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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Pastoral Care #3 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Pastoral Care #3
    Pastoral Care #3
    Kaung, Stephen

    O caráter e o ministério de um pastor

    Voltemo-nos ao Senhor em oração.

    Amado Senhor, como Te louvamos e Te agradecemos por nos reunires em Tua presença nestes dias. Senhor, nós Te agradecemos porque verdadeiramente és o nosso bom Pastor. Tens cuidado de nós de tal maneira que nem sabemos o que dizer.

    Desejamos apenas adorar-Te e dizer-Te que somos gratos por tudo o que tens feito por nós. Nosso único desejo é que obtenhas de nós aquilo que Te é devido, aquilo a que tens direito.

    Tudo o que fazemos, constrangidos pelo Teu amor, é oferecer-nos como sacrifício vivo. Queremos que tomes posse de nós e faças conosco segundo o desejo do Teu coração. Senhor, queremos que sejas glorificado. Queremos que sejas exaltado, visto e ouvido, até mesmo por nosso intermédio.

    Assim, entregamos novamente este tempo em Tuas mãos e confiamos que o Teu Espírito Santo nos abrirá a Tua Palavra e abrirá o nosso coração à Tua Palavra, para que estas não sejam apenas palavras. Pelo poder do Teu Espírito, que elas sejam vida e espírito para nós. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    Leituras bíblicas

    Por favor, abram o Evangelho segundo João, no capítulo 21. Creio que todos conhecemos muito bem esta passagem, mas vamos usá-la novamente. Leremos João 21:15-19.

    Depois de terem comido, disse Jesus a Simão Pedro: “Simão, filho de João, amas-Me mais do que estes?”
    Ele Lhe respondeu: “Sim, Senhor; Tu sabes que Te amo”.
    Ele lhe disse: “Apascenta os Meus cordeiros”.

    Tornou a dizer-lhe, pela segunda vez: “Simão, filho de João, amas-Me?”
    Ele Lhe respondeu: “Sim, Senhor; Tu sabes que Te amo”.
    Ele lhe disse: “Pastoreia as Minhas ovelhas”.

    Disse-lhe pela terceira vez: “Simão, filho de João, amas-Me?”
    Pedro entristeceu-se por Ele lhe ter dito pela terceira vez: “Amas-Me?”
    E respondeu-Lhe: “Senhor, Tu sabes todas as coisas; Tu sabes que Te amo”.
    Jesus lhe disse: “Apascenta as Minhas ovelhas”.

    “Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres”.

    Ele disse isto para indicar com que gênero de morte Pedro glorificaria a Deus. E, depois de assim falar, disse-lhe: “Segue-Me”.

    Agora, outra passagem que temos citado repetidas vezes: o capítulo 5 de 1 Pedro. Leremos 1 Pedro 5:1-4.

    Aos presbíteros que estão entre vós, exorto eu, que também sou presbítero com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e também participante da glória que há de ser revelada:
    pastoreai o rebanho de Deus que está entre vós, exercendo a supervisão, não por constrangimento, mas espontaneamente, segundo Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade;
    nem como dominadores dos que vos foram confiados, mas tornando-vos exemplos para o rebanho.
    E, quando Se manifestar o Supremo Pastor, recebereis a incorruptível coroa da glória.

    O lugar do cuidado pastoral no Corpo de Cristo

    Nas duas sessões anteriores, compartilhamos sobre o lugar do cuidado pastoral no Corpo de Cristo. Vemos que o cuidado pastoral é uma das maiores necessidades entre o povo de Deus hoje.

    Deus deu à igreja alguns como pastores e mestres. Sempre que vemos esses homens que Deus dá como dons à igreja — pastores e mestres —, agradecemos a Deus por isso.

    Vemos também que Deus confiou aos presbíteros das assembleias locais a tarefa de pastorear o rebanho, de serem pastores dos irmãos e das irmãs nessas assembleias locais. Agradecemos a Deus por isso.

    Mas vemos que essa questão do pastoreio, do cuidado pastoral, é tão essencial ao Corpo de Cristo que Deus não nos dá apenas esses dois grupos de pessoas para realizar a obra de pastoreio. Vocês verão que essa obra, na verdade, deve ser realizada por todos os membros do Corpo de Cristo.

    Como membros uns dos outros, cuidamos uns dos outros. Nenhum membro do corpo diz: “Eu só cuido de mim mesmo. Não me importo com os outros membros”. Isso é impossível. Temos de cuidar uns dos outros.

    Assim, em certo sentido, vocês verão que, no que diz respeito a essa função, ela é, de fato, a função de todos os membros do Corpo de Cristo. Se essa função realmente se manifestar na igreja, dentro da igreja e em favor da igreja, veremos que a igreja será verdadeiramente edificada em vida. Haverá crescimento, bênção e glória.

