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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Spiritual Exercise #1 - Conscience © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Spiritual Exercise #1 - Conscience
    Spiritual Exercise #1 - Conscience
    Kaung, Stephen

    O exercício espiritual para a piedade

    Leituras bíblicas

    Hebreus 5:12-14

    Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos dos oráculos de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de alimento sólido.
    Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça; porque é menino.
    Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pela prática, têm os seus sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.

    Vamos sublinhar as palavras: “os seus sentidos exercitados”.

    1 Timóteo 4:8-10

    Exercita-te para a piedade: porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.
    Esta palavra é fiel e digna de toda a aceitação.
    Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis.

    Oração inicial

    Querido Senhor, queremos realmente agradecer-Te por nos reunires novamente nesta tarde. Senhor, sabemos que estamos em Tua presença. Nada está oculto de Ti, porque Tu és Aquele que conhece o nosso coração e nos sonda.

    Senhor, queremos estar inteiramente abertos à Tua luz. Oramos para que, nesta tarde, a luz da vida brilhe dentro de nós, para que saibamos andar diante de Ti, perfeitos e agradáveis a Ti.

    Senhor, nós Te louvamos e Te agradecemos pela graça de nosso Senhor Jesus, pelo amor de Deus e pela comunhão do Espírito Santo, que são tudo para nós.

    Agora, Senhor, torna tudo isso real, prático e vivo em nosso dia a dia, para que Tu sejas glorificado e o Teu propósito seja cumprido. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    O tema da conferência e a resposta do crente

    Creio, irmãos e irmãs, que todos nós percebemos que o tema desta conferência é a bênção de 2 Coríntios 13:14. Nas reuniões da manhã e da noite, nossos três irmãos compartilham conosco estas três verdades fundamentais, muito importantes: a graça do Senhor Jesus, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo.

    Nosso Deus é um Deus triúno, três em Um. É Seu desejo que nós O conheçamos. E creio, irmãos e irmãs, que não há nada mais importante do que conhecer o nosso Deus.

    É por meio da graça que nos é concedida que passamos a conhecer nosso Senhor Jesus. É por meio do amor que Deus derramou sobre nós que conhecemos o Pai. E é por meio da comunhão que o Espírito Santo nos oferece que passamos a conhecer o Espírito Santo.

    Em outras palavras, é mais do que apenas graça, amor ou comunhão. É o próprio Deus que Ele quer que conheçamos. Esta é a nossa fé. Cremos em Deus. Cremos em Sua graça, em Seu amor e em Sua comunhão. Esta é a verdade.

    E, graças a Deus, isso é algo que Deus derrama sobre nós. Em certo sentido, não fazemos nada; não podemos fazer coisa alguma. Tudo é graça — graça sobre graça.

    Em certo sentido, nada podemos fazer. É o amor de Deus. Não temos esse amor; não há em nós nada que nos torne dignos de ser amados. Estamos completamente privados de tudo o que é celestial e espiritual. E, ainda assim, é o Espírito Santo que nos abre a porta e nos introduz na realidade da eternidade.

    Assim, irmãos e irmãs, vemos que essa bênção trata inteiramente daquilo que Deus fez por nós. Não fazemos nada. Estamos apenas do lado de quem recebe. Esta é a verdade, e esta é a nossa fé.

    Portanto, à tarde, estas reuniões adicionais tratam mais da nossa resposta. Depois que Deus Se revelou a nós de maneira tão abundante, gloriosa e perfeita, qual deve ser a nossa resposta? Como respondemos a Ele? Como praticamos, em nosso dia a dia, aquilo em que cremos?

    Nosso irmão Christian já compartilhou conosco, durante duas tardes, sobre o estudo da Bíblia. Deus nos dá Sua Palavra, e precisamos estudá-la. A única maneira de conhecer a Palavra de Deus é por meio do amor. Se O amarmos, conheceremos Sua Palavra.

    E, se Deus quiser, amanhã e depois de amanhã à tarde, nosso irmão Lance falará sobre a oração. Portanto, aqui temos o estudo da Bíblia e a oração. Essas são as nossas respostas à graça de nosso Senhor Jesus, ao amor de Deus e à comunhão do Espírito Santo.

    Ao buscar o Senhor, sinto que provavelmente é da vontade Dele que compartilhemos algo sobre o exercício espiritual, ou o exercício para a piedade.

    O exercício corporal e o exercício espiritual

    Lembramos da palavra que o apóstolo Paulo escreveu em 1 Timóteo 4:8. Ele disse:

    O exercício corporal para pouco aproveita.

    Agora, irmãos e irmãs, creio que é muito evidente que precisamos de exercício físico nesta vida física. Mesmo que tenhamos alimento para comer e ar para respirar, se não nos exercitarmos, não conseguiremos crescer. Provavelmente, o que teremos será mais gordura. Não seremos saudáveis. Precisamos de exercício corporal.

    E vocês sabem que a palavra exercício é ginástica. Em outras palavras, os gregos eram muito cuidadosos nesse aspecto. Davam muita atenção à beleza do corpo. Para desenvolver uma forma perfeita, tinham muitos ginásios, e as pessoas podiam ir a esses ginásios e se exercitar.

