Apocalipse 17:14
Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá:
porque Ele é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis;
vencerão também os que estão com Ele, chamados, escolhidos e fiéis.
Mateus 20:16
Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros, os últimos:
porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
Mateus 22:14
Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
Hebreus 11:24-27
Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó;
escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que, por algum tempo, ter o gozo do pecado;
tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito: porque tinha em vista a recompensa.
Pela fé, deixou o Egito, não temendo a ira do rei: porque perseverou, como vendo Aquele Que é invisível.
Querido Pai celestial, nós nos reunimos aqui em nome do Teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo. De fato, nos achegamos a Ti com um espírito de adoração. Pedimos-Te, Senhor, que fales ao nosso coração por meio da Tua Palavra; que a Tua Palavra realmente se torne vida e espírito para nós; que possas obter do Teu povo aquilo que desejas nesta noite. A Ti seja a glória. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Ontem à noite, começamos esta série de mensagens, baseada em Apocalipse 17:14. Sabemos que esse versículo descreve a última batalha desta era. É a batalha do Armagedom. É uma batalha entre o Cordeiro e aqueles que O seguem, de um lado, e a besta e seus seguidores, do outro.
Agora, nossa ênfase não está propriamente na batalha. Nossa ênfase está naqueles que seguem o Cordeiro nessa última batalha. Temos de lembrar que essa é a última batalha de uma guerra que se estende por toda esta era. Na verdade, essa guerra já foi vencida há dois mil anos, no Calvário.
Ali, nosso Senhor Jesus derrotou Satanás e os principados e potestades com uma vitória tão decisiva que os pôs em debandada e os expôs publicamente. Mas, embora a batalha decisiva já tenha sido vencida há dois mil anos, a guerra continuou. Hoje, ainda estamos envolvidos nessa guerra. Mas lembremos: são apenas pequenas escaramuças.
A razão pela qual o Senhor permite que a guerra continue é que Ele quer nos ensinar a andar. Ele quer provar nossa fidelidade. Ele quer que estejamos preparados para aquela última batalha, para que sejamos qualificados a fazer parte daquele exército do Senhor.
Os que participam dessa última batalha, a consumação daquela guerra que se estende por toda esta era, são os chamados, os escolhidos e os fiéis. Portanto, nosso encargo neste momento é que estejamos entre aqueles que são chamados, escolhidos e fiéis.
Ontem à noite, consideramos juntos os chamados. Mencionamos, logo no início, que Deus nunca pede voluntários, porque, se Ele pedisse voluntários, ninguém estaria apto a se oferecer. Tudo tem de começar com o próprio Deus. Ele chama.
Ele nos chama por Sua glória e virtude. Ele nos chama por Sua glória. Em outras palavras, quando Ele nos chama, isso não depende da nossa necessidade; depende da Sua glória. Quando Ele chama, nunca ficará satisfeito até que Ele próprio esteja satisfeito, porque é isso que glória significa. Glória é aquilo que Deus é. Glória é o próprio Deus satisfeito.
Portanto, irmãos e irmãs, nós, que somos os chamados de Deus, devemos lembrar que esse é um chamado tremendo, porque não é um chamado segundo aquilo que somos, mas segundo aquilo que Ele é. Somos chamados por Sua virtude. Em outras palavras, nós não temos virtude, mas Ele tem toda a virtude. Ele fez todos os preparativos para nós. Virtude significa aquilo que o próprio Senhor fez por nós.
Paulo disse que Deus o separou desde o ventre de sua mãe e o chamou por Sua graça. Todos nós somos chamados pela graça de Deus. Somos indignos; não merecemos isso. Mas graças a Deus porque Ele nos chamou por Sua graça. Sua graça é maravilhosa. Sua graça é universal. Sua graça é gratuita.
Somos chamados segundo o Seu propósito. Somos chamados para nos tornarmos parte do Seu propósito, para participarmos do propósito eterno de Deus.
Ele nos chamou para sair, e nos chamou para entrar. Ele nos chamou para sair dos nossos pecados, do mundo, do poder do pecado, da nossa carne, da vida do eu, das trevas e do reino das trevas — para entrar no reino do Filho do Seu amor.
Fomos chamados para sair de muitas coisas. Às vezes, não percebemos de quantas coisas fomos chamados a sair e, por não sabermos disso, provavelmente ainda permanecemos nelas. Dito de maneira simples: Deus nos chamou para sair de tudo aquilo que não procede Dele.
Então, Ele nos chamou para entrar em Cristo, nossa justiça; na luz da vida; na vida eterna, na vida de ressurreição; para sermos filhos de Deus; para entrar na comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo; para sermos o Corpo de Cristo; e para participar do Seu propósito eterno.
Portanto, devemos lembrar que, pela graça de Deus, somos os chamados — não por causa daquilo que somos, nem porque merecemos esse chamado. Tudo começa com Deus. Ele nos chama por Sua graça, e realmente damos graças a Deus porque somos os chamados de Deus.
