Vamos nos dirigir ao Senhor em oração.
Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos por nos teres dado o Teu Filho unigênito. Tu nos deste esse dom inefável, o Teu próprio Filho. Oh, nós simplesmente Te adoramos e Te agradecemos.
Oramos para que, ainda nesta noite, nos reveles muito mais o Teu Filho, para que possamos vê-Lo mais e adorá-Lo mais. Em Teu precioso nome, amém.
Nesta ocasião, estamos aqui para tratar da vida e do ministério dos crentes, conforme ilustrados no tabernáculo.
Gostaríamos de usar o tabernáculo para ilustrar a vida do crente e também o seu ministério. Como mencionamos ontem à noite, o tabernáculo se divide em três partes: o átrio exterior, o lugar santo e o Santo dos Santos.
No que diz respeito à experiência do crente, entramos primeiro no átrio exterior. Depois, entramos no lugar santo e, por fim, nos encontramos no Santo dos Santos. Portanto, essa é a abordagem que usaremos nesta ocasião.
É claro que sabemos que, segundo o propósito de Deus, a ordem é exatamente inversa. Ela começa no Santo dos Santos, passa pelo lugar santo e então chega ao átrio exterior.
Entendemos que essas três partes, em certo sentido, representam os três estágios da vida e do ministério do crente. O átrio exterior fala de purificação. O lugar santo fala de iluminação ou transformação. O Santo dos Santos fala de união.
No átrio exterior, vocês encontrarão dois utensílios. Logo à entrada do átrio exterior, há um utensílio enorme: o altar de bronze do holocausto.
Mencionamos ontem à noite que ele fala da cruz do nosso Senhor Jesus. Não há como chegar à presença de Deus senão pela cruz do nosso Senhor Jesus. A cruz é o caminho para Deus.
Vocês perceberão que ele fica bem à entrada. Não há como deixar de vê-lo, nem como passar por ele sem se deter. Ao nos aproximarmos de Deus, temos de chegar a Ele pela cruz do nosso Senhor Jesus.
A cruz é a realidade mais fundamental e mais abrangente da Palavra de Deus.
Vemos que não somente os nossos pecados são perdoados pela cruz — pelo sangue da cruz do nosso Senhor Jesus —, mas também que, pela morte do nosso Senhor Jesus na cruz, o nosso velho homem foi removido.
É pela cruz que a vida de Deus é liberada, para que tenhamos vida, vida eterna. E é por causa da cruz que nos tornamos filhos de Deus.
É essa mesma cruz que nos separa do mundo. Para o mundo, estamos crucificados; e, para nós, o mundo está crucificado.
É também pela cruz que o nosso Senhor Jesus venceu os principados e as autoridades, destruiu todo o poder das trevas e nos libertou do reino das trevas, transportando-nos para o reino do Filho do amor de Deus.
Portanto, vocês perceberão que tudo se fundamenta na cruz. Vemos que o sangue da cruz não somente lavou os nossos pecados, mas também que Deus nos fez um reino de sacerdotes. Assim, pela cruz, não somos apenas salvos; pela cruz, também somos salvos para servir.
A cruz está bem à entrada do caminho para Deus.
Então encontramos o segundo utensílio do átrio exterior: a bacia de bronze.
Quando os sacerdotes começam a servir no tabernáculo, seja ao se aproximarem do altar de bronze para oferecer sacrifícios, seja ao entrarem no lugar santo para ministrar a Deus, eles precisam lavar as mãos e os pés.
Mencionamos ontem à noite que nós, os que cremos no Senhor Jesus, tivemos os nossos pecados lavados pelo sangue. Vemos também que fomos lavados com água — não no sentido de remover os nossos pecados, mas no sentido de que o batismo em água fala de uma nova posição. Agora estamos em uma nova posição. Pertencemos a Cristo.
Todo crente é um sacerdote.
Ao nos aproximarmos do Senhor, somos todos pedras vivas, sendo edificados juntos como casa espiritual, sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo. Portanto, o sacerdócio universal dos crentes é o ensino da Bíblia.
Hoje, todo filho de Deus, homem ou mulher, adulto ou criança, se crê no Senhor Jesus, é ao mesmo tempo um sacerdote para Deus.
Como sacerdotes, é claro, sabemos que a nossa vocação é servir a Deus. Por isso, mencionamos ontem à noite: não importa qual seja a sua ocupação profissional, a sua vocação como crente, como sacerdote, é servir a Deus.
Mas lembremos que o Deus a Quem servimos é um Deus santo. Ele é um Deus vivo; Ele é um Deus santo. Portanto, não podemos servi-Lo se os nossos pés estiverem sujos e as nossas mãos estiverem impuras.
É por isso que vocês perceberão que os sacerdotes precisam lavar as mãos e os pés toda vez que servem a Deus.
Os nossos pés falam do nosso andar. Ao caminharmos pelo mundo, sem perceber, acumulamos a sujeira do mundo. Sem perceber, o espírito do mundo parece entorpecer o nosso espírito e afetar a nossa comunhão com o Senhor.
Portanto, vocês perceberão que isto é de extrema importância: sempre que começamos a servir ao Senhor, precisamos ter os pés lavados — lavados pela água —, para que o nosso espírito seja renovado e o nosso relacionamento com o Senhor seja novo e vivo, de modo que o nosso serviço seja aceitável a Deus.
E não somente os pés, mas também as mãos. Não podemos servir a Deus com as mãos da carne, porque a carne, aos olhos de Deus, é impureza. Precisamos ter as mãos lavadas.
Não podemos servir a Deus com a energia da carne, com a inteligência da carne, nem mesmo com os nossos talentos naturais. Precisamos ser lavados na água para que possamos servir a Deus com mãos limpas.
Também mencionamos ontem à noite que a água que lava é diferente do sangue que lava. O sangue nos lava dos nossos pecados, mas a água nos lava das impurezas.
A água aqui representa a vida do nosso Senhor Jesus. A vida do nosso Senhor Jesus em nós é essa água que continua a nos purificar com a Palavra, para que sejamos aptos a servir a Deus como sacerdotes.
