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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Spirit Of The Cross © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Spirit Of The Cross
    Spirit Of The Cross
    Kaung, Stephen

    O Espírito da Cruz

    As Bem-aventuranças

    Bem-aventurados os pobres de espírito: porque deles é o reino dos céus.
    Bem-aventurados os que choram: porque serão consolados.
    Bem-aventurados os mansos: porque herdarão a terra.
    Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça: porque serão fartos.
    Bem-aventurados os misericordiosos: porque alcançarão misericórdia.
    Bem-aventurados os limpos de coração: porque verão a Deus.
    Bem-aventurados os pacificadores: porque serão chamados filhos de Deus.
    Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça: porque deles é o reino dos céus.
    Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por Minha causa.
    Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus: pois assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

    Já compartilhamos sobre essa questão da palavra da cruz. Mencionamos que a cruz de nosso Senhor Jesus não é apenas um fato, mas tem uma mensagem para cada um de nós. Precisamos conhecer o fato, crer e receber a mensagem que vem da cruz.

    Também compartilhamos sobre essa questão do caminho da cruz. A cruz não é apenas um ato, mas um caminho pelo qual devemos andar durante toda a nossa vida, seguindo o Cordeiro por onde quer que Ele vá.

    Agora, nesta manhã, gostaríamos de compartilhar juntos sobre essa questão do espírito da cruz. A cruz não é apenas um fato. Não é apenas um tratamento de Deus conosco. Não é apenas um caminho pelo qual podemos andar. Mas descobrimos que a cruz é um espírito.

    Se esse espírito da cruz não vier sobre nós, ainda não teremos entrado no significado da cruz.

    Li um livro escrito por Godfrey Whatcott, intitulado O significado da cruz. Há um subtítulo, e esse subtítulo é O molde da cruz.

    Ele disse: “Nosso Senhor Jesus Cristo tem apenas um molde para produzir o caráter cristão, e esse molde é a cruz. Você e eu não podemos alcançar nosso objetivo a não ser pelo caminho pelo qual Ele alcançou o Seu objetivo. E a cruz é o molde pelo qual Ele faz passar cada um que há de expressá-Lo aqui e reinar com Ele”.

    Em outras palavras, quando realmente conhecemos a cruz, ela desenvolve em nós um caráter — um espírito. Podemos chamá-lo de espírito da cruz. Ele nos distinguirá como pessoas que têm esse espírito. Ele se torna o nosso próprio caráter.

    É mais do que uma compreensão, uma apropriação, um tratamento ou até mesmo uma entrega. Torna-se uma vida, um estilo de vida, um princípio de vida. Torna-se sobrenaturalmente natural para nós em todas as nossas ações e reações. É isso que nos caracteriza como esse povo.

    O Espírito do Cordeiro

    Nós nos lembramos de nosso Senhor Jesus. Ele é chamado de Cordeiro morto desde a fundação do mundo. “O Cordeiro de Deus” tornou-se Seu nome, Seu título. Desde a fundação do mundo, Ele é o Cordeiro morto.

    Quando estava na terra, Ele foi chamado de Cordeiro de Deus. E, é claro, sabemos que, como o Cordeiro de Deus, Ele foi à cruz e ali morreu por nós.

    Depois de ressuscitar, vocês se lembram de como Ele mostrou Suas feridas a Tomé. Mesmo depois de Sua ascensão, encontramos o Cordeiro morto no meio do trono.

    Onde quer que encontremos nosso Senhor Jesus, Ele traz Consigo esse espírito do Cordeiro. Esse espírito do Cordeiro é o espírito da cruz. E nós, que seguimos o Cordeiro, precisamos ser marcados pelo mesmo espírito.

    Vocês se lembram do apóstolo Paulo. Ao concluir sua epístola aos crentes da Galácia — foi uma carta muito difícil para ele escrever —, ele terminou com estas palavras:

    Desde agora ninguém me inquiete; porque trago em meu corpo as marcas de Jesus.
    — Gálatas 6:17

    Em outras palavras, encontramos os estigmas do Senhor Jesus, as marcas do Senhor Jesus, na vida do apóstolo Paulo.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, o desafio para cada um de nós é este: talvez tenhamos ouvido a palavra da cruz. Talvez tenhamos experimentado algo do que a cruz fez por nós. Talvez conheçamos o perdão, a separação, a libertação e até mesmo algo da vitória da cruz.

    Talvez até andemos, de alguma forma, no caminho da cruz. Talvez conheçamos algo do tratamento com a vida do eu, com o “eu”, com o ego. Mas, queridos irmãos e irmãs, não se trata apenas de um tratamento, de uma entrega ou de uma experiência aqui e ali.

