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    What Is The Church? © 2026 Christian Testimony Ministry
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    What Is The Church?
    What Is The Church?
    Kaung, Stephen

    A Igreja no Propósito Eterno de Deus

    Por favor, abram a carta aos Efésios 1:22-23.

    E sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés,
    e O deu por cabeça sobre todas as coisas à igreja,
    que é o Seu corpo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos.

    Agora, Efésios 2:11-22:

    Portanto, lembrai-vos de que outrora vós, gentios na carne, chamados incircuncisão pelos que se chamam circuncisão, feita na carne por mãos humanas;
    naquele tempo estáveis separados de Cristo, alheios à comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
    Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que outrora estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.
    Porque Ele é a nossa paz, o Qual de ambos fez um e derrubou a parede de separação que estava no meio,
    tendo abolido, na Sua carne, a inimizade, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças; para que dos dois criasse, em Si mesmo, um novo homem, fazendo a paz;
    e reconciliasse ambos com Deus em um só corpo, por meio da cruz, tendo por ela destruído a inimizade:
    e, vindo, anunciou boas-novas de paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto.
    Porque, por meio Dele, ambos temos acesso ao Pai em um só Espírito.
    Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus,
    edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra de esquina;
    no Qual cada parte da edificação, bem ajustada, cresce para santuário santo no Senhor;
    no Qual também vós sois juntamente edificados para habitação de Deus no Espírito.

    Vamos fazer uma oração.

    Senhor, ao nos reunirmos aqui em Tua presença, sentimos que estamos em terra santa. Senhor, queremos tirar os sapatos, tomar o lugar de Teus servos e ouvir-Te — ouvir o que Tu tens a nos dizer.

    Querido Senhor, precisamos que Tu nos fales. Precisamos que Teu Espírito nos ilumine, conduzindo-nos à Tua verdade, para que Tu sejas glorificado. Humildemente entregamos este tempo em Tuas mãos e pedimos que o abençoes. Em Teu precioso nome, amém.

    Cristo Crucificado e a Igreja

    Como vocês já sabem, meu encargo e minha responsabilidade são compartilhar com vocês, queridos irmãos e irmãs, sobre a igreja no propósito eterno de Deus.

    Mas sinto que, antes de tudo, preciso dizer: não pregamos a igreja. Pregamos Cristo Jesus, e Este crucificado.

    Sempre me lembro do que as pessoas dizem: “Quando você prega a igreja, recebe a cruz. Mas, se você prega a cruz, terá a igreja”. E eu creio nisso.

    Portanto, quero deixar bem claro que não estou pregando a igreja. Prego Cristo Jesus, e Este crucificado. Mas procuro, sim, explicar a igreja.

    Por quê? Porque a igreja é tão preciosa para nosso Senhor Jesus, e nós somos chamados a ser Sua igreja. Precisamos saber quem somos, o que somos e como devemos ser preparados para satisfazer o coração de nosso Senhor.

    Acho que é por essa razão que às vezes precisamos descrever a igreja, para saber onde estamos e o que devemos ser.

    O Encargo de Paulo pela Igreja

    O apóstolo Paulo estava escrevendo aos santos e fiéis em Éfeso. Em seu coração havia um encargo, um desejo. Ele queria compartilhar com os santos em Éfeso o que o Senhor lhe havia revelado a respeito da igreja.

    A razão pela qual ele tinha tamanho encargo de lhes falar sobre a igreja era que percebia quanto a igreja era querida pelo Senhor Jesus. Se vocês olharem para dentro do coração do Senhor Jesus, verão a igreja.

    E, se o Senhor ama tanto a igreja, como nós, que somos a igreja, precisamos saber corresponder ao Seu coração! Se não soubermos o que é a igreja, não conseguiremos ser o que o Senhor quer que sejamos. Não conseguiremos agradar-Lhe, satisfazê-Lo.

    Por isso, Paulo tinha tamanho encargo pelos santos: que eles soubessem o que é a igreja no propósito eterno de Deus e como deveriam proceder para cumprir esse propósito.

    Logo no início, ele começou dizendo:

    Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Qual nos abençoou com toda bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.

    O que é a igreja? A igreja é aquela que foi abençoada por Deus com toda bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo Jesus. Acho que não se pode dizer mais do que isso: toda bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo Jesus. Deus já nos abençoou.

    Fomos escolhidos antes mesmo da fundação do mundo. Não é algo que simplesmente aconteceu no tempo. Antes mesmo de existir o tempo, antes da fundação do mundo, Deus já nos havia escolhido em Cristo Jesus.

    E Ele nos escolheu não apenas para que fôssemos libertos do inferno. Ele nos escolheu para que estivéssemos diante Dele santos e sem mácula, em amor.

    Isso é eleição divina. Eu amo a eleição divina, porque, quando Deus nos escolheu, Ele nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis diante Dele, em amor.

