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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Revelation #1: Given To John The Baptist © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Revelation #1: Given To John The Baptist
    Revelation #1: Given To John The Baptist
    Kaung, Stephen

    A Revelação e o Conhecimento de Deus

    Podemos fazer uma oração?

    Pai celestial, ao nos reunirmos aqui em nome do Teu Filho amado, nós Te louvamos e Te agradecemos, sabendo que Tu estás aqui conosco.

    Nossa oração, Senhor, é que removas qualquer véu que possa estar sobre o nosso coração. Queremos ver-Te.

    Entregamos este tempo em Tuas mãos, confiando em Tua soberana misericórdia, sabendo que é da Tua vontade revelar Teu Filho em nós. Por isso, somos gratos.

    Que Tu sejas exaltado e glorificado. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A Necessidade da Revelação

    Deus é o maior mistério do universo. Ninguém pode conhecê-Lo, a não ser por revelação.

    Nosso Senhor Jesus disse em Lucas 10:22:

    Todas as coisas Me foram entregues por Meu Pai; e ninguém sabe Quem é o Filho, senão o Pai; nem Quem é o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho O quiser revelar.

    Portanto, irmãos e irmãs, Deus não pode ser conhecido de outra maneira, senão por revelação. Esse é um princípio básico que precisamos aceitar.

    Tudo o que sabemos de Deus, tudo o que pensamos possuir, tudo o que diz respeito a Deus, tudo o que é espiritual — tudo isso precisa vir por revelação.

    Precisamos avaliar aquilo que pensamos ter, ou aquilo que pensamos saber, por este único critério: isso nos veio por revelação ou de alguma outra maneira?

    Se aquilo que sabemos e temos não vem de uma revelação do alto, nem precisa ser revelado, então, irmãos e irmãs, está muito claro que aquilo que sabemos e temos não é de Deus. Não é real. É um substituto. É um engano.

    Eu me pergunto: se usarmos esse critério para avaliar a nós mesmos, quanto da nossa vida espiritual é real? Quanto é apenas um substituto?

    Ao examinarmos a nós mesmos, talvez descubramos que, ao longo dos anos, acumulamos muitas informações sobre Deus, sobre nosso Senhor Jesus e sobre as coisas espirituais. Reunimos essas coisas ouvindo mensagens ou lendo livro após livro.

    Reunimos muita coisa, queridos irmãos e irmãs. Mas, se avaliarmos o que reunimos por esse princípio da revelação, quanto restará?

    Provavelmente, o que temos é mais religião, mais cristianismo, mais tradição, mais letra do que Espírito. Por causa disso, descobrimos que não conseguimos passar pela prova.

    Podemos ter uma aparência de piedade, mas sem o seu poder.

    Tudo o que há em nossa vida, em nossa vida cristã, que não vem de revelação ou não precisa de revelação — queridos irmãos e irmãs, preciso dizer a mim mesmo e a vocês: estamos vivendo em um mundo irreal de religião.

    O Significado da Revelação

    O que é revelação? Quando falamos de revelação, não nos referimos à revelação original, isto é, àquilo que Deus revelou originalmente ao Seu povo.

    Cremos que tudo o que Deus deseja revelar ao Seu povo já foi revelado e está registrado na Palavra de Deus. Não pode haver mais nenhuma revelação original.

    Em Deuteronômio 29:29, está escrito:

    As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus; porém as reveladas pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.

    Cremos, de fato, que há muitas coisas ocultas de Deus que nunca conheceremos. Mas, graças a Deus, Ele Se revelou a nós — revelou aquilo que deseja que conheçamos e guardemos.

    Não cremos que seja possível ter uma nova revelação fora da Palavra de Deus. Qualquer pessoa que afirme ter uma nova revelação à parte da Palavra escrita de Deus é um herege. Isso é um erro.

    Mas, irmãos e irmãs, mesmo assim, cremos que, embora Deus já nos tenha revelado o que deseja revelar e tudo esteja registrado na Palavra de Deus — a fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos —, ainda precisamos de revelação.

    Por revelação, queremos dizer simplesmente que o Espírito Santo tocará de maneira nova a Palavra escrita e falará ao nosso espírito renovado.