    O significado da cruz é que sejamos tão moldados por ela que sejamos caracterizados como o povo da cruz. Em outras palavras, que tenhamos esse espírito do Cordeiro conosco o tempo todo. Esse é o significado da cruz.

    As Sete Palavras da Cruz

    Para ilustrar isso, penso que provavelmente a melhor ilustração se encontra nas sete palavras que nosso Senhor Jesus proferiu na cruz. Sabemos que as palavras são, de fato, aberturas pelas quais se derrama o espírito que está dentro de nosso ser.

    Assim, na cruz de nosso Senhor Jesus, quando Ele proferiu aquelas sete palavras, por meio delas derramou Seu espírito para nós. Por isso, podemos compreender algo do que é o espírito da cruz.

    O Amor que Perdoa

    A primeira palavra que nosso Senhor Jesus proferiu na cruz encontra-se em Lucas 23:34.

    E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.
    — Lucas 23:34

    Ele acabara de ser pregado naquela cruz. Acabara de ser erguido naquela cruz. E então vemos que a primeira palavra que proferiu foi:

    Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.

    Agora, irmãos e irmãs, pensem nas circunstâncias. Aqueles homens acabavam de pregá-Lo na cruz. Cercaram a cruz, zombaram Dele, insultaram-No, ridicularizaram-No e riram Dele.

    Naquelas circunstâncias, de repente nosso Senhor Jesus começou a orar:

    Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.

    Que espírito diferente é esse! Não há amargura; há apenas amor.

    Nosso Senhor Jesus tinha todo o direito de pedir vingança ao Pai, de pedir que Ele trouxesse juízo sobre o mundo. Tinha todo o direito de fazer isso. No entanto, em vez de clamar por vingança, pediu ao Pai que perdoasse.

    Na verdade, Ele pôde fazer aquela oração porque ali, na cruz, ofereceu-Se como nosso substituto. Deus é justo, e Sua justiça precisa ser satisfeita. Deus não pode perdoar sem que Sua justiça seja satisfeita.

    Mas aqui vemos que nosso Senhor Jesus, por ter Se oferecido a Deus como oferta pelo pecado, tinha o direito de fazer essa oração: “Pai, perdoa”. E Sua oração foi respondida.

    Irmãos e irmãs, o que é o espírito da cruz? O espírito da cruz é o amor que perdoa.

    Vocês se lembram de que, desde o dia em que nosso Senhor Jesus foi crucificado, ao longo da história da igreja, desde o primeiro mártir cristão, Estêvão, até os nossos dias, o último clamor dos mártires sempre tem sido este: “Não lhes imputes este pecado. Perdoa”.

    O espírito de perdão é o próprio espírito da cruz. Irmãos e irmãs, nosso maior problema na igreja hoje é a falta do espírito de perdão.

    Vemos que, entre o povo de Deus, por estarmos tão próximos uns dos outros, há muitas oportunidades para ofensas. Se pudermos manter distância uns dos outros, podemos nos dar ao luxo de ser bondosos, gentis e corteses. Mas, porque Deus nos colocou juntos de maneira tão íntima, trabalhamos juntos, servimos juntos e adoramos juntos.

    Por estarmos tão próximos, começamos a nos conhecer melhor e também a pisar mais nos calos uns dos outros. Por isso, é inevitável que, entre o povo de Deus, haja muitas oportunidades para nos sentirmos ofendidos.

    Irmãos e irmãs, quando essas coisas acontecem, qual é o nosso espírito? Nosso espírito é o de pedir vingança contra nossos irmãos e irmãs? Ou é o momento de pedirmos ao nosso Pai que perdoe?

    Um espírito que não perdoa impede a bênção do Senhor — não apenas sobre a própria pessoa, mas impede a bênção de Deus sobre toda a igreja.

    Se somos seguidores do Cordeiro, temos esse espírito de perdão? Por mais que nossos irmãos e irmãs nos ofendam — e essas ofensas podem ser muito reais e nos ferir profundamente —, se olharmos para o Cordeiro, conheceremos o espírito da cruz.

    Não há outra coisa que possamos fazer senão perdoar.

    Vocês se lembram de Pedro. Pedro era uma pessoa muito franca — direta, sem rodeios, rude. Um dia, ele veio ao Senhor e disse: “Meu irmão me ofendeu sete vezes, e eu o perdoei”.

    Ora, aquilo foi muito difícil para Pedro, então ele sentiu que havia realizado algo e tanto. Mas, depois de perdoar seu irmão sete vezes, achou que uma oitava vez já não parecia razoável. Então veio ao Senhor e perguntou: “Isso será suficiente?”.

