Exercita-te para a piedade.
Porque o exercício corporal é proveitoso para pouco;
mas a piedade é proveitosa para tudo,
tendo a promessa da vida, tanto da presente como da futura.
Fiel é a palavra e digna de toda aceitação.
Pois para isso trabalhamos e sofremos afrontas,
porque esperamos no Deus vivo, que é o Preservador de todos os homens, especialmente dos que creem.
Vamos ter um momento de oração.
Querido Senhor, ao nos reunirmos aqui nesta tarde em Teu nome, temos a certeza, dada por Ti, de que estás aqui conosco. Senhor, pedimos que uses a Tua palavra. Abre a Tua palavra para nós, para que possamos ver o que realmente desejas.
Senhor, queremos responder a Ti. Queremos ter tudo aquilo que propuseste para Ti mesmo em nós. Olhamos para Ti, pedindo que abras a Tua palavra e a abençoes. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
Como vocês sabem, as reuniões da tarde são um pouco diferentes das reuniões da manhã e da noite. As reuniões da tarde são dedicadas mais à prática, ou à aplicação prática, dos princípios que temos ouvido.
Assim, nestas reuniões da tarde, espero que estejamos mais à vontade diante do Senhor e permitamos que o Espírito de Deus realmente opere essas coisas em nós.
Os que estiveram aqui no ano passado provavelmente ainda se lembram — mas não sei quanto. Começamos a tratar deste assunto: o exercício espiritual.
O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo e disse:
O exercício corporal é proveitoso para pouco.
Isso é em comparação com o exercício para a piedade, que é o exercício espiritual.
Bem, todos nós sabemos como o exercício físico é importante. Acho que as pessoas estão cada vez mais conscientes disso, e a Bíblia realmente diz que ele é proveitoso — mas para pouco. Por quê? Porque certamente beneficia nossa saúde física, e é útil e proveitoso enquanto vivemos na terra. Mas seu benefício se limita a isso.
Mas o exercício espiritual tem tanto valor que é proveitoso para tudo. Em outras palavras, não é proveitoso apenas para nosso bem-estar espiritual; também é proveitoso até para nosso bem-estar físico. Ou, dizendo de outra maneira, é proveitoso para todo o nosso ser — não apenas para o corpo, mas para todo o ser.
E não é proveitoso apenas nesta era em que vivemos, mas também na era vindoura, no reino que virá. Portanto, irmãos e irmãs, aqui vocês veem a importância do exercício espiritual.
Quando falamos de exercício espiritual, queremos dizer simplesmente exercício para a piedade. Como nos exercitamos para ser semelhantes a Deus? Nós, que temos a vida de Deus em nós — como essa vida pode se desenvolver para expressar o caráter de Deus? Vocês precisam de exercício, e é isso que queremos dizer com exercício espiritual.
Infelizmente, hoje muitos cristãos nem sequer sabem que têm um espírito. É como em Judas 1:19:
Naturais, não tendo o Espírito.
Não é de surpreender que o mundo nada saiba sobre o espírito. Sendo natural — isto é, da carne —, o homem vive como alma e corpo, sem espírito. Isso é compreensível no caso das pessoas do mundo, porque, diante de Deus, é exatamente assim que elas estão. Seu espírito está morto para Deus.
Mas, quanto a nós, os que cremos, não saber que, além deste corpo e da alma, que é a sua personalidade, você tem um espírito — se vocês não sabem disso, irmãos e irmãs, é realmente lamentável. Pois como vocês podem se tornar espirituais se nem sequer sabem que têm um espírito? Como podem exercitar o espírito se não sabem que o têm?
Vocês sabem, no cristianismo podemos encontrar muitos dos chamados exercícios espirituais. Mas será que são realmente exercícios do espírito?
Por exemplo, a teologia. As pessoas que estudam teologia — o que elas exercitam principalmente? Provavelmente exercitam principalmente a mente por meio do estudo e da pesquisa, tentando compreender Deus. Mas podemos chamar isso de exercício espiritual?
Por meio da teologia, vocês podem saber muitas coisas a respeito de Deus, mas será que realmente O conhecem? Se vocês não O conhecem, não há exercício espiritual. É algo mental.
O ritualismo — a igreja hoje está cheia de ritualismo. E qual é o exercício envolvido no ritualismo? Vocês podem se prostrar no chão para demonstrar sua piedade. Ajoelham-se diante de uma estátua, talvez de Cristo. Podem se sentar ou se levantar. Não, isso é exercício físico.
Podemos chamar isso de exercício espiritual? Não estou dizendo que não haja absolutamente nada do espírito em todas essas coisas. Não, eu provavelmente estaria enganado. Mas o que estou tentando dizer é o seguinte: com muita frequência, no cristianismo de hoje, não sabemos realmente o que é o exercício espiritual.
E o exercício espiritual é tão importante, porque, sem esse exercício, vocês não crescem espiritualmente. A vida sem exercício não se desenvolve adequadamente. Isso é verdade no âmbito físico, e é ainda mais verdadeiro no âmbito espiritual.
