Tomou a forma de escravo e, sendo encontrado em forma humana, humilhou-Se.

    Ele entrou na morte, e morte de cruz. Mas Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu um nome que está acima de todo nome, para que, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre e toda língua confesse que Jesus é Senhor.

    Em outras palavras, a cruz é o caminho para o trono. Se isso é verdadeiro para nosso Senhor Jesus, é verdadeiro para nós.

    Em 2 Timóteo 2:12, lemos:

    Se perseverarmos, também com Ele reinaremos.

    Não há outro caminho.

    Hoje, tentamos escapar da cruz. Sabem, a cruz é algo de que vocês podem escapar. É por isso que o Senhor disse:

    Tome a sua cruz.

    Em outras palavras, se vocês decidirem não tomá-la, poderão fazer isso.

    Mas, se hoje vocês não negarem a si mesmos, não tomarem a cruz e não seguirem o Senhor, poderão ganhar sua vida hoje — isto é, sua vida da alma, satisfação e realização por algum tempo —, mas a perderão. Perderão o trono.

    O que Deus colocou diante de nós é o trono.

    A Igreja Edificada por Meio da Cruz

    Não apenas isso: a glória da cruz é a igreja. A glória da cruz é a igreja.

    Vocês se lembram de que nosso Senhor Jesus disse:

    Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Imediatamente depois disso, Ele disse a Seus discípulos que precisava ir a Jerusalém e morrer, mas que, ao terceiro dia, ressuscitaria dentre os mortos.

    Em outras palavras, para que a igreja viesse a existir, Cristo precisava ir à cruz.

    Ali, na cruz, quando o soldado perfurou Seu lado com uma lança, saíram sangue e água. João testemunhou e disse:

    Aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro.

    Por que ele repetiu isso? Não foi apenas por causa desse fenômeno físico; foi porque há uma realidade ali.

    Do lado de nosso Senhor Jesus, do lado traspassado de nosso Senhor Jesus, saíram sangue e água. Com isso, Ele edificou Sua igreja.

    Assim como Deus fez Adão dormir, abriu seu lado, tirou uma costela e, com essa costela, edificou uma mulher, também o lado traspassado de Cristo fala da igreja.

    Irmãos e irmãs, o sono de Adão foi um sono sem dor, porque isso aconteceu antes de o pecado entrar no mundo. Mas o sono de nosso Senhor Jesus na cruz foi extremamente doloroso. Foi por causa do pecado.

    Mas de Seu lado saiu sangue para expiar nossos pecados e água como vida, para nos dar vida, para que tenhamos vida. Com essa vida, seremos edificados juntos como Sua igreja.

    Sabem, Efésios 5:25-27 diz que Cristo amou a igreja e entregou-Se por ela, para santificá-la, purificando-a pela lavagem da água com a palavra, a fim de apresentar a Si mesmo uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante — santa e sem defeito.

    Irmãos e irmãs, Ele não apenas usou Seu sangue e Sua vida para edificar a igreja, mas continua purificando a igreja com a água, pela palavra. Em outras palavras, Ele usa Sua palavra e Sua vida, trabalhando juntas, para santificar a igreja, para torná-la uma igreja gloriosa, sem mancha nem ruga, adequada a Si mesmo.

    A igreja está firmada sobre o fundamento da cruz de Cristo, e ainda hoje está sendo edificada pela cruz.

    Se nós, como pedras vivas, não aceitarmos a cruz em nossa vida, não nos encaixaremos uns com os outros. Todos temos quinas. Aquilo que consideramos nossa força pode ser justamente a quina que precisa ser removida.

    Mas estamos dispostos a ser serrados, cinzelados, alisados, reduzidos? Se não estivermos, nenhuma pedra se encaixará com outra.

    Quando o templo de Salomão foi construído, é dito que não se ouvia som de ferro. Por quê? Porque todas essas pedras foram cortadas, cinzeladas e alisadas conforme a medida e conforme o projeto. Cada pedra foi cortada para se encaixar com as outras.

