Por favor, abram em 1 Coríntios 1:9.
Fiel é Deus, por Quem fostes chamados à comunhão de Seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
Abram também em 1 João 1:1-4.
O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, acerca da Palavra da vida —
e a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada —,
o que temos visto e ouvido, isso vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é, de fato, com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo.
E estas coisas vos escrevemos, para que a vossa alegria seja completa.
Por fim, Atos 2:42.
E perseveravam no ensino e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações.
Vamos fazer uma oração.
Querido Senhor, enquanto permanecemos em Tua presença, esperamos que Tu fales conosco. Esperamos que Teu Espírito Santo ilumine Tua Palavra em nossos corações.
Senhor, que não apenas entendamos aquilo de que estás falando, mas que, pelo Teu Espírito, sejamos conduzidos à Tua verdade. Senhor, entregamos este tempo em Tuas mãos e queremos que Teu nome seja exaltado. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Recentemente, o Senhor colocou em meu coração — e creio que também no coração de vários irmãos e irmãs, talvez no coração de todos — esta questão da comunhão. Se Deus quiser, provavelmente durante três domingos consecutivos, compartilharemos juntos sobre esta questão da comunhão.
Em 1 Coríntios 1:9, há uma declaração extraordinária. Paulo fez essa declaração aos santos em Corinto, e creio que o Espírito Santo está fazendo essa declaração a todos nós.
Quanto mais medito nesse versículo, mais fico maravilhado com esta declaração:
Fiel é Deus, por Quem fostes chamados à comunhão de Seu Filho Jesus Cristo.
Deus está chamando, e Ele está nos chamando. Ele está nos chamando à comunhão. É a comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo. Agora, pensem nisso. Que chamado é esse: somos chamados por ninguém menos que o próprio Deus.
Isso deveria chamar nossa atenção. O próprio Deus está nos chamando, e Ele está nos chamando a uma comunhão gloriosa, à própria comunhão de Seu Filho, Jesus Cristo.
E está escrito que Deus é fiel. Por que essa afirmação vem antes da que se segue? Porque somente Deus é capaz de fazer tal chamado. Ele é o único capaz de nos trazer à comunhão, e Ele é o único capaz de nos manter nessa comunhão.
Agora, irmãos e irmãs, pensem por um momento. Antes de sermos chamados a esta comunhão, onde estávamos? Em que comunhão estávamos?
Ora, comunhão — essa própria palavra significa compartilhar algo em comum. O que tínhamos em comum antes de sermos chamados? Que tipo de comunhão tínhamos antes de sermos salvos?
O que compartilhávamos em comum? Compartilhávamos o pecado. Como diz Romanos 3:23:
Todos pecaram e carecem da glória de Deus.
Isso tínhamos em comum. Em certo sentido, encorajávamos uns aos outros a pecar.
De que participávamos no passado? Participávamos das trevas, da injustiça. Estávamos sob o domínio do poder das trevas. Estávamos em uma comunhão condenada.
Essa era a nossa antiga comunhão. Era isso que compartilhávamos em comum: trevas em vocês, trevas em mim; injustiça em vocês, injustiça em mim; iniquidade em vocês, iniquidade em mim.
Isso era algo que tínhamos em comum. Estávamos naquela comunhão das trevas. Todos estávamos sob o poder das trevas. Era ali que estávamos.
Mas, queridos irmãos e irmãs, pensem: um dia Deus nos chamou. Ele nos chamou para fora daquela comunhão da morte e nos trouxe a uma nova comunhão. É a comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo.
Em Colossenses 1:13, lemos que Deus nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino de Seu Filho. Foi isso que Deus fez em nossa vida.
Irmãos e irmãs, já não estamos em comunhão com as trevas. Deus nos libertou daquela comunhão. Ele nos trouxe — nos transferiu — para uma nova comunhão, algo que nunca havíamos conhecido antes. É a comunhão com o Filho de Deus, Jesus Cristo.
E essas duas comunhões são completamente opostas. Em Tiago 4:4, lemos que a amizade com o mundo é inimizade com Deus. Isso mostra como essas duas comunhões são opostas. E somos exortados a não nos colocarmos em jugo desigual.
Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se de uma coisa: vocês foram chamados à comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo.
Agora, o que é essa comunhão? O que é a comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo?
Antes de existirem o tempo e o espaço, antes de existir qualquer coisa, havia Deus. Havia Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
E o Filho, o Filho eterno, tem uma comunhão eterna com o Pai; assim também o Pai com o Filho. Em outras palavras, Eles compartilham tudo em comum.
Tudo o que é do Pai está no Filho. Tudo o que está no Filho está no Pai. O Pai dá tudo ao Filho, e o Filho devolve todas as coisas ao Pai.
Eles têm uma só vida — a vida divina, não criada — e uma só natureza. Têm uma só mente, um só coração, um só amor, um só propósito, uma só ação. Vocês verão que tudo entre o Pai e o Filho é compartilhado: Eles compartilham tudo e são perfeitamente um. Tudo isso é no Espírito.
É uma comunhão gloriosa: não criada, imutável, perfeita, harmoniosa, bela, maravilhosa, eterna. Essa é a comunhão entre o Pai e o Filho.
E, mesmo quando o Filho eterno veio a este mundo para ser homem, vemos que essa comunhão não foi interrompida. Vocês se lembram de que o próprio Senhor Jesus disse:
Não estou só; o Pai está Comigo.
Faço tudo o que Lhe agrada.
Não havia sombra, não havia trevas, entre o Pai e o Filho. É uma comunhão eterna. Podemos dizer: “a comunhão do Filho de Deus”. É uma comunhão divina.
É uma comunhão que permanece, imutável — uma comunhão na vida e no Espírito. Nenhuma sombra, nenhuma obscuridade.
E é a comunhão mais exclusiva de todo o universo, porque nessa comunhão havia apenas três membros: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Não conseguimos imaginar quão maravilhosa é essa comunhão. Ela está além da nossa compreensão.
Ninguém pode entrar nessa comunhão, porque é uma comunhão na vida divina.
Mas graças a Deus. Foi o amor de Deus que O levou a decidir estender essa comunhão à humanidade.
Sabem, na própria criação do homem, Deus tinha isso em mente. Essa é a razão pela qual o homem foi criado. Por que Deus criou o homem? Dentre toda a criação, Ele criou o homem à Sua própria imagem. Por que Ele fez isso?
Creio que foi uma preparação para a comunhão. Por ter sido criado à imagem de Deus, o homem era capaz de receber a vida de Deus em si. E, com a vida de Deus nele, o homem era atraído para essa comunhão divina, para que pudesse ter comunhão com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Assim, em certo sentido, podemos ver, mesmo na criação, o pensamento de Deus, Sua palavra: comunhão — compartilhar, comungar, comunicar, tomar parte, participar. Isso está no próprio pensamento de Deus.
Irmãos e irmãs, isso já estava prefigurado no jardim do Éden. Quando Deus criou o homem, colocou-o no jardim, com a árvore da vida no meio do jardim.
Em outras palavras, aqui está você: foi criado; é um vaso; tem a capacidade de receber essa vida divina em si, para que sua comunhão com Deus seja completa.
Mas, infelizmente, vemos que nosso antepassado falhou. Contudo, graças a Deus, em Seu amor, Ele nos deu outra oportunidade. Ali no Calvário, naquele madeiro, nosso Senhor Jesus, Seu Filho amado, foi crucificado.
Não apenas Seu sangue nos redimiu de todos os pecados; Sua vida foi liberada para nós. Portanto, a todo aquele que O recebe — isto é, que crê no nome de nosso Senhor Jesus — é dado o direito de ser filho de Deus, nascido de Deus.
Agora, irmãos e irmãs, Deus está fazendo tudo isso para nos chamar à comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo.
Agora estamos na comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo. Mas o que isso significa?
Significa que o Filho vai compartilhar Seu Pai conosco. Sabem, Deus é o Criador de todos os homens, mas somente nosso Senhor Jesus, quando esteve na terra, podia dizer: “Meu Pai”.