Para ajudar alguns que talvez não tenham essa base, ou para nos conduzir ao que vamos dizer nesta tarde, acho que preciso voltar ao fundamento, ao básico.
Vocês sabem, quando Deus criou o homem, Ele nos criou com espírito, alma e corpo.
O corpo é formado da terra. Ele nos dá consciência do mundo ao nosso redor.
Nossa alma é de onde vêm nosso pensamento, nosso sentimento e nossa volição — nossa vontade. Ela nos dá consciência de nós mesmos. Você tem consciência de si mesmo.
Mas nosso espírito vem do sopro de Deus, que foi soprado nas narinas do homem. Isso nos dá consciência de Deus.
Infelizmente, porém, quando nossos antepassados se rebelaram contra a ordem de Deus e comeram o fruto proibido — o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal —, algo aconteceu.
Deus disse ao homem:
De todas as árvores do jardim podes desfrutar livremente, e isso inclui a árvore da vida no meio do jardim.
Mas há uma árvore, a árvore do conhecimento do bem e do mal, da qual não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Mas Adão e Eva, nossos antepassados, comeram o fruto proibido. Adão viveu mais de novecentos anos depois disso, e gerou muitos filhos e filhas. Mas a palavra de Deus diz:
No dia — naquele mesmo dia — em que comeres desse fruto proibido, morrerás.
A palavra de Deus é exata. Ela é sempre verdadeira. Portanto, vocês veem que, no dia em que Adão e Eva comeram o fruto proibido, eles de fato morreram. Fisicamente, permaneceram por centenas de anos. Quanto à alma, continuaram existindo por todo esse tempo. Mas seu espírito estava morto.
Em outras palavras, sua comunicação com Deus foi interrompida. O que é a morte? É a cessação da comunicação com o ambiente que lhe é próprio.
O que é a morte física? Quando você deixa de se comunicar com o mundo ao seu redor, isso é morte física. Você tem olhos, mas não consegue ver. Tem ouvidos, mas não consegue ouvir. Tem mãos, mas não consegue tocar. Tem nariz, mas não consegue sentir cheiros. Em outras palavras, sua comunicação com o ambiente que lhe é próprio foi interrompida.
Assim, a morte espiritual acontece quando sua comunicação com Deus, que é o ambiente próprio do seu espírito, é interrompida. Portanto, seu espírito estava morto. Em Efésios 2:1, somos informados de que outrora estávamos mortos em pecados e transgressões.
Isso não significa que o espírito humano, como órgão, tenha sido aniquilado. Esse órgão ainda está ali, mas seu funcionamento adequado foi danificado. Ainda temos um espírito humano em nós, mas não o sabemos, como se ele não estivesse ali. Por quê? Porque perdeu suas funções próprias.
Ele ainda está ali. As funções ainda estão ali, mas já não funciona adequadamente. Por exemplo, pessoas que não nasceram de novo podem se comunicar com espíritos malignos, mas não com Deus, com o Deus verdadeiro e vivo.
Vocês sabem, depois que Adão e Eva comeram o fruto proibido, o que aconteceu? Imediatamente descobriram que estavam nus. Sentiram vergonha, então costuraram folhas de figueira para fazer aventais e cobrir sua nudez. Mas isso cobriu sua nudez? Era mais do que uma nudez física.
Quando Deus entrou no jardim para ter comunhão com eles, fugiram e se esconderam entre as árvores. Por quê? Uma consciência culpada.
Irmãos e irmãs, quando nossos antepassados desobedeceram a Deus, a consciência começou a funcionar. A desobediência despertou a consciência, e eles ficaram com uma consciência culpada.
O espírito ainda estava ali. Eles foram expulsos do jardim e perderam sua comunicação com Deus, mas as funções do espírito ainda estavam ali. Ainda havia vestígios de sua antiga comunhão com Deus.
À medida que os homens se afastavam cada vez mais de Deus, vemos que até aquela consciência despertada começou a ser adormecida, porque Deus já não era seu ambiente próprio.
Assim, à medida que as pessoas seguiram vivendo ao longo dos séculos, gradualmente os costumes, talvez a educação, tornaram-se o padrão da consciência humana. Deus já não era o padrão da consciência humana.
Antigamente — e não sei se isso ainda acontece hoje ou não —, entre povos primitivos, quando matavam e comiam um homem, achavam que aquilo era a coisa mais grandiosa do mundo. Sua consciência nunca os incomodava. Mas, se vocês fizessem isso agora, sua consciência os incomodaria?
Portanto, vemos que os costumes e a educação se tornam o padrão da consciência. Sua consciência já não é orientada pelo padrão de Deus.
O mesmo acontece com a intuição. Intuitivamente, as pessoas sabem que existe um Deus.
