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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    That He Might Fill All Things #4 of 4 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    That He Might Fill All Things #4 of 4
    That He Might Fill All Things #4 of 4
    Austin-Sparks, T.

    O serviço essencial da igreja

    Para continuarmos nossa meditação, leremos uma passagem um pouco mais extensa da parte das Escrituras em que estamos encontrando nossa chave: a Carta aos Efésios, a partir de Efésios 4:7.

    Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo.
    Pelo que diz:
    Subindo Ele ao alto, levou cativo o cativeiro,
    E deu dons aos homens.
    Ora, isto — Ele subiu — que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra?
    Aquele que desceu é também O mesmo que subiu acima de todos os céus, para que enchesse todas as coisas.
    E Ele deu uns para apóstolos; e outros, para profetas; e outros, para evangelistas; e outros, para pastores e mestres;
    Para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo:
    Até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.

    A igreja como instrumento da plenitude de Cristo

    Chegamos agora ao serviço essencial da igreja em relação ao objetivo do propósito divino: que Ele, Cristo, encha todas as coisas.

    Vimos nesta manhã que esse é o propósito divino, estabelecido na eternidade, inalterável e invencível. Vimos também que, ao lado disso, a igreja é descrita como:

    A plenitude Daquele que cumpre tudo em todos.

    Efésios 1:23. Isto é, ela é o meio, o instrumento e o vaso pelo qual o desígnio e o propósito divinos serão cumpridos: que Ele encha todas as coisas.

    Depois, passamos a considerar o método desse cumprimento. Isso fica muito claro nesta carta. O apóstolo reúne tudo o que disse e o conduz a essa sublime realidade da relação matrimonial entre Cristo e a igreja.

    O método divino, como ilustramos a partir do livro de Ester, envolve escolha divina, redenção divina, enriquecimento e adorno divinos e aliança divina. Tudo isso está ilustrado no caso de Ester.

    Foi aí que paramos, antes de tratar do próximo ponto: o serviço essencial.

    Ester e o propósito divino do serviço

    É perfeitamente evidente nesse livro que a soberania divina está em ação. Sem dúvida, esse é o significado do livro.

    É perfeitamente evidente que Ester não foi apenas selecionada, escolhida e chamada para junto do rei e para o palácio; liberta da escravidão de seu exílio e cativeiro; redimida; depois adornada com tudo o que era necessário para torná-la adequada ao agrado do rei; e, por fim, enriquecida com as riquezas e os privilégios dele.

    Tudo isso não aconteceu apenas por causa de Ester, nem simplesmente para que ela pudesse se manter em sua nova posição e em seus privilégios, entrando e saindo do palácio e exibindo tudo o que havia recebido e com que havia sido agraciada.

    O verdadeiro significado desse livro, como mostra o desenrolar dos acontecimentos, é que a soberania divina estava agindo de todas essas maneiras em favor de outras pessoas — pessoas que precisavam ser libertas, pessoas que precisavam desfrutar de todos os benefícios daquela soberania do trono.

    Essas pessoas estavam sob ameaça. Haviam sido atingidas por um decreto proveniente de uma fonte muito maligna — de fato, podemos dizer, do próprio inferno —, representada por Hamã, o agagita.

    Ao mencionar esse nome, se você tem algum conhecimento do Antigo Testamento, lembrará a atitude do Senhor para com Agague. Ele representa algo muito maligno: uma mão contra o trono. Era isso — uma mão contra o trono e contra o povo de Deus.

    No livro de Ester, essa coisa emerge do abismo com o propósito de destruir o povo de Deus e o testemunho de vida que está nele. Ester chegou ao reino para um tempo como aquele. Esse era o serviço essencial de Ester.

    Quando chegamos à Carta aos Efésios, como vimos, todas essas características de Ester são encontradas em sua expressão espiritual. Cada uma delas está nesta carta.

    Chegamos a isto: não se trata apenas do bem, do benefício, da glória e do prazer da própria igreja. A igreja é um instrumento especial, eleito e predestinado, dentro de um contexto imensamente maior do que ela mesma.

    Assim como a cidade no final da Bíblia se encontra no meio das nações para ministrar vida às nações — sendo sua árvore da vida e seu rio da vida figuras ou símbolos de uma grande verdade divina —, assim também, bem no centro de tudo, está esse corpo eleito, escolhido e predestinado para ministrar a plenitude de Cristo dentro de sua própria esfera e além dela.

