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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Revelation #4: Given To John The Apostle © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Revelation #4: Given To John The Apostle
    Revelation #4: Given To John The Apostle
    Kaung, Stephen

    A Revelação de Jesus Cristo e Seu Ministério Sacerdotal

    Por favor, abram no livro de Apocalipse.

    Leitura Bíblica: Apocalipse 1:1-3

    Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e Ele a enviou e a notificou pelo Seu anjo ao Seu servo João, o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que viu. Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas: porque o tempo está próximo.

    Vamos orar?

    Querido Senhor, nós Te louvamos e Te agradecemos porque Tu és fiel. Tu não podes negar a Ti mesmo.

    Nós Te agradecemos porque, conforme a Tua promessa, Tu estás aqui conosco. Senhor, queremos que nossos olhos sejam abertos. Reconhecemos diante de Ti que somos todos como cegos guiando cegos. Tem misericórdia de nós.

    Abre a Tua palavra para nós. Abre o nosso coração à Tua palavra, para que recebamos revelação, para que não sejamos desobedientes à visão celestial.

    Senhor, não passes por nós sem nos atender. Vem a nós e toca-nos. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    João e o Segredo de Permanecer em Cristo

    Nesta manhã, gostaríamos de considerar juntos, diante do Senhor, a revelação dada ao apóstolo João.

    Sabemos que João foi um dos primeiros a seguir o nosso Senhor Jesus. Certo dia, João Batista estava ali com dois de seus discípulos, e Jesus passou.

    Quando João Batista viu Jesus passando, disse:

    Eis o Cordeiro de Deus.

    Imediatamente, esses dois discípulos deixaram João e seguiram Jesus.

    Jesus Se voltou e lhes perguntou: “O que vocês querem?” E eles disseram: “Onde Tu moras?” O Senhor disse: “Venham e vejam”. Assim, esses dois discípulos passaram o dia com o Senhor Jesus.

    No dia seguinte, como nos lembramos, André foi procurar seu irmão, Simão Pedro. Nada foi mencionado sobre o que João fez, mas penso que, muito provavelmente, ele deve ter ido procurar seu irmão Tiago e o levado a Jesus.

    Portanto, João foi um dos primeiros a seguir o Senhor Jesus, a vir a Ele. Também sabemos que ele foi o último dos doze discípulos a deixar esta terra. Ele teve uma história muito longa de convivência com o Senhor.

    Por causa de seu relacionamento íntimo com o Senhor, ele recebeu muita revelação. Na verdade, podemos dizer que em João há a consumação, a síntese de todas as revelações que Deus dá aos homens a respeito de Seu Filho. Assim, em João temos a revelação mais plena.

    Agora, por que ele recebeu a plena revelação de Jesus Cristo? Acho que o segredo está aqui.

    Vocês sabem, quando o Senhor Se voltou e disse: “O que vocês querem?” — o que vocês querem? —, eles disseram: “Onde Tu moras?”

    Ora, parece que essa foi uma resposta muito estranha à pergunta: “O que vocês querem?” “Quero isto. Quero aquilo.” Mas não; eles disseram: “Onde Tu moras?” Em outras palavras: “Queremos estar Contigo. Queremos a Ti”.

    E eles ficaram; permaneceram com o Senhor naquele dia. Portanto, irmãos e irmãs, desde o princípio, João permaneceu com Cristo, e esse permanecer foi o segredo de toda a sua vida.

    Desde o primeiro dia, ele fez de Jesus a sua morada. Ficou ali. Continuou ali. E, porque permanecia em Cristo, vemos que ele recebeu muita revelação.

    Irmãos e irmãs, dissemos que Deus tem prazer em revelar Seu Filho. E, sem dúvida, o mesmo é verdade quanto ao Filho. É Seu prazer, Seu anseio, Seu desejo revelar a Si mesmo a nós. Ele quer Se dar a nós.

    Mas por que não recebemos revelação? Por que não vemos, não ouvimos? Por quê? Porque estamos longe Dele.

    Se estivermos perto Dele, se continuarmos com Ele, se permanecermos Nele, se fizermos Dele a nossa morada, se estivermos próximos Dele, sem dúvida receberemos muita revelação.