Agora, nesta noite, gostaríamos de prosseguir com o segundo ponto: escolhidos. Não apenas os chamados, mas também os escolhidos.
A palavra escolhidos, considerada por si só — isto é, fora do contexto de Apocalipse 17:14 —, significa algo assim:
Fomos escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo.
É o que encontramos em Efésios 1:4.
Em outras palavras, o chamado acontece agora; a escolha é eterna. Quando o chamado de Deus chega até nós, isso acontece agora. Mas lembremos que, já na eternidade passada, antes da fundação do mundo, antes que Deus lançasse os fundamentos do mundo — antes que o tempo começasse —, Deus já nos havia escolhido em Cristo Jesus.
Essa questão da eleição divina é uma prerrogativa de Deus. Não é algo para discutirmos; é algo diante do qual devemos adorar. Irmãos e irmãs, antes mesmo da fundação do mundo, Deus soberanamente nos escolheu em Cristo Jesus.
Em Romanos 9, o apóstolo Paulo trata dessa questão da eleição divina. Deus diz a Moisés:
Terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia,
e terei compaixão de quem Eu tiver compaixão.
Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, Que Se compadece.
Ora, isso é eleição divina. Dito de maneira simples, a eleição ou escolha divina não depende de nós de modo algum. Não depende daquele que quer. Você pode querer o que quiser, mas isso não acontecerá. Não depende daquele que corre. Você pode correr muito depressa, mas nunca chegará lá. Depende exclusivamente de Deus, Que manifesta misericórdia.
Como Ele manifesta misericórdia? Ele diz:
Terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia.
Em outras palavras, você não pode dizer a Ele que tenha misericórdia deste ou daquele. Deus diz: “Isso cabe a Mim. Se Eu quiser manifestar misericórdia, Eu o farei. Se Eu não o fizer, ninguém poderá Me obrigar a fazê-lo”. Ora, isso é soberania. Isso é Deus. Deus é soberano. Portanto, Ele não precisa prestar contas a ninguém; Ele só responde a Si mesmo. Ele fará tudo o que Lhe agrada, segundo o beneplácito da Sua vontade.
Ele nos escolheu em Cristo Jesus antes da fundação do mundo.
As pessoas gostariam de discutir com Ele; por isso, em Romanos 9, Deus nos dá ilustrações. Embora os dois meninos ainda estivessem no ventre da mãe — não tinham vivido nem um dia sobre a terra —, Deus disse:
O maior servirá ao menor.
Por quê? Porque Deus disse:
Amei Jacó, mas aborreci Esaú.
Podemos dizer que isso é muito pouco razoável. Por quê? Porque esses dois meninos não tinham vivido nem um dia. Não tinham demonstrado qual deles era o melhor. Contudo, Deus disse:
Amei Jacó, mas aborreci Esaú.
Ora, isso é soberania.
Se você quiser continuar discutindo, Deus diz: “Muito bem, vou lhe dar outra ilustração”. Olhe para Israel. “Levantei Israel para ser um vaso de misericórdia, mas levantei Faraó para ser um vaso de ira.” Como você pode explicar isso? A eleição divina, ou escolha divina, é uma prerrogativa de Deus. Não podemos discuti-la. A única coisa que podemos fazer é nos prostrar e adorar.
Graças a Deus, de alguma maneira, em Sua soberania, Ele nos escolheu. Não podemos explicar por quê, mas isso aconteceu.
Acho que a melhor ilustração foi a que D. L. Moody usou. D. L. Moody foi um grande evangelista e, ao ensinar o evangelho, naturalmente encontrou muitos problemas nessa área.
D. L. Moody costumava dizer o seguinte: quando você ouve o evangelho, o que é o evangelho de Jesus Cristo? O evangelho diz: “Quem quiser”. Quem quiser pode vir.
Quem quiser, tome de graça da água da vida.
“Quem quiser” inclui você, seja quem você pense que é.
Se Deus dissesse: “Mike Graham pode vir”, então provavelmente haveria apenas um Mike Graham neste mundo — ou talvez dois com o mesmo nome —, mas todos os demais estariam excluídos. Porém, quando Deus diz: “Quem quiser”, bem, se você entende que isso se refere a você, então se refere a você — a menos que você rejeite. Porque é “quem quiser”; se você quiser, pode vir.
E ele dizia que, quando você vem, entra pelas portas do evangelho. Depois de entrar, olha para trás e encontra, no lado de dentro da porta: “Bem-aventurados vocês que foram escolhidos por Deus”.
Agora, irmãos e irmãs, nós realmente louvamos a Deus e Lhe damos graças. Olhamos para trás e descobrimos que somos os escolhidos de Deus. Deus nos escolheu, sem que houvesse em nós razão alguma para isso. Ora, Ele tem uma razão. É claro que Deus sempre tem uma razão, mas nós não sabemos qual é essa razão, e não precisamos saber. Damos graças a Deus porque somos os escolhidos. Isso é eleição divina.
