Agora vamos abrir o livro de Apocalipse, capítulo 1.
Apocalipse 1:5-6:
E da parte de Jesus Cristo, Que é a fiel testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra.
Àquele Que nos ama e nos libertou dos nossos pecados pelo Seu sangue;
e nos fez um reino, sacerdotes para Seu Deus e Pai;
a Ele sejam a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém.
No mesmo livro, Apocalipse 5:9-10:
E cantam um novo cântico, dizendo: Digno és Tu de tomar o livro e de abrir os seus selos:
porque foste morto e, com o Teu sangue, compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação;
e os fizeste um reino e sacerdotes para o nosso Deus;
e eles reinam sobre a terra.
1 Pedro 2:5, 9:
Vós também, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual, para serdes um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.
Mas vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus,
para que anuncieis as excelências Daquele Que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.
Nesta ocasião em que estamos juntos, sinto que provavelmente é da vontade do Senhor que tenhamos comunhão sobre a extensão da obra de Deus em nós. Em outras palavras, gostaríamos de ver até que ponto o Senhor já realizou a Sua obra por nós e quanto estamos realmente experimentando daquilo que Ele nos proporcionou.
Creio que todos reconhecemos que fomos purificados pelo Seu sangue, e nunca poderemos agradecer-Lhe o suficiente por isso — por Ele ter lavado os nossos pecados. E não fomos apenas lavados, mas também redimidos; isto é, fomos comprados por um preço. Não pertencemos a nós mesmos; pertencemos a Ele.
Mas, nos dois trechos que acabamos de ler em Apocalipse, vemos que Ele nos ama, nos lavou pelo Seu sangue e nos fez um reino, sacerdotes para Deus. Ele nos redimiu pelo Seu sangue e nos fez reis e sacerdotes para Deus.
Em outras palavras, não fomos apenas lavados e redimidos. Ao nos lavar e redimir, Ele nos fez reis e sacerdotes para Deus. Somos reis. Somos sacerdotes para Deus.
Agora, provavelmente temos uma ideia equivocada: a de que um dia, no futuro — talvez na eternidade —, seremos reis e sacerdotes para Deus. É claro que vemos em Apocalipse 22, o último capítulo, que, na cidade santa, a Nova Jerusalém, todos O servirão. Verão a Sua face, terão o Seu nome na testa, governarão e reinarão.
Em outras palavras, na Nova Jerusalém, todos os que estiverem ali serão reis e sacerdotes. Mas isso está no futuro. Quantas vezes pensamos em ser reis e sacerdotes como algo do futuro! Em outras palavras, hoje não somos reis; não somos sacerdotes. Mas um dia seremos reis e sacerdotes para Deus.
Porém, em Apocalipse 1 e Apocalipse 5, vocês encontram esta declaração:
Ele nos fez reis e sacerdotes.
Não é algo apenas do futuro, mas algo que já foi feito, continua sendo feito e ainda será feito.
Ele não apenas nos lavou. Ele não apenas nos redimiu. Ele nos fez reis e sacerdotes. Isso significa que o dia em que somos lavados, o dia em que somos redimidos, é exatamente o mesmo dia em que somos feitos reis e sacerdotes para Deus.
Não é algo apenas do futuro, mas algo que já foi feito, que está sendo feito e que ainda será feito. É uma verdade eterna: somos reis e sacerdotes para Deus.
Portanto, antes de tudo, irmãos e irmãs, quero deixar bem claro para vocês que ser reis e sacerdotes não é algo reservado apenas para um dia futuro. É verdade que, no futuro, seremos reis e sacerdotes para Deus. Graças a Deus por isso. Mas, mesmo agora, mesmo enquanto estamos aqui na terra, mesmo enquanto vivemos dia após dia, lembrem-se de que Ele nos fez reis e sacerdotes para Deus.
Isso é graça. Isso é algo que o nosso Senhor Jesus realizou por nós. É algo que Ele nos concedeu. Foi Ele Quem nos fez assim.
Não somos nós que nos fazemos reis e sacerdotes; Ele nos fez reis e sacerdotes. E, se Ele nos fez reis e sacerdotes, então sejamos reis e sacerdotes.
Em certo sentido, vocês sabem, embora Ele nos tenha feito reis e sacerdotes, e essa seja a nossa posição — isso é o que somos pela Sua graça —, se hoje não agirmos como reis e sacerdotes, ou se não recebermos o treinamento pelo qual Deus nos prepara hoje como reis e sacerdotes, então, um dia, quando formos exercer essa função no futuro, nos encontraremos completamente despreparados, sem condições e sem qualificação.
Portanto, enquanto ainda estamos na terra, cabe a nós reconhecer o que somos pela Sua graça, entregar-nos verdadeiramente a Ele e permitir que Ele nos treine hoje como reis e sacerdotes. Vocês sabem, hoje é o dia do treinamento.
