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    Unsearchable Riches Of Christ #2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Unsearchable Riches Of Christ #2
    Unsearchable Riches Of Christ #2
    Austin-Sparks, T.

    O Espírito Santo como Espírito da Graça

    Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e inescrutáveis os Seus caminhos!

    A mim, o menor de todos os santos, foi dada esta graça: anunciar aos gentios as insondáveis riquezas de Cristo.

    As insondáveis riquezas de Cristo. Tendo observado que essa palavra, “riquezas”, está ligada a várias coisas no Novo Testamento, começamos uma meditação sobre algumas dessas relações. As riquezas da Sua graça.

    Dissemos um pouco sobre o caráter fundamental da graça, algo sobre as obras da graça e as obras da lei. E prosseguimos considerando a obra da graça de Deus: concluir Sua obra em favor do homem antes mesmo de o homem entrar em cena e, então, chamar o homem para a obra que Deus já concluiu. Essa é a graça de Deus.

    O Espírito Santo como Espírito da Graça

    Agora, vamos parar por alguns minutos e considerar a atuação do Espírito Santo como Espírito da graça. Vocês sabem que o Espírito Santo é chamado de Espírito da graça.

    O que significa dizer que o Espírito Santo é o Espírito da graça? É isso que o Espírito Santo é, e é assim que Ele vem a nós. O Espírito Santo nos é dado gratuitamente, mediante a fé, como Espírito da graça. Aqui está a graça de Deus.

    Nunca conquistamos nem merecemos o Espírito Santo. Ele é dado gratuitamente, mediante a fé. E, embora isso possa parecer repetição e insistência no mesmo ponto, quero realmente que esta verdade nos impressione: o Espírito Santo, dado gratuitamente e como Espírito da graça, traz de Deus para nós tudo o que a graça significa.

    Temos o Espírito Santo em nós. Temos, nEle mesmo, em Sua própria Pessoa e presença, tudo o que a graça divina significa. Ele é esse Espírito da graça.

    A Livre Iniciativa de Deus

    Agora, com Ele, temos a livre ação de Deus. A livre ação de Deus. A Bíblia começa de uma maneira muito simples, tão simples que vocês mal percebem. Algo está escrito, registrado; vocês leem e mal percebem o que acabaram de ler.

    A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo. E o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas.

    E vocês seguem adiante. Que mérito havia naquela condição para a presença e a ação do Espírito Santo? Toda a iniciativa era do Espírito de Deus.

    Diante de um estado e de condições inteiramente contrários a Ele, esse pairar era algo muito ativo, muito vigoroso, muito positivo. Em uma palavra, o Espírito de Deus pairando sobre aquele estado de coisas era a presença de Deus para mudar toda a situação, porque Deus queria mudá-la. Simplesmente isso: Deus queria que ela fosse mudada, e Ele tomou a questão em Suas mãos.

    Não havia apenas falta de mérito, mas muito demérito. Não sabemos. Tem-se conjecturado, talvez feito suposições — talvez suposições corretas — de que aquele estado de coisas se devia a algum juízo que havia sobrevindo à criação. Não precisamos especular sobre isso.

    Havia um estado inteiramente contrário à vontade de Deus, e aquele estado nada podia fazer por si mesmo. A livre ação: simplesmente a iniciativa e a ação livres, voluntárias e imerecidas do Espírito de Deus.

    Agora, queridos amigos, vocês e eu estamos aqui, e há multidões na mesma condição que nós, como crentes — filhos de Deus nascidos de novo —, que diriam: “Somos uma nova criação em Cristo”. Como isso aconteceu?

    Subimos ao céu para chamá-Lo a descer? Descemos ao abismo para trazê-Lo para cima? Fomos aos confins da terra para encontrá-Lo e persuadi-Lo? Na verdade, não fizemos nada disso.

    Estamos onde estamos e somos o que somos por uma ação inteiramente independente de qualquer coisa que tenhamos feito a esse respeito. Ele fez isso. Ele fez isso. Nada fizemos para que acontecesse. De fato, nossa condição era inteiramente contrária ao pensamento e à vontade de Deus; ainda assim, Ele tomou a iniciativa e fez isso pelo Seu Espírito.

    Esse é o Espírito da graça, vejam: tomando as coisas em Suas mãos, tomando as coisas em Suas mãos para dar início a algo, para que as coisas não sejam como eram, mas como Deus pretendia e pretende que sejam.

