Bem, boa noite mais uma vez. Gostei muito de passar o dia encontrando alguns de vocês e conversando com tantos. É uma verdadeira bênção, não é, tocar a vida uns dos outros e simplesmente ver Cristo em tantos irmãos? Que beleza.
Acho que não sou muito sensível para perceber quando devo começar, e entendi, pelo silêncio, que havíamos terminado. Se mais alguém quiser cantar, dizer alguma coisa ou compartilhar uma passagem das Escrituras, não quero interromper nada. Certo, estamos prontos. Está bem. Peço desculpas, de verdade. Bem, isso me deixa nervoso.
Há um princípio do estudo bíblico que é absolutamente indispensável. Nunca me cansarei de dizer isso, porque nosso coração natural, vez após vez, trata como garantida justamente a única coisa indispensável. Precisamos ser constantemente lembrados.
Como Davi disse em Salmos 119:19, somos estrangeiros na terra; somos peregrinos na terra.
Não escondas de mim os Teus mandamentos.
Não sabemos que caminho seguir. Precisamos do Senhor, e somente Deus pode tomar este Livro e nos mostrar o caminho.
E eu sei — posso sentir isso no coração de vocês — que vocês querem vê-Lo. Eu quero vê-Lo. Vamos nos inclinar mais uma vez. Vamos pedir ao Senhor que nos guie.
Nosso Pai, nós Te agradecemos muito, mais uma vez, pela Tua Palavra. Senhor, sabemos que Tu não prometeste abençoar a palavra que sai da boca do Teu instrumento humano, mas prometes abençoar a Palavra que sai da Tua boca.
Por isso, pedimos que Tu fales. Oramos para que aconteça essa dupla conversa e para que, nos bastidores, Tu estejas ensinando nosso coração e nos revelando Cristo. Esperamos por Ti e Te agradecemos. No incomparável nome de Jesus, amém.
2 Coríntios 4:5 diz:
Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus.
Em certo sentido, esse versículo representa o ponto máximo da vida cristã: quando o Senhor Jesus reina como Senhor incontestável da nossa vida, e quando nossa vida é derramada em serviço ao mundo que Lhe pertence. É isso que desejamos, e é isso que Deus deseja realizar em nós.
Não vamos dedicar muito tempo à revisão desses pensamentos. O apóstolo Paulo tinha essa paixão, esse desejo, e Deus criou nele um coração de servo. Sugeri que o apóstolo Paulo se torna a ilustração que Deus nos dá de um coração assim. O processo pelo qual Deus criou isso em Paulo é exatamente o processo pelo qual Ele faz isso em nós.
2 Coríntios é o livro em que Paulo coloca seu coração no papel. Pelo Espírito Santo, Paulo simplesmente derramou seu homem interior e apresentou o processo pelo qual Deus criou isso nele. Se queremos conhecer uma vida assim, precisamos enxergar esse processo.
Bem, temos examinado essas coisas. Estou apresentando três princípios, mas, na verdade, quando terminarmos, vocês verão que são quatro. Todos eles são um só. Todos se entrelaçam. Nós apenas os analisamos e os separamos para poder discuti-los; mas, quando terminarmos, teremos de colocá-los de volta na Bíblia, onde pertencem, e mantê-los como um todo.
Para fins de discussão, o primeiro é este: se Paulo vai conhecer Cristo como Senhor e a si mesmo como servo, então Deus precisa levar Paulo além de Paulo — para além da linha, para além do limiar e para dentro da plena suficiência do Senhor Jesus.
O que é verdadeiro a respeito do modelo também é verdadeiro a respeito de todos os que querem seguir esse modelo. Bem, de muitas maneiras, dizemos a mesma coisa. Depende de onde você vem, do grupo ao qual pertence e da sua formação. Alguns chamariam isso de entrega total. Outros, de plenitude do Espírito Santo. Outros chamariam de morte para o eu — crucificação com Cristo. Não importa muito como você chama isso, desde que entenda o que Deus está dizendo.
Ao longo do caminho, Deus precisa nos levar além dos nossos limites, além de nós mesmos, ao ponto em que não confiamos em nós mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos. Esse foi o primeiro princípio.
Quero sugerir novamente, lembrar vocês novamente, que isso não é um alvo. É um ponto de partida. Satanás adora pegar resultados secundários e transformá-los em alvos, e pegar pontos de partida e transformá-los em alvos. Se você fixa os olhos em um resultado secundário, perde tanto esse resultado quanto o alvo. Assim, perdemos tudo.
Se estamos errados na única coisa essencial, tudo o mais fracassa. Estamos errados em tudo. Portanto, esse é o ponto de partida.