    A obra de pastoreio

    Também compartilhamos um pouco sobre a obra de um pastor — a obra do cuidado pastoral. Que tarefas estão envolvidas? Encontramos no Salmo 23 todos esses diferentes aspectos da obra: fazer as ovelhas deitarem-se em pastos verdes; conduzi-las às águas tranquilas; restaurar-lhes a alma; guiá-las pelas veredas da justiça por amor do Seu nome; e estar com elas quando atravessam o vale da sombra da morte.

    Às vezes, usa-se a vara; outras vezes, é necessário o cajado. O pastor prepara a mesa na presença do inimigo e unge a cabeça das ovelhas. Em outras palavras, todos esses são os diversos aspectos da obra do cuidado pastoral.

    Agora, nesta manhã, em nossa sessão de encerramento, gostaríamos de compartilhar sobre o caráter do pastor.

    O chamado de Pedro como pescador e pastor

    Conhecemos bem essa história relatada no capítulo 21 de João. Irmãos e irmãs, todos conhecemos Pedro como pescador. Era pescador de profissão. Lançava redes; apanhava peixes.

    Um dia, enquanto o Senhor caminhava junto ao mar da Galileia, Pedro estava lançando as redes. O Senhor disse:

    Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens.

    Assim, conhecemos Pedro como pescador.

    Como pescador, ele precisava ser valente, corajoso, decidido, forte e habilidoso. Essas qualidades são esperadas de um pescador e realmente combinavam com o temperamento de Pedro. Por temperamento, ele era esse tipo de pessoa: impulsivo, franco, rude e forte.

    Vemos que o Senhor realmente o chamou para ser pescador de homens — não pescador de peixes, mas pescador de homens. No dia de Pentecostes, como ele lançou a rede e apanhou três mil! Depois, na casa de Cornélio, lançou a rede, e toda a casa de Cornélio foi apanhada.

    Pedro era pescador. Esse era o seu chamado. Em certo sentido, podemos dizer que ele era evangelista. Tinha o dom de evangelista. Era apóstolo, mas realmente não sabemos qual é o dom de um apóstolo. Ninguém sabe. Apóstolo é um ofício; é uma comissão. Mas talvez o dom de um apóstolo inclua um dom de evangelização.

    Aqui vemos que Pedro realmente tinha esse dom de evangelizar, de lançar a rede. Mas creio que muito raramente pensamos em Pedro como pastor. Na verdade, vemos que ele não foi chamado apenas para ser pescador de homens; foi chamado pelo Senhor para ser pastor.

    Ele foi chamado pelo Senhor para ser pescador de homens quando nosso Senhor vivia aqui e iniciou Seu ministério. Foi chamado pelo Senhor para ser pastor depois da ressurreição de nosso Senhor Jesus.

    A comissão do Senhor a Pedro

    O chamado veio da seguinte maneira. Um dia, Pedro não tinha nada para fazer. Era uma pessoa ativa. Não conseguia ficar em casa sem fazer nada; precisava fazer alguma coisa.

    Naquele período, o Senhor aparecia de repente e desaparecia de repente, e eles nunca sabiam quando o Senhor apareceria. Pedro já não conseguia esperar. Precisava fazer alguma coisa. Então disse:

    Vou pescar.

    Seis outros discípulos disseram:

    Nós também vamos contigo.

    E foram pescar.

    Mas pescaram a noite inteira e não apanharam nada. Pedro era um mestre na pesca, mas o Senhor realmente havia tratado com ele por completo. Ele não conseguia apanhar um único peixe.

    Então, ao amanhecer, Alguém estava na praia e disse:

    Filhos, tendes alguma coisa para comer?

    Eles disseram: “Não apanhamos nada”. O Senhor disse:

    Lançai a rede do lado direito do barco, e achareis.

    Eles fizeram isso e apanharam uma rede cheia de peixes.

    Não conseguiam ver o Senhor, porque ainda estavam a certa distância da praia. Ao amanhecer, provavelmente havia névoa ou neblina. Mas João, aquele a quem o Senhor amava, disse:

    É o Senhor.

    Vejam Pedro — como era impulsivo. Vestiu sua roupa, saltou na água e nadou até a praia. Esse era Pedro.

    Quando todos os discípulos chegaram, viram que o Senhor já havia preparado o desjejum para eles. Já havia pão e peixe ali, e o Senhor disse:

    Trazei dos peixes que agora apanhastes.

    O Senhor preparou o desjejum.

    Um dia, cearemos com o Senhor, mas aquilo foi uma antecipação. O Senhor lhes proporcionou a alegria de desfrutar daquele desjejum. Depois que terminaram de comer, o Senhor começou a falar com Pedro.

    Restauração e comissão

    Às vezes, pensamos que esse episódio foi a restauração de Pedro. Pedro negou o Senhor três vezes. Saiu e ficou andando sem rumo. Evidentemente, João foi procurá-lo e o levou para sua própria casa. Pedro estava completamente arrasado.

    Mas, depois da ressurreição do Senhor, Ele apareceu a Pedro a sós. Creio realmente que, ao aparecer a Pedro a sós, o Senhor o restaurou. Em certo sentido, esse episódio não se refere à restauração da fé de Pedro. Ele já havia sido restaurado.

