Bem, estou muito feliz pela oportunidade de vir aqui visitar vocês, irmãos e irmãs.
O que gostaria de compartilhar com vocês desta vez, queridos irmãos e irmãs, é algo muito fundamental, mas espero que também seja muito prático. Trata-se da vida e do ministério do cristão, conforme ilustrados pelo tabernáculo.
Suponho que todos vocês conheçam o tabernáculo do Antigo Testamento. Para mim, o tabernáculo é uma das melhores ilustrações que encontramos na Palavra de Deus. Sua aplicação é tão ampla que podemos usá-lo para muitos, muitos propósitos diferentes.
Basicamente, é claro, sabemos que o tabernáculo fala do Senhor Jesus e também da igreja. Mas, desta vez, gostaríamos de usá-lo para falar da vida e do ministério do cristão.
Vocês sabem que o tabernáculo se divide em três partes: o átrio exterior, o lugar santo e o Santo dos Santos.
O átrio exterior fala de purificação. Esse é o primeiro estágio, o estágio inicial da vida e do ministério do cristão. O lugar santo fala de iluminação, ou transformação — o segundo estágio de nossa vida e ministério. Por fim, o Santo dos Santos fala de união, nossa união com Cristo em Deus, que é o estágio final.
É claro que sabemos que, na experiência espiritual, não podemos simplesmente compartimentalizar as coisas. Em outras palavras, quando as pessoas estão experimentando a purificação, podem, ao mesmo tempo, ter alguma experiência de iluminação e até mesmo de união.
Mas, ao olhar para sua própria vida, creio que você descobrirá que há um período em que um estágio parece ser mais proeminente do que os outros. Talvez, na primeira fase, você perceba que a purificação é o fator predominante em sua vida e ministério cristãos. Mas isso não significa que você nada saiba sobre iluminação ou que não esteja sendo transformado de maneira alguma. Tampouco significa que você nada saiba sobre a união com Cristo em Deus. Você sabe, sim.
Mas, predominantemente, nesse estágio de sua vida cristã, a purificação é o fator principal. Depois, à medida que você cresce com o Senhor, descobrirá que entra mais profundamente nessa questão de iluminação ou transformação. É claro que ainda precisa de purificação, mas, nesse estágio, parece que a iluminação é a questão daquele momento.
E então, se continuar crescendo, descobrirá que a união com Cristo em Deus é o que sua vida e seu ministério realmente são. Assim, se Deus permitir, gostaríamos de usar três sessões para falar dos três estágios da vida e do ministério do cristão. Nesta noite, começaremos pelo primeiro estágio.
Quando você estuda a Palavra de Deus, descobre que, na revelação do tabernáculo dada por Deus e em sua construção, tudo começa, na verdade, pelo Santo dos Santos. Começa pela arca e pelo propiciatório sobre ela. Depois passa à mesa dos pães da proposição e ao candelabro de ouro, e então ao altar de bronze e à bacia de bronze.
Em outras palavras, na revelação de Deus e na construção do tabernáculo, começa-se pelo Santo dos Santos e chega-se ao átrio exterior, porque isso está de acordo com o propósito de Deus.
Mas, na experiência, ou em nossa entrada no tabernáculo, você percebe que a ordem é exatamente inversa. Primeiro, você entra no átrio exterior; depois, pela graça de Deus, entra no lugar santo; por fim, chega ao Santo dos Santos.
Como desta vez nossa ênfase está mais no lado prático, na experiência da vida e do ministério do cristão, começaremos pelo átrio exterior. Pela graça de Deus, esperamos chegar ao Santo dos Santos.
No átrio exterior, você encontra o altar de bronze logo à entrada.
Nosso Deus é um Deus justo, mas nós somos injustos. Somos transgressores, e não há comunhão entre a justiça e a transgressão. Nosso Deus é um Deus santo; Ele habita em luz impenetrável. Mas nós somos pecadores; vivemos nas trevas, e não há comunhão entre a luz e as trevas.
Nosso Deus é vivo, cheio de vida — vida verdadeira, vida eterna. Mas nós estávamos mortos em pecados e transgressões, e não há acordo entre a vida e a morte. Em outras palavras, não há como nos aproximarmos de Deus.
Mas graças a Deus por Sua provisão. Quando um israelita entrava no tabernáculo, encontrava diante de si, à entrada, uma enorme peça de mobiliário: o altar, o altar de bronze, ou altar do holocausto.
Esse altar é muito grande. Tem cinco côvados de comprimento, cinco côvados de largura e três côvados de altura. Fica bem à entrada do tabernáculo. Não há como deixar de vê-lo. Você não pode passar ao largo dele. Ele está ali. Por quê? Porque o caminho para Deus passa pelo altar do holocausto.