    Talvez demos pouco valor à nossa salvação, talvez a tratemos como algo garantido demais. São aquelas pessoas que melhor conhecem, e mais profundamente, o caos que eram, as trevas em que estavam, a desordem que havia em sua vida — são essas pessoas, que melhor sabem disso, que sabem que sua salvação não resultou de nada que tenham feito. Foi a livre ação do Espírito da graça.

    Tudo isso o Espírito Santo nos trouxe. Ele trouxe Deus a nós. Ele é Deus, e Deus trouxe Deus a nós. Mas o que isso significa? Em outras palavras, quais são as riquezas da Sua graça?

    O Espírito da Graça como Poder de Deus

    Antes de tudo, como Espírito da graça, vindo a nós como Deus, Ele vem como o poder de Deus à nossa vida para fazer tudo o que Deus deseja que seja feito. Essa é uma afirmação simples, mas Ele veio para fazer isso.

    Não há mais participação nossa nisso do que houve na primeira criação natural, material, na realização daquela mudança. Não se preocupem com isso. É o poder de Deus que tomou essa questão em Suas mãos.

    Será que isso é tão corriqueiro que não desperta nenhuma resposta em nosso coração? Não estamos cada vez mais, e sempre mais, conscientes de que, quer isso já tenha sido feito, esteja sendo feito ou ainda tenha de ser feito, é pelo poder de Deus?

    Que poder? Que poder! Meu Deus, que poder! É mesmo um poder? Bem, talvez vocês tenham alguma experiência que lhes permita dizer: “Sim, eu sei”. Quando temos de atuar neste mundo em que o Senhor não é conhecido, nem reconhecido, nem aceito — aparentemente, não somos bem-vindos —, vocês percebem que as trevas são um poder terrível.

    As trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos. Eles estão em trevas, e o que vocês podem fazer a respeito? Podem falar. Podem fazer tudo o que estiver ao seu alcance. Mas não podem romper isso até que o Espírito de poder, como Espírito de luz, irrompa naquele domínio.

    É necessário o poder de Deus. As trevas são um poder terrível. Se isso é verdade deste lado do mundo, onde tanta luz foi dada, tanta verdade foi dada e há tanta tradição cristã, vão ao outro lado do mundo. Vão àqueles lugares de trevas.

    Basta estar em um lugar assim, em um país como a Índia, numa região que o evangelho não alcançou, e vocês podem sentir as trevas. Elas são reais. São verdadeiramente malignas.

    Vocês podem senti-las no mundo tradicionalmente cristão. Nunca me esquecerei da minha primeira visita à cidade de Roma. Querendo conhecer os vários lugares, fui ao Coliseu para ver o lugar onde os cristãos eram lançados aos leões, e fui aqui e ali. Depois, entrei na Basílica de São Pedro.

    E, sabem, não consegui ficar. Depois de muito pouco tempo, tive de sair. Pensei: “Ah, estou passando mal fisicamente!”. Uma terrível sensação de morte me atingiu fisicamente. Fiquei aliviado por sair daquele lugar.

    Há uma atmosfera de morte, de trevas para o espírito. Isso é verdade ali. Como digo, vocês vão a outras partes do mundo e quase podem cortar as trevas, de tão densas que são. É algo terrível.

    Quando o Espírito de Deus, o Espírito de luz, entrou naquelas trevas que estavam sobre a face do abismo, estava lidando com um poder terrível. Era necessário exercer o infinito poder de Deus para romper o domínio daquele poder.

    E disse Deus: Haja luz; e houve luz.

    A palavra do Seu poder. Ah, que o clamor e o anseio do nosso coração sejam por conhecer cada vez mais esse poder em Sua Palavra. Sim, se a menor parcela de todo o Seu povo conhecesse o verdadeiro poder de Deus, algo aconteceria. Algo aconteceria. Seria uma nova ação de Deus ao falar.

    É por isso que o Senhor Jesus é chamado de Verbo. Porque, onde Ele chega, algo acontece. Algo acontece. O diabo foi exposto quando Ele esteve aqui e clamou:

    Bem sei Quem és: o Santo de Deus.

    O inferno sentiu o impacto do Verbo. Os homens clamavam em Sua presença.

    Mas as trevas são um poder terrível. A desagregação da nossa humanidade é algo terrivelmente forte. Todos os dias, quase a cada momento de nossa vida, nos deparamos com essa ruína da humanidade que é nossa: seu colapso, sua desordem, sua desintegração, sua desagregação.

