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    The Heavenly Calling #9 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Heavenly Calling #9
    The Heavenly Calling #9
    Austin-Sparks, T.

    A Vocação Celestial da Igreja

    Aos amigos que estiveram conosco durante todo este tempo e àqueles que se juntaram a nós somente nesta manhã, peço que tenham paciência comigo se eu disser algumas palavras para colocar todos a par do que o Senhor tem dito.

    Estamos nos ocupando, neste momento, com aquilo que Deus está fazendo de modo particular nesta dispensação. É muito importante que todos os cristãos conheçam o caráter específico do tempo em que vivem.

    Vimos que Deus, nesta dispensação, está formando um Israel celestial e espiritual. Damos especial ênfase a essas duas palavras: celestial e espiritual. Essa é a natureza específica da obra de Deus nesta dispensação.

    Estamos dizendo que Deus deixou o antigo Israel, que era um Israel terreno e temporal, e prosseguiu para formar esse Israel celestial. Deus tomou um remanescente de Israel, representado pelos doze apóstolos, pelo apóstolo Paulo, pelos cento e vinte no princípio e, depois, pelos três mil judeus no dia de Pentecostes: um remanescente espiritual de Israel.

    Depois, Ele ampliou esse Israel espiritual para incluir os gentios, e tem dado continuidade a essa obra desde então.

    A Igreja como Propósito Eterno de Deus

    Há duas coisas que quero dizer antes de prosseguir. Primeiro, quero corrigir um possível mal-entendido.

    O Israel celestial e espiritual, que é a Igreja de Jesus Cristo, não é uma ideia que ocorreu a Deus posteriormente. Ele não foi introduzido porque Israel fracassou. Por favor, tenham muita clareza quanto a isso.

    Há aqueles que ensinam que o Senhor ofereceu algo a Israel, que Israel o rejeitou e que, então, Ele teve de fazer outra coisa. Assim, dizem eles, Ele teve a ideia da Igreja. Ela seria, supostamente, uma ideia posterior — uma espécie de medida de emergência de Deus.

    Isso é inteiramente contrário a toda a Bíblia. Essa é uma das coisas que estamos procurando mostrar nestes dias.

    Tudo no Antigo Testamento, inclusive Israel, tinha Cristo e a Igreja em vista. Tudo conduzia a Cristo e à Igreja; e Cristo e a Igreja reúnem todos os pensamentos divinos do passado e os incorporam em Si e nela.

    A Igreja é a realidade eterna. A Igreja estava no coração de Deus antes que o tempo existisse, antes da fundação do mundo. Para Deus, ela não é um pensamento posterior; é um pensamento anterior.

    A Igreja pode ter surgido num momento de emergência, mas, desde toda a eternidade, Deus tinha em vista essa obra específica. Desde a eternidade, a Igreja foi destinada a ser o Corpo de Cristo.

    Quero que vocês tenham isso em mente em tudo o que estamos dizendo. É uma questão muito importante.

    A Natureza Espiritual da Igreja

    A outra coisa que quero dizer, ou enfatizar, é esta: esse novo Israel, a Igreja, é essencialmente uma realidade espiritual.

    Assim como Cristo está aqui agora de maneira espiritual, e assim como Cristo está neste mundo pelo Espírito, a Igreja também está aqui de maneira espiritual. Cristo já não está aqui em presença física; Ele só pode ser conhecido, e só podemos ter comunhão com Ele, espiritualmente.

    Assim como isso é verdade a respeito do Senhor Jesus, também é verdade a respeito da Igreja. Na mente de muitos cristãos, precisa haver uma revolução quanto a essa questão.

    A palavra igreja é usada e aplicada a quase tudo. Falamos desta igreja e daquela igreja: a Igreja Luterana, a Igreja Metodista, a Igreja Anglicana, e quantas outras? Pensamos em todas elas como sendo a Igreja.

    Do ponto de vista do céu, isso não é a Igreja. Essas coisas podem representar um ou outro aspecto da verdade, mas nenhuma delas possui toda a verdade. Juntem todas elas, e ainda assim não terão toda a verdade. A verdade está somente em Jesus.