    Isso é para os séculos vindouros, e é para agora. Esse é o serviço essencial da igreja.

    O ministério como vocação coletiva da igreja

    Agora, tendo esse serviço em vista, o apóstolo é levado a nos apresentar essa questão do ministério da igreja como o caminho para o objetivo de Cristo encher todas as coisas por meio dela. A igreja é um instrumento de serviço, um vaso. É isso que temos aqui: o ministério de Cristo e de Sua plenitude por meio da igreja.

    Por meio de nós, se de fato estamos na igreja e pertencemos a ela. Essa é a nossa vocação.

    Quero enfatizar isso. Quero que vocês tenham absoluta certeza de que compreenderam esse ponto. Tudo o que se diz aqui sobre determinadas pessoas exercerem suas funções está dentro deste âmbito: esta é, essencialmente, uma igreja que ministra; caso contrário, ela perdeu o rumo. Perdeu o rumo, e esse é um desvio trágico.

    O Antigo Testamento nos diz que Israel era a esposa do Senhor. Em Jeremias 31:32, lemos:

    Eu os desposei.

    Israel foi chamado para ser o canal e o instrumento de serviço do Senhor a todas as nações.

    Como Israel não cumpriu esse elevado propósito, mas construiu seus muros ao redor de si mesmo, fechou-se e se tornou um corpo exclusivo, há dois mil anos está fora do caminho. Perdeu o rumo. Foi posto de lado, no lugar de Vasti, que foi substituída por Ester.

    E esse é o lugar da igreja. Quando falamos da igreja, queridos amigos, não deixemos de considerar a responsabilidade individual. Não pode existir igreja sem os indivíduos que a compõem.

    Cada indivíduo é parte dessa igreja, desse corpo, e foi destinado a ser uma parte atuante. Cada um de vocês aqui nesta tarde, sem exceção, deve contribuir com algo da plenitude de Cristo, levando-o para além de si mesmo, aos outros.

    Vocês participam desse elevado e santo chamado, dessa vocação, para serem o canal, o veículo, o mediador de algo dessa plenitude. Cada um — cada um.

    O Senhor fez Sua provisão para isso e, tendo feito Sua provisão, naturalmente espera que assim aconteça.

    O propósito dos dons da ascensão

    Aqui temos estas palavras, em Efésios 4:8:

    Subindo Ele ao alto,
    Levou cativo o cativeiro,
    E deu dons aos homens.

    Em Efésios 4:11, lemos:

    E Ele deu uns para apóstolos; e outros, para profetas; e outros, para evangelistas; e outros, para pastores e mestres.

    E, naturalmente, o trabalho deles é conduzir a igreja à plenitude. Mas isso não significa que eles façam todo o trabalho enquanto a igreja simplesmente se senta, ouve o que eles têm a dizer e depois vai para casa dizendo: “Bem, foi razoável”, ou: “Foi bom hoje”, ou: “Foi muito bom”, e tudo termina aí.

    Não, amigos, nunca. Isso é uma compreensão equivocada do ministério.

    Esses dons, como se afirma aqui em Efésios 4:12-13, foram dados:

    Para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo:
    Até que todos cheguemos […] à medida da estatura da plenitude de Cristo.

    Esse “aperfeiçoamento” é o tornar completos.

    Esses dons são dados essencialmente para levar a igreja a uma condição em que possa cumprir seu ministério. Não se enganem quanto a isso. O ministério pertence à igreja.

    O Senhor fez provisão para que a igreja seja ajudada a cumprir seu ministério por meio desses dons. E isso é maravilhoso.

    O Salmo 68 e o triunfo de Cristo

    Como vocês sabem, essa é uma citação de Salmos 68:18. Se vocês se lembram desse salmo, ele retrata o retorno triunfal do monarca vitorioso depois de sua campanha, na qual derrotou seus inimigos.

    Ele tomou grandes despojos e trouxe muitos prisioneiros. Em seu triunfo e na abundância do que conquistou, agora distribui generosamente dádivas ao povo de seu reino, para que todos possam desfrutar dos benefícios de seu grande triunfo — a paz.

    Esse é o quadro do Salmo 68. Creio que há pouca dúvida de que o contexto histórico desse salmo é a conquista de Sião por Davi.

    Vocês se lembram da história? Sião estava nas mãos dos jebuseus. Eles disseram, em outras palavras: “Os cegos e os coxos podem impedir sua entrada”. Pensavam assim porque a consideravam uma fortaleza inexpugnável, que não precisava de mais nada para ser defendida.