É claro que, em termos do Novo Testamento, o altar do holocausto fala da cruz de nosso Senhor Jesus. A cruz de nosso Senhor Jesus está bem à entrada de nossa aproximação de Deus. Em outras palavras, não há como nos aproximarmos de Deus senão pela cruz. Você não pode contorná-la.
A cruz é o próprio fundamento de nossa vida cristã. Sem a cruz, não podemos nos aproximar de Deus; mas, pela cruz, podemos nos aproximar de Deus.
Sabemos, é claro, que nosso Senhor Jesus morreu na cruz. Seu sangue foi derramado para a remissão de nossos pecados. Sua vida foi entregue para que recebêssemos a vida eterna. É na cruz que temos reconciliação com Deus. É pela cruz que nos tornamos filhos de Deus.
Assim, você percebe que tudo o que diz respeito à nossa vida cristã se baseia na cruz de nosso Senhor Jesus.
Gostaria de ler para vocês algo escrito pelo irmão T. Austin-Sparks em seu livro A Centralidade e a Universalidade da Cruz. Provavelmente, esse foi o primeiro livro de maior extensão que ele escreveu.
Ele diz:
Ousamos dizer que não há, em toda a Palavra de Deus, um tema relacionado ao propósito eterno de Deus que não seja governado pela cruz do Senhor Jesus.
Na menor questão prática da vida cotidiana, a cruz deve ter seu lugar; e, a partir das coisas comuns, sua aplicação deve alcançar círculos cada vez mais amplos. Nunca se vai além do alcance da cruz.
Em um dos capítulos desse livro, chamado “A Cruz e a Tão Grande Salvação”, nosso irmão procura explicar vários termos. Todos esses diferentes aspectos de tão grande salvação estão relacionados à cruz de nosso Senhor Jesus.
Substituição. Tudo o que eu era, Cristo Se tornou por mim na cruz. Eu estava cheio de pecados. Eu era corrompido. Eu era rebelde. Eu estava morto. Tudo o que eu era, Cristo Se tornou por mim na cruz. Tudo o que eu não era, mas que Deus exigia, Cristo é para mim em ressurreição. Isso, muito brevemente, é substituição. Creio que está bem claro.
Representação. Na substituição, Cristo morreu por nós. Na representação, Cristo morreu como nós.
A cruz representa a redução a nada da velha criação em todos os seus aspectos, natureza e capacidades; e o começo de tudo novamente, como por uma ressurreição dentre os mortos.
Isso é representação.
Redenção. O homem é redimido para Deus, e Satanás já não tem direito algum sobre o homem redimido. Ele foi escravo do pecado e de Satanás, mas foi redimido por Cristo. Sua nova liberdade consiste em ser escravo de Cristo. Isso é redenção.
Justificação. A justificação apresenta uma condição ou posição à qual o cristão é conduzido. Na substituição, a questão do pecado é tratada. Na representação, a velha criação é removida e a nova é introduzida. Na redenção, o vínculo com Satanás e seu reino é destruído. Quando essas três coisas se realizam, temos a resposta à pergunta: como pode o homem ser justo diante de Deus?
Reconciliação. Justificados ou reconciliados, somos introduzidos na bendita comunhão de uma nova vida e de um novo espírito.
Regeneração. Pela regeneração, passa a existir algo que antes não estava presente: uma vida procedente de Deus, que somente os nascidos de novo possuem; a habitação do Espírito Santo, que não se aplica a quaisquer outros. Esse Espírito de vida em Cristo Jesus contém todas as potencialidades de uma nova criação. Em cada aspecto, há uma nova consciência, uma nova capacidade, uma nova percepção, um novo relacionamento, uma nova direção e uma nova vocação.
Filiação. Nossa filiação é inerente ao nascimento. No sentido do Novo Testamento, a filiação é a realização das possibilidades do nascimento. É o crescimento até a maturidade. Não se trata tanto daquilo de que somos salvos, mas daquilo para o qual somos salvos.
Santificação. É uma separação, o ser separado para Deus. A santificação, ou consagração, é fundamentalmente uma questão de separação. Portanto, a santificação é a operação da cruz em nós para efetivar a mortificação daquela natureza alienada de Deus e trazer uma plenitude cada vez maior daquilo que Cristo é como Aquele inteiramente Outro.
Glorificação é o resultado espontâneo da operação, em nós, da vida divina, a vida incorruptível de Deus.
Agora você percebe que todos esses termos, que provavelmente já ouvimos antes — todos esses diferentes aspectos de tão grande salvação —, estão baseados na cruz. Em outras palavras, todos são o fruto, o resultado, a consequência da cruz de nosso Senhor Jesus.
É pelo sangue da cruz que nossos pecados são perdoados. É pela morte da cruz que nosso velho homem foi removido. É pela água — isto é, pela vida liberada da cruz — que recebemos a vida eterna. É pela cruz que somos libertos do poder das trevas e transportados para o reino do Filho do amor de Deus.