    Em outras palavras, Deus falou uma vez, mas falará uma segunda vez. Em Salmos 62:11, está escrito:

    Uma vez falou Deus;
    Duas vezes ouvi isto:
    Que o poder pertence a Deus.

    Queridos irmãos e irmãs, Deus falou uma vez pelo Seu Espírito, e isso está registrado na Palavra de Deus. Agora, precisamos que Deus fale novamente a cada um de nós, individualmente, pessoalmente e intimamente.

    Dito de outra maneira, a Palavra de Deus precisa ser vivificada em nosso espírito. A Palavra de Deus é logos, a verdade. Agora, a verdade precisa ser vivificada como rhema. Deus está falando de maneira nova — é a mesma Palavra, mas Ele fala a você individualmente e diretamente em seu espírito.

    Portanto, irmãos e irmãs, se temos algum conhecimento de Deus, se há alguma coisa que é espiritual, isso precisa vir por revelação.

    A letra mata; mas o Espírito vivifica.

    A Tradição e a Realidade Viva

    Sabem, irmãos e irmãs, é como se hoje estivéssemos na época da igreja de Laodiceia.

    Ali encontramos os santos da igreja de Laodiceia, no final do primeiro século. Ouçam o que eles dizem:

    Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta.

    Em certo sentido, isso é verdade, porque a igreja de Laodiceia, espiritualmente falando, é a igreja de Filadélfia plenamente desenvolvida. Como era rica a igreja de Filadélfia! Há vida, há verdade, há revelação, há a presença de Deus e há a bênção de Deus — cheia de riquezas espirituais.

    Mas, quando essas riquezas, que vieram de uma experiência direta com o Senhor, são transmitidas à segunda ou à terceira geração, vocês os ouvem dizer: “Bem, somos ricos. Herdamos tanta coisa. Não nos falta nada”.

    Mas o Senhor disse:

    Tu és o desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.

    Em outras palavras, o que eles têm é tradição. Vivem no passado glorioso; não vivem no presente vivo. Não há aquele relacionamento íntimo com o Senhor.

    Recebem tudo com a mente, mas seu coração está frio. Seu coração está morto. Têm uma rica tradição, mas ela não é uma realidade viva.

    Irmãos e irmãs, será que a nossa própria situação espiritual é semelhante à da igreja de Laodiceia?

    A Lição de Malaquias

    Quando lemos Malaquias, o último livro do Antigo Testamento, vemos que aquelas pessoas haviam retornado do cativeiro babilônico.

    Elas voltaram por um único motivo: reconstruir a casa de Deus, para que Deus tivesse Seu nome sobre esta terra. Estavam dispostas a abandonar tudo, enfrentar todos os perigos e ir para um lugar em ruínas por um único motivo — reconstruir a casa de Deus. Foi por isso que voltaram.

    Depois que voltaram, de fato reconstruíram o templo. Restauraram o sacerdócio. Os sacrifícios e todo o culto estavam sendo realizados.

    Mas, ao ler Malaquias, vocês descobrem que Deus tem uma contenda com esse povo. Eles tinham uma aparência exterior tão piedosa, tão devota, mas vemos um debate constante entre Deus e esse povo.

    Pensaríamos que as pessoas que permaneceram no cativeiro babilônico é que teriam uma contenda com Deus. Mas essas pessoas haviam voltado por causa de Deus e viviam para Deus. Muita coisa havia sido restaurada e, ainda assim, vemos que discutiam com Deus em todos os pontos.

    Não concordavam com o que Deus dizia. Deus disse:

    Eu vos tenho amado.

    Mas eles disseram:

    Em que nos tens amado?

    Deus disse:

    Onde está a Minha honra? Onde está o Meu temor?
    Se Eu sou Pai, onde está a Minha honra?
    E, se Eu sou Senhor, onde está o Meu temor?

    E eles disseram: “Em que não Te honramos? Em que não Te tememos?”

    Eles ofereciam sacrifícios, mas davam a Deus os animais inferiores, os cegos e os aleijados, e guardavam o melhor para si mesmos. Ele disse:

    A mesa do Senhor é desprezível.

