Boa noite.
Gostaria que todos abrissem o manual na primeira página. Todos devem ter um destes manuais. Jerry observou que quase todas as informações de que vocês precisam estarão neste manual, então gostaria que o abrissem.
Como introdução ao nosso tempo juntos nesta semana, gostaria que examinássemos estes versículos na primeira página do manual — os temas da conferência.
Há algum tempo, enquanto vários irmãos e irmãs de diferentes congregações buscavam o Senhor juntos, Ele colocou em nosso coração este desejo de voltar a considerar o propósito eterno de Deus. Mas de uma maneira específica: ver esse propósito eterno de Deus, primeiramente, em Cristo.
Este versículo que vamos ler, Colossenses 1:18, diz:
E Ele é a cabeça do corpo, da igreja:
Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos;
Para que em tudo tenha a preeminência.
Ver esse propósito eterno em Cristo.
Em segundo lugar, vocês notarão que precisamos ver esse propósito eterno de Deus na igreja. Este é um versículo que o Senhor colocou em nosso coração, Efésios 1:22-23:
E sujeitou todas as coisas a Seus pés,
E, sobre todas as coisas, O constituiu como cabeça da igreja,
Que é o Seu corpo, a plenitude Daquele que cumpre tudo em todos.
Por fim, sentimos que precisamos ver o propósito eterno de Deus no cristão, no que diz respeito ao cristão. Escolhemos este versículo, Romanos 8:29. Acho que todos o conhecem:
Porque os que dantes conheceu,
Também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho,
A fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
Irmãos e irmãs, ao chegarmos a este momento, parece que o Senhor me fez perceber algumas coisas — apenas algumas coisas nas quais quero que nos concentremos nesta noite. Talvez possamos usá-las como foco da nossa oração ao encerrarmos esta noite.
Creio que, ao nos aproximarmos desta questão do propósito eterno de Deus, precisamos de três sentidos — não de sete sentidos; precisamos de três sentidos. Que o Senhor, em Sua misericórdia, nos dê essas percepções ao nos achegarmos a Ele.
O primeiro é um senso do eterno. Se nós, como cristãos, não tivermos um senso do eterno, somos perigosos.
Sabem, outro dia eu estava perto de casa, seguindo pela estrada, e vi um adesivo no para-choque de um carro. O adesivo dizia: “Eu sou o centro do universo”.
Eu não conseguia acreditar. Cheguei a acelerar. Essa moça passou voando por mim, e eu acelerei — felizmente, não levei uma multa — para ver quem era o centro do universo. Eu não conseguia imaginar.
Sabem, às vezes vocês talvez até tenham pensado isso, mas não teriam coragem de colocar um adesivo desses no carro.
Mas creio que, se não enxergarmos o eterno, é nisso que tudo se transforma. Nós nos tornamos o centro do universo. Toda a vida cristã passa a girar em torno de mim — das minhas necessidades.
Sim, eu sei, eu sei. Neste momento, você tem grandes necessidades. Todos nós somos pessoas necessitadas. Mas, se o centro são as nossas necessidades, se o centro somos nós mesmos, nós nos tornamos o centro do universo.
Pensem em como isso seria triste. Irmãos e irmãs, creio que, acima de tudo, ao chegarmos a este momento, a nossa grande necessidade é um senso do eterno. Precisamos enxergar o quadro completo. Todos nós precisamos enxergar o quadro completo.
Eu me lembro de que, há bem mais de trinta anos, um irmão, Vern, que teve a bondade de vir até nós, escreveu um livro, A Intenção Suprema. Aquele livro — aquela visão do supremo, aquela visão do eterno — acendeu uma chama em uma irmã de Richmond. Aquela visão do eterno acendeu a chama em outras irmãs de Richmond.
O testemunho de Jesus, os irmãos e irmãs com quem tenho o privilégio de me reunir até hoje em Richmond, estão ali porque alguém teve um vislumbre do eterno.
Precisamos enxergar o eterno. Que Deus nos livre desse pequeno universo em que você e eu somos o centro. Você é o centro do seu universo? Ah, que o Senhor abra os nossos olhos.