Ainda não estamos no nosso trabalho definitivo. Nosso trabalho hoje, na terra, é apenas uma preparação. É passageiro; é temporário. É, de certa forma, um treinamento. Ainda não recebemos a nossa verdadeira tarefa. Continuamos em treinamento, e Deus está nos treinando como sacerdotes e reis.
E, se recebermos bem esse treinamento e realmente desempenharmos bem o nosso papel como reis e sacerdotes nesta terra, então, um dia, quando recebermos a nossa verdadeira tarefa — como reis, para governar, e como sacerdotes, para servir na eternidade —, estaremos preparados para ela.
Por isso, irmãos e irmãs, é muito importante reconhecermos isto: Ele nos fez reis e sacerdotes. Isso é o que somos hoje, e devemos viver e trabalhar como reis e sacerdotes, embora ainda estejamos em treinamento. Mas o nosso treinamento terá consequências para o nosso futuro.
Agora, nesta manhã, gostaríamos de concentrar a nossa atenção na realeza.
Vocês sabem, a vida que recebemos do Senhor é uma vida régia. Não é uma vida qualquer. A vida que recebemos do Senhor é a vida de um rei — uma vida régia.
Pensem no nosso Senhor Jesus, na vida que Ele viveu. Embora tenha nascido numa manjedoura, embora tenha sido criado em Nazaré, embora nunca tenha frequentado a escola dos rabinos, embora fosse pobre, sem instrução e uma pessoa comum aos olhos do mundo, quando olhamos para a Sua vida na terra, vemos que Ele viveu uma vida régia.
Não importa onde vocês O coloquem. Podem colocá-Lo numa manjedoura — Ele nasceu Rei. Podem colocá-Lo em Nazaré — Ele era Rei. Podem colocá-Lo na Galileia, na Judeia, em Samaria, sob quaisquer circunstâncias; quer fosse acolhido pelo povo, quer fosse rejeitado, Ele vivia como Rei.
Vemos que Ele sempre estava no controle de tudo. Sempre estava acima das circunstâncias, nunca subjugado por elas. Por quê? Porque nasceu Rei. A Sua vida era uma vida régia, e Ele vivia como Rei.
Mesmo quando foi crucificado, a inscrição na cruz dizia:
O Rei dos Judeus.
Portanto, quando cremos no Senhor Jesus, recebemos a Sua vida.
Nele estava a vida; e a vida era a luz dos homens.
Quem tem o Filho tem a vida.
Agora, a vida que recebemos Dele é a Sua própria vida, e essa vida é régia por natureza.
Portanto, irmãos e irmãs, a vida que está em nós hoje é uma vida régia. Somos filhos do Rei.
Agora, embora neste mundo não sejamos ninguém, vocês se lembram do que Paulo disse em 1 Coríntios 1 — e isso é algo de que devemos sempre nos lembrar. Ele disse aos cristãos de Corinto, em 1 Coríntios 1:26:
Pois vede a vossa vocação, irmãos: não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres;
mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios;
e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes;
e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são;
para que nenhuma carne se glorie diante de Deus.
Paulo lembrou aos cristãos de Corinto que, quando Deus os escolheu, quando foram chamados, não havia muitos sábios entre eles. Pelo contrário, eram insensatos; não havia muitos fortes — eram fracos; não havia muitos de alta linhagem — eram de condição humilde; não havia muitos nobres — não tinham nobreza. Não havia muitos que possuíssem alguma coisa — não eram nada, não tinham nada.
Mas Deus nos escolheu para confundir e desconcertar os sábios, os nobres, os de alta linhagem, os que possuem alguma coisa, para que ninguém se glorie. Creio que nós também precisamos ser lembrados disso.
Vocês sabem, os cristãos de Corinto pareciam ter esquecido o que eram antes de receberem a graça de Deus, porque se julgavam sábios, fortes e nobres. Mas, em si mesmos, não eram nada. Realmente não eram nada. E Paulo precisou lembrá-los de que era isso que eles eram.
E nós também, irmãos e irmãs, precisamos ser lembrados. No que diz respeito a nós mesmos, somos fracos, somos insensatos, não temos nobreza, não somos nada. Isso é verdade. Precisamos nos lembrar disso, para não nos esquecermos.
Mas, por outro lado, também precisamos nos lembrar de que, pela graça de Deus, fomos lavados, fomos redimidos e fomos feitos reis. É um paradoxo, mas a vida cristã é um paradoxo.
Por um lado, devemos sempre nos lembrar de que somos pobres, somos fracos, não somos nada. E, se um dia nos esquecermos disso, bem, os problemas virão. Vocês sabem, precisamos sempre nos lembrar disso. Contudo, por outro lado, não podemos nos esquecer de que somos reis.
Embora aos olhos do mundo não sejamos nada, embora aos nossos próprios olhos não sejamos nada, aos olhos de Deus somos reis. E, porque somos reis, vivamos como reis, comportemo-nos como reis, ajamos como reis. Tenhamos uma postura régia. Não desprezemos a nós mesmos, nem deixemos que o mundo nos despreze.