    Eles adoravam, mas adoravam de longe. Não tinham o espírito da verdadeira adoração.

    Viviam de maneira contrária a Deus e, ainda assim, discutiam com Deus. Deus os chamou a voltar, e eles disseram:

    Em que havemos de tornar?

    “Já estamos aqui. Nunca nos afastamos.”

    Roubavam a Deus e, ainda assim, diziam: “Não fizemos isso”. Suas palavras eram duras contra Deus.

    Por quê? Por causa disso, depois da última voz de Malaquias, Deus ficou em silêncio por quatrocentos anos. Posso dizer que Deus foi silenciado pelo Seu povo?

    Viviam de tradição — talvez da melhor tradição —, mas não havia revelação. Tudo era exterior. Sim, era irreal; era um engano.

    Irmãos e irmãs, estamos chegando ao fim desta era. Aquelas pessoas, na época de Malaquias, estavam chegando ao fim da dispensação da lei. Nós estamos chegando ao fim da dispensação da graça.

    Será que estamos na mesma situação? Vivemos de tradição e do passado. Não há revelação, não há vida, não há Espírito, não há poder.

    O Desejo Divino de Se Revelar

    Não há revelação. Será porque Deus deseja Se esconder? Será porque Deus não deseja Se revelar a nós? Sabemos que não.

    Deus Se revelou a Moisés e disse:

    EU SOU O QUE SOU.

    Ele é Aquele que existe para sempre. Ele é Aquele que Se revela.

    Em Gênesis 16, quando Agar fugiu de sua senhora, Deus a encontrou junto a um poço no deserto. Deus Se revelou a ela, e por isso ela disse:

    Tu és Deus que vê.

    O apóstolo Paulo, em Gálatas 1, diz que aprouve a Deus revelar Seu Filho nele.

    Se você tem um filho, gostaria de apresentá-lo a todos. Ele é seu orgulho; é seu prazer. Ora, Deus tem Seu Filho unigênito, e é do Seu agrado revelar Seu Filho. E Ele O revela.

    Por que parece que hoje não temos muita revelação? Não parece haver muita vivificação no espírito. Ao lermos a Palavra de Deus, Deus não fala pessoalmente conosco pelo Seu Espírito em nossa vida diária. É como se os céus estivessem fechados. Não há comunicação, não há um relacionamento vivo. Por quê?

    Será porque estamos cheios demais? Somos ricos demais. Somos tão ricos no conhecimento que acumulamos. Pensamos que somos espirituais. Temos orgulho das nossas realizações. Temos tanta tradição — boa tradição, enquanto tradição —, e tudo isso porque pensamos que já possuímos alguma coisa.

    Essa é a razão pela qual a revelação é tão rara e a visão tão pouco frequente.

    Vocês se lembram de que nosso Senhor Jesus disse, em Mateus 11, que aprouve ao Pai esconder essas coisas dos sábios e entendidos e revelá-las aos pequeninos.

    Será porque somos sábios demais? Entendidos demais? Será essa a razão pela qual não temos uma revelação viva?

    Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.

    Quem é o maior no reino dos céus? Aqueles que são como criancinhas.

    Como precisamos nos humilhar diante do Senhor, reconhecendo quão pouco é real, quão pouco é verdadeiramente espiritual, quanto é apenas mental e quão pouco procede do coração.

    Se pudermos nos humilhar diante do Senhor, creio que Ele prontamente, rapidamente, Se revelará a nós.

    Bem-aventurados os limpos de coração; porque eles verão a Deus.

    Se nosso coração for puro para com Ele, se tudo o que queremos é Ele, então Ele Se mostrará a nós.

    Buscai, e encontrareis.

    Se O buscarmos, nós O encontraremos.

    As Maneiras pelas Quais a Revelação Vem

    Irmãos e irmãs, a revelação pode vir pela unção — isto é, pelo ensino da unção dentro de nós.

    Temos o Espírito Santo habitando em nosso espírito, e Ele falará em nosso espírito. Ele nos ensinará em todas as coisas. Ele tornará a Palavra de Deus viva, eficaz e poderosa em nossa vida.

