Uma das dificuldades de reuniões consecutivas como estas é que, em alguns casos, o grupo de participantes vai mudando ao longo delas. Novos amigos chegam de uma reunião para outra, e fica difícil simplesmente dar continuidade ao assunto.
Digo isso porque começamos uma sequência de estudos, e não podemos retomar tudo o que foi dito a cada encontro. Mas, para aqueles que estão conosco pela primeira vez, procurarei ajudá-los a acompanhar. Talvez o melhor seja destacar apenas um ou dois trechos da Palavra que nos têm orientado e, então, chegar à parte específica que temos para esta manhã.
Na primeira carta aos Coríntios, no capítulo 2 — é preciso ter em mente o capítulo inteiro, mas não podemos lê-lo agora —, vocês perceberão a linha que o apóstolo está seguindo. Destaco apenas estes dois trechos, de 1 Coríntios 2:14-15:
Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus:
porque lhe são loucura;
e não pode entendê-las,
porque elas se discernem espiritualmente.Mas aquele que é espiritual discerne, ou examina, todas as coisas.
Estas são as duas designações: o homem natural e aquele que é espiritual.
Em 2 Coríntios 3:18:
Mas todos nós, com o rosto descoberto, contemplando como num espelho a glória do Senhor,
somos transformados na mesma imagem.
E acrescento um trecho de Romanos 8:29, bem conhecido e útil neste contexto:
Porque aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho.
Ou seja, destinados a ser conformados — a receber a forma — de Seu Filho. Estamos sendo transformados na mesma imagem: do homem natural àquele que é espiritual.
Agora, vocês terão uma surpresa quando, neste dia em que pensamos tanto na ressurreição, eu os levar diretamente do fim da vida do Senhor Jesus aqui nesta terra para o seu início.
No Evangelho de Lucas, abram, por favor, em Lucas 1:26-35.
Ora, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,
a uma virgem desposada com um homem cujo nome era José, da casa de Davi;
e o nome da virgem era Maria.E, entrando onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo.
Ela, porém, perturbou-se muito com essas palavras e pôs-se a pensar que saudação seria esta.
Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; porque achaste graça diante de Deus.
E eis que conceberás em teu ventre e darás à luz um Filho, e Lhe porás o nome de Jesus.
Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo:
e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai Davi:
e Ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre;
e o Seu reino não terá fim.Então Maria disse ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço homem?
E o anjo, respondendo, disse-lhe: O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra: por isso também Aquele que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.
Isso está inteiramente de acordo com o que estamos considerando. Estamos dizendo que Cristo é o cristianismo.
Se realmente precisamos, como de fato precisamos, compreender e conhecer o que o cristianismo verdadeiramente é, em meio a toda a confusão que surgiu em torno dessa palavra, cristianismo, então compreender a verdadeira natureza daquilo em que ingressamos exige que tenhamos uma compreensão verdadeira, genuína e espiritual de Cristo.
E isso não é tão simples quanto parece quando é colocado dessa maneira. Pois até o crente mais antigo, aquele que caminhou por mais tempo e foi mais longe com o Senhor, ainda percebe o quanto precisa conhecer e compreender o Senhor Jesus.
Se queremos uma prova de uma afirmação como essa, lembremos que um servo tão grande de Jesus Cristo, com uma revelação tão grande de Jesus Cristo, pôde dizer que, em certa ocasião, havia sido arrebatado ao terceiro céu e lhe haviam sido mostradas coisas inexprimíveis, que não é lícito ao homem pronunciar. Ele pôde dizer, em 2 Coríntios 12:1:
Passarei às visões e revelações do Senhor.
No entanto, aquele homem, com toda a sua história espiritual e todo o seu conhecimento espiritual, nos últimos dias de sua vida, em sua prisão, ainda clamava, como lemos em Filipenses 3:10:
Para conhecê-Lo.
Para conhecê-Lo — ainda a ambição e a busca predominantes de um homem que possuía tudo isso.