    Ele já nos destinou à condição de filhos — não apenas para sermos salvos como criancinhas em Cristo, mas para crescermos e sermos colocados na posição de filhos, compartilhando com nosso Senhor Jesus tudo o que o Pai Lhe deu e compartilhando também Sua responsabilidade.

    Que escolha é essa eleição divina! E tudo é segundo Sua glória em Cristo Jesus.

    Não apenas fomos redimidos pelo precioso sangue, mas agora desfrutamos do favor de nosso Deus. Somos os filhos favorecidos de Deus.

    Não só isso, mas Ele até nos fez conhecer o mistério de Sua vontade: que Lhe agradou fazer de Seu Filho o Herdeiro de todas as coisas, e Ele nos chamou para sermos coerdeiros com Cristo.

    Temos uma herança em Cristo Jesus. Toda a plenitude da Divindade habita corporalmente Nele, e estamos completos Nele. Ele é nossa herança.

    Deus colocou em Seu Filho tudo o que Ele tem e tudo o que Ele é, e nos deu Seu Filho como nossa herança. Ao mesmo tempo, Ele está operando em nós pela grandeza de Seu poder, para que também nos tornemos uma herança para Cristo Jesus.

    A Revelação por Meio da Oração

    Agora, irmãos e irmãs, Paulo procurou compartilhar com os santos em Éfeso — e creio que procura compartilhar conosco hoje — as grandes coisas que Deus fez por nós segundo Sua graça e segundo Sua glória.

    E, no entanto, de repente ele parou. Não conseguiu continuar. Por quê? Porque percebeu que, sem revelação, tudo o que ouvimos será apenas palavras. Não haverá realidade.

    Então, imediatamente vemos o apóstolo Paulo dedicar-se à oração. Por mais eloquente que Paulo fosse, ele sentia que compreender o verdadeiro significado daquele mistério estava além de sua capacidade — e não apenas da sua, mas também da capacidade dos santos em Éfeso.

    Por isso, dedicou-se à oração e pediu que Deus nos desse espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Deus.

    Queridos irmãos e irmãs, a única maneira de entrarmos no pleno conhecimento de Deus é por Sua revelação. Por mais inteligente que você seja, talvez consiga compreender intelectualmente, mas isso diz respeito apenas à sua mente; não afeta sua vida.

    Sem revelação do alto, não conseguimos entrar na realidade da igreja no propósito eterno de Deus. Portanto, irmãos e irmãs, enquanto estamos em comunhão nesta manhã, olhemos para o Senhor, para que Ele nos revele o que é a igreja de maneira viva e real.

    A Igreja como Corpo de Cristo

    Em certo sentido, a igreja é algo que não conseguimos definir. Embora possamos dizer que o mistério de Cristo é a igreja e que a igreja é a expressão coletiva de Cristo, ainda assim é algo que simplesmente não conseguimos definir.

    Vocês sabem, na Bíblia há pouquíssimas definições, se é que há alguma. Por quê? Porque as coisas espirituais são tão infinitas que é difícil confiná-las a um espaço pequeno.

    Então, aqui vemos o apóstolo Paulo: em vez de tentar definir o que é a igreja no propósito eterno de Deus, ele procura descrevê-la. Mesmo quando procura descrevê-la, acha difícil fazê-lo com palavras comuns.

    Por isso, ele a descreve com parábolas, metáforas e figuras de linguagem. Vocês se lembram de como nosso Senhor Jesus, quando estava na terra, falava às pessoas por parábolas.

    Por um lado, as parábolas são a maneira mais simples e fácil de explicar, se você tem um coração disposto. No entanto, são as coisas mais difíceis de compreender se você não tem um coração disposto.

    Assim, Paulo usa diferentes parábolas, metáforas e figuras de linguagem para explicar o que é a igreja no propósito eterno de Deus. Mas lembrem-se de uma coisa: essas são apenas coisas exteriores. A realidade é aquilo para o qual essas figuras de linguagem apontam.

    Logo de início, ele pergunta: “O que é a igreja?”. E diz: “A igreja é o corpo de Cristo”.

    A Revelação no Caminho de Damasco

    Onde Paulo recebeu essa revelação? No caminho de Damasco. Vocês se lembram de que ele obteve documentos dos principais sacerdotes para ir às cidades gentias, prender os do Caminho — aqueles que criam em Jesus Cristo —, levá-los a Jerusalém e condená-los.

    Mas, enquanto seguia para Damasco, já quase chegando à cidade, ao meio-dia, de repente surgiu uma luz mais brilhante que o sol. Ela brilhou sobre ele e sobre aqueles que o acompanhavam. A luz tinha tamanho poder que eles foram lançados ao chão.

    Então ele ouviu uma voz:

    Saulo, Saulo, por que Me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.