    Nosso Senhor não faz acepção de pessoas. Ele trata todos nós com justiça. Ele nos ama igualmente. Seu coração é tão amplo; Ele é capaz de amar cada um de nós como se fôssemos o único. E Seu desejo para conosco é o mesmo: Ele quer Se revelar a nós da maneira mais plena possível.

    Mas, irmãos e irmãs, a diferença está aqui: aqueles que permanecem Nele, aqueles que estão próximos e perto Dele, recebem muito. E aqueles que são como o filho pródigo, que se afastam Dele, não O veem; não O ouvem. Não há revelação.

    Vocês se lembram de João. Seu relacionamento com o Senhor era tão íntimo, ele estava tão perto do Senhor, que a Bíblia diz que ele era aquele a quem Jesus amava.

    Sabemos que o Evangelho de João foi escrito por João, não porque ele nos diga que escreveu esse Evangelho, mas porque menciona várias vezes “aquele a quem Jesus amava”. Ele era aquele a quem Jesus amava.

    Jesus amava a todos. Por que era tão especial ele ser chamado de aquele a quem Jesus amava? Parece até que Jesus o amava mais do que aos outros discípulos.

    A razão é que ele era o mais próximo do coração do Senhor. Ele se reclinava sobre o peito do Senhor. Estava tão perto do coração do Senhor Jesus, e é por isso que parece que ele era amado mais do que qualquer outro e recebia mais revelação do que todos.

    O amor é o caminho mais curto e direto para a revelação.

    Se O amarmos, se estivermos próximos, perto Dele, se fizermos nossa morada com Ele, irmãos e irmãs, a revelação nos será dada. Esse é o segredo.

    A Revelação Dada aos Servos de Deus

    O livro de Apocalipse é o último livro da Bíblia. É a consumação de todas as revelações dadas anteriormente.

    Esse livro é chamado de Revelação de Jesus Cristo. É uma revelação que Deus dá ao Seu Filho, e Ele a comunica enviando Seu anjo ao Seu servo João. Deus quer revelar Seu Filho.

    Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu.

    Deus deu essa revelação ao Seu próprio Filho. É a revelação de Jesus Cristo, para revelar o Filho, para mostrá-Lo aos Seus servos.

    Ele quer que Seus servos recebam essa revelação — a revelação de Jesus Cristo. Esse é o desejo de Deus. E, entre todos os servos do Senhor, Ele a deu primeiro a João, o servo de Jesus Cristo, e, por meio de João, aos outros servos.

    Mais uma vez, a revelação é dada com um propósito. Deus não dá revelação simplesmente a qualquer pessoa. A revelação é tão sagrada. Não é algo que se distribui de qualquer maneira.

    Deus dá revelação somente aos Seus servos, àqueles que são Seus escravos por amor. Se você é um escravo Dele por amor, a revelação é para você. Agora, quem é esse servo? É um escravo por amor.

    Nos tempos do Antigo Testamento, vemos que até mesmo um hebreu podia se vender a outro hebreu como escravo. Pela lei, ele era obrigado a servir durante seis anos, e, no sétimo ano, devia ser libertado.

    Mas, se esse escravo, que havia se vendido ao seu senhor, amasse seu senhor e a família de seu senhor, então, quando terminasse o sexto ano, ele não desejaria sair livre. Estaria disposto a servir seu senhor por toda a vida.

    Não é obrigação. Não é uma exigência legal. É voluntário. É espontâneo. É uma expressão de amor. Porque amava seu senhor — essa era a única razão pela qual ele desejava servi-lo por toda a vida.

    Então, ele seria levado ao batente da porta, e sua orelha seria furada. Com esse sinal, ele se tornava escravo por toda a vida. Pertencia ao seu senhor para sempre.

    Irmãos e irmãs, somos escravos de Jesus Cristo por amor? Ele nos comprou com Seu próprio sangue. Pagou por você e por mim um preço que ninguém mais poderia pagar. Comprou-nos para Si mesmo.

    Mas Ele nunca nos força a servi-Lo. De acordo com a lei, pertencemos a Ele. Não temos direitos próprios, nem uma vida própria para viver, nem um trabalho próprio para fazer. Devemos estar em Sua casa, viver para Ele, trabalhar para Ele, servi-Lo. Isso é a lei.