Além disso, mencionamos que a bacia de bronze foi feita com os espelhos das mulheres que se reuniam diante da entrada da tenda da congregação.
Isso quer dizer que a vida dessas mulheres era tão dedicada a Deus que elas estavam dispostas a abrir mão dos seus espelhos. Antigamente, os espelhos eram feitos de bronze. Elas estavam dispostas a abrir mão dos seus espelhos. Não tinham interesse na vaidade, porque buscavam a glória de Deus.
Esses espelhos foram transformados na bacia de bronze. Assim, sempre que um sacerdote se aproxima da bacia, ela imediatamente o convence da sua impureza; ela o julga. Ela revela os seus pés sujos e as suas mãos impuras, para que a água possa lavá-lo e libertá-lo dessas impurezas.
Foi isso que mencionamos ontem à noite. Não posso repetir tudo, mas, como alguns de vocês não estavam presentes, fiz uma breve recapitulação.
Então, é claro, no átrio exterior não temos apenas a vida, mas também o ministério. Portanto, o nosso ministério no átrio exterior significa simplesmente isto: a cruz que nos salva é a cruz à qual servimos.
Pregamos Jesus Cristo, e Este crucificado. Esse é o nosso ministério.
Nesta noite, gostaríamos de dar mais um passo e entrar no lugar santo.
Sabemos que o lugar santo é o lugar dos sacerdotes. Os filhos de Israel podiam entrar no átrio exterior, mas não lhes era permitido entrar no lugar santo, porque o lugar santo é o lugar dos sacerdotes.
Portanto, irmãos e irmãs, agradecemos a Deus porque não fomos apenas feitos filhos de Deus, mas também fomos feitos um reino de sacerdotes. E, como sacerdotes, podemos entrar no lugar santo.
Vocês sabem que o lugar santo fica entre o Santo dos Santos e o átrio exterior. Assim, em certo sentido, o Santo dos Santos representa o céu, onde Deus habita, e o átrio exterior fala do mundo.
Mas o lugar santo fica entre o Santo dos Santos e o átrio exterior. Na verdade, ele fala da igreja. Por quê? Porque a igreja, quanto ao seu chamado e à sua natureza, é celestial; mas, quanto à sua localização e ao seu testemunho, está na terra.
Assim, vemos que somos uma casa espiritual e também um sacerdócio santo. Somos a igreja de Deus e somos o sacerdócio que serve na casa de Deus.
Uma coisa que vocês notarão é que, no átrio exterior, tudo é feito de cobre ou bronze. O altar de bronze é feito de madeira, mas revestido de cobre. A bacia de bronze é feita inteiramente de cobre.
Mencionamos ontem à noite que o cobre, nas Escrituras, fala da justiça divina em relação à responsabilidade humana. Por isso, ele fala de juízo.
Portanto, no átrio exterior, tudo é de cobre. Ele fala de juízo. Deus é justo, e tudo o que é injusto precisa ser julgado. Deus é santo, e tudo o que é impuro precisa ser julgado.
E, ao sermos julgados, graças a Deus, Ele fez provisão para nós — para a limpeza, para a purificação. Portanto, no átrio exterior, trata-se principalmente de purificação. Isso fala do primeiro estágio da nossa vida como crentes.
Todos nós nos preocupamos com essa questão da purificação. Como posso ser purificado dos meus pecados? Como posso ser purificado de todas as impurezas? É isso que nos ocupa no primeiro estágio da nossa vida como crentes.
Mas, quando vocês entram no lugar santo, percebem que tudo é de ouro.
O altar de ouro do incenso é feito de madeira de acácia, mas revestido de ouro. Vocês veem que a mesa de ouro dos pães da proposição é feita de madeira, mas revestida de ouro. Então encontram o candelabro de ouro; ele é de ouro puro. Tudo ali é de ouro.
Sabemos que o ouro, nas Escrituras, fala da natureza de Deus: incorruptível, nobre, acima de tudo. Ele fala da natureza de Deus, da natureza da vida de Deus.
Portanto, aqui, no lugar santo, vocês percebem que o conceito central não está na questão do juízo e da purificação. Antes, está nessa questão da iluminação e da transformação.
No átrio exterior, estamos ocupados com aquilo que o Senhor pode fazer por mim. Mas, no lugar santo, trata-se daquilo que o Senhor é para mim.
A primeira coisa que vocês notarão no lugar santo é o candelabro de ouro.
Vocês sabem que o átrio exterior é cercado, mas não tem cobertura. Por isso, no átrio exterior, as pessoas se movimentam à luz do sol.
Mas, quando vocês entram no lugar santo, percebem que ele não é apenas cercado, mas também coberto por várias camadas de cobertura, de modo que a luz do sol — a luz natural — não pode penetrar no lugar santo. No lugar santo, haveria completa escuridão se o candelabro não estivesse brilhando.
Assim, no lugar santo, vocês perceberão que as pessoas se movimentam guiadas pela luz do candelabro de ouro.
Agora, irmãos e irmãs, sabemos que, no estágio inicial da nossa vida como crentes, provavelmente o que determina o nosso andar, ou o que orienta as nossas decisões, é mais o raciocínio natural.
Em outras palavras, sempre que nos deparamos com um problema, procuramos resolvê-lo pelo raciocínio: os prós e os contras, o bem e o mal. Assim, nos primeiros dias da nossa vida cristã, provavelmente somos guiados pelo raciocínio natural.
Mas, à medida que vocês crescem no Senhor, percebem que a vida cristã já não é guiada pelo raciocínio natural. Em vez disso, percebem que são guiados pela luz que vem do candelabro de ouro.
Agora, o que é essa luz que vem do candelabro de ouro?
Lembramos que o nosso Senhor Jesus disse em João 8:12:
Eu sou a luz do mundo;
quem Me segue não andará em trevas,
mas terá a luz da vida.
Em outras palavras, esse candelabro de ouro e a luz sobre ele falam do nosso Senhor Jesus como a luz da vida.
Em 1 João 1:7, lemos:
Se andarmos na luz, como Deus está na luz, temos comunhão uns com os outros;
e o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.
Antes de 1 João 1:7, temos 1 João 1:5, que diz:
Deus é luz,
e não há Nele treva nenhuma.