Seu raciocínio, sua mente racional, pode dizer que não existe Criador, que não existe Deus. Mas, quando você está desesperado, quando está em perigo, quando está morrendo, intuitivamente sabe que Deus existe e que você vai se encontrar com Ele. O vestígio ainda está ali, mas não funciona adequadamente.
Não podemos ter comunhão com Deus, mas isso não significa que Deus não possa ter comunhão conosco. Ele ainda pode vir ao nosso encontro, mas de uma maneira diferente. Não vou falar disso hoje. De qualquer modo, vemos que essa era a condição do homem antes do novo nascimento.
Temos o espírito, mas ele está morto. Por isso, vivemos pela alma e pelo corpo. Vivemos pelas paixões e pelos desejos da alma e do corpo. É assim que vivemos.
Mas, graças a Deus, um dia ouvimos o evangelho — o evangelho de Jesus Cristo —, e o Espírito Santo operou em nossa consciência adormecida.
Assim como no dia de Pentecostes, quando Pedro se levantou e começou a falar. Ele disse ao povo:
A Este a quem crucificastes, Deus O fez Senhor e Cristo.
E as pessoas que ouviram ficaram compungidas no coração. Em outras palavras, sua consciência foi despertada.
Assim, quando a semente do evangelho cai no coração, vemos que não apenas somos convencidos do pecado; somos convencidos de que Jesus Cristo é nossa única esperança, nosso Salvador. Então nos arrependemos e cremos no Senhor Jesus. Irmãos e irmãs, é assim que entramos na vida.
Vocês se lembram de que, em João 3:7, o Senhor diz:
Necessário vos é nascer de novo.
O que é nascido da carne é carne;
e o que é nascido do Espírito é espírito.
Irmãos e irmãs, o que nasce do Espírito Santo é o espírito humano. Assim, um dia, quando você se arrepende e crê no Senhor Jesus, o Espírito Santo vivifica seu espírito morto, dando-lhe uma nova vida.
Esse é o cumprimento de Ezequiel 36:26-27. Deus disse:
Dar-vos-ei um espírito novo,
e porei o Meu Espírito dentro do vosso espírito.
E é isso que Romanos 8:16 nos diz: o Espírito Santo testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus. Todo clamor de “Aba, Pai” vem disso.
Irmãos e irmãs, quando cremos no Senhor Jesus, algo acontece em nós. Nosso espírito é levantado, ressuscitado para uma nova vida, e o Espírito Santo de Deus vem e habita em nosso espírito. Nascemos do alto. Somos filhos de Deus.
Porque temos essa nova vida em nós, a vida no Espírito, Cristo habita em nosso espírito. Deus habita em nosso espírito. A vida eterna está em nosso espírito. Isso dá início à nossa jornada espiritual.
Portanto, irmãos e irmãs, a menos que tenhamos nascido de novo, não podemos falar de exercício espiritual. Mas, graças a Deus, uma vez que nascemos de novo, temos um espírito novo, e há vida ali. O Espírito Santo, o Espírito da vida, está em nosso espírito. Por isso, precisamos aprender a exercitar nosso espírito, para que essa vida cresça espiritualmente.
Mencionamos no ano passado que, como cristãos, precisamos exercitar a consciência do nosso espírito. Vocês sabem, nosso espírito é invisível. Como sabemos que temos um espírito? Sabemos por suas atividades, por seus sentidos.
Assim, vemos que conhecemos nosso espírito por seus sentidos, suas faculdades, suas funções, suas atividades. Nas Escrituras, de modo geral, os sentidos do nosso espírito se manifestam principalmente em três áreas distintas:
No ano passado, compartilhamos um pouco sobre a consciência.
Não podemos viver nossa vida cristã se negligenciarmos nossa consciência, se não exercitarmos nossa consciência, porque ela nos diz o que é certo e o que é errado.
Vocês sabem, nossa vida cristã é intensamente interior. Infelizmente, hoje o cristianismo se tornou algo exterior. Mas, na verdade, a vida cristã é intensamente interior. Devemos viver segundo o Espírito, viver pelo Espírito, viver no Espírito.
Por isso, precisamos prestar atenção à nossa consciência. Nossa consciência está sendo purificada pelo sangue de nosso Senhor Jesus. Em Hebreus 10:22, somos informados de que a consciência do nosso coração é purificada e limpa pelo sangue de nosso Senhor Jesus.
Assim, temos uma consciência limpa, uma consciência nova, uma consciência sem culpa, uma consciência sensível. E o próprio Deus agora se torna o padrão da nossa consciência. A voz da nossa consciência agora é a voz de Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, se queremos viver nossa vida cristã, precisamos viver de acordo com nossa consciência. É verdade que, antes de sermos salvos, nossa consciência não era confiável, porque havia perdido seu padrão. Mas agora, depois de nascermos de novo, temos uma consciência pura, limpa, sem culpa, nova, e Deus agora é o seu padrão.
Ouçam-na. Não podemos caminhar em nossa vida cristã se negligenciarmos nossa consciência. Se fizermos isso, o que acontecerá? Paulo disse que, se fizermos isso, naufragaremos na fé. Iremos nos afastando.