    Mas nosso Senhor nunca nos trata segundo a lei. Ele nos diz: “Vocês querem sair? Se quiserem sair, podem”.

    Somente quando somos constrangidos pelo amor de Cristo, somente quando somos persuadidos pelas misericórdias de Deus, é que dizemos voluntariamente: “Nós Te amamos. Não queremos sair livres. Somos Teus escravos por toda a vida”.

    Irmãos e irmãs, é aos escravos por amor que a revelação de Jesus Cristo é dada. João era um escravo de Jesus Cristo por amor. O amor o ligava a Jesus, e, por causa disso, essa revelação lhe foi dada — não somente a ele, mas para todos os servos de Jesus Cristo.

    Queridos irmãos e irmãs, por que vocês não veem? Por que a revelação de Jesus Cristo não toma conta de vocês?

    Será porque seu relacionamento com o Senhor é um relacionamento baseado na lei? Sim, você é salvo; portanto, tem de fazer isto, tem de fazer aquilo. Você cumpre as formalidades. Não vem do coração. Não vem do amor. Vem do dever.

    E, se esse for o caso, não é de admirar que não haja revelação, que você não veja Quem o Senhor é e o que Ele é.

    Mas, se você realmente é constrangido pelo amor — “Eu Te seguirei, Senhor” — e realmente entrega sua vida, deixa sua orelha ser furada, a revelação é a sua porção. Ela é sua.

    O Evangelho de João e a Pessoa de Cristo

    Antes de entrarmos no livro de Apocalipse, sinto que devemos dizer algo sobre o Evangelho de João.

    O Evangelho de João, como nosso irmão já mencionou, é diferente dos outros três Evangelhos. Os outros três Evangelhos, os Sinóticos, nos dão a história do Senhor Jesus. João explica essa história.

    Os três Evangelhos nos contam a história do nosso Senhor Jesus, mas João nos dá a interpretação espiritual dessa história.

    No Evangelho de João, ele nos diz Quem Jesus realmente é.

    No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

    Como João soube disso? Moisés escreveu Gênesis. Ele disse:

    No princípio, criou Deus os céus e a terra.

    E descreveu como, em seis dias, Ele restaurou a terra para o homem. Como Moisés soube? Evidentemente, isso foi revelado a Moisés.

    Deus revelou a Moisés como os céus e a terra começaram, como a terra foi criada e preparada para o homem viver — por revelação.

    E aqui vemos que uma revelação maior foi dada ao apóstolo João. Deus revelou a João: “No princípio” — não o princípio da criação, mas o próprio princípio, Deus como o princípio:

    No princípio era o Verbo.

    A fala de Deus, a expressão de Deus, a palavra proferida por Deus, a revelação de Deus:

    No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

    Esse é Jesus.

    Já dissemos muitas vezes que isso não é algo revelado a você pela carne e pelo sangue. Isso é revelado pelo Pai, Que está nos céus.

    João recebeu uma revelação tão tremenda, que remonta ao próprio princípio — Deus como o princípio. E nesse princípio era o Verbo. Essa é a revelação.

    Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, Que está no seio do Pai, Ele O revelou.

    Se você mantiver a boca fechada, ninguém saberá como você é. Mas, assim que abrir a boca, todos saberão o que você quer.

    Se não houver uma palavra, ninguém saberá como Deus é. Ninguém saberá. Mas aqui vemos que o Senhor Jesus é o Verbo, o Verbo eterno, e esse Verbo Se fez carne.

    Há um amor tremendo por trás disso. Ele Se esvaziou de toda a glória, honra, poder e majestade associados à Sua divindade. Ele Se esvaziou de todas essas coisas e Se tornou homem.

    O Verbo Se fez carne, e, nessa carne, Ele nos revelou Seu Pai. Esse é o Senhor Jesus. Se você O vê, vê o Pai. Se você O ouve, ouve o Pai. Ele e o Pai são um.

    O Filho, o único Deus — Ele Se tornou o Cordeiro de Deus.

    Ao longo de todo o Evangelho, creio que qualquer pessoa que tenha lido o Evangelho segundo João não pode deixar de perceber que, muitas vezes, o Senhor disse: “Eu sou”. Ele está nos dizendo Quem Ele é.