Portanto, irmãos e irmãs, vemos que não somente a Palavra de Deus é luz; o próprio Deus é luz. Deus é luz, e Deus habita na luz.
Se andarmos na luz — a luz ali não se refere apenas à Palavra de Deus. A Palavra de Deus é luz que ilumina o nosso caminho; isso é verdade. Mas, em 1 João, vocês perceberão que a luz ali se refere a Deus, Que é luz.
Portanto, em outras palavras, se andarmos na luz, isso significa que, se andarmos na luz da vida, assim como Deus vive na luz, então teremos comunhão uns com os outros.
Agora, irmãos e irmãs, vocês sabem que a vida que recebemos no novo nascimento é a vida do nosso Senhor Jesus?
Todo filho de Deus tem essa luz dentro de si. Essa própria vida irradia luz de dentro. Em outras palavras, não somos guiados pela luz exterior, mas, no serviço a Deus, somos guiados pela luz interior.
O nosso Senhor Jesus disse em Mateus 6:22-23:
A candeia do corpo é o olho;
se o teu olho for simples,
todo o teu corpo será cheio de luz.
Mas, se o teu olho for mau,
todo o teu corpo será cheio de trevas.
Aquilo a que o Senhor Se refere não é algo exterior. É o que está dentro. Portanto, queridos irmãos e irmãs, lembremos que todos nós temos a luz da vida dentro de nós.
A vida do Senhor Jesus fará a sua luz brilhar sobre nós a partir do nosso interior. E, quando ela começa a brilhar de dentro, é nossa responsabilidade andar na luz, assim como Deus habita na luz.
Agora, deixem-me usar uma ilustração. Deus é luz, e Ele habita na luz. É claro que, ao usarmos uma ilustração, podemos dizer que a Sua luz é perfeita, a Sua luz é completa, a Sua luz é absoluta, a Sua luz é plena. Digamos que seja uma luz equivalente a cem velas. É assim que Deus é.
Mas vocês sabem que, quando creem no Senhor Jesus, essa vida entra na vida de vocês? E essa vida de Cristo em vocês — como vocês acabaram de nascer, são bebês em Cristo — provavelmente é uma luz equivalente a apenas uma vela.
A luz é nova, por isso a luz é pequena. Mas, pelo menos, vocês têm a luz de uma vela. Essa luz de uma vela brilhará de dentro para lhes mostrar como devem andar diante de Deus.
Vocês já não são guiados pelos raciocínios exteriores, pelo que as pessoas dizem, nem mesmo pelo que o seu próprio raciocínio diz. Vocês devem ser guiados, no seu andar, pela luz da vida que brilha de dentro.
Quando a luz brilha, é sua responsabilidade andar na luz. E Deus está na luz. Quando vocês fazem isso, têm comunhão uns com os outros.
É verdade: a luz de Deus equivale a cem velas, e a sua luz equivale a apenas uma vela. Embora haja uma grande diferença de intensidade, lembrem-se de que a natureza é a mesma, porque se trata da própria vida de Deus.
Portanto, embora as intensidades sejam diferentes, a natureza é a mesma. Por isso, pode haver comunhão. E o sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, nos purifica de todas as coisas.
Vocês perceberão que, à medida que obedecem à luz de uma vela que possuem, e Deus começa a ter comunhão com vocês, Ele começa a lhes mostrar algo que precisa ser purificado. O sangue do Senhor Jesus está ali, disponível para vocês, para que possam crescer até ter a luz de duas velas.
Ao obedecerem e andarem na luz de duas velas, vocês novamente têm comunhão com Deus. Quando têm comunhão com Deus, percebem que a luz começa a brilhar sobre vocês e lhes mostra algo mais que precisa ser purificado.
Quando obedecem a essa luz, começam a ter a luz de três velas. É assim que crescemos em vida.
O nosso crescimento espiritual não se fundamenta em nada exterior. Ele se fundamenta na vida interior. A vida brilha e continua a brilhar; e, se obedecermos, então cresceremos, e a nossa comunhão com Deus não será interrompida.
Irmãos e irmãs, às vezes fazemos esta pergunta: “Como Deus pode ter comunhão comigo? Deus é perfeito. Eu sou imperfeito. Como Ele pode ter comunhão comigo?”
Bem, se isso tiver de esperar até que alcancemos a luz de cem velas, não teremos esperança.
Mas, graças a Deus, Ele lida conosco como um adulto lida com uma criança. Somos apenas um bebê. Por sermos um bebê, há muitas coisas que não entendemos. Há muita sujeira, muita impureza e muitos pecados dos quais nem sequer temos conhecimento.
Eles estão ali, mas não temos consciência deles. Tudo aquilo de que tomamos consciência está sendo iluminado pela luz da vida. Sempre que somos iluminados pela luz da vida, precisamos confessar, e o sangue de Jesus nos purifica de todos os nossos pecados.
Mas ainda há muitas, muitas impurezas em nós. Como temos apenas a luz de uma vela, não vemos toda essa sujeira e poeira. Ainda assim, Deus pode ter comunhão conosco. Graças a Deus por isso.
Por outro lado, se vocês têm a luz de três velas e andam apenas na luz de duas velas, então a sua comunhão com Deus será interrompida.
É por isso, queridos irmãos e irmãs, que vocês nunca podem julgar nenhum irmão ou irmã.
Porque ele precisa andar na luz que Deus lhe deu, e você precisa andar na luz que Deus lhe deu. Como você pode julgar o seu irmão ou a sua irmã?
Às vezes, você pode ter a luz de cinco velas, e outra pessoa tem apenas a luz de duas velas; mas ela está andando com o Senhor, com a consciência sem culpa, e tem comunhão com Deus. Às vezes, você pensa: “Como ela pode fazer isso? Posso ver que ainda há certas coisas na vida dela que não estão certas”. Mas Deus é mais generoso do que você.
É assim que crescemos no Senhor. É a luz da vida, a luz interior. Se andarmos na luz, se seguirmos o Senhor Jesus — Ele é a luz da vida —, não andaremos em trevas, mas teremos a luz da vida.