Assim, irmãos e irmãs, vemos que a cruz do Senhor Jesus está bem à entrada de nossa aproximação de Deus. Não podemos contorná-la. É somente por ela e através dela que podemos chegar a Deus. Creio que todos conhecemos isso, por isso não nos deteremos muito nesse ponto.
Mas, depois de passar pela cruz, você descobre que a próxima peça de mobiliário no átrio exterior é a bacia de cobre.
Irmãos e irmãs, lembremo-nos disto. Em Apocalipse 1:5, diz-se que Cristo nos amou e nos lavou de nossos pecados em Seu sangue. Ele nos fez um reino de sacerdotes.
Em Apocalipse 5, somos informados de que Ele nos redimiu; Ele nos comprou com Seu precioso sangue dentre todas as nações, tribos, povos e línguas. Ele nos fez reis e sacerdotes para Deus.
Assim, pela cruz de nosso Senhor Jesus, não apenas nossos pecados são perdoados e lavados, mas também somos feitos reis e sacerdotes para Deus.
Muitas vezes, quando cremos na cruz de nosso Senhor Jesus, sabemos que nossos pecados são perdoados. Mas sabemos que não apenas nossos pecados são perdoados, mas que, pela cruz de nosso Senhor Jesus, somos de fato feitos sacerdotes para Deus? Como sacerdotes, devemos servir a Deus. Não somos apenas salvos; somos salvos para servir.
É aqui que entra a bacia de bronze. A bacia de bronze, cheia de água, serve para a purificação dos sacerdotes. Antes de servirem, seja no altar de bronze, seja no lugar santo, eles precisam lavar as mãos e os pés. Caso contrário, a morte virá sobre eles.
Irmãos e irmãs, sabemos que somos sacerdotes? O sacerdócio universal dos cristãos é um ensino muito importante na Palavra de Deus.
Em 1 Pedro 2:5, diz-se que, ao nos aproximarmos do Senhor, somos como pedras vivas, sendo edificados juntos como casa espiritual, sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.
Portanto, não somos apenas pedras vivas, edificadas juntas para formar essa casa espiritual; ao mesmo tempo, somos o sacerdócio santo que serve nessa casa. Todo cristão é um sacerdote. Pela cruz de nosso Senhor Jesus, você se torna sacerdote — não porque alguém o tenha ordenado. Você se torna sacerdote porque a cruz o fez sacerdote.
Todo cristão é um sacerdote. Por sermos sacerdotes, nossa vocação é servir a Deus. Seja qual for nossa ocupação, nossa vocação é servir a Deus.
Você pode ser professor, dona de casa, funcionário de escritório ou qualquer outra coisa. Essa é sua ocupação. Sua verdadeira vocação é servir a Deus, porque você é sacerdote. Pelo novo nascimento, você nasce na família sacerdotal e deve servir a Deus. Seja qual for sua função, você deve servir a Deus.
Mas servir a Deus é algo muito solene. Por quê? Porque nosso Deus é um Deus vivo. Nosso Deus é um Deus santo. Para servi-Lo, precisamos estar vivos e ser santos.
Se tentarmos servir a Deus sem estar realmente vivos e sem ser santos, o resultado será morte. Isso não significará apenas morte espiritual para nós que servimos, mas também trará morte àqueles a quem servimos. Portanto, é de enorme importância que os sacerdotes, antes de servirem a cada vez — não apenas uma vez, mas toda vez que servirem —, lavem as mãos e os pés.
Quer saiam para o altar a fim de oferecer sacrifícios e ajudar as pessoas a oferecê-los, quer entrem no lugar santo para ministrar ao Senhor, toda vez que servirem, precisam lavar as mãos e os pés. É isso que a bacia de bronze representa.
Vocês sabem, irmãos e irmãs, que não somos purificados apenas pelo sangue; também somos purificados pela água.
Nossos pecados são lavados pelo sangue. A água não pode lavar nossos pecados. Apocalipse 1 diz que Ele nos lavou em Seu sangue. Em Apocalipse 7, encontramos aquela grande multidão vestida de roupas brancas. Suas roupas são brancas porque foram lavadas com o sangue.
Assim, irmãos e irmãs, sempre que há pecado, é o sangue que nos purifica, não a água. Mas existe um aspecto da purificação pela água com a Palavra. Não é propriamente para os pecados; é para a contaminação.
Essa água na bacia de bronze não é o batismo. O batismo é a imersão na água.
Em Tito 3, diz-se que, pela misericórdia de Deus, recebemos a lavagem da regeneração e a renovação do Espírito Santo. Mas, naquele versículo específico, a palavra traduzida como “regeneração” não é a mesma palavra usada para falar do novo nascimento. Aquela palavra grega simplesmente significa uma nova posição — uma nova posição. É isso que o batismo nas águas realmente é.