    Eu sou a luz do mundo. Eu sou o pão da vida. Eu sou a porta. Eu sou o bom pastor. Eu sou a ressurreição e a vida. Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.

    Ele nos diz Quem Ele é — o grande EU SOU. Como nosso irmão já mencionou: “Eu sou tudo de que vocês precisam”. Esse é o nosso Senhor Jesus.

    Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo, e, crendo Nele, temos a vida eterna. Esse é o Evangelho segundo João. João, em seu Evangelho, nos revela a pessoa do nosso Senhor Jesus.

    O Caráter Profético do Apocalipse

    Agora, quando chegamos ao último livro, o livro de Apocalipse, vemos que esse livro revela especialmente a obra do nosso Senhor Jesus. É claro que não se pode separar Sua pessoa de Sua obra, nem Sua obra de Sua pessoa.

    Não podemos abordar todo o livro de Apocalipse. O livro de Apocalipse é um livro profético.

    Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas: porque o tempo está próximo.

    É profético. Ele nos diz coisas que devem acontecer em breve. E esse “em breve” já dura dezenove séculos desde o fim do primeiro século.

    O que vai acontecer neste mundo até o fim desta era, depois a passagem desta era para a era vindoura e, atravessando a era vindoura, até a eternidade futura — isso é profecia.

    O alcance dessa profecia é tremendo. Ela abrange a todos. Profetiza sobre a igreja; isso abrange todos os cristãos. Fala sobre os judeus. Abrange o mundo, as nações. Abrange tudo. São palavras tremendas de profecia.

    Oh, irmãos e irmãs, como isso é fascinante, como é atraente! Podemos passar a vida inteira investigando, tentando colocar todas essas profecias em ordem e tentando encaixar cada acontecimento histórico em determinada profecia.

    Ora, isso quase nos torna profetas — mas falsos profetas.

    Mas, irmãos e irmãs, esse não é o livro de Apocalipse. O livro de Apocalipse não é a revelação do que acontece com você, comigo, com o mundo, com os judeus, com os gentios — do que vai acontecer no terceiro século, no sétimo século, no décimo sexto século ou no vigésimo século.

    Não. O livro de Apocalipse é a revelação de Jesus Cristo.

    Portanto, se você gastar seu tempo e sua energia tentando desvendar, nesse livro profético, todos esses acontecimentos e todas essas coisas, tocará apenas na letra da palavra, e a letra mata.

    Porque o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

    — Apocalipse 19:10

    Esse é o espírito. A letra da profecia trata de muitos, muitos acontecimentos futuros, mas o espírito da profecia é um só: ele dá testemunho do Senhor Jesus.

    Irmãos e irmãs, a menos que vocês vejam o Senhor Jesus na profecia, perderão todo o seu sentido.

    Com isso em mente, então podemos entrar neste livro de Apocalipse.

    Cristo entre os Candeeiros de Ouro

    João, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus, foi exilado na ilha de Patmos.

    Antes de ser exilado, ele trabalhava na região da Ásia Menor, ou na província romana da Ásia. Esse é o lugar onde Paulo trabalhou muito. E, depois que Paulo foi martirizado, João foi enviado pelo Senhor e trabalhou na Ásia.

    Ele foi levado dali e exilado na ilha de Patmos, em um campo de trabalhos forçados.

    No dia do Senhor, provavelmente ele estava sentado sobre uma rocha, voltado para a Ásia Menor, do outro lado do mar. Dizem que, em um dia claro, é possível ver o contorno do litoral da Ásia Menor.

    Evidentemente, João estava sentado ali, olhando para a Ásia Menor, o lugar onde havia trabalhado tanto. Mas agora não podia estar lá. Seu coração devia estar cheio de saudade das igrejas da Ásia. Ele se perguntava o que havia acontecido com elas. Estariam como ovelhas sem pastor?

    Mas, enquanto pensava nisso, ouviu uma voz como de trombeta. Ele se voltou e viu sete candeeiros de ouro. No meio dos sete candeeiros estava Alguém semelhante a um filho de homem.

    Somos informados de que esses sete candeeiros representam as sete igrejas da Ásia — aquelas igrejas nas quais João havia trabalhado antes de ser exilado.

    Irmãos e irmãs, a realidade daquilo que está na terra está no céu. A realidade das sete igrejas da Ásia é representada diante de Deus pelos sete candeeiros de ouro.