Então, nesta manhã, examinamos a segunda etapa, ou princípio. Quando o apóstolo Paulo atravessou aquela linha, em certo sentido, entrou em uma esfera inteiramente nova, que chamamos de plena suficiência de Cristo. Do outro lado de si mesmo, Paulo viu o Senhor.
Ele viu que Deus era suficiente, que Deus bastava, que Cristo era plenamente suficiente. Ao se encontrar do outro lado daquela linha, ele soube que nunca precisaria de mais nada. Jesus Cristo era tudo. Viu Cristo como sua vitória. Viu Cristo como seu testemunho. Viu a glória de Cristo como o propósito de todo estudo bíblico.
Seu coração, seus olhos e sua boca se abriram de espanto enquanto ele simplesmente contemplava o Senhor Jesus Cristo. Finalmente, tudo começou a se encaixar na mente e na vida desse grande santo.
Agora, nesta noite, gostaria de conduzir vocês ao que considero o próximo passo na experiência de Paulo. Sim, preciso ser esvaziado. Sim, preciso ser cheio da plena suficiência de Cristo. E então? O que vem depois disso? Qual é o próximo passo?
Antes de declarar o princípio diretamente, vamos examinar os capítulos 4 e 5, ou pelo menos alguns trechos desses dois capítulos. Deixem-me apontar uma transição que o apóstolo faz da segunda etapa do processo para a terceira. Ele não passa diretamente para a terceira etapa. Ele apresenta uma pequena transição.
É quase como se o apóstolo não conseguisse encontrar palavras para descrever a glória de estar do outro lado da linha e de se ver em Cristo Jesus. Isso simplesmente o deixou sem fôlego: ver-se em Cristo e ver tudo o que lhe pertencia naquela união, naquele relacionamento.
Por isso, ele parece vasculhar a criação, procurando alguma ilustração para descrever aquela experiência. Será que vocês conseguem se lembrar de quando começaram? É claro que todos nós somos iniciantes. Todos estamos apenas começando a conhecer Deus e a vê-Lo. Mas, quando essa verdade raiou pela primeira vez no seu coração — que você está em Cristo Jesus —, que revelação foi aquela!
Então, ele usa 2 Coríntios 4:6. Deixem-me ler os primeiros seis versículos, 2 Coríntios 4:1-6:
Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi concedida, não desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas ocultas da vergonha, não andando com astúcia, nem tratando a palavra de Deus enganosamente; mas, pela manifestação da verdade, recomendando-nos à consciência de todo homem, diante de Deus. Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto; nos quais o deus deste mundo cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o Qual é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é Quem resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo.
Peço que olhem novamente para 2 Coríntios 4:6, porque creio que essa é a ilustração dele:
Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é Quem resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo.
Acho que o apóstolo está dizendo algo assim: “Quando atravessei a linha, quando Deus me pressionou, me empurrou, me apertou, organizou minhas circunstâncias — quando Deus me colocou do outro lado daquela linha, além de mim mesmo, e me vi em Cristo —, aquela experiência, aquela revelação, aquilo que vi foi do mesmo tipo que aconteceu quando Deus criou a luz neste universo”.
Tentem visualizar Gênesis 1:2. Não sei se vocês já tentaram formar imagens mentais de alguns desses versículos bíblicos. É interessante. Gostaria de ver alguns deles numa tela. Como vocês pintariam isto?
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo.
Acho que seria uma pintura interessante. É difícil formar uma imagem disso: nenhuma luz, nenhuma forma, vazio, futilidade, profundas trevas sobre a face do abismo. Então, de repente, em Gênesis 1:3:
Haja luz.
O que aconteceu com o vazio, a futilidade e as profundas trevas? Simplesmente se dissiparam. Desapareceram. Paulo está tentando descrever uma experiência da sua vida, e diz: “É isso. Foi isso que aconteceu comigo”.
O mesmo Deus que disse “Haja luz” resplandeceu no meu coração para me dar a luz do conhecimento de Deus — o conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo. Paulo disse: “Experimentei aquela luz criadora, a mesma coisa que aconteceu quando Deus criou o universo”.
“Antes de atravessar aquela linha, minha vida era sem forma, vazia, sem conteúdo; e profundas trevas estavam sobre a face do abismo. Atravessei a linha e, de repente, ouvi em minha alma: ‘Haja luz’.”
Paulo diz: “Houve luz, o véu foi retirado, e vi a luz do conhecimento de Deus, na glória de Deus, na face de Jesus Cristo”. É uma ilustração poderosa, e ele a usa para introduzir o próximo passo.
Deixem-me sugerir o que, a meu ver, talvez estivesse passando pela mente do apóstolo Paulo enquanto ele permanecia naquele mar da plena suficiência de Deus, desfrutando a glória do Senhor.