Embora, nos tempos do Antigo Testamento, vejamos, de modo geral, que Deus é o Pai da nação de Israel, isso nunca era pessoal. Por quê? Porque somente nosso Senhor Jesus é o Filho unigênito. Ele tem o direito de chamar Deus de “Meu Pai”.
E, no entanto, vocês se lembram de que, no dia de Sua ressurreição, Sua mensagem aos discípulos, por meio de Maria, foi:
Vou para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus.
Em outras palavras, pela obra de redenção de nosso Senhor Jesus, Ele compartilha Seu Pai conosco. Agora, pensem nisso. Deus, nosso Criador, agora é nosso Pai.
Lembro-me muito bem de quando meu avô faleceu, muitos anos atrás. Naquela época, meu pai estava na Índia, participando de uma conferência, e eu estava em Hong Kong.
Minha família não teve coragem de contar a meu pai que meu avô havia falecido. Então me pediram que lhe contasse quando ele voltasse de navio para Xangai, passando por Hong Kong. Assim, fui encontrar meu pai no cais.
Não consigo esquecer o que ele me disse quando soube que meu avô havia falecido. Ele disse uma coisa. Disse: “Agora não tenho mais pai”.
É uma perda que não pode ser reparada. Mas, queridos irmãos e irmãs, Deus agora é nosso Pai. O Filho está disposto a compartilhar Seu Pai conosco.
Ele compartilha conosco tudo o que o Pai representa: o amor do Pai, o cuidado do Pai, o poder do Pai, a sabedoria do Pai, a disciplina do Pai e o desejo do coração do Pai de nos transformar e nos conformar à imagem de Seu Filho amado, para que Ele seja o Primogênito entre muitos irmãos. Esse é o coração do Pai.
Não somos órfãos. Temos um Pai, e Ele é nosso para sempre. Pensem nisso.
O Pai também compartilha Seu Filho conosco. Ele já demonstrou isso ao enviar Seu Filho a este mundo para morrer por nós na cruz do Calvário. Aquele que não poupou Seu próprio Filho nos negaria alguma coisa?
Ele deu tudo a Seu Filho. Constituiu o Filho herdeiro de todas as coisas. Toda a plenitude da Divindade habita corporalmente em Seu Filho.
Vocês podem pensar no poder de Deus — ele está no Filho. Podem pensar na sabedoria de Deus — ela está no Filho. Podem pensar nas riquezas de Deus — elas estão no Filho. Podem pensar em Seu amor, Sua pureza, Sua santidade, Sua justiça — seja o que for que possam imaginar, tudo o que Deus é está no Filho.
Toda a plenitude da Divindade habita em Seu Filho, e Ele compartilha Seu Filho conosco sem reservas. O Pai compartilha Seu Filho conosco sem reter nada, e o Filho compartilha Seu Pai conosco sem reter nada.
Essa é a comunhão em que estamos. É uma comunhão de vida. Não é algo exterior; é profundamente interior — na vida, no Espírito Santo.
O Pai está compartilhando Seu Filho conosco, e o Filho está compartilhando Seu Pai conosco, para que tenhamos algo em comum.
Irmãos e irmãs, não consigo descrever isso. Só consigo senti-lo. Que chamado extraordinário recebemos. Estamos na comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo.
Nada é retido. Tudo é compartilhado conosco. A razão pela qual não conseguimos compreender isso plenamente aqui é que somos tão limitados.
O Pai deseja ardentemente revelar Seu Filho a nós — tudo o que Seu Filho é. E o Filho deseja o mesmo. Nosso Senhor disse que ninguém conhece o Pai senão o Filho, e ninguém conhece o Filho senão o Pai.
É o deleite, o beneplácito do Pai revelar Seu Filho em nós. E é o deleite do Filho, nosso Senhor Jesus, revelar Seu Pai a nós. E tudo isso é no Espírito Santo.
No entanto, somos tão limitados. Experimentamos tão pouco do Pai e do Filho. Nós Os compreendemos tão pouco por causa da nossa limitação, não porque Ele esteja retendo alguma coisa de nós.