Tudo, portanto, é uma questão de conhecer, de maneira espiritual, o Senhor Jesus. Assim, Cristo é realmente o cristianismo. Não se trata de um sistema de verdades, doutrinas, ensinamentos, práticas, credos e assim por diante. Trata-se de uma Pessoa — uma Pessoa que está além de toda compreensão.
Bem, agora chegamos à próxima etapa do que estamos considerando. Paulo disse aqui aos Coríntios, em 1 Coríntios 2:2:
Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e Este crucificado.
Jesus Cristo — conhecer Jesus Cristo entre vocês.
Isso significava excluir todo um conjunto de coisas e focalizar e concentrar tudo nesta Pessoa, Jesus Cristo, e Este crucificado. Por quê?
Aqui está, mais uma vez, a chave para o nosso Novo Testamento, assim como para estas cartas. Jesus Cristo veio a este mundo como o primeiro e o representante de um tipo diferente de humanidade. Um tipo diferente de homem irrompeu na história na Pessoa de Jesus Cristo.
É isso que dá sentido e explicação à encarnação, ao nascimento miraculoso do Senhor Jesus, ao nascimento virginal do Senhor Jesus.
Vocês sabem que as duas questões que provocaram mais controvérsia do que qualquer outra a respeito de Jesus Cristo — aquelas em que todas as escolas de interpretação teológica entraram em conflito — são o nascimento e a ressurreição do Senhor Jesus. Muitas outras coisas, naturalmente, em Sua vida e assim por diante, também foram discutidas, mas os dois principais pontos de controvérsia têm sido o nascimento virginal e a ressurreição corporal. É muito significativo que seja assim.
Deixando a ressurreição de lado por enquanto — talvez cheguemos a ela nestes dias; ainda não sabemos, há um longo caminho a percorrer —, comecemos aqui com esse nascimento sobre o qual acabamos de ler: aquilo que, segundo as Escrituras, chamamos de nascimento virginal do Senhor Jesus.
Eu disse que esse é o ponto de controvérsia e o ponto de divisão. É uma questão de verdadeira compreensão espiritual. A batalha começou — a batalha espiritual destas eras começou — nesse ponto, quando surgiu neste mundo e na história este Ser, dessa natureza, desse tipo particular de humanidade.
Logo após Seu nascimento, todo o inferno se levantou para extinguir aquilo, para eliminar aquela vida e seu testemunho. Herodes, aquele homem dominado e impelido pelo diabo, chegou ao ponto de massacrar todos os meninos pequenos com o objetivo de atingir este Um — somente este Um.
E não era apenas Herodes. Mais tarde, o próprio Jesus disse a outros homens, não a Herodes, em João 8:44:
Vós sois do diabo, que é vosso pai.
Ele foi homicida desde o princípio.
E lhes disse também, em João 8:41:
Vós fazeis as obras de vosso pai.
O homicida por trás de Herodes e de todos os que são como ele se levantou imediatamente quando esse tipo de humanidade irrompeu neste mundo.
Bem, isso é evidente, não é? E a resposta — a explicação — é esta: há duas humanidades alternativas entre os seres humanos.
Há aquela que Satanás produziu. Quando ele se apoderou de Adão, alterou a humanidade. Mudou o tipo de ser que o homem era. Por meio de uma fornicação espiritual maligna, produziu nossa raça segundo sua própria intenção.
De maneira abrangente, a Palavra declara, em 1 João 5:19:
O mundo inteiro jaz no maligno.
Uma raça segundo a intenção de Satanás, da qual ele é príncipe e deus deste mundo — como reconhece o próprio Senhor Jesus —, um tipo de humanidade.
Do outro lado, há esta espécie, este tipo introduzido na história, neste mundo, por Deus: outra humanidade, uma alternativa àquela. Ela vem ocupar o lugar da outra, pois toda aquela outra humanidade seria julgada; e, se não se arrependesse e não fosse transformada, passando de uma para a outra, estaria condenada a ser eliminada do universo de Deus.