    Ou ela pode vir pela disciplina exterior, a disciplina do Espírito Santo. Às vezes, o Espírito Santo ordena nossas circunstâncias de tal maneira que, por meio delas, Ele fala conosco. Ele torna Sua Palavra viva e poderosa para nós.

    Precisamos ser como Jó. Jó tinha uma tradição tão rica. Era íntegro, justo aos seus próprios olhos; não havia ninguém no mundo como ele, tão piedoso.

    E, no entanto, no fim, ele teve de dizer:

    Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi de Ti;
    Mas agora Te veem os meus olhos.
    Por isso, me abomino
    E me arrependo no pó e na cinza.

    Queridos irmãos e irmãs, isso acontece com vocês? Estamos hoje nessa situação? Podemos dizer: “Eu vejo”? Não apenas: “Eu ouço”, mas: “Eu vejo”.

    E, se eu vejo, vou me arrepender no pó e na cinza.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, sentimos profundamente que, por estarmos vivendo tão perto do fim, o Senhor está voltando. Não podemos mais viver em um mundo irreal.

    Se for apenas uma condição exterior, será queimada. Mas, se for revelação, permanecerá por toda a eternidade.

    Assim, o nosso encargo é que o Deus do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, nos dê o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele.

    O Programa de Estudo

    Se Deus quiser, teremos quatro sessões sobre este assunto da revelação. Gostaríamos de considerar juntos, primeiro, a revelação dada a João Batista; em segundo lugar, a revelação dada ao apóstolo Pedro; em terceiro lugar, a revelação dada ao apóstolo Paulo; e, por fim, a revelação dada ao apóstolo João.

    Cremos que todas essas coisas registradas na Palavra de Deus são para nosso encorajamento e admoestação. Em outras palavras, aquilo que Deus revelou a eles é para nós, para que possamos ver o que eles viram.

    Deus lhes deu essas revelações para nós hoje. Portanto, nesta noite, começaremos com a primeira. Por favor, abram no Evangelho segundo João, em João 1.

    A Revelação Dada a João Batista

    João 1:29:

    No dia seguinte, viu Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

    Este é Aquele de Quem eu disse: Após mim vem um Homem que passou adiante de mim; porque era antes de mim.

    João 1:31:

    E eu não O conhecia; mas, para que Ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando em água.

    E João testificou, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre Ele.

    João 1:33:

    E eu não O conhecia; mas Aquele que me mandou a batizar em água, Esse me disse: Sobre Aquele que vires descer o Espírito, e sobre Ele permanecer, Esse é O que batiza no Espírito Santo.

    E eu vi e tenho testificado que Este é o Filho de Deus.

    João 3:25:

    Houve, então, uma discussão entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação.

    E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, Aquele que estava contigo além do Jordão, do Qual tu deste testemunho, eis que Ele batiza, e todos vão ter com Ele.

    João respondeu e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu.

    Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante Dele.

    Aquele que tem a noiva é o Noivo; mas o amigo do Noivo, que Lhe assiste e O ouve, alegra-se muito com a voz do Noivo: assim, pois, já esse meu gozo está completo.

    É necessário que Ele cresça e que eu diminua.

    João como Precursor de Cristo

    Depois de um silêncio de quatrocentos anos — não porque o povo tivesse mudado, mas porque Deus é misericordioso, como se Ele não pudesse mais suportar aquele silêncio —, para Ele havia chegado a plenitude do tempo.

    Então, Ele enviou um mensageiro aos filhos de Israel: João Batista.

    Mesmo quando João ainda estava no ventre de sua mãe, foi cheio do Espírito Santo. Foi enviado por Deus como precursor do Messias, de Cristo.

    Deus o enviou para preparar o caminho do Senhor. Ele veio para manifestar Cristo ao mundo e, por essa razão, pregava o arrependimento e realizava o batismo com água.

    Muitos vinham até ele. Era uma voz da parte de Deus; era uma voz no deserto. Deus voltou a falar.

    As pessoas vinham até ele e começaram a se perguntar se ele era o Messias prometido. Elas o interrogaram, e ele disse franca e abertamente:

    Eu não sou o Cristo.