    E vocês se lembram de que o Senhor disse:

    Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

    Isso não significa que você deva contar e multiplicar. Significa simplesmente esquecer. Chegou a uma quantidade tão grande que você já não conta mais. Já não se lembra mais. Em outras palavras, você perdoa, perdoa, perdoa e perdoa.

    O Senhor usou uma parábola porque, às vezes, o que Ele diz não penetra em nosso coração. Podemos pensar: “Bem, isso é muito pouco razoável”.

    Um senhor tinha servos, e um deles lhe devia dez mil talentos. Não sei como ele acumulou essa quantia, mas devia dez mil talentos. Nunca conseguiria pagar aquela quantia e suplicou por misericórdia. O senhor o perdoou.

    Quando saiu da presença de seu senhor, encontrou um companheiro de serviço que lhe devia apenas cem denários — o salário de cem dias, uma pequena quantia. Ele disse: “Pague-me, ou vá para a prisão”, e o colocou na prisão.

    O senhor soube disso e disse: “Ora, se eu lhe perdoei tanto, você não deveria perdoar seu irmão?”.

    Irmãos e irmãs, não é verdade? Se ao menos percebêssemos quanto nos foi perdoado! Somos aquelas pessoas que devem ao Senhor dez mil talentos. Mesmo que vendêssemos a nós mesmos, nossa família, tudo, não conseguiríamos pagar. Está além de nossa capacidade.

    E, no entanto, nosso Senhor Jesus, em Sua grande misericórdia, pediu ao Pai que nos perdoasse. Muito nos foi perdoado. Não deveríamos perdoar aqueles que nos ofendem? Esse é o espírito da cruz. Somos um povo marcado por esse espírito?

    Sabem, temos uma memória tão maravilhosa! O bem que os outros nos fazem, nós esquecemos completamente. Mas, se nosso irmão ou nossa irmã nos faz uma coisinha que nos machuca, simplesmente não conseguimos esquecer.

    Não conseguimos esquecer. Não conseguimos perdoar. Aquilo está sempre ali. Cada vez que vemos aquele irmão ou aquela irmã, algo se agita dentro de nós — um espírito que não perdoa, um espírito amargo.

    Essa é a razão pela qual não crescemos adequadamente no Senhor. Essa é a razão pela qual encontramos tantos problemas na igreja. Irmão e irmão, irmã e irmã, irmãos e irmãs não conseguem ter uma só mente, um só espírito e um só amor. É por causa de um espírito que não perdoa.

    Lembrem-se disto: o espírito da cruz é o espírito de perdão.

    A Graça da Cruz

    A segunda palavra que nosso Senhor proferiu na cruz também se encontra em Lucas 23:43.

    E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás Comigo no Paraíso.
    — Lucas 23:43

    Nosso Senhor Jesus foi crucificado entre dois ladrões. No início, ambos eram homens perversos. Mesmo quando estavam crucificados, zombavam do Senhor Jesus e O ridicularizavam.

    Mas algo aconteceu. Fico pensando se foi quando um dos ladrões ouviu a oração de nosso Senhor Jesus:

    Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.

    Fico pensando se aquela oração tocou o coração desse ladrão.

    Ele foi profundamente tocado e convencido de seu pecado, porque sabia que estava morrendo por merecer aquilo. Mas aquele Homem era inocente. Não havia feito nada de errado. De alguma forma, o Espírito de Deus abriu seu entendimento.

    Irmãos e irmãs, vocês ficariam surpresos com o entendimento que o Espírito de Deus lhe deu no fim de sua vida. Ele se voltou para o Senhor e disse:

    Senhor, lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino.

    Isso não é maravilhoso? Ali estava um Homem crucificado e, no entanto, o ladrão disse:

    Lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino.

    Ele creu que aquele Homem crucificado era, de fato, o Rei. Embora estivesse crucificado, Seu reino viria.

    E o Senhor Jesus disse:

    Em verdade te digo que hoje estarás Comigo no Paraíso.

    Não no futuro. Você não precisa esperar até o futuro. Hoje estará Comigo no Paraíso.

    O Paraíso é o lugar para onde vão aqueles que são aceitos por Deus. É um lugar de descanso para os que adormecem no Senhor. Em outras palavras, o Senhor disse: “Você está perdoado. Você está salvo. Você está redimido”.

    A primeira palavra de nosso Senhor Jesus foi dirigida ao Pai. A segunda foi dirigida ao pecador. A primeira palavra ao Pai foi: “Perdoa-lhes”. A segunda foi: “Você está perdoado”.