Agora, para compreendermos melhor como somos reis e como devemos viver como reis — reis aos olhos de Deus, não no sentido mundano, mas no sentido espiritual —, creio que a melhor maneira é tomar uma vida na Bíblia e usá-la como ilustração. Quando tratamos da realeza, vocês sabem, é muito melhor ilustrá-la por meio de uma vida real. Assim sabemos que não se trata apenas de algo intangível ou abstrato, mas de algo muito real. Se isso pode ser real na vida de uma pessoa, também pode ser real em nossa vida.
E a vida que gostaria de usar para ilustrar essa realeza é a de Moisés.
Moisés nunca assumiu o título de rei. É claro que o primeiro a assumir o título de rei entre os filhos de Israel foi Saul. Saul foi um rei segundo o coração do povo, não segundo o coração de Deus. Mais tarde, Davi foi constituído rei por Deus, por designação de Deus; ele foi um rei segundo o coração de Deus.
No entanto, embora Moisés nunca tenha assumido o título de rei, creio que qualquer pessoa que leia a Bíblia — se vocês lerem Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — não poderá deixar de perceber que Moisés foi um verdadeiro rei entre os filhos de Israel. Ele era um líder. Na realidade, era o rei deles.
Há uma passagem na Bíblia que nos dá uma espécie de indício, e essa passagem é Deuteronômio 33. Moisés compôs um cântico, falando dos filhos de Israel, e, no capítulo 33, abençoou os filhos de Israel. Em Deuteronômio 33:4-5:
Moisés nos ordenou uma lei,
uma herança para a congregação de Jacó.
E Ele foi rei em Jesurum,
quando se reuniram os chefes do povo,
juntamente com todas as tribos de Israel.
Agora, Jesurum significa “povo justo”. Isso se refere aos filhos de Israel. No que diz respeito aos próprios filhos de Israel, eles não eram justos de modo algum, mas Deus os considerava justos. Isso é graça.
O texto diz:
Ele foi rei em Jesurum.
Entre os comentaristas, há duas opiniões diferentes. Alguns dizem que “Ele” se refere a Deus, mas outros dizem que se refere a Moisés. Não posso dizer qual delas é a correta. Mas, de qualquer maneira, quer se refira a Deus — e não há dúvida de que Deus era Rei entre os filhos de Israel —, quer se refira a Moisés, Moisés era rei entre os filhos de Israel de forma representativa.
Em outras palavras, ele representava Deus como Rei entre o povo de Deus. Assim como aconteceu mais tarde com Davi: quando Davi era rei e ocupava o trono, representava Deus como Rei. Em outras palavras, ele não era rei por direito próprio; era rei num sentido representativo.
Esse é o significado de rei nas Escrituras. O significado de sermos reis é sempre representativo, não no sentido de sermos reis por direito próprio. Neste mundo, vocês encontram pessoas que se consideram reis por direito próprio e, por causa disso, acham que podem fazer o que quiserem. Mas, nas Escrituras, vemos que somente Deus é Rei. Somente Cristo é Rei por direito próprio.
Além Dele, porém, nós, que fomos feitos reis para Deus, somos reis que representam Deus. Não somos reis por direito próprio. Portanto, se entendermos que Deuteronômio 33:5 se refere a Moisés, então certamente Moisés era rei entre os filhos de Israel. Mas, quer vocês interpretem o texto literalmente dessa maneira ou não, creio que não há dúvida de que Moisés viveu entre os filhos de Israel como um rei para Deus.
Agora, na vida de Moisés, vocês encontrarão algumas coisas que podem ser aplicadas a nós como reis para Deus. Primeiro: o próprio nome Moisés significa “tirado para fora”.
Como todos sabemos, quando ele nasceu, nasceu sob uma sentença de morte, porque Faraó havia decretado que todos os meninos que nascessem deveriam ser lançados no rio Nilo. Portanto, quando Moisés nasceu, nasceu sob uma sentença de morte. Nasceu para morrer, não para viver.
Seus pais o esconderam durante três meses, mas depois não conseguiram mais escondê-lo. Então fizeram um cesto de junco e o colocaram no rio Nilo. Vocês conhecem a história. A filha de Faraó veio se banhar e viu aquele cesto. Quando o cesto foi trazido até ela e aberto, o bebê chorou, e isso tocou o coração daquela mulher. Assim, a filha de Faraó o adotou como filho e lhe deu o nome de Moisés. Por quê? Porque ele havia sido tirado da água.
Portanto, antes de tudo, vemos que Moisés foi tirado da água; isto é, foi tirado da morte. Ele nasceu para morrer, mas foi tirado dessa condição.
Agora, isso não é verdade também a nosso respeito hoje? Todos nós nascemos para morrer, vocês sabem. Esse é o nosso destino. Estávamos mortos em pecados e transgressões. Embora, física e psicologicamente, estivéssemos muito vivos, espiritualmente já estávamos mortos. A sentença de morte estava sobre cada um de nós.
Contudo, graças a Deus, Ele nos deu vida. Ele nos deu vida juntamente com Cristo. Ele nos tirou da água. Ele nos tirou da morte. Ele nos libertou da morte para a vida. Todos nós somos Moisés, não somos?