    Davi lançou seu desafio quanto à tomada da fortaleza, inspirou seus homens para aquela grande tarefa, e eles iniciaram o ataque. Escalaram a altura, derrotaram o inimigo, subjugaram todas as forças de oposição e tomaram grandes despojos.

    Davi deu continuidade a isso e tomou posse de todas aquelas conquistas. Embora o relato não o diga explicitamente, de acordo com a prática da época, ele teria distribuído seus ganhos entre o povo, para que todos soubessem que grande líder, conquistador e rei ele era.

    Esse é o quadro por trás do Salmo 68. É um salmo maravilhoso; vocês podem lê-lo novamente.

    Mas não é notável e impressionante que o apóstolo retire daquele grandioso salmo estas palavras e transfira toda a ideia para o Senhor Jesus?

    Subindo Ele ao alto.

    Efésios 4:8.

    Vocês precisam acrescentar aqui a palavra da Carta aos Hebreus, em Hebreus 12:22:

    Mas chegastes ao monte Sião.

    Sião, vejam, é o grande lugar da conquista, onde o Rei habita. Chegamos a Sião, à Jerusalém celestial.

    Subindo Ele ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.

    Efésios 4:8. Por que Ele deu? O que aconteceu?

    Ele deu para que a plenitude de Sua conquista — Sua poderosa e triunfante campanha sobre este universo — se tornasse a herança e o benefício de todo o Seu povo.

    Mas, para que isso aconteça, há aqueles que distribuem os benefícios e as riquezas. Os distribuidores são mencionados aqui: uns apóstolos, outros profetas, outros evangelistas, outros pastores e mestres.

    A recuperação de Davi em Ziclague

    O objetivo é que desfrutemos dos benefícios de Sua vitória. Há outra ilustração — talvez não tão perfeita nem tão completa — na vida desse mesmo homem, Davi.

    Durante o período em que Davi foi expulso, perseguido no deserto e se refugiou entre os filisteus, recebeu uma cidade como sua propriedade e moradia: a cidade de Ziclague.

    Certo dia, enquanto ele e seus homens haviam saído para uma de suas incursões, os amalequitas atacaram Ziclague, incendiaram a cidade, levaram tudo o que havia nela, levaram as mulheres de Davi, levaram o povo e seguiram adiante.

    Davi e seus homens voltaram e encontraram aquela situação. Ficaram profundamente angustiados. Choraram até não terem mais forças para chorar. Davi estava em grande aflição, pois falavam em apedrejá-lo; mas ele se fortaleceu no Senhor, seu Deus.

    Ele chamou o sacerdote para consultar o Senhor sobre se deveria perseguir os amalequitas. A resposta, em 1 Samuel 30:8, foi:

    Persegue-a, porque, decerto, a alcançarás e tudo libertarás.

    Davi saiu com seus homens em perseguição. Depois de uma longa campanha recente, duzentos de seus homens estavam exaustos demais para continuar. Então Davi os deixou com a bagagem e disse, em outras palavras: “Fiquem aqui e cuidem disto, e nós prosseguiremos com a tarefa”.

    Deixando-os ali, continuou. Vocês se lembram de que encontraram um egípcio quase morto, aparentemente mal conseguindo se manter consciente, doente, sem comer havia três dias e três noites?

    Generosamente lhe deram alimento, até que recuperou a consciência e se sentou. Então Davi lhe disse: “Quem é você? Quem é você?”

    Ele respondeu: “Sou egípcio, servo de um amalequita. Há três dias atacamos Ziclague, mas fiquei doente, e meu senhor me deixou para morrer”.

    Davi disse: “Você nos levará até os amalequitas? Você sabe onde estão e por onde foram. Você nos levará até lá?”

    Em 1 Samuel 30:15, ele respondeu:

    Jura-me por Deus que não me matarás, nem me entregarás na mão de meu senhor.

    Eles juraram, e assim ele os levou pelo caminho dos amalequitas.

    Eles os alcançaram. A palavra se cumpriu. Lançaram seu ataque, e todos os amalequitas, exceto duzentos, foram mortos; aqueles duzentos escaparam em camelos.

    Mas o relato diz que Davi recuperou tudo. Recuperou tudo. E parece que recuperou muito mais do que havia perdido. Sempre há mais no fim do que no começo quando você está caminhando com o Senhor.