Esse é o encargo desta conferência: que enxerguemos para fora e para além de quem somos, e vejamos o Senhor Jesus de uma maneira como nunca O vimos antes.
Esse eterno é tão vasto quanto Cristo. Precisamos enxergar o eterno em Cristo Jesus. Ele é tão vasto quanto o Senhor Jesus. Agora, vocês conseguem imaginar, só por um momento, quão vasto isso é?
Ah, como precisamos enxergar um Cristo grandioso. Irmãos e irmãs, a maioria dos meus problemas — e suspeito que talvez vocês não sejam muito diferentes —, a maioria dos problemas de vocês resulta de terem visto um Cristo pequeno.
Que o Senhor Jesus nos dê essa visão celestial de tal maneira que enxerguemos um Cristo grandioso. Esse é o propósito eterno de Deus. Ah, que possamos vê-Lo.
Sabem, ele não inclui somente o Senhor Jesus. De alguma forma, nesse grande mistério, ele nos inclui. Agora, vocês conseguem imaginar? Acho isso a coisa mais extraordinária.
Deus, em Sua sabedoria, escolheu um povo para expressar essa plenitude do Senhor Jesus, como diz Efésios 1:22-23, porque a igreja é:
A plenitude Daquele que cumpre tudo em todos.
Vocês conseguem imaginar?
Suspeito que, quando olham para a igreja ao seu redor, vocês se perguntam se isso é possível. Suspeito que, quando olham para a igreja, vocês não sejam muito diferentes daquele grande filósofo que disse: “Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cachorro”.
Vocês se perguntam: será possível que, na igreja, a plenitude, a eternidade de Deus, seja expressa?
Vocês sabem que esse é o desejo do coração de Deus? Irmãos e irmãs, isso deveria nos animar — saber que Ele nos ama tanto, que nos escolheu de maneira tão especial, que nos favoreceu tanto, que nos trouxe para sermos essa expressão plena de Cristo.
Sabem, o único lugar nas Escrituras em que se encontra a expressão “o propósito eterno de Deus” é em Efésios 3:10-11:
Para que agora, pela igreja,
Aos principados e potestades,
Seja manifestada a multiforme sabedoria de Deus,
Segundo o propósito eterno de Deus.
Que grande privilégio nós temos.
Ele poderia ter escolhido os céus dos céus para conter a Sua glória. Poderia ter escolhido o templo mais grandioso. Hoje alguém me lembrava de que, por eu trabalhar na construção civil, deveria ir à Europa para ver aqueles templos, aqueles edifícios que perduraram. Ele poderia ter escolhido a estrutura mais grandiosa.
Mas Ele escolheu você e eu para sermos o lugar onde a Sua plenitude será expressa em sua totalidade. Vocês conseguem imaginar? Isso deveria elevar o nosso coração. Isso deveria nos fazer regozijar.
E não apenas isso: essa eternidade de Deus — esse senso do eterno — chega a uma escala tão pequena que inclui você e eu como cristãos individuais. Deus Se interessa por você. Deus Se interessa por mim.
Sempre fico admirado quando leio Colossenses 1:27:
Cristo em mim, a esperança da glória.
Cristo em vós, a esperança da glória.
Irmãos e irmãs, esse propósito eterno de Deus inclui Cristo — um Cristo grandioso. Inclui a Sua igreja, na qual toda a Sua plenitude um dia será manifestada. E inclui você como um crente individual.
Peçamos ao Senhor, nesta semana, que nos dê uma visão do eterno.
Irmãos e irmãs, à medida que avançamos em dias difíceis, pergunto-me se não será isto que determinará o desfecho: aquilo que temos visto e aquilo de que temos nos apropriado. Que o Senhor nos ajude e nos dê esse senso do eterno.
Agora, a segunda coisa que pareceu ficar marcada em mim, enquanto eu estava diante do Senhor, foi que precisamos chegar ao nosso tempo juntos nesta semana com um senso de expectativa.
Pergunto-me se vocês não são um pouco parecidos comigo. Vocês perceberam que já disse isso mais de uma vez. Vocês perderam a expectativa? Já ouviram coisas assim tantas vezes que elas perderam o impacto, e vocês simplesmente passam por tudo isso dizendo: “Eu já ouvi isso”?