Portanto, todo o trabalho meticuloso e todo o esforço do maligno e de todos os poderes do mal em toda a raça de Adão serão frustrados por esse novo tipo de humanidade. Toda a sua obra será desfeita nisso.
Tudo o que Satanás se propôs a fazer ao arruinar o tipo de homem que Deus desejava será privado de sua base e eliminado neste Um que agora irrompeu no mundo. Vocês podem entender por que Satanás disse, tão cedo quanto possível, nos primeiros dias de Sua vida: “Acabem com Ele. Tirem-No daqui. Livrem-se Dele”.
Isso está por trás desse tipo de humanidade que é produzido por Deus, e não pelo homem, nem por Satanás. Esse tipo de homem que, em Sua própria concepção, é um projeto de Deus.
Vocês podem compreender por que os racionalistas, que nada sabem sobre o novo nascimento, se escandalizam com o nascimento virginal e se opõem a ele.
Afinal, qual é o melhor testemunho e a melhor confirmação do nascimento miraculoso e sobrenatural do Senhor Jesus? É o nosso novo nascimento. Vocês não precisam defendê-lo como uma questão de teologia, como uma simples doutrina ou um credo cristão. Sabemos que Jesus Cristo é um milagre porque Ele é um milagre em nós.
Os racionalistas não conhecem o novo nascimento; por isso, podem ficar presos nessa controvérsia sobre o nascimento do Senhor Jesus.
Bem, a explicação desse antagonismo, dessa animosidade e de toda essa confusão — o inimigo é o autor da confusão —, toda essa confusão a respeito do Senhor Jesus em Sua própria concepção, origem, natureza e ser, está nesta única coisa que percorre todo o Novo Testamento: outro tipo de homem, de humanidade, foi introduzido na história.
E não foi introduzido como uma ideia posterior. Não como uma ideia posterior, mas segundo o propósito de sermos predestinados a ser conformes à imagem de Seu Filho. Do pensamento e da intenção eternos de Deus, é introduzida a imagem à qual os crentes, a igreja, devem ser conformados, em cuja semelhança estamos sendo transformados.
Agora, vejam, tudo isso é desenvolvido no Novo Testamento. Vocês querem compreender o Novo Testamento — em qualquer parte, em qualquer parte? Leiam-no sob esta luz: do que trata tudo isso? O que significa? O que pretende alcançar? Para o que aponta?
Cada aspecto dele tem por objetivo colocar Cristo diante de nós e mostrar essa obra transformadora nos crentes. Não é isso que encontramos em todo o Novo Testamento? Primeiro, temos a magnífica apresentação Dele em Pessoa, em quatro retratos — a grande sabedoria e soberania de Deus. Tudo começa com um retrato quádruplo do Homem.
Então, a partir daí, pelo Espírito Santo, a obra começa e prossegue para transformar e conformar um povo àquele Homem. Tão diferente, tão diferente, que um mistério e um milagre estão bem no coração e na raiz de tudo isso.
A vida cristã começa, de fato, com um milagre, um ato sobrenatural. Vocês e eu sabemos disso, se nascemos de novo. E ela prossegue com base nesse milagre e nesse mistério — de algo distinto, algo diferente que Deus está fazendo. Ele não está simplesmente permitindo que sigamos nosso curso natural.
Não está tudo isso resumido numa afirmação como esta? Sob o governo do Espírito Santo, não nos é permitido seguir nosso curso natural. Somos continuamente confrontados com a exigência de algo sobrenatural, algo acima do natural, algo além do natural.
Somos continuamente confrontados com o fato de que, naturalmente, não conseguimos alcançar o padrão. Não conseguimos atender a essa exigência. Não conseguimos atravessar essa experiência e essa provação. Precisamos de algo além do que temos em nós mesmos. Precisamos de algo sobrenatural.