Ele disse: “Naquele dia, ganhei uma Bíblia nova. Para onde quer que olhasse, via a glória de Deus. Via Cristo. É maravilhoso. Venho a este Livro como pecador, e Deus diz: ‘Haja luz’. De repente, vejo um Salvador perfeitamente adequado à minha necessidade — um Salvador perfeito”.
“Venho como legalista, olho para este Livro e, de repente, Deus diz: ‘Haja luz’. Cristo surge daquela página como o fim da lei para todo aquele que crê. Venho a este Livro como peregrino cansado, fico olhando e, de repente, Cristo surge como descanso. Eu O vejo como meu descanso.”
Toda vez que tenho uma necessidade, venho a este Livro, e Deus revela Cristo. Haja luz. Haja luz. Haja luz — vez após vez, após vez.
Paulo quase chega a levantar esta pergunta: É só disso que se trata? Apenas permanecer ali, vendo Jesus — mais luz; vendo Jesus — mais luz; vendo Jesus — mais luz; sendo esvaziado; sendo cheio?
É quase como se Paulo dissesse: “Qual é o propósito de toda essa luz, toda essa revelação e toda essa iluminação no meu coração? Onde o meu próximo entra em tudo isso?”
Não devo me preocupar com meu irmão? Não devo me preocupar com minha irmã? Não devo me preocupar com meu vizinho, o estrangeiro, o preso, o órfão, a viúva — meu inimigo? Não há alguma passagem que diga algo a respeito disso?
E quanto a 2 Coríntios 4:3-4, onde o evangelho está encoberto para os que se perdem, cujo entendimento o deus deste mundo cegou? E quanto aos perdidos, aos que estão perecendo, aos incrédulos, aos cegos — aqueles que são enganados pelo deus desta era?
E quanto a ganhar almas? E quanto às missões? E quanto ao ministério? E quanto à igreja cristã?
Paulo está prestes a aprender o próximo passo. Você precisa ser esvaziado. Precisa ser cheio. Mas agora surge a pergunta: “Haja luz, haja luz — recebo luz, recebo luz. Acho que preciso ser um transmissor, além de receptor. Toda essa luz entrando — como ela sai?”
Acho que seria bom se Deus, depois que fôssemos salvos, colocasse uma auréola ao nosso redor. Vocês sabem, aquelas auréolas que os artistas costumavam usar — aquele pequeno círculo de luz em torno da cabeça, para que se reconhecessem os santos e a divindade.
Não seria interessante se Deus colocasse uma auréola, um halo, em torno da nossa cabeça? Isso facilitaria muito as coisas. Você diria: “Olhem, lá vem um cristão”. Daria para reconhecê-lo pela auréola. Todos os não salvos saberiam quem é cristão.
Você poderia saber como está sua vida em Cristo usando apenas um medidor de luz. “Ei, confira os números. Está aumentando?” É claro que, se você estivesse se afastando do Senhor, sua auréola o denunciaria. Não haveria hipócritas se tivéssemos uma auréola.
Foi isso que Jesus quis dizer em Mateus 5:14,16?
Vós sois a luz do mundo. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens.
Irmãos, já que não há auréola, como a luz será manifestada? Esse Cristo que estamos recebendo e recebendo — vendo mais revelação, iluminação, vivificação, revelação —, como Ele será manifestado?
Ter luz na alma é uma coisa. Deixar essa luz sair é outra. Agora Paulo precisa aprender como Deus planejou fazer a luz sair de dentro.
Para estabelecer a ligação teológica, deixem-me mostrar a ilustração que Paulo escolhe no capítulo 4. Depois, para simplificar bastante, vou apresentar isso em quatro princípios simples, e então orar para que avancemos além dos princípios, tenhamos vida e vejamos o Senhor.
Observem o contraste entre 2 Coríntios 4:6 e 2 Coríntios 4:7:
Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é Quem resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo.
Mas — o versículo seguinte começa com um “mas”.
Mas temos este tesouro em vasos de barro.
Luz maravilhosa. Tesouro maravilhoso. Cristo maravilhoso. Mas, infelizmente, temos esse tesouro — o grego diz — num pote de barro, num vaso de barro. Não num recipiente de vidro, de metal ou de bronze, mas num pote de barro barato, sem beleza, frágil, sem valor.
Os capítulos 3, 4 e 5 deste livro estão cheios de contrastes. A luz é contrastada com as trevas. A vida é contrastada com a morte. O que se vê é contrastado com o que não se vê. O presente é contrastado com o futuro. A leve tribulação é contrastada com um eterno peso de glória.
Agora, em 2 Coríntios 4:6-7, o tesouro precioso é colocado em contraste com o pote de barro. Temos uma luz maravilhosa; temos um Cristo maravilhoso em nós. Mas temos esse tesouro em vasos de barro.