Deus escolheu a nação de Israel como Seu povo escolhido. Se lermos o Antigo Testamento, encontraremos repetidamente esta expressão: “Meu povo, Meus escolhidos”. Por que Deus escolheu os filhos de Israel? Foi por Sua prerrogativa divina — não porque os filhos de Israel fossem melhores que qualquer outra pessoa. Foi porque Deus os escolheu.
Vez após vez, Deus teve de lembrá-los: “Não pensem que foram escolhidos porque são mais numerosos do que as outras nações. Na verdade, vocês são a menor entre as nações. Mas foi porque Eu os amo que os escolhi. Isso cabe a Mim”. Portanto, eles não deveriam ter sido orgulhosos.
Infelizmente, os filhos de Israel se tornaram muito orgulhosos de si mesmos. Pensavam que eram melhores do que todos os outros. Mas, na realidade, não eram melhores. Foi Deus Quem os escolheu, e eles deveriam ter se humilhado diante do Senhor e amado o Senhor porque haviam sido escolhidos.
O mesmo se aplica a nós hoje. A igreja hoje é uma raça eleita. Deus nos escolheu dentre todas as nações, tribos e línguas. Ele nos fez uma raça eleita, um sacerdócio real e uma nação santa. Por que Ele nos escolheu? Para que anunciemos as virtudes Daquele Que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.
Não temos nada de que nos gloriar. Na verdade, se somos os escolhidos, isso deveria nos humilhar.
Se lermos 1 Coríntios 1, veremos que Deus escolheu as coisas fracas para confundir as fortes. Deus escolheu as coisas loucas para confundir as sábias. Deus escolheu os que são de origem humilde, os desprezados e as coisas que nada são.
Irmãos e irmãs, é isso que somos. A única razão que podemos compreender para Deus nos ter escolhido é que somos loucos, fracos, desprezados e nada somos. Se alguém pensa que é sábio, forte ou alguém importante, desqualifica a si mesmo para ser escolhido.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, saber que somos os escolhidos de Deus deveria realmente nos humilhar. Isso também deveria nos encorajar a amá-Lo mais e a obedecer-Lhe mais.
Agora, não é isso que vou compartilhar nesta noite. Mas acho que preciso estabelecer esse fundamento; caso contrário, vocês poderão pensar que estou sendo um tanto desequilibrado.
Eu disse, logo no início, que escolhidos, considerado por si só, tem esse significado. Deus nos escolheu antes da fundação do mundo. Pessoalmente, quanto mais vivo e sigo o Senhor, mais grato sou pela eleição divina.
Algumas pessoas pensam que essa é uma doutrina horrível, uma verdade horrível. Mas, para mim, é a verdade mais consoladora, porque começo a ver que tudo depende Dele. Realmente não depende de mim. Não há nada mais consolador, nada que nos fortaleça mais, do que saber que Ele nos escolheu em Cristo Jesus para que sejamos santos e irrepreensíveis diante Dele em amor.
Mas, quando essa questão de ser escolhido está ligada a alguma outra coisa — especialmente quando chegamos a Apocalipse 17:14 —, descobrimos que a expressão é “os chamados e escolhidos”. Não é “os escolhidos e chamados”.
Em termos cronológicos, diríamos que são os escolhidos e, depois, os chamados, porque Deus nos escolheu antes da fundação do mundo e, então, no tempo, nos chama por Sua graça. Essa deveria ser a ordem. Mas aqui vemos que o Espírito Santo inverte essa ordem. Ele diz: “Os chamados e, depois, os escolhidos”. Quando essas duas coisas são colocadas nessa ordem, sabemos que há algo mais ali.
Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
Há algo além de ser escolhido antes da fundação do mundo. Há algo nessa questão de ser escolhido em que estamos profundamente envolvidos.
Nosso Senhor Jesus, em Mateus 20, nos contou uma parábola. Se você ler Mateus 19, conhecerá o contexto dessa parábola. Um jovem veio ao Senhor Jesus buscando a vida eterna. Ele estava realmente interessado. Era um bom jovem, de elevada conduta moral, e veio diante do Senhor e disse:
Que farei para herdar a vida eterna?
Nosso Senhor Jesus disse:
Por que Me chamas bom? Ninguém há bom senão Um, que é Deus.
O jovem pensava que era bom, mas não suficientemente bom. O Senhor lhe perguntou a respeito dos mandamentos e lhe falou sobre a segunda tábua dos mandamentos. O jovem disse:
Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade.
O Senhor olhou para ele e o amou. O Senhor disse:
Se queres ser perfeito, vende tudo, vem e segue-Me.