    “Bem”, disseram elas, “se você não é o Cristo, então deve ser o profeta. Deve ser Elias, que virá antes do Senhor.” Ele disse: “Não, eu não sou Elias”.

    Elas disseram: “Por que você realiza uma cerimônia tão radical? Ninguém deveria exigir o batismo. Isso é muito humilhante — passar por isso para ser ressuscitado. Por que algo tão radical, se você não é o Cristo, se não é Elias?”

    João Batista disse: “De fato, eu os batizo com água, mas há Um entre vocês. Ele virá depois de mim, mas está adiante de mim, porque existia antes de mim. Nem sequer sou digno de desatar a correia de Suas sandálias. Ele está aqui, e vocês não O conhecem. Eu vim para manifestá-Lo, para preparar Seu caminho. Eu sou aquela voz no deserto”.

    O Batismo de Jesus e os Céus Abertos

    Então, Jesus veio e foi batizado por João.

    Do ponto de vista natural, João deveria conhecer Jesus. Eles eram primos. João havia nascido seis meses antes. Embora tivesse crescido no deserto, certamente tinha ouvido falar de seu maravilhoso primo.

    Do ponto de vista moral, ele estava impressionado com Cristo Jesus. Quando Jesus veio para ser batizado por ele, de alguma maneira João percebeu que esse Jesus, seu primo, era tão santo. “Como Ele poderia vir para ser batizado por mim? Eu é que preciso ser batizado por Ele.”

    Por isso, não ousou batizar Jesus, até que Jesus disse:

    Assim nos convém cumprir toda a justiça.

    Do ponto de vista moral, ele via a santidade de Jesus. Mas disse:

    Eu não O conhecia.

    Em João 1, está escrito: “No dia seguinte”. Na verdade, na sequência dos acontecimentos, nosso Senhor Jesus já havia sido batizado por João. Nosso Senhor Jesus havia estado no deserto por quarenta dias e quarenta noites, sendo tentado, e havia vencido.

    Então, Ele voltou. Depois que voltou, no dia seguinte, era como se Jesus estivesse passando por onde João estava. Ele saiu do deserto, veio até João, e João disse:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

    “Eu não O conhecia antes, mas agora conheço. Por quê? Porque, quando O batizei, Deus me disse: ‘Aquele sobre Quem o Espírito Santo descer e permanecer, essa Pessoa é o Filho de Deus, o Messias’.”

    Quando Jesus foi batizado, os céus se abriram.

    Irmãos e irmãs, o céu estava fechado para a humanidade por causa do pecado. Mas agora o céu se abriu. Por quê? Porque aqui está um Homem que veio do céu. Embora esteja na terra, Ele ainda está no céu.

    Ele nunca deixou o céu. O céu é Seu lar, Sua morada. Não há separação entre Ele e o céu. Enquanto está na terra, Ele está no céu. Ele leva o céu Consigo; essa é Sua morada.

    E o Espírito Santo veio sobre Ele. Ele e o Espírito Santo são um; Eles nunca estiveram separados. O Pai Lhe deu o Espírito Santo sem medida.

    Nos tempos do Antigo Testamento, o Espírito Santo vinha sobre as pessoas e as capacitava a fazer coisas que não poderiam fazer. Mas nunca, nunca o Espírito Santo havia descido e permanecido, fazendo Sua morada em uma pessoa. Nunca.

    Porque o Espírito Santo só pode repousar em terreno santo.

    Vocês se lembram da história de Noé depois do dilúvio. Quando as águas começaram a baixar, Noé abriu a janela e soltou uma pomba. Mas a pomba não encontrou onde repousar e voltou. Somente quando todas as águas haviam secado sobre a nova terra é que a pomba não voltou.

    Queridos irmãos e irmãs, o Espírito Santo pode vir sobre uma pessoa, capacitá-la e usá-la. O Espírito Santo pode até vir sobre uma jumenta e fazê-la falar. Mas Ele não pode habitar; não pode fazer Sua morada; não pode repousar em nada que não seja perfeitamente santo.