    Havia instrutores ali, e esses instrutores examinavam o seu corpo para ver qual parte estava fraca ou desequilibrada. Então, faziam você realizar diferentes exercícios.

    O resultado é que, depois de muito exercício — é claro que, ao se exercitar, você passa por alguma dor —, você precisa se esforçar além da sua força atual para desenvolver a força inerente que há em você. Assim, depois de muita dificuldade, perseverança e disciplina, o resultado final é um corpo bonito.

    Essa era uma perspectiva bem característica dos gregos. Estavam dispostos a pagar qualquer preço. Até a dieta, os hábitos alimentares, a bebida e o sono — tudo podia ser sacrificado para alcançar uma forma bonita. Era isso que os gregos buscavam.

    E a Bíblia diz que o exercício corporal é proveitoso. Em outras palavras, todos esses esforços não são em vão; são proveitosos. Mas o apóstolo Paulo disse que o exercício corporal para pouco aproveita.

    Esse “pouco” não se refere a pouco tempo. Em certo sentido, pouco tempo também está correto, porque, se você dedica tanta atenção ao seu corpo para obter um corpo perfeito, bem, por quanto tempo conseguirá viver? Portanto, é pouco tempo. Mas, na verdade, “para pouco” significa para algo pequeno. O exercício corporal é proveitoso para algo pequeno.

    Em comparação, o exercício espiritual — o exercício para a piedade — é proveitoso para tudo.

    Agora, irmãos e irmãs, infelizmente os gregos dedicavam toda a sua atenção ao exercício corporal e negligenciavam o seu ser espiritual.

    Quando olhamos para o mundo de hoje, vemos quanta atenção as pessoas dão ao seu bem-estar físico. Creio que, especialmente neste país, nos últimos anos, as pessoas têm dado muita atenção à alimentação e ao exercício. Talvez vocês não vejam tanto disso em Richmond, mas, se forem à Califórnia, encontrarão pessoas correndo pelas ruas o tempo todo. Estão se exercitando, estão se exercitando.

    As pessoas dão muita atenção ao seu bem-estar físico. Mas, infelizmente, aconteceu com o homem moderno a mesma coisa que aconteceu com os gregos na Antiguidade. Damos muita atenção a algo pequeno e ignoramos completamente aquilo que é eterno e proveitoso para tudo — para todo o tempo.

    Assim, o apóstolo Paulo diz aqui, na carta, que o exercício para a piedade é proveitoso para tudo.

    Agora, irmãos e irmãs, temos o nosso exercício espiritual diário?

    Dizemos: “Bem, lemos a Bíblia todos os dias. Oramos todos os dias”. Mas, quando você está lendo a Bíblia, há exercício espiritual? Quando você está orando, há exercício espiritual?

    Em outras palavras, exercitar-nos para a piedade significa que nos exercitamos para sermos semelhantes a Deus, para termos Seu caráter em nós, para que a beleza de Cristo seja formada em nós. Percebemos como somos diferentes de Deus. Sentimos que, em todos os aspectos da nossa vida espiritual, não O expressamos nem O manifestamos como deveríamos. Por isso, precisamos de exercício espiritual.

    O exercício espiritual na leitura bíblica e na oração

    Mas o exercício espiritual não acontece apenas no corpo. Não é apenas algo que você faz fisicamente. É claro que, quando lê a Bíblia, você faz algo fisicamente. Usa os olhos; lê. Mas, embora use seu corpo físico para ler com os olhos, seu espírito está sendo exercitado?

    Seu sentido físico da visão está sendo exercitado, mas seu sentido espiritual também está sendo exercitado quando você lê a Bíblia?

    Muitas vezes, lemos a Bíblia. Talvez estejamos tão ocupados e realmente com muita pressa. Lemos por obrigação, porque, se você ainda não leu a Palavra de Deus hoje, sente-se culpado; então, precisa lê-la. Mas lê com tanta pressa. Sim, você lê; vê cada letra. Mas, depois de ler, fecha o livro e, se alguém lhe perguntar o que leu, conseguirá responder?

    E então? Já esqueceu tudo. Agora, você pode chamar isso de exercício espiritual? Seu espírito não foi exercitado de modo algum.

    Agora, você pode ler a Bíblia e tentar memorizá-la. Nosso irmão nos incentivou a memorizar a Palavra de Deus, e concordo plenamente com ele que devemos procurar memorizar a Palavra de Deus, para que ela fique abundantemente guardada em nossa memória, de modo que o Espírito Santo possa, a qualquer momento, tocar nela e trazê-la de volta à nossa lembrança.

    Especialmente para os jovens, creio que memorizar é muito importante. Quando vim pela primeira vez a este país, eu estava em Nova York e, certa vez, fiz uma tentativa com os jovens. Pedi que memorizassem o Salmo 119.

    Mas sei que a maneira como vocês são educados neste país é muito diferente da maneira como somos educados no Oriente. No Oriente, especialmente na educação à moda antiga, tudo se baseia na memorização. Em outras palavras, você memoriza os clássicos inteiros. O mestre não lhe explica o texto; apenas quer que você o memorize.