Esse jovem era muito rico. Ele não queria abrir mão de suas riquezas. O Senhor sabia que esse era o impedimento que o impossibilitava de vir e segui-Lo. O Senhor realmente queria que ele viesse e O seguisse, mas, a menos que se desfizesse de suas riquezas, não conseguiria vir e seguir o Senhor. O jovem foi embora triste.
Nosso Senhor Jesus disse:
É difícil entrar um rico no reino dos céus.
Quando os discípulos ouviram isso, ficaram espantados. Pensavam que os ricos podiam entrar no reino mais facilmente do que os pobres. Se os ricos não podiam entrar, quem poderia?
O Senhor Jesus disse:
Aos homens é isso impossível; mas a Deus tudo é possível.
Então Pedro veio e disse:
Senhor, eis que nós deixamos tudo e Te seguimos. Que receberemos, pois?
Foi em resposta a isso que nosso Senhor Jesus contou essa parábola.
A parábola fala de um proprietário que tinha uma vinha. De manhã bem cedo, ele saiu para contratar trabalhadores. Havia trabalhadores ali, esperando ser contratados, e eles negociaram. Acertaram o salário de um denário por dia — o pagamento de um dia de trabalho. Então, entraram em sua vinha e começaram a trabalhar.
À terceira hora, por volta das nove horas da manhã, o proprietário saiu novamente e viu pessoas que ainda estavam ali. Ele precisava de mais trabalhadores, por isso disse:
Ide também vós para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo.
Então, foram para a vinha.
À sexta hora, ao meio-dia, ele contratou mais pessoas. À nona hora, às três horas da tarde, contratou outras. Depois, às cinco horas, a décima primeira hora — apenas uma hora antes do fim do dia —, ainda viu pessoas sem trabalhar. Perguntou:
Por que estais ociosos todo o dia?
Eles disseram:
Porque ninguém nos contratou.
Ele disse:
Ide vós também para a vinha.
Eles trabalharam durante uma hora.
Às seis horas, o dono disse ao seu administrador:
Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.
Os que haviam trabalhado uma hora receberam um denário — o pagamento de um dia de trabalho.
Então, os que haviam chegado antes — às três horas, ao meio-dia, às nove horas e, especialmente, os que tinham chegado de manhã bem cedo e suportado o calor do dia — também receberam um denário. É claro que murmuraram. Disseram: “Isso é injusto. Nós trabalhamos o dia inteiro, mas essas pessoas trabalharam uma hora. Por que o senhor lhes dá um denário? Deveríamos receber mais”.
O dono disse: “Não combinamos um denário? Vocês receberam o que pediram, então vão. Não fiquem descontentes porque sou mais generoso com aqueles que trabalharam apenas uma hora. Se quero lhes dar esse salário, isso cabe a mim”.
Ao concluir a parábola, o Senhor disse:
Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros, os últimos:
porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
Entendemos o que isso significa? Aqui vemos que todas essas pessoas foram chamadas para a vinha. Nas Escrituras, a vinha fala de trabalho — da obra e do serviço de Deus. Todos nós somos chamados para o serviço de Deus.
Irmãos e irmãs, não pensem que apenas alguns servem a Deus. Na verdade, todos os filhos de Deus são chamados para a Sua vinha. Todos nós somos servos de Deus. Quando Deus libertou os filhos de Israel do Egito, Ele disse:
Deixa ir o Meu povo, para que Me sirva.
Em outras palavras, não somos libertos para viver para nós mesmos ou servir a nós mesmos. Somos libertos para servir a Deus, para servir ao Seu propósito. Portanto, em certo sentido, todos nós estamos envolvidos na obra de Deus e no Seu serviço.
Mas vocês percebem uma diferença. Algumas pessoas, quando entram na vinha, negociam um preço. Em outras palavras, trabalham para Deus, mas, na realidade, estão trabalhando para si mesmas. Trabalham em benefício próprio.
Deus, em Sua misericórdia, dará a você aquilo que você merece receber. Mas então encontramos os últimos que entraram. O proprietário nunca lhes disse o que lhes daria — nem se lhes daria alguma coisa. Essas pessoas entraram e trabalharam para o proprietário. Não trabalharam para si mesmas. Não houve negociação.
Elas simplesmente vieram porque o proprietário disse: “Venham trabalhar”, e elas vieram e trabalharam. Trata-se de servir ao próprio Senhor, não de servir pelo salário que o Senhor oferece. Ora, essa é a diferença.
Na vinha de Deus, muitos são chamados. Somos chamados para o serviço de Deus. Mas muitos são chamados; poucos são escolhidos. Os escolhidos são aqueles que realmente trabalham para o Senhor, e não para si mesmos. Exteriormente, todos estão trabalhando para o Senhor, mas, na realidade, há uma diferença.
Então, em Mateus 22, o Senhor usou outra parábola e a encerrou com a mesma conclusão. É a parábola de uma festa de casamento. Um rei preparou uma festa de casamento para seu filho. Seu filho ia se casar, e ele convidou pessoas para comparecer.