Ou vocês vêm com um senso de expectativa? Vocês realmente têm, no fundo do coração, a convicção de que o Senhor virá ao seu encontro nesta semana? Vocês têm, no íntimo do seu ser, a convicção de que o Senhor os visitará nesta semana?
Irmãos e irmãs, creio que precisamos desse senso — desse senso de expectativa.
Eu estava lendo alguns salmos ontem à noite e pensei em Salmos 73:25:
Quem tenho eu no céu senão a Ti?
E na terra não há quem eu deseje além de Ti.
Pensem nisso.
Pensem no desejo de Davi quando ele disse, em Salmos 27:4:
Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei:
Que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
Para contemplar a formosura do Senhor,
E inquirir no Seu templo.
Pensem nisso. Temos esse senso de expectativa?
Jovens e crianças, e nós que estamos aqui há muitos anos, uma das nossas necessidades é ter um senso de expectativa de encontrar o Senhor. Tenho pedido repetidamente: “Senhor, se isso não está em mim, dá-me isso”.
Dá-me esse anseio. Dá-me esse desejo. O salmista disse, em Salmos 42:1:
Como o cervo brama pelas correntes das águas,
Assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus.
Dá-me essa expectativa. Creio, irmãos e irmãs, que é disso que precisamos.
Por fim, creio que precisamos de um senso de preparação. Ao orarmos por esta conferência, não sei como o Senhor tem conduzido vocês a orar, mas posso dizer que, em Richmond, enquanto temos orado repetidamente por esta conferência, a expressão que parece surgir em cada tempo de oração tem sido: “Senhor, prepara-nos”.
Senhor, prepara-nos. Prepara-nos para a Tua palavra. Prepara os jovens para Te verem de uma maneira como nunca Te viram. Prepara as crianças para terem um relacionamento vivo Contigo, conhecendo-Te de uma maneira como nunca Te conheceram.
Recentemente, temos ouvido algumas mensagens em Richmond sobre como a vinda do Senhor está próxima. Isso voltou a gravar esse pensamento em nosso coração. Deixou-nos com a percepção de que precisamos ser um povo preparado.
Irmãos e irmãs, ao chegarem nesta semana, que a nossa oração seja: “Senhor, prepara-nos”. Se não estamos preparados, prepara-nos nesta noite. Se não estamos preparados, prepara-nos para que Tu fales. Se não estamos preparados, prepara-nos para que Tu possas agir.
Prepara-nos para que um dia possamos dizer, em uma mesma disposição de coração, aquelas palavras de Apocalipse 22:17:
E o Espírito e a esposa dizem: Vem.
Esse é um coração preparado.
Espero, portanto, que essas coisas nos deem um foco ao nos achegarmos para orar. Que o Senhor nos dê um senso do eterno. Que Ele nos tire de nós mesmos. Se vocês já ouviram essas coisas antes, que Ele lhes dê um senso de expectativa. E, acima de tudo, que Ele nos dê um senso de preparação, para que possamos vê-Lo e estar preparados para a Sua palavra e para o Seu agir.
O que gostaríamos de fazer é dedicar alguns momentos à oração. Queremos que vocês, queridos irmãos e irmãs, orem alto o suficiente para que todos possam ouvi-los — todos neste auditório.
Não queremos ninguém como um ratinho de igreja, de cabeça baixa, sussurrando baixinho em uma atitude devocional. Todos levantem a cabeça, e vamos orar.
Vamos buscar o Senhor como nunca O buscamos, ainda que seja por apenas alguns minutos, e dizer: “Senhor, poderias nos dar um senso da eternidade, um senso do Teu propósito eterno? Poderias nos dar um espírito de expectativa? E poderias nos dar corações preparados enquanto nos reunimos nesta semana?”
Queremos pedir aos irmãos e irmãs que orem, e que orem em voz alta. Se quiserem, e se não forem tão tímidos, levantem-se e orem, para que todos possam ouvi-los. Depois de orarmos, Jerry encerrará o nosso tempo juntos.
Então, podemos começar e encorajar uns aos outros a buscar o Senhor?