    Irmãos e irmãs, que graça é essa! Aquele ladrão não merecia nada. Havia praticado tanto mal que, até aos olhos da sociedade, merecia ser eliminado. E ele sabia que merecia aquilo.

    No entanto, vemos nosso Senhor Jesus derramar Sua graça sobre aquele ladrão e dizer:

    Hoje estarás Comigo no Paraíso.

    Então, o que é o espírito da cruz? O espírito da cruz é o espírito da graça.

    Somos um povo de graça? Nós, que recebemos graça sobre graça?

    Graça é algo dado gratuitamente. Graça é algo que você não conquista. É algo que lhe é dado de graça, não porque você seja digno, não porque mereça, não porque tenha feito alguma coisa para merecê-la, obtê-la ou conquistá-la.

    A graça depende da pessoa que a concede a você. Aqui vemos nosso Senhor Jesus na cruz derramando Sua graça sobre aquele ladrão. Ora, nós, que recebemos tanta graça, não deveríamos ter o mesmo caráter de nosso Senhor Jesus, sendo um povo que demonstra graça?

    Devemos ser pessoas que concedem graça aos outros. Sabem, irmãos e irmãs, somos muito generosos conosco mesmos, mas muito rigorosos com os outros.

    Nós nos perdoamos, damos desculpas para nós mesmos, nos absolvemos e justificamos tudo. Somos muito generosos conosco. Mas, quando se trata dos outros, como lidamos com eles? Sentimos que temos de tratá-los segundo aquilo que merecem.

    Percebemos que é muito difícil demonstrar graça às pessoas. Isso acontece porque nos esquecemos de quanta graça recebemos.

    A definição de graça, segundo a palavra original, não significa apenas que há algo belo, algo agradável naquela pessoa ou naquela coisa. Quando você olha para aquela coisa ou para aquela pessoa, isso lhe dá uma sensação de paz e bem-estar, porque há algo que se chama graça.

    Na língua original, graça não significa apenas que há algo belo naquela pessoa, mas que esse algo belo e bom é transmitido e passado a você gratuitamente. Isso é graça.

    Mas, na língua original, graça tem um terceiro significado. Significa que aqueles que receberam graça, por sua vez, passam a demonstrar graça.

    Irmãos e irmãs, todos sabemos que nosso Senhor Jesus é cheio de graça. Ele é tão belo! E, graças a Deus, todos recebemos Dele graça sobre graça.

    Mas a graça tem realizado sua obra em nossa vida? A graça nos transformou? Estamos apenas recebendo graça para nós mesmos, sem que ela jamais nos transforme? Ela nunca nos liberta de nossa mesquinhez, da vida do eu e do egoísmo?

    A graça deve nos transformar. Caso contrário, desperdiçamos a graça de Deus. Esse é o espírito da cruz.

    A Cruz e a Família de Deus

    Então encontramos nosso Senhor Jesus proferindo a terceira palavra. Ela se encontra em João 19. Quando nosso Senhor foi crucificado, algumas mulheres estavam ao pé da cruz, e a mãe de nosso Senhor Jesus estava ali. De todos os discípulos, somente João estava ao pé da cruz.

    Ora, Jesus, vendo Sua mãe e o discípulo a quem Ele amava, que estava presente, disse à Sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho!
    Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe! E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua própria casa.
    — João 19:26-27

    Como nosso Senhor é perfeito como ser humano! Vocês se lembram de que, quando era menino, aos doze anos, Ele tinha consciência de que Deus, Seu Pai, O havia chamado para ocupar-Se dos negócios de Seu Pai. Ele ficou no templo.

    Seus pais voltaram depois de três dias e O encontraram no templo, cuidando dos negócios de Seu Pai. Sua mãe disse: “Por que fizeste isso conosco?”. E o Senhor respondeu:

    Não sabeis que Me cumpre ocupar-Me dos negócios de Meu Pai?

    No entanto, depois de dizer isso, Ele foi para casa com Seus pais e lhes obedeceu.

    Provavelmente, uma das razões pelas quais nosso Senhor Jesus não começou Seu ministério antes dos trinta anos é que, humanamente falando, Ele era o primogênito daquela família. José parece ter falecido, pois não foi mais mencionado.

    Portanto, provavelmente o Senhor tinha uma responsabilidade naquela casa. Precisava suprir as necessidades da família. Precisava trabalhar como carpinteiro para sustentar a família e ajudar a criar Seus irmãos e irmãs.

    Talvez tenha sido por isso que Ele só começou a ministrar aos trinta anos. Naquela época, Seus irmãos e irmãs já haviam crescido e podiam assumir algumas responsabilidades.

    Mas vemos que nosso Senhor Jesus, como ser humano, cumpriu todos os deveres e obrigações que um ser humano tem. Às vezes, nos tornamos tão espirituais que deixamos de ser naturais. Tornamo-nos tão espirituais que esquecemos nossas obrigações e nossos deveres como seres humanos.

    Mas, até o último momento, quando nosso Senhor Jesus estava na cruz — como Ele deve ter sofrido naquela hora! —, não pensava em Si mesmo. Ainda pensava em Sua mãe. Queria cuidar de Sua mãe.

    Então disse: “Mãe, veja o seu filho”, e a João: “Veja a sua mãe”. João levou Maria para sua casa e cuidou dela. Até o último momento, nosso Senhor Jesus cumpriu todos os Seus deveres e obrigações como ser humano.

    Irmãos e irmãs, seremos nós menos humanos? É um grave erro pensar que, para ser espiritual, você precisa ser desumano.

    Lembro-me de que nosso querido irmão Watchman costumava dizer: “Primeiro seja humano, e então você poderá ser espiritual. Se você não for humano, nunca poderá ser espiritual”.

    Mas penso que aquilo que nosso Senhor Jesus disse nessa terceira palavra significa muito mais do que essa providência material. Para mim, quando o Senhor Jesus reuniu Sua mãe e o discípulo para serem uma família, isso nos diz algo.

    Em outras palavras, é a cruz que nos reúne em uma só família. Pertencemos a famílias diferentes. Podemos ter muitas distinções e origens diferentes. Mas a cruz remove todas as distinções.

    Pela cruz, Ele fez a paz — não apenas entre nós e Deus, mas também uns com os outros. Ele nos reuniu para sermos uma só família.

    Temos esse sentimento de família? Realmente vemos que pertencemos uns aos outros? Ou estamos cuidando apenas de nós mesmos?

    Nosso Senhor Jesus disse que precisamos amar uns aos outros como Ele nos amou. Precisamos cuidar uns dos outros como Ele cuidou de nós. Por quê? Porque pertencemos uns aos outros. Somos de uma só família, e é a cruz que nos traz para essa família.

    É a cruz que nos mantém na família. Somos da família de Deus, mas às vezes sentimos vontade de deixar essa família. Às vezes sentimos que não pertencemos a ela. Às vezes sentimos vontade de ir para outro lugar.

    Talvez seja porque aquilo que queremos não nos é suprido. Talvez seja porque nossos irmãos e irmãs nos feriram. Talvez seja porque nossas origens e nossos vínculos terrenos sejam fortes demais para nós, afastando-nos de nossos irmãos e irmãs.

    Por meio da cruz de nosso Senhor Jesus, todas as distinções — sociais, culturais, raciais e nacionais — são removidas.

    Não pode haver judeu nem grego; não pode haver escravo nem livre; não pode haver homem e mulher: porque todos vós sois um só em Cristo Jesus.
    — Gálatas 3:28

    A cruz eliminou todas essas distinções. Pertencemos a uma só família, a família de Deus. Pertencemos uns aos outros. Mas às vezes tentamos trazer nossas distinções terrenas para dentro da igreja.

    Quando trazemos essas coisas para dentro da igreja, elas dividem a família. Mas, se olharmos para a cruz — para o que nosso Senhor Jesus fez por nós, para o sofrimento pelo qual passou, para o que Lhe custou reunir-nos em uma só família —, vocês não acham que precisamos permitir que a cruz opere em nossa vida?

    Precisamos que a cruz risque todas essas distinções e que descubramos que, em Cristo, somos um. Somos uma só família. Esse é o espírito da cruz.

    O Amor Sacrificial

    Nosso Senhor Jesus esteve na cruz desde aproximadamente nove horas da manhã até o meio-dia. Durante aquelas três horas, Ele esteve cercado de pessoas que zombavam Dele e riam Dele. No mundo invisível, durante aquelas três horas, esteve cercado pelos poderes das trevas, que O atacavam.

    Ele sofreu. Mas então, ao meio-dia, tudo mudou. O sol escureceu. Ninguém mais podia vê-Lo. Ali, sozinho, pendurado na cruz, Ele clamou:

    Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?
    — Mateus 27:46

    Irmãos e irmãs, foi naquele momento que Deus O aceitou como oferta pelo pecado. Segundo Isaías 53:10, o próprio Deus O esmagou. O próprio Deus O feriu. Por quê? Porque Ele foi feito oferta pelo pecado do mundo.

    Nosso Senhor Jesus estava com o Pai antes mesmo do tempo, na eternidade. Ele e o Pai tinham uma doce comunhão. Não havia sombra alguma.

    Mesmo quando estava na terra, Ele sempre agradava ao Pai. O céu se abriu, e uma voz disse:

    Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo.
    — Mateus 3:17

    Da eternidade e ao longo do tempo, Sua comunhão com o Pai nunca foi interrompida, nem por um segundo. Havia uma doce comunhão, e era isso que Lhe dava forças para suportar toda a zombaria e todo o sofrimento vindos dos mundos visível e invisível.

    Mas ali, naquele momento, vemos que o Pai O deixou. Durante três horas, Ele literalmente provou o inferno. Literalmente provou por nós a segunda morte.

    O que é o inferno? O que é a segunda morte? É a separação do Deus vivo. Ali vemos nosso Senhor Jesus separado do Deus vivo. Ele não podia clamar: “Pai”. Só podia dizer: “Deus Meu, Deus Meu”.

    Porque tomou nosso lugar como homem, Ele morreu por isso. Foi o sacrifício supremo. Ali, voluntariamente, Ele sacrificou a Si mesmo.

    Irmãos e irmãs, jamais poderemos compreender quanto Ele sacrificou por nós. Esse é o espírito da cruz, e esse espírito deve nos caracterizar.

    É verdade que não temos participação naquela obra expiatória de nosso Senhor Jesus. Ele pisou sozinho o lagar por nós.

    Àquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós; para que Nele fôssemos feitos justiça de Deus.
    — 2 Coríntios 5:21

    Ele estava sozinho ali. Não temos participação naquela obra expiatória. Só podemos receber dela o perdão. Mas somos chamados a ter comunhão com Seus sofrimentos. Há uma parte de Seus sofrimentos da qual somos chamados a participar.

    Ao longo dos séculos, houve pessoas que conheceram essa comunhão. Pensem em Moisés. Quando os filhos de Israel adoraram o bezerro de ouro, Deus quis exterminar aquela nação e fazer de Moisés uma nação.

    Moisés suplicou diante de Deus. Em Êxodo 32:32, ele disse:

    Agora, pois, se perdoares o seu pecado… e, se não, risca-me, peço-Te, do Teu livro, que tens escrito.
    — Êxodo 32:32

    Em outras palavras, Moisés estava disposto a ser riscado do livro da vida para salvar aquele povo rebelde. Esse é o espírito da cruz.

    No Novo Testamento, temos outro exemplo: Paulo. Em Romanos 9:3, ele disse:

    Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus parentes segundo a carne.
    — Romanos 9:3

    Seu amor por seus parentes, seus irmãos, era tão grande que ele estava disposto a ser amaldiçoado, se eles pudessem ser abençoados. Esse é o espírito da cruz.

    Irmãos e irmãs, somos marcados por esse espírito? Temos sido moldados pelo Espírito?

    O Senhor Jesus disse: “Amem uns aos outros, assim como entreguei Minha vida por vocês. Entreguem a vida por seu irmão”. Há algum sacrifício grande demais para fazermos por nossos irmãos e irmãs? Estamos dispostos a entregar nossa vida pelos outros?

    Como somos diferentes! Queremos que nossos irmãos e irmãs entreguem a vida por nós, mas entregarmos nossa vida por eles está fora de cogitação.

    Não temos o espírito da cruz. Quanto a cruz nos moldou? Ainda somos os mesmos, como se nada soubéssemos da cruz?

    Se conhecemos algo da cruz, irmãos e irmãs, sacrificar-nos para que nossos irmãos e irmãs sejam aperfeiçoados não é algo difícil.

    A Sede de Deus

    Perto do fim das seis horas na cruz, chegamos à quinta palavra. Ela se encontra em João 19:28.

    Depois, sabendo Jesus que todas as coisas já estavam consumadas, para que se cumprisse a Escritura, disse: Tenho sede.
    — João 19:28

    Quando nosso Senhor Jesus clamou:

    Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?

    Aquele foi um clamor espiritual, um clamor de sofrimento espiritual. No que diz respeito ao espírito de nosso Senhor Jesus, Ele sofreu ao máximo, porque Seu espírito estava separado de Deus, que é Espírito.

    Aquele sofrimento intenso em Seu espírito O levou a clamar:

    Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?

    Mas aqui vemos que Ele clamou novamente. Disse:

    Tenho sede.

    Esse é um clamor decorrente de Seu sofrimento físico. É o cumprimento de Salmos 69:21:

    Deram-me fel por alimento;
    E na minha sede me deram a beber vinagre.
    — Salmos 69:21

    Durante aquelas quase seis horas na cruz, nosso Senhor Jesus nunca pensou em Seus sofrimentos físicos. Se você estivesse crucificado, em que mais conseguiria pensar? Era um sofrimento tremendo.

    Mas, durante aquelas seis horas, Ele nunca pensou em Si mesmo. Pensou nas pessoas que O estavam crucificando. Pensou no ladrão ao Seu lado. Pensou em Sua mãe e no discípulo. Nunca pensou em Si mesmo.

    Somente bem perto do fim Ele tomou consciência de Seu sofrimento físico extremo e excruciante. Não pensem que nosso Senhor Jesus, embora crucificado, não sofreu por ser Deus. Ele sofreu tremendamente.

    Se vocês lerem Salmos 22, verão como o salmista, por visão profética, viu o que nosso Senhor Jesus passou na cruz: como Sua vida foi derramada como água, como todos os Seus ossos se desconjuntaram, como Seu coração se derreteu como cera e como Ele teve tanta sede que Sua língua se pegou ao céu da boca.

    O sangue de nosso Senhor Jesus havia sido drenado de todo o Seu corpo. Quando seu sangue é drenado, é claro que você sente sede. E Ele disse:

    Tenho sede.

    Mas creio que há algo mais. O texto diz que era para que a Escritura se cumprisse, e Ele disse: “Tenho sede”. Creio que há algo mais quando Ele diz: “Tenho sede”.

    Lemos em Salmos 42:1-2:

    Como o cervo brama pelas correntes das águas,
    Assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus.
    A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo:
    Quando entrarei e me apresentarei diante de Deus?
    — Salmos 42:1-2

    Quando nosso Senhor Jesus disse: “Tenho sede”, era mais do que uma sede física. Sendo oferta pelo pecado na cruz, separado de Deus e com a obra da redenção quase concluída, no último momento Ele disse: “Tenho sede”.

    Não importa pelo que passei, não importa que Deus tenha escondido Seu rosto de Mim, não importa que Deus tenha Me esmagado: ainda tenho sede Dele.

    Há uma confiança tão absoluta em Deus! Irmãos e irmãs, nós nos lembramos de Jó. Jó disse:

    Ainda que Ele me mate, Nele confiarei.
    — Jó 13:15

    Nosso Senhor Jesus não Se ofendeu com Deus. Se alguém pudesse Se ofender com Deus, seria Ele. Tinha todos os motivos para ver o rosto sorridente do Pai, mas aqui vemos que Deus virou Seu rosto para longe Dele.

    Mas Ele não Se ofendeu. Disse: “Tenho sede”. Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim Sua alma suspirava por Deus. Sua alma tinha sede do Deus vivo.

    Queridos irmãos e irmãs, como nos ofendemos facilmente! Até João Batista quase se ofendeu, porque o Senhor não fez o que ele esperava que fizesse. O Senhor parecia negligenciá-lo. O Senhor fazia o bem a muitas pessoas, mas, por assim dizer, havia se esquecido dele.

    Mas o Senhor disse:

    Bem-aventurado é aquele que não achar em Mim motivo de tropeço.
    — Mateus 11:6

    Em nossa caminhada cristã, às vezes o Senhor não faz o que você espera que Ele faça. Você pode ter todo o direito de esperar que Ele o faça. Parece até que Ele volta atrás em Sua palavra. Ele permite que certas coisas aconteçam, e você não consegue explicar.

    Parece não haver saída. Parece ser a morte, o fim. Irmãos e irmãs, nós nos ofendemos?

    Nesse momento, você clama: “Tenho sede de Ti. Não importa o que fizeste comigo, eu creio em Ti. Confio em Ti. Tu és digno de confiança. Eu sei disso”?

    Esse é o espírito da cruz. Que sejamos um povo marcado por esse espírito.

    A Vitória da Cruz

    A sexta palavra também se encontra em João 19:30.

    Quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado: e, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
    — João 19:30

    Nos outros Evangelhos, vemos que Ele clamou em alta voz: “Está consumado”. Em outras palavras, reuniu o que ainda Lhe restava de forças.

    Uma pessoa que está morrendo geralmente fala muito baixo, porque já não tem forças. Mas aqui vemos nosso Senhor Jesus reunir Suas últimas forças e clamar: “Está consumado”. É um grito de vitória.

    Não é derrota. Parecia uma derrota, mas, na verdade, era uma vitória. Ele disse: “Está consumado”. A obra da redenção estava concluída. A missão estava cumprida. Que grito de vitória foi aquele!

    Quando Ele deu aquele grito, vocês sabem o que aconteceu? Ali, na cidade de Jerusalém, no templo, o véu se rasgou de alto a baixo. O caminho para o Santo dos Santos foi aberto para que pudéssemos entrar.

    Irmãos e irmãs, o espírito da cruz não é um espírito de derrota. Muitas vezes entendemos mal. Quando falamos sobre a cruz, isso pode nos dar uma sensação de negatividade, uma sensação de derrota: “Ah, eu sofro. Ah, eu morro”.

    Mas esse não é o espírito da cruz. O espírito da cruz é o clamor de vitória.

    Muitas vezes encontramos pessoas dizendo: “Bem, estou carregando a cruz. Olhem para mim. Vejam como carrego a cruz, como sofro”. Irmãos e irmãs, isso não é cruz.

    Se você realmente estiver carregando a cruz, encontrará força na cruz de Cristo. Encontrará descanso e poderá proclamar a vitória. Pela cruz, você vence. Esse é o espírito da cruz.

    A Fé Perfeita

    Finalmente, a sétima palavra. Depois que Ele disse: “Está consumado”, voltamos a Lucas 23:46.

    E Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito: e, havendo dito isto, expirou.
    — Lucas 23:46

    É claro que esse é o cumprimento de Salmos 31:5.

    Nas Tuas mãos entrego o meu espírito:
    Tu me remiste, Senhor, Deus da verdade.
    — Salmos 31:5

    Durante aquelas três horas, a obra da redenção foi realizada, por isso Ele disse: “Está consumado”. Depois que aquela obra foi concluída, Seu relacionamento com o Pai foi restaurado.

    Ali vemos que Ele disse: “Pai”. Essa foi Sua última palavra: “Pai”. Aquele relacionamento foi restaurado, e Ele disse: “Entrego Meu espírito a Ti”.

    Ninguém tirou a vida de nosso Senhor Jesus. Vocês se lembram de que Ele disse:

    Ninguém a tira de Mim, mas Eu de Mim mesmo a dou.

    Não foram aquelas pessoas que O crucificaram que tiraram Sua vida. Ele próprio a entregou.

    Ele disse: “Entrego Meu espírito ao Pai”. Ele o entregou. Deu Sua vida por nós e entregou Seu espírito ao Pai, sabendo que Seu Pai O ressuscitaria dentre os mortos.

    Fé perfeita. E, de fato, o Pai O ressuscitou dentre os mortos para provar que Ele é o Filho de Deus.

    Irmãos e irmãs, o espírito da cruz é o espírito de fé perfeita. Ele pôde confiar-Se inteiramente ao Pai, sabendo que o Pai faria tudo corretamente.

    Esse é o espírito da cruz. Se conhecermos a cruz, irmãos e irmãs, a cruz nos dará essa fé.

    É porque tentamos escapar da cruz que perdemos a oportunidade de crer. Mas, se tomarmos a cruz, a fé nos será dada. Podemos crer que Deus faz bem todas as coisas.

    O Povo da Cruz

    Portanto, aqui vemos que, se conhecermos a cruz, ela não será apenas algo externo, fora de nós, um ensinamento sobre o qual conversar.

    Se realmente conhecermos a cruz, ela não será apenas alguns tratamentos aqui e ali. É claro que precisamos desses tratamentos. Mas, se realmente conhecermos a cruz, ela será plantada em nossa alma, e nos remodelará e nos moldará.

    Então poderemos ter dentro de nós o espírito do Cordeiro. Tornamo-nos o povo da cruz, e é isso que Deus está fazendo.

    Li as Bem-aventuranças no início. Não tenho tempo para examiná-las, mas ali vocês encontram as pessoas abençoadas por Deus. Esses são os filhos do reino dos céus. Quem são eles? São o povo da cruz.

    São pobres de espírito porque a cruz operou em sua vida. São os que choram porque a cruz operou neles de tal maneira que vivem em contínuo arrependimento, com um espírito contrito diante de Deus.

    São mansos e misericordiosos porque a cruz eliminou o seu eu. Têm fome e sede de justiça. Têm sede de Deus.

    São humildes e misericordiosos porque conhecem a misericórdia. São limpos de coração. Não têm nada no coração além de Deus.

    São pacificadores porque sabem o que é a paz. Por causa de Cristo, são perseguidos e, no entanto, se alegram. Irmãos e irmãs, essas pessoas são o povo da cruz.

    Portanto, toda a questão é esta: conhecemos a cruz? Há alguma cicatriz, algum espaço para ela em nossa vida? Temos as marcas do Senhor Jesus em nosso corpo?

    Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Vamos orar?

    Oração

    Querido Pai celestial, só podemos vir a Ti. Que a Tua cruz seja de tal modo implantada em nós que nos transforme, nos forme e nos molde segundo o Teu Filho amado, o Cordeiro de Deus. Pedimos em nome de Jesus. Amém.