Quando somos batizados nas águas, a água não lava nossos pecados. Você pode entrar na água cem vezes, mas seus pecados não serão lavados. Seus pecados são lavados pelo sangue do Senhor Jesus, não pela água.
Mas, então, por que entramos na água para ser batizados? Porque é a resposta de nossa consciência. Em outras palavras, fomos lavados pelo sangue. Agora somos redimidos; fomos comprados. Já não pertencemos ao mundo. Pertencemos ao Senhor Jesus.
Por isso, confessamos essa realidade. Nós a expressamos em um ato de fé: agora estamos entrando em uma nova posição. Quando entramos na água, somos a velha criação; quando estamos debaixo da água, a velha criação não está apenas morta, mas sepultada. Quando saímos da água, agora somos uma nova criação. Estamos em Cristo Jesus.
Portanto, o batismo anuncia uma nova posição. De agora em diante, não pertencemos ao mundo; pertencemos a Cristo.
É como aconteceu com os filhos de Israel: eles foram salvos da morte pelo sangue do cordeiro, o cordeiro pascal. Mas, depois de serem salvos pelo sangue do cordeiro pascal, precisaram atravessar o mar Vermelho. Ao atravessarem o mar Vermelho, foram libertos do Egito e de Faraó. Eles pertenciam a Moisés.
Assim, irmãos e irmãs, é isso que o batismo nas águas realmente significa. Ele não lava nossos pecados. Seus pecados já foram lavados, mas, pela água, você testemunha que foi introduzido em uma nova posição. Agora você está em Cristo Jesus.
Se você já foi lavado uma vez, isso é tudo de que precisa. Não precisa ser lavado novamente. Vocês se lembram de nosso Senhor Jesus quando Ele procurou lavar os pés de Seus discípulos. Pedro disse:
Não somente os meus pés, mas todo o meu corpo.
O Senhor Jesus disse:
Ah, não, você não precisa disso. Você já foi lavado por inteiro uma vez; portanto, tudo de que precisa é a lavagem dos pés.
Se você for a Hebreus 10, verá que temos ousadia para entrar no Santo dos Santos, até o próprio trono da graça. Por quê? Por causa do sangue do Senhor Jesus; porque Ele abriu para nós um novo e vivo caminho por meio de Sua carne. Ele agora é nosso Sumo Sacerdote.
Portanto, aproximemo-nos, tendo o coração purificado de má consciência e o corpo lavado com água pura. Aqui você encontra nossa consciência lavada pelo sangue e nosso corpo purificado pela água. Isso fala do batismo — o batismo nas águas. Nosso corpo inteiro foi lavado, e estamos limpos.
Assim, irmãos e irmãs, cremos no Senhor Jesus e fomos batizados. Nosso corpo inteiro foi lavado; estamos limpos. Não precisamos voltar e ser batizados, e batizados, e batizados outra vez. Uma vez basta: um só batismo.
Mas precisamos ter as mãos e os pés lavados toda vez que nos apresentamos para servir a Deus.
Vocês se lembram daquela noite em que nosso Senhor Jesus participava de Sua última ceia com os Seus. Na verdade, essa foi a única ocasião registrada nos Evangelhos em que o Senhor Jesus agiu como o chefe de Sua própria família. Durante Seu ministério público, Ele havia passado por pelo menos três Páscoas, mas essa foi a única ocasião em que providenciou a ceia como chefe da família.
Então Ele reuniu Seus discípulos e, durante a ceia, nosso Senhor Jesus Se levantou. Tirou Sua veste, cingiu-Se com uma toalha, colocou água em uma bacia e começou a lavar os pés de Seus discípulos.
Por que Ele lavou os pés de Seus discípulos? Pedro disse:
Não, não, Tu não podes lavar os meus pés.
O Senhor disse:
Se você não Me permitir lavar os seus pés, então não tem parte Comigo.
Pedro queria tanto ter parte com o Senhor Jesus que desejou que seu corpo inteiro fosse lavado. Mas o Senhor disse:
Não é necessário — apenas os seus pés.
Por que é assim? Por que as mãos não são mencionadas ali?
Vocês sabem que, antigamente, não havia ruas pavimentadas. Eram todas de terra, e as pessoas não usavam sapatos; usavam sandálias. Assim, quando alguém vinha de fora, sem dúvida seus pés estavam cobertos de terra e poeira.
Por isso, quando alguém entrava em uma casa para participar de uma refeição festiva, geralmente o anfitrião ou a anfitriã deixava uma escrava à porta, com água, lavando os pés dos convidados, para que, ao se reclinarem e comerem, se sentissem confortáveis. Caso contrário, com os pés cobertos de terra, a pessoa não se sentiria confortável nem poderia desfrutar da refeição. Esse era o costume naquela época.