Bem, talvez eu possa explicar isso de outra maneira. Em 1 João 2:27, está escrito que temos a unção dentro de nós. Vocês não precisam que alguém os ensine. Têm a unção dentro de vocês, e aquilo que a unção ensina é verdadeiro e não é falso.
Obedeçam ao ensino da unção, e vocês permanecerão em Cristo.
Essa é apenas outra maneira de expressar a mesma coisa. Sabemos que a unção dentro de nós fala do Espírito Santo. O Espírito Santo é o azeite, e, quando o Espírito Santo opera, é como uma unção — como algo sendo aplicado sobre vocês.
Vocês sabem, irmãos e irmãs, que, quando o Espírito Santo trabalha na sua vida, é como um unguento derramado sobre as suas feridas. Ele traz alívio. Ele é suave. Nunca força nem domina de maneira opressiva; é suave, persistente e muito encorajador.
Vocês percebem que o Espírito Santo Se move suavemente sobre as suas feridas. O propósito não é feri-los, mas curá-los, restaurá-los.
Portanto, é a unção dentro de vocês. O Espírito Santo falará com uma voz mansa e suave. Não é como um grande fogo. Não é como um terremoto. Não; nós estamos esperando um terremoto, mas Deus não está ali. É uma voz mansa e suave.
Dentro do nosso espírito, nós a ouvimos:
Este é o caminho; andai nele.
Irmãos e irmãs, se obedecermos ao ensino da unção, então permaneceremos em Cristo.
Vocês perceberão que o Espírito Santo dentro de nós não é apenas a unção que nos ensina todas as coisas; Ele também é a lei do Espírito da vida. Ele não apenas ensina, mas nos dá o poder que nos capacita a obedecer a tudo o que Ele ensina. Isso é graça.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, vocês perceberão que, no lugar santo, começam a experimentar Cristo como a luz da vida. Começam a ver que Ele os conduz dia após dia. Vocês andam pela Sua luz, e como isso é uma bênção.
Não há razão para vocês tropeçarem. Tropeçamos na escuridão. Vocês têm a luz. Se obedecerem à luz da vida, perceberão que crescem no Senhor e são capazes de servir a Deus de acordo com essa luz.
Esse é o candelabro de ouro: Cristo, a nossa luz da vida.
Vocês perceberão que, no lugar santo, há outro utensílio chamado mesa de ouro dos pães da proposição.
Sempre que pensam em uma mesa, como fizemos antes — havia muitas mesas aqui —, vocês sabem o que ela significa. Uma mesa fala de comunhão. Vamos partir o pão juntos. Isso é comunhão; é compartilhar.
Aquilo que vocês desfrutam à mesa — tudo o que é colocado sobre a mesa para vocês desfrutarem como alimento — é a sua comida. Portanto, em outras palavras, aqui vocês percebem que Cristo não é apenas a nossa luz da vida, mas também o pão da vida.
Ele é a nossa vida. Cristo é a nossa vida. Ele é Aquele Que nos ampara, nos sustenta, nos nutre e nos dá força. Ele é a nossa própria vida.
A expressão “pães da proposição”, no original, significa literalmente “pão da presença” ou “pão da face”.
Aqui vocês encontram o nosso Senhor Jesus como os pães da proposição sobre a mesa, com o incenso puro espalhado sobre os pães. A fragrância sobe até Deus, para que Deus a desfrute. O nosso Senhor Jesus é uma alegria para o Pai.
Vocês se lembram de que, quando o nosso Senhor Jesus estava na terra, os céus se abriram repetidas vezes, e uma voz disse:
Este é o Meu Filho amado,
em Quem Me comprazo.
O nosso Senhor Jesus é uma fragrância. Ele é um aroma suave.
O pão da presença está diante de Deus — voltado para Deus. E, quanto a nós, vocês percebem que os pães da proposição, depois de ficarem expostos durante uma semana, são trocados a cada sábado. Tudo o que é retirado da mesa se torna alimento dos sacerdotes.
Portanto, irmãos e irmãs, o nosso Senhor Jesus não é apenas uma fragrância para o Pai, mas também o nosso alimento. Somos sacerdotes. Por isso, temos o privilégio de recebê-Lo como o nosso alimento, como a nossa vida.
Irmãos e irmãs, no início da nossa vida cristã, sabemos que o nosso Senhor Jesus é o nosso Salvador. E damos graças a Deus por isso. Ele é o nosso Salvador. O Seu sangue foi derramado para a remissão dos nossos pecados. Os nossos pecados foram perdoados. Graças a Deus por isso.
Mas não sabemos que Ele também é a nossa vida.
Se você conhece Cristo apenas como o seu Salvador, sim, os seus pecados foram perdoados, e o passado está resolvido. Mas e o presente? Como você vai viver dia após dia diante de Deus? Como você vai viver a sua vida cristã?
Muitas pessoas conhecem o Senhor como o seu Salvador e, depois de serem salvas, pensam: “Agora estamos salvos. Precisamos viver uma vida boa. Precisamos viver uma vida que agrade a Deus”. Então vocês se determinam; fazem resoluções. “Agora vou fazer a vontade de Deus. Vou agradar a Deus. Vou viver uma boa vida cristã — ou pelo menos vou tentar.”
Quanto mais vocês tentam, mais ficam nervosos. É por isso que há tantos cristãos nervosos hoje.
Porque ninguém pode viver a vida cristã por si mesmo.
O Senhor Jesus não somente nos salvou dos nossos pecados, mas também nos salvou de nós mesmos.
Costumo dizer que, quando pregamos o evangelho aos pecadores, dizemos ao pecador: “Não tenha medo de morrer, porque Cristo morreu por você, de modo que você já não morrerá”. Quando os santos morrem, não é morte; é sono.
Mas há um evangelho para os crentes: “Você não precisa ter medo de viver. Você não precisa viver por si mesmo. Alguém vive por você. Cristo vive por você”. Então, por que viver por si mesmo?
Irmãos e irmãs, tantos cristãos estão cansados de viver. Vocês estão cansados? Algumas pessoas dizem: “Estou aposentado, mas não estou cansado”. Talvez você esteja cansado, mas ainda não tenha se aposentado. Ainda está tentando. Ainda está tentando. Por quê?