    Às vezes, explicamos isso dizendo que o Senhor havia restaurado Pedro, mas queria restaurá-lo diante de seus companheiros. Em outras palavras, quanto ao seu relacionamento com o Senhor, ele estava restaurado; mas seus companheiros talvez ainda tivessem dúvidas a seu respeito.

    Assim, o Senhor aproveitou essa oportunidade para restaurá-lo diante de seus companheiros. Ele negou o Senhor três vezes, então o Senhor lhe perguntou três vezes: “Tu Me amas?” Isso parece equilibrar as coisas e esclarecer toda a situação. Bem, eu me pergunto se isso era necessário.

    Mas, para mim, esse episódio é muito importante. Por quê? Porque o Senhor iria comissionar Pedro para uma obra adicional. Antes, Ele havia chamado Pedro para ser pescador de homens. Agora, iria chamá-lo para uma obra adicional — não apenas lançar a rede e trazer as pessoas, mas também pastorear o rebanho.

    Ao lerem esse episódio, vocês verão que o Senhor enfatiza um ponto repetidas vezes: o amor. Em outras palavras, a qualidade mais essencial do caráter de um pastor é o amor.

    O amor como fundamento do cuidado pastoral

    Sem amor, não se pode realizar a obra de um pastor. Não pode haver cuidado pastoral se não houver amor no coração de quem o exerce. O amor é o fundamento. O amor é a qualidade mais essencial na vida de um pastor, ou de qualquer pessoa que realize a obra pastoral.

    Então o Senhor diz:

    Simão, filho de João, amas-Me mais do que estes?

    Agora, o que seriam “estes”?

    Havia uma fogueira ali. Vocês se lembram de que, quando Pedro negou o Senhor, ele estava junto à fogueira. Era uma noite fria. Ele seguia o Senhor de longe, e estava tão frio que havia uma fogueira ali. Aproximou-se da fogueira para se aquecer.

    Também havia outras pessoas ali. Pedro gostava de estar no meio da multidão. Não queria ficar sozinho. Assim, mesmo enquanto nosso Senhor estava sendo julgado, Pedro estava ali com a multidão.

    O Senhor lhe perguntou: “Pedro, tu Me amas mais do que estes? Tu Me amas mais do que a fogueira? Tu Me amas mais do que os teus companheiros? Tu Me amas mais do que o pão e o peixe? Tu Me amas mais do que estes?”

    Essas coisas representam algo que naturalmente nos atrai. Em outras palavras, essas coisas satisfazem a nós mesmos, à nossa carne. Precisamos de calor e conforto. Precisamos de companheiros. Precisamos de alimento. Precisamos dessas coisas. Essas coisas satisfazem a nossa carne.

    As pessoas que amam essas coisas amam a si mesmas. Então o Senhor diz: “Tu Me amas mais do que amas a ti mesmo?” Houve um tempo em que Pedro pensava amar o Senhor mais do que a si mesmo, mas ficou provado que não era assim. Ele realmente amava a si mesmo mais do que ao Senhor.

    Então o Senhor pergunta: “Tu realmente Me amas mais do que estes?” Em outras palavras: “Tu realmente Me amas mais do que amas a ti mesmo? Estás centrado em ti mesmo ou em Cristo?”

    O Senhor começa com esse tipo de pergunta: “Pedro, tu Me amas mais do que estes?” Embora a palavra usada para amor seja agape, aquele amor absoluto, ainda assim vocês veem que ele está sendo comparado com outra coisa.

    Pedro disse: “Senhor, Tu sabes que tenho afeição por Ti”. Estou lendo a New Translation, que diz: “Tenho afeição por Ti”, porque a palavra que Pedro usou não é agape; é phileo. Em outras palavras: “Tenho amizade por Ti. Sou realmente inclinado a Ti. Tenho um sentimento de carinho por Ti”.

    Pedro sabia quem era. Depois de seu fracasso, não ousava dizer: “Ainda que todos os outros tropecem, eu Te seguirei até a morte. Eu Te amo mais do que qualquer outra coisa”. Ele sabia que não era assim. Sabia que não tinha aquele amor absoluto. Sabia que amava a si mesmo mais do que ao Senhor. Mas havia aprendido a lição.

    Então disse: “Senhor, tenho afeição por Ti. Realmente tenho carinho por Ti. Tenho amizade por Ti”. Então o Senhor disse:

    Apascenta os Meus cordeiros.

    Vocês veem que a comissão de nosso Senhor Jesus a Pedro está fundamentada nessa questão do amor. Se não houver esse amor — o amor ao Senhor acima dessas coisas, o amor ao Senhor acima de si mesmo —, então não falem de cuidado pastoral.

    O Senhor não lhes confiará nenhum cordeiro, porque vocês só cuidam de si mesmos. Não cuidam das outras pessoas. Se alguma ovelha ou algum cordeiro lhes fosse confiado, vocês seriam como um mercenário, não como um pastor. Provavelmente se alimentariam dos cordeiros, em vez de alimentar os cordeiros.