    Sabemos que nossa humanidade está em ruínas. O tempo todo tentando reerguê-la, edificá-la e sustentá-la, sabemos que isso é um poder — uma desordem terrível, um caos dentro de nós.

    O Espírito de Deus veio por Sua própria iniciativa, como Espírito de poder, para lidar com aquilo com que nenhum outro poder neste universo poderia lidar — para transformá-lo. E é nessa condição que estamos na nova criação. É isso que o Espírito de Deus assumiu fazer conosco.

    E certamente não há ninguém aqui nesta noite que não faça eco às palavras do apóstolo:

    Guardados pelo poder de Deus.

    Vocês sabem que não seriam cristãos hoje, não estariam prosseguindo com o Senhor, não estariam permanecendo fiéis, se não fosse pelo poder de Deus que os guarda em um mundo como este. Há um poder tão grande contra aquilo que é do Senhor.

    Portanto, esse é o Espírito da graça, vejam. Ele veio para assumir tudo isso. O Espírito Santo, como Espírito da graça, é o guardião do propósito divino. Ele assumiu a responsabilidade de realizar o objetivo de Deus.

    Ah, graças a Deus por isso. Conhecendo a nós mesmos e as forças terríveis que existem em nossa natureza, conhecendo o mundo, ou algo dele, e as forças terríveis que estão à solta neste mundo, e conhecendo o diabo, ou algo de seu ódio implacável e de sua oposição ao que é de Deus — qualquer coisa que seja de Deus —, dizemos: “Bem, a única possibilidade é que o Deus Todo-Poderoso faça isso, cuide disso”.

    E esse é o Espírito da graça, que veio para assumir isso, para fazê-lo: a livre ação do Espírito Santo.

    Lemos o capítulo 16 de João. O Senhor diz:

    Eu vou embora. Agora Me vedes; não Me vereis mais. Se Eu não for, o Consolador não virá; mas, se Eu for, Eu O enviarei a vós.

    E então segue dizendo o que Ele fará, o que Ele fará, quando vier, quando vier, quando vier.

    Tudo é tão natural, tão sem esforço, vejam. Simplesmente vai acontecer. Ele está vindo e fará isto e aquilo. É só isso: Ele está vindo.

    Eu O enviarei.

    Nós lemos isso. Conhecemos o conteúdo da Palavra, mas percebemos que isso simplesmente significa que o Espírito Santo está assumindo tudo o que Cristo veio iniciar, para levá-lo até o fim? Ele simplesmente vai fazê-lo. Foi para isso que Ele veio como Espírito da graça.

    Graça significa Deus fazendo conosco tudo o que Deus pode fazer, sem exigir qualquer mérito ou qualquer pagamento. O Espírito Santo é o Espírito dessa graça, como poder de Deus. Essa é uma das riquezas: as riquezas do Seu poder por meio da graça.

    A graça tem muitas faces no Novo Testamento, e uma dessas faces, ou aspectos, da graça é uma energia. É uma energia. É um poder. É uma força em nossa vida.

    Foi dado ao apóstolo um mensageiro de Satanás para o esbofetear. E, embora estas não sejam as palavras que o apóstolo usou, foi isso que ele quis dizer: “Clamei ao Senhor: ‘Tira isso de mim, porque não consigo suportar. Não vou conseguir prosseguir com isso. Não vou conseguir chegar ao fim. Isso é demais. Isso é forte demais. É um fardo grande demais para ser colocado sobre minha vida’”.

    E Ele me disse:

    A Minha graça te basta.

    A Minha graça te basta; o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.

    A graça é apresentada em contraposição à incapacidade que o apóstolo reconhecia em si mesmo para prosseguir com aquilo que lhe havia sido exigido, com aquilo que havia sido colocado sobre ele.

    Sua reação natural foi: “Eu simplesmente não consigo. Se tiver de conviver com isso, não vou conseguir”. Ele disse: “Pedi a Ele três vezes: ‘Então, tira isso de mim. Tira isso, tira isso. É impossível’”. Ele respondeu:

    A Minha graça te basta.

    Tudo é possível à graça. Ela é um poder, vejam. É um poder, uma energia na vida. Nós sabemos disso em alguma medida, não é? Muitas vezes dissemos: “Se não fosse pela graça de Deus, eu teria agido de maneira muito diferente”. Se não fosse pela graça de Deus. A graça me sustentou, a graça me guardou, a graça me ajudou.