Precisamos manter uma consciência limpa e boa diante de Deus e dos homens. Esse era o testemunho de Paulo. Ele disse:
Vivo diante dos homens e de Deus com uma consciência limpa.
Nunca, nunca tentem fazer coisa alguma contra sua consciência.
Vocês sabem, mesmo como crentes, ainda corremos o perigo de tentar silenciar e até cauterizar nossa consciência. Muitas vezes nossa consciência nos diz: “Não”, mas queremos tanto aquilo que tentamos justificá-lo pelo raciocínio. Tentamos deixar que nossa mente, nosso raciocínio racional, vença e silencie a voz da nossa consciência.
E, se vocês estiverem fazendo isso, perceberão que a voz da consciência fica mais baixa, mais difícil de ouvir. Em outras palavras, vocês vivem pelo raciocínio racional, em vez de viverem pela consciência. Não exercitam a consciência; tentam deixá-la de lado.
Por fim, sua consciência fica tão endurecida que vocês já não conseguem ouvir sua voz. Vocês podem sofrer tamanha lavagem cerebral que sua consciência já não funcione. E é isso que está acontecendo — não apenas no mundo, mas também no mundo cristão. É isso que está acontecendo.
Portanto, irmãos e irmãs, precisamos ouvir a voz da nossa consciência. Sempre, pela graça de Deus, mantenham uma consciência boa e limpa diante de Deus. Amém.
Nesta tarde, gostaríamos de falar sobre a outra faculdade do espírito: como devemos exercitar nossa intuição, nossa capacidade intuitiva.
Irmãos e irmãs, em nosso espírito há uma espécie de conhecimento que vem diretamente de Deus, da vida. Isso é muito diferente do conhecimento da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Nossa consciência nos diz o que é certo e o que é errado, mas nossa intuição nos diz o que é bom e o que é mau. Há uma diferença aí.
A árvore do conhecimento do bem e do mal — que espécie de conhecimento seu fruto dá ao homem? Dá ao homem o conhecimento do que é bom e do que é mau. Mas esse conhecimento não vem da vida. Esse conhecimento vem da mente.
Esse conhecimento do bem e do mal é o desenvolvimento do seu raciocínio racional. Você observa, analisa, pondera e compara; depois chega a uma conclusão: isto é bom, ou isto é mau.
E o que você considera bom? Você o considera bom porque é bom para sua carne, para você mesmo. O que você considera mau é aquilo que é mau para você. Em outras palavras, você se torna o padrão. É sua mente, é você mesmo, que decide o que é bom e o que é mau.
Assim, depois que o homem comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, seu ego se desenvolveu grandemente. Ele passou a ser tão centrado em si mesmo. Tudo era para ele mesmo. Considerava que o que era bom para ele era bom, e o que era ruim para ele era mau. Esse era seu conhecimento, e isso conduz à morte.
Mas há um conhecimento do bem e do mal na Bíblia. O que é bom e o que é mau? Vocês descobrirão que a definição do bem e do mal nas Escrituras é muito diferente da definição do bem e do mal que o mundo apresenta.
O que o mundo considera bom pode ser considerado mau aos olhos de Deus. Bom é aquilo que está de acordo com a vontade de Deus. Mau é tudo aquilo que está fora da vontade de Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, nós, que pertencemos ao Senhor, devemos exercitar a capacidade intuitiva do nosso espírito para conhecer a diferença entre o bem e o mal.
Muitas vezes as pessoas dizem: “Se isso não é errado, não pode ser mau. É bom”. Mas, para nós, isso não basta. Pode não ser errado, mas pode ser mau aos olhos de Deus.
Nossa vida na terra não deve ser governada apenas pelo certo ou pelo errado. Ela precisa ser governada pelo bem ou pelo mal, e isso vem da vida de Deus, não do raciocínio racional do homem.
Vocês sabem, o conhecimento do homem é, na verdade, indireto, porque é obtido a partir de informações externas. Você recebe todo tipo de informação, analisa, faz deduções e chega a uma conclusão. É assim que surge o conhecimento humano.
Mas o conhecimento intuitivo é um conhecimento direto. Não vem de fora; vem de dentro, de Deus, e vem diretamente de Deus. É um conhecimento que vem da vida.
Não sei se vocês conseguem perceber a diferença. Vocês sabem, em João 17:3, na oração sacerdotal do Senhor, Ele disse:
E a vida eterna é esta: conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
Irmãos e irmãs, o que é a vida eterna? O Senhor disse:
A vida eterna é esta.
A vida eterna é conhecer — conhecer o único Deus verdadeiro e conhecer Jesus Cristo como Aquele que foi enviado. E como vem esse conhecimento?
Esse conhecimento nunca vem de fora. Você pode ter sido criado em uma família cristã. Pode saber todas essas coisas. Esse era o meu caso. Fui criado em uma família cristã. Meu pai era pastor.