    Quando o lobo vier, vocês fugirão, porque cuidam de si mesmos. Queridos irmãos e irmãs, enquanto estivermos centrados em nós mesmos, enquanto amarmos a nós mesmos mais do que ao Senhor, enquanto amarmos o conforto e a comodidade, enquanto amarmos satisfazer a nossa carne, lembrem-se: o Senhor nunca nos confiará cordeiros.

    Vocês podem apoderar-se deles, mas o resultado será que os ferirão, em vez de ajudá-los. O amor é um requisito indispensável.

    A alimentação dos cordeiros

    O Senhor diz:

    Apascenta os Meus cordeiros.

    Cordeiros são ovelhas pequenas. Essas pequenas ovelhas precisam ser alimentadas.

    Elas não conseguem digerir alimento sólido. Só conseguem ingerir alimento previamente digerido — leite, alimento previamente digerido. Vocês devem alimentá-las com aquilo que já foi digerido.

    Em outras palavras, vocês precisam digerir o alimento e, então, a partir daquilo que foi digerido em vocês, poderão alimentá-las.

    Agora, graças a Deus, aqueles que já estão no Senhor há algum tempo deveriam ser capazes de receber alimento sólido. Como vocês se lembram, não apenas em 1 Coríntios, mas também em Hebreus, vemos que, se uma pessoa já crê no Senhor há alguns anos, deveria ser capaz de receber alimento sólido. Deveria ter os seus sentidos exercitados para discernir o bem e o mal.

    Seus sentidos espirituais devem ser exercitados, e ela deve ser capaz de digerir alimento sólido. Então, com o leite, poderá alimentar os pequenos cordeiros. Mas, mesmo assim, é necessário amor.

    O pastoreio das ovelhas

    Então o Senhor lhe perguntou pela segunda vez:

    Simão, filho de João, amas-Me?

    Aqui vocês veem que o Senhor coloca a pergunta de uma maneira em que não há comparação. O Senhor não está comparando a Si mesmo com nenhuma outra coisa.

    Por quê? Porque o Senhor é incomparável. Ele é singular. Ele é único. Está em uma posição que só Ele ocupa. Não se pode colocá-Lo no mesmo nível de qualquer outra pessoa ou de qualquer outra coisa.

    Pedro fez isso uma vez no monte da transfiguração. Colocou Moisés e Elias no mesmo nível de nosso Senhor Jesus. Moisés, o grande legislador, e Elias, o representante dos profetas — Pedro tentou colocá-los no mesmo nível do Senhor.

    Imediatamente, Deus interrompeu e disse, em essência: “Não”. Deus retirou Moisés e Elias e declarou:

    Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo; ouvi-O.

    Ele é incomparável. Não se pode compará-Lo com ninguém — nem mesmo com os maiores. Ele ocupa uma posição que só Ele ocupa.

    Além disso, o Senhor diz: “Tu Me amas?” Ponto final. Não há comparação. Simplesmente Me amas. É isso. O Senhor é tudo. Ele é tudo.

    Pedro, conhecendo a si mesmo, não ousava dizer que amava o Senhor de maneira tão absoluta. Só podia dizer: “Senhor, Tu sabes que tenho afeição por Ti. Realmente tenho carinho por Ti”.

    Com base nisso, o Senhor disse:

    Pastoreia as Minhas ovelhas.

    No rebanho de Deus, há ovelhas pequenas, cordeiros; mas também há ovelhas já crescidas.

    Essas ovelhas não devem ser simplesmente alimentadas; devem ser pastoreadas. Há uma grande diferença entre alimentar e pastorear. Alimentar significa dar-lhes alimento previamente digerido. Vocês o digerem por elas, porque elas não conseguem digeri-lo.

    Por exemplo, ao estudarem a Palavra de Deus, vocês a digerem por meio da iluminação do Espírito Santo. A Palavra de Deus torna-se viva em vocês; é digerida e absorvida em vocês. Então, a partir da compreensão da Palavra de Deus adquirida pela experiência, vocês podem alimentar os cordeiros e ajudar os irmãos e as irmãs que não conseguem mastigar alimento sólido.

    Mas, quanto às ovelhas já crescidas, não se limitem a alimentá-las. O problema é que, muitas vezes, alimentamos as ovelhas. Se estivermos alimentando as ovelhas o tempo todo, veremos que elas retrocedem. Tornam-se crianças, em vez de crescerem no Senhor.

    É por isso que, hoje, entre o povo de Deus, muitos não vão à Palavra por si mesmos. Não ouvem o Espírito por si mesmos. Não têm comunhão íntima com o Senhor por si mesmos. Não levam seus problemas ao Senhor nem O buscam. Não recorrem ao Espírito Santo para que Ele lhes ilumine a Palavra e os vivifique diante do Senhor.