    Você decorava um livro clássico inteiro e era chamado à presença dele. Ele começava em algum ponto daquele livro e, quando começava, você precisava continuar de memória. Assim, no Oriente, aprendemos a memorizar desde a infância. Temos o hábito de memorizar. Mas, neste país, a educação de vocês é muito diferente. Vocês não memorizam.

    Então, quando vim pela primeira vez a este país e trabalhei com os jovens, senti que isso era algo de que eles precisavam. Certa vez, sugeri: “Por que não tentamos memorizar o Salmo 119?”.

    Vocês sabem que, na Inglaterra, houve um grande político, um grande estadista, Wilberforce. Ele era membro do Parlamento e, depois de uma longa sessão parlamentar, ficava muito cansado. Então, caminhava no parque para relaxar e, enquanto caminhava no parque, relaxando, recitava de memória o Salmo 119.

    Assim, fiz essa tentativa com os jovens. Não sou um supervisor severo. Disse: “Bem, provavelmente é demais para vocês; então, vamos nos dividir em vinte e dois grupos, e cada grupo memoriza apenas oito versículos. Isso deve ser fácil”.

    Dei-lhes a tarefa e, no dia em que me reuni com eles, quando entraram no local da reunião, vi aqueles rostos tão tensos. Estavam tão tensos — por apenas oito versículos!

    Irmãos e irmãs, precisamos exercitar a nossa mente. Em outras palavras, quanto mais você exercita a mente para memorizar, mais fácil isso se torna.

    Mesmo que você consiga memorizar a Bíblia inteira, a vida em seu espírito está sendo exercitada? Sua mente fica mais aguçada, mas seu espírito fica mais forte? Se você apenas memoriza sem exercitar seus sentidos espirituais, tudo isso são letras. Letras. O Espírito dá vida.

    Alguns irmãos e irmãs podem ler a Bíblia todos os dias, mas isso pode ser apenas um exercício corporal, ou apenas um exercício mental. Seu sentido espiritual não está sendo exercitado e, se esse for o caso, sua vida espiritual não é beneficiada, e não cresce como deveria.

    O mesmo acontece com a oração. Devemos orar todos os dias. No Antigo Testamento, vemos que eles oravam três vezes ao dia.

    Talvez, ao se levantar pela manhã, você faça sua oração. Talvez, à noite, quando vai dormir, faça sua oração. Mas, enquanto faz sua oração — seja ajoelhado, sentado ou deitado —, há exercício espiritual?

    Lembro-me de algo que aconteceu há muitos anos. Um querido irmão da Índia, o irmão Bakht Singh, veio a Richmond pela primeira vez. Eu o trouxe de Washington para Richmond e, naquela época, nos reuníamos em um local alugado. Deveríamos chegar para uma refeição juntos e, depois da refeição, teríamos nosso tempo com o irmão.

    Viajei com nosso querido irmão Bakht Singh e, normalmente, quando ele viajava, havia um grupo de pessoas que o acompanhava. Assim, fomos em dois carros de Washington, D.C., para Richmond. Saímos tarde, e eu olhava para o relógio. Estava um pouco ansioso. Mas, graças a Deus, aqueles irmãos da Índia viviam na eternidade.

    Quando estávamos nos aproximando de Richmond, chegamos a um lugar chamado Ladysmith. Se vocês conhecem a distância, sabem que Ladysmith ainda fica um pouco longe daqui. Os irmãos disseram: “Bem, precisamos descansar”. Eu estava tão ansioso, porque calculava que já estávamos atrasados. Mas eles disseram: “Não, precisamos descansar”. Então, paramos e descansamos por meia hora.

    Quando chegamos a Richmond, já era a hora em que a reunião deveria ter terminado. As pessoas já deveriam ter ido embora. Mas, felizmente, os irmãos e irmãs não conseguiram esperar, então fizeram a refeição e começaram a cantar. Ainda estavam lá, cantando e esperando, esperando, esperando. Finalmente, chegamos. É claro que já não tínhamos tempo para comer, então começamos a reunião.

    Nosso querido irmão Bakht Singh chegou e começou a falar. Mas era hábito de nosso irmão, sempre que falava, antes de realmente apresentar a mensagem, falar durante meia hora sobre o tema: “Precisamos orar de joelhos”. Assim, ele usou meia hora para nos exortar a orar de joelhos.

    Depois dessa exortação, todos se ajoelharam, e começamos a orar. Quando terminamos de orar, ele começou a mensagem. Agora, irmãos e irmãs, para o mundo ocidental isso era bastante incomum, mas, no Oriente, é assim. Você vive cada minuto; vive na eternidade.

    De qualquer maneira, você pode orar de joelhos, ou até se prostrar no chão. Mas isso pode ser apenas exercício físico. Se seu espírito não se exercita diante de Deus, haverá algum crescimento espiritual?