Mas vemos que Moisés não foi apenas tirado da água; ele foi tirado do Egito. Viveu no Egito durante quarenta anos. Foi instruído em todo o conhecimento do Egito. Era poderoso em palavras e obras. Tinha um grande futuro no Egito. A história secular nos conta que ele foi um grande general no Egito e que tinha a possibilidade de se tornar Faraó no futuro.
No entanto, Deus o tirou do Egito. Quando tinha quarenta anos, veio ao seu coração o desejo de salvar seus irmãos, os hebreus. Ele saiu e viu um de seus irmãos sendo oprimido, e vocês conhecem a história: matou um egípcio a golpes. No dia seguinte, tentou fazer as pazes entre dois hebreus que estavam brigando, mas foi rejeitado e precisou fugir para salvar a própria vida.
Mas, por meio disso, vemos que Deus, na realidade, o havia tirado do Egito. Porque, se ele permanecesse no Egito, poderia se tornar Faraó ali, mas não haveria separação. E, sem separação, não seria capaz de libertar seus irmãos. Primeiro, precisava ser liberto do Egito, antes de poder libertar seus irmãos do Egito.
E isso não é verdade também a nosso respeito hoje? Não fomos apenas tirados da morte eterna; Ele nos tirou deste mundo. Vocês se lembram da oração do nosso Senhor em João 17:
Eram Teus, e Tu os deste a Mim.
Pai, eles estão no mundo, mas não são do mundo.
Por quê? Porque Ele nos tirou do mundo. Portanto, quando cremos no Senhor Jesus, não somos apenas tirados da morte eterna para a vida; na realidade, Ele também nos tirou do mundo.
Já não pertencemos a este mundo, a este sistema mundano. Estamos fora do mundo. Ele nos tirou dele. Fomos separados deste mundo.
Para sermos reis para Deus, primeiro precisamos ser tirados da morte para a vida; e, segundo, precisamos sair do mundo, para sermos separados para Cristo. Isso é o que Deus fez por nós.
Antes, pertencíamos ao mundo. Não éramos diferentes das pessoas do mundo. Mas hoje não pertencemos ao mundo. Ele nos separou e, porque fomos separados, cabe a nós viver uma vida de separação.
Agora, se não vivermos uma vida de separação, se ainda fizermos concessões ao mundo e continuarmos nos conformando com ele, então não estaremos vivendo como reis para Deus. Por quê? Porque o mundo terá controle sobre nós, em vez de vivermos acima dele.
Portanto, em segundo lugar, vemos que Moisés foi tirado do Egito, e nós fomos tirados deste mundo. Mas, além disso, Moisés passou quarenta anos no deserto. Depois desses quarenta anos, porém, vemos que Deus tirou Moisés do deserto.
Ele queria permanecer no deserto. Estava satisfeito em ficar ali. Mas Deus disse: “Moisés, sai do deserto. Volta ao Egito e liberta os filhos de Israel do Egito, levando-os pelo deserto até a terra prometida”.
Portanto, mais uma vez, vemos que Deus tirou Moisés do deserto, daquela região desolada. Agora, irmãos e irmãs, o que o deserto, essa região desolada, representa nas Escrituras?
Se vocês lerem Deuteronômio 8, verão que Deus disse aos filhos de Israel que eles haviam passado quarenta anos no deserto. E o que aconteceu durante esses quarenta anos? Deus disse que isso foi para humilhá-los, para provar o que havia no coração deles, se realmente guardariam ou não os mandamentos de Deus.
Em outras palavras, o deserto representa a carne. O Egito representa o mundo. Deus libertou o Seu povo do mundo, e o propósito de Deus era levá-lo a Canaã, que é uma figura de Cristo: sair do mundo para entrar em Cristo; sair da escravidão e da servidão no mundo para entrar nas abundantes riquezas de Cristo.
Mas, entre os dois, havia o deserto. Portanto, o deserto representa a carne. Podemos ser libertos do mundo, e o propósito de Deus é que entremos na plenitude de Cristo, mas muitas vezes precisamos passar pelo deserto. Haverá um período em que seremos carnais. Mas esse período não deve durar quarenta anos.
Assim, mais uma vez, no que diz respeito a nós, Deus não apenas nos libertou da morte, não apenas nos libertou do mundo; Ele também nos libertará da carne. Não há motivo para um cristão viver a sua vida na carne.
Talvez, no começo, sejamos crianças em Cristo. Como Paulo disse aos cristãos de Corinto:
Quando fui ter convosco, éreis crianças. Éreis carnais. Tive de vos alimentar com leite. Mas, mesmo agora, ainda sois carnais.
Há um período de infância, mas esse período não deve ser longo demais. Devemos ser tirados desse período. Devemos ser tirados dessa infância. Devemos crescer e deixar para trás a nossa infância. Deus certamente nos tirará da condição de vivermos na carne, para que vivamos no Espírito.