    Mas isso é apenas uma observação à parte. Parece que ele recuperou muito mais do que havia perdido.

    Na volta, Davi chegou aos homens que havia deixado com a bagagem. Alguns dos homens disseram: “Não, de maneira nenhuma. Eles não foram à batalha; por que deveriam participar dos despojos?”

    Davi disse: “De modo nenhum”. Em 1 Samuel 30:24, lemos:

    Qual é a parte dos que desceram à peleja, tal também será a parte dos que ficaram com a bagagem.

    E ele estabeleceu isso como ordenança permanente em Israel. Assim, eles receberam sua parte.

    Então ele voltou. Observem o que fez imediatamente: começou a distribuir os despojos por toda parte. Enviou-os a Judá; enviou-os a muitas pessoas. Vejam o relato.

    Em todas as direções, ele distribuía as dádivas de sua vitória. Considerem isso pelo outro lado: todas as pessoas dentro do círculo de relacionamentos e comunhão de Davi passaram a desfrutar dos benefícios de sua vitória.

    Ele havia levado cativo o seu cativeiro, trazido tudo de volta e agora dava dádivas aos homens. É outra ilustração que se encaixa perfeitamente aqui com o Salmo 68.

    A distribuição dos benefícios da vitória de Cristo

    O apóstolo está nos dizendo que o Senhor Jesus travou uma guerra. Ele saiu em uma tremenda campanha contra principados e potestades, contra toda a vasta extensão do mal.

    Provavelmente falaremos mais sobre isso nesta noite, mas esta é a situação: Ele derrotou o inimigo, tomou os despojos e os trouxe de volta.

    Agora Ele está dizendo: “Todo o Meu povo deve desfrutar dos benefícios disso. Todos devem receber da Minha plenitude. Todos devem participar da bênção da plenitude que está em Mim por meio desta conquista”.

    “Minha plenitude deve ser vista em todo o Meu povo, até a medida da estatura da plenitude de Cristo.” Esse é o objetivo.

    Então, para esse fim, há esses diversos ministérios que Ele concede. Ele os concedeu ao dar Seus dons.

    Em Efésios, esses dons são pessoas. Em Romanos, como vocês sabem, trata-se de profecia e serviço — a coisa em si, a função. Mas aqui são as pessoas que exercem a função: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

    O caráter universal do ministério apostólico

    Não nos cabe nesta tarde dedicar muito tempo a essas diversas funções, porque isso exigiria bastante tempo. Basta observar que o apóstolo — ou o Espírito Santo por meio do apóstolo — começa com o apostolado.

    Isso é muito significativo. Quando vocês estão nesta parte específica da Bíblia, no que se chama Carta aos Efésios, estão tratando de algo muito maior do que uma questão local.

    Vocês começam da perspectiva do universo. Podem avançar para dentro e terminar em algum centro, mas começam da perspectiva do universo. O apóstolo exerce a função universal.

    Lembrem-se: Ele os enviou. Chamou-os de apóstolos — enviados. Em Marcos 16:15, Ele disse:

    Ide por todo o mundo.

    Todo o mundo. Essa é a função universal.

    Isso não é local. É toda a extensão do reino de Cristo. O apostolado está relacionado a isso.

    Meu ponto, neste momento, é que Deus começa com o universal. Quando chegarmos ao local, o local deverá incorporar tudo o que é universal e expressar tudo o que é universal.

    Se o reduzirmos a um nível inferior, se assumir uma abrangência menor, se se tornar algo menos que isso, terá perdido o pensamento divino. Vocês descobrirão que ele perderá seu poder, e sua unção será limitada.

    Sua abrangência deve ser vasta. Começa com o universal: Ele deu uns para apóstolos.

    Na outra passagem em que se refere a esses dons, em 1 Coríntios 12:28, ele diz:

    Primeiramente, apóstolos.

    Primeiramente — primeiramente. Isto é, vocês e eu, como membros da igreja, e todos os que pertencem a essa igreja, precisamos, antes de tudo, ter nossa perspectiva ampliada e ser inspirados por uma visão e uma motivação universais.

    Precisamos ser tomados pela universalidade de Jesus Cristo em todo este mundo. Esse deve ser o alcance de nossa visão e de nosso propósito — nada menos do que isso, nada menos do que isso.