    Saulo disse: “Quem és Tu, Senhor?”. Ele sabia que Aquele era o Senhor, porque a luz era tão forte e poderosa que o havia lançado ao chão.

    Saulo era uma pessoa muito forte. Era um líder; dava ordens às pessoas. No entanto, encontrou alguém à sua altura — mais do que à sua altura. Não sabia Quem era Aquele, mas sabia que Ele era o Senhor. Por isso, disse: “Senhor, Quem és Tu?”.

    E o Senhor disse:

    Eu sou Jesus de Nazaré, a Quem tu persegues.

    Irmãos e irmãs, muitas vezes pensamos que somos livres, que somos nossos próprios senhores e que podemos fazer tudo o que queremos. E, se você é forte, não apenas pode ser seu próprio senhor, mas também pode ser senhor de outras pessoas.

    Não percebemos que, quando Deus nos criou, Ele nos criou com um propósito definido. Não percebemos que Ele é o Senhor de nossa vida e que tem um propósito para ela.

    Somos como um boi preso a um jugo, enquanto o agricultor conduz o arado. Há um propósito: arar o campo. O agricultor usa o boi para arar o campo.

    Mas muitas vezes o boi não conhece a intenção de seu dono. Nem sequer percebe que tem um dono. Algo o atrai, e ele se vira para a esquerda ou para a direita.

    Então o dono, o agricultor, usa o aguilhão, um instrumento pontiagudo, para tocar suavemente a perna do boi e lembrá-lo de que tem um dono. Mas o boi é teimoso; dá um coice e, ao dar o coice, machuca a si mesmo.

    Irmãos e irmãs, Deus nunca deseja nos machucar, porque Ele tem uma utilidade para nós. Mas às vezes precisa nos tocar suavemente com esse aguilhão. Infelizmente, damos um coice e machucamos a nós mesmos.

    Deus havia usado esse aguilhão em Saulo várias vezes. Quando ele entrava nas casas, prendia homens e mulheres e os levava ao tribunal; quando obrigava as pessoas nas sinagogas a blasfemar; e quando via como aqueles homens e mulheres fracos permaneciam firmes pelo Senhor — sua consciência certamente deve ter sido tocada.

    Saulo era um homem honrado. Era uma pessoa justa. Tinha senso moral. Sem dúvida, sua consciência deve tê-lo incomodado. Era um toque suave.

    Então, quando Estêvão foi apedrejado, Saulo viu tudo. Viu o rosto de Estêvão como o rosto de um anjo e o ouviu dizer: “Vejo os céus abertos e o Filho do Homem em pé, acolhendo-me”.

    Antes de morrer, Estêvão disse:

    Senhor, perdoa-lhes. Não lhes imputes este pecado.

    Saulo estava ali, e sua consciência certamente deve ter sido ferida. Ele deve ter percebido que havia feito algo errado.

    Mas, para abafar sua consciência, a Bíblia diz que ele começou a perseguir os crentes ferozmente, tentando silenciá-la.

    Deus permitiu que ele fosse até aquele ponto, e não além. Deus o encontrou no caminho de Damasco e disse: “Saulo, Saulo, por que Me persegues? Eu sou seu Senhor. Tenho um propósito para sua vida. Você está debaixo do Meu jugo. Deve fazer a Minha obra. Precisa perceber isso”.

    Saulo disse: “Senhor, que farei?”. Ele se rendeu ao Senhor.

    Ali, no caminho de Damasco, ele encontrou o Senhor. Jesus de Nazaré é o Senhor do céu e da terra. Jesus de Nazaré é o Senhor de todos.

    Mas, além disso, quando Saulo perguntou: “Quem és Tu? Não Te conheço”, o Senhor disse:

    Eu sou Jesus de Nazaré, a Quem tu persegues.

    Agora, lembrem-se: Saulo era fariseu. Os fariseus gostavam de discutir. Naturalmente, Saulo poderia ter dito: “Deve haver algum engano, porque nunca Te encontrei antes. Esta é a primeira vez que Te encontro. Tu estás no céu, e eu estou na terra. Não posso tocar em Ti”.

    Ele tinha todos os motivos para dizer: “Senhor, não Te persegui”. Mas não argumentou, porque uma revelação lhe foi dada naquele exato momento.

    No caminho de Damasco, ele não apenas viu Jesus, o Senhor, a Cabeça de todas as coisas e o Senhor de todos; ao mesmo tempo, viu o corpo de Cristo.

    Saulo não tocou na Cabeça, mas tocou em muitos membros do corpo. Perseguiu os crentes em Jerusalém, na Judeia, e até tentou persegui-los nas cidades gentias. No entanto, a Cabeça no céu protestou e disse:

    Por que Me persegues?

    Que revelação deve ter sido aquela: não apenas ver Cristo, a Cabeça de todas as coisas, dado à igreja como Cabeça, mas também ver o corpo de Cristo. Nós somos Seu corpo.