    Toda igreja é um candeeiro. Ela está ali por uma razão — não para si mesma, mas como um candeeiro para elevar a luz, que é Cristo, o testemunho de Jesus.

    A igreja é um vaso do testemunho de Jesus: para testemunhar ao mundo, à cidade, às pessoas ao redor, Quem Jesus é e o que Jesus é. É um candeeiro de ouro, inteiramente de ouro, inteiramente de Deus, não do homem. Esse é o vaso adequado para a luz.

    Assim, havia sete candeeiros, e ele viu Alguém semelhante a um filho de homem em pé e, depois, andando no meio dos sete candeeiros.

    Irmãos e irmãs, Quem é esse Homem? Em Apocalipse 1, encontramos uma descrição completa desse Homem.

    Ele é o Rei-Sacerdote, Que está servindo no santuário celestial. Esses sete candeeiros estão no santuário celestial, a realidade das coisas que estão na terra.

    Ali encontramos nosso Senhor Jesus. Ele ressuscitou e ascendeu. Agora está no céu, e ali Ele é o Rei-Sacerdote, ministrando no santuário celestial.

    É o cumprimento da profecia de Zacarias, em Zacarias 6:12-13.

    Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Eis aqui o Homem Cujo nome é Renovo; Ele brotará do Seu lugar e edificará o templo do Senhor; Ele mesmo edificará o templo do Senhor; e levará a glória, e assentar-Se-á e dominará no Seu trono; e será sacerdote no Seu trono: e conselho de paz haverá entre ambos.

    Quando nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele era o Apóstolo da nossa confissão, segundo Hebreus 3:1. Ele era o Apóstolo enviado por Deus com uma missão: realizar a obra da redenção.

    Mas hoje Ele está no céu. Ele é o Sumo Sacerdote da nossa confissão. Na terra, Ele era o sacrifício. Ofereceu a Si mesmo, sem mácula, pelo Espírito eterno, a Deus, para nossa redenção eterna. Mas agora, no céu, Ele é o Sumo Sacerdote, o Rei-Sacerdote.

    Na terra, de Seu lado saíram sangue e água: sangue para a remissão dos pecados, água como vida, dando-nos nova vida. Com esse sangue e essa água, Ele edificou a mulher, a igreja. Esse é o material da igreja.

    E agora, no céu, Ele está ministrando no santuário celestial para assegurar que a igreja seja edificada.

    O Ministério de Cristo como Sumo Sacerdote

    Irmãos e irmãs, se não conhecemos Jesus como Salvador, não somos salvos. Mas, se não conhecemos Jesus como Sumo Sacerdote, não podemos viver a vida cristã como cristãos.

    Conhecer Jesus como Salvador nos torna cristãos, mas conhecer Jesus como Sumo Sacerdote nos capacita a viver como cristãos.

    Você conhece Jesus como seu Sumo Sacerdote? Há todo o livro de Hebreus sobre isso. Graças a Deus, Ele é nosso Sumo Sacerdote, intercedendo por nós incessantemente.

    Ele é capaz de salvar plenamente todos os que se aproximam de Deus por meio Dele. Somos capazes de suportar. Somos capazes de perseverar. Tudo isso porque Ele intercede por nós.

    Assim como Ele orou por Pedro:

    Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando fores restaurado, fortalece teus irmãos.

    Irmãos e irmãs, Ele está fazendo o mesmo por cada um de nós.

    Como posso estar aqui? É porque Ele intercede por mim.

    Todos nós experimentamos algo do nosso Senhor Jesus como nosso Sumo Sacerdote, o Sacerdote real, o Rei-Sacerdote. Ele é inteiramente justo. É todo compaixão, todo amor. É perfeitamente sábio. Tem pleno discernimento. Julga todas as coisas. É onipotente, todo-poderoso. É inteiramente belo. Esse é o nosso Sumo Sacerdote.

    Nós O conhecemos um pouco. Mas, irmãos e irmãs, nosso Senhor é o Rei-Sacerdote, ministrando no santuário celestial.

    Em outras palavras, muitas vezes recebemos o Senhor como nosso Sumo Sacerdote de maneira pessoal. Graças a Deus, isso é verdade. Precisamos recebê-Lo como Sumo Sacerdote de maneira pessoal; caso contrário, não podemos viver.