Mas, curiosamente, naquela ocasião, o Senhor havia providenciado a ceia. Tudo estava ali: a bacia estava ali e a água estava ali, mas a escrava não estava. Creio que isso deve ter sido combinado de antemão. Não foi negligência do dono da casa, porque o Senhor queria dizer algo e ensinar algo a Seus discípulos.
Por que os pés precisam ser lavados? Os pés representam nosso andar.
Ao caminharmos pelo mundo, mesmo que não pequemos, depois de passar o dia inteiro no mundo e em contato com ele, quando voltamos para casa, de algum modo sentimos que nosso espírito já não está tão desperto quanto estava de manhã.
Quando você sai de manhã, passa um tempo com o Senhor e é renovado em seu espírito. Mas, depois de um dia inteiro em contato com o mundo, mesmo que não tenha pecado, percebe que seu espírito está insensível e lento, como se estivesse coberto por alguma coisa. Seu espírito precisa ser renovado.
A contaminação do mundo, sem que você perceba ou saiba, aderiu ao seu espírito. É por isso que você precisa ser lavado. Quando é lavado, sua comunhão com o Senhor é restaurada e renovada. Por isso o Senhor disse:
Se você não for lavado, não tem parte Comigo.
Não tem parte Comigo.
Nossos pés precisam ser lavados. Nesse sentido, em João 13, trata-se de comunhão. Uma ceia, uma mesa — isso fala de comunhão. É por isso que as mãos não são mencionadas.
Agora, o que são as mãos? As mãos representam o trabalho. Andamos com os pés; trabalhamos com as mãos.
Em outras palavras, quando um sacerdote vai servir a Deus, seu andar com Deus é tão importante quanto seu trabalho para Deus. Muitas pessoas pensam que, se tivermos as mãos limpas, isso é tudo o que importa. Mas o Senhor diz: “Não, vocês precisam ter as mãos e os pés lavados”.
Se você não está andando com o Senhor em pureza espiritual, se seu relacionamento e sua comunhão com o Senhor não são ininterruptos, puros e limpos, mesmo que suas mãos estejam limpas, Deus não aceitará seu serviço. Ele quer que seu relacionamento com Ele esteja correto antes de permitir que você toque em Sua obra.
É por isso que os sacerdotes precisavam lavar as mãos e os pés. É claro que não havia piso no átrio exterior; o chão era de areia e terra. Essa era outra razão pela qual precisavam lavar os pés.
Queridos irmãos e irmãs, o mundo é sujo. Deus ainda não reformou o mundo nem o pavimentou com ouro. Ainda é terra.
É nessa condição que nós, como cristãos, vivemos no mundo. Embora não sejamos do mundo, ainda vivemos nele e estamos em contato com ele. Sem perceber, absorvemos algo do mundo: de algum modo, o espírito do mundo; de algum modo, a moda do mundo; de algum modo, o prazer do mundo; de algum modo, a cobiça do mundo — de algum modo, aquilo que é do mundo adere a nós.
Mesmo que ainda não tenhamos caído em pecado, tornamo-nos insensíveis, sem clareza, obscurecidos e sem renovação. Como podemos servir a Deus dessa maneira? Nossa comunhão com o Senhor não é íntima, clara e limpa. Se nosso espírito não está nessa condição, não há como servir a Deus.
Não importa o que você faça com as mãos, não pode servir a Deus. Fundamentalmente, nosso relacionamento com o Senhor é muito importante. Por isso precisamos ter os pés lavados. Mas não apenas os pés: precisamos ter as mãos lavadas também, porque agora estamos servindo.
Mãos impuras — mãos contaminadas —, não contaminadas pelo mundo, mas pela carne.
Vocês sabem que, na Bíblia, a carne é considerada contaminada. É por isso que um sacerdote ou um nazireu não podia tocar em um cadáver. Quando um nazireu tocava em um cadáver, precisava começar tudo de novo, porque havia sido contaminado.
Portanto, a carne — lembrem-se, a carne. Nossa carne, não apenas a carne dos outros, mas a sua carne também. Tudo o que é do homem natural, tudo o que é da velha criação, tudo o que é de mim mesmo — a carne —, qualquer coisa que seja da carne contamina.
Não podemos usar nosso talento natural para servir a Deus. Muitas pessoas pensam: “Antes de ser salvo, você era executivo de uma grande corporação. Depois de ser salvo, ora, você é a pessoa ideal para ser presbítero na igreja. Porque, se sabe dirigir uma corporação, certamente sabe dirigir uma igreja”.
Mas não. Isso é servir com mãos impuras.