Eu lia a Bíblia desde a infância. Sabia tudo a respeito do evangelho. Cria com a mente. Nunca duvidei de que havia um Deus. Eu tinha medo Dele.
Tinha ouvido o suficiente para pregar que Jesus Cristo é Aquele que foi enviado, o Salvador do mundo. Mas eu não precisava Dele. Eu era bom demais.
Embora tivesse todas as informações, isso não me fazia bem algum. Eu ainda não era salvo.
Foi somente um dia, quando a graça de Deus veio sobre mim, o principal dos pecadores, que Ele revelou Seu Filho amado em mim. Isso é conhecimento intuitivo. Eu sabia. Sabia dentro de mim: Ele é meu Salvador. Eu sabia. Não conseguia explicar.
Na verdade, quando a pessoa que me conduziu ao Senhor perguntou: “Você está salvo agora?”, eu disse: “Estou”. Ela perguntou: “Como você sabe?”. Eu disse: “Tenho tanta paz no coração”. Ela disse: “Espere um pouco”.
E, de repente, compreendi. Eu disse: “Sei que estou salvo porque Deus diz que estou”. Ela disse: “Isso mesmo”. Nossas emoções podem mudar, mas a palavra de Deus é verdadeira para sempre.
Irmãos e irmãs, conhecer o único Deus verdadeiro e conhecer Jesus Cristo, a quem Deus enviou — isso é a vida eterna. Esse conhecimento é diferente do conhecimento racional, do conhecimento externo, do conhecimento mental e do conhecimento humano. Isso é divino. Isso vem por revelação.
Aprouve a Deus revelar Seu Filho. É isso que as Escrituras dizem. Isso é conhecimento intuitivo.
Irmãos e irmãs, como desenvolvemos nossa vida cristã? Se seguirmos pelo caminho errado, se buscarmos apenas o conhecimento que vem de fora — não estou dizendo que devamos negligenciá-lo completamente —, mas, se formos apenas nessa direção, tentando conhecer a respeito de Deus exteriormente, em vez de exercitarmos nosso espírito, essa capacidade intuitiva do nosso espírito, para realmente tocar em Deus e conhecer Sua vontade, como poderemos crescer espiritualmente?
Vocês sabem, em Hebreus 8:11, o que é a nova aliança? No dia em que nosso Senhor Jesus teve Sua última ceia com Seus discípulos, Ele tomou um cálice e disse:
Este é o cálice da nova aliança, selada com Meu sangue.
Fazei isto em memória de Mim.
Nosso Senhor Jesus nos deu uma nova aliança. Deus estabeleceu conosco uma nova aliança, selada pelo sangue do Senhor Jesus. Agora estamos sob a nova aliança, não sob a antiga aliança.
Na nova aliança, o que vocês encontram? O que Deus estabeleceu em Sua aliança com vocês? O que Deus lhes deu incondicionalmente? Não podemos entrar em todo o assunto da nova aliança, mas, em Hebreus 8:11, Ele diz que vocês não precisam que alguém lhes ensine, dizendo:
Conhece o Senhor.
Pois vocês O conhecerão interiormente, desde o menor até o maior.
As pessoas que viviam sob a antiga aliança precisavam ser ensinadas. Havia os levitas e os escribas, que ensinavam a lei de Deus. Se não fossem ensinadas, como saberiam? Por isso, eram ensinadas:
Conhece o Senhor.
E a palavra conhecer ali se refere a um conhecimento exterior, não a um conhecimento interior. É um conhecimento mental: dizer que há um só Deus; dizer que você não pode fazer uma imagem e adorá-la; dizer que você não pode tomar o nome do Senhor em vão; dizer que você deve honrar seus pais. Em outras palavras, é um conhecimento de informações. Você precisa ser ensinado para saber.
Mas, irmãos e irmãs, essa espécie de conhecimento ainda não é conhecer de verdade. Por isso, sob a nova aliança, Deus diz:
Não precisais que alguém vos ensine: “Conhece o Senhor”.
Por quê? Porque cada um de vocês, desde o menor — aquele que acabou de nascer — até o maior, O conhecerá interiormente.
Como vocês conhecem? Vocês mesmos O conhecem, em seu espírito. E esse conhecimento é diferente do conhecimento anterior. É epignosis; é conhecimento por experiência. Vocês realmente experimentam.
Como? Porque a unção que está em vocês lhes ensinará todas as coisas, grandes e pequenas. E tudo o que ela ensina é verdadeiro. Se vocês obedecem ao ensino da unção dentro de vocês, permanecem em Cristo. Isso está em 1 João 2:27.
Irmãos e irmãs, hoje vivemos de uma maneira inteiramente diferente. Vivemos pela unção. O Espírito Santo é como um unguento que opera interiormente. Ele está em seu espírito, tocando sua capacidade intuitiva e fazendo você conhecer o que é bom, o que é mau e qual é a vontade de Deus. Ouçam-No.