Porque você não sabe que Jesus é a sua vida. Ele é o pão da proposição. Ele é a mesa de ouro dos pães da proposição. Ele está Se comunicando a você, dando-Se a você para ser a sua própria vida.
Ora, para que serve a vida, senão para viver? Então, deixe que Ele viva. Por que você quer viver, por si mesmo, uma vida tão miserável? Por que não simplesmente desistir de viver por si mesmo e deixar que Ele viva?
O apóstolo Paulo disse em Gálatas 2:20:
Estou crucificado com Cristo;
e já não sou eu quem vive,
mas Cristo vive em mim.
Cristo é a nossa vida. Você começa a ver que Ele é a sua vida; Ele é a sua luz.
Então, no lugar santo, temos o altar de ouro do incenso.
O altar de ouro do incenso fala de Cristo como o nosso Sumo Sacerdote. Cristo, o nosso Sumo Sacerdote.
Por quê? Porque o incenso fala das virtudes, da beleza do nosso Senhor Jesus. Ele é feito de especiarias aromáticas, transformadas em incenso. O incenso é queimado e sobe até Deus, como um aroma suave para Deus, para satisfazer e agradar o coração de Deus.
É isso que o nosso Senhor Jesus é. Ele é o nosso Sumo Sacerdote.
Em Hebreus 7:25, somos informados de que Ele é capaz de salvar completamente aqueles que se aproximam de Deus por meio Dele.
Temos um Sumo Sacerdote Que é santo, irrepreensível, separado dos pecadores e feito mais elevado do que os céus. Agora Ele está à direita de Deus, Seu Pai, intercedendo por nós, para nos salvar completamente — até o fim.
Queridos irmãos e irmãs, conhecemos o nosso Senhor Jesus como o nosso Sumo Sacerdote? Todo o livro de Hebreus trata desse assunto: Cristo é o nosso Sumo Sacerdote.
Por quê? Porque, se não conhecermos Cristo como o nosso Sumo Sacerdote, não poderemos viver hoje. Como podemos viver hoje se não O conhecemos como o nosso Sumo Sacerdote?
Na terra, Ele é o nosso Apóstolo. Deus O enviou a esta terra para cumprir uma missão, a obra da redenção, e ela está concluída. Por isso, vocês veem que Ele está sentado à direita de Deus. Não há mais nada a fazer; a obra da redenção está completa. Vocês não podem acrescentar nada a ela.
Mas, ao mesmo tempo, vocês perceberão que o nosso Senhor Jesus não está sentado no céu, cochilando e deixando a cabeça pender. Ele está muito ocupado no céu.
Como Sumo Sacerdote, vocês veem que Ele está de pé no meio dos sete candelabros de ouro. Como Apóstolo, Ele está sentado: a obra está concluída. Como Sumo Sacerdote, Ele está de pé, porque ainda está servindo. Ele está ali ministrando à Sua própria igreja.
Ele ama a Sua igreja. Está santificando a igreja pela lavagem da água com a Palavra, para apresentar a Si mesmo uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, santa e sem defeito.
Ele está intercedendo. Irmãos e irmãs, a melhor maneira de explicar isso é esta: enquanto Ele intercede diante do Pai, o Espírito Santo trabalha em nós.
Esse é o sumo sacerdócio do nosso Senhor Jesus. Precisamos conhecê-Lo como o nosso Sumo Sacerdote. Sem a Sua intercessão, não posso viver nem um minuto.
Portanto, irmãos e irmãs, vocês perceberão que, no lugar santo, começam a compreender que Cristo é a sua vida, Ele é a sua luz e Ele é o seu Sumo Sacerdote. Em outras palavras, tudo de que vocês precisam para viver a vida cristã já foi providenciado.
É uma Pessoa: Cristo Jesus. Ele é a provisão de Deus para vocês.
Bem, essa é a vida do crente no lugar santo. Agora voltamos ao ministério do crente no lugar santo, porque o lugar santo é o lugar onde os sacerdotes realmente ministram.
Todas as manhãs, o sacerdote entrava no lugar santo para aparar o pavio da lâmpada, para cuidar dela. Ele usava um espevitador de ouro.
Antigamente, não era como as lâmpadas elétricas que temos hoje. Era um recipiente. Colocava-se azeite nele e também um pavio. Quando o pavio absorvia o azeite e era aceso, então a luz começava a brilhar.
Mas, depois de algum tempo acesa, vocês perceberiam que o nível do azeite baixava e que o pavio, por estar sendo usado, ficava carbonizado na ponta. Quando isso acontecia, a luz começava a enfraquecer.
Por isso, todas as manhãs e todas as tardes — duas vezes ao dia —, o sacerdote cuidava da lâmpada, para que ela permanecesse acesa da tarde até a manhã e da manhã até a tarde. O propósito era manter a luz acesa dia e noite.
Tudo no lugar santo fala da igreja, porque o próprio lugar santo fala da igreja.
O candelabro de ouro fala da igreja. Como sabemos disso? Porque, em Apocalipse 1:12-13, vocês se lembram de que João, na ilha de Patmos, teve uma visão. Na visão, ele viu Alguém semelhante ao Filho do Homem, de pé no meio de sete candelabros de ouro.
O significado dos candelabros foi explicado ao apóstolo João: os candelabros são as igrejas. Portanto, sabemos que um candelabro representa uma igreja.
Em outras palavras, na terra há a igreja em Éfeso, mas, diante de Deus, há um candelabro de ouro que representa a igreja em Éfeso.
Agora, o que é a igreja? A igreja é um candelabro. O que é um candelabro? Um candelabro é um instrumento ou um recipiente para a luz, para elevar a luz, de modo que ela possa iluminar toda a casa.
Um candelabro não é um fim em si mesmo; é um meio para um fim. Portanto, a igreja não é um fim em si mesma. O testemunho de Jesus deve brilhar, para que as pessoas possam ver e ouvir Cristo. É isso que a igreja é.
Irmãos e irmãs, quando o povo de Deus se reúne, qualquer pessoa que entre no meio do povo de Deus deveria imediatamente ser convencida pelo Espírito de Deus, prostrar-se e dizer: “Deus está no meio de vocês”. É isso que a igreja é.