    Em vez disso, vocês veem que eles apenas esperam que alguém fale. Todos os domingos, vêm para ser alimentados com algo já digerido. Não precisam meditar naquilo. Não precisam trabalhar aquilo em si mesmos. Apenas ouvem. Se lhes agrada, ficam felizes; se não lhes agrada, rejeitam.

    Não conseguem digerir. O alimento precisa vir previamente digerido. Não é de admirar que hoje haja tantas crianças na igreja.

    Creio que a responsabilidade é de ambos os lados. A responsabilidade, naturalmente, recai sobre eles mesmos, porque não estão buscando como deveriam. Mas creio que parte da responsabilidade recai sobre aqueles que os pastoreiam, porque fazem tudo por eles. Nunca lhes dão a oportunidade de digerir por si mesmos.

    Tudo o que vocês precisam fazer é levá-los a deitar-se em pastos verdes. Deixem que se alimentem da grama. Deixem que ruminem e mastiguem o alimento. Deixem que descansem e bebam por si mesmos. Tudo o que vocês precisam fazer é orientá-los, conduzi-los e, quando se desviarem, restaurá-los. Estejam com eles quando passarem por dificuldades. Isso é tudo o que precisam fazer. Mas não façam tudo por eles.

    Vocês carregam os cordeiros nos braços, mas, com as ovelhas, vão à frente, mostrando o caminho. Não as carregam; vocês as pastoreiam.

    Pastorear as ovelhas exige amor absoluto pelo Senhor. Se amarmos o Senhor com pureza, então o Senhor dirá: “Pastoreia”.

    Em certo sentido, pastorear as ovelhas é mais difícil do que alimentar os cordeiros, porque as ovelhas têm vontade própria e seu próprio modo de agir. Elas não estão simplesmente em suas mãos, para que vocês façam com elas tudo o que quiserem.

    Elas discordam de vocês. Discutem com vocês. Murmuram contra vocês. Criticam vocês. Às vezes, não reconhecem o seu valor. É mais difícil pastorear as ovelhas.

    Mas não as destruam. Respeitem-nas. Deus respeita a nossa personalidade. Temos de respeitar nossos irmãos e nossas irmãs. Procurem ajudar, procurem pastorear, procurem conduzir. Isso exige aquele amor absoluto pelo Senhor.

    A alimentação das ovelhas idosas e fracas

    Então vocês veem que o Senhor não para por aí. Na igreja, no rebanho de Deus, vocês encontram não apenas cordeiros e ovelhas, mas também ovelhas idosas ou enfermas. Elas já cresceram, mas estão em declínio. Estão enfraquecidas e, por estarem enfraquecidas, já não conseguem cuidar de si mesmas.

    Isso não é verdade apenas no sentido físico; é verdade também no sentido espiritual. Entre o povo de Deus, há alguns que estão com o Senhor há muitos anos, mas, de alguma forma, começam a envelhecer, a ficar estagnados, passivos. Já não estão avançando.

    Então o Senhor diz: “Simão Pedro, tens afeição por Mim?” Aqui vocês veem que o Senhor, por assim dizer, reduz a exigência de Sua pergunta. Em vez de exigir de Pedro aquele amor absoluto, o Senhor compreendeu Pedro. O Senhor diz: “Realmente tens afeição por Mim? Realmente tens amizade por Mim? Tens carinho por Mim?”

    Quando o Senhor disse isso, naturalmente Pedro entristeceu-se, porque sabia que não conseguia alcançar aquele padrão. Ele queria, mas já não ousava vangloriar-se. Por isso, entristeceu-se e disse: “Senhor, Tu sabes todas as coisas. Tu sabes que tenho afeição por Ti”.

    Mas, com base nisso, o Senhor disse:

    Apascenta as Minhas ovelhas.

    Sabem, as ovelhas idosas precisam ser alimentadas. Normalmente, as ovelhas só precisam ser pastoreadas; mas, quando uma ovelha fica velha, enferma ou fraca, vocês precisam alimentá-la. Isso é ainda mais difícil.

    Elas têm experiência. Têm um longo passado. Têm uma história. Estão estabelecidas; têm seus hábitos arraigados. Quando vocês tentam alimentá-las, elas não apreciam isso. Pensam que deveriam alimentar vocês. “Quem é você?” É ainda mais difícil.

    Pastorear é difícil, mas alimentar as ovelhas idosas é ainda mais difícil. Pedro, o pescador — forte, rude, impulsivo —, jamais teria sido capaz de alimentá-las. Ele as teria matado.

    Ele não tinha compaixão pelos fracos, porque era forte. Foi preciso o seu fracasso para humilhá-lo e torná-lo compassivo.

    Assim, quando Pedro disse: “Senhor, tenho afeição por Ti”, o Senhor disse, em essência: “Isso basta. Estou pronto para confiar às tuas mãos as ovelhas idosas e enfermas. Tu podes alimentá-las”.

    A origem divina do amor

    Irmãos e irmãs, a qualidade mais importante que deve caracterizar um pastor é o amor.