Infelizmente, irmãos e irmãs, nós, cristãos, muitas vezes não vivemos essa vida interior. Nosso cristianismo é inteiramente externo.
Se acabei de ser salvo, posso dizer: “Como vou conhecer a vontade de Deus? Isso está além de mim”. Então, sempre que tenho um problema, procuro um irmão ou uma irmã mais experiente e pergunto: “E quanto a esta coisa? Posso fazer isso? É errado se eu fizer? Você poderia me dizer?”.
E vocês sabem, infelizmente, todos nós queremos ser mestres. Ai dos mestres. A Bíblia diz, em Tiago 3:1:
Não sejam muitos de vós mestres.
Sua responsabilidade é grande demais; vocês estão lidando com almas. Mas todos nós queremos ser mestres. Em nossa carne, queremos ensinar. Não queremos ser ensinados.
Então, quando você procura um irmão ou uma irmã e diz: “Irmão, e quanto a estas coisas?”, ele pode dizer: “Bem, isso não é bom para você. Não faça”. Tudo bem, você ouve e não faz.
Mas por que você não faz? Porque o irmão fulano disse que não. Não há um relacionamento direto com Deus, com Sua vida.
Se esse irmão for sábio ao ajudar as pessoas, provavelmente perguntará: “Por que você está fazendo essa pergunta? É porque alguma coisa está incomodando você? É porque alguma coisa está lhe dizendo algo? Você já sabe, mas não gosta”.
E, se você perguntar a pessoas suficientes, encontrará alguém que concorde com você. Não é verdade que, muitas vezes, quando perguntamos, já sabemos? Como você sabe? Em seu espírito.
O Espírito Santo lhes ensinará as coisas pequenas e as grandes. Como O negligenciamos quando Ele nos ensina nas pequenas coisas, quando se trata das grandes coisas, não conseguimos ouvi-Lo.
Mas, se vocês aprenderem em sua vida diária a ouvir Seu ensino nas pequenas coisas, irmãos e irmãs, quando vierem as grandes coisas, será fácil.
Vocês se lembram de que, em Mateus 11:20-26, nosso Senhor Jesus havia trabalhado muito em Corazim, Betsaida e Cafarnaum, e havia muito pouco resultado. Nosso Senhor Jesus ergueu os olhos ao céu e orou a Seu Pai:
Pai, graças Te dou, porque é do Teu agrado
esconder estas coisas dos sábios e entendidos
e revelá-las aos pequeninos.
Irmãos e irmãs, vocês sabem como as crianças vivem? As crianças vivem pela intuição. Ainda não acumularam conhecimento suficiente. Mas as crianças, sendo tão inocentes, vivem pela intuição.
Curiosamente, quando veem certas pessoas, elas se retraem; e, quando veem outras, correm atrás delas. Vivem pela intuição.
Mas, gradualmente, à medida que crescemos, adquirimos mais conhecimento. Por fim, vivemos pelo raciocínio racional, e nossa capacidade intuitiva fica completamente soterrada.
Vocês sabem, em chinês temos um provérbio: quanto maior o conhecimento mundano, menor a revelação celestial. Dependemos mais da nossa própria razão e silenciamos nosso conhecimento intuitivo.
Muitas vezes penso que nós, como crentes, não deveríamos ser enganados por nenhum ensino herético.
Vocês sabem, em 1 João 2:20, está escrito:
Tendes em vós a unção,
e sabeis todas as coisas.
Se alguém vem e diz: “Jesus não é o Cristo”, vocês sabem que isso está errado. Isso não é de Deus. Talvez não consigam explicar. Talvez não compreendam. Mas, de alguma forma, quando ouvem algo que não está de acordo com as Escrituras, algo dentro de vocês lhes diz intuitivamente: “Não. Isso não é de Deus”.
Mas, infelizmente, não ouvimos. Dizemos: “Bem, aquela pessoa tem mais conhecimento do que eu, e não sei por que me sinto assim. Devo estar errado”. Então você começa a aceitar aquilo, e é enganado.
Mas não há razão para vocês serem enganados se aprenderem a viver nessas coisas diante de Deus. Não é verdade que, ao ouvir certas pregações, vocês não conseguem identificar exatamente onde está o erro, mas, de alguma forma, se sentem desconfortáveis? Alguma coisa não está certa. Mas, infelizmente, as pessoas não ouvem.
Vocês sabem, nosso Senhor Jesus disse em Mateus 18:3:
Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças,
não podereis entrar no reino dos céus.
O que Ele quer dizer? Ele não quer dizer que vocês devam ser infantis ou agir como crianças. Na história, aconteceu algo assim. Provavelmente vocês já ouviram falar da missão morávia sob a direção de Zinzendorf, e de como Deus usou grandemente essa missão.
Mas, em determinado momento, eles realmente foram ao extremo. Como enfatizavam que deveríamos ser como crianças, acabaram começando a agir como crianças. Infelizmente, depois perceberam que aquilo estava errado.