Agora, essa é a vontade de Deus. Então viveremos como reis. Se ainda vivermos na carne, o pecado continuará exercendo poder sobre nós. Viveremos como mendigos; não viveremos como reis. Traremos desonra a Deus, em vez de trazer glória a Deus.
Portanto, vemos aqui que precisamos ser tirados da carne — não apenas da carne má, mas também da carne boa. Precisamos ser libertos da carne, para que andemos segundo o Espírito. Somente quando andamos segundo o Espírito é que andamos como reis; vivemos como reis.
Assim, devemos ser tirados — tirados, continuamente tirados. No que diz respeito à salvação de Deus, isso é o que Ele fará. No que diz respeito à nossa experiência, isso é o que precisamos fazer.
Não devemos viver no mundo, isto é, no sistema mundano, sob o seu domínio. Não devemos viver na carne, sob o seu domínio. Mas devemos viver no Espírito. Devemos viver em Cristo e desfrutar dessas riquezas insondáveis que estão em Cristo.
Portanto, antes de tudo, vemos na vida de Moisés um contínuo ser tirado para fora. À medida que somos tirados, vivemos como reis para Deus. Esse é o primeiro ponto.
O segundo ponto: na vida de Moisés, vemos que há um símbolo, e o seu símbolo é a sua vara, ou o seu cajado. Assim como, sempre que pensamos em Chamberlain, pensamos no seu guarda-chuva. Aqui vemos que Moisés tinha um símbolo: a sua vara, o seu cajado.
Agora, esse cajado era originalmente um cajado de pastor. Ele o usava para cuidar das poucas ovelhas no deserto. Em outras palavras, esse cajado representa o seu sustento. Ele fala da sua habilidade, da sua capacidade, do seu poder, da sua profissão — do seu sustento.
Ele usou aquele cajado durante quarenta anos para cuidar das ovelhas. Então Deus o chamou. Quando Deus o chamou, perguntou: “O que tens na mão?”. Ele respondeu: “É apenas um cajado. É um cajado de pastor”. Deus disse: “Lança-o no chão”. Ele o lançou no chão, e o cajado se transformou numa serpente, e Moisés fugiu dela.
Então Deus disse: “Pega-a pela cauda”. Ele a pegou pela cauda, e ela voltou a ser um cajado. Mas aquele cajado, que foi apanhado pela extremidade oposta, passou a ser chamado de cajado de Deus.
Agora, aqui vemos o mesmo cajado: quando estava na mão de Moisés, era um cajado de pastor. Dava-lhe os meios de sustentar a sua vida. Representava a sua habilidade e o seu poder. Mas, quando foi lançado no chão, tornou-se uma serpente.
Em outras palavras, se alguém permitir que ele próprio e a sua habilidade, o seu talento e o seu poder sejam controlados pela terra — isto é, por Satanás —, isso se tornará muito nocivo. Como seres humanos, temos habilidades, temos talentos, temos certo poder, e isso nos dá sustento na vida. Mas, se Satanás se apoderar de nós, o que acontecerá? Seremos como uma serpente.
É exatamente isso que vocês veem hoje. Encontram pessoas com talentos, com habilidades, com poder, mas elas estão nas mãos de Satanás. Tornam-se instrumentos de Satanás. E, quando se tornam instrumentos de Satanás, são serpentes — venenosas, nocivas. É terrível pensar nisso.
Mas Deus disse: “Pega-a pela cauda”, e ela se tornou o cajado de Deus.
Em outras palavras, quando reconhecemos que não somos nada e que, se cairmos nas mãos de Satanás, seremos nocivos, e estamos dispostos a negar a nós mesmos, tomar a nossa cruz e seguir o Senhor — ou, para dizer de outra maneira, se estamos dispostos a passar pela morte e entrar na ressurreição —, isso é um processo de inversão, um processo de correção.
Se estamos dispostos a passar pela morte e entrar na ressurreição, isso significa que podemos ser usados por Deus. Deus pode nos usar para o Seu propósito.
Todos os nossos talentos, todas as nossas capacidades, todos os nossos poderes — nós mesmos —, se os mantivermos apenas em nossas próprias mãos, servirão somente para ganhar a vida. É só isso. Se entregarmos essas coisas a Satanás, feriremos e prejudicaremos as pessoas. Mas, se permitirmos que Deus Se apodere de nós, quando Deus Se apoderar de nós, haverá um processo de inversão. Será um processo de correção.
Em outras palavras, todos os nossos talentos, todo o nosso poder, todo o nosso intelecto, toda a nossa força, toda a nossa sabedoria, tudo o que somos, precisa primeiro passar pela morte. Somente depois que essas coisas entrarem na morte e saírem em ressurreição é que Deus as usará para a Sua glória.
Agora, muitas vezes ouvimos as pessoas dizerem: “Agora você está salvo. Entregue o seu talento a Deus. Use-o para Deus”. Contudo, se Deus realmente for usá-lo, vocês verão que o seu talento precisa primeiro passar pela morte.