Não posso provar isso, mas concordo com a maioria dos comentaristas que acreditam que o apóstolo Paulo, neste texto, está se referindo a uma história do Antigo Testamento. Estou falando de Juízes, capítulos 6 a 8 — a história de Gideão, dos trezentos de Gideão.
Não posso provar que ele tinha isso em mente, mas acho que tinha. Quer estivesse na mente dele ou não, está na minha. Então, deixem-me contar a história. Tenho certeza de que vocês a conhecem, mas vou contá-la em sua simplicidade básica, e depois voltaremos a este assunto.
Gideão foi escolhido por Deus para liderar um exército contra os midianitas. Deus, o Espírito Santo, tem o cuidado de nos informar a proporção das forças. No início, eram 135 mil inimigos contra 32 mil no exército do Senhor.
Aqui temos uma ilustração coletiva. Ao estudar a Palavra de Deus, lembrem-se de que tudo o que é verdadeiro a respeito do corpo é verdadeiro a respeito do indivíduo. Tudo o que é verdadeiro a respeito do indivíduo também pode ser aplicado ao corpo.
Portanto, esteja certo de que, na sua vida, Deus vai levá-lo pessoalmente além dos seus limites. Ele fará isso. Mas também levará o corpo, como grupo, para além do limiar.
O exército de Gideão tinha 32 mil contra 135 mil. Uma proporção de quatro para um. Parafraseando, Deus diz: “Sei que vocês vão confiar em si mesmos com essa proporção, por isso vou torná-la ainda mais desfavorável, para que não confiem em si mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos”.
Deus disse a Gideão que simplesmente anunciasse ao povo: “Quem estiver com medo, volte para casa”. Então, 22 mil soldados voltaram para casa. Isso mudou a proporção para treze e meio para um.
Deus diz: “Não, porque vocês estão tão cheios de confiança em si mesmos que, se vencessem com uma proporção de treze e meio para um, diriam: ‘Vejam que grande vitória conquistamos’”. Então Deus disse: “Vou ter de pressioná-los novamente para além dos seus limites, para que saibam que isso vem do Senhor”.
Gideão recebeu a ordem de testar quais eram os verdadeiros soldados. Ele disse: “O teste será este: leve-os até o rio. Observe os que largarem suas armas, porque não são verdadeiros soldados. Se colocarem as duas mãos na água e a lamberem como um cachorro, não são verdadeiros soldados. Se segurarem a arma e beberem com uma das mãos, fique com esses”.
Eles fizeram isso. Dos 10 mil, vocês conhecem a história, 9.700 largaram suas armas, restando 300 homens e uma nova proporção: 450 para um.
Deus diz: “Muito bem, agora, com essa proporção — 450 para um —, vocês sabem que estão em inferioridade numérica. Sabem que estão cercados pelos flancos. Sabem que estão em desvantagem em tudo. Seus adversários têm mais habilidade. Agora sei que, se vocês tiverem uma vitória, saberão que é por causa de Deus, que ressuscita os mortos”.
Então, em Juízes 7:15-25, o Espírito Santo registra essa história estranha, mas muito instrutiva. Ele disse a Gideão que pegasse aqueles 300 homens e os equipasse com tochas, trombetas e um pote de barro — a mesma palavra: cântaro.
Cada um daqueles 300 soldados deveria segurar uma trombeta na mão direita e uma tocha acesa na esquerda, com o pote de barro sobre ela, para que a chama não pudesse ser vista. Ainda haveria espaço suficiente debaixo do pote para mantê-la acesa. Imagino que o pote se apoiasse no braço deles ou algo assim.
Então, os 300 soldados deveriam cercar os midianitas. Em cada colina ao redor do acampamento dos midianitas deveria haver um soldado. Ao sinal combinado, quando alguém gritasse “A espada do Senhor e a espada de Gideão”, deveriam pegar a trombeta, despedaçar o cântaro, tocar a trombeta com força e deixar o resto com o Senhor.
Bem, eles fizeram isso. Vocês percebem o que passou pela mente dos midianitas? Era noite; estava escuro; e, de repente, para onde quer que olhassem, viam uma tocha e ouviam uma trombeta tocando.
Eles acharam que estavam cercados não por 300 homens, mas por 300 regimentos. A confusão tomou conta. Segundo a Bíblia, homens, mulheres, crianças, cavalos, camelos — todos corriam em todas as direções. Cada um achava que seu vizinho era israelita, e todos começaram a matar uns aos outros.
Assim, aqueles homens desceram para uma batalha já vencida. Uma história tremenda.
Tudo isso para dizer o seguinte — e acho que Paulo tinha isso em mente —, nosso próximo princípio, que vocês já sabem qual é: para que Cristo fosse liberado, para que Cristo fosse manifestado, o vaso — o pote de barro — precisava ser quebrado.