    A Igreja é uma realidade espiritual. Vocês não podem olhar para algo material, ou para um grupo de pessoas num lugar, e dizer: “Isso é a Igreja”. Vocês só estão na Igreja na medida em que há algo de Cristo em vocês.

    É Cristo em nós que constitui a Igreja. A Igreja é uma unidade em Cristo.

    A Unidade de Cristo e de Sua Igreja

    O Senhor Jesus nunca vê uma multiplicidade de pães espalhados pelo mundo quando há uma reunião à Sua mesa. Imagino que, em qualquer dia do Senhor, haja milhões de pães sendo partidos. Não sei quantos.

    O céu nunca vê mais de um pão, e o céu nunca vê mais de um cálice. O pão é Cristo; o cálice é Cristo. Ao participarmos, somos unidos em Cristo. É uma unidade.

    Não tenho plena certeza de que os tradutores estavam corretos, mas penso que pode haver algo nisso. Quando traduziram as palavras do Senhor na Ceia, as versões mais antigas diziam que o Senhor disse:

    Isto é o Meu corpo, que é partido por vós.

    Penso que pode haver uma verdade muito real no uso dessa palavra, partido. Os tradutores posteriores retiraram essa palavra e disseram:

    Isto é o Meu corpo, que é por vós.

    Talvez essa tradução posterior afaste uma ideia falsa, porque a palavra partido tantas vezes foi entendida como se significasse que aqui está um pedaço, ali outro pedaço, e ainda outro pedaço em diversas partes do mundo.

    Cristo não está dividido. Está Cristo dividido? Não, Cristo não está dividido.

    A Igreja é uma realidade fragmentada na terra, dividida em muitos pedaços aqui embaixo; mas, no céu, ela é vista como uma só. Quanto mais cedo você e eu enxergarmos do ponto de vista do céu, melhor.

    Se este homem ou esta mulher está em Cristo, não importa se esse homem ou essa mulher pertence à nossa denominação ou não, se pertence ao nosso grupo religioso ou não. Se estão em Cristo, fazem parte de Cristo juntamente comigo e com você.

    A Igreja é uma realidade celestial e espiritual, não uma realidade terrena e temporal. É muito importante reconhecermos isso.

    A Continuidade do Propósito Espiritual de Deus

    Por uma linha, estamos acompanhando os caminhos de Deus com o antigo Israel. Pela outra, estamos vendo que Ele toma as leis espirituais do antigo Israel e lhes dá continuidade no novo Israel.

    Aquilo que Ele fez de maneira temporal com o primeiro Israel, agora está fazendo exatamente da mesma forma, mas de maneira espiritual, no novo.

    Nossa última palavra ontem de manhã foi que a glória de Deus, em Abraão, atingiu seu ápice na filiação, na morte e ressurreição, conforme representadas por Isaque. A filiação é o ápice da glória de Deus.

    Estamos de volta à Carta aos Hebreus. Qual é o ápice dessa carta e de todos os movimentos de Deus contidos nela? Ele se encontra num único trecho:

    Conduzindo muitos filhos à glória.

    Esse é o ápice para a glória de Deus. Assim como foi, de maneira temporal, em Abraão, também é, de maneira espiritual, no novo Israel.

    A Filiação e a Descendência de Abraão

    Mas a ideia de filiação não começou com Abraão e Isaque. Ela apenas se manifestou em Abraão e Isaque. Já existia muito antes deles, na eternidade.

    Essa ideia de filiação é o segredo precioso de Deus desde antes dos tempos eternos. Esse segredo está oculto na descendência de Abraão segundo a carne, mas é revelado na descendência de Abraão segundo o Espírito.

    As cartas aos Romanos e aos Gálatas tratam dessa questão específica. Em Romanos 9–11, nem todos os que são de Israel são Israel. Os filhos naturais de Abraão não são Israel no sentido pleno. São os filhos espirituais de Abraão que constituem o verdadeiro Israel.