Essa é toda a história da vida cristã. Ela começa sobre essa base sobrenatural. Nenhum homem pode gerar esse tipo de humanidade. Como lemos em João 3:6:
O que é nascido da carne é carne;
e o que é nascido do Espírito é espírito.
Nascemos não da carne, nem da vontade do homem, como diz João 1:13. Isso não pode ser realizado por meios humanos. Os meios naturais não podem, de modo algum, produzir essa ordem. Ela só é produzida por Deus.
Estou dizendo coisas que todos vocês sabem e com as quais concordam, tenho plena certeza; mas acabei de dizer que todo o Novo Testamento se desenvolve exatamente nessa direção.
Estivemos em 1 Coríntios 15 por alguns momentos nesta manhã. Vejam o que diz 1 Coríntios 15:22:
Assim como em Adão todos morrem,
assim também em Cristo todos serão vivificados.
O primeiro homem, Adão; o último Adão. Os contrastes são simplesmente os contrastes entre duas ordens de criação inteiramente distintas, entre o primeiro e o último.
O segundo Homem e o último Adão, conforme 1 Coríntios 15:45-47. Sempre tenham cuidado ao citar as Escrituras. Segundo Homem, sim; mas o último Adão. Não haverá outras raças depois de Cristo. Não surgirá outra raça depois de Cristo. A forma definitiva da humanidade está Nele — o fim.
Diz o apóstolo, em 2 Coríntios 5:17:
Se alguém está em Cristo, há uma nova criação.
Em Cristo, uma nova criação.
Assim, voltamos à nossa expressão inicial: estamos em processo de transformação na mesma imagem.
Tudo o que vou dizer novamente nesta manhã, neste tempo mais breve, retoma o ponto em que encerrei ontem à noite. Tudo depende de qual dessas duas ordens predomina em cada um de nós.
Os coríntios eram cristãos. Eram crentes nascidos de novo. Foram tratados como tais. Mas, durante os cinco anos entre a primeira visita de Paulo e sua carta, houve tamanha degeneração e declínio em sua vida espiritual, e eles abriram tão amplamente a porta para este mundo, que, embora fossem cristãos, era predominantemente o homem natural que estava no comando.
Por isso, temos essa carta terrível, cheia de todas essas coisas que pertencem ao homem natural. Ele precisa dizer, em 1 Coríntios 3:1:
Não vos pude falar senão como a crianças.
Crianças — sim, crianças. Era isso que eles eram.
Não há problema em ser um bebê enquanto é tempo de ser bebê. Mas, depois de sete anos — ele esteve com eles por dois anos e, cinco anos depois, escreveu sua carta —, depois de sete anos, vocês deveriam ao menos começar a sair da primeira infância, não deveriam?
Vocês achariam estranho se uma criança de sete anos ainda se comportasse como um bebê. E, a propósito, os sete anos são a fase mais original da vida. Uma criança de sete anos é a pessoa mais original de toda a criação; tudo nela é original nessa fase. Vocês que são pais sabem muito bem disso pelas perguntas que elas fazem.
Minha filha mais velha, mais ou menos nessa idade, foi ao culto e ouviu a leitura do capítulo sobre o fim da era — ou melhor, o fim do mundo, como está na Versão Autorizada, aquela expressão “o fim do mundo”. Quando chegamos em casa, ela disse: “Papai, se um homem subisse num balão e, enquanto estivesse lá em cima, chegasse o fim do mundo, sobre o que ele desceria?”.
Então, crianças de sete anos podem fazer perguntas que deixam vocês sem resposta. É original. Mas isso foi apenas um comentário à parte. Quando vocês chegam aos sete anos de vida espiritual, deveriam começar a sair daquele estado infantil de irresponsabilidade.
E ali estavam eles, naquele ponto de sua vida espiritual. Ele diz, em 1 Coríntios 3:1-2, que ainda são crianças:
Dei-vos leite a beber, não alimento sólido;
porque ainda não podíeis suportá-lo.
Essa é uma situação terrível, uma situação terrível.