A igreja nunca chama a atenção para si mesma. Ela aponta as pessoas para Cristo. É um meio para um fim. Seu propósito é exaltar Cristo. Essa é a única razão para a existência de uma igreja.
Se a luz se apagar, então esse candelabro deverá ser removido. Em outras palavras, aos olhos de Deus, ele já não tem utilidade. Pode continuar na terra, mas, diante de Deus, já não existe. O testemunho desapareceu.
Portanto, é isso que a igreja é: um candelabro de ouro.
Queridos irmãos e irmãs, vocês perceberão que isso é muito estranho, em certo sentido. O que é a igreja? Dizemos que uma igreja é composta de crentes.
Creio que entendemos isso melhor. A igreja não é um edifício em uma esquina da praça da cidade. Muitas vezes há uma praça na cidade: em três esquinas, há três edifícios de igrejas diferentes, e, em uma esquina, há um tribunal.
Mas não é isso que a igreja é. A igreja não é feita de tijolos, pedra, barro, madeira ou qualquer outro material. Creio que entendemos isso melhor.
O que é a igreja? A igreja é formada pelo povo de Deus. Deus chamou pessoas de todas as nações, de todas as tribos, de todos os povos e de todas as línguas, e reuniu essas pessoas junto a Si. Essa é a igreja.
O Senhor diz em Mateus 18:20:
Onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome,
aí estou Eu no meio deles.
É isso que a igreja realmente é.
Agora, se é assim, há algo errado aqui. Por quê? Porque, se é assim, o candelabro deveria ser feito de madeira e revestido de ouro. Não seria mais correto?
Nós somos madeira, certo? A madeira representa a natureza humana, e todos nós somos humanos. Somos as pessoas que formam a igreja. Portanto, ele deveria ser feito de madeira, mas, graças a Deus, revestido de ouro.
É assim que o candelabro deveria ser. Mas, estranhamente, vocês perceberão que, na revelação de Deus, não é assim. Na revelação de Deus, o candelabro não contém madeira. Ele é todo de ouro. É todo de ouro.
Por quê? Porque a igreja não é formada por você e por mim. Bem, se a igreja fosse formada por você e por mim, ai da igreja.
Vocês perceberão que até duas pessoas são tão diferentes que acabam brigando. A igreja será dividida. Duas pessoas na carne não conseguem habitar juntas.
Graças a Deus, não se trata de você e de mim. Trata-se de Cristo em você e de Cristo em mim.
É por isso que ela é de ouro. É toda de ouro. Não há madeira ali. Em outras palavras, tudo o que é de você ou de mim precisa ser eliminado pela cruz.
O que resta é Cristo. É Cristo em você e em mim, sendo edificado juntamente para formar o candelabro de ouro.
Sabem, há uma ilustração de que gosto muito. Quando o povo de Deus se reúne para partir o pão, vocês veem um pão sobre a mesa. Esse é Cristo; ele representa Cristo — o Seu corpo.
O Verbo Se fez carne, encarnou-Se. Deus assumiu a semelhança da carne do pecado. Nesse corpo, Ele viveu trinta e três anos de modo absolutamente perfeito diante de Deus. Na cruz, esse corpo foi partido por nós.
Portanto, quando nos reunimos para lembrar o Senhor, antes de partirmos o pão, aquele pão representa Cristo — a Sua própria Pessoa.
Mas, quando partimos o pão, você pega um pedaço, eu pego um pedaço, cada um pega um pedaço. Já não há pão sobre a mesa.
Mas, quando Deus olha do céu, Ele ainda vê aquele pão inteiro.
Aquele pão é o Cristo. Essa é a igreja.
Em 1 Coríntios 12:12, somos informados de que o corpo é um e tem muitos membros. Embora os membros sejam muitos, há um só corpo; assim também é o Cristo.
Em outras palavras, vocês perceberão que Cristo está em nós, e Ele é representado corporativamente pelo Seu povo.
Portanto, o candelabro representa a igreja. A igreja envolve você e eu — isso é verdade —, mas é Cristo em você, Cristo em mim e Cristo em cada um de nós. Lembrem-se, porém: é Cristo, não Cristo mais você.
O problema do cristianismo hoje é que, quando trazemos Cristo, trazemos a nós mesmos também. Percebemos que há uma medida maior de nós mesmos e uma medida muito pequena de Cristo. É por isso que temos toda essa confusão, todos esses problemas.
Como precisamos que a cruz opere em nossa vida, para que haja Cristo, e somente Cristo.
Há muito que poderíamos dizer, mas não posso entrar em mais detalhes. Precisamos seguir adiante. Em outras palavras, vocês perceberão que somos o candelabro.
O propósito de estarmos juntos é apenas um: conter Cristo e exaltar Cristo no poder do Espírito Santo.
Mas então vocês perceberão que não somos apenas o candelabro; também somos os sacerdotes. Em outras palavras, cabe ao sacerdote cuidar da lâmpada. Portanto, é nossa responsabilidade, como sacerdotes, cuidar para que a luz permaneça acesa.
Esse é um serviço de vinte e quatro horas. É responsabilidade de cada irmão e de cada irmã na igreja cuidar para que o azeite seja fornecido.
Vocês se lembram de que, em Zacarias 4:2-3, ele viu um candelabro de ouro e, dos dois lados do candelabro de ouro, duas oliveiras. Essas duas oliveiras derramavam continuamente ouro na taça.
Então vocês perceberão que o ouro, ao ser queimado, se transforma em azeite para a luz. Essas duas árvores representam os filhos do azeite. Em outras palavras, eles são cheios do Espírito Santo.
Por serem cheios do Espírito Santo, eles são capazes de fornecer azeite à lâmpada, para que a luz brilhe.
Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se: ser cheio do Espírito Santo não é apenas para o seu prazer pessoal ou para o seu orgulho pessoal. Não é isso.
Ser cheio do Espírito Santo é fornecer azeite à lâmpada. Como precisamos ser cheios do Espírito Santo. A ordem é:
Enchei-vos do Espírito.