O talento, a habilidade e o poder de Moisés precisaram passar pela morte. Tudo o que ele havia aprendido no Egito precisou ser desaprendido. E, depois de ser desaprendido, Deus o usaria.
Agora, vocês sabem, para conduzir dois milhões de pessoas — desorganizadas, sem treinamento — pelo deserto durante quarenta anos, era preciso alguém como Moisés, que havia sido treinado no Egito para ser Faraó. Quem pode fazer isso? Humanamente falando, é preciso a habilidade de um político ou estadista, de um governador competente, de um general, para realizar algo assim.
Deus o preparou para isso. Deus lhe deu capacidade para isso. Deus o treinou para isso. Mas, antes que essas coisas passassem pela morte, Deus não podia usá-las. Elas precisavam passar pela morte.
Moisés já não conseguia falar. Ele era eloquente, mas já não conseguia falar. Já não ousava fazer coisa alguma, até que passou a considerar a si mesmo como morto. Moisés disse que a duração da vida de uma pessoa é de setenta anos e, se houver vigor, de oitenta anos. Ora, Moisés tinha oitenta anos naquela ocasião. Ele se considerava praticamente morto.
Mas, saindo da morte para a ressurreição, Deus usou tudo o que havia colocado nele. Portanto, irmãos e irmãs, tudo em nosso passado, tudo o que temos, tudo o que somos, na providência de Deus — se estivermos dispostos a colocar essas coisas nas mãos de Deus, permitindo que passem pela morte e sejam ressuscitadas —, vocês verão que nada se perde.
Tudo isso se tornará o cajado de Deus, e Deus poderá usá-lo para o Seu propósito. Essa é a autoridade de Moisés. A autoridade de Moisés estava neste fato: ele havia passado pela morte e pela ressurreição.
E, irmãos e irmãs, é assim que devemos viver como reis. Somos reis. Deus nos fez reis. Mas onde está a nossa autoridade?
A nossa autoridade está na nossa disposição de passar pela morte e pela ressurreição. Se alguém passou pela morte e pela ressurreição, então essa pessoa tem autoridade. Portanto, a autoridade espiritual é muito diferente da autoridade neste mundo.
A autoridade neste mundo vem da posição que alguém ocupa. Se você consegue alcançar uma posição, então tem autoridade. Mas, na igreja, entre o povo de Deus, a autoridade não vem da posição. Ela é espiritual. É vida. É vida.
Que tipo de vida tem autoridade? É a vida que conheceu a morte e a ressurreição. Este é o nosso poder: o poder da Sua ressurreição.
Aqui vemos que, com esse cajado, Deus enviou Moisés de volta ao Egito para libertar os filhos de Israel. Os filhos de Israel foram libertos por meio desse cajado. Quando Moisés estendia o cajado, pragas vinham sobre a terra do Egito. Moisés estendeu a vara, o cajado, e as águas do mar Vermelho se dividiram.
Moisés usou o cajado e o ergueu, e Amaleque foi derrotado. Moisés subiu ao monte e levantou as mãos, mas lembrem-se: uma das mãos segurava o cajado. Quando o cajado era erguido, Amaleque era derrotado. Moisés usou a vara para ferir a rocha, e dela saiu água.
Portanto, em outras palavras, vemos que essa vara, esse cajado, é o cajado de Deus. Ele representava a autoridade, o poder que Moisés tinha. Com ele, Moisés agia como rei entre os filhos de Israel.
O mesmo é verdade a nosso respeito, irmãos e irmãs. Fomos feitos reis, mas, ah, será que realmente temos a autoridade e o poder espirituais para fazer coisas para Deus? Agora, o que é esse cajado? Morte e ressurreição.
Mas observem outra coisa: Moisés nunca usava aquele cajado por iniciativa própria. Sempre que o usava, Deus lhe ordenava que o usasse. Embora o tivesse em sua mão, não tinha liberdade para usá-lo como quisesse. Só podia usá-lo quando Deus dizia: “Estende o teu braço. Ergue o teu cajado”.
Moisés fazia isso, e, sempre que o fazia, era de acordo com a ordem de Deus. Isso é verdade quanto à autoridade e ao poder espirituais. As pessoas que têm autoridade e poder espirituais nunca os usam por iniciativa própria — nunca.
Se alguém a quem foi dada autoridade espiritual tentar usá-la por iniciativa própria, vocês verão que ele a arruinará. Isso será a sua ruína. Esse será o desfecho da sua história. Vemos muitos dentre o povo de Deus se perderem, serem arruinados; suas vidas são arruinadas. Por quê? Porque Deus de fato lhes dá alguma autoridade e algum poder espirituais, mas eles os usam por iniciativa própria ou em benefício próprio.
Mas Moisés nunca fazia isso. Bem, uma vez ele fez, é claro. Vocês conhecem a história: Deus lhe disse: “Toma esta vara, toma este cajado e fala à rocha”. Mas ele foi provocado. Usou o cajado para ferir a rocha duas vezes.