Quando chegou a hora da festa, ele enviou seus servos para chamar os convidados que havia convidado. Mas todos tinham desculpas. Não queriam vir. Foram convidados, mas não vieram.
Não só isso: chegaram a espancar e matar os mensageiros. Finalmente, o rei disse: “Essas pessoas não são dignas de participar da festa de casamento do meu filho, e esses assassinos devem ser julgados”. Então, enviou seus servos pelas estradas principais e secundárias, junto às cercas e por toda parte, para trazer pessoas e encher o salão.
Então o rei entrou para olhar os convidados e viu um homem sem veste nupcial. Disse:
Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial?
Ora, poderíamos dizer: “Essas pessoas vieram da rua. Onde conseguiriam uma veste nupcial?”. Mas o homem ficou sem palavras.
O rei disse:
Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores.
Isso porque ele não era digno da festa. O Senhor concluiu dizendo:
Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
Entendemos essa parábola? Às vezes, usamos essa parábola na pregação do evangelho, e podemos usá-la. Mas, na verdade, vemos que ela está no próprio centro da mensagem do evangelho. O que é o evangelho? O evangelho é que Deus está preparando uma festa de casamento para Seu Filho.
Agora, onde está a noiva? Em nenhum lugar dessa parábola você vê a noiva. Você vê apenas aqueles que vêm participar da festa de casamento. Mas é aí que está o mistério. Individualmente, vocês são os convidados para a festa de casamento; coletivamente, vocês são a noiva.
É como em Mateus 25, onde encontramos as dez virgens: cinco insensatas e cinco prudentes. Onde está a noiva? As prudentes entram na festa de casamento, e as insensatas ficam impedidas de entrar. Individualmente, somos virgens; coletivamente, somos a noiva.
Esse é realmente o centro do evangelho. Deus está chamando pessoas para a festa de casamento. Se responderem a esse chamado e vierem à festa, descobrirão que são a noiva do Filho de Deus.
Mas muitos são chamados; muitos são convidados. O convite é universal, mas eles não vêm. Desprezam o Rei. Desprezam a ocasião, porque o Filho não é precioso aos seus olhos. Não querem ter parte alguma com o Filho.
Graças a Deus, aqueles que realmente nada são — as pessoas nas estradas secundárias, nas estradas principais e junto às cercas — são trazidos para dentro por Sua graça. Nós estamos entre eles.
Antigamente, quando um rei oferecia uma festa, especialmente uma festa de casamento, preparava vestes nupciais para todos os convidados. Esse era o costume naqueles dias. Se você fosse convidado para a festa, ao entrar, vestiria a roupa que ele havia preparado para os convidados. Isso o tornava apto a se assentar à mesa da festa.
Aqui havia um homem que veio, mas pensou que sua roupa era suficientemente boa. Não viu razão para vestir a roupa que o rei havia providenciado para a ocasião. Por causa disso, foi lançado fora.
Quando você relaciona isso a Apocalipse 19, vê que chegaram as bodas do Cordeiro. Quem são os convidados, e quem é a noiva? A noiva já se preparou, e foi-lhe concedido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro, porque o linho fino são os atos de justiça dos santos.
Irmãos e irmãs, precisamos usar várias vestes. Quando nos achegamos ao Senhor Jesus e O aceitamos como nosso Salvador, Deus nos veste com a melhor roupa. O filho pródigo voltou, e precisou ser vestido com a melhor roupa, porque, sem ela, não poderia se assentar à mesa. Isso fala de Cristo, nossa justiça.
Quando nos achegamos a Deus, a primeira coisa que Ele faz é tirar os nossos trapos imundos, porque todas as nossas justiças são como trapos imundos. Em lugar disso, Ele nos reveste de Cristo como nossa justiça. Essa é a melhor roupa, e todos nós a temos. Mas precisamos de algo além disso.
Não precisamos apenas de Cristo como nossa justiça, que nos dá nossa posição diante de Deus; em nossa vida diária, o Espírito Santo está tecendo uma veste bordada em nossa vida.
No Salmo 45, a rainha está pronta. Ela está vestida com uma roupa trabalhada em ouro e, sobre essa roupa trabalhada em ouro, há uma veste bordada. Ora, essa é a veste nupcial.
A roupa trabalhada em ouro fala de Cristo como nossa justiça. A veste bordada fala dos atos de justiça dos santos.
Não temos justiça própria. Essa justiça foi retirada, e fomos revestidos de Cristo como nossa justiça. Isso nos dá nossa posição diante de Deus. Mas isso não é suficiente para irmos à festa de casamento.
Ser apenas salvo não é suficiente para participar da festa de casamento. Em sua vida diária, você precisa permitir que Deus o revista da veste nupcial, e essa veste é a justiça dos santos.