    O Corpo Místico de Cristo

    Quando o Verbo Se fez carne e habitou entre os homens, cheio de graça e de verdade, na plenitude dos tempos o Filho de Deus veio a este mundo e tomou sobre Si a carne humana.

    Naquele corpo, Ele ensinou e fez muitas boas obras. Com aquele corpo, foi crucificado. Entregou aquele corpo para ser partido, a fim de que pudéssemos ser unidos a Deus.

    Então nos lembramos de que, depois de três dias, Ele ressuscitou dentre os mortos e, durante quarenta dias, apareceu aos Seus discípulos. Depois, ascendeu ao céu. Quando subiu, os discípulos estavam ali, olhando e vendo-O subir.

    Mas, no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre os cento e vinte, em um só Espírito eles foram batizados em um só corpo.

    Em outras palavras, há dois mil anos nosso Senhor Jesus tomou sobre Si um corpo físico, um corpo pessoal, e nesse corpo realizou a obra da redenção.

    Mas agora, no céu, Ele tomou sobre Si outro corpo: um corpo místico, um corpo coletivo. Nesse corpo coletivo, Ele continua a fazer e a ensinar. Esse é o livro de Atos, e o livro de Atos não tem fim, porque continua até hoje.

    Portanto, irmãos e irmãs, este é o mistério da igreja: a igreja é o corpo de Cristo.

    Ele tem muitos membros. Olhem para nosso corpo. Todos compreendemos nosso corpo — e, no entanto, não o compreendemos. Sabemos que temos um corpo, e esse corpo tem muitos membros. Mas, embora haja muitos membros no corpo, ele é um só corpo.

    É um só corpo debaixo da cabeça, unido à cabeça, e isso o torna completo.

    Nosso corpo é apenas uma figura. A realidade é o corpo de Cristo. Você olha para seu corpo e o considera muito real; você o experimenta todos os dias, a cada hora, a cada momento.

    Mas lembrem-se: este nosso corpo físico é temporário. Um dia ele passará. Pela graça de Deus, receberemos um corpo espiritual, e esse será para sempre. Portanto, até mesmo este corpo físico é apenas um símbolo, uma indicação que aponta para algo.

    A realidade é o corpo de Cristo. O corpo de Cristo é mais real do que seu próprio corpo físico, porque ele é a verdadeira realidade.

    A Igreja como Organismo Vivo

    Mas como entramos nesse corpo? A igreja é um organismo vivo; não é uma organização feita pelo homem.

    Se fosse uma organização ou uma instituição, você poderia se associar a ela e tornar-se parte dessa instituição. Mas, para estar no corpo, há apenas uma maneira: nascer nele. É uma questão de vida — da mesma vida.

    Como nos tornamos membros do corpo de Cristo? Não membros de uma organização. A única maneira de você se tornar membro do corpo de Cristo é nascer nele: receber a vida de nosso Senhor Jesus.

    Com essa vida, a mesma vida, pertencemos ao mesmo corpo. Somos, pela graça de Deus, o corpo de Cristo. Essa é a igreja. Ela é um organismo vivo.

    Quando chegamos a essa questão da igreja, a compreensão mais básica é que se trata de uma questão de vida — não da vida natural, mas da vida de Deus, da vida de Cristo. Cristo é nossa vida. Esse é o fundamento da igreja.

    Você percebe que está no corpo de Cristo? Não estamos falando sobre você pertencer ou não a uma organização religiosa ou cristã. Você percebe que pertence ao corpo de Cristo? Você é um membro do corpo de Cristo. Tem essa consciência?

    O Novo Nascimento e a Vida Coletiva

    Agora, como nos tornamos um só corpo? Quando você recebe o Senhor Jesus, o que acontece com você? Tantas coisas acontecem, não apenas uma.

    Quando você crê no Senhor Jesus como seu Salvador pessoal, nasce de novo. Nasce do Espírito.

    O que é nascido do Espírito é espírito.

    Quando você nasce do Espírito Santo, recebe um novo espírito humano.

    Porque nascemos de novo, recebemos uma nova vida — a vida de Cristo. Assim, podemos clamar a Deus: “Nosso Pai”. Imediatamente você percebe que existe um vínculo, porque pertence a Deus.

    Costumo dizer que, antes de realmente nascermos de novo, se fomos criados em uma família cristã, como eu fui, oramos o tempo todo. Sabemos como orar. Mas, infelizmente, quando oramos, isso é apenas uma formalidade. Não há um relacionamento vivo com Deus.

    Como disse um irmão, quando você diz: “Pai nosso, que estás nos céus”, soa como: “Sogro nosso, que estás nos céus”. Não é real.

    Mas, quando você crê no Senhor Jesus e recebe a vida do Filho, imediatamente clama: “Pai”. É diferente. Você sabe que pertence a Ele.