Isso não significa que Deus não precise de seu talento. Até seu talento foi dado por Deus, porque Deus criou você e lhe deu esse talento. Mas a questão é: ele precisa passar pela morte e pela ressurreição.
Se ele não passou pela morte e pela ressurreição, é você quem o está usando. Exteriormente, você o está usando para servir a Deus; na verdade, está usando-o para glorificar a si mesmo. Mas, depois que ele passa pela morte e pela ressurreição, Deus pode usá-lo para Sua glória.
Portanto, irmãos e irmãs, vemos que tudo o que é da carne, que é de nós mesmos — nossa inteligência, nossa experiência, nossos talentos, nossa energia, tudo o que é de nós mesmos, tudo o que tínhamos antes de crer no Senhor Jesus —, tudo o que é da velha criação, tudo o que não é de Cristo, mas de mim, precisa passar pela morte e pela ressurreição antes que Deus possa usá-lo.
Caso contrário, talvez hoje estejamos servindo a Deus com mãos impuras. Não percebemos que nossas mãos precisam ser lavadas.
Se as mãos não forem lavadas, trarão morte em vez de vida. É por isso que os sacerdotes, toda vez que começavam a servir, precisavam se lavar: lavar os pés, lavar as mãos. Então seu relacionamento com o Senhor estava correto, e serviam a Deus não em sua própria força, mas no poder do Espírito Santo — não por si mesmos, mas pelo Senhor. Assim, seu serviço seria aceito por Deus.
É muito interessante. Observem que todas as peças de mobiliário no átrio exterior eram feitas de cobre ou revestidas de cobre. O altar do holocausto foi construído com madeira de acácia e revestido de cobre. Mas a bacia de bronze era feita inteiramente de cobre.
Por que cobre? Porque, nas Escrituras, o cobre fala da justiça divina tratando da responsabilidade do homem. Em outras palavras, o cobre nas Escrituras fala do juízo de Deus. Deus exige justiça do homem.
É por isso que, no átrio exterior, todo o mobiliário era de cobre ou revestido de cobre. Ele fala de juízo — juízo para purificação, juízo para satisfazer a justiça de Deus.
Mas, curiosamente, você descobre que o cobre usado na bacia de bronze era um tipo especial de cobre.
Se você ler Êxodo 38:8, verá que o cobre usado para construir a bacia de bronze veio dos espelhos das mulheres que se reuniam à entrada da tenda da congregação.
Antigamente, não havia espelhos de vidro. Hoje usamos espelhos de vidro, mas, naquele tempo, os espelhos eram feitos de cobre ou bronze. O metal era polido para refletir a imagem da pessoa. É claro que as mulheres gostam de espelhos, não é?
Mas aqui encontramos essas mulheres reunidas à entrada da tenda da congregação, e elas abriram mão desses espelhos. Moisés usou os espelhos para fazer a bacia de bronze.
Irmãos e irmãs, considero isso tremendo. Por que essas mulheres se reuniam à entrada da tenda da congregação? Em outras palavras, vemos que essas mulheres eram dedicadas a Deus.
No Antigo Testamento — e isso não é desigualdade; é simplesmente a ordem de Deus —, vemos que os sacerdotes eram todos homens. Todos os sacerdotes eram homens.
Você pode pensar: “Bem, se Deus usava apenas homens como sacerdotes, então onde estavam as mulheres? Em outras palavras, as mulheres não tinham nada a fazer no serviço de Deus”. É como uma irmã disse certa vez: “Parece que vocês, irmãos, fazem tudo, e o que resta para nós, irmãs? A cozinha”.
Não é assim. Embora, oficialmente, no Antigo Testamento, apenas os homens fossem feitos sacerdotes, vemos que, extraoficialmente, havia mulheres que se reuniam à entrada da tenda da congregação, esperando para servir. Fosse o que fosse, elas estavam prontas.
Elas se entregaram ao Senhor com tamanha dedicação que já não precisavam dos espelhos. Em outras palavras, abriram mão de sua vaidade para glorificar a Deus. Que dedicação!
Irmãos e irmãs, permitam-me encorajar vocês, irmãs. As irmãs têm um ministério tremendo aqui. Por quê? Porque esses espelhos foram transformados na bacia de bronze.
O que isso significa? Significa que, toda vez que um sacerdote ia servir, precisava se aproximar da bacia de bronze. Ao se aproximar, aquela bacia refletia e lhe revelava seus pés sujos e suas mãos impuras.
Em outras palavras, ele era avaliado; era julgado pela dedicação dessas mulheres. Ora, isso não é um ministério tremendo das irmãs?
Vocês, irmãs, Deus as usará para julgar os irmãos. Deus usará sua dedicação para fazer esses irmãos perceberem que suas mãos não estão limpas e que seus pés não estão limpos. Eles precisam ser lavados. Isso traz convicção aos sacerdotes. Não é maravilhoso?