    O Espírito da Graça como Espírito de Sabedoria

    O poder de Deus é o Espírito da graça. Mas é aqui que as riquezas começam a se revelar. Ele é chamado de Espírito de sabedoria — Espírito de sabedoria.

    Mais adiante, teremos algo mais a dizer sobre a sabedoria. Por enquanto, porém, o que isso significa? O que é sabedoria? Para começar, o que é sabedoria?

    A sabedoria é mais do que conhecimento, sabem. Vocês podem ter muito conhecimento e não ter sabedoria. E as pessoas que têm mais conhecimento muitas vezes têm menos sabedoria. São as pessoas mais insensatas, apesar de todo o seu conhecimento.

    O que é sabedoria? É saber como fazer as coisas, ou como fazer algo — saber como fazer.

    Essa é uma fórmula simples para a sabedoria. Lembro-me de que, anos atrás, ouvi ou li um pequeno relato sobre uma empresa de engenharia que recebeu um contrato para realizar determinado trabalho. Quando o trabalho foi concluído, enviaram a conta — mais ou menos sem discriminar os detalhes —, e era uma conta muito alta.

    As pessoas que tinham de pagar a conta a devolveram e disseram: “Olhem, isso não basta. Queremos que expliquem. Digam-nos como chegaram a esse valor”.

    A empresa respondeu: “Materiais, tanto. Horas de trabalho, tanto”. Discriminaram itens práticos assim, cada um com seu valor. E, quando esses valores foram somados, não chegaram ao total da conta. Embaixo, escreveram: “Saber como fazer — o restante”.

    Ah, sim, saber como fazer. Isso representa uma parte bem grande de todo o trabalho, vejam, não é? Eles poderiam ter os materiais, poderiam ter os trabalhadores e poderiam ter todas as outras coisas; mas, sem saber como fazer, o que poderiam ter realizado? Nunca teriam feito o trabalho.

    Sabedoria é saber como fazer. E aqui está o Espírito da graça nesse aspecto: a graça sabe como fazer. Temos muito a aprender sobre isso, não é?

    A graça sabe como fazer: assumir os problemas, lidar com eles e resolvê-los, conduzir a situação a um desfecho bem-sucedido, triunfante, lidar com as pessoas envolvidas — saber como lidar com elas — e mil outras coisas que exigem saber como fazer.

    Agora, digo que tenho plena certeza de que vocês e eu muitas vezes somos levados ao ponto em que não sabemos como fazer, nem o que fazer. Simplesmente não sabemos. Não temos a sabedoria necessária para aquela situação. Talvez vocês estejam nela agora. Eu estou.

    Mas o Espírito da graça é o Espírito de sabedoria. Ele sabe como fazer. Já tivemos alguma experiência disso, a respeito da qual podemos dizer: “Nunca pensei que isso seria feito e nunca imaginei que seria feito dessa maneira”.

    A maneira como o Senhor fez, o que o Senhor fez, como Ele fez — isso nunca me ocorreu. Ele fez à Sua maneira. E, quando vocês pensam nisso, havia outra maneira? Poderia ter sido feito melhor? Não. Não.

    As riquezas da Sua graça, as riquezas da Sua sabedoria — a graça na sabedoria de Deus. Se vocês e eu realmente cremos na graça de Deus, trazida a nós por esse Espírito de sabedoria, então nunca deveríamos nos desesperar diante de uma situação.

    Ele sabe como lidar com isso, como nos fazer atravessar isso, como resolver isso. Nós não sabemos. E, diante desse dilema, desse problema, clamamos. Pode ser algo tão profundo e tão grande que esteja inteiramente além da nossa capacidade.

    E pode ser que, depois de algum tempo, de repente, vocês estejam dizendo:

    Ó profundidade da sabedoria! Quão insondáveis são os Seus juízos, e inescrutáveis os Seus caminhos!

    O Espírito da Graça como Espírito de Vida

    O Espírito da graça é o Espírito de poder. O Espírito da graça é o Espírito de sabedoria. O Espírito da graça é o Espírito de vida.

    Ele é chamado de Espírito de vida:

    A lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus.

    Somos informados de que Jesus foi ressuscitado dentre os mortos pelo Espírito — ressuscitado dentre os mortos pelo Espírito eterno, pelo Espírito eterno de vida.