    Em alguns lugares, temos livros de oração. Se você ler o livro de oração anglicano, verá que aquelas orações são lindas. Talvez eu não deva dizer que nenhum de nós consegue orar assim, porque alguns são mais inteligentes. Mas, para mim, fazer orações tão belas quanto as que se encontram no livro de oração está simplesmente além da minha capacidade.

    Então, qual é a necessidade de fazer suas próprias orações? Basta ler o livro de oração. É tão bonito. Mas, irmãos e irmãs, você pode ler a oração mais bela; porém, se seu espírito não estiver envolvido, sua vida espiritual crescerá sequer um centímetro?

    Quantas vezes cumprimos apenas os gestos daquilo que chamamos de vida espiritual. Fazemos nossas orações, lemos a Bíblia, vamos à igreja. Mas temos exercício espiritual? Estamos nos exercitando para a piedade, para sermos piedosos?

    Como resposta à graça do Senhor Jesus, ao amor de Deus e à comunhão do Espírito Santo, como respondemos a tudo isso? Exercitamos diariamente nossos sentidos espirituais para crescer, para sermos transformados e conformados à imagem do Filho amado de Deus?

    É para isso que existe a graça do Senhor Jesus. É isso que o amor de Deus espera. É nessa direção que a comunhão do Espírito Santo trabalha.

    Mas, de nossa parte, temos uma responsabilidade. Há algo que Deus quer que façamos. É verdade: tudo é pela graça. O apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 15:10:

    Pela graça de Deus sou o que sou.

    E isso é absolutamente verdadeiro.

    É verdade que Deus nos ama. É verdade que somente o Espírito Santo pode nos comunicar tudo o que Cristo fez por nós na cruz do Calvário. Não há nada que possamos fazer. Mas, irmãos e irmãs, nós, que estamos do lado de quem recebe, temos uma responsabilidade.

    Precisamos saber como responder à graça do Senhor Jesus, para não abusarmos de Sua graça nem a negligenciarmos, e para permitirmos que Sua graça complete a sua obra. Precisamos saber como não desprezar o amor de Deus e como permitir que o amor de Deus nos aperfeiçoe. Precisamos saber como receber a comunhão do Espírito Santo, para que ela não seja em vão.

    Temos uma responsabilidade de nossa parte e, irmãos e irmãs, essa responsabilidade consiste em exercitar nossos sentidos espirituais.

    A natureza do espírito humano

    Agora, os sentidos espirituais são muito diferentes dos sentidos físicos. Creio que provavelmente preciso voltar ao princípio. Quando Deus nos criou, fomos criados como seres tripartidos: espírito, alma e corpo.

    Deus usou a terra, a terra vermelha, para formar nosso corpo. Deus soprou nas narinas daquela forma o fôlego de vida. No original, dizem-nos que é o fôlego de vidas. E esse fôlego de vida entrou naquela forma terrena, e aquela forma se levantou, tornando-se uma alma vivente.

    Assim, em outras palavras, vemos que nosso corpo é feito de pó, e Deus soprou naquela forma. Esse sopro de Deus, que veio diretamente de Deus, tornou-se o espírito humano, porque Deus é Espírito.

    Portanto, ao soprar em nós, Deus formou um espírito humano. Quando o sopro e o corpo entraram em contato, a alma ganhou vida. Assim, vemos que fomos criados como seres tripartidos.

    Nosso corpo, por ser feito da terra, nos dá consciência do mundo. Temos cinco sentidos e, por meio desses cinco sentidos, podemos nos comunicar com o mundo; conhecemos nosso ambiente.

    Porque temos uma alma, uma alma vivente, temos vontade, mente e emoções. Portanto, temos consciência de nós mesmos. Sabemos que existimos. Como diz o filósofo grego: “Sei que existo porque penso”.

    Irmãos e irmãs, todos nós somos diferentes. Cada pessoa é diferente, porque a maneira como pensa, sente, ama ou não gosta de algo é diferente. Temos consciência de nós mesmos.

    E, graças a Deus, Ele nos deu um espírito, um espírito humano. Esse espírito nos permite nos comunicar com Deus. Em outras palavras, ele nos dá consciência de Deus.

    Infelizmente, por causa da queda do homem, essa consciência de Deus foi interrompida. Vocês se lembram de que Deus disse que o homem podia comer livremente de todas as árvores do jardim do Éden, mas havia uma árvore da qual não podia comer: a árvore do conhecimento do bem e do mal. No meio do jardim também estava a árvore da vida.

    Deus não disse que o homem não podia comer da árvore da vida. Disse que podia comer de todas as árvores, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Em certo sentido, Deus estava dizendo ao nosso antepassado: “Coma da árvore da vida”, porque Deus queria nos dar Sua própria vida.

    Temos um espírito e podemos receber Deus dentro de nós. Essa é a vontade de Deus. Mas, infelizmente, em vez de comer da árvore da vida, nosso antepassado comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal. A palavra de Deus para eles, em Gênesis 2:17, foi:

    No dia em que dela comeres, certamente morrerás.

    Creio que aquela árvore do conhecimento do bem e do mal estava ali por várias razões. Uma delas é que Deus queria que o homem entendesse que, embora tivesse sido criado acima de todos os outros seres vivos da terra, havia Alguém acima dele.