    Quando vocês passam para Gálatas, isso é explicado com muito cuidado. O apóstolo resume a questão a este único ponto. Ele se refere à promessa feita a Abraão:

    Na tua descendência serão benditas todas as nações da terra.

    Foi isso que trouxe muitos problemas a Paulo. Ele disse que Deus não disse: “Nas tuas descendências”, mas: “Na tua descendência”; e essa descendência é Cristo.

    Não se trata dos muitos filhos naturais de Abraão. Trata-se de Cristo e dos companheiros de Cristo. Como está escrito:

    Ele verá a Sua descendência.
    Ele verá o fruto do trabalho da Sua alma.

    Essa Jerusalém celestial é a descendência espiritual de Abraão, que é Cristo. Deus só reconhece Seus filhos espirituais.

    Isso é retomado na expressão que tem orientado todo o nosso tempo juntos:

    Santos irmãos, companheiros de uma vocação celestial.

    Somos companheiros de Cristo se conservarmos firme até o fim o princípio da nossa confiança.

    A Vocação de Israel para Ministrar Vida e Luz

    Esse Israel espiritual e celestial é chamado de companheiro de uma vocação celestial. Por alguns minutos, quero me deter nessa vocação celestial.

    Qual era a intenção de Deus neste mundo quanto ao primeiro Israel? Como dissemos ontem à noite, era que ele servisse de intermediário para levar luz e vida às nações. Essa era sua vocação divina.

    As nações deveriam receber vida por meio da vida de Israel. Israel deveria ser o canal de luz e vida divinas para as nações deste mundo. Essa era sua vocação.

    Poderíamos recorrer a uma boa parte do Antigo Testamento para mostrar isso, mas vou usar apenas uma ilustração.

    Todos os filhos de Jacó estavam representados em um único filho, e esse filho era José. Se não fosse por José, toda aquela nação teria perecido.

    Não apenas os filhos e as famílias de Jacó, mas todo o Egito teria perecido. O mundo teria perecido, em certo sentido, se não fosse pela maneira incomum e soberana como Deus lidou com José.

    Quando os irmãos de José vieram ao Egito e ele se deu a conhecer a eles, prostraram-se diante dele. Começaram a pedir desculpas e tentaram se justificar. Eram homens pobres, miseráveis, desgraçados, curvando-se diante de José, seu irmão.

    O que ele disse?

    Não vos entristeçais.
    Não temais.
    Não vos aflijais por isso.
    Vós intentastes o mal;
    Deus o intentou para o bem,
    para enviar-me adiante de vós e conservar muita gente com vida.

    José era o representante que abrangia todos os seus irmãos. Deus pretendia que todo Israel fosse um ministro de vida e luz para o mundo inteiro. “Conservar muita gente com vida”: essa é a vocação de Israel na antiga dispensação.

    A descendência de Abraão foi destinada a isso. Mas essa descendência de Abraão falhou para com Deus e, em vez de cumprir aquela vocação celestial, contradisse-a.

    A Transferência da Vocação para a Igreja

    Não precisamos nos deter no fracasso. Se vocês perguntarem onde Israel tem estado nestes últimos quase dois mil anos, ele tem estado exatamente onde o Senhor Jesus disse que estaria:

    Os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes.

    Essa é a história do Israel terreno ao longo de todos estes séculos passados. Graças a Deus por todos aqueles que escaparam das trevas exteriores e estão se regozijando em Cristo Jesus. Mas foi para lá que a nação foi.

    O golpe final disso ocorreu no ano 70 d.C. Mas Deus não havia encerrado Seus propósitos com Israel. Ele ainda tinha em vista um príncipe com Deus. Esse é o significado do nome Israel.

    Esse Israel celestial e espiritual, ao qual você e eu pertencemos, é chamado à vocação de José. Deus transferiu essa vocação, de maneira espiritual, para nós.

    Estamos aqui, nessa vocação celestial, para ministrar luz e vida ao mundo. Essa deve ser a nossa vocação celestial agora.

    É por isso que o Senhor disse ao Seu novo Israel:

    Ide por todo o mundo.