    Não precisamos voltar novamente à primeira criação para encontrar nossa analogia: a atuação do Espírito que pairava e a vida que dela resultou na criação. Assim, na criação dos seres vivos e no homem, todos os diferentes tipos de vida são resultado da presença do Espírito. A nova criação é assim.

    Mas, aqui também, isso não é apenas uma verdade cristã, uma doutrina cristã. O dom da vida eterna não é apenas uma daquelas coisas que recebemos quando nos tornamos cristãos.

    Essa vida de ressurreição é uma realidade contínua, permanente, experimentada dia após dia. Ela se expressa em todos os tempos verbais da vida cristã e da salvação.

    Fomos ressuscitados juntamente com Ele, para que andássemos em novidade de vida. Isso é o passado. Agora estamos vivendo os benefícios disso — para que a vida pela qual Jesus venceu a morte seja manifestada em nossa carne mortal. Isso é o tempo presente.

    E isso se estende ao futuro: a futura revelação da vida em sua expressão suprema, plena e perfeita. Essa vida de ressurreição não é apenas algo que aconteceu quando fomos salvos. É um poder que agora atua continuamente em nós.

    Bem, vocês sabem, esse é um ensino conhecido, mas esse é o Espírito da graça. Ah, graças a Deus pelo poder dessa vida divina, que se manifesta continuamente.

    Parece-me — e muitas vezes já disse isso no passado — que, cada vez mais, quanto mais avançamos, mais fundo essa vida precisa ir, porque somos levados muito mais profundamente à morte. Nossas experiências vão mais fundo, tornando-se mais profundas e maiores do que jamais foram.

    Assim, parece que o poder da Sua ressurreição se torna maior ao longo de todo o caminho. Isso nos traz muita esperança. Talvez alguns de vocês sintam hoje que chegaram ao fundo e talvez estejam dizendo: “Bem, este é o fim”.

    Mas não se esqueçam de que a ressurreição é uma realidade; não é uma teoria. Não é apenas uma doutrina; é uma experiência, e uma experiência contínua.

    E, queridos amigos, a grande perspectiva que encontramos na Palavra de Deus é que, no fim, será para cima, e não para baixo.

    Quando entro em um elevador e há um ascensorista, geralmente faço uma brincadeira com ele e digo: “Você pode fazê-lo subir e descer, não é?”. Ele diz: “Sim, senhor”. Eu digo: “E como vai terminar: em cima ou embaixo?”.

    Há algo por vir. Sabemos para onde isso vai. Sabemos para onde isso vai. A vida que temos é uma vida de ascensão.

    E podemos, de tempos em tempos, descer, mas seguimos adiante com Ele. Não importa quantas vezes desçamos, o movimento final é uma ascensão. Essa vida é assim. Ela precisa buscar e encontrar sua própria fonte.

    Onde começou, terminará: em Deus, com Deus, para Deus. Esse é o Espírito da graça, o Espírito de vida.

    Sei, queridos amigos, que apenas expus verdades com as quais vocês já estão familiarizados, mas às vezes as coisas mais familiares, justamente por serem familiares, perdem sua força. E é bom sermos lembrados disso.

    Exortação Final

    Agora, mencionei esses três aspectos da graça e três grandes e fundamentais riquezas da graça — e como são ricas! Mas tenho muito mais a dizer. Se o Senhor quiser, vamos explorá-las mais, porque elas realmente nos levam às profundezas.

    Então, vou encerrar por aqui, mas vocês têm o suficiente para seguir adiante — algo bom o bastante para seguir adiante. É isso que eu disse nesta noite, ou que, assim espero, o Senhor disse.

    Vocês irão embora e deixarão que seu coração, assim como sua mente, se detenha nessas coisas. Sabem, perdemos muito, queridos amigos, perdemos muito porque ouvimos e ouvimos.

    Seria de verdadeiro valor se, depois desta noite, vocês simplesmente recordassem essas coisas e fossem ao Senhor, com muita quietude, e dissessem: “Senhor, é isso que Tu dizes. Esta é a verdade. Olho para Ti para que a tornes realidade”.

    O Espírito de poder, o Espírito de sabedoria, o Espírito de vida — essas são características da Tua graça que se concretizam na Pessoa do Espírito Santo. Esse é o ensino da Palavra de Deus. Ele não deve permanecer no Livro; deve se tornar realidade em minha própria vida.

    “Senhor, não posso tornar isso verdadeiro por meio de argumentos. Torna isso real.” E assim, cada vez mais.