Este, meus irmãos, é o princípio para o qual temos caminhado. O vaso precisa ser esvaziado. Certamente precisa ser cheio de Cristo, da plena suficiência de Cristo. Mas agora, para manifestar Cristo, para liberar Cristo, para que Cristo possa sair — esse tesouro precioso que está no pote de barro —, o pote precisa ser quebrado.
2 Coríntios 4:10-11 diz:
Trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.
Alguns de vocês suspiraram de alívio quando atravessaram a linha e disseram: “Finalmente, acabou tudo. Agora não há mais pressão. Não há mais problemas, não há mais provações. Deus me levou ao limite. Deus me levou além do limite. Agora estou do outro lado da linha. Estou seguro”.
Deus leva muito a sério, irmãos, a formação de servos. Ele leva isso muito a sério. Leva muito a sério a manifestação de Cristo. O vaso precisa ser quebrado.
Dito isso, deixem-me recuar um pouco, retomar o assunto e apresentar quatro princípios simples. Vou voltar a alguns pontos que já abordamos. Só para deixar claro, vou enunciar esses princípios.
O vaso de barro precisa ser quebrado para liberar Cristo, para manifestar a vida de Cristo. Se a luz que está dentro vai ficar visível, o vaso precisa ser quebrado.
Li uma história maravilhosa sobre alguns antigos vasos de barro que continham um tesouro precioso. Talvez vocês tenham ouvido essa história. Estou me referindo aos Manuscritos do Mar Morto.
Os Manuscritos do Mar Morto, como vocês talvez saibam, foram descobertos em 1947. Entre aqueles rolos estavam alguns dos manuscritos mais antigos já encontrados. Havia dezessete folhas do livro de Isaías, feitas de couro, todas costuradas umas às outras, com cerca de sete metros e trinta centímetros de comprimento. Era o livro de Isaías. Também havia trechos de Habacuque, Daniel e assim por diante.
Segundo a história, esses tesouros foram encontrados por causa de alguns pequenos pastores — meninos são meninos —, e um desses meninos, um pequeno pastor beduíno, estava brincando perto de Qumran, ali no noroeste da Jordânia. Ele estava jogando pedras.
Jogou uma pedra dentro de uma caverna e ouviu um velho pote de barro se quebrar. Subiu até a caverna para investigar, e foi então que encontraram aqueles grandes vasos de barro.
Temos esse tesouro em vasos de barro. Também somos vasos de barro, e digo a vocês: contemos um tesouro infinitamente mais valioso do que o daqueles potes que guardavam os Manuscritos do Mar Morto. Estamos falando do Senhor Jesus.
Assim como, nos dias de Gideão, os potes precisaram ser quebrados; assim como Maria precisou quebrar aquele frasco de alabastro com perfume precioso para ministrar ao coração de Cristo; assim como o Senhor Jesus precisou partir os pães para atender à multidão faminta; assim como o grão de trigo precisa morrer e ser rompido antes que sua vida latente possa ser liberada; assim como nosso próprio Senhor Jesus precisou ser quebrantado na cruz antes que pudéssemos beber das fontes da salvação; assim como aqueles vasos que continham os Manuscritos do Mar Morto precisaram ser quebrados antes que o tesouro fosse encontrado — assim também, irmãos, não há atalho para isso.
Se você leva a sério ser um servo, precisa ser quebrantado. Eu preciso ser quebrantado. Nossa verdadeira vida não é medida pela quantidade de vinho espiritual que recebemos, mas pela quantidade que é derramada no ministério, no serviço ao nosso próximo.
Segundo princípio: Deus usa a vida cotidiana para quebrar o vaso.
Muitas vezes, quando as pessoas ouvem isso — “Preciso ser quebrantado” —, a primeira tentação é correr para o legalismo e dizer: “Eu sabia que era fácil demais para ser verdade. Não basta apenas ver Jesus. Não, precisa haver quebrantamento. Esse vaso de barro precisa ser quebrado”.
“Então, vamos mortificar nossa carne. Vamos negar a nós mesmos e reprimir nosso pecado. Vamos nos derramar voluntariamente. Vamos começar a convidar todo mundo para jantar. Vamos iniciar um programa de visitas. Vamos voltar a parecer expositores ambulantes de folhetos e enfiar o evangelho goela abaixo de todo mundo. Vamos inserir Jesus em todas as conversas. Precisamos ser quebrantados. Vamos sair e fazer essas coisas.”
Bem, se Cristo vai brilhar através do vaso, não será porque entraremos em algum tipo de autorrenúncia ou ascetismo. Paulo não disse: “Quebrem o vaso”. Paulo diz: “O vaso precisa ser quebrado”. Há uma diferença. Não somos nós que o quebramos.
Na verdade, é algo bastante passivo. Ouçam como Paulo descreve as pedras que quebraram seu pote de barro. 2 Coríntios 4:8-10:
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.