O que Cristo quer dizer é: não sejam infantis, mas tenham a simplicidade de uma criança. Sejam simples, puros, humildes e não tão confiantes em si mesmos. Confiem Nele, confiem no Senhor. Esse é um espírito semelhante ao de uma criança.
Contudo, a menos que nos convertamos e nos tornemos como crianças, não podemos entrar no reino dos céus.
Gosto de Salmos 131:1-2. É um cântico de Davi, um cântico de peregrinação de Davi:
Ó Senhor, meu coração não é soberbo, nem meus olhos são altivos;
tampouco me ocupo com grandes assuntos,
ou com coisas maravilhosas demais para mim.
Certamente aquietei e sosseguei minha alma;
como uma criança desmamada junto de sua mãe,
minha alma dentro de mim é como uma criança desmamada.
Esse é Davi. Diante de Deus, ele é como uma criança, uma criança desmamada, desmamada das fontes externas de sustento. É como se estivesse deitado sobre o peito de Deus, apenas olhando para o rosto de Deus, e tão satisfeito.
Ele não está tentando pensar em alguma coisa profunda demais, misteriosa demais. Hoje os cristãos querem investigar coisas que Deus não revelou. Aquilo que foi revelado é para nós, para que o guardemos; mas o que não foi revelado pertence a Deus. Deus não precisa nos revelar tudo.
Mas as pessoas tentam investigar esses mistérios, essas coisas elevadas e grandiosas, e o resultado é que ficam presas, caem em armadilhas e incorrem em erro. Como isso é sério.
Portanto, irmãos e irmãs, precisamos ter a simplicidade de uma criança, viver intuitivamente e exercitar e desenvolver essa capacidade. Isso é diferente do poder psíquico; é inteiramente diferente, porque o poder psíquico vem da alma, mas isso vem do espírito. Interiormente, vocês passam a conhecer Sua vontade.
Irmãos e irmãs, a consciência nos mostra a justiça de Deus, mas a intuição nos fala da santidade de Deus. Deus é santo, e é nossa intuição que nos ensina essa santidade.
Nossa intuição é o meio de conhecer a vontade de Deus. Olhem para nosso Senhor Jesus. Enquanto esteve na terra, o Homem perfeito, como Ele viveu na terra?
Como Ele vivia de maneira diferente dos fariseus e dos escribas. Eles viviam pelo conhecimento racional, mental, humano, externo, livresco, e como estavam presos àquilo.
Nosso Senhor Jesus nunca havia frequentado uma escola rabínica e, no entanto, conhecia Seu Pai tão intimamente. Ele disse:
Nada posso fazer por Mim mesmo.
Eu o faço porque Meu Pai o está fazendo.
Nada posso dizer por Mim mesmo.
Eu o digo porque é Meu Pai quem fala em Mim.
Ele disse:
Vosso tempo é sempre oportuno;
Meu tempo ainda não chegou.
Não é de admirar que Seus irmãos não O entendessem. Eles diziam: “Ninguém que deseja ser conhecido publicamente fica escondido em uma aldeia sobre um monte. Vá a Jerusalém durante os dias da festa, onde estão as multidões”. Mas nosso Senhor disse:
Ide vós.
Minha hora ainda não chegou.
Irmãos e irmãs, vocês veem a maneira como nosso Senhor Jesus viveu Sua vida: intuitivamente. Ele vivia em comunhão. Havia comunhão constante com Seu Pai, e intuitivamente Ele sabia o que fazer, aonde ir e quando fazer determinadas coisas.
Muito simples, como uma criança; e, no entanto, era tão divino, tão perfeito. Irmãos e irmãs, é dessa maneira que vivemos nossa vida cristã? Estamos exercitando nosso espírito intuitivamente? Realmente ouvimos o ensino da unção dentro de nós? Obedecemos ao Espírito Santo?
Essa é a maneira de sermos guiados. Como vemos nas Escrituras, muitas vezes buscamos orientação. Como Deus nos guiará? Irmãos e irmãs, Deus nos guia intuitivamente.
Vocês se lembram de Atos 16:6-10. Ali encontramos Paulo e seus companheiros. Eles haviam sido enviados por Deus para pregar Jesus Cristo. Na Frígia e na Galácia, estavam pensando em ir à Ásia, uma região muito populosa.
Mas o Espírito Santo não lhes permitiu. Não foi pelas circunstâncias — considerando todas as circunstâncias e condições, a necessidade na Ásia era grande. “Vamos para lá, porque a necessidade é grande. Há muitas pessoas ali, prontas para ouvir o evangelho.” Mas, curiosamente, o Espírito Santo disse: “Não”.
Eles não eram guiados pelas condições, pelos recursos ou pelas circunstâncias; eram guiados pelo Espírito Santo. Então voltaram os olhos para a Bitínia, outra grande região, e o Espírito de Jesus disse: “Não”.
Eles não sabiam por quê. Mais tarde, a Ásia seria alcançada para Cristo; muitos viriam a Cristo. Deus disse: “Não desta vez. Mais tarde”.