Que comunhão é essa! Irmãos e irmãs, deveríamos ser tão agradecidos e gratos por termos sido chamados a esta comunhão. Deus Pai é de vocês. Deus Filho é de vocês — para ser conhecido, amado e adorado.
Mas uma palavra de cautela: isso não significa que sejamos deificados. Não fazemos parte da Deidade, da Divindade.
São três em Um, e não mais que isso. Ele pode nos dar Sua vida. Pode nos tornar participantes de Sua natureza divina. Pode nos conformar à imagem de Seu Filho amado. Pode compartilhar tudo conosco. Mas lembrem-se: Ele é Deus; nós somos seres humanos — para sempre seres humanos.
Com exceção da Deidade, Ele compartilha tudo conosco — sem reter nada.
Essa é a comunhão em que estamos. Portanto, irmãos e irmãs, como precisamos valorizar essa comunhão.
Como precisamos manter essa comunhão pura e não nos colocar em jugo desigual com o mundo, com as trevas, com a injustiça, com o passado, porque Deus fez novas todas as coisas.
Essa comunhão é inesgotável, porque Deus é infinito. Há sempre algo mais que Ele compartilhará conosco.
Não apenas neste tempo, mas também na eternidade, não há limite para essa comunhão — sempre algo novo, algo mais. Ela não é estagnada de forma alguma; está sempre crescendo e crescendo. Irmãos e irmãs, isso não é maravilhoso? Estamos nessa comunhão.
Como precisamos buscá-Lo, para que Ele possa compartilhar mais conosco.
Essa comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo, também é chamada de comunhão dos apóstolos.
Pois encontramos em Atos 2:42:
E perseveravam no ensino e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações.
Por que ela é chamada de comunhão dos apóstolos? Porque, se abrirem em 1 João 1:3, veremos que os apóstolos estavam em comunhão com o Pai e com o Filho.
Deus revelou aos apóstolos Seu Filho e tudo o que diz respeito a Seu Filho. Nosso Senhor Jesus os ensinou enquanto esteve na terra, e o Espírito Santo continuou a lhes revelar Cristo, o Filho.
Vocês se lembram de que o apóstolo Paulo disse, em Efésios 3:5, que há um mistério que estivera oculto ao longo dos séculos e que agora foi revelado aos apóstolos e profetas do Novo Testamento.
Portanto, tudo o que é de Deus, tudo o que é do Filho, Eles compartilharam com os apóstolos. E os apóstolos nos anunciam isso. Eles nos transmitem aquilo que lhes foi ensinado, para que tenhamos comunhão com eles.
Isto é, eles compartilham conosco o Pai e o Filho, para que Os tenhamos em comum. É assim que chegamos a conhecer o Pai e o Filho.
A comunhão deles é com o Pai e com o Filho, e eles compartilham conosco tudo o que lhes foi ensinado, sem reter nada.
Vocês se lembram de que Paulo disse aos presbíteros de Éfeso:
Nada vos ocultei.
Eu vos anunciei todo o conselho de Deus.
Graças a Deus, os apóstolos compartilham tudo o que conhecem do Pai e do Filho — na vida, no Espírito. Eles compartilham tudo conosco. Encontramos isso na Palavra de Deus. Nada foi retido; tudo foi compartilhado conosco.
Ora, os apóstolos não têm uma comunhão própria. A comunhão dos apóstolos é a comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo. Não há outra comunhão.
Essa comunhão à qual fomos chamados é uma só. Paulo não tem a sua comunhão. Pedro não tem a sua comunhão. Apolo não tem uma comunhão própria.
Sabem, quando os crentes de Corinto começaram a dizer: “Eu sou de Paulo”, “Eu sou de Cefas”, “Eu sou de Apolo”, a Palavra de Deus diz:
Está Cristo dividido?
Foi Cristo crucificado por vós?
Não.
Os apóstolos não têm comunhões próprias. Sua comunhão é com o Pai e com o Filho, e eles nos transmitem aquilo que receberam do Senhor.
É verdade que os apóstolos são muito diferentes, não apenas em seu temperamento, mas até mesmo naquilo que Deus fez em sua vida. O que receberam do Senhor não foi exatamente igual.