À medida que vocês são cheios do Espírito Santo, não faltará azeite à igreja, e a luz permanecerá acesa.
Por outro lado, há o pavio. Precisamos apará-lo.
Às vezes, vocês percebem que o pavio e o azeite estão separados; por isso, o azeite não passa. Ou, às vezes, a ponta do pavio está queimada, suja, e o azeite não consegue passar. É preciso usar o espevitador de ouro para cortá-la, de modo que o azeite possa ser absorvido pelo pavio.
Agora, irmãos e irmãs, isso significa simplesmente que também somos como o pavio.
É o azeite que produz a luz. O pavio não produz a luz. Se vocês queimarem um pavio, ele desaparecerá, consumido em poucos segundos. É o azeite que produz a luz.
É isso que somos: um pavio. Não podemos fornecer a luz, mas permitimos que o Espírito Santo flua por meio de nós, para que, no poder do Espírito Santo, o testemunho de Jesus seja mantido.
Não podemos manter o testemunho de Jesus. É o poder do Espírito Santo, como diz Zacarias 4:6:
Não por força, nem por poder,
mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.
Mas temos a responsabilidade de cuidar para que o pavio esteja desimpedido, para que o azeite possa passar.
É por isso que a Bíblia diz: não entristeçam o Espírito Santo. Não apaguem o Espírito Santo. Não resistam ao Espírito Santo. Obedeçam ao Espírito Santo.
Se cooperarmos, então vocês perceberão que o Espírito Santo pode fluir por meio de nós, e é assim que a luz brilha. Essa é a nossa responsabilidade.
Irmãos e irmãs, cada um de nós é responsável por verificar se está cheio do Espírito Santo.
Ser cheio do Espírito Santo, dito de outra maneira — e é isso que o original significa —, é ser governado pelo Espírito Santo. A sua vida está sob o domínio, sob o governo do Espírito Santo.
Quando vocês estão sob o governo do Espírito Santo, estão cheios do Espírito Santo. Então o azeite passará, e a luz brilhará.
Portanto, aqui vocês percebem que a igreja é um candelabro, e nós somos os sacerdotes que ministram junto ao candelabro.
Agora vocês perceberão que, no que diz respeito ao nosso ministério, não há apenas o candelabro, mas também a mesa de ouro dos pães da proposição.
Os pães da proposição não representam apenas Cristo como o pão da vida; também representam a igreja. Por quê? Porque vocês percebem que há doze pães, e não apenas um. Os doze representam as doze tribos de Israel.
Eles são colocados em duas fileiras. O número dois, nas Escrituras, fala de testemunho. Se há duas ou três testemunhas, então tudo fica estabelecido. Portanto, a igreja existe para testemunhar, e o número doze fala de perfeição governamental.
Aqui vocês percebem que os pães sobre a mesa — o pão memorial — também representam a igreja.
Ora, a igreja é uma comunhão, não é? A mesa fala de comunhão. O que é a igreja? A igreja é uma comunhão.
Em outras palavras, temos comunhão com Deus Pai e com Deus Filho e, sobre essa base, temos comunhão uns com os outros.
Vocês se lembram de que o apóstolo João disse em 1 João 1:3:
O que temos visto e ouvido, isso também vos anunciamos,
para que também tenhais comunhão conosco;
e a nossa comunhão é com o Pai
e com Seu Filho Jesus Cristo.
É isso que comunhão significa. Temos comunhão com o Pai e com o Filho e, sobre essa base, temos comunhão uns com os outros. Estamos todos à mesa. Compartilhamos juntos. Temos comunhão juntos. Juntos, compartilhamos Cristo, compartilhamos Cristo uns com os outros. Isso é comunhão.
Vocês veem esses pães e o incenso sobre eles. Quanto a Deus, há a fragrância sobre os pães — sabem, em inglês esse incenso é chamado frankincense, e o termo frank também significa franco, aberto. Em outras palavras, a fragrância simplesmente se espalha; ela não fica escondida.
Assim, vocês percebem que a doce fragrância sobe até Deus. Oh, como Deus Se agrada da comunhão dos santos.
Sempre que um irmão ou uma irmã tem comunhão com outro irmão ou irmã, há alegria no céu. É claro que o apóstolo João diz que a alegria de vocês pode ser completa. Nada proporciona mais alegria do que ter comunhão com os irmãos e as irmãs.
Somos os filhos, e ali somos apresentados para a glória de Deus e também para servirmos de alimento uns aos outros.
Sabem, na comunhão, alimentamos uns aos outros. Sentimo-nos satisfeitos. Sentimo-nos felizes, alegres. Eu recebo Cristo de você, e você recebe Cristo de mim. Portanto, vocês percebem que crescemos em Cristo. Essa é a igreja.
Não somente isso; vocês perceberão que é aí que está o nosso ministério. Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se de que somos uma comunhão. Por isso, precisamos ter comunhão uns com os outros.
Quanto mais temos comunhão com Deus — com Deus Pai e com Deus Filho —, mais somos capazes de ter comunhão uns com os outros.
A comunhão é uma via de mão dupla. Nunca pensem na comunhão como uma via de mão única. Em outras palavras, há pessoas que estão sempre dando, dando e dando, e algumas pessoas estão sempre recebendo, recebendo e recebendo, sem nunca dar. Isso não é comunhão.
A comunhão é de mão dupla. Portanto, cada irmão e irmã deve compartilhar com os outros. Não fiquem apenas recebendo, recebendo e recebendo. Aquilo que vocês receberam, compartilhem com outra pessoa.
Ao compartilharem, vocês são enriquecidos, a alegria enche o seu coração, e o Pai Se agrada. Portanto, uma igreja é uma comunhão. É aí que o nosso ministério realmente está.
Então vocês encontram o altar de ouro do incenso. Quanto à história judaica, todos os dias um dos sacerdotes ia ao altar de ouro do incenso para queimar incenso.
Isso deveria ser feito todos os dias, duas vezes ao dia, na hora da oração: a oração da manhã e a oração da tarde.
Então um sacerdote entrava no lugar santo para queimar incenso. Isso era considerado a maior honra que um sacerdote poderia receber. Por quê? Porque o altar de ouro do incenso é o que fica mais próximo da arca e do propiciatório.