    Eles deveriam começar em Jerusalém, depois ir à Judeia e a Samaria, e até os confins da terra. Onde quer que vocês estejam, sua vocação celestial é trazer luz e vida do alto.

    No princípio, a Igreja se acomodou em Jerusalém — a Jerusalém terrena. Eles demoraram muito a sair da Jerusalém terrena.

    Então o Senhor tomou um grande martelo e o fez descer sobre a Igreja por meio da perseguição. Todos foram dispersos. O Senhor estava dizendo, em essência: “A nova Jerusalém é do alto, e a vocação celestial se estende a todas as nações”.

    A Nova Jerusalém e as Nações

    Essa é a vocação celestial do Israel espiritual agora. Mas ela terá de chegar à plenitude depois, e essa plenitude é representada no final da Bíblia:

    A santa cidade, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte de Deus.

    Isso não é um centro mundial material e político. É a Igreja — os companheiros de Cristo — representada no simbolismo de uma cidade.

    A última palavra a respeito dessa cidade é esta:

    As nações da terra andarão à sua luz.

    No meio da cidade está a árvore da vida, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Vocês percebem que mudei a palavra. Nossa tradução diz:

    A cura das nações.

    Isso não está correto. Na eternidade, as nações não precisarão de cura, graças a Deus; mas precisarão que se ministre à sua saúde espiritual.

    Lembrem-se, aliás, de que a palavra salvação, no original, é a palavra saúde. É um estado de boa saúde. Esse é o significado da palavra salvação: estar em boa saúde.

    É claro que isso significa saúde espiritual. As nações serão, então, aquelas que receberam o evangelho e responderam a ele. A justiça cobrirá a terra.

    Bem no centro das nações estará a Igreja, e, por meio da Igreja, luz e vida fluirão para manter a saúde das nações.

    Não precisamos de salvação agora no sentido de sermos salvos. Mas por que vocês vieram aqui? Todos vocês são pessoas salvas. O que estão fazendo aqui?

    Vocês estão aqui porque querem cuidar da sua saúde. Vocês tomam o café da manhã para manter a saúde. Vieram aqui para receber a provisão do Senhor, à mesa que o Senhor preparou para nós, a fim de manter nossa saúde e torná-la melhor.

    Portanto, as folhas da árvore não são para a cura, mas para a saúde das nações.

    Quando tudo tiver sido dito e feito, e vocês tiverem percorrido toda essa longa, longa história, chegarão finalmente ao fim, nos últimos capítulos da história no Livro de Apocalipse. A última imagem é a do Israel celestial ministrando luz e vida às nações.

    A Cidade como Centro de Administração

    Talvez alguns de vocês, estudantes da Bíblia, pessoas muito interessadas em doutrina, estejam inquietos com uma pergunta à luz do que eu disse. Isso significa que a Igreja é uma coisa e que há muitas pessoas que não fazem parte da Igreja? Em outras palavras, a cidade é uma coisa e as nações são outra?

    Não vou entrar numa discussão a respeito disso. Mas vou levá-los de volta à Carta aos Hebreus para encontrarem a resposta.

    A resposta a essa questão está numa pequena palavra de duas letras:

    Se.

    Nós nos tornamos companheiros de Cristo; somos a Sua casa, se… Em certo sentido, toda a carta gira em torno dessa pequena palavra.

    Esse é o ponto mais elevado da vocação celestial. Deixo que vocês respondam à pergunta estudando novamente essa carta.

    Ela realmente parece dizer que nem todos serão a cidade. Se todos fossem a cidade, onde estaria o restante do território? A cidade é o centro. É a sede da administração, a sede do governo e a sede da luz.

    Todo o território recebe seus benefícios por meio da cidade, e realmente parece que essa é a verdade apresentada aqui. É possível entrar no céu, mas não fazer parte da cidade.

    Bem, se vocês têm dificuldade com isso e discordam de mim, isso não me preocupa. Só posso dizer: voltem à Palavra.

    Meus queridos amigos, não consigo entender essa carta de outra maneira. Por que essa carta está impregnada, do começo ao fim, dessa urgência de prosseguir?