    Mas, além disso, você não apenas nasce para Deus; nasce na família de Deus. Você não percebe como é grande a família que tem.

    Eu vim de uma família muito grande — quatro gerações vivendo sob o mesmo teto. Mas isso é pequeno demais. Pertencemos a uma grande família. Pertencemos a um só corpo.

    Como você sabe? Depois de crer no Senhor Jesus, não apenas descobre que existe um relacionamento vivo entre você e Deus, mas imediatamente descobre um vínculo com os outros crentes.

    Talvez você não os conhecesse antes, mas, sempre que encontra uma pessoa e descobre que ela também é crente, imediatamente percebe que existe um vínculo entre vocês. É ainda mais forte do que os vínculos naturais.

    De onde vem isso? Do fato de que, em um só Espírito, fomos batizados em um só corpo. Pertencemos ao mesmo corpo, o corpo de Cristo.

    Graças a Deus, irmãos e irmãs, vocês não apenas nasceram de novo, mas se tornaram membros do corpo de Cristo.

    A Plenitude e a Expressão de Cristo

    O que é o corpo de Cristo? O que é seu corpo? O corpo é a plenitude da cabeça. Todas as riquezas da cabeça habitam nesse corpo.

    Quem pode sondar as riquezas da Cabeça, que é nosso Senhor Jesus?

    Toda a plenitude da Divindade habita corporalmente Nele.

    Tudo o que a Cabeça é encontra-se no corpo. É isso que a igreja é. A igreja é chamada de plenitude de Cristo — a plenitude Daquele que enche tudo em todos.

    Na igreja, no corpo de Cristo, vocês encontram todas as insondáveis riquezas de Cristo. É isso que a igreja é.

    Não só isso: seu corpo é a expressão, a manifestação da cabeça. Por meio do corpo, a cabeça pode se expressar em sua plenitude.

    Portanto, é isso que a igreja é. A igreja é o corpo de Cristo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos. Devemos conter, por assim dizer, as insondáveis riquezas de Cristo, e devemos expressar, manifestar, demonstrar e engrandecer o que Cristo é. Esse é o corpo.

    A Consciência do Corpo e a Dependência Mútua

    Agora, temos essa consciência do corpo? Somos tão individualistas que tudo se resume a “o Senhor e eu”?

    Às vezes vocês ouvem as pessoas dizerem: “O Senhor e eu — não me importo com mais ninguém. O Senhor e eu”. Muito, muito espiritual! Não.

    É o Senhor e eu, mas também o Senhor, eu e meus irmãos e irmãs.

    Não consigo esquecer quando nosso querido irmão Watchman Nee foi à Inglaterra. Ele visitou um querido irmão, George Cutting, autor de Segurança, Certeza e Gozo.

    Naquela época, além da Bíblia, aquele pequeno folheto tinha uma das maiores circulações. George Cutting estava na casa dos noventa anos e encontrava-se acamado. Às vezes estava consciente; em outras, inconsciente.

    Quando nosso irmão o visitou, sentou-se ao lado de sua cama, esperando que despertasse. Então George Cutting acordou, virou-se para nosso irmão e disse: “Não posso viver sem Ele, e Ele não pode viver sem mim”. Depois adormeceu novamente.

    Ele queria dizer: “Não posso viver sem o Senhor”. Mas tinha um relacionamento tão profundo com o Senhor que também podia dizer: “Ele não pode viver sem mim”. Não é lindo?

    Nosso irmão voltou e disse: “Eu gostaria de ter ido um pouco além: não posso viver sem Ele, e Ele não pode viver sem mim. Graças a Deus, não posso viver sem todos os meus irmãos e irmãs e, graças a Deus, eles não podem viver sem mim”.

    Como isso é verdadeiro! Precisamos ser libertos desse conceito individualista. Nunca perderemos nossa individualidade, mas precisamos ser libertos do individualismo.

    Dependemos do Senhor e dependemos de nossos irmãos e irmãs, porque somos um só corpo. É muito importante, irmãos e irmãs, termos essa consciência do corpo.

    Sabemos que somos membros do corpo e, sendo membros do corpo, precisamos aprender a ser membros que exercem sua função.

    A Igreja como o Único Novo Homem

    Então o apóstolo Paulo usa outra figura de linguagem para descrever o que é a igreja. Como pano de fundo, no capítulo 2 de Efésios, ele primeiro nos lembra de nosso passado.

    Quando você se lembra de sua história, antes de encontrar o Senhor, quem era você? Que tipo de pessoa era? Que tipo de vida vivia?

    Paulo diz:

    E Ele vos vivificou, estando vós mortos em vossos delitos e pecados,
    nos quais outrora andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
    entre os quais também todos nós outrora vivíamos nas concupiscências de nossa carne, fazendo as vontades da carne e dos pensamentos, e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

    Era ali que estávamos. Estávamos mortos em delitos e pecados. Simplesmente seguíamos a corrente deste mundo, porque estávamos mortos. Peixes mortos seguem a correnteza.