O que isso significa? Significa que, dia após dia, o Espírito Santo costurará e tecerá Cristo — o Seu caráter — em sua vida. Isso é transformação: conformar você à imagem do Seu Filho amado. É isso, naturalmente, que o torna apto a ser Sua noiva.
Quem pensa que, por ser salvo, tem todo o direito de participar daquela festa de casamento talvez encontre uma surpresa à sua espera. Você precisa ser apto a corresponder a Ele. Para ser a noiva do Filho de Deus, você precisa ter o caráter e a vida Dele desenvolvidos, incorporados e trabalhados em seu interior — tecidos pelo Espírito Santo.
O Espírito Santo é um tecelão divino de imensa paciência. Bordar é um trabalho que exige muita paciência, e como Ele é paciente ao tecer Cristo em nossa vida!
A veste nupcial que esses convidados vestem é a veste nupcial da noiva — a mesma veste. Coletivamente, somos a noiva; individualmente, somos os convidados, ou as virgens prudentes.
Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
Aqui vemos que essa questão de ser escolhido tem algo a ver com nossa resposta à graça de Deus. O chamado é universal, mas a escolha é específica. O chamado é incondicional, mas a escolha, aqui, é condicional. Sim, ela é condicional.
Graças a Deus, somos chamados por Sua graça. Mas, irmãos e irmãs, ainda resta a questão de sermos ou não os escolhidos.
Vamos usar Moisés como ilustração. É claro que, antes mesmo de Moisés nascer, Deus já o havia escolhido. Não há problema algum quanto a isso.
Moisés nasceu na pior das épocas. Nasceu para morrer. Nasceu com a sentença de morte sobre si. Quando ele nasceu, Faraó já havia emitido um decreto real determinando que todo menino nascido entre os filhos de Israel fosse lançado no rio e afogado. Moisés nasceu sob a sentença de morte.
Mas ele havia sido escolhido por Deus antes mesmo da fundação do mundo. Com Sua mão soberana, Deus o preservou, e ele foi criado no palácio do Egito.
Precisamos lembrar que o Egito, naquela época, era o maior império do mundo — o mais civilizado e culto. Moisés foi criado no palácio.
À medida que crescia, ele sabia disso em seu coração. Evidentemente, quando sua mãe o amamentava, deve ter transmitido àquela criança um senso de destino: “Deus preservou você de maneira milagrosa, com um propósito. Não se esqueça desse propósito”.
Desde a infância, ele compreendia. Enquanto crescia no palácio e aprendia toda a ciência do Egito, essa percepção interior crescia com ele. Percebia que Deus havia preservado sua vida por uma razão e com um propósito: libertar seus irmãos.
Mas, aos quarenta anos, ele teve de fazer uma escolha. Poderia escolher continuar vivendo no palácio e desfrutando de todos os luxos do Egito. Tudo isso estava ao seu alcance.
A história secular nos diz que Moisés, naquela época, era um grande general no Egito. Ele tinha a possibilidade de se tornar o próprio Faraó, sucedendo ao trono.
Moisés, aos quarenta anos, teve de fazer uma escolha: continuaria sendo o filho da filha de Faraó, herdaria finalmente o trono e desfrutaria de todos os prazeres do Egito; ou escolheria se identificar com os filhos de Israel, que estavam em cativeiro como escravos?
Era uma escolha muito difícil. Se escolhesse continuar sendo o filho da filha de Faraó, ele era chamado, mas nunca cumpriria o propósito de Deus. Porém, se escolhesse estar com o povo de Deus, sofreria, mas cumpriria o chamado de Deus.
Agora, irmãos e irmãs, aqui encontramos uma escolha tremenda. Deus escolheu você, mas você O escolheu?
Ele escolheu você com um propósito. Mas, se você não O escolher durante sua vida, não cumprirá esse propósito. É aqui que entra a questão de ser escolhido. Se você O escolher, então será um dos escolhidos.
Moisés escolheu antes ser maltratado com o povo de Deus do que desfrutar dos prazeres passageiros do pecado, considerando o vitupério de Cristo uma riqueza maior do que os tesouros do Egito. Que escolha!
Você sabe por que ele pôde fazer essa escolha? Ele viu Aquele Que é invisível. Foi por isso.
Não foi uma questão de pesar essas duas coisas e, por fim, fazer uma escolha. Ninguém pode pesar essas duas coisas e fazer essa escolha. Se as pesar, todo mundo escolherá o prazer do pecado e as riquezas do Egito — não o vitupério de Cristo, nem o sofrimento do povo de Deus. Ninguém é tolo o suficiente para fazer esse tipo de escolha.
Mas Moisés fez a escolha certa. Por quê? Ele viu Aquele Que é invisível. Em seu espírito, podemos dizer, ele viu Cristo.
Irmãos e irmãs, ele disse que preferia o vitupério de Cristo. Ele viu Cristo, assim como Abraão. Abraão viu o dia de Cristo, e isso lhe deu fé para prosseguir. Moisés viu o Invisível.