    Precisamos nos apoderar disso para sermos inteiramente libertos de todas as tendências que nos atraem para algo menor do que Cristo. Cristo é tão grande que há de encher todas as coisas.

    O limite mais distante, e tudo o que existe dentro desse limite, deve ser cheio Dele. Para começar, não podemos ter visão, motivação e inspiração menores do que essas.

    As funções profética e evangelística

    Depois, outros para profetas. Isso exigiria algum tempo para explicar. Certamente, no Novo Testamento ainda havia um dom profético. Mas, considerando o dom profético em seu sentido amplo, ele diz respeito àqueles que são ungidos para interpretar os pensamentos de Deus ao Seu povo.

    Eles apresentam à Sua igreja, e mantêm diante dela, toda a plenitude dos pensamentos Dele a respeito da própria igreja e de sua vocação.

    O profeta sempre cumpriu essa função de chamar o povo de volta, caso tivesse se desviado, e de manter fielmente diante dele o que Deus tinha em vista ao chamá-lo e qual era o propósito de Deus ao escolhê-lo.

    Esse verdadeiro ministério e essa vocação consistem em interpretar isso da parte de Deus, sob a unção do Espírito, por revelação de Deus. É muito importante.

    Essas são as pessoas a quem o Senhor mostrou algo de Seu pensamento e de Seu propósito. Não chegaram a isso pelo estudo nem por receberem informações; isso lhes veio pelo Espírito Santo.

    Elas não conseguem se afastar disso. Não conseguem se afastar dessa função. Você as encontra e as ouve, e percebe, como costumamos dizer, que estão sempre na mesma linha.

    Tudo bem, desde que não seja a única linha. Mas aí está: o profeta existe precisamente para isso — manter os pensamentos de Deus, em sua plenitude, sempre vivos diante do povo de Deus.

    Depois, outros para evangelistas. Os evangelistas eram, sem dúvida, os mensageiros itinerantes do evangelho, indo aqui, ali e por toda parte.

    Mas, novamente, trata-se de uma distinção soberana. Essa dispensação não passa.

    Não devemos dizer: “Esses dons eram adequados para o que chamamos de tempos apostólicos, os tempos do Novo Testamento, mas não para agora”. Se assumirmos essa posição, estaremos abrindo mão de algo muito vital.

    Esses dons, esses dons que são pessoas, ainda devem estar presentes na igreja universal — dons soberanos do Senhor ressurreto —, para serem reconhecidos, aceitos, legitimados e honrados.

    Há homens, vocês sabem, que simplesmente não conseguem falar ou pregar sem se dirigir diretamente aos não salvos. Vão diretamente aos não salvos.

    Talvez não sejam muito destacados, talvez não sejam muito profundos; mas, se passam a tratar de outra coisa, perdem a expressão de seu dom. O Senhor está com eles ali. Não há dúvida disso. O Senhor está com eles nessa linha.

    Eles são dados à igreja nessa capacidade. Apenas prejudicam seu próprio ministério se tentam ser outra coisa. Cabe a nós reconhecer sua função e participar dela.

    Pastores e mestres como cuidadores e instrutores

    Pastores e mestres. Gosto dessa combinação. São, na verdade, cuidadores do rebanho e instrutores na mesma pessoa.

    Você pode ser um pastor, correndo de um lado para outro e se ocupando das pessoas o tempo todo, tentando deixá-las confortáveis, felizes, satisfeitas consigo mesmas e bem acomodadas, fazendo todo esse tipo de coisa. Pastor, sim — mas pastor e instrutor.

    Pastor e mestre na mesma pessoa. Aqueles que você acolhe, de quem cuida e a quem procura ajudar não devem simplesmente ser deixados em sua própria estreiteza, satisfeitos consigo mesmos. Você pode ter lhes dito coisas agradáveis e úteis, mas eles precisam chegar ao entendimento por meio do pastor e mestre.

    Graças a Deus por pastores e mestres combinados. Podemos causar um desequilíbrio; ou, dizendo de outra maneira, as pessoas podem ficar com a cabeça cheia e sem sustentação, se houver apenas ensino, sem cuidado afetuoso.

    As duas coisas devem trabalhar juntas. Tem de ser assim.

    O critério de avaliação do ministério

    Mas, depois de termos dito tudo isso, qual é o grande objetivo? Qual é o critério para avaliar o ministério, a unção, a função? Qual é?

    Ele se encontra nisto, em Efésios 4:13:

    Até que todos cheguemos.