    Mas lembrem-se: Ele é o Sumo Sacerdote que serve no santuário celestial. Trata-se de algo coletivo.

    Há sete igrejas na Ásia. Para nós, elas são a realidade, mas isso é apenas uma sombra. A realidade está no céu. Essas sete igrejas são sete candeeiros no santuário não feito por mãos humanas, e o Senhor, como Sumo Sacerdote, está ministrando ali.

    João olhava para o outro lado do mar, pensando nas sete igrejas. Quem estava cuidando delas? Como poderiam prosseguir e ser completadas?

    Naquela visão em Patmos, o Senhor o estava corrigindo: “Não pense que, sem você, elas não podem prosseguir. Não pense que você é aquele, o único que se importa”.

    Há Alguém Que realmente Se importa, e há Alguém Que está ministrando o tempo todo. Que consolo isso é!

    Você pode falhar, mas Ele nunca pode falhar.

    Irmãos e irmãs, nosso Senhor está ministrando na realidade da igreja.

    O Ministério de Cristo às Igrejas

    Quais eram as condições das sete igrejas da Ásia? Leiam Apocalipse 2 e Apocalipse 3. Qualquer pessoa que realmente tenha um coração voltado para Deus, que tenha amor por Ele e pela igreja, ao ler as sete cartas às igrejas, sente-se muito decepcionada.

    Somente a igreja em Filadélfia parece corresponder ao padrão.

    Meus irmãos e irmãs, nosso Sumo Sacerdote nunca desiste. Hoje Ele ainda está ali, ministrando.

    Vocês sabem, em Apocalipse 1 há uma descrição do nosso Rei-Sacerdote. Ele está em pé diante dos sete candeeiros de ouro e está dizendo: “É isso que Eu sou. Essa é a Minha revelação. E esse é o testemunho de vocês. Essa é a luz que vocês devem elevar. Sou Eu”.

    Mas, quando Ele olha para as sete igrejas da Ásia, elas não se parecem com Ele. Por causa disso, Ele precisa usar as espevitadeiras de ouro.

    Vocês sabem, a luz está ficando fraca. Está soltando fumaça. Produz mais escuridão do que luz. Está se apagando, pois o azeite está se esgotando.

    Aqui vemos o Rei-Sacerdote andando diligentemente entre os sete candeeiros e fazendo tudo o que é necessário. Ele cortará o pavio queimado. Acrescentará mais azeite. Ele purificará e disciplinará por amor.

    Ele está chamando Suas igrejas ao arrependimento, a retornarem à revelação que lhes deu.

    Ele nos chama de volta ao primeiro amor. Não está satisfeito com uma forma exterior de piedade. Ele quer o nosso amor.

    Ele nos chama a sermos fiéis até o fim — não apenas a termos um bom começo e depois desistirmos. É o fim que conta.

    Ele nos chama a sermos separados do mundo, porque nos tirou do mundo. Não somos do mundo.

    Ele nos chama a retornar à simplicidade que há em Cristo. Nós nos tornamos complicados demais. Ele nos chama à vida. Ele nos chama a guardar a palavra da Sua perseverança.

    Ele nos chama a aceitar Sua disciplina. Não desfaleçam, porque Ele disciplina a quem ama.

    Oh, irmãos e irmãs, nosso Sumo Sacerdote ainda está ministrando no santuário celestial. Ele ministrará, ministrará e ministrará até que a igreja se torne uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante. Ele a terá.

    Que tenhamos ouvidos para ouvir o que o Espírito diz às igrejas.

    Vocês sabem, enquanto nosso Senhor, o Sumo Sacerdote, ministra no santuário celestial, é nisso que realmente devemos nos tornar. O Espírito Santo está trabalhando na terra, em nosso meio.

    Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração.

    Cremos que, enquanto nosso Sumo Sacerdote ministra no santuário celestial, o Espírito Santo está falando na terra hoje. Cremos que Ele está falando. Ele está trabalhando.

    Vamos ouvi-Lo. Não endureçam o coração. E, se você O ouvir, se tornará um vencedor. Você se tornará um cristão normal.