Nosso problema não é que não saibamos. Em certo sentido, sabemos. Mas não vemos. Esse é o nosso problema. Não vemos Cristo. Não O vemos.
Se realmente O virmos, irmãos e irmãs, o que são as riquezas do Egito? Não são nada. A questão é que você precisa ver Aquele Que é invisível.
Oh, que Deus nos permita ver o Seu Cristo! Se, em nosso espírito, realmente O virmos, descobriremos que até mesmo o vitupério de Cristo é melhor do que as riquezas do Egito — sem falar na glória de Cristo.
Isso faz toda a diferença. Porque Moisés escolheu Deus, foi escolhido por Deus para cumprir o propósito de Deus nesta vida.
O mesmo se aplica a Paulo. Deus o havia escolhido e separado desde o ventre de sua mãe, embora ele não soubesse disso.
Então, no caminho para Damasco, Deus o chamou por Sua graça. Mas aqui vemos que Deus o escolheu para ser apóstolo. Por quê? Porque Deus o considerou fiel.
Em outras palavras, ele também havia feito uma escolha. Irmãos e irmãs, durante nossa vida, mais cedo ou mais tarde — e é melhor que isso aconteça no início da vida cristã —, precisamos chegar a um momento decisivo. Precisamos chegar a um ponto em que fazemos uma escolha, escolhendo Deus em vez do mundo.
Se você fizer essa escolha, então, graças a Deus, será um dos escolhidos. Ele usará você para cumprir o chamado com o qual o chamou.
Isso é Romanos 12. Em Romanos 12, o apóstolo Paulo diz:
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus,
que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus,
que é o vosso culto espiritual.
Depois de recebermos todas as misericórdias de Deus que vemos em Romanos 1 a 11 — quanta compaixão, quanta misericórdia, quanta graça, quanto amor Deus derramou sobre nós! —, o que deveria acontecer? Depois de recebermos tudo isso, o Senhor diz: “Agora, vocês precisam fazer uma escolha”.
Apresentem o corpo de vocês como sacrifício vivo. Depois que vocês recebem todas as misericórdias de Deus, essas misericórdias vêm sobre vocês por uma razão e com um propósito. Mas, para que esse propósito seja cumprido, vocês precisam apresentar o corpo como sacrifício vivo a Deus.
Você pode receber todas essas misericórdias de Deus e ainda guardar seu corpo para si mesmo — isto é, pode viver para si mesmo. Você pode fazer isso. Mas isso não é razoável.
Se você for razoável, ou se for espiritual, então o que precisa fazer é apresentar seu corpo como sacrifício vivo. Isso significa que você escolhe Deus.
Um sacrifício vivo não significa que você faz alguma coisa para Deus. Um sacrifício vivo significa que você está à disposição Dele. Você permite que Ele faça em sua vida tudo o que quiser e tanto quanto quiser.
Essa escolha precisa ser feita. É por isso que costumamos dizer que a consagração é a primeira experiência espiritual.
Depois que somos salvos, a primeira experiência espiritual é a consagração. Se isso não acontecer, você ainda não começou sua jornada espiritual.
Para ser escolhido, você precisa apresentar seu corpo como sacrifício vivo. Então, verá que sua mente será renovada e começará a apreciar a perfeita vontade de Deus. Caso contrário, amará o mundo e terá medo da vontade de Deus.
Podemos ilustrar isso de muitas maneiras nas Escrituras. Por exemplo, quando Deus libertou os filhos de Israel do Egito e os levou ao Sinai, ali, no monte Sinai, Ele declarou a razão pela qual os havia libertado.
Às vezes, somos salvos, mas não sabemos por que Deus nos salvou. Talvez pensemos que Ele nos salvou porque queria que fôssemos livres. Mas isso não é suficiente.
Os filhos de Israel foram libertos da escravidão. Eram pessoas livres e provavelmente diriam: “Graças a Deus, somos livres. Agora podemos fazer o que quisermos”.
Então, no monte Sinai, Deus lhes declarou por que os havia libertado. Disse: “Quero fazer de vocês um reino de sacerdotes. Vocês foram salvos para Me servir”.
Toda a vida de um sacerdote não é para si mesmo. Ele não tem herança entre as tribos de Israel, porque Deus é sua porção. Ele serve a Deus durante toda a vida. Deus é toda a sua vida.
Israel deveria ser uma nação de sacerdotes: os idosos e os jovens, os homens e as mulheres — toda a nação deveria ser um sacerdócio para Deus. Mas, infelizmente, eles adoraram o bezerro de ouro, e toda a nação foi desqualificada.
Muitos foram chamados, mas parecia que nenhum havia sido escolhido. Porém, graças a Deus, alguns foram escolhidos. Como? Moisés se colocou à entrada do acampamento, porque o acampamento estava contaminado. Deus já não estava no acampamento.