    Ao proibi-lo de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, Deus o lembrava de que havia Alguém acima dele. Mas o homem queria ser independente — ser sua própria cabeça, não estar abaixo de ninguém, nem mesmo de seu Criador. Queria fazer de si mesmo um deus; por isso, comeu o fruto proibido.

    O Senhor disse, em Gênesis 2:17:

    No dia em que dela comeres, certamente morrerás.

    No entanto, Adão viveu mais de novecentos anos. Quando o homem comeu daquela árvore do conhecimento do bem e do mal, algo aconteceu. Fisicamente, ele ainda estava vivo. Pôde viver novecentos e tantos anos. Quanto à alma, ele estava vivo, porque pôde ter muitos filhos, família e vida familiar. Mas, espiritualmente, estava morto.

    Seu espírito estava morto. Agora, a palavra morto não significa que ele já não tivesse espírito. O espírito, como órgão, ainda estava ali, mas a função apropriada daquele órgão havia sido perdida.

    O que é a morte? É a cessação da comunicação com o ambiente que lhe é próprio. Quando nosso corpo físico morre, deixa de se comunicar com seu ambiente próprio, que é o mundo.

    Quando nosso espírito está morto, deixa de se comunicar com seu ambiente próprio, que é Deus. Deus é o ambiente próprio do nosso espírito. Fomos criados para nos comunicar com Deus; contudo, quando essa comunicação foi interrompida, tornamo-nos espiritualmente mortos.

    É por isso que a Bíblia, em Efésios 2:1, diz que estamos mortos em delitos e pecados. Fisicamente, estamos vivos; quanto à alma, estamos vivos; mas, espiritualmente, estamos mortos. O órgão ainda está ali. As pessoas ainda podem se comunicar com o mundo dos espíritos, podem se comunicar com espíritos malignos, mas não podem se comunicar com Deus, seu ambiente próprio.

    Agora, quando se trata de uma pessoa morta, não se pode falar em exercício. Isso é verdade fisicamente e também espiritualmente. Não se pode falar a um incrédulo sobre exercício espiritual, sobre exercício para a piedade.

    As pessoas que não creem em Deus podem ser muito morais, muito disciplinadas, mas desenvolvem apenas a vida da alma. Sua vida espiritual está morta.

    Mas, quando cremos no Senhor Jesus, acontece algo tremendamente importante.

    A renovação do espírito

    Em João 3:6, está escrito:

    O que é nascido do Espírito é espírito.

    O que nasce do Espírito Santo é um novo espírito humano. Nosso espírito estava morto em delitos e pecados, mas, quando cremos no Senhor Jesus, algo acontece dentro de nós. O Espírito Santo o vivifica, o renova, o traz de volta à vida e faz dele um novo espírito.

    Um novo espírito humano nasce dentro de nós, e imediatamente nossa comunicação com Deus é restaurada.

    Antes de nascermos de novo, ainda tínhamos um espírito dentro de nós. O espírito humano estava espiritualmente morto, mas, graças a Deus, ainda restava ali algo de Deus.

    Em outras palavras, nosso espírito tem três sentidos essenciais: primeiro, a consciência. A consciência é o sentir do espírito. Segundo, a intuição. A intuição é o conhecimento direto do espírito, assim como nossa mente é a faculdade de conhecimento da alma. Depois, temos a comunhão, que corresponde à vontade. Assim, vemos que há três sentidos essenciais em nosso espírito: consciência, intuição e comunhão.

    A consciência como sentido espiritual

    Embora nosso espírito estivesse morto em delitos e pecados, irmãos e irmãs, a consciência ainda estava ali. Mas, por estar separada de Deus, que tipo de consciência restava? Uma consciência culpada, uma consciência má.

    É por isso que, quando Adão e Eva ouviram Deus entrando no jardim, o que fizeram? Antes, corriam em direção a Deus, mas agora fugiram de Deus e se esconderam entre as árvores. Por quê?

    Quando Deus disse: “Adão, onde estás?”, Adão respondeu: “Estamos nus”. Irmãos e irmãs, isso é a consciência — uma consciência que se tornou má porque se rebelou contra a lei de Deus.

    A consciência ainda está ali, mas você carrega uma consciência culpada durante toda a vida. As pessoas tentam apaziguar sua consciência culpada, e é aí que entram todas as religiões e todas as boas obras deste mundo: na tentativa de fazer algo bom para apaziguar uma consciência culpada e silenciar sua voz.

    Em chinês, temos um provérbio: “Quando um homem está morrendo, suas palavras são boas”. Em outras palavras, quando está morrendo, ele diz algo bom. Por quê? Porque sabe que vai encontrar seu Criador. Sua consciência começa a incomodá-lo.

    Com essa consciência culpada, ele só consegue fugir de Deus, em vez de correr para Deus. Quanto mais os homens vivem, mais se percebe que sua consciência já não é governada por Deus. Sua consciência é moldada pelos costumes, pelos hábitos e pelas tradições.