Ele estava falando das dificuldades cotidianas pelas quais passava em suas viagens missionárias e assim por diante — seus problemas, suas aflições, suas provações, seus testes, as perseguições que sofria, suas perplexidades, as oposições que enfrentava.
Deus nunca nos mandou fazer mais do que olhar para Jesus. Mas o que Ele diz é que, quando fazemos isso de verdade, Deus organiza nossa vida para que o vaso seja quebrado.
Basta um momento de reflexão para comprovar isso. Pensem em quando Cristo é visto pelos outros. É quando o mar está liso como vidro, o tempo está bom, não há dificuldades, e os cristãos seguem vivendo com tudo dando certo? É nessa hora que Cristo brilha através deles? Pensem nisso.
É quando vocês estão abatidos, aflitos, feridos e quebrantados. Então, as pessoas olham e observam. De algum modo, percebem que vocês estão sendo sustentados naquele período.
Elas teriam de se jogar de um prédio ou de uma ponte, porque não conseguiriam enfrentar aquilo. Não conseguem lidar com a situação. E observam vocês. Veem sua alegria, sua maneira de pensar e o consolo que estão recebendo. Veem que vocês estão sendo sustentados.
Quando essas coisas entram na sua vida, você continua louvando a Deus. Continua se alegrando. Continua adorando. Quando enfrenta oposição, de alguma maneira não se torna amargo. Não guarda hostilidade nem um coração vingativo. Não tenta dar o troco. Não murmura.
Acho que nos afastamos milhões de quilômetros desses grandes princípios. Se o que tenho ouvido entre os irmãos é verdade, se Deus está falando ao Seu povo ao redor do mundo sobre essa questão de nos derramarmos pelos outros, então, se vier um avivamento, um dos grandes sinais desse avivamento será um povo quebrantado diante de Deus. Será uma simplicidade de criança diante de Deus.
Ouvimos todo tipo de palavra, como erudição e títulos acadêmicos. Não ouvimos tanto sobre quebrantamento, fraqueza, incapacidade e dependência. Em vez disso, ouvimos palavras como abençoado, saudável, prosperidade, próspero, rico, seguro.
Nossos seminários e nossas igrejas estão tão cheios de homens e mulheres talentosos, homens e mulheres dotados de dons, homens e mulheres eloquentes, homens e mulheres zelosos, e até homens e mulheres dedicados.
Onde estão os quebrantados? Onde estão os homens e as mulheres quebrantados? Parece que, de alguma forma, resistimos ao quebrantamento. E digo a vocês, irmãos — e seu coração sabe disso —: se resistimos ao quebrantamento, estamos resistindo à única maneira pela qual Cristo é liberado através de nós. Ele é liberado por meio do quebrantamento.
Guardem esse princípio, e deixem-me compartilhar o terceiro. Não apenas o vaso precisa ser quebrado para liberar Cristo, e não apenas Deus usa a vida cotidiana e todas as situações da vida para quebrar esse vaso, mas tudo o que entra na minha vida com o propósito de quebrar o vaso tem o propósito de cooperar para o meu bem.
Essas coisas estão a meu serviço. Estão trabalhando em meu favor. Estão trabalhando em favor de vocês.
Se vocês percorrerem os capítulos 4 e 5, perceberão a grande ênfase na fé nesses dois capítulos. Não vamos dedicar tempo a demonstrar isso, mas o Espírito Santo, por meio do apóstolo, simplesmente começa a falar sobre fé. É quase como se Ele tivesse entrado de repente nesse assunto.
É quase como se Paulo dissesse: “Você precisa ser quebrantado. Agora precisa enxergar isso pela fé. Caso contrário, nunca acreditará que isso está trabalhando em seu favor”. O apóstolo enxergou isso pela fé.
Olhem, por favor, para 2 Coríntios 4:17:
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós, cada vez mais abundantemente, um eterno peso de glória.
Tomem essas três palavras: “produz para nós”. Ele está falando de todas as aflições que entram na sua vida e diz que estão trabalhando em nosso favor. Na verdade, o que ele faz nesse versículo é pegar todos os problemas que já enfrentou — e, se vocês lerem o restante de Coríntios, encontrarão uma lista deles, pelo menos de alguns —, somar todos e chamá-los de leve tribulação, trabalhando em nosso favor.
É exatamente o oposto de Gênesis 42:36, quando Jacó diz:
Todas estas coisas são contra mim.
Naquele momento, ele ainda não havia entendido. Uma leve e momentânea tribulação, trabalhando em nosso favor.
Digo a vocês, irmãos: fomos chamados para isso. Quando Deus começar a nos quebrantar — ou continuar a nos quebrantar, conforme o caso —, será uma ajuda saber, pela fé, que isso está trabalhando em nosso favor, que está produzindo algo para nós.