    Pela primeira vez, o Espírito Santo encontrou um lugar de repouso em Jesus.

    O silêncio de Deus foi rompido, e veio a voz:

    Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo.

    Irmãos e irmãs, quando isso aconteceu, João viu. Apenas duas pessoas — Jesus e João. Todos os demais não viram nada.

    Essa revelação foi dada a João. João veio para preparar o caminho do Senhor. Ele dizia às pessoas que Alguém estava vindo, mas não sabia Quem era esse Alguém. Somente naquele momento seus olhos foram abertos: “Este é Ele”. E ele testemunhou:

    Este é o Filho de Deus.

    O Filho de Deus

    Irmãos e irmãs, vocês conseguem olhar para qualquer homem e dizer: “Ele é o Filho de Deus”? Especialmente, conseguem olhar para seus parentes e dizer: “Bem, ele é o Filho de Deus”? Nunca.

    Quanto mais vocês conhecem uma pessoa, mais percebem como ela é diferente de Deus. Até João, em certo sentido, via a santidade de seu primo. Mas dizer: “Bem, meu primo, Ele é o Filho de Deus” — não, ele não poderia dizer isso.

    Não é a carne e o sangue que podem lhes dizer isso. É o Pai que lhes revela.

    Portanto, irmãos e irmãs, aqui encontramos João Batista. Ele veio para preparar o caminho do Senhor, mas não conhecia o Senhor. Agora ele sabe: Este não é apenas um Homem santo. Este é o Filho de Deus. O Filho de Deus veio a este mundo.

    O que é a revelação de Jesus como o Filho de Deus?

    É ver que Ele é um com o Pai, um com o Espírito. Ele é ninguém menos que o próprio Deus.

    Vê-Lo como o Filho de Deus é ver o propósito de Deus. O propósito de Deus está centrado em Seu Filho.

    Ele deu todas as coisas ao Seu Filho. Seu Filho é o herdeiro de todas as coisas. Seu desejo é que Seu Filho tenha o primeiro lugar em todas as coisas — a preeminência de Cristo Jesus.

    Oh, o prazer, o deleite do Pai, está em Seu Filho. Ver o Filho é ver Aquele que está no seio do Pai e que nos revela Deus.

    Ninguém jamais viu Deus, mas o Senhor Jesus disse a Filipe:

    Estou há tanto tempo convosco, e não Me tens conhecido, Filipe?
    Quem Me vê a Mim vê o Pai.

    Irmãos e irmãs, nosso conhecimento de Deus vem por meio do Filho. A glória de Deus está na face de Jesus Cristo. É no Filho que vemos o Pai. É conhecendo o Filho que conhecemos o Pai.

    Conhecemos o amor do Pai.

    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.

    Deus manifestou Seu amor por nós enviando Seu Filho a este mundo, para que pudéssemos viver por meio Dele. Queridos irmãos e irmãs, vemos o amor do Pai. A vinda do Filho é a vinda do Pai.

    Essa revelação nos leva de volta à eternidade passada. Desde a eternidade, Ele é Deus, um com Deus, o Filho de Deus, o amado do Pai, o deleite do Pai, o propósito do Pai — o Verbo, a expressão, a manifestação, a revelação do Pai.

    Isso é revelação. Temos essa revelação?

    O Cordeiro de Deus

    Esse Filho de Deus é o Cordeiro de Deus.

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

    Incontáveis cordeiros haviam sido mortos. Sangue havia sido derramado. O pecado era apenas coberto, nunca removido. Aguardava-se o Cordeiro de Deus.

    Deus preparou um Cordeiro, e esse Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo. O Cordeiro de Deus é ninguém menos que o Filho de Deus.

    Irmãos e irmãs, por que uma única Pessoa morre na cruz para tirar o pecado do mundo? Por que somente Ele, uma única Pessoa, pode redimir todos nós?

    É porque essa única Pessoa que morreu em nosso lugar é o Filho de Deus. O valor do Filho de Deus é muito, muito, muito, muito maior do que o do mundo inteiro.

    Essa é a razão pela qual Ele, o Cordeiro de Deus, quando estava na cruz, levou sobre Seu próprio corpo todo o pecado do mundo e o removeu.