Mas lembrem-se: aquela não era a vara de Moisés. Não era o cajado de Moisés. Era o cajado de Arão. Ele o havia retirado do tabernáculo. É claro que há outro princípio espiritual envolvido. Aquele cajado tinha amêndoas e flores. Portanto, quando Moisés golpeou a rocha duas vezes, comprometeu esse significado.
De qualquer maneira, vemos que Moisés, como rei entre os filhos de Israel, tinha aquele cajado como símbolo da sua autoridade, e só o usava sob a ordem de Deus.
É assim que devemos ser. Se aprendermos alguma coisa em nossa vida quanto à morte e à ressurreição e, dessa forma, recebermos autoridade espiritual, nunca a usemos por iniciativa própria, mas somente conforme a ordem do Senhor. Então estaremos seguros.
Terceiro: em Números 12, somos informados de que Moisés era o mais manso de todos os homens.
Agora, isso é algo que as pessoas geralmente não esperam. Por quê? Porque Moisés era o legislador, aquele que transmitiu a lei. Vocês sabem, artistas e pintores, quando fazem uma estátua de Moisés ou o retratam numa pintura, o consideram como o legislador. Eles o retratam como alguém severo, duro, de uma masculinidade que chega à crueldade — áspero.
Todos pensam que Moisés devia ser esse tipo de pessoa. Talvez, ao ler a Bíblia, vocês também tenham essa impressão: a de que ele era uma pessoa muito rígida, severa e solene. Sim, ele se irou. Quebrou as duas tábuas de pedra que continham a lei quando viu os filhos de Israel pecando, e assim por diante. Mas a Bíblia diz que Moisés era o mais manso de todos os homens — o mais manso de todos.
Agora, em nossa mente humana, autoridade e mansidão não parecem combinar. Pensamos nas pessoas que têm autoridade como muito autoritárias, dominadoras, dadas a comandar e exigir. Mansidão é ser manso, ser brando, ser gentil. Muitas vezes confundimos mansidão com fraqueza.
Se uma pessoa é mansa, imediatamente pensamos que ela é fraca, porque não consegue lutar. Não luta por si mesma. Não insiste nos seus próprios direitos. Não discute; não disputa nem combate. Pensamos que ela não serve para nada.
Mas, nas Escrituras, vemos Moisés. Ele era um homem com autoridade, e que autoridade tinha! Contudo, era o mais manso de todos os homens.
Agora, mansidão não é fraqueza. Mansidão é a plenitude da força.
A mansidão de Moisés foi demonstrada em Números 12. Quando a Bíblia diz que Moisés era o mais manso de todos os homens, vemos que isso aconteceu na ocasião em que foi criticado por sua irmã mais velha, Miriã — sua irmã mais velha, que o amava tanto.
Miriã era a menina que vigiava o cesto quando o bebê Moisés foi colocado no rio Nilo. No entanto, Miriã ficou com ciúmes. Criticou Moisés e até influenciou Arão a criticá-lo.
Agora, Miriã, Arão e Moisés trabalhavam juntos como uma equipe. Mas aqui vemos que Miriã influenciou Arão, e os dois começaram a criticar Moisés. Disseram: “Moisés, quem é Moisés? Por que Moisés é diferente de nós? Deus não fala também conosco? Vejam, ele se casou com uma mulher etíope, uma mulher cuxita”.
Agora, a esposa de Moisés não era uma mulher cuxita. A esposa de Moisés era midianita, midianita. Mas havia ciúmes. Miriã, vocês sabem, como irmã mais velha, amava tanto o irmão mais novo que queria tê-lo só para si. E havia a esposa de Moisés, que, naturalmente, como esposa, amava o marido e queria tê-lo só para si. Portanto, era realmente uma questão de ciúmes entre duas mulheres por causa de Moisés.
Por ciúmes, Miriã conspirou com Arão, tentando rebaixar Moisés. Disseram: “Você se casou com uma mulher cuxita”, mas, na verdade, ela era midianita. Talvez tivesse a pele um pouco escura, vocês sabem. Era uma expressão de desprezo, uma expressão de desprezo.
Mas, quando essas coisas aconteceram, a Bíblia diz que Moisés era o mais manso de todos os homens. Por quê? Porque, quando Moisés foi criticado pela própria irmã e pelo próprio irmão, não disse uma palavra. Vemos que ele não disse uma palavra. Ouviu como se não tivesse ouvido. Não os impediu. Ficou em silêncio.
Agora, isso era mansidão. Mansidão significa ausência de interesse próprio. Mansidão significa não insistir nos seus direitos. Você tem um direito, mas não insiste nele. Está disposto a deixá-lo de lado, a abrir mão dele.
Moisés não se vingou. E, porque era manso, Deus fez justiça por ele. Deus fez isso por ele.
Essa é uma ocasião. Se vocês forem a Números 16, encontrarão outra: Corá e a conspiração. Alguns levitas se uniram a homens da tribo de Rúben e se rebelaram contra Moisés e Arão. Disseram: “Vocês estão usurpando a autoridade. Vocês se colocaram nessa posição. Toda a nação é santa”.