Quando o sacerdote entrava para queimar o incenso, todo o povo ficava no átrio exterior. Ninguém permanecia no interior do templo. O sacerdote estava ali sozinho.
Enquanto o incenso queimava, ele fazia a oração da nação. Não deveria fazer a sua própria oração particular. Deveria fazer a oração da nação. Sabemos que a oração da nação de Israel era para que o Messias viesse.
Era assim no Antigo Testamento. Mas, no Novo Testamento, graças a Deus, tudo é graça. Cada um de nós tem o privilégio de ir ao altar de ouro do incenso para queimar incenso ali. Cada um de nós pode fazer isso.
Antigamente, se um sacerdote recebesse esse privilégio por sorteio, e a sorte recaísse sobre ele para queimar incenso no altar de ouro, ele só poderia fazê-lo uma vez na vida. Nunca poderia repetir. Muitos serviam a vida inteira sem receber esse privilégio.
Ao lerem Lucas, vocês encontram Zacarias. Ele já estava avançado em idade, prestes a se aposentar, e nunca havia recebido esse privilégio. Então, de repente, o privilégio lhe foi concedido.
Graças a Deus, isso está inteiramente aberto a cada um de nós. Em outras palavras, fomos feitos adoradores. Fomos feitos intercessores.
O que é a igreja? A igreja é uma casa de oração para todas as nações. É isso que a igreja é.
Devemos adorar a Deus, porque é isso que o Pai procura. O Pai procura verdadeiros adoradores, aqueles que O adoram em espírito e em verdade. Somos os verdadeiros adoradores. Podemos nos apresentar diante Dele e adorá-Lo.
Sabem, adoramos a Deus por meio de Cristo e adoramos a Deus com Cristo.
Como vocês adoram? Adoram a Deus com Cristo, porque ninguém é digno diante de Deus. Somente Cristo é digno. Quando adoramos com Cristo, então Deus aceita essa adoração.
Se vocês tentarem adorar apresentando a si mesmos, serão rejeitados. Vocês percebem que Caim tentou adorar com o melhor da sua produção, e ele foi rejeitado. Mas, quando Abel adorou com o cordeiro, foi aceito.
Portanto, irmãos e irmãs, é isso que adoração significa. Quando vocês adoram a Deus, não O adoram apresentando a si mesmos, como aquele fariseu:
Senhor, jejuo duas vezes por semana;
dou o dízimo de tudo quanto possuo.
Vê como sou um homem bom.
Ele não foi justificado. Mas aqui vocês encontram um publicano:
Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador.
Ele voltou para casa justificado. Nós adoramos com Cristo.
Irmãos e irmãs, quando nos reunimos para adorar a Deus, adoramos a Deus com Cristo. Agradecemos a Deus pelo que Cristo fez por nós. Dizemos a Deus quanto apreciamos o Seu presente para nós. Dizemos a Deus o que Cristo significa para nós, e adoramos a Deus com Cristo.
Quando adoramos a Deus com Cristo, então o coração de Deus é satisfeito. Isso é adoração.
É por isso que, quanto mais conhecemos Cristo, mais somos capazes de adorar. Muitas vezes, percebemos que a nossa adoração é apenas palavras; não há substância. A razão é que não conhecemos Cristo como deveríamos.
Se experimentarmos mais de Cristo, teremos muito mais com que adorar a Deus.
Não somente adorar, mas também orar, interceder. Vocês sabem que o Senhor Jesus ensina a igreja a orar em Mateus 6:9-10:
Pai nosso, Que estás nos céus,
santificado seja o Teu nome;
venha o Teu reino;
seja feita a Tua vontade na terra,
assim como no céu.
Em outras palavras, oração não é apenas pedir alguma coisa para nós mesmos. A oração da igreja é tomar posição ao lado de Deus, para que a Sua vontade seja feita na terra como no céu. Esse é o nosso ministério.
Quando a igreja se reúne para orar, não estamos fazendo as nossas orações individuais. Estamos orando corporativamente pelos interesses de Deus, pela glória de Deus.
Portanto, no lugar santo, vocês percebem que é assim que trabalhamos juntos como sacerdotes, que ministramos a Deus. É um ministério dirigido a Deus.
Quando vocês saem para o átrio exterior, ministram às pessoas. Mas, quando entram no lugar santo, ministram a Deus.
Esse é o segundo estágio da nossa vida como crentes. Que o Senhor nos ajude, portanto, para que não permaneçamos apenas no átrio exterior, mas, pela graça de Deus, entremos no lugar santo e ministremos a Deus.
Vamos orar?
Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos pela maravilhosa provisão que fizeste para nós em Cristo Jesus.
Nós Te agradecemos porque o nosso Senhor Jesus não é apenas o holocausto, a oferta de cereais, a oferta pacífica, a oferta pela culpa, a oferta pelo pecado — o Cordeiro de Deus, Que tira o pecado do mundo.
Nós Te louvamos e Te agradecemos porque o nosso Senhor Jesus é Aquele Que nos lava com a Sua vida pela Palavra, para que sejamos purificados de todas as impurezas.
Nós Te louvamos e Te agradecemos porque nos fizeste um reino de sacerdotes para Deus, para que possamos servir-Te com mãos limpas e pés limpos.
Pai, nós Te agradecemos porque o nosso Senhor Jesus é verdadeiramente a nossa vida, a nossa luz, o nosso Sumo Sacerdote. Não podemos viver sem Ele, mas, com Ele, podemos viver. Oh, a vitória que há em Jesus. Oh, como nós Te adoramos.
Nós Te louvamos e Te agradecemos porque não somente fizeste de Cristo a nossa vida, a nossa luz e o nosso Sumo Sacerdote, mas também nos chamaste para sermos o Teu instrumento de testemunho. Tu nos chamaste para sermos uma comunhão. Tu nos chamaste para sermos adoradores e intercessores.
Senhor, oramos para que, pela Tua graça, por meio Daquele Que é a nossa vida, a nossa luz e o nosso Sumo Sacerdote, sejamos capazes de cumprir o nosso ministério diante de Ti, para o louvor da Tua glória.
Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.