    Essas coisas começam a governar a voz da consciência. Às vezes, você encontra alguém que diz: “Bem, faço tudo de acordo com minha consciência. Tenho uma consciência pura”. Agora, essa consciência é confiável? Não, porque já perdeu seu padrão. Já não é governada por Deus; é governada pela tradição, pelo hábito e pela sociedade.

    Aquilo que a sociedade considera certo é o que a determina. Se, neste país, você comer uma pessoa, creio que sua consciência o incomodará. Mas, em alguns lugares remotos, quando os canibais comem pessoas, sua consciência os incomoda? Não. Eles pensam que, se comerem o inimigo que mataram, ficarão mais fortes.

    Assim, vemos que a consciência de um incrédulo não é confiável. Algumas pessoas dizem: “Tenho uma boa consciência. Não preciso crer no Senhor Jesus. Posso ir para o céu porque tenho uma boa consciência”.

    O que acontece quando você crê no Senhor Jesus? A primeira obra do Espírito Santo é tocar sua consciência. É por isso que a Bíblia diz que a semente cai no coração. Quando a Palavra de Deus vem e você é convencido de seus pecados, é convencido de que pecou contra Deus, e isso o leva ao arrependimento.

    O sangue de nosso Senhor Jesus limpa e purifica sua consciência má. Assim, encontramos em Hebreus 10:22:

    Tendo os corações purificados da má consciência.

    É o sangue do Senhor Jesus que limpa nossa consciência.

    Quando você crê no Senhor Jesus, ah, que sentimentos tão belos em relação a Deus! O sangue foi aspergido sobre sua consciência má e a tornou limpa.

    Lembro-me de quando era menino. Fui criado em uma família cristã. Tínhamos culto doméstico todas as noites. Sempre sentia que não era perfeito, mas era melhor do que a maioria das pessoas do mundo.

    Especialmente quando você é estudante, o que pode fazer? Tudo o que pode fazer são pequenas travessuras. É só isso que pode fazer. Comparado às pessoas deste mundo que matam e fazem todas essas coisas ruins, eu sempre achava que estava bem. Conhecia o evangelho. Provavelmente já cantava hinos no colo da minha mãe.

    Sempre pensava: “Bem, Jesus é o Salvador do mundo, mas eu realmente não preciso Dele. Que esses pecadores vão a Ele. Eu sou bom demais”. Sempre tive esse tipo de sentimento — até os meus quatorze anos.

    Algo aconteceu. O Espírito Santo começou a trabalhar em mim. Ninguém me disse que eu era pecador e, ainda assim, de alguma maneira, durante um ano inteiro, estive sob profunda convicção de pecado. Sentia-me tão pecador. Todo o meu ser, da cabeça aos pés, estava sujo.

    Ninguém me disse isso. O Espírito Santo começou a me convencer. Às vezes, quando estava sozinho, eu chorava. Sabia que precisava de um Salvador. Sabia que Jesus era o Salvador e, durante aquele ano, eu O busquei.

    Sempre que havia uma reunião de avivamento, eu estava lá. Queria ser salvo. Sabia que precisava Dele. Aquele fardo pesava sobre mim, porque, de alguma maneira, a salvação parecia me escapar. Durante um ano inteiro, estive sob convicção de pecado.

    Mas, um dia, graças a Deus, ajoelhei-me e orei. Eu já havia orado antes. Sabia como orar. Mas, um dia, realmente orei de coração. Confessei meus pecados. Cri Nele como Aquele que era capaz de salvar.

    Quando terminei minha oração, levantei-me, e havia um pregador ao meu lado, ajudando-me. Ele me perguntou: “Você está salvo?”. Já havia me perguntado isso antes, e eu havia respondido: “Espero ser salvo”. Mas, depois que fiz aquela oração, levantei-me e sabia.

    Ele disse: “Você está salvo?”. Respondi: “Sim”. Ele perguntou: “Como você sabe que está?”. Eu disse: “Há tanta paz em meu coração. Aquele pecado — o Senhor o lavou”.

    Uma consciência culpada é purificada pela aspersão do sangue. Eu tinha uma consciência limpa diante de Deus. Podia chamar Deus de “Pai”. Daquele dia em diante, essa comunicação sempre esteve presente.

    Irmãos e irmãs, Deus restaura nossa consciência à sua função apropriada. Agora, Deus é o padrão da nossa consciência. Não negligenciem a consciência. Nossa consciência é extremamente importante para nossa caminhada espiritual.

    Desde o dia em que você é salvo, sua consciência é purificada, e Deus se torna o padrão da sua consciência. O Espírito Santo, que vive em seu espírito, começa a tocar sua consciência e lhe permite saber como andar diante de Deus.

    Você precisa exercitar sua consciência. Irmãos e irmãs, vocês exercitam sua consciência todos os dias? A vida espiritual é uma vida interior.

    O Espírito Santo, que vive em nosso novo espírito, toca nossa consciência, o sentir do nosso espírito. Ele nos permite sentir o que Deus sente.