    Agora, nós não temos esse amor. Não pensem que temos esse amor. Nosso amor natural não basta. Nosso amor natural não é apenas insuficiente; ele pode realmente arruinar toda a obra.

    Tem de ser o amor de Deus.

    Quando Pedro pensava que tinha esse amor, não o tinha. Mas, quando percebeu que não o tinha e reconheceu isso, recebeu aquela medida de amor.

    Irmãos e irmãs, se pensamos que amamos, não sabemos o que é o amor. Mas, se sentimos que não temos esse amor e reconhecemos isso diante do Senhor, o Senhor o dará a nós.

    Esse amor vem somente do Senhor. É por isso que a pergunta é: “Tu Me amas?”

    Esse amor não começa em nós. Não podemos gerar nem fabricar esse amor. Ele não está em nós. Mas, à medida que vemos o Senhor, à medida que somos constrangidos pelo amor de Cristo, esse amor entra em nós e nos capacita a amar.

    Portanto, sempre que estivermos realizando essa obra pastoral, irmãos e irmãs, reconheçamos que não é algo que podemos fazer por nós mesmos.

    É mais do que simplesmente resolver alguns problemas. É mais do que ajudar de alguma maneira. Vocês verão que, por trás de tudo isso, tem de haver amor.

    Se não houver amor, ainda que vocês ajudem as pessoas a resolver problemas ou lhes deem algo para aliviar suas dificuldades, não podem chamar isso de cuidado pastoral. Isso não resulta na glória de Deus. Vocês podem receber a glória, e isso não conduz as pessoas ao Senhor.

    Por isso, vocês precisam ter amor em si toda vez que exercerem o cuidado pastoral. Precisam pedir ao Senhor que os encha com o Seu amor. Quando estiverem cheios do Seu amor, verão que são capazes de alimentar os cordeiros, pastorear as ovelhas e alimentar as ovelhas.

    Pastoreio e sofrimento

    Então o Senhor continua e diz: “Pedro, quando eras jovem, ias aonde querias e fazias o que querias. Eras livre. Mas, quando fores velho, estenderás os braços, e as pessoas te levarão para onde não queres ir”. Isso indica a maneira como ele morreria.

    Então o Senhor disse:

    Segue-Me.

    Junto ao mar da Galileia, certa vez, o Senhor chamou Pedro e disse: “Segue-Me. Eu te farei pescador de homens”. Mas aqui, novamente junto ao mar de Tiberíades, o Senhor o chama outra vez e diz: “Segue-Me. Eu sou o bom Pastor. Dou a Minha vida pelas ovelhas. Segue-Me”.

    Assim, quando Pedro escreveu aquela carta aos presbíteros das diferentes assembleias, em 1 Pedro, foi isto o que disse:

    Aos presbíteros que estão entre vós, exorto eu, que também sou presbítero com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e também participante da glória que há de ser revelada.

    Pedro também era presbítero. Sabemos que, entre os doze apóstolos, alguns também se tornaram presbíteros — não todos. Pedro foi um deles. João foi outro, porque, em 2 João e 3 João, ele se refere a si mesmo como “o presbítero”.

    Há diferentes interpretações, mas, pessoalmente, penso que pode ter ambos os sentidos. João era idoso naquela época e provavelmente era presbítero na igreja em Jerusalém. A igreja em Jerusalém era um centro tão importante da obra do Senhor que era mais do que simplesmente uma assembleia local. Os apóstolos moravam ali.

    Provavelmente, alguns dos apóstolos serviam, ao mesmo tempo, como presbíteros da igreja em Jerusalém. Pedro era presbítero e, como presbítero, naturalmente devia pastorear o rebanho em Jerusalém.

    Mas creio que ele foi chamado para ser pastor para além do pastoreio de um rebanho local. Sendo apóstolo, viajava de um lugar para outro, e seu pastoreio abrangia uma esfera muito mais ampla. Ele queria pastorear todo o rebanho de Deus.

    Por isso, escreveu aos presbíteros dessas diferentes assembleias. Eles pastoreavam o rebanho em suas assembleias locais, e ele lhes escreveu: “Também sou presbítero com vocês e testemunha dos sofrimentos de Cristo”.

    Essas duas coisas estão ligadas. Às vezes, as pessoas gostam do presbiterato, mas deixem-me dizer: o sofrimento está ligado ao presbiterato. Se vocês não querem sofrer, não aspirem a ser presbíteros.

    Vocês podem ter uma vida muito mais confortável se não forem presbíteros. Se aspiram a ser presbíteros, então estejam prontos para ser testemunhas dos sofrimentos de Cristo.

    Todos sabemos que a palavra testemunha, no original, é mártir. Estejam prontos para ser mártires, prontos para participar dos sofrimentos de Cristo.

    A comunhão nos sofrimentos de Cristo

    Agora, sabemos que os sofrimentos de Cristo são muito abrangentes. Há uma parte de Seu sofrimento da qual não podemos participar com Ele.