    “Até que todos cheguemos.” Por fim, à plenitude de Cristo.

    Todo ministério dado por Deus tem apenas o propósito de nos conduzir à maturidade e, por fim, à plenitude de Cristo. Está fazendo isso?

    O ponto a que chegamos é muito prático para todos nós. Não se trata apenas de ouvir e escutar o que nos é dito, o que nos é trazido por esses diversos meios.

    Não se trata apenas de receber tudo o que eles têm a dizer. O critério para nós, a quem os ministérios chegam por diversos instrumentos, é este: temos certeza de que isso está resultando em uma crescente semelhança com Cristo?

    Isso exigirá uma atitude e uma ação. O Senhor falou hoje. O Senhor disse algo hoje. Estou ouvindo atentamente este irmão, este servo do Senhor, para perceber o que o Senhor tem a dizer.

    Estou ouvindo para saber o que o Senhor tem a dizer, porque, ao ouvir, estou assumindo uma grande responsabilidade. O que o Senhor disse?

    Então, se posso discernir no Espírito algo que o Senhor me disse, preciso imediatamente transformar isso em vida, em caráter, em conduta, em serviço.

    Fico pensando quantos, depois de uma mensagem, se colocam diante do Senhor e dizem: “Agora, Senhor, não basta que eu ouça isso. Isso pode acabar servindo apenas para minha condenação”.

    Como Ele disse em João 12:48:

    A palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.

    Isso pode servir apenas para minha condenação. Não há garantia de que ouvir muita verdade divina fará minha medida espiritual aumentar automaticamente.

    Preciso fazer algo a respeito. Preciso levar isso ao Senhor e fazer algo a respeito.

    Por mais que seja possível transmitir volumes e mais volumes ao longo dos anos, a medida espiritual pode continuar muito pequena. Digo isso com relutância, mas é possível.

    O ponto é este: todos esses dons são dados, como lemos em Efésios 4:12-13:

    Para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo:
    Até que todos cheguemos […] à medida da estatura da plenitude de Cristo.

    O chamado de cada membro para exercer sua função

    Esse é o serviço essencial. Vocês não são chamados para um cargo; são chamados para exercer uma função.

    Há pessoas que ficam prontas para começar a fazer alguma coisa se vocês apenas lhes vestirem um uniforme, colocarem nelas um distintivo ou lhes derem algum título — missionário, reverendo ou algo assim. Ah, então elas se põem a trabalhar.

    Mas não, não é disso que se trata aqui. O Espírito Santo, por meio desse apóstolo, está falando à igreja:

    Até que todos cheguemos.

    Efésios 4:13. “Até que todos, até que todos, até que todos.”

    Ele está dizendo que cada um desses “todos” deve crescer na medida de Cristo por meio dos ministérios concedidos e, por meio desse crescimento, ter algo a contribuir.

    Assim, será possível que pessoas necessitadas de luz, vida e ajuda digam: “Fulano tem alguma coisa. Ele tem alguma coisa. Ela tem alguma coisa. Aquelas pessoas realmente têm alguma coisa”.

    Pode não ser algo espetacular, mas é algo. Elas fazem diferença por causa daquilo que têm. Tem de ser assim, queridos amigos. Esse é o serviço essencial.

    A libertação ilustrada em Ester

    Voltando a Ester, mencionamos como tudo terminou. Por ela ter entrado, mediante grande e maravilhosa graça — graça abundante —, nas riquezas, na abundância e na glória de sua relação matrimonial com o rei, uma nação inteira recebeu o benefício e foi salva da morte para a vida.

    Purim foi instituído, e eles tiveram um dia feliz. Celebraram a festa e tiveram um dia feliz. Ah, o povo do Senhor precisa de um dia feliz. Espero que estejamos tendo um dia feliz hoje.

    Mas certamente temos isso no coração para todo o povo do Senhor: um dia feliz nesse sentido — liberdade, livramento, escape dos planos do inimigo, dos conselhos do inferno e das sentenças de morte.

    O escape e o acesso a todos os benefícios que Ester recebeu — é isso que realmente estamos buscando.

    Talvez estejamos aqui hoje com alguma percepção não apenas de que isso é necessário, mas de que é realmente o que o Senhor deseja. Espero de todo o coração que, enquanto estamos aqui hoje falando uns com os outros, o coração de vocês possa dizer: “Agora, é disso que a igreja precisa. É isso. Eu gostaria que fosse assim”.