Observem o que Moisés fez. Prostrou-se com o rosto em terra diante dos filhos de Israel. Moisés não apenas se prostrou com o rosto em terra diante de Deus; chegou a se prostrar com o rosto em terra diante dos filhos de Israel. Isso é mansidão.
Provavelmente é fácil para nós nos prostrarmos com o rosto em terra diante de Deus, porque, afinal de contas, Ele é Deus. Mas nos prostrarmos com o rosto em terra diante das pessoas que estão nos atacando — isso é difícil.
Em outras palavras, por meio desse gesto, Moisés estava dizendo ao povo: “Quem sou eu? Não sou nada. Estou abaixo de vocês. Vocês não precisam me atacar. Acham que fui eu que me coloquei numa posição tão elevada? Isso não é algo que desejo. Não procuro isso. Deus me colocou ali. Não é porque eu queira estar ali. Não há necessidade de vocês me desprezarem”.
Ele se humilhou, não apenas diante de Deus, mas até diante dos seus inimigos. Isso é mansidão.
Deus novamente o justificou. Então, em Números 16, mais uma vez Moisés se prostrou com o rosto em terra. Assim, na vida de Moisés, vemos repetidamente que ele era uma pessoa que não defendia a si mesma, que não buscava os próprios interesses, que não se considerava alguém importante.
Pelo contrário, ele se humilhava diante de Deus e dos homens. Por isso, a Bíblia diz que era o mais manso de todos os homens. E essa é a postura de um rei.
Agora, neste mundo, se você for rei, não permitirá que ninguém o critique. Você se vingará. Terá de preservar os seus direitos e a sua dignidade; caso contrário, você os perderá. Mas, no âmbito espiritual, acontece exatamente o contrário. São os mansos que herdam a terra.
Olhem para o nosso Senhor Jesus. Ele é manso e humilde de coração. Foi crucificado, mas, ao ser crucificado, ganhou o mundo.
Portanto, isso é ser rei. Não se trata apenas dessa questão de autoridade — o rei tem autoridade espiritual e, com essa autoridade espiritual, pode servir ao propósito de Deus —, mas, por outro lado, no que diz respeito à nossa vida, precisamos ser mansos, porque a Bíblia diz que Deus dá graça aos humildes e resiste aos soberbos.
Por fim, Moisés, como rei, foi usado por Deus para libertar os filhos de Israel do Egito, conduzi-los pelo deserto e levá-los até a fronteira de Canaã. Em outras palavras, ser rei não é servir a si mesmo. Ser rei é servir ao propósito de Deus.
Somos reis para Deus e, porque somos reis, não estamos aqui para servir a nós mesmos. Neste mundo, os reis servem a si mesmos e querem que as pessoas os sirvam. Mas o Senhor disse:
Entre vós não será assim.
Quem quiser tornar-se grande entre vós será vosso servo;
e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo:
assim como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir,
e para dar a Sua vida em resgate por muitos.
Agora, isso é um rei. Isso é ser rei.
Portanto, irmãos e irmãs, fomos feitos reis para Deus. Porque somos reis, estamos aqui para servir ao propósito de Deus, não para servir a nós mesmos.
Estamos aqui para libertar o povo de Deus, para libertar as pessoas da escravidão e levá-las ao reino de Deus. Estamos aqui para demonstrar a este mundo que estamos no controle.
Não importa em que circunstâncias estejamos, servimos ao propósito de Deus. Quer na prosperidade, quer na adversidade, quer na pobreza, quer na riqueza, precisamos aprender o segredo de que podemos todas as coisas Naquele Que nos fortalece. Isso é ser rei.
Portanto, enquanto vivemos a nossa vida nesta terra, lembrem-se: estamos servindo ao propósito de Deus aqui na terra. Em nossa vida particular, em nossa vida familiar, em nossa vida na igreja, em nossa vida na terra, estamos servindo ao propósito de Deus.
Seja o que for que entre em nossa vida, transformemos isso, pela graça de Deus, em glória para Ele. Como reis, Deus nos usará para libertar o Seu povo, para preparar um povo para a Sua volta.
Portanto, isso é tudo o que vou compartilhar com vocês. Lembrem-se apenas disto: Ele nos fez reis. Portanto, sejamos reis.
Nosso Pai celestial, ah, como nos alegramos porque Tu não apenas nos lavaste com o Teu sangue e nos redimiste, mas também nos fizeste reis para Deus. Somos um reino.
Queremos verdadeiramente glorificar o nosso Deus, o nosso Senhor. Senhor, pedimos que sejamos um povo como Moisés, um povo que é tirado para fora; que sejamos um povo que tem autoridade, um povo manso e humilde de coração, um povo que possa viver para o Teu propósito e a Tua glória, e que seja usado por Ti para estabelecer o Teu reino.
Ó Senhor, nós nos oferecemos a Ti e pedimos que não sejamos um povo que despreza a si mesmo ou deixa que as pessoas o desprezem; que prossigamos para o alvo, para a sublime vocação à qual Tu nos chamaste, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.