    Isso fala de Sua obra enquanto esteve na terra. Ele veio como o Cordeiro de Deus, e veio para ser crucificado, a fim de nos redimir.

    Aquele que Batiza no Espírito Santo

    Mas João Batista viu algo mais. Ele disse: “Eu os batizo com água, mas Aquele que vem depois de mim, Ele os batizará com o Espírito Santo”.

    O batismo com água é para arrependimento, como preparação. O batismo com o Espírito Santo é a realidade propriamente dita.

    Quando nosso Senhor Jesus batizou com o Espírito Santo? Ele não fez isso enquanto esteve na terra. Enquanto esteve na terra, Ele era o Cordeiro de Deus, pronto para ser oferecido.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, depois de Se oferecer como o Cordeiro de Deus, Ele morreu, foi sepultado, mas ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos. Depois de quarenta dias, ascendeu às alturas.

    Quando Ele estava assentado à direita de Deus, Seu Pai, Deus, Seu Pai, O ungiu e O fez Senhor e Cristo.

    Dez dias depois, no dia de Pentecostes, cento e vinte crentes estavam reunidos naquele cenáculo. De repente, houve um vento impetuoso e poderoso. Deus soprou naquele lugar. O Espírito Santo encheu aquele lugar.

    Em um só Espírito, aquelas cento e vinte pessoas foram batizadas em um só corpo.

    Irmãos e irmãs, o Senhor ressurreto e elevado aos céus é Aquele que batiza. Ele batizou Sua igreja. Ele batizou Seu povo em um só corpo, Seu próprio corpo.

    Em 1 Coríntios 12:13:

    Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

    Queridos irmãos e irmãs, a obra do nosso Senhor ao nos salvar, perdoar nossos pecados, remitir nossos pecados, tirar nossos pecados, é apenas o começo.

    Ele deseja que todos aqueles que são redimidos, perdoados e que Lhe pertencem sejam Seu próprio corpo.

    É pelo batismo com o Espírito Santo que Ele batiza todos nós em um só corpo — não apenas aqueles cento e vinte no dia de Pentecostes, mas, naquele mesmo dia, três mil.

    E, irmãos e irmãs, ainda hoje, até a vinda do Senhor, vemos que todos os que creem no Senhor Jesus não apenas nasceram de novo, mas foram batizados em um só corpo.

    Irmãos e irmãs, vocês não apenas têm a vida de Cristo em vocês, mas estão no corpo de Cristo. Vocês sabem disso?

    Ele já fez isso. Mas vocês sabem disso? Estão vivendo nesse corpo ou ainda vivem como indivíduos?

    Deus O constituiu Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, que é o Seu corpo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos. Isso é um fato.

    Oh, que nossos olhos sejam abertos para ver isso. Vocês não estão sozinhos. Não estão isolados. Estão no corpo de Cristo. São membros uns dos outros. Vocês têm uma Cabeça — Cristo, a Cabeça — e a igreja, Seu corpo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos.

    Quão rico é o corpo? Tão rico quanto a Cabeça.

    Cristo como o Noivo

    Mas prossigamos. João Batista viu que o Senhor Jesus não é apenas Aquele que batiza com o Espírito Santo, mas também o Noivo.

    Sabem, quando houve uma discussão sobre purificação e seus discípulos demonstraram um pouco de ciúme por ele, disseram: “Veja, Aquele de Quem você deu testemunho — todos vão até Ele”.

    Eles estavam tentando despertar algum ciúme em João. Mas, em vez disso, João disse: “Eu lhes disse: não sou o Cristo. Sou o amigo do Noivo”.

    Naqueles tempos, o amigo do noivo era quem fazia a intermediação. Representava o noivo, ia à casa da noiva e procurava negociar o casamento.

    Quando a negociação terminava e o casamento acontecia, o noivo estava ali. João disse: “Quando ouço a voz do Noivo, alegro-me, porque meu trabalho está concluído. Eu saio de cena”.

    É necessário que Ele cresça e que eu diminua.

    Queridos irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus não é apenas o Filho de Deus. Deus disse:

    Não é bom que o homem esteja só.