    Sem saber, estávamos sob a autoridade do poder das trevas nos ares. Pensávamos que estávamos fazendo o que queríamos, segundo aquilo de que gostávamos, sem saber que havia alguém nos manipulando. Éramos filhos da ira.

    Mas Deus, em Sua grande misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, nos vivificou com Cristo Jesus. Ressuscitou-nos com Cristo Jesus e nos fez assentar com Cristo Jesus nas regiões celestiais.

    Somos salvos pela graça, mediante a fé, e isso não vem de nós; é dom de Deus. Somos feitura de Deus, criados para boas obras, para fazer Sua vontade.

    Isso é falando individualmente. Então Paulo nos reúne, falando coletivamente. Estávamos no velho homem.

    Nesse velho homem, estávamos todos divididos. Quando o pecado entrou no mundo, a divisão veio imediatamente.

    Adão e Eva ficaram divididos. Antes disso, estavam juntos. Mas, quando o pecado entrou no mundo, vejam o que Adão fez. Adão disse: “Foi aquela mulher que me fez fazer isso”. Imediatamente houve divisão.

    No velho homem, não há unidade. Na carne, duas pessoas nunca concordam absolutamente. A carne divide; o pecado divide.

    De todas as divisões no mundo, a maior é a divisão entre gentios e judeus. Não existe apenas a divisão de raça e cultura; existe também a distinção religiosa.

    Os judeus eram o povo escolhido de Deus. Tinham as promessas, a aliança e a Palavra de Deus. Desprezavam as nações: “Vocês são gentios, alheios à comunidade de Israel, fora da aliança de Deus, sem esperança. Vocês estão longe; nós estamos perto”.

    Nos dias de Paulo, judeus e gentios estavam profundamente divididos. Não havia comunhão. Os judeus desprezavam os gentios e diziam: “Vocês são impuros”. Os gentios também desprezavam os judeus e os odiavam.

    Mesmo no templo, os gentios podiam entrar no pátio dos gentios, mas havia avisos por toda parte: “Até aqui, e não além, sob pena de morte”.

    No entanto, irmãos e irmãs, o Senhor realizou uma obra maravilhosa por Seu sangue. Em Sua carne, removeu essa parede de separação. Uniu judeus e gentios, fazendo a paz com Deus e entre eles, para que juntos se aproximassem de Deus como um só novo homem.

    Antes, pertencíamos ao velho homem, Adão. Em Adão morremos; em Adão estamos divididos. Mas agora estamos em Cristo, o novo homem. Somos um.

    Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que se fizeram novas.
    Mas todas as coisas provêm de Deus.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, o que é a igreja? A igreja é o único novo homem.

    Novo — tudo é novo. Pela graça de Deus, nos despimos do velho homem e de todas as coisas corrompidas do velho homem. Pela graça de Deus, nos revestimos do novo homem, recriado segundo Cristo.

    Tudo o que era velho passou. Somente o novo permanece.

    É por isso que encontramos em Colossenses 3:11:

    Não pode haver grego e judeu, circuncisão e incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre: mas Cristo é tudo, e em todos.

    O que é a igreja? A igreja é o único novo homem. Na igreja, não há judeus. Há judeus fora da igreja, mas na igreja não há judeu, porque, antes de você entrar na igreja, a cruz já eliminou o judeu.

    Na igreja, não há gentio. A cruz já eliminou o gentio. Na igreja, não há chinês. No mundo, há chineses — muitos chineses por toda parte! Mas, na igreja, não há chinês.

    Se vocês encontrarem algum chinês na igreja, é porque o chinês entrou na igreja junto com a pessoa. Não devemos ver uns aos outros da maneira natural, antiga.

    Quando vim pela primeira vez a este país, encontrei muitos irmãos e irmãs — muitos americanos brancos —, e servíamos juntos. Mas frequentemente, enquanto servíamos juntos, um irmão dizia: “Agora, essa não é a nossa maneira americana”.

    Ah, americana! E você é chinês? Então vocês sabem o que eu disse: “Na igreja, não há maneira americana nem maneira chinesa, mas a maneira de Deus”.

    Devemos esquecer nossas distinções naturais, nossas distinções culturais, nossas origens religiosas, nossas distinções raciais e nossas distinções sociais.

    É difícil. Lembro-me de que, em Xangai, quando participávamos da Mesa do Senhor, nosso querido irmão Watchman Nee nos ajudava. Havia um querido irmão que amava muito o irmão Nee. Ele dizia: “Gosto tanto desse irmão que todos os dias trabalho à sua mesa”.

    Mas, quando entrava no salão de reuniões, sempre procurava ver onde o irmão Nee estava sentado e então se sentava bem longe dele. Dizia: “Sou seu empregado; ele é meu patrão. Não posso me sentar ao lado dele”.