    Cada pedra tinha um número. Tudo o que precisavam fazer era transportar a pedra para o monte Moriá e, ali, colocá-las umas sobre as outras, sem som de ferro. Esse trabalho foi feito em secreto, na escuridão, na pedreira.

    Irmãos e irmãs, se não permitirmos que a cruz trabalhe em nossa vida e remova nossas quinas, o que acontecerá quando, às claras, tentarmos edificar uns aos outros? O que acontece? Muito som de ferro. É isso que está acontecendo.

    Esbarramos uns nos outros. Batemos uns contra os outros. Muito fogo, muito barulho. Por quê? Porque, em secreto, deixamos de aceitar a operação da cruz em nossa vida.

    Irmãos e irmãs, Deus nos chamou para sermos Sua habitação. Devemos ser edificados juntos. Vocês não foram chamados para ser um monumento, erguido isoladamente. Foram chamados para ser uma pedra que se encaixa com outra pedra.

    Para se encaixarem, vocês precisam ser cortados. Provavelmente, aquilo que consideram sua força ou sua beleza é justamente o que precisa ser removido. Estão dispostos a isso em favor da edificação da casa de Deus?

    Irmãos e irmãs, a cruz é o único caminho. Não há outro caminho. Mas, quando a cruz termina sua obra, ah, que templo de Deus lindo e glorioso! Sim, lindo.

    A cruz nos dá a igreja. Por isso, costumamos dizer: “Se vocês pregarem a igreja, terão a cruz. Se pregarem a cruz, terão a igreja”.

    Se falarmos demais sobre a igreja, teremos a cruz, porque esse é o caminho pelo qual a igreja deve ser edificada. Falemos sobre a cruz, e a igreja surgirá.

    A Realização do Propósito Eterno de Deus

    Finalmente, a glória da cruz é a realização do propósito eterno de Deus.

    Mencionamos, logo no início, que este universo tem dois aspectos. Se olharmos para o aspecto do propósito eterno de Deus, ele está centrado na pessoa de nosso Senhor Jesus. Mas, se olharmos para a entrada do pecado e seus efeitos, então o universo está centrado na redenção.

    Mas também dissemos que a cruz é o meio de Deus para alcançar Seu objetivo. Qual é o objetivo de Deus? Qual é Seu propósito eterno?

    Seu propósito eterno é que Seu Filho tenha o primeiro lugar em todas as coisas. Seu propósito eterno é reunir todas as coisas em Cristo Jesus. Seu propósito eterno é que Cristo seja tudo e esteja em todos. Esse é o propósito eterno de Deus.

    Mas como esse propósito eterno pode se cumprir? Só pode se cumprir pelo caminho da cruz. A cruz é o único meio para alcançar o objetivo eterno de Deus.

    Irmãos e irmãs, pela operação da cruz — a cruz de nosso Senhor Jesus e, à medida que tomamos nossa cruz e O seguimos —, qual é o resultado? Tudo o que não é de Cristo será removido, e tudo o que é de Cristo será estabelecido.

    Até que, um dia, como nosso irmão mencionou ontem à noite, veremos a cidade santa, a Nova Jerusalém. Deus diz:

    Eis que faço novas todas as coisas.

    Tudo o que passou: o pecado, o mundo, a vida natural, o eu, o inimigo, o poder das trevas — todas essas coisas passaram.

    A velha criação passou, e tudo é nova criação. É nova criação em Cristo Jesus.

    O objetivo de Deus é alcançado pelo meio de Deus: Cristo. A cruz realizou essa obra. Portanto, que o Senhor nos ajude.

    Oração

    Vamos orar?

    Pai celestial, nós Te adoramos. Nós Te adoramos porque a palavra da cruz, para os que perecem, é loucura; mas, para nós que cremos, que somos salvos, é o poder de Deus.

    Oh, como Te louvamos e Te agradecemos pela cruz de Cristo Jesus. Nós a abraçamos. Nós a amamos. Estamos dispostos a tomar nossa cruz e seguir-Te, para que Teu propósito acerca de Teu Filho amado seja cumprido.

    Para que Tu tenhas uma noiva para Teu Filho amado, para a glória Dele. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.