    Deus lhe deu uma auxiliadora que lhe fosse idônea.

    A igreja hoje é Seu corpo. E, quando esse corpo estiver plenamente desenvolvido, então nossa Cabeça voltará para receber esse corpo como Sua noiva. Haverá uma união eterna.

    Oh, irmãos e irmãs, que revelação! Como ansiamos por esse dia!

    A Prova da Revelação

    Mas todas as revelações são provadas.

    João Batista recebeu uma revelação tão extraordinária, e vemos que ele foi severamente provado.

    Vocês se lembram de que, em Mateus 11:1-6, ele estava na prisão por causa da justiça. Ouviu o que o Senhor estava fazendo e enviou seus discípulos ao Senhor, dizendo:

    És Tu Aquele que havia de vir, ou esperamos outro?

    Não é estranho que uma pergunta dessas tenha vindo de João Batista?

    Ali havia revelação — uma revelação extraordinária —, tão real para ele, tão poderosa. Ele havia dado um testemunho tão grandioso. E agora estava quase se escandalizando com o Senhor.

    Será que havia esquecido toda a sua revelação? Nunca. Mas por quê? Por que estava se escandalizando com o Senhor? Eu me pergunto.

    Sabem, João Batista veio no espírito de Elias. Vocês se lembram de Elias, de como ele tinha zelo pelo Senhor — era zeloso pelo Senhor. Como realizou coisas tão grandiosas no monte Carmelo! Ele pensou que agora toda a nação voltaria ao Senhor.

    Infelizmente, teve de fugir para salvar a própria vida. Pediu ao Senhor que lhe tirasse a vida. Disse: “Sou um fracasso. Estou com medo. Minha missão fracassou”.

    Ora, vocês não conseguem ver que João, que veio no espírito de Elias, teve o mesmo problema?

    Ele pensava que Deus o havia enviado como precursor. Agora havia realizado sua tarefa, mas acabou na prisão. Ali estava Aquele de Quem ele havia dado testemunho, mas por que Ele não restaurava o reino de Israel, o reino de Deus? Por que não fazia isso?

    Sabem, como judeu, ele ainda tinha aquela mentalidade: o Messias veio para restaurar o reino a Israel, para fazer de Israel a primeira entre as nações, para derrubar Roma.

    Mas tudo o que ouvia era que o Senhor estava curando os cegos, ressuscitando os mortos e pregando aos pobres. “O que estás fazendo? E deixas a mim, Teu precursor, continuar na prisão? Eu deveria ser Teu primeiro-ministro.”

    Ele estava quase se escandalizando.

    Mesmo com uma revelação tão grande, irmãos e irmãs, a revelação será severamente provada.

    E o Senhor simplesmente lhe enviou esta palavra:

    Bem-aventurado é aquele que se não escandalizar em Mim.

    “Sim, é isso que faço. Sei o que estou fazendo. Seja paciente. O espiritual vem primeiro.”

    Graças a Deus, não muito depois disso, ele foi decapitado. Creio que não se escandalizou. Foi fiel até o fim.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, oh, que Deus, em Sua misericórdia, revele Seu Filho cada vez mais em nós.

    Sim, o inimigo pode nos provar severamente, mas o Senhor já lhes mostrou. Vocês podem até passar por situações que parecem exatamente o contrário, mas o Senhor sabe o que está fazendo. Ele está realizando Seu propósito.

    Apenas sejam pacientes e fiéis até o fim.

    Oração Final

    Vamos orar?

    Querido Pai celestial, pedimos que faças brilhar Tua luz sobre nós, para que possamos ver onde estamos.

    Oramos para que sejamos um povo que se arrepende no pó e na cinza, reconhecendo que sabemos a Teu respeito, mas não Te conhecemos.

    Quão pouco é real e espiritual; quanto é apenas mental e tradição. Oh, livra-nos. Torna-nos pessoas reais.

    Queremos conhecer-Te de modo real, verdadeiro e saudável. Oh, revela-Te a nós.

    Oramos para que nos mantenhas fiéis até o fim àquilo que revelaste. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus e para Sua glória. Amém.