Seguiram adiante até chegarem à costa, a Trôade. Naquela noite, em uma visão, Paulo viu um macedônio dizendo:
Passa para cá e ajuda-nos.
Então, pela manhã, compreenderam que essa era a vontade de Deus. Atravessaram o mar, e o evangelho foi pregado pela primeira vez na Europa.
Essa é a estratégia de Deus. Portanto, irmãos e irmãs, se vocês estão buscando orientação, lembrem-se: o Espírito Santo em seu espírito os guiará.
É claro que as circunstâncias e outras coisas podem ser consideradas, mas vocês descobrirão que a orientação vem pela intuição.
Permitam-me acrescentar rapidamente uma coisa. Acho que é importante. Se vocês estão procurando viver exercitando seu espírito e vivendo intuitivamente, lembrem-se: somos humanos. Não somos perfeitos.
E, graças a Deus, por essa razão Ele nos deu a Bíblia. Irmãos e irmãs, se vocês lerem 1 João 2:20-27, descobrirão que, por um lado, Ele diz:
A unção está em vós,
e sabeis todas as coisas.
Não sereis enganados.
Mas, em seguida, está escrito:
O que ouvistes desde o princípio, guardai-o.
E, se o guardardes, não sereis desviados.
Portanto, irmãos e irmãs, por um lado temos o Espírito Santo, a unção dentro de nós, para nos guiar e conduzir. Mas, como somos imperfeitos, às vezes podemos nos enganar. Às vezes nossa própria mente e nossa própria vontade podem ser tão fortes que nos dão, em certo sentido, um sinal errado. Achamos que vem do espírito, mas, na verdade, vem de nós mesmos.
Vocês sabem, irmãos e irmãs, as funções da alma e as funções do espírito são muito, muito semelhantes. Não podemos julgá-las pela aparência exterior. A origem é imensamente diferente, e o fruto é grandemente diferente; mas a aparência e as sensações são quase iguais.
Como, então, vocês vão separar o espírito e a alma? Pela palavra viva de Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, se intuitivamente vocês recebem uma revelação ou são conduzidos a algum lugar, confiram isso com a palavra escrita de Deus. Por quê? Porque é o mesmo Espírito que soprou em vocês e inspirou este Livro. Se estiverem em conformidade, então a palavra recebida estará correta.
E, além disso, graças a Deus pelo corpo de Cristo. Somos membros uns dos outros. Não estamos sozinhos. Precisamos da ajuda do corpo.
Certa vez, quando eu estava falando sobre a nova aliança e dizendo às pessoas: “Vocês não precisam que alguém lhes ensine: ‘Conhece o Senhor’, porque vocês conhecem o Senhor interiormente”, eu disse: “Vamos pôr todos os mestres para fora — e isso me inclui. Eu deveria ser jogado pela janela. O que estou fazendo aqui?”.
Mas Deus realmente levanta mestres. Por quê? Lembrem-se: seu irmão e sua irmã não devem dirigir sua vida. Sua vida é tão preciosa que Deus não a confiará a ninguém mais — nem a você, nem a qualquer outra pessoa. Ele mesmo cuidará de você. Vocês sabem o quanto Ele os ama.
Você é responsabilidade Dele. Ele é o único que tem o direito de dirigir sua vida. É por isso que Ele lhe ensinará todas as coisas.
Mas, graças a Deus, Ele nos deu irmãos e irmãs. Ele nos deu dons, dons espirituais, para corrigir ou confirmar aquilo que a unção nos ensinou. É para isso que eles existem.
Portanto, irmãos e irmãs, não vão ao extremo, dizendo: “Como tenho a unção dentro de mim para me ensinar todas as coisas, não preciso de nenhum de vocês. Arrumem suas coisas e vão para casa. Vocês não precisam estar nesta conferência”.
Bem, se fizerem isso, talvez descubram que estão no lugar errado.
Precisamos da palavra de Deus. Guardem-na abundantemente em seu coração. Leiam-na até que o Espírito Santo fale com vocês.
Que ela seja sempre um auxílio presente, um critério para corrigi-los e instruí-los.
E graças a Deus pelos muitos irmãos e irmãs. Suas orações e seus conselhos são todos necessários. É assim que caminhamos juntos nesse caminho interior de vida.
Que o Senhor nos ajude. Vamos orar.
Querido Senhor, mostra-nos o Teu caminho.
Reconhecemos que fizeste toda a provisão para que vivamos diante de Ti. E, no entanto, Senhor, como nos afastamos daquilo que providenciaste e seguimos por outro caminho.
Pedimos que Te agrade abrir nosso entendimento e nos trazer de volta ao Teu caminho.
Senhor, Tu disseste:
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.
É o caminho da vida, o caminho do Espírito Santo, o caminho da vida interior, da capacidade intuitiva do espírito.
Ensina-nos a exercitar nosso espírito, para que cresçamos espiritualmente para o louvor da Tua glória. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.