    Não creio que, se vocês não prosseguirem, perderão a vida eterna. Mas creio, sim, que, se não prosseguirem, perderão a herança.

    Esse é o ensino dessa carta, e vejo por que todo o Novo Testamento, depois dos Evangelhos, tem este único objetivo: levar os cristãos a prosseguir — a prosseguir até a plena maturidade.

    O Santo Descontentamento de Abraão

    Esse é o espírito de Abraão. Veremos, em algum momento, que Abraão aguardava uma cidade cujo Arquiteto e Construtor é Deus.

    Essa é a cidade que Abraão aguardava. Vou encerrar com esse pensamento nesta manhã.

    Deus colocou algo na própria constituição de Abraão que teve dois efeitos. Isso fez de Abraão um homem muito descontente. Abraão era tomado por um santo descontentamento.

    Ele percorria a terra de um lado para o outro. Ele viu a terra. Deus lhe deu a terra, mas, o tempo todo, Abraão dizia: “Não é isso. Há algo mais do que isso. Nunca poderei me satisfazer com isso”.

    Em certo sentido, Abraão era um homem extremamente descontente. Por outro lado, ele tinha uma visão daquilo que Deus haveria de ser. O Novo Testamento chama isso de pátria celestial.

    Ele aguardava uma cidade cujo Arquiteto e Construtor é Deus. Nenhuma cidade nesta terra correspondia ao que estava no coração de Abraão.

    Vocês acham que estou exagerando? Acham que estou inventando isso? O que Jesus disse ao antigo Israel?

    Abraão, vosso pai, viu o Meu dia e alegrou-se.

    Abraão teve uma visão que alcançava os séculos futuros. Nada neste mundo podia satisfazer essa visão. Seu coração estava sempre faminto.

    Ele era um homem que nunca se estabeleceu nesta terra. As pessoas ao seu redor devem ter dito continuamente: “Olá, Abraão, está fazendo as malas de novo? Está desmontando sua tenda outra vez? Aonde vai desta vez?”

    Isso acontecia o tempo todo com Abraão. Ele não conseguia se estabelecer em lugar algum. Havia em seu coração essa visão e essa fome — algo que Deus havia feito nele. Nada além do celestial poderia satisfazê-lo.

    O Prosseguimento em Direção à Plenitude de Deus

    Apresentei novamente a vocês a Carta aos Hebreus. Essa carta diz continuamente:

    Prossigamos.

    Vamos prosseguir.

    Não nos acomodemos. Nunca nos satisfaçamos com nada menos que a plenitude de Deus. Essa é a mensagem dessa carta.

    No final, isso é representado como uma corrida. Estamos correndo uma corrida. A meta, onde está o prêmio, encontra-se adiante.

    Não paremos na corrida nem nos desviemos.

    Corramos com paciência a carreira que nos está proposta,
    olhando para Jesus.

    Abraão, vosso pai, viu o Meu dia e alegrou-se.

    Os filhos de Abraão ainda devem ser assim: olhando para Jesus, nunca se acomodando com nada menos que a plenitude de Deus.

    Tenho plena certeza de que, onde o Espírito Santo realmente ocupa Seu lugar no coração, esse coração será um coração que prossegue. Esse coração nunca se acomodará com nada menos que a plenitude de Deus.

    Há dois tipos diferentes de insatisfação. Há aquelas pobres pessoas infelizes que nunca estão satisfeitas com nada — sempre descontentes, e de maneira errada. Não estou fazendo um apelo para que vocês sejam assim.

    Mas há um descontentamento espiritual:

    Não que já tenha alcançado,
    ou que já seja perfeito;
    mas uma coisa faço,
    esquecendo-me das coisas que atrás ficam.

    Essa é a natureza de uma vida verdadeiramente governada pelo Espírito Santo. Ela estará sempre avançando em busca de algo mais do Senhor.

    Essas são as verdadeiras realidades celestiais de Abraão, que são Cristo. Por enquanto, deixamos o assunto aqui.