Acho que um dos maiores mistérios da terra é a atitude de uma mulher em relação a dar à luz. Aquelas dores de parto — não teríamos seis filhos se os papéis fossem invertidos. Dizem que a dor de um homem com pedras nos rins chega perto, ou algo assim. Nunca tive pedras nos rins. Nunca dei à luz um bebê. Não sei. Pessoalmente, acho uma coisa brutal.
Mas não há nada que se compare a uma mulher em trabalho de parto. Minha pergunta é: por que elas fazem isso mais de uma vez? Minha esposa fez isso cinco vezes. Tivemos seis filhos, mas encaixamos gêmeos no meio. Ela fez isso cinco vezes.
Bem, Deus nos diz por quê. Porque as dores de parto estão produzindo algo para elas. Elas entendem isso. João 16:21 diz:
A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo.
O apóstolo reconheceu que tudo o que entrava na sua vida era uma dor de parto. Entendeu que estava produzindo algo para ele. Quando fixou os olhos naquilo que estava sendo produzido, não apenas achou que valia a pena — passou a desejar aquilo.
Ele disse: “Esta leve tribulação, este pouquinho pelo qual estamos passando, que nos quebranta, está produzindo algo”, porque via o Cristo que estava sendo liberado de sua vida e o tremendo fruto que isso estava gerando. Ele disse: “Ah, por causa daquele bebê, vale a pena. Vale a pena”.
Para Paulo, o quebrar do vaso de barro estava produzindo um eterno peso de glória, muito além de toda comparação. Adoro essa expressão em 2 Coríntios 4:17: “muito além de toda comparação”.
Não sou contra os compositores de hinos. Os compositores têm licença poética e podem apresentar coisas superficiais. Se você se deparar com uma canção superficial, não tenha medo de cantá-la. Às vezes ficamos tão espirituais que dizemos: “Não vou mais cantar isso. Tem uma estrofe que contradiz tal coisa”. Cante mesmo assim.
Há uma parte superficial em todos nós; há partes mais profundas em todos nós. Algumas canções trazem esta ideia: quando virmos o Senhor, o que estamos passando agora parecerá não ser nada em comparação. Bem, o apóstolo não disse isso.
O que o apóstolo disse foi: “Eu gostaria muito de dizer a vocês como será o que está por vir em comparação com isto. Não posso fazer isso, porque o que está por vir não pode ser comparado com isto”. Está além de toda comparação.
O contraste é tão tremendo que se trata de contraste, não de comparação. Ele disse: “Se vocês soubessem aquilo que são chamados a fazer — a experimentar por meio do quebrantamento —, se pudessem entender o que resulta disso, nunca mais resistiriam. Vocês ansiariam por isso”.
Esse é o caminho que tenho seguido: atravessar a linha, ser cheio de Cristo. Agora, para liberar Cristo, preciso permitir que todas essas coisas entrem e me quebrantem, para que Cristo possa ser liberado. Tudo o que entra na minha vida está a meu serviço. Está trabalhando em meu favor. Está produzindo algo para mim; está produzindo algo para vocês.
É por isso que Deus nos deu a percepção da fé para sabermos disso. Precisamos entender que o quebrantamento trabalha em nosso favor. Às vezes, enquanto passamos por ele, simplesmente dizemos: “Nossa, tudo está contra nós”. Mas precisamos entender essas coisas.
É difícil, quando estamos passando por isso, dizer: “Esta falência está trabalhando em meu favor. Não é tremendo? Ah, eu amo este fracasso, a maneira como está trabalhando em meu favor”.
Ou, irmãos, deixem-me oferecer um pouco de mel teológico. Chamo de mel teológico aquilo que é muito doce e um pouco pegajoso. Não daria para dizer essas coisas em qualquer lugar, mas vocês são tão radicais quanto eu, então vou dizer: É verdade que meu pecado está trabalhando em meu favor? Que aquele divórcio está trabalhando em meu favor?
Irmãos, não coloquem limites nisso; creiam de todo o coração. Essas coisas destinadas a quebrantá-los — cada passo adiante na incapacidade, no esvaziamento, no quebrantamento e na fraqueza — são um passo adiante no conhecimento de Deus e no conhecimento do Seu Livro.
Deus vai liberar Cristo, mas precisa haver quebrantamento. Quando ele vier, precisamos saber que está produzindo para nós, muito além de toda comparação, um extraordinário peso de glória.
Muito bem, mais uma coisa e terminaremos. Deus usa as provações cotidianas da vida para nos quebrantar. Todas essas provações cotidianas estão trabalhando em nosso favor.
Aqui está o último princípio: quando estou do outro lado da linha e Deus começa o processo de quebrantamento, surge a tentação de ficar centrado no quebrantamento, em vez de ficar centrado em Cristo.