E graças a Deus, depois que suas mãos e seus pés sujos são revelados e expostos, existe uma provisão: a água. Então eles lavam as mãos e os pés e estão prontos para servir.
O que é essa água?
Isso nos leva a Efésios 5. Em Efésios 5, somos informados de que Cristo amou tanto a igreja que Se entregou por ela. Ele a santifica, lavando-a com a água pela Palavra, para fazer de Sua igreja uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante; para apresentá-la a Si mesmo santa e sem defeito.
Aqui vemos que nosso Senhor Jesus amou a igreja e Se entregou por ela, não apenas para trazê-la à existência, mas para santificá-la — para separá-la. Ela é separada pela lavagem da água com a Palavra.
Água com a Palavra. Não podemos dizer aqui que a água é a Palavra, porque se trata da água com a Palavra. Portanto, a água deve ser algo diferente da Palavra.
É claro que a Palavra de Deus nos purifica; isso é verdade. Mas aqui vemos que a água purifica, e essa água não é a Palavra. Está ligada à Palavra, mas não é a Palavra. Portanto, precisamos perguntar: o que é essa água?
Mais uma vez, voltamos aos escritos de João. No Evangelho de João, vemos que, quando nosso Senhor Jesus foi crucificado, todos os Seus discípulos foram embora, mas João foi o único que ficou ao pé da cruz.
Quando os soldados vieram verificar se os crucificados estavam mortos, quebraram as pernas dos dois ladrões, porque eles eram fortes e ainda não haviam morrido. Quebraram suas pernas para apressar a morte.
Mas, quando os soldados chegaram ao Senhor Jesus, viram que Ele já estava morto. Para ter certeza de que Ele realmente estava morto, um soldado atravessou o lado de nosso Senhor Jesus com uma lança. Ela atingiu Seu coração, e dele saíram água e sangue.
João disse:
Eu vi, e dou testemunho de que isso é verdade.
Por que João faz uma afirmação tão enfática? Por quê?
Depois, em 1 João 5, ele diz novamente que há três que dão testemunho: o sangue, a água e o Espírito. Então, o que é a água?
A água aqui fala de vida. Vocês se lembram de Salmos 22: Ele derramou Sua vida como água. Em outras palavras, vemos que de Seu lado, de Seu coração partido, saíram sangue e água: sangue para a remissão dos pecados; água para dar vida.
Portanto, a água aqui fala de vida. Irmãos e irmãs, vemos que é a vida de nosso Senhor Jesus dentro de nós que nos lava diariamente, para que estejamos aptos a servir.
Muitas vezes, a Palavra de Deus vem a você — não apenas logos, mas rhema. Em outras palavras, a Palavra de Deus vem a você pessoalmente, e vem de uma maneira tão viva.
Quando a Palavra de Deus vem a você, ela o julga, o expõe e o revela, como a bacia de bronze. Ela revela o que você é. Então você percebe que a vida do Senhor Jesus dentro de você o purifica, o santifica e o conduz a um novo nível.
É a água — a vida do Senhor Jesus em você — que o purifica continuamente com a Palavra viva. Quando essas duas começam a operar em sua vida, você é purificado; é lavado da contaminação, para que esteja apto a servir.
Assim, irmãos e irmãs, vemos que, nesse primeiro estágio da vida do cristão, a ênfase principal está na purificação. Como podemos ser purificados de nossos pecados? Como podemos ser purificados de todas as contaminações, para que não apenas sejamos salvos, mas também possamos servir como sacerdotes?
Essa é a parte referente à vida. Agora gostaríamos de entrar brevemente na parte referente ao ministério.
Como mencionamos antes, somos salvos para servir. Quando Deus enviou Moisés a Faraó, Ele disse:
Deixa o Meu povo ir.
Por que eles deveriam ir? Para que fossem livres e fizessem tudo o que quisessem? Não.
Deixa o Meu povo ir, para que Me sirva.
Em outras palavras, quando eram escravos, precisavam servir a Faraó. Não tinham tempo nem energia; não podiam servir a Deus. Deus precisa de pessoas livres para servi-Lo. Por isso Deus disse:
Deixa o Meu povo ir.
Eles precisavam ser livres para poder servi-Lo.
Assim, irmãos e irmãs, lembremo-nos: não fomos libertos para fazer tudo o que quisermos agora, mas somos livres para poder servir a Deus.
Há um ministério para todos, irmãos e irmãs. Todo aquele que é salvo é, de modo geral, um ministro para Deus. Somos salvos para servir.
Como servimos? Onde servimos? Vemos que o próprio altar que nos salva é o altar no qual servimos. A cruz nos salvou, e agora servimos junto à cruz.