    Espero que seja assim em alguma medida. Queridos amigos, tenham esse desejo e esse anseio em seu coração com força suficiente — com força suficiente — para que, sempre que houver uma mensagem por meio de um mensageiro do Senhor, um mensageiro ungido do Senhor, em qualquer capacidade ou função em que exerça seu ministério, vocês ouçam.

    Ouçam o que o Senhor está dizendo hoje. O que vem do Senhor desta vez? E façam algo a respeito. Vocês podem fazer algo a respeito.

    Esse tipo de atitude produzirá medida espiritual, crescimento espiritual, e nos levará adiante — adiante, pelo menos em nós mesmos — em direção ao objetivo final de tudo: à medida da estatura da plenitude de Cristo.

    O chamado da igreja para administrar os recursos de Cristo

    Que o Senhor nos desperte e coloque em nós o peso desse grande senso de vocação. Somos chamados ao trono. Somos chamados à união matrimonial com o Rei. Somos chamados para administrar Seus recursos em favor de Seu reino e de Seu povo.

    Somos chamados agora para ser ministros de Cristo — sim, ministros de Cristo —, talvez em um sentido muito mais real e maravilhoso do que aquele que tantas vezes se atribui à palavra “ministro”.

    Pode-se usar o nome, pode-se usar a palavra, mas as pessoas nem sempre sabem o que ela significa. Somos chamados para ser uma igreja que ministra em cada uma de suas partes.

    Agora, vão e se coloquem diante do Senhor a respeito disso. Digam: “Bem, sei que não sou grande coisa. Não tenho tanta luz. Não sei muito. Não tenho muita capacidade”.

    Mas aqui estamos: o Senhor disse isso. Preciso fazer algo a respeito. Por menor que eu seja, por insignificante que eu seja, por desprezível que eu seja, por sem valor que eu seja, o Senhor me disse isto: sou parte de Seu corpo, e Seu corpo é chamado para ser um corpo que ministra em cada uma de suas partes.

    Estou no corpo e, como diz Efésios 4:16:

    Pelo auxílio de todas as juntas.

    Preciso participar desse suprimento às outras partes do corpo.

    Que o Senhor nos ajude a realmente acolher isso. Dessa maneira, vocês encontrarão libertação de tantas coisas — tantas coisas.

    Grande parte de nossos problemas, queridos amigos, de nossas dificuldades, confusão e assim por diante, deve-se ao fato de nos voltarmos para dentro, em uma introspecção coletiva, ocupados conosco mesmos como grupo e com nossos problemas.

    Ah, isso é uma tragédia. Talvez falemos mais sobre isso daqui a pouco. Mas que o Senhor nos dê a grande visão Dele mesmo e de nosso chamado, e nos abençoe com os benefícios daquilo que Ele distribui.

    A provisão do Espírito Santo para a atuação dos membros

    Se eu acrescentasse uma palavra, diria assim: vocês sabem que, no princípio, nos tempos do Novo Testamento, quando as pessoas realmente vinham ao Senhor e eram salvas, os apóstolos impunham as mãos sobre elas e oravam por elas.

    Eles faziam isso. E, se vocês examinarem o assunto, descobrirão que era para isto: para que, pelo Espírito Santo, elas se tornassem membros atuantes do corpo de Cristo.

    O Espírito Santo distribui dons para o exercício de funções, capacitando os crentes a serem membros atuantes. O Espírito Santo não reconhece nem aceita meros passageiros na igreja de Deus.

    Cada um deve ser um membro atuante pelo Espírito Santo, que nos foi dado.

    Embora essa seja uma afirmação desafiadora e possa nos preocupar um pouco, lembrem-se de que ela pretende nos mostrar isto: o Senhor fez provisão para aquilo que Ele exige. Ele realmente fez.

    Sabemos, de fato, que o Espírito Santo nos ajuda de determinadas maneiras. “É dessa maneira que o Senhor está com você. É dessa maneira que o Espírito o ajuda. É aqui que percebo o Senhor me ajudando.”

    Sim, Ele distribuiu segundo Sua vontade. Cabe a cada um de nós, mediante um empenho real, descobrir o que devemos fazer e com que devemos contribuir no corpo de Cristo.

    Não tentem fazer o que outra pessoa está fazendo. Recebam isso do Senhor, e vocês o encontrarão. Por enquanto, precisamos encerrar aqui.