Às vezes isso nos faz glorificar o sofrimento. Às vezes nos torna esquisitos. Algumas pessoas simplesmente glorificam o sofrimento e dizem: “Ah, eu adoro sofrer”. Algumas pessoas são simplesmente desagradáveis. Arranjam problemas por causa do que dizem ou do seu comportamento estranho, e depois chamam isso de sofrimento por amor de Jesus.
Na verdade, se tivessem agido normalmente, não teriam precisado passar por parte daquilo.
Em 2 Coríntios 5, o apóstolo usa uma ilustração maravilhosa. Ele fala do futuro glorioso, mas não está, de repente, entrando numa discussão sobre o estado intermediário ou sobre o céu. Não está fazendo isso.
O apóstolo toma uma verdade futura e aplica um princípio presente. Toda verdade futura tem um princípio presente, e toda verdade futura tem o propósito de nos mostrar um Cristo presente, do Qual podemos desfrutar antecipadamente agora — o céu em botão.
Ele fala do momento em que literalmente morreremos e literalmente estaremos na presença do Senhor. Compara o abandono da velha tenda ao que quebra o vaso de barro. Diz que a nudez — deixar esta velha tenda — não é o que buscamos. Não buscamos a nudez, mas ser revestidos.
Paulo descreve a vida em 2 Coríntios 5:1-10 nestas palavras — bem, nesta parábola. Ele diz que há duas maneiras de viver. Você pode viver em casa no corpo e ausente do Senhor, ou ausente do corpo e presente com o Senhor.
Agora você diz: “Essa é uma verdade futura. Quando morremos, ficamos ausentes do corpo e presentes com o Senhor”. Isso é verdade, mas há um princípio presente.
Paulo descreve a vida no nível da visão terrena, a vida física, como viver no corpo. Ele diz: “Se vivo no nível da terra, no corpo, pelo que vejo, estou ausente do Senhor. Mas, se vivo presente com o Senhor, estou ausente do corpo”.
O apóstolo começou a explicar como conseguia enfrentar todas aquelas dificuldades que surgiam. Era simples: ele nunca estava em casa.
Se eu fosse à casa do meu vizinho, jogasse uma pedra pela janela e ele não saísse correndo para me agarrar pelo pescoço, eu diria: “Meu vizinho não está em casa”.
Se eu visse meu vizinho parado à janela, pegasse uma pedra e a jogasse pela janela, e ele apenas olhasse para mim; então corresse até o jardim dele e começasse a pisar nas flores, e ele apenas me observasse; então quebrasse os galhos da sua árvore frutífera, e ele apenas olhasse; então revirasse o gramado, e ele não fizesse nada; então ateasse fogo à casa, e ele ainda não fizesse nada — eu diria: “Ele não está em casa”. Certo?
Bem, foi isso que fizeram com Paulo. Quebraram suas janelas, pisaram nas suas flores, quebraram seus galhos, reviraram seu gramado e atearam fogo à sua casa. E ele não estava em casa. Nunca estava em casa.
Ele não estava cercado pelo quebrantamento, porque vivia na presença do Senhor. Estava ausente do corpo e presente com o Senhor.
Irmãos, não temam o quebrantamento. Ele virá. Precisa vir, se Cristo vai ser liberado. Não tenham medo disso. Simplesmente vivam na presença do Senhor. Vivam num lugar secreto com Deus.
Como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: se vocês conversassem com eles depois sobre um fogo, eles não saberiam do que vocês estavam falando. “Fogo? Lembro-me de passear com o quarto Homem na fornalha. Não me lembro de fogo.”
Os que estão passando por isso não percebem nada, porque vivem num relacionamento ininterrupto com Deus. Já os que observam, como Nabucodonosor, recebem um testemunho. Cristo é liberado. Eles O veem. Essa é a manifestação de Cristo.
Irmãos, precisamos atravessar a linha. Ah, sim, precisamos ser cheios de Cristo. Ah, precisamos mesmo. Mas Ele também precisa ser liberado. Precisamos ser quebrantados.
Agora Paulo diz: “Agora posso conhecer Cristo. Agora posso ser servo”. Ainda não, Paulo. Você precisa voltar amanhã de manhã. Há mais um passo, irmãos, que precisamos enxergar. Ah, que Deus nos conceda graça enquanto examinamos isso. Vamos orar juntos.
Meu Pai, sabemos que é algo grandioso para pedir a Ti, mas Tu és um grande Deus. Por isso, pedimos que operes em nossa vida, para que nunca estejamos em casa, para que estejamos sempre na presença do Senhor, de modo que, quando formos quebrantados, as pessoas possam vê-Lo.
Faze isso, nós Te pedimos, por amor de Jesus. Amém.