Por isso o apóstolo Paulo diz:
Não pregamos a nós mesmos; pregamos a Jesus Cristo.
Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e Este crucificado.
Em outras palavras, a cruz que nos salva é a própria mensagem que pregamos ao mundo.
Pregamos a cruz de Cristo. Pregamos o Cristo da cruz.
Naquele altar de bronze, ofereciam-se sacrifícios: ofertas pelo pecado. O que é uma oferta pelo pecado? A oferta pelo pecado é uma figura de Cristo como nossa oferta pelo pecado. Em outras palavras, Ele Se ofereceu em nosso lugar.
Aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós, para que nos tornássemos a justiça de Deus. Deus fez o Justo morrer pelos injustos. Cristo é nossa oferta pelo pecado. É isso que pregamos.
Pregamos ao mundo que Cristo é a oferta pelo pecado. Ele morreu por nossos pecados; portanto, nossos pecados são perdoados.
No altar, oferece-se a oferta pela culpa. O que é a oferta pela culpa? A oferta pela culpa simplesmente significa que, em sua vida diária, você fez algo errado contra Deus ou contra outra pessoa, e, portanto, isso precisa ser expiado.
Cristo é nossa oferta pela culpa. Nossos pecados não foram apenas perdoados uma vez por todas; mesmo em nossa vida diária, sempre que o Espírito Santo nos convence do pecado, se o confessarmos, Deus é fiel e justo para perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça, porque temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.
Assim, irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus não é apenas nossa oferta pelo pecado; Ele é nossa oferta pela culpa. Diariamente, desfrutamos da eficácia de Seu sangue. É isso que pregamos. Dizemos às pessoas que Cristo Jesus pode salvar completamente. Ele é nossa oferta pela culpa.
Nosso Senhor Jesus também é a oferta pacífica. Ele é nossa paz. Ele estabeleceu a paz entre nós e Deus, reconciliou-nos com Deus e restaurou essa harmonia com Deus. Ele estabeleceu a paz entre nós, para que já não sejamos inimigos uns dos outros, mas sejamos um.
Sejam judeus ou gentios, Ele nos uniu e estabeleceu a paz entre nós. É assim que experimentamos, e é isso que pregamos. Dizemos às pessoas que Cristo é a paz. Ele é a oferta pacífica. Você pode ter paz com Deus; pode ter paz com seus irmãos e irmãs.
Na oferta pacífica, vemos que não apenas o ofertante come; o sacerdote come, os levitas comem, e todos participam. A oferta pacífica.
Cristo é a oferta de cereais, a oblação. Ela fala da vida do Senhor Jesus. Sua vida na terra era tão pura, como a flor de farinha, e cheia de azeite, o Espírito Santo. Essa é a vida que Deus nos ofereceu. Nós O recebemos como nossa vida. Cristo é nossa vida.
É isso que pregamos. Ministramos às pessoas que Cristo é nossa vida.
Aqui encontramos Cristo como o holocausto. O holocausto é uma oferta integral; é uma oferta voluntária. Toda a oferta é queimada e reduzida a cinzas, para ser o alimento de Deus, para ser o prazer de Deus.
Isso é Cristo — Sua dedicação ao Pai. Em união com Cristo, também devemos nos oferecer inteiramente a Deus. Todo aquele que crê no Senhor Jesus está em união com Cristo nessa dedicação absoluta ao Senhor.
Irmãos e irmãs, esse é nosso ministério. É isso que pregamos: o altar, a cruz do Senhor Jesus.
É claro que sabemos que os sacerdotes não serviam apenas no altar; eles também entravam no lugar santo e serviam ali. Deixaremos isso para amanhã. Deus os abençoe.
Assim, queridos irmãos e irmãs, quanto louvamos e agradecemos a Deus por ter feito toda a provisão para nós! Ele quer que nos aproximemos Dele. Ele quer que aceitemos a cruz, e quer que sejamos lavados para podermos servi-Lo. Que o Senhor nos ajude. Vamos orar?
Querido Pai celestial, reconhecemos que essas coisas são muito elementares, mas sentimos que são tão importantes.
Oramos para que Teu Espírito Santo traga de volta à nossa memória aquilo que Tu já nos revelaste, para que se torne vivo e novo, como se o tivéssemos visto e ouvido pela primeira vez.
Oramos para que tudo isso se torne muito real e vivo em nosso dia a dia. Nós Te louvamos e agradecemos por nos salvares. Nós Te agradecemos pela cruz de nosso Senhor Jesus.
Nós Te agradecemos pela vida que nos purifica continuamente e nos capacita a servir como sacerdotes. Ó nosso Pai, oramos para que não sejamos daqueles que negligenciam seus deveres, mas daqueles que não apenas são salvos, mas também servem segundo a Tua vontade e para o Teu prazer.
Oramos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.