    Cristo morreu como nosso Substituto. Em Sua morte expiatória, Ele pisou sozinho o lagar. Ninguém estava com Ele; ninguém poderia estar com Ele. No que diz respeito a essa parte do sofrimento, Ele está sozinho. Recebemos o benefício de Seu sofrimento, mas não podemos participar desse sofrimento.

    Mas há outra parte de Seu sofrimento na qual somos chamados a ter comunhão com Ele. Irmãos e irmãs, precisamos ter muita clareza a esse respeito.

    Por um lado, não podemos participar de Seus sofrimentos expiatórios. Ele fez isso por nós, e recebemos o benefício. Agradecemos a Deus por isso. Mas, por outro lado, há uma ampla esfera dos sofrimentos de Cristo na qual somos chamados a ter comunhão com Ele — isto é, a participar com Ele.

    Ser testemunha dos sofrimentos de Cristo não significa simplesmente ficar ali testemunhando, por assim dizer, vendo o que está acontecendo com Ele. Isso é verdade; primeiro, vocês precisam ver. Mas, ao verem, são chamados à comunhão com Ele em Seus sofrimentos.

    Em outras palavras, vocês não ficam simplesmente ali observando, olhando. Ao olhar, são atraídos para dentro disso. Tornam-se parte disso e tornam-se mártires. Precisam morrer por isso.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, pastoreio e sofrimento não podem ser separados. A única razão pela qual vocês conseguem suportar o sofrimento é que há amor.

    Amor e sofrimento são inseparáveis. Onde houver amor, certamente haverá sofrimento. Os pais amam seus filhos e sofrem por seus filhos.

    Se vocês não amam, então não precisam sofrer. Mas, se amam, certamente haverá sofrimento. Deus amou tanto o mundo que sofreu ao entregar Seu Filho unigênito, e ninguém pode dizer quanto Deus sofreu.

    Cristo amou a igreja e entregou-Se por ela. Deu Sua vida pelas ovelhas, e como Ele sofreu!

    Às vezes, pensamos nos sofrimentos de Cristo apenas no âmbito físico, mas essa é a menor parte. Seu maior sofrimento foi na cruz:

    Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?

    Ele, que era igual a Deus, coexistindo desde a eternidade, sempre um, nunca separados — durante aquelas três breves horas, o Pai e o Filho estiveram separados.

    Ele sofreu. Por quê? “Por que Me desamparaste?” Há uma única resposta: porque Deus ama, porque Ele ama. É por isso.

    Queridos irmãos e irmãs, quem vai realizar a obra de pastoreio precisa ter disposição para sofrer. Se vocês não têm disposição para sofrer, não realizem a obra de um pastor. Não conseguirão suportá-la.

    Mas, se houver amor, o amor sofre.

    As aflições de Cristo em favor da igreja

    Vocês se lembram do apóstolo Paulo. Em Colossenses 1:24, ele diz:

    Agora me regozijo nos meus sofrimentos por vós e, na minha carne, completo, da minha parte, o que falta das aflições de Cristo, por amor do Seu corpo, que é a igreja.

    Por quê? Porque ele estava completando, na carne, o que faltava das aflições de Cristo em favor de Seu Corpo, que é a igreja.

    Por meio da morte expiatória de Cristo, a igreja nasce. Mas, para que a igreja seja edificada, alcance o pleno crescimento e a medida da estatura da plenitude de Cristo, vemos que Deus usa pessoas para completar o que falta das aflições de Cristo em favor do Corpo.

    Para um presbítero, naturalmente, isso faz parte da obra: completar o que falta das aflições de Cristo em favor do Corpo. Por meio dessa comunhão com Seus sofrimentos, por meio do sofrimento, algo nascerá, será trazido à existência, e permanecerá por toda a eternidade.

    Portanto, irmãos e irmãs, o apóstolo Pedro, sendo ele mesmo pastor, sabia do que estava falando. Ele disse: “Estejam prontos para sofrer”. Para quem ama, os sofrimentos valem a pena.

    O exercício da supervisão

    Com base nisso, Pedro exorta os presbíteros da igreja a exercerem a supervisão do rebanho. Agora, exercer a supervisão não significa fazer tudo por eles. Significa supervisionar.

    Quanto aos cordeiros, naturalmente vocês precisam alimentá-los. Mas, quanto às ovelhas, vocês as orientam.

    O problema hoje é que há algo tradicional que não é bíblico. Isso começou há muito tempo. Por exemplo, depois que as perseguições terminaram, no século IV, o cristianismo tornou-se popular.

    O imperador incentivava as pessoas a serem batizadas e a se juntarem à igreja. Se algum soldado sob seu comando estivesse disposto a ser batizado, seria recompensado com prata e roupas. Quem não faria isso? Não se recebiam apenas benefícios materiais, mas também o favor do imperador.

    Assim, a igreja ficou cheia de pessoas, mas essas pessoas não conheciam o Senhor. Portanto, era preciso conseguir alguém treinado para cuidar delas. Gradualmente, vemos surgir o sistema sacerdotal na Igreja Católica.