    Creio que isso é muito claro. Depois que você crê no Senhor Jesus, algo começa a acontecer. Antes de crer no Senhor Jesus, talvez fosse muito descuidado ao falar. Você falava muito. Gostava de falar.

    Quanto mais você fala, mais propenso fica a pecar. Gosta de dizer palavras ociosas, e não apenas palavras ociosas, mas palavras más. Você xinga. Conta mentiras. Talvez não conte mentiras graves, mas conta “mentirinhas inocentes” e considera isso muito esperto.

    Mas, depois que você crê no Senhor Jesus, quando está entre seus amigos e começa a falar, falar e falar, a conversa fica cada vez mais acalorada, e as palavras começam a fluir — palavras ruins, palavras más, palavras de crítica, vanglória, exageros, falsidades.

    Irmãos e irmãs, depois que vocês são salvos, quando estão entre seus amigos conversando, acontece alguma coisa dentro de vocês? Quando você começa a falar, de repente sente um freio interior: “Pare. Já chega. Se continuar, você vai pecar contra Deus”.

    Vocês têm esse tipo de experiência? Quando ouvem seus amigos dizendo palavras más ou xingando, como se sentem? Conseguem continuar ouvindo? Sua consciência os incomoda, os inquieta? Você precisa se afastar.

    Isso é exercitar a consciência. Mas, infelizmente, muitas vezes, enquanto você fala e fala, de repente percebe um freio dentro de si dizendo: “Pare”, mas não consegue parar. Continua. O que acontece depois? Você se sente culpado.

    Irmãos e irmãs, vocês percebem que seu relacionamento com Deus sofre. Percebem que querem se esconder Dele. Não correm em direção a Ele. Sua consciência está trabalhando. O Espírito Santo está trabalhando em sua consciência. Ele é o padrão.

    Sua consciência já não é governada pelo mundo, pela opinião deste mundo, pelos costumes ou pelos hábitos. Não. Agora, sua consciência está sob o governo do Espírito Santo.

    Se você exercitar a consciência e parar, quanto mais exercitar a consciência, mais sensível ela será. Se negligenciar a consciência e tentar continuar agindo contra ela, sua consciência ficará cada vez menos sensível a Deus.

    Creio que é muito, muito importante manter uma boa consciência diante de Deus. Nossa consciência deve estar limpa a cada momento do dia.

    Sempre que a consciência o acusar, arrependa-se imediatamente. Não espere até a noite. Não espere até o dia seguinte. Acerte isso imediatamente. Confesse ao Senhor. Arrependa-se e confesse ao Senhor, para que sua consciência esteja limpa diante Dele.

    É assim que vivemos nossa caminhada cristã. Agora, irmãos e irmãs, vocês estão exercitando seus sentidos espirituais?

    Muitos cristãos hoje fazem coisas sem que sua consciência os incomode. Deveriam se sentir incomodados, mas não se sentem. Por quê? Porque não têm exercitado seu sentido espiritual, sua consciência, no dia a dia.

    Vocês se lembram do apóstolo Paulo em 1 Timóteo 1:19. Ele diz:

    Conservando a fé e a boa consciência; rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé.

    Irmãos e irmãs, precisamos conservar a fé e uma boa consciência. Mas, se você negligenciar sua boa consciência, fará naufrágio na fé. Em outras palavras, sua fé vai se esvaindo.

    Quando você vai ao Senhor, precisa ir a Ele com uma boa consciência. Como pode se aproximar do trono da graça? Como pode entrar no Santo dos Santos carregando uma consciência culpada? Sua fé vai se esvaindo.

    Precisamos manter uma boa consciência. Hoje, muitos do povo de Deus têm a consciência insensível demais. Conseguimos fazer muitas coisas, e nossa consciência parece não nos incomodar. O Espírito Santo não consegue falar conosco. Por quê? Porque temos negligenciado Sua voz repetidas vezes.

    Nossa consciência pode chegar a um ponto em que fica tão endurecida, cauterizada e insensível, que isso conduz à apostasia.

    Se vocês lerem a vida do apóstolo Paulo, verão que ele sempre manteve uma boa consciência diante de Deus. Em Atos 23:1, quando estava diante do conselho judaico que o julgava, o que disse?

    Até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência.

    Quando foi julgado pelo governador romano Félix, disse que se exercitava para ter sempre uma consciência sem ofensa diante de Deus e dos homens. Por ter uma consciência tão limpa, tinha um testemunho tão bom.

    Em 2 Coríntios 1:12, ele diz:

    Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência.

    Nossa consciência pode nos acusar ou nos absolver. Infelizmente, na maior parte do tempo, nossa consciência nos acusa em vez de nos absolver. Mas a consciência normal deveria nos absolver. Esse é o testemunho de uma boa consciência.

    A única maneira de servir a Deus é servi-Lo com uma consciência pura. Podemos servir a Deus com motivações misturadas. Podemos servir a Deus e a Mamom ao mesmo tempo, servir a Deus e a nós mesmos ao mesmo tempo. Só podemos servir a Deus com uma consciência pura.

    Irmãos e irmãs, nossa consciência é muito, muito importante. Nós a exercitamos?