A partir daquele momento, Moisés transferiu a tenda para fora do acampamento, porque o acampamento estava contaminado. Ele se colocou à entrada do acampamento e disse:
Quem é do Senhor, venha a mim.
A tribo de Levi saiu.
A tribo de Levi era tão culpada quanto as outras tribos. Eles também haviam sido desqualificados juntamente com as outras tribos. Mas aqui vemos que escolheram Deus.
Eles escolheram Deus, contrariando a si mesmos. Entraram no acampamento e mataram quem encontraram. Em sentido espiritual, isso significa que negaram a si mesmos, tomaram sua cruz e seguiram o Senhor. Ao fazerem isso, foram escolhidos para ser sacerdotes.
Há uma razão para isso. Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.
Ainda assim, vemos que Deus, em Seu desejo de que cumpramos esse propósito, abriu uma porta. Essa porta está em Números 6.
Todos os filhos de Israel haviam sido desqualificados para ser sacerdotes e servir a Deus — apenas a tribo de Levi e a casa de Arão podiam servir dessa maneira. Mas, ainda assim, graças a Deus, havia alguns cujo espírito era movido pelo amor de Deus, e eles desejavam muito servir a Deus.
Como poderiam fazer isso? Poderiam fazer um voto de nazireu. Essa é a porta aberta. Todos poderiam fazer isso — homem ou mulher, qualquer pessoa poderia fazê-lo.
Se você fosse constrangido pelo amor de Cristo e quisesse se dedicar a Deus, poderia fazer um voto de nazireu por um mês, por um ano ou por toda a vida. O voto de nazireu envolve um período de tempo. Durante esse período, você vive para Deus. Não vive mais para si mesmo.
Como Samuel, você poderia ser nazireu por toda a vida. Ao fazer o voto de nazireu, entrava no serviço. As regras que regiam o voto de nazireu eram as mesmas que regiam o sumo sacerdote. Você não podia tocar em um cadáver, e assim por diante. Eram as regras daqueles que serviam a Deus.
Isso mostra quanto Deus deseja que nós, que fomos escolhidos antes da fundação do mundo e chamados por Sua graça, cumpramos nosso chamado. Se tão somente O escolhermos, seremos os escolhidos.
Novamente, em Deuteronômio 15, se um hebreu empobrecesse e se vendesse a outro hebreu, serviria ao seu senhor durante seis anos. Depois de seis anos, poderia sair livre.
Mas, se esse escravo dissesse: “Amo meu senhor. Não quero sair livre”, eles o levariam à ombreira da porta e furariam sua orelha. Com essa marca, ele se tornava um escravo por amor durante toda a vida.
Você pode servir por obrigação, ou pode servir por amor.
Cada episódio no livro de Juízes ilustra isso — como o de Gideão e os trezentos. Trinta e dois mil homens se reuniram com Gideão para lutar contra os midianitas. Mas Deus disse: “Não posso libertar os filhos de Israel com esse grupo, porque eles podem pensar que foram eles que fizeram isso”.
Então Gideão disse: “Quem tiver medo no coração pode voltar”. Vinte e dois mil foram embora, e apenas dez mil permaneceram. Deus disse: “Ainda são muitos. Vá ao rio e veja como bebem água”.
Alguns se ajoelharam para beber, e outros levaram a água à boca com as mãos. Apenas trezentos fizeram dessa maneira. Em outras palavras, estavam em tempo de guerra e permaneciam alertas. Se você se ajoelha para beber e o inimigo chega, está perdido. Mas, se leva a água à boca com as mãos, permanece preparado o tempo todo, pronto o tempo todo.
Esses trezentos foram usados por Deus. Eles eram os escolhidos.
Portanto, irmãos e irmãs, graças a Deus, somos os chamados. Isso é incondicional. Mas somos os escolhidos? Deus escolheu você, mas você O escolheu?
Com base em sua resposta a Ele, você se tornará um dos escolhidos.
Aqui, mais uma vez, precisamos estar diante do Senhor e deixar que Seu amor nos constranja, para que realmente O escolhamos em vez de escolher qualquer outra coisa.
Quando fizerem isso, vocês serão os escolhidos. Serão as pessoas que Deus poderá usar para cumprir o Seu propósito.
Querido Pai celestial, realmente queremos Te agradecer e Te louvar porque nos escolheste em Cristo Jesus, antes mesmo da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis diante de Ti em amor.
Agradecemos-Te porque nos escolheste, mas agora estás nos chamando a escolher a Ti. Senhor, pedimos que fales a cada um de nós. Se ainda não Te escolhemos, Senhor, usa o Teu amor para nos constranger, para que realmente apresentemos nosso corpo como sacrifício vivo e permitamos que realizes o Teu propósito em nossa vida.
Senhor, oramos para que nenhum de nós aqui descubra, um dia, que não está entre os chamados, os escolhidos e os fiéis. Simplesmente olhamos para Ti, esperando a Tua misericórdia sobre nós. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.