    Durante a Reforma, até Martinho Lutero pregou o sacerdócio universal dos crentes. Vocês conseguem acreditar nisso? Ele realmente pregou o sacerdócio universal dos crentes na época da Reforma, mas isso não foi colocado em prática.

    As pessoas gostam de seguir o caminho mais fácil. Então adotaram o que encontraram no sistema católico, e daí surgiu o sistema pastoral na igreja protestante. Há um pastor ali que cuida de tudo.

    Vocês não precisam fazer nada e, se tentarem fazer alguma coisa, bem, causarão problemas. É melhor não fazerem nada. Há um pastor para cuidar de tudo.

    Esse tipo de pastoreio não é bíblico. Não é de admirar que, com esse tipo de pastoreio, o corpo não cresça como deveria.

    Exercer a supervisão — é verdade que vocês precisam dar o exemplo, mas não façam tudo pelos irmãos e pelas irmãs.

    Ajudem-nos. Ensinem-nos. Instruam-nos. Orientem-nos. Deixem que façam aquilo que devem fazer.

    Ainda que, no início, seja lento e difícil — e vocês saibam fazer e consigam fazer bem —, é melhor que as coisas não sejam tão bem-feitas e que os irmãos e as irmãs as façam do que vocês fazerem tudo bem por si mesmos. Isso é exercer a supervisão.

    Já compartilhamos nos seminários sobre essas características: não por constrangimento, mas espontaneamente; não por torpe ganância, mas de boa vontade; não dominando sobre eles como se fossem propriedade pessoal, mas sendo exemplos para o rebanho. Por isso, creio que não precisamos tratar novamente dessas questões, porque nosso tempo já passou.

    A recompensa dos pastores fiéis

    Mas, para concluir, em 1 Pedro 5:4, lemos:

    E, quando Se manifestar o Supremo Pastor, recebereis a incorruptível coroa da glória.

    Irmãos e irmãs, vocês que realizam a obra pastoral, a obra de pastoreio, sua recompensa não é agora. Sua recompensa está no futuro. Se estiverem esperando a recompensa agora, ficarão decepcionados.

    Isso não significa que vocês não experimentem alegria. Experimentam, sim. Quando veem um irmão restaurado, ficam cheios de alegria. Quando um irmão está sendo alimentado ou conduzido, e vocês veem crescimento, naturalmente se alegram. Isso faz parte de sua recompensa.

    Mas lembrem-se: ao colocarmos novamente as coisas na balança, vocês verão que há mais tristeza do que alegria em sua experiência. Portanto, a recompensa não é agora.

    Sua recompensa virá quando o Supremo Pastor Se manifestar, quando o Senhor voltar. Então Ele recompensará os que forem fiéis com a incorruptível coroa da glória.

    O contexto, naturalmente, são as Olimpíadas e os jogos gregos. Depois desses jogos, os vencedores eram coroados com uma coroa de louros e flores. Mas ela murcha, porque as flores murcham. É uma glória apenas por algum tempo; só isso.

    Mas aqueles que realizam fielmente a obra de pastoreio e estão dispostos a sofrer por amor ao Senhor e por amor ao Corpo verão que, na manifestação do Supremo Pastor, serão recompensados, como pastores subordinados a Ele, com uma incorruptível coroa da glória.

    Em 2 Timóteo 4:7-8, Paulo disse:

    Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé:
    desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua manifestação.

    Em outras palavras, se realmente aguardamos a vinda do Senhor, se realmente amamos a Sua manifestação, então vigiaremos e oraremos. Procuraremos andar no caminho da justiça. Procuraremos fazer a vontade de Deus. Por causa disso, seremos recompensados com uma coroa da justiça.

    Então, em Apocalipse 2:10, vemos que a igreja em Esmirna foi fiel até a morte. Portanto, o Senhor os recompensará com uma coroa da vida.

    Aqui vemos que aqueles que sofrem com Cristo participarão da glória de Cristo. Portanto, serão recompensados com uma incorruptível coroa da glória.

    Como já dissemos, o que é glória? Satisfação. Deus está satisfeito. E, naturalmente, nós mesmos estamos satisfeitos.

    Conclusão

    Portanto, irmãos e irmãs, essa obra pastoral não é uma obra fácil. No que diz respeito ao presente, ela não oferece muitas recompensas. É muito incompreendida, pouco valorizada, e até criticada e rejeitada.

    Mas é uma das obras mais essenciais para o Corpo de Cristo, e todos somos chamados, em alguma medida, a participar dela. Voltemo-nos ao Senhor para que possamos realizá-la. Vamos orar?

    Amado Pai celestial, depois de termos compartilhado, precisamos dizer que, se o Teu amor não nos constranger, não há como prosseguir. Por isso, simplesmente nos humilhamos diante de Ti e dizemos: “Senhor, se é isso o que queres, realiza-o por nosso intermédio”. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.