    É verdade que não devemos ter uma consciência fraca. Devemos ter uma consciência forte, e não fraca. Em Romanos, vocês encontram pessoas cuja consciência era fraca porque estavam acostumadas a adorar ídolos. Quando comiam carne que havia sido oferecida aos ídolos, sua consciência as incomodava.

    Se você tiver conhecimento, sua consciência não será tão fraca. Mas não podemos viver apenas de acordo com nossa consciência forte; precisamos viver pelo amor — amor por aqueles que têm a consciência fraca.

    De qualquer maneira, a consciência é um dos sentidos espirituais que precisamos exercitar em nossa vida diária. Caso contrário, não podemos andar perfeitamente diante de Deus.

    A intuição e a comunhão

    Meu tempo está quase terminando, e receio que eu tenha apenas começado a tratar do primeiro ponto. Mas, enfim, o segundo é a intuição. Precisamos exercitar nosso sentido intuitivo.

    O que é a intuição? A intuição é o conhecimento direto que vem de Deus. Nosso conhecimento mental é o conhecimento que recolhemos de fora ao longo dos anos. Nós o reunimos, analisamos e usamos. Mas a intuição é conhecimento direto. O Espírito Santo fala diretamente ao nosso espírito. Esse é o conhecimento intuitivo.

    No Novo Testamento, na nova aliança, uma das bênçãos, em Hebreus 8:11, é que você não precisa que alguém lhe diga: “Conhece o Senhor”, porque cada um de vocês O conhece interiormente, desde o menor até o maior.

    Sob a antiga aliança, você precisava que alguém lhe ensinasse: “Conhece o Senhor”. Esse conhecimento era um conhecimento objetivo. Você sabia que havia um Deus; sabia que Deus era santo; sabia que Ele era justo; sabia que aqueles eram Seus mandamentos; e lhe diziam que precisava guardar esses mandamentos. Precisava que alguém o ensinasse. Tudo era externo, e até seu conhecimento de Deus era externo.

    Mas, sob a nova aliança, é inteiramente diferente. Tudo é interno; é interior. Você não precisa que alguém lhe ensine: “Conhece o Senhor”. Por quê? Porque, interiormente, você já O conhece. Desde o menor — isto é, aquele que acaba de nascer — até o mais maduro, todos conhecem.

    Como conhecem? Conhecem intuitivamente, porque o Espírito Santo — a unção dentro de vocês — os ensinará em todas as coisas. Em 1 João 2:27, a unção dentro de vocês os ensina em todas as coisas: grandes, pequenas, tudo. Tudo o que Ele ensina é verdadeiro, e não falso. Se você obedecer ao ensino da unção, permanece em Cristo.

    Irmãos e irmãs, é verdade: quando você é jovem, conhece, e aquilo que conhece pode ser limitado. À medida que cresce, conhece um pouco mais. Isso é verdade. Mas você conhece.

    Vocês se lembram de que, em Mateus 11:25, nosso Senhor Jesus disse:

    Pai, graças Te dou, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.

    As crianças vivem pela intuição. Elas sabem intuitivamente. Os adultos vivem pela mente, pelo raciocínio. Quanto mais adulto você se torna, mais vive pelo intelecto; não vive intuitivamente.

    Agora, precisamos ser como crianças — não infantis, mas semelhantes às crianças. Precisamos ser como crianças espiritualmente. Vivemos pela intuição. Aprendemos a andar por um caminho de vida interior. Interiormente, conhecemos a vontade de Deus.

    Muitas vezes, irmãos e irmãs vêm e perguntam: “Irmão, ou irmã, posso fazer isso? Está certo? É pecado se eu fizer aquilo, se eu for àquele lugar?”.

    Se vocês forem sábios ao ajudá-los, não lhes digam: “Vá” ou “Não vá”; “Certo” ou “Errado”. Digam: “O que sua vida interior está lhe dizendo? Por que você está perguntando?”.

    Será porque há algo incomodando você, falando com você, mas você não gosta do que ouve? Então, quer encontrar alguém que lhe diga: “Está tudo bem”. Você já sabe. Intuitivamente, é guiado pelo Espírito de Deus.

    E a comunhão: é claro que Deus nos deu esse lugar para termos comunhão com Ele. É de coração para coração, de espírito para espírito — comunhão.

    Quanto mais você tem comunhão com Ele, mais conhece Seu caráter, mais é atraído a Ele e mais O ama.

    Irmãos e irmãs, a oração não é apenas pedir alguma coisa. A oração é ter comunhão com Deus.

    Você tem comunhão com Ele dia após dia? Quando faz sua oração pela manhã, está apenas pedindo alguma coisa a Ele, ou está simplesmente passando algum tempo com Ele?

    Durante o dia, você eleva seu coração? Mesmo em seu trabalho, pode estar ocupado fazendo coisas e, ainda assim, elevar seu coração e orar por apenas um segundo.

    Irmãos e irmãs, quanto mais vocês exercitam sua capacidade de comunhão, mais conseguem ter comunhão com Ele. Esses são os exercícios espirituais, e esses exercícios nos conduzirão à piedade.