    O irmão Nee sempre vinha e se sentava ao lado dele. Nem patrão nem empregado — todos são um em Cristo Jesus. Maravilhoso! Um só novo homem. É isso que a igreja é.

    Portanto, não tragam o velho para dentro da igreja. Tudo é novo. Tudo provém de Deus.

    A Igreja como Comunidade Celestial, Família e Templo

    Paulo sente que ainda não descreveu plenamente a igreja, por isso usa mais três metáforas. Ele diz:

    Já não sois estrangeiros nem forasteiros; sois concidadãos dos santos.

    Irmãos e irmãs, todos sabemos que nós, que pertencemos ao Senhor, somos peregrinos e estrangeiros neste mundo. Mesmo que você tenha nascido nos Estados Unidos, depois de ser salvo é peregrino e estrangeiro em uma terra que não é sua.

    O mundo está sob a usurpação do maligno. Não pertencemos a ele. Somos estrangeiros, peregrinos e forasteiros.

    Mas, graças a Deus, Ele nos deu algo melhor. Em Colossenses 1:13, lemos que Ele nos libertou da autoridade das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor.

    Quando você crê no Senhor Jesus, há uma transferência. Deus transferiu você, transportou você para fora do reino das trevas. Você já não pertence a este mundo nem à autoridade das trevas. Ele o libertou e o colocou no reino do Filho do Seu amor.

    Sua cidadania está no céu, e somos concidadãos. Estamos sob o governo do céu.

    Como peregrinos e estrangeiros, respeitamos as leis da terra em que estamos de passagem, mas estamos sob um governo superior — o governo do Rei celestial. Somos concidadãos e precisamos encorajar uns aos outros a obedecer ao governo do céu.

    Mas não só isso: há um relacionamento mais próximo. Somos membros da família de Deus. Pertencemos a uma só família. A igreja é uma família.

    A igreja não é um tribunal. Em um tribunal, você precisa argumentar, discutir as questões e ver quem vence a discussão. Mas a igreja, sendo uma família, não é um tribunal. É uma questão de amor. É isso que a igreja é.

    Não só isso: o apóstolo Paulo diz que vocês não apenas são a família de Deus, mas estão sendo edificados para ser a casa de Deus.

    Somos pedras vivas, mas não apenas pedras vivas ou pedras preciosas expostas em um museu. Somos pedras vivas, pedras preciosas, para sermos edificados juntos como habitação de Deus — um lugar no qual Deus tenha prazer em habitar e Se sinta à vontade.

    O fundamento são os doze apóstolos, as doze pedras. Na Nova Jerusalém, as pedras do fundamento são doze pedras preciosas que representam os doze apóstolos. São todas diferentes, mas todas falam de Cristo, não de si mesmas.

    O próprio Cristo é a pedra de esquina que une toda a edificação. Ele também é a pedra de remate:

    Graça, graça a ela.

    Irmãos e irmãs, é isso que a igreja é. A igreja não é um grande prédio em alguma esquina. A igreja é edificada com pedras vivas como nós.

    Por meio do tratamento e da disciplina do Espírito Santo, todo o lixo, toda a sujeira e todas as impurezas vão sendo limpos e removidos. O que permanece é Cristo — a pedra preciosa —, e assim somos edificados juntos.

    A Edificação Conjunta

    Agora, irmãos e irmãs, vocês percebem que estão sendo edificados juntamente com seus irmãos e irmãs? Ou acham que é muito mais seguro mantê-los à distância?

    Quanto mais tempo você vive como cristão, mais esperto fica. Quando crê no Senhor Jesus pela primeira vez, você mergulha no meio de seus irmãos e irmãs. Ah, você ama cada um deles. Cada um é precioso para você.

    Então vêm os atritos, os choques entre uns e outros, o fogo. Ah, você aprende uma lição: mantenha distância.

    A reunião é às dez horas, e você chega às dez em ponto; cinco minutos de atraso, há graça. Senta-se por uma hora, despede-se — muito seguro. Não há beleza, não há obra de edificação acontecendo.

    Mas não é isso que a igreja é. A igreja é Deus reunindo aqueles que foram chamados para fora, sob a autoridade do nome de nosso Senhor Jesus.

    O que é reunir-se? Reunir-se significa estar juntos: próximos uns dos outros, tendo comunhão uns com os outros, servindo ao Senhor juntos.

    Enquanto estamos próximos, em intimidade e perto uns dos outros, sem dúvida haverá atritos entre nós. Todos temos arestas. Somos feridos — mas não se esqueça de que você também fere os outros.

    Por meio desses atritos, nossas arestas são aparadas, e podemos ser ajustados uns aos outros. Isso acontece com você? Se não acontece, há algo tremendamente errado. Você não está vivendo na igreja.

    A igreja é muito real. Frequentemente ouço as pessoas dizerem: “Neste mundo não há paz. O único lugar tranquilo é a igreja”. Experimente!