É uma questão de qual dos dois lados de nossa constituição está realmente predominando: o natural ou o espiritual. Ou, em outras palavras, se estamos realmente em processo de transformação e conformação.
Bem, a resposta dependerá inteiramente, como eu disse ontem à noite, de nossa reação à maneira como Deus lida conosco como filhos. Em Hebreus 12:7:
Deus vos trata como filhos.
E em Hebreus 12:5-6:
Não desprezes a disciplina do Senhor,
nem desfaleças quando por Ele fores repreendido:
porque o Senhor corrige a quem ama.
A sua reação à maneira como Ele lida com você — se for como a de Israel no deserto, murmurando, reclamando, fugindo das responsabilidades, rebelando-se o tempo todo, querendo escapar e dizendo: “Vamos voltar”, esquecendo-se da tirania do Egito — significa que você está procurando sair de debaixo da mão Daquele que, em meio às dificuldades e adversidades, procura levá-lo a descobrir coisas a respeito Dele mesmo e do que Ele pode fazer.
Agora, trazendo isso diretamente para a nossa realidade, queridos amigos, vocês e eu estamos realmente numa escola, e numa escola muito prática, sob a mão de Deus, na qual é necessário que conheçamos Cristo.
Como lemos em Filipenses 3:10:
Para conhecê-Lo,
e o poder da Sua ressurreição.
E aqui está um ponto central: o poder da Sua ressurreição. Alguém aqui pode me dizer que não precisa conhecer isso — o poder da Sua ressurreição?
Estamos aqui, sob Sua mão, para aprender isso. Sabem, é uma coisa maravilhosa, maravilhosa, conhecer o poder da Sua ressurreição, que nos sustenta, nos capacita e nos faz superar aquelas coisas que limitam e tornam impossíveis nossa vida e nosso serviço.
Enfrentamos isso o tempo todo. Estamos nessa batalha contra forças de morte que procuram nos apagar, nos eliminar. O Senhor não nos coloca em situações e circunstâncias em que tudo é fácil, em que navegamos tranquilamente. Ele não faz isso.
Ele faz justamente o contrário com os cristãos. Ele nos coloca em lugares onde, vejam só, não conseguimos prosseguir, não conseguimos viver, a menos que o Senhor Todo-Poderoso nos faça atravessar tudo aquilo. E é para isso que estamos ali: para descobrir o Senhor Todo-Poderoso — o poder da Sua ressurreição.
Se dissermos: “Bem, vou me retirar. Vou desistir. Vou encontrar um caminho mais fácil do que este, um caminho mais simples do que este”, nós nos tiramos completamente das mãos de Deus e da esfera em que fazemos descobertas espirituais de Jesus Cristo.
Você se tira completamente das mãos de Deus e da esfera em que faz descobertas espirituais de Jesus Cristo.
Vamos deixar por aqui. Vejam, isso é muito verdadeiro, não é? Muito prático. A espiritualidade é muito prática.
Estamos sendo transformados, passando de uma ordem para outra: da ordem de Adão para a ordem de Cristo, do natural para o espiritual. E este é o caminho — um caminho prático.
Mas tenham sempre isto em mente: há uma imagem. O escritor da carta aos Hebreus coloca a questão desta maneira, em Hebreus 12:2:
Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da fé.
Lembrem-se: Deus tem Seu modelo, Sua ordem, em Seu Filho. Ele está ali.
E nós contemplamos. Como diz 2 Coríntios 3:18:
Contemplando como num espelho a glória do Senhor,
somos transformados na mesma imagem,
de glória em glória.
Somos mudados, somos transformados.
Mais uma vez, não olhamos para as coisas que se veem, tão próximas e tão insistentes em nossa consciência, tentando nos ocupar inteiramente com elas; antes, olhamos através delas para Aquele que, por meio dessas coisas tão reais, procura produzir em nós algo mais de Cristo.
Senhor, ajuda-nos a ver e interpretar assim os Teus caminhos.