    Precisamos ver o Senhor Jesus como o Rei-Sacerdote. Ele está ministrando à igreja até que ela seja plenamente edificada. Isso é um grande consolo, irmãos e irmãs.

    Portanto, não desistam. Não cedam. Confiem Nele. Dependam Dele. Olhem para Ele e deixem que Ele realize Sua obra gloriosa.

    Ele me faz lembrar do que disse em Mateus 16:18:

    Edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Bem, eu apenas comecei.

    O Cordeiro Digno e a Redenção do Universo

    Abram em Apocalipse 5, por favor. Outra revelação tremenda acabou de ser mencionada.

    Ali vemos que João foi levado em Espírito ao céu. Em uma visão, ele viu Alguém sentado no trono, cercado de glória. Havia um livro em Sua mão.

    Um anjo, com uma voz tremenda, que podia ser ouvida por todos em todo o universo, disse: “Quem é digno de tomar este livro e abri-lo?”

    Não houve resposta, porque ninguém era digno. E João chorou.

    Por quê? Porque isso era algo terrível. Esse pequeno livro é o título de propriedade do universo. Deus é o dono do universo. Ele nunca abriu mão de Sua propriedade. Ela está sendo usurpada pelo inimigo.

    Quando o homem foi enganado, o inimigo se tornou um ocupante ilegal. Ele não é o dono. Deus nunca abriu mão de Sua propriedade; ela ainda está na mão de Deus.

    Mas agora chegou o momento de reivindicar Sua posse, de restaurar o universo a Deus, de trazer todas as coisas aos pés de Deus. Mas quem é digno? Quem é digno de executar o propósito de Deus? Ninguém — nenhum anjo, nenhum homem, nada.

    E João chorou porque compreendeu. Pensou: “É o fim. Então este mundo continuará em corrupção. Todo o universo estará em corrupção, e não há esperança”.

    Ele estará sob o domínio das trevas, do maligno. Onde está a esperança para este mundo? Não há nenhuma.

    Então ele foi consolado: “Há Alguém Que é digno. Eis o Leão da tribo de Judá. Ele venceu. Ele é digno de tomar o livro e abrir seus selos”.

    E João viu um pequeno Cordeiro, recentemente morto, em pé na ressurreição. Ele tomou o livro da mão Daquele Que está sentado no trono.

    Então, adoração e louvor encheram todo o universo. Está feito.

    Agora, irmãos e irmãs, que revelação! O Senhor Jesus é Aquele Que é digno, o Executor do plano de Deus. Ele é Aquele Que derrotou o inimigo na cruz e o expôs publicamente. Ele venceu.

    Portanto, Ele é capaz de recuperar e restaurar todas as coisas à plenitude de Deus. Ele é capaz de trazer toda a terra, todo o universo, de volta a Deus, para que a glória de Deus encha esta terra como as águas cobrem o mar.

    Essa é a redenção do universo. Essa é a revelação do nosso Senhor.

    Por fim, em Apocalipse 21 e Apocalipse 22, encontramos a cidade santa, a Nova Jerusalém, a noiva, a esposa do Cordeiro.

    Em Apocalipse 1, temos uma descrição Daquele Que é semelhante ao Filho do Homem, mas nenhuma descrição do candeeiro de ouro. Aqui, porém, encontramos a descrição da cidade santa, mas nenhuma descrição do Noivo. Por quê?

    Porque agora a noiva é uma com o Noivo, e toda a beleza, a glória e o caráter do Noivo se refletem plenamente em toda aquela cidade.

    Você vê a noiva; você vê o Noivo. Agora eles são eternamente um em glória.

    O ministério do nosso Senhor Jesus está completo. Está feito.

    Oração Final

    Vamos orar?

    Querido Pai celestial, abre nossos olhos para vermos Teu Filho; para vermos que Ele não é apenas nosso Salvador, mas também nosso Sumo Sacerdote.

    Para vermos que Ele não apenas Se entregou por Sua igreja, mas também ministra a ela até que se torne uma igreja gloriosa, apta a ser Sua noiva.

    Oh, nós Te agradecemos por Sua misericórdia, por Sua graça. E agora sabemos que Tu prosseguirás apesar de nós.

    Senhor, como queremos nos entregar a Ti e deixar que Tu realizes essa obra. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.