    É na igreja que você aprende o que a paz realmente é. A paz de Deus guarda seu coração e sua mente.

    A Igreja como Noiva de Cristo

    Então o apóstolo Paulo sente que isso ainda não é suficiente. As pessoas ainda não compreendem o que a igreja realmente é. Por isso, ele dá um passo muito maior e chega ao capítulo 5 de Efésios.

    Ele diz: “O que é o mistério de Cristo?”. É o mistério do marido e da esposa.

    Cristo é o Marido. Ele é a Cabeça da esposa e também o Salvador do corpo. Ele ama a igreja e Se entregou por ela.

    Ele purifica a igreja pela lavagem de água com a Palavra, para que ela seja purificada e santificada, tornando-se irrepreensível e sendo apresentada a Ele como Sua noiva, santa e sem mácula.

    A igreja, como noiva, como esposa, aprende a se submeter à Cabeça em amor, em todas as coisas.

    Ele diz:

    Grande é este mistério: mas eu falo a respeito de Cristo e da igreja.

    O que é a igreja? A igreja é a noiva.

    Deus disse:

    Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe corresponda.

    Deus ama tanto Seu Filho amado que diz: “Não é bom que Ele esteja só. Quero dar-Lhe uma auxiliadora que Lhe corresponda”.

    Mas essa auxiliadora precisa ser semelhante a Ele — exatamente como Ele. Então poderá verdadeiramente corresponder a Ele.

    Essa é a razão, irmãos e irmãs, pela qual Ele veio nos salvar. Essa é a razão pela qual Ele trabalha em nossa vida: para nos tornar semelhantes a Ele.

    Então, um dia, Ele virá buscar Sua noiva.

    O que estamos esperando? Você olha para o mundo: não há esperança. O mundo não está melhorando; está piorando. Como pode ser tão mau! Não pode ficar muito pior do que está hoje.

    Onde está nossa bendita esperança? Nossa bendita esperança é a vinda do Noivo. Um dia o Noivo virá, e esse é o dia que estamos esperando.

    Irmãos e irmãs, sendo assim, somos como virgens castas? Paulo disse:

    Eu vos desposei com um só marido, para vos apresentar a Cristo como uma virgem pura.

    Guardamos nossa castidade? Vivemos na expectativa de sermos unidos a Ele para sempre? Estamos prontos e preparados para encontrar o Noivo?

    Por que nosso Senhor tem demorado? Normalmente, nenhum noivo atrasa um casamento. O noivo sempre já está lá; é a noiva que não chega.

    Pelo que sei, houve apenas uma pessoa que fez o contrário. Acho que foi um bisavô ou avô de um dos Taylor; não me lembro de qual.

    Quando jovem, ele era um crente descuidado. Mas, na manhã de seu casamento, acordou e disse: “Vou me casar. Nossa, isso é uma grande responsabilidade!”.

    Então foi ao campo orar. Orou, orou e orou, até perder a noção do tempo. Depois que terminou de orar, de repente se lembrou de que aquele era o dia de seu casamento.

    A noiva estava esperando. Todos estavam esperando. Perguntavam-se onde estava o noivo. Então ele correu depressa para o antigo prédio da igreja e se casou.

    Depois, à noite, antes de irem dormir, disse à sua recém-esposa: “Ajoelhe-se e ore”. A noiva disse: “O quê? O que foi? Aconteceu alguma coisa?”.

    Irmãos e irmãs, graças a Deus, por gerações aquela família serviu a Deus. Bem, esse é o único homem branco que conheço que fez o contrário!

    Por que nosso Senhor ainda não voltou? Porque a noiva não está pronta.

    A Igreja como Guerreiro Espiritual

    Por fim, Paulo diz: “Bem, isso já é suficiente”. Quando vocês pensam na igreja, ela é algo tão grandioso, tão presente no coração de Deus.

    Então, finalmente, no capítulo 6 de Efésios, ele diz: “O que é a igreja?”. A igreja é como um guerreiro.

    Há outra dimensão. A igreja tem uma missão. A igreja deve permanecer firme contra as ciladas do inimigo, contra a oposição do inimigo, e permanecer firme para que o propósito de Deus se cumpra. Essa é a missão da igreja.

    Sabemos que estamos envolvidos em uma guerra espiritual? Se não percebermos que há uma guerra acontecendo, não conseguiremos explicar nada.

    No mundo invisível, há um conflito feroz em torno do cumprimento do propósito de Deus. O inimigo está fazendo tudo o que pode para se opor, impedir, atrasar e fazer recuar.

    É responsabilidade da igreja aplicar a vitória de Cristo a cada situação e fazer com que o propósito de Deus se concretize — trazer de volta o Rei e Seu reino.

    Ah, essa é a igreja. Que o Senhor nos ajude. Vamos orar?