Em outras palavras, eles são um, mas há variedade, porque Deus é tão rico e tão pleno. Ele não pode revelar tudo a Paulo. Pode revelar muito a Paulo, muito a Pedro, muito a João e muito aos outros apóstolos.
Mas cada apóstolo tem uma capacidade limitada. Por isso, naquilo que receberam do Senhor, há alguma ênfase especial no que nos transmitiram. Contudo, juntos, eles nos apresentam Cristo em Sua plenitude.
Não há divisão entre eles. Não formam nenhuma comunhão própria. Eles nos conduzem todos à comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo: muitos apóstolos, mas uma só comunhão.
E, irmãos e irmãs, essa comunhão é a comunhão do corpo de Cristo.
Todos os que pertencem ao Senhor estão nessa comunhão. Em Romanos 15:7, a Palavra diz:
Recebei-vos uns aos outros, como também Cristo vos recebeu, para a glória de Deus.
Portanto, entre o povo de Deus, todos fomos chamados à comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo, e todos permanecemos na comunhão dos apóstolos. Devemos receber uns aos outros como Cristo nos recebeu, porque pertencemos a uma só comunhão.
Na igreja primitiva, quando lemos o livro de Atos, vemos como eles perseveravam na comunhão dos apóstolos.
Ora, na igreja primitiva, naquele tempo, não havia apenas os cento e vinte. Eles viram o Senhor, seguiram o Senhor, viram o Senhor subir ao céu, obedeceram à palavra do Senhor, voltaram a Jerusalém e, no cenáculo, oraram durante dez dias, até que o Espírito Santo desceu.
Foram batizados em um só Espírito, em um só corpo. Esses cento e vinte, diríamos, eram cristãos maduros. Eles permaneciam na comunhão dos apóstolos.
Mas, ao mesmo tempo, no dia de Pentecostes, três mil foram salvos e incorporados ao corpo — crianças em Cristo. Contudo, tanto os três mil quanto os cento e vinte permaneciam na comunhão dos apóstolos.
Eles compartilhavam Cristo uns com os outros, sem reter nada. Encorajavam uns aos outros.
Irmãos e irmãs, essa é a comunhão à qual fomos chamados.
Portanto, nesta manhã, o encargo em meu coração é que Deus realmente abra nossos olhos para vermos em que comunhão maravilhosa estamos.
Por ser uma comunhão tão maravilhosa, precisamos ter muito cuidado para não prejudicarmos, de maneira alguma, a comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo.
E outra coisa em meu coração é a esperança de que o Senhor realmente abra nossos olhos para vermos que essa comunhão não tem limites. Nosso conhecimento de Cristo, nosso conhecimento de Deus Pai, é tão limitado. Creio que há muito mais que Deus deseja compartilhar conosco.
Assim, que o Senhor nos ajude a realmente pedir-Lhe que abra nosso coração e amplie nossa capacidade, para que possamos entrar mais plenamente naquilo que Sua comunhão realmente é.
É uma comunhão na vida. É uma comunhão no Espírito.
Agora, se o Senhor quiser, nos próximos dois domingos gostaríamos de abordar os princípios da comunhão e a prática da comunhão. Vamos orar?
Querido Pai celestial, somos profundamente gratos a Ti porque, por Teu amor, Tu compartilhas Teu Filho conosco.
Querido Senhor Jesus, agradecemos a Ti porque Tu nos amas tanto que estás disposto a compartilhar Teu Pai conosco. E agradecemos a Ti porque tudo isso é realizado no Espírito Santo.
Assim, agradecemos a Ti por nos elevares do terreno ao celestial, do carnal ao espiritual.
Agradecemos a Ti por nos chamares a esta maravilhosa comunhão, que conhecemos tão pouco. E desejamos, Senhor, abrir-nos a Ti, para que Teu Espírito Santo nos revele esta maravilhosa verdade e nos conduza a ela.
Que verdadeiramente vivamos nesta comunhão, que conheçamos a Ti e que também conheçamos